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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

30
Dez25

"A lenha esperando o Novo Ano"


Mário Silva Mário Silva

"A lenha esperando o Novo Ano"

30Dez DSC03686_ms.JPG

A Espera da Chama Nova

O carrinho verde está parado, mas não inativo.

Não é um abandono, é uma pausa sagrada.

Carrega sobre si o peso de Outono e o cheiro a suor e a serra.

Na sua concavidade metálica, a lenha repousa: toros de carvalho e castanheiro, cada um com a sua história, cada um com dias de sol condensado em fibra e casca.

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A lenha espera o Novo Ano.

E esta espera é uma virtude silenciosa.

Não espera pelo fogo, pois sabe que o fogo virá; o seu destino é a chama, o seu propósito é o calor.

A lenha, com a sua paciência ancestral, aguarda a noite em que o frio é mais exigente, a noite em que o velho se despede e o novo irrompe.

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Olhamos para o caminho que sobe, esbatido na relva, e percebemos que a espera da lenha é a espera do Homem.

Passámos o ano a caminhar, a carregar o fardo, a acumular memórias (a nossa "lenha").

Agora, à porta de janeiro, o trabalho parou.

O carrinho de mão está em descanso merecido.

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A lenha, na sua imobilidade, sabe que o Novo Ano será aceso por ela.

Serão as suas brasas que nos aquecerão os pés gelados na madrugada da promessa.

Será o seu crepitar que abafará o silêncio pesado da mudança.

Ela é a guardiã da transição: o calor que honra o que passou e a faísca que saúda o que está para vir.

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E assim, entre o chão húmido e as rodas paradas, a lenha dorme, sonhando com o fulgor do dia em que se tornará a primeira fogueira de 2026, acendendo o primeiro alento e a primeira esperança de uma nova volta ao sol.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Set25

"Incêndios destruidores"


Mário Silva Mário Silva

"Incêndios destruidores"

12Ser DSC04426_ms

Esta fotografia de Mário Silva retrata a fúria e o poder destrutivo de um incêndio florestal.

A imagem, captada com uma paleta de cores quentes, mostra uma linha de fogo que consome a vegetação, com chamas alaranjadas e vermelhas a contrastar com o fumo espesso, que tinge o céu de tons acastanhados.

A fotografia, com a sua intensidade, evoca uma sensação de medo e de impotência perante a força da natureza.

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O Poder Destruidor dos Incêndios e o Trabalho Meritório dos Bombeiros

O poder destrutivo dos incêndios é uma das maiores ameaças para Portugal, com as chamas a devorar florestas e a destruir casas e vidas.

O fogo, que é uma força implacável, é um perigo constante, especialmente no verão.

O poder dos incêndios, por vezes, é de tal forma que chegam a ser incontroláveis.

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É neste cenário de fúria e de devastação que os bombeiros portugueses se destacam.

Em Portugal, há mais de 12.800 bombeiros profissionais.

A sua missão é a prevenção e o combate a incêndios, o socorro às populações em caso de inundações, desabamentos e outros acidentes, e a prestação de outros serviços de emergência para os quais estejam preparados.

O seu trabalho é incansável e meritório, e por isso o Governo tem reconhecido o esforço destes profissionais no combate a grandes incêndios.

O Estado atribui-lhes uma série de regalias e benefícios sociais em reconhecimento do seu serviço, incluindo acesso a refeitórios públicos e descontos em serviços.

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O papel dos bombeiros portugueses é um testemunho da sua dedicação, do seu profissionalismo e do seu heroísmo.

A sua paixão pelo serviço e o seu compromisso com a comunidade são um farol de esperança em tempos de escuridão.

O artigo e a fotografia de Mário Silva são um lembrete do poder destruidor do fogo, e do trabalho incansável e meritório dos bombeiros, que arriscam as suas vidas para nos proteger.

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Obrigado Bombeiros!!!!

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Set25

"As silvas rodeiam o casebre ... se o fogo chega ... depois não se queixe ...”


Mário Silva Mário Silva

"As silvas rodeiam o casebre

... se o fogo chega

... depois não se queixe ...”

03Set DSC03305_ms

Esta fotografia de Mário Silva retrata um pequeno casebre de cor clara, com telhado de telha de barro, aninhado numa paisagem de campo.

A casa, aparentemente abandonada, está rodeada por silvas e por vegetação seca, que se espalha em todas as direções.

Em primeiro plano, um fardo de palha repousa no chão, dourado pela luz do sol.

No fundo, uma grande rocha, coberta por vegetação seca, e uma floresta de pinheiros verdes completam a paisagem.

A fotografia transmite uma sensação de abandono, mas também de perigo, com a vegetação seca e as silvas a sugerir a vulnerabilidade do casebre a um possível incêndio.

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Estória: A Casa Velha e a Sra. Silvas

A pequena casa, com o seu telhado de telha de barro e as suas paredes claras, era conhecida na aldeia como "a casa da Sra. Silvas”.

Ninguém sabia o nome da mulher que lá tinha vivido, mas a sua memória, como as silvas que a rodeavam, estava enraizada na paisagem.

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A velha, dizia a lenda, tinha um medo obsessivo do fogo.

Ela passava os dias a limpar o terreno, a cortar as silvas e a varrer as folhas secas.

"Onde há mato, há perigo"- dizia ela, com a sua voz fina e suave.

Mas um dia, a velha partiu para a cidade, para viver com a sua família.

A casa ficou sozinha, e as silvas, que a velha tinha lutado para controlar, tomaram o poder.

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As silvas subiram pelas paredes, cobriram o telhado e entraram pelas janelas.

A casa, que antes era um símbolo de trabalho e de cuidado, tornou-se um símbolo de negligência.

E a aldeia, que antes se preocupava, agora olhava para a casa com um misto de tristeza e de resignação.

"As silvas rodeiam o casebre”, diziam eles, "se o fogo chega, depois não se queixe.”

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Um dia, no meio de um verão quente e seco, um incêndio deflagrou nas montanhas.

O vento, forte e quente, trazia o cheiro do fumo e as chamas aproximavam-se da aldeia.

A casa da Sra. Silvas, com o seu manto de silvas secas, era um alvo perfeito.

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As pessoas, com as suas mangueiras e os seus baldes de água, tentavam lutar contra o fogo.

Mas o fogo, com a sua fúria, era mais forte.

E a casa da Sra. Silvas, com o seu manto de silvas, foi consumida pelas chamas.

A casa, que tinha sido o lar de uma mulher que tinha medo do fogo, foi o primeiro a ser destruído.

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A fotografia de Mário Silva capta a casa antes da tragédia.

É um retrato de um momento de paz, mas também de um momento de perigo.

A imagem é um lembrete de que, por mais que a natureza seja bela, a sua força é implacável, e que o nosso cuidado e a nossa atenção são a única forma de nos protegermos.

E a estória da Sra. Silvas é um conto sobre a ironia do destino, e a importância de não nos esquecermos das lições do passado.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Ago25

"Onde há Fumo há Fogo”


Mário Silva Mário Silva

"Onde há Fumo há Fogo”

27Ago DSC04899_ms

A fotografia de Mário Silva, capta a imagem dramática de um incêndio florestal à distância.

A imagem é dominada por uma enorme nuvem de fumo de cor castanho-claro e bege, que se eleva no céu, tingido de tons de amarelo e laranja pela luz do sol.

Em primeiro plano, uma paisagem de colinas e de vegetação rasteira, em tons de verde e castanho, é interrompida por uma estrada de terra batida.

A fotografia transmite uma sensação de urgência e de perigo, com a nuvem de fumo a sugerir a dimensão do fogo que se esconde atrás das colinas.

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A Ferida da Terra - Os Fogos Devastadores em Portugal no Verão

A fotografia de Mário Silva, "Onde há Fumo há Fogo”, é um retrato impactante de uma realidade cíclica e trágica em Portugal: os incêndios florestais durante o verão.

Esta imagem, com a sua nuvem de fumo a subir em direção ao céu, é um lembrete visual do perigo e da destruição que o fogo traz a uma paisagem que, outrora, era um paraíso de verde e de vida.

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As Causas e o Impacto

A combinação de fatores ambientais, como a seca, o calor intenso e o vento forte, juntamente com a densidade da floresta e a falta de limpeza dos terrenos, cria o cenário perfeito para a propagação dos incêndios.

A maioria dos fogos é causada por negligência humana, como a queima de lixo e de mato sem os devidos cuidados, ou por mão criminosa.

O resultado é a devastação de milhares de hectares de floresta, a destruição de ecossistemas, a perda de vidas e a desertificação da paisagem.

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A fotografia, com o fumo a erguer-se no horizonte, mostra-nos a ferida que o fogo deixa na paisagem.

A terra, que antes era uma tapeçaria de cores, fica cinzenta e sem vida.

As árvores, que antes eram um refúgio para os animais, ficam transformadas em troncos carbonizados.

A paisagem, que era um símbolo de vida, torna-se um símbolo de morte.

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A Resiliência e a Esperança

No entanto, a tragédia dos fogos não é o fim da história.

A natureza, com a sua resiliência, começa o processo de renovação.

Depois da devastação, a chuva cai, as sementes germinam e a vida regressa, embora de forma mais lenta e tímida.

O fumo, que antes era um sinal de destruição, dá lugar a um sinal de esperança.

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A fotografia de Mário Silva é um lembrete do perigo, mas também da resiliência da natureza.

É um apelo à consciência humana, um grito de alerta para a importância da prevenção e da proteção da floresta.

O fumo que se vê na imagem não é apenas o resultado do fogo, mas também o sinal de uma luta contínua entre a natureza e a ação humana.

É um lembrete de que a floresta é um tesouro, e que a sua proteção é uma responsabilidade de todos nós.

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Texto & Fotogrfia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Fev25

O Fogo da Lareira (Poema em sextilhas)


Mário Silva Mário Silva

O Fogo da Lareira

(Poema em sextilhas)

10Fev DSC04288_ms

No coração da noite escura,

O fogo da lareira arde,

Com chamas dançantes e puras,

Que a escuridão vem a reverter.

Sua luz, um bálsamo secura,

Nos abraça, o medo a esconder.

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Com  seu calor, a alma aquece,

Nos dias frios de inverno,

Nos traz recordações, felicidade,

De tempos idos, de aconchego.

Em cada fagulha, uma promessa,

De paz e amor sem desterro.

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O crepitar, uma melodia,

Que nos embala na sua dança,

Nos faz esquecer a melancolia,

E nos une em doce esperança.

No brilho, vejo a alegria,

Da família em doce aliança.

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Quando o vento lá fora sopra,

E a noite se faz mais densa,

O fogo da lareira sopra,

Uma chama de eterna essência.

Nessa luz, a vida se compõe,

Amor e calor em profusão.

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Poema (em sextilhas) & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
13
Nov24

“Pôr do sol outonal, por trás dos montes" - Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Pôr do sol outonal, por trás dos montes" - Portugal

13Nov DSC02919_ms

Em tons de fogo, o sol se despede,

Pintando o céu em cores vibrantes.

Montanhas adormecem, silentes e sedentas,

Sob a dança suave de raios radiantes.

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Folhas secas, em alvoroço,

Dançam ao ritmo do vento suave.

A natureza adormece, em doce sossego,

Enquanto a noite se aproxima, suave.

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Em cada canto, um sussurro se ouve,

A saudade do verão que se foi.

Mas a esperança renasce, suave,

Com a promessa de um novo amanhecer.

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Em terras lusas, o outono se revela,

Em paisagens de tirar o fôlego.

E neste pôr do sol, a alma se revela,

Num momento de paz e de regozijo.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Dez21

O pote na lareira - ÁGUAS FRIAS - CHAVES - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

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Um pote de três pés, de ferro, esquentando o caldo de frescos e tenros vegetais, cultivados na horta, ao lado e a lareira crepitando ao ritmo que consome a lenha de carvalho, pitada uns meses antes.

As labaredas bailarinas aquecem o caldo e o ambiente da casa, enquanto o ar gelado se faz sentir lá fora …

ÁGUAS FRIAS - CHAVES - PORTUGAL

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À LAREIRA

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Em frente à lareira

O calor da braseira

Aquece até a alma mais gelada

Em modo de brincadeira

Conta-se uma história brejeira

Para soltar uma risada.

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A lenha vai ardendo aos poucos

E sejam puros ou loucos

Todos se querem aquecer

O lume ajuda o tempo a passar

O frio acaba por abalar

E no quentinho chega o anoitecer.

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A noite já vai alta

Quando a lareira sente a falta

De quem a manteve a iluminar

Só restam as cinzas espalhadas

De umas horas bem passadas

 E a certeza de voltar.

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______________________________ Isabel Mendes _______________________

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Ver também:

https://www.facebook.com/mariofernando.silva.9803/

http://aguasfrias.blogs.sapo.pt

https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA...

https://twitter.com/MrioFernandoGo2

https://www.instagram.com/mario_silva_1957/

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Mário Silva 📷
22
Dez19

Águas Frias (Chaves) - ... Chegou o inverno ...faltam 2 dias para o Natal ... e 9 para o final deste ano ...


Mário Silva Mário Silva

 

Chegou o inverno ...

... faltam 2 dias para o Natal ... 

... e 9 para o final deste ano ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o pote de 3 pés, em ferro, ao lume da lareira ...

... o pote de 3 pés, em ferro, ao lume da lareira ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa na Aldeia que já "viveu" o que tinha a "viver" ...

... uma casa na Aldeia que já "viveu" o que tinha a "viver" ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... um conjunto de fragas que já foi fonte e artisticamente composta numa altura em ainda haviam cantoneiros que tenham gosto em zelar pelas estradas e sua bermas ...

... um conjunto de fragas que já foi fonte e artisticamente composta numa altura em ainda haviam cantoneiros que tenham gosto em zelar pelas estradas e sua bermas ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... pela rua 1º de Maio ...

... pela rua 1º de Maio ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... vacas pastando e aproveitando a erva fresca que a chuva fez crescer ...

... vacas pastando e aproveitando a erva fresca que a chuva fez crescer ...

 

 

 

Até breve !!!

 

 

          

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
18
Out13

Águas Frias (Chaves) - O Flagelo dos incêndios e da "revolta" pelos seus efeitos


Mário Silva Mário Silva

A imagem foi capturada durante o incêndio entre Assureiras e Santo Estevão, mas infelizmente poderia ser de um outro qualquer por onde têm lavrado os inúmeros incêndios que destroem a nossa floresta e ...bens materiais e até infelizmente vidas humanas...
 
Esta é uma foto triste mas infelizmente, muito comum nestes últimos verões. Aproveito para louvar a ação destemida dos nossos bombeiros que arriscam a sua própria vida para salvar o que outros, por incúria, descuido ou "mão criminosa" tentam destruir.
 
 
Infelizmente Águas Frias não foi exceção à vaga de incêndios ...

 
Foi com nostalgia, tristeza e até "revolta" quando vi o resultado do incêndio que deflagrou nasa terras de Águas Frias.
 
 
 
Não tenho terrenos meus, mas isso não foi motivo para que se me apertasse o estômago ao ver aquilo que deveria estar verde se ter transformado em negro.
 
 
 
O negro é sinal de luto e ... a Natureza está de facto em luto ...
 
 
 
 
É triste ver os troncos dos carvalhos, castanheiros e outras árvores transformados em tições ... as giestas reduzidas a cinzas ... algumas vinhas queimadas ,,, tão próximo das vindimas ...
 
Uma coisa é dizer ... outra coisa é ver ... é triste e revoltante ...
 
 
 
Ai se eu apanhasse o pirómano ............
 
 
 
 
 
 
Foi um pouco reconfortante, no meio do negrume das cinzas, ver pequenas plantas que lutavam para renascer, contrastando com o seu verde no meio do negro.
 
 
 
Ao menos a Natureza luta sozinha contra os efeitos nefastos dos incêndios.
 
 
 
 

 
 
 
Embora a Natureza lute para se renovar é uma luta desigual, pois ela precizará de anos e até décadas para repôr o que o incêndio destruíu em instantes ...
 
Este é um tema triste mas real, a que não se deve fechar os olhos ( como por vezes a "Justiça", que em poucas horas devolve à liberdade, de forma impune, os autores da ignição dos incêndios).
 Isso ainda mais me deixa revoltado ....
 
 
Mário Silva 📷
16
Ago13

Festa em Águas Frias (Chaves) - Arraial (tarde e noite) e fogo de artifício


Mário Silva Mário Silva

 

 

Domingo, 04 de agosto de 2013 (tarde e noite)

 

 

Depois de um bom repasto, em família e amigos, e depois de dar tempo para uma digestão (difícil), a meio da tarde a festa profana, estava pronta ...

O grupo musical "Alturas" começa a dar os primeiros acordes de canções populares e bem ritmadas, convidando a um pezinho de dança.

Embora a tarde esteja quente, começaram a chegar ao largo da Junta de Freguesia, pequenos grupos das Gentes de Águas Frias, amigos e até forasteiros ...

O conjunto "Alturas" parecia estar à altura da alegria contida durante o resto do ano de trabalho.

Era quase necessário extravazar essa alegria e descontração.

 

 

Como é enevitável, uns dançam  ... outros apreciam a música, ... outros, junto ao bar vão refrescando as goelas que a tarde de estio convida auma bebida fresca, aproveitando para conviver com amigos, alguns dos quais já não veem desde o ano passado.

Foi uma tarde animada e de confratrenização ....

 

 

O sol começa a descer rapidamente em direção à linha do horizonte, anunciando que a hora do jantar se aproximava. Mas a Festa ainda não tinha acabado ...

 

 

A lua apareceu no céu coberto de ponto luminosos, parecendo a imagem de um planetário ... Era hora do ponto forte das Festas - O arraial da noite.

As luzes do palco, já se piscavam, dando um colorido convidativo a uma noite de verdadeira animação.

O conjunto "Alturas" começou a debitar o seu vasto reportório de musica animada e as pessoas foram chegando, de tal maneira que o recinto se encheu de gente.

Tudo estava pronto para um serão animado, descontraído ... não tardando que o largo se enchesse de pares e grupos de "dançarinos" que sincronizavam os seus passes com o ritmo da música.

 

 

Toda esta animação continuou ... até que cerca da meia noite, a Comissão de Festas, brindou todos os presentes e mesmo as povoações vizinhas, com um longo e magnifico fogo de artifício.

 

Foi ver todos de nariz espetado para o céu admirando com ar estupefacto e admirado o brilhar dos pontos coloridos, apresentando variadas formas e conjuntos de cores que faziam delirar quem o admirava.

 

 

Foi um espetáculo de pirotecnia de grande qualidade que não deixou ninguém indiferente.

O ribombar dos morteiros fizeram estremecer ... anunciando o fim do espetáculo, sendo brindada a Comissão de Festas com uma sonora salva de palmas. Via-se satisfação no rosto das pessoas.

 

Mas a Festa ainda não acabava aqui continuando o arraial com a animação do conjunto musical e muitos continuaram a dar o seu pezinho de dança.

 

 

Foi um dia em cheio, bem recheado e com muita animação.

A organização estava de parabéns ...e por isso vou dedicar opróximo "post" aos homens e mulheres que tornaram as Festas possíveis - a Comissão de Festas ...

 

 

Até breve ....

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
08
Ago12

Águas Frias (Chaves) Incêndio na encosta do Brunheiro


Mário Silva Mário Silva

Estava programado trazer aqui momentos de alegria descontracção e convívio, vividos durante as Festas em honra de S. Pedro que decorreram no passado fim de semana, mas algo me fez modificar essa intenção, pois algo me mexeu com os sentimentos: revolta, tristeza, incompreensão, ….

 

 

 

Fim de uma tarde quente do dia 07 de agosto de 2012, já depois do toque das Trindades, em que o sol se escondia, por trás das serras galegas … eis que se vislumbra da aldeia de Águas Frias um foco de incêndio a meio da encosta do brunheiro, junto ao Castelo de Monforte do Rio Livre.

 

 

 

As chamas começam a iluminar, no crepúsculo, e um sentimento se alarme e tristeza começa a preencher os corações das Gentes da Aldeia … desolação …

 

 

A serra, sempre bonita com os seus tons de verdes e castanhos dos carvalhos, começa a metamorfosear-se em amarelos e laranjas das chamas que começavam lentamente a avançar pela encosta … desolação …

De imediato, várias pessoas chamaram os bombeiros para tenterem debelar o incêndio … esperança e desolação …

 

 

A noite chegava … várias pessoas, da aldeia, subiram a serra para, como pudessem, tentar impedir o avanço das chamas.

Começam a chegar os “carros de combate” dos bombeiros, vindos de Chaves, Castanheira, Vidago e de Valpaços.

 

 

 

 

Como o incêndio começou, não se sabe como, já ao pôr do sol, ( … estranho …) impediam que fossem utilizados meios aéreos e dificultava o acesso dos carros dos bombeiros aos locais da frente das chamas, mas com a ajuda das Gentes conhecedoras das “rodeiras” no terreno de difícil acesso, lá encaminhavam os Bombeiros que com os seus carros de “combate” rompiam por entre os “caminhos” estreitos e rodeados de carvalhos e pedregulhos nos lados e no meio, mas nada impediram esses autênticos “carros de combate” de romperem …. valorosos …

 

 

 

 

Com tantos meios de combate lá foi circunscrito e debelado o combate ao fogo, não deixando que ele destruísse o ainda verde da encosta.

 

 

Foi um susto, … muita desolação … e também muita interrogação sobre a origem e o timing do início do fogo …. fim do dia … numa zona de fracos acessos … longe dos caminhos principais ….

 

 

 

Bom!!!   Estranho !!!!....

Mas felizmente ainda se salvou a encosta e o verde ainda predomina ….

 

 

 

...

 

Até breve com um tema mais alegre  - a Festa em hora do padroeiro de Águas Frias – S. Pedro.

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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