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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

12
Ago25

Coreto junto ao Santuário de Santa Rita das Ermidas (Bouçoães) – Valpaços - Portugal


Mário Silva Mário Silva

O Coreto

Santuário de Santa Rita das Ermidas

(Bouçoães) – Valpaços - Portugal

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A fotografia de Mário Silva, intitulada "O coreto", retrata uma estrutura de coreto em pedra, situada no Santuário de Santa Rita, em Ermidas, Bouçoães, Valpaços.

O coreto é elevado, construído sobre uma base circular de pedra irregular e rústica, com um murete baixo que o envolve.

Uma escadaria, também de pedra, com corrimão de ferro preto, dá acesso à plataforma do coreto, onde se erguem colunas brancas que sustentam um telhado cónico de telha cerâmica avermelhada.

No murete do coreto, lê-se a inscrição "S.RITA" em letras brancas.

O chão em frente à estrutura é de terra batida e relva seca, com uma escadaria de pedra mais ampla em primeiro plano que sugere a entrada para o local.

O céu, com algumas nuvens brancas, e as árvores verdes que ladeiam o coreto, complementam a paisagem serena.

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O Coreto - O Coração Musical das Aldeias e Vilas de Portugal

O coreto, uma estrutura arquitetónica frequentemente octogonal ou circular, com uma cobertura protetora e uma plataforma elevada, é uma presença familiar e emblemática em praças, jardins e santuários por todo o território português.

A fotografia de Mário Silva, capturando o coreto do Santuário de Santa Rita em Ermidas, Valpaços, evoca a serenidade e o simbolismo deste espaço.

Longe de ser apenas um ornamento, o coreto desempenhou e continua a desempenhar um papel vital na vida cultural e social das comunidades portuguesas.

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O Palco da Vida Comunitária

Historicamente, a função principal do coreto era servir de palco para as bandas filarmónicas, que eram (e ainda são) o núcleo da vida musical em muitas aldeias e vilas.

Nestes palcos improvisados ao ar livre, as bandas tocavam melodias que animavam festas populares, celebrações religiosas e arraiais de verão.

As famílias juntavam-se à sua volta, as crianças corriam, os mais velhos conversavam, e os jovens namoravam, criando um vibrante ponto de encontro e socialização.

O coreto transformava-se no epicentro da comunidade, onde a música era o elo de ligação entre todas as gerações.

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Símbolo de Identidade e Tradição

Além da sua função musical, o coreto é um símbolo de identidade e tradição.

A sua presença num espaço público marca o centro da localidade, servindo como ponto de referência e de orgulho para os seus habitantes.

A construção de um coreto era, muitas vezes, um projeto comunitário, que envolvia o esforço e a dedicação de todos, reforçando o sentimento de pertença.

As festas em honra dos padroeiros, como se pode deduzir pela referência a "S. RITA" no coreto da fotografia, são momentos em que o coreto recupera a sua função primordial, unindo a fé, a cultura e a alegria do reencontro.

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Um Legado a Preservar

Nos tempos modernos, a importância do coreto pode ter diminuído em algumas áreas, com o declínio das bandas filarmónicas e as mudanças nos hábitos de lazer.

Contudo, a sua beleza arquitetónica e o seu significado histórico persistem.

Muitos coretos estão a ser revitalizados, não só para eventos musicais, mas também para peças de teatro, exposições e outras atividades culturais, mantendo-os como espaços vivos de expressão artística e de convívio social.

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O coreto de Ermidas, com a sua estrutura sólida de pedra e a sua vista serena, é um excelente exemplo da resiliência deste símbolo cultural.

Ele representa não apenas um local de música, mas um guardião de memórias, de tradições e do espírito comunitário que continua a definir a essência das gentes de Portugal.

O coreto é, em suma, o coração que bate no ritmo das celebrações e no silêncio da saudade, um palco permanente na vida de muitas comunidades.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Ago25

Hoje há Festa na Aldeia (Águas Frias – Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Hoje há Festa na Aldeia

Águas Frias – Chaves - Portugal

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Em Águas Frias, onde o granito abraça o céu,

E a brisa da serra sussurra segredos ao léu,

Hoje não há silêncio, nem o gado de um pastor,

Pois a aldeia inteira veste o seu melhor calor.

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Do palco, luzes pintam a noite sem fim,

Verdes e azuis, amarelos e carmim.

Acordes vibrantes, um som que nos guia,

A banda em palco, a dar vida à melodia.

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Multidão que se agita, num abraço sem par,

Faces sorridentes, a rir e a cantar.

Amigos que regressam, de terras distantes,

Para reviver memórias, momentos gigantes.

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O cheiro a entrecosto, a fumaça no ar,

Mistura-se à festa, ao doce luar.

Crianças que correm, em jogo e folia,

É a alegria que salta, um novo dia.

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Há mãos que se erguem, num brinde ao verão,

No peito um calor, sem igual emoção.

As vozes se juntam, num coro feliz,

Cantando a esperança, a vida que quis.

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Por entre os arcos, a luz a bailar,

Um elo se forma, de alma e de olhar.

Porque neste arraial, a alma se faz,

Mais forte, mais viva, em festejos e paz.

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Em Trás-os-Montes, a tradição a pulsar,

Que a aldeia respira, ao sol e ao luar.

Hoje há festa em Águas Frias, sim!

Um reencontro eterno, que não tem fim.

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Pois hoje há festa, e a aldeia irradia,

A chama da vida, a pura energia.

Em Águas Frias, em cada canção,

Pulsa a alma de um povo, em plena união.

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Texto & Fotografia digital: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Ago25

"A Festa de Verão" - sábado (Águas Frias - Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"A Festa de Verão"

sábado

(Águas Frias - Chaves - Portugal)

09Ago DSC01263_ms

No ano de 2025, a pequena aldeia de Águas Frias, aninhada no concelho de Chaves, em Portugal, vestiu-se de gala para mais uma edição da sua já tradicional "Festa de Verão".

Longe de ser apenas um mero evento, esta celebração transformou-se num verdadeiro epicentro de confraternização, onde o passado e o presente se entrelaçaram em abraços apertados, sorrisos rasgados e olhares marejados de emoção.

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Desde o final da tarde, o largo de Águas Frias começou a encher-se, à medida que os primeiros acordes da música tradicional portuguesa se faziam ouvir.

Mas a magia da Festa de Verão vai muito além do ritmo contagiante das concertinas e dos cantares tradicionais.

É nos encontros, muitas vezes inesperados, que reside a verdadeira essência desta celebração.

Amigos de infância que se reencontram após anos de distância, famílias que se reúnem vindas dos quatro cantos do mundo, e novas amizades que florescem sob o calor das noites de verão.

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A saudade, sentimento tão intrínseco à alma portuguesa, pairava no ar, mas era uma saudade doce, temperada pela alegria do regresso.

Era visível nos olhares de quem emigrou e que, por estes dias, volta à sua terra natal para reviver as memórias e fortalecer os laços.

As conversas estendiam-se pela noite dentro, repletas de histórias contadas e recontadas, de risadas partilhadas e de momentos de cumplicidade que aqueciam o coração.

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A emoção era palpável em cada rosto, em cada abraço apertado.

As recordações desfilavam livremente, desde as brincadeiras de criança nos campos em redor, até aos bailes de outrora na mesma praça.

Tudo contribuía para um ambiente de pura nostalgia, mas uma nostalgia feliz, que celebrava a vida e a riqueza das experiências partilhadas.

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E, claro, não faltou a alegria, em abundância, para encher a festa de cor e vivacidade.

Crianças corriam e brincavam, casais dançavam ao som da música, e grupos de amigos brindavam à vida.

A tasquinha da comissão de festas, repleta de iguarias regionais e o famoso vinho de Chaves, eram pontos de paragem obrigatória, adicionando sabor à festa.

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A Festa de Verão de Águas Frias, em 2025, reafirmou-se como um evento que transcende o mero entretenimento.

É um hino à comunidade, à memória e, acima de tudo, à alegria de viver e de partilhar.

Um convite irrecusável para que, ano após ano, todos os caminhos voltem a confluir em Águas Frias, onde a confraternização, os encontros, os reencontros, a saudade, a emoção e a recordação se misturam numa celebração inesquecível de muita, muita alegria.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Ago25

A Festa de Verão em Águas Frias (08, 09 e 10 de agosto de 2025): Um Brilho de Tradição e Alegria em Chaves


Mário Silva Mário Silva

A Festa de Verão em Águas Frias

(08, 09 e 10 de agosto de 2025)

Um Brilho de Tradição e Alegria em Chaves

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Águas Frias, uma pitoresca localidade do concelho de Chaves, em Portugal, ganha um brilho especial a cada verão com a celebração da sua afamada "Festa de Verão".

Este evento anual, que irradia cor e animação, é um verdadeiro cartão de visitas da cultura local, atraindo não só os seus residentes, mas também visitantes que procuram vivenciar a autenticidade e a alegria transmontana.

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A festa é um espetáculo para os sentidos, onde a cor se manifesta nas vibrantes decorações festivas e nos fogos de artifício que pintam o céu noturno.

A música é o motor da folia, com o som a ecoar pelas ruas, convidando todos a participar na dança e na celebração.

Para garantir que a sede não atrapalhe a diversão, um bar aberto oferece bebidas geladas, enquanto o bom vinho da região e os petiscos típicos deliciam os paladares mais exigentes.

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A tradição e a diversão coexistem em perfeita harmonia.

Os entusiastas de jogos de cartas reúnem-se para o emocionante Torneio de Sueca, onde a destreza e o convívio se misturam.

A beleza e o carisma da juventude local são celebrados nos concursos de mini e de miss Águas Frias, momentos de descontração e aplausos.

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Os morteiros, com o seu estrondo característico, assinalam os momentos de maior efervescência, enquanto a Missa e a Procissão trazem um lado mais solene e tradicional à festa, reforçando os laços de fé e comunidade.

O ponto alto da programação musical é o concerto com "Paulo Raiz & Amigos", que contagia a assistência com a sua energia e repertório animado.

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Para culminar as celebrações, o céu de Águas Frias transforma-se num palco de luz e cor com um grandioso espetáculo de fogo de artifício, um momento que capta a atenção de todos e encerra a festa com chave de ouro.

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"A Festa de Verão" em Águas Frias é, em suma, uma experiência inesquecível de cor, música, gastronomia e convívio, onde a alegria transborda e a identidade de uma comunidade se celebra em pleno.

É um evento que reafirma a hospitalidade de Chaves e deixa em cada participante a vontade de regressar no ano seguinte para mais uma dose desta contagiante alegria.

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Texto & Fotomontagem: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Ago25

Em Tempos Áureos, Bastava Uma Concertina Para Haver Festa: A Alma de Águas Frias


Mário Silva Mário Silva

Em Tempos Áureos, Bastava Uma Concertina Para Haver Festa:

A Alma de Águas Frias

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Em Águas Frias, como em tantas aldeias recônditas de Trás-os-Montes, o conceito de "festa" era algo intrínseco ao pulsar da vida comunitária, algo que florescia com simplicidade e genuinidade.

Longe dos palcos grandiosos e das luzes néon que hoje caracterizam muitos arraiais, houve um tempo – os "tempos áureos" – em que a alegria nascia da partilha, da espontaneidade e, acima de tudo, de um instrumento mágico: a concertina.

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Naqueles tempos, a vida era feita de trabalho árduo no campo, de dias longos sob o sol e de invernos rigorosos.

Mas quando a semente estava lançada, a colheita guardada ou uma efeméride se anunciava, a aldeia ansiava pelo momento de esquecer as fadigas e celebrar.

Não era preciso um orçamento milionário ou uma banda de renome.

Bastava que um dos rapazes da aldeia, ou alguém de uma aldeia vizinha, pegasse na sua concertina.

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Eram jovens como o Serafim, que tinha um ouvido apuradíssimo e dedos que pareciam bailar sobre os botões do fole.

A sua concertina, com os seus foles coloridos e um som que era a própria voz da serra, era a orquestra inteira.

Bastava a melodia de uma chula, de um malhão ou de um vira, e num instante, o café, o “concelho” ou o recreio da escola transformava-se num salão de baile improvisado.

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As portas abriam-se, trazendo cadeiras e bancos para os mais velhos, que se sentavam à roda, batendo o ritmo com os pés e cantando as letras que sabiam de cor.

Os jovens, com os corações cheios de energia, formavam rodas para as danças tradicionais, os rapazes cortejando as raparigas com passos apressados e sorrisos cúmplices.

O pó levantava-se do chão batido, as saias rodopiavam, e o ar enchia-se de risos, gritos de alegria e o inconfundível som do acordeão a vibrar.

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A festa não era um evento planeado ao pormenor; era um acontecimento orgânico.

Começava ao fim do dia, depois do trabalho, e estendia-se pela noite adentro, sob o luar ou a luz bruxuleante de um candeeiro.

As vizinhas traziam folar caseiro, tigelas de tremoços e o vinho tinto da produção própria, forte e generoso.

As cantorias, muitas vezes improvisadas, contavam histórias de amores, de desaires, de desafios do quotidiano.

A comunidade inteira, sem distinção de idades ou posses, participava.

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Naqueles encontros, fortaleciam-se os laços, esqueciam-se as desavenças, celebravam-se os casamentos e os batizados, e choravam-se as ausências.

A concertina não era apenas um instrumento musical; era o catalisador da alma da aldeia, um fio condutor que unia as gerações e mantinha viva a chama da identidade transmontana.

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Hoje, os arraiais de Águas Frias são maiores, mais ruidosos, com palcos imponentes e luzes cintilantes, como a fotografia de Mário Silva tão bem capta.

Mas a memória daqueles "tempos áureos" permanece.

A sabedoria popular sabe que, no fundo, a verdadeira festa não reside no espetáculo, mas na essência do convívio, na partilha simples e na alegria que floresce quando a comunidade se reúne.

E, para isso, ainda hoje, o som de uma concertina tem o poder de despertar a alma da aldeia e fazer os corações de Águas Frias dançar.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Ago25

"O Sol brilha ...e a Festa da Aldeia aproxima-se" … e uma breve estória


Mário Silva Mário Silva

"O Sol brilha ...e a Festa da Aldeia aproxima-se"

… e uma breve estória

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A fotografia de Mário Silva captura uma cena rural sob a intensa luz do sol.

Em primeiro plano, a imagem é dominada pelas silhuetas escuras de duas árvores frondosas, cujos troncos e ramos se destacam contra o brilho ofuscante do sol.

O sol, no centro da composição, irradia uma luz dourada e amarelada que preenche grande parte do céu, criando um efeito de “flamejar” e um “halo” luminoso à volta das árvores.

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A vegetação em primeiro plano, que parece ser erva seca e alguma folhagem rasteira, está também em contraluz, adquirindo tons quentes de dourado e castanho, banhada pela luz solar.

A atmosfera geral da fotografia é quente e um pouco etérea, sugerindo um final de tarde de verão.

A imagem transmite uma sensação de tranquilidade e a grandiosidade da natureza, realçando o poder e a beleza do sol.

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Estória: A Promessa Dourada do Verão

Em cada verão, havia um dia que a aldeia inteira aguardava com uma ansiedade doce: o dia da Festa de Verão.

Era a altura em que a rotina das sementeiras e das colheitas cedia lugar à alegria do reencontro, ao barulho das concertinas e ao cheiro a sardinhas assadas que perfumava as noites.

Na fotografia de Mário Silva, o sol, num brilho intenso por entre as folhas de uma árvore, não era apenas a luz do dia; era a promessa da festa que se aproximava, um farol dourado no fim do cansaço.

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Para o pequeno Tiago, de apenas sete anos, a festa era um mundo mágico.

Significava gelados, algodão doce, e a oportunidade de ver primos que só apareciam uma vez por ano.

Mas este ano, Tiago sentia algo mais.

Os seus avós, que sempre tinham sido o coração da festa – a avó Maria, com a sua mesa farta de iguarias, e o avô Joaquim, o contador de histórias junto à fogueira – pareciam mais cansados.

As suas vozes eram mais baixas, os seus passos mais lentos.

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Tiago tinha ouvido os adultos sussurrarem que talvez este ano a festa não fosse tão grande.

Faltava gente, faltava mão-de-obra, faltavam os velhos braços que sempre erguiam os arcos e enfeitavam as ruas.

O coração de Tiago encolheu-se.

Uma festa menor? Como seria isso possível?

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Todas as tardes, Tiago ia para o alto do monte, para o seu lugar secreto, onde duas árvores gigantes, irmãs em silêncio, se erguiam.

Dali, olhava para o sol, que se filtrava por entre as folhas, pintando o chão de ouro e sombra.

Era o mesmo sol que Mário Silva um dia capturaria na sua fotografia, com a sua luz quase ofuscante, a espalhar uma aura de esperança.

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- Ó sol - sussurrava Tiago - faz com que a nossa festa seja a mais bonita de sempre.

Pelos meus avós, que tanto já deram a esta terra.

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Os dias passavam e, na aldeia, a preparação da festa parecia arrastar-se.

Mas, como por magia, algo começou a mudar.

Um a um, os emigrantes que tinham partido anos antes, começaram a chegar mais cedo do que o habitual.

Trouxeram consigo filhos, netos, e uma nova energia.

As notícias dos receios da aldeia tinham-se espalhado, e a saudade, aliada à vontade de ajudar, trouxe-os de volta.

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As mulheres mais novas, que agora tinham as suas próprias vidas nas cidades, arregaçaram as mangas e começaram a cozinhar ao lado da avó Maria, aprendendo os segredos das receitas antigas.

Os homens mais novos, com as suas forças renovadas, ajudaram o avô Joaquim a montar os arcos e as luzes.

O baloiço da Escola, onde as crianças da aldeia riam, parecia ter um novo balanço.

O som das marteladas, das vozes em festa, das gargalhadas ecoava pelos vales.

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Quando o dia da Festa de Verão chegou, o sol brilhava no céu como um olho benevolente, exatamente como na fotografia de Mário Silva.

As árvores no alto do monte pareciam vibrar com a luz dourada.

A aldeia estava irreconhecível, cheia de cor, de música, de gente.

Era a festa mais vibrante que Tiago alguma vez vira.

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Ele correu para os seus avós, que, rodeados por filhos e netos, sorriam com os olhos marejados de alegria.

- Avó! - exclamou Tiago - A festa é linda!

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Maria apertou a mão do neto.

- Vês, meu filho? O sol brilha, sim. Mas é a luz das nossas gentes que faz a festa.

São as raízes que nos prendem a esta terra, a memória que nos traz de volta.

A festa não é só a celebração do verão; é a celebração do nosso povo, da nossa união.

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Naquela noite, sob um céu estrelado, o avô Joaquim contou as suas histórias, e o canto das concertinas uniu gerações.

Tiago percebeu que a verdadeira beleza da festa não estava no algodão doce, mas no fio invisível que ligava cada um à sua aldeia, à sua história, e à luz dourada de um sol que, ano após ano, prometia recomeços e celebrações para as gentes de Trás-os-Montes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Mar25

"Carnaval na Aldeia", 2010, na aldeia de Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Carnaval na Aldeia" - 2010

na aldeia de Águas Frias - Chaves - Portugal

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O Carnaval é uma celebração rica e variada em todo o mundo, e nas aldeias transmontanas de Portugal, ele assume um caráter particularmente único, refletindo tradições locais, história e a identidade comunitária.

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O Carnaval, na sua essência, é uma festa de origem pagã que remonta a celebrações antigas como as Saturnais romanas, onde as normas sociais eram temporariamente invertidas.

Com a cristianização da Europa, essas festividades foram incorporadas ao calendário cristão, situando-se antes da Quaresma, um período de jejum e reflexão.

Nas aldeias transmontanas, o carnaval pode ter sido influenciado tanto por essas tradições antigas quanto pela necessidade de comunidades rurais de marcar o fim do inverno e o início da primavera, um momento de renovação e preparação para o trabalho agrícola intensivo.

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Nas aldeias transmontanas, o uso de máscaras e fantasias é central.

Elas servem não apenas para diversão, mas também para a anulação da identidade individual, permitindo que as pessoas se comportem de maneiras que normalmente não fariam.

A foto de Mário Silva mostra pessoas vestidas com roupas coloridas e acessórios, como chapéus e guarda-chuvas, que são típicos em muitas celebrações locais.

O carnaval nessas aldeias frequentemente inclui desfiles ou "cortes" onde grupos de pessoas percorrem as ruas, cantando, dançando e tocando instrumentos, como se vê na imagem com os participantes carregando instrumentos musicais.

Estes desfiles são ocasiões para a comunidade se reunir, fortalecendo laços sociais.

É comum encontrar elementos de sátira e crítica social durante o carnaval.

As pessoas vestem-se para imitar figuras locais ou para zombar de situações sociais, proporcionando uma válvula de escape para tensões e hierarquias sociais.

Algumas celebrações incluem rituais que podem ter raízes pré-cristãs, como a queima de bonecos que simbolizam o inverno ou o mal, ou danças que imitam movimentos de animais, simbolizando a ligação com a natureza e o ciclo agrícola.

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O carnaval é um momento de união, onde todos, independentemente da idade ou status social, participam.

Isso fortalece a coesão comunitária, especialmente importante em áreas rurais onde a vida pode ser isolada.

Estas festividades ajudam a preservar tradições locais que podem estar em risco de se perder com a modernização e a migração para áreas urbanas.

Simbolicamente, o carnaval representa a renovação.

Para as comunidades agrícolas, é um momento de preparação espiritual e social para a primavera, um período de plantio e renascimento.

O carnaval oferece uma oportunidade para a expressão pessoal e a liberdade de comportamento que é normalmente restringida pelas normas sociais e religiosas.

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Em resumo, o carnaval nas aldeias transmontanas é uma rica tapeçaria de tradição, comunidade e renovação.

A imagem de Mário Silva captura apenas um momento desta celebração, mas ilustra bem como o carnaval é uma expressão vital da cultura e da vida rural em Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Set24

Banda de Música da Portela, na festa em honra do Divino Salvador, na aldeia trasmontana de Mosteiro da Castanheira, freguesia de Sanfins, concelho de Chaves, Portugal


Mário Silva Mário Silva

Banda de Música da Portela,

na festa em honra do Divino Salvador,

na aldeia trasmontana de Mosteiro da Castanheira, freguesia de Sanfins, concelho de Chaves, Portugal

08Set DSC07081_ms

A Festa na uma aldeia trasmontana de Mosteiro da Castanheira, na freguesia de Sanfins, Chaves – Portugal, realiza-se primeiro sábado de agosto, e é em honra do Divino Salvador.

Numa tarde escaldante de agosto, e sem coreto, a Banda de Música da Portela (Vila Real), acomodou-se, como pode, num pequeno espaço à sombra, no diminuto larguinho, junto à capela, em festa.

Mas o excesso de calor não esmoreceu o empenho de todos os elementos da banda filarmónica, que brindou a assistência com belos trechos musicais, com uma excelente execução.

Fiquei maravilhado, que numa recôndita aldeia, pudesse brindar os meus ouvidos com as variadas melodias que foram executadas por uma banda que era constituída por elementos de ambos os sexos e principalmente muito jovens.

Afinal, com a música eletrónica em voga, a música instrumental ainda tem o seu espaço na cultura popular e jovem. Bem hajam.

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As bandas filarmónicas são herdeiras de uma tradição musical que remonta à séculos.

Elas mantêm viva uma forma de expressão cultural que, de outra forma, poderia perder-se com o tempo.

Em eventos como a festa em honra do Divino Salvador, essas bandas trazem à tona músicas que são passadas de geração em geração, perpetuando o legado cultural da região.

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Um dos aspetos mais impressionantes das bandas filarmónicas é a participação de jovens músicos, como foi observado na apresentação da Banda de Música da Portela.

Essas bandas servem como escolas de música informais, onde jovens são iniciados no universo da música, aprendendo a tocar instrumentos e a interpretar peças musicais.

Esta formação não só promove o desenvolvimento cultural, como também oferece uma alternativa saudável e enriquecedora ao tempo livre dos jovens.

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As bandas filarmónicas atuam como um elo entre os membros da comunidade, independentemente da idade, género ou background.

A presença de elementos de ambos os sexos e de diversas idades na banda reflete uma união que transcende diferenças individuais, promovendo o espírito de comunidade.

Durante as festividades, como as da aldeia de Mosteiro da Castanheira, a banda não apenas proporciona entretenimento, mas também reforça os laços entre os residentes e visitantes.

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Num tempo onde a música eletrónica e outras formas de entretenimento digital dominam, as bandas filarmónicas resistem como baluartes da cultura tradicional.

A sua capacidade de atrair e envolver públicos, mesmo num ambiente sem coreto e sob calor intenso, demonstra que a música instrumental ainda tem um espaço significativo na cultura popular.

Esta resistência é crucial para assegurar que as tradições culturais não sejam eclipsadas por tendências modernas.

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Em conclusão, a experiência vivida na festa do Divino Salvador, onde a Banda de Música da Portela demonstrou a sua habilidade e dedicação, é um testemunho da vitalidade e relevância contínua das bandas filarmónicas em Portugal.

Elas não só enriquecem os eventos comunitários, como também desempenham um papel fundamental na educação cultural e na preservação das tradições musicais portuguesas.

As bandas filarmónicas são, portanto, um património cultural que merece reconhecimento e apoio contínuo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Dez20

FELIZ NATAL - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Mário Silva 📷
17
Jul19

Águas Frias (Chaves) - Inauguração da imagem da Nª Srª dos Prazers e animação na Aldeia ...


Mário Silva Mário Silva

 

Cartaz Nª Srª dos Prazeres Jet FINAL.jpg

 

Agosto, em Águas Frias, sempre teve momentos de animação, confraternização, amizade, matar saudades, pôr os "assuntos" em dia, etc.

Entre outros, irá processar-se à inauguração da imagem da N.ª Sr.ª dos Prazeres, no nicho construido prepositadamente, já que em tempos idos, numa capela (ainda existente e reconstruida), teve como imagem central, a imagem da referida Santa, que até dá nome a uma rua. Só que com a reconstrução, "esqueceram-se" de colocar a imagem da Nª Srª dos Prazeres (e agora é a "capela" (?!!!!).

O Povo (ou melhor alguns voluntários), já que não havia capela, construiram um nicho (na zona) e adquiriram a Santa.

Finalmente, N.ª Srª dos Prazeres vai ter um lugar de destaque na Aldeia.

Mas as novidades, não ficam por aqui ...

A malta, nova, meia idade e menos jovens, todos querem alinhar em algo que o resto do ano não lhes pode proporcionar.

Assim, o cartaz, em cima, já deixa um cheirinho dessa animação.

Traga BOA DISPOSIÇÃO, que o resto, os colaboradores já organizaram.

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
07
Mai16

Águas Frias (Chaves) - ... a Festa em honra de S. Pedro aproxima-se ... (06 e 07 de agosto)


Mário Silva Mário Silva

 

 

A Festa em honra de S. Pedro, em Águas Frias, aproxima-se vertiginosamente ...

6  e 7 de agosto

 

 

Festa S. Pedro.jpg

 

 

 

Os mordomos (na Aldeia e outros bem longe dela) fazem todos os contactos, planeiam e organizam toda a Festa, que pelo empenho que tenho vindo a observar, querem que esta festa seja a melhor de todas (como sempre os antigos mordomos). 

Mas a próxima é que conta ...

Para o sucesso da festa não basta o empenhamento da comissão de festas, também é necessário e quase obrigatório o interesse e colaboração de todos os habitantes, (fora e dentro da Aldeia), das Aldeias vizinhas, dos Amigos de Águas Frias. Todos juntos poderemos fazer uma festa de arromba.

Embora o Programa ainda não esteja impresso, já está na mente dos mordomos e posso ir adiantando que pensaram em todos os pormenores:

- a iluminação, com arcos e música gravada já está "contratada";

- no sábado de manhã haverá um percurso de bicicleta pelas terras de Monforte - boa iniciativa, pois além de um bom exercício físico é uma ótima maneira de observar paisagens que de outro modo dificilmente poderiam ser contemplados (Boa iniciativa);

- ainda no sábado, os já tão alegremente  participados Jogos tradicionais;

- haverá, como costume a procissão das velas;

(como tem sido tradição espero que não falte o "roubo" dos vasos para irem embelezar o adro da igreja) ;

- no domingo haverá uma arruada com a participação de uma charanga ( que tanto sucesso fez, uns anos atrás);

Charanga .jpg

 

- haverá como sempre a missa solene, no domingo, com a procissão;

- para o arraial já está agendada a atuação do grupo musical "Donna Marta", que certamente irá pôr todos a rodopiar recinto, que será no largo da Junta de Freguesia;

 

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- Não faltará, certamente, um magestoso fogo de artifício, para encerrar, em beleza as festas ...

 

 

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Este é um programa provisório, pois quando tiver acesso ao programa dedinitivo aqui o apresentarei, assim com o cartaz anunciando a maior festa ... de Águas Frias.

 

Todos os mordomos têm vindo a trabalhar afincadamente para que a festa seja um sucesso ... mas, esse objetivo só será conseguido com a colaboração e participação de todos ...

 

 

SE ÉS DE ÁGUAS FRIAS OU AMIGO DESTA ALDEIA PARTICIPA

 

 

 

 

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Marca na tua agenda 06 e 07 de agosto

 

  Festa em honra de S. Pedro em Águas Frias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
29
Jul15

Águas Frias (Chaves) - Festa em honra de S.Pedro


Mário Silva Mário Silva

Águas Frias (Chaves)

Festa em honra de S.Pedro

 

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Venho comunicar que vai haver a festa em honra do padroeiro da Aldeia - S. Pedro

 

A festa realizar-se-á no próximo dia 08 de agosto, sábado.

 

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A festa precisa de si ... venha animá-la.

Divirta-se .....

Conviva ....

Sinta-se Feliz ...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
16
Ago13

Festa em Águas Frias (Chaves) - Arraial (tarde e noite) e fogo de artifício


Mário Silva Mário Silva

 

 

Domingo, 04 de agosto de 2013 (tarde e noite)

 

 

Depois de um bom repasto, em família e amigos, e depois de dar tempo para uma digestão (difícil), a meio da tarde a festa profana, estava pronta ...

O grupo musical "Alturas" começa a dar os primeiros acordes de canções populares e bem ritmadas, convidando a um pezinho de dança.

Embora a tarde esteja quente, começaram a chegar ao largo da Junta de Freguesia, pequenos grupos das Gentes de Águas Frias, amigos e até forasteiros ...

O conjunto "Alturas" parecia estar à altura da alegria contida durante o resto do ano de trabalho.

Era quase necessário extravazar essa alegria e descontração.

 

 

Como é enevitável, uns dançam  ... outros apreciam a música, ... outros, junto ao bar vão refrescando as goelas que a tarde de estio convida auma bebida fresca, aproveitando para conviver com amigos, alguns dos quais já não veem desde o ano passado.

Foi uma tarde animada e de confratrenização ....

 

 

O sol começa a descer rapidamente em direção à linha do horizonte, anunciando que a hora do jantar se aproximava. Mas a Festa ainda não tinha acabado ...

 

 

A lua apareceu no céu coberto de ponto luminosos, parecendo a imagem de um planetário ... Era hora do ponto forte das Festas - O arraial da noite.

As luzes do palco, já se piscavam, dando um colorido convidativo a uma noite de verdadeira animação.

O conjunto "Alturas" começou a debitar o seu vasto reportório de musica animada e as pessoas foram chegando, de tal maneira que o recinto se encheu de gente.

Tudo estava pronto para um serão animado, descontraído ... não tardando que o largo se enchesse de pares e grupos de "dançarinos" que sincronizavam os seus passes com o ritmo da música.

 

 

Toda esta animação continuou ... até que cerca da meia noite, a Comissão de Festas, brindou todos os presentes e mesmo as povoações vizinhas, com um longo e magnifico fogo de artifício.

 

Foi ver todos de nariz espetado para o céu admirando com ar estupefacto e admirado o brilhar dos pontos coloridos, apresentando variadas formas e conjuntos de cores que faziam delirar quem o admirava.

 

 

Foi um espetáculo de pirotecnia de grande qualidade que não deixou ninguém indiferente.

O ribombar dos morteiros fizeram estremecer ... anunciando o fim do espetáculo, sendo brindada a Comissão de Festas com uma sonora salva de palmas. Via-se satisfação no rosto das pessoas.

 

Mas a Festa ainda não acabava aqui continuando o arraial com a animação do conjunto musical e muitos continuaram a dar o seu pezinho de dança.

 

 

Foi um dia em cheio, bem recheado e com muita animação.

A organização estava de parabéns ...e por isso vou dedicar opróximo "post" aos homens e mulheres que tornaram as Festas possíveis - a Comissão de Festas ...

 

 

Até breve ....

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
11
Ago13

Festa em Águas Frias (Chaves) – arraial de sábado à noite


Mário Silva Mário Silva

 

 

Depois do jantar, eis que as Gentes de Águas Frias se encaminham para o Largo da Junta de Freguesia, onde iria decorrer o primeiro arraial das Festas em honra de S. Pedro.

Em pequenos grupos de amigos ou familiares, novos e menos jovens, uma grande parte da população de Águas Frias concentrou-se no recinto para ouvir e/ou dançar ao som do grupo de concertinas.

A noite estava amena convidando a um pezinho de dança ou outros como eu, que têm pés de chumbo, limitavam-se a ver, ouvir e conviver.

Foi um regalo ver o recinto cheio de gente animada ...

 

 

 

 

Cerca da meia noite, a Comissão de Festas brindou os presentes, com uma boa descarga de fogo de artifício que pôs toda a gente de nariz virada para o céu, exclamando de vez em vez: “lindo ... espetacular ... ei .. oh .. uau ..” E após a descarga final um sonoro aplauso ao espetáculo pirotécnico apresentado.


 

 

Mas o grande dia ainda estava para vir já que o forte das festas se realiza no domingo, mas isso ficará para o próximo episódio das Festas em honra do padroeiro de Águas Frias – S. Pedro ...

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
09
Ago13

Águas Frias (Chaves) - Festa de S. Pedro 2013 - Jogos Tradicionais (2)


Mário Silva Mário Silva

 

A tarde quente de sábado, ainda ia a meio, e muitos jogos tadicionais ainda estavam preparados para serem jogados. Agora, eram para os jovens e os menos jovens, que tal como os pequenos estavam ansiosos para participarem.

Águas Frias estava já em Festa.

 

 

 

PARTIR A BILHA DE OLHOS VENDADOS

Este Jogo consiste, com uma vara, partir uma bilha de barro pendurada numa corda, mas com os olhos vendados. Era ver a vontade com que agitavam a vara, "às cegas" mas raramente acertavam. não é nada fácil, ainda por cima com "instruções contraditórias" dos assistentes e ainda para dificultar, alguns puxavam a corda mudando a altura das bilhas. Foi um jogo hilariante, bem disposto, tanto para quem assistia como para quem participava.

 

 

 

 

 

 JOGO DA CORDA

Este jogo, já muito antigo, é composto por duas equipas de homens, que demonstrando a força e capaciddade de coordenação dessa mesma força por toda a equipa, tem por objetivo puxar uma corda, fazendo que "puxem" a corda para o seu lado arrastando a equipa adversária. Depois de muita brincadeira, com seja atarem a corda a uma árvore para impedirem a outa equipa de avançar...lá começaram a esforçar-se, utilizando a força que cada um tinha, mesmo escorregando pela terreno de terra batida...

Foi mais um momento de diversão, para todos.

Foi de tal maneira divertido que quiseram repetir ...

 

 

 

 EQUILÍBRIO DA BILHA

 

Este jogo vem relembrar os tempos em que não havia água canalizada nas casas e as mulheres tinham que ir buscar a água à fonte com os seus cântaros de barro, transportando-os cheios do precioso líquido atá casa, equilibrando-os à cabeça com destreza e mestria.

Assim, o jogo consistia em transportar à cabeça diversos jarros de barro, com a o apoio de uma rodilha, cheios de água e se possível sem a ajuda das mãos, seguindo um pequeno percurso.

Era de prever que, nos tempos de hoje, a tarefa não se tornou nada fácil, entornando a água pela cabeça abaixo ou frequentemente auxiliando-se das mãos. A única exceção foi a da Srª Elvira que ainda não esquecendo oa tempos idos, percorreu com facilidade o percurso não vertendo "pinga" de água.

A experiência falou mais alto. Quanto aos outros concorrentes lá foram tentando equilibrar a bilha como podiam acabando a escorrer água pela cabeça abaixo.

 

 

 

 

 "PETANQUE"

Este jogo é um jogo tradicional francês, trazido pelos nossos emigrantes erradicados em França e que tem nos últimos anos integrado os Jogos tradicionais em Águas Frias. Mas não pensem que somente os emigrantes participaram ... muitos os aquafrigidenses que quiseram aprender e participar. Este jogo, pelo que me apercebi, joga-se com bolas de ferro tentando aproximar-se de uma pequena bola, e/ou tentando afastar as bola da equipa adversária. Embora não seja um jogo tipicamente português foi um jogo largamente participado.

 

 


 

 

JOGO da MALHA

 

Este jogo secular, foi o mais participado por uma vasta parte dos homens presentes.

Desde a mlha tradicional de pedra às mais atuais de ferro, tudo serviu para tentar acertar no "meco" ou ficar perto dele.

Este foi o último jogo desta tarde de jogos tradicionais, até porque o sol já descia, aproximando-se da linha do horizonte.

 

 

 

 

A ASSISTÊNCIA

Muitos e muitas foram os que estiveram presentes ora participando ativamente nos jogos como como assistentes.

Ora junto ao bar, saciando a sede e combatendo o calor com uma bebida fresca, ora sentados à sombra que o edifício da Escola proporcionava.

Enquanto se esperava pelo próximo jogo, aproveitava-se para "cavaquear", convivendo, recordando tempos idos, ... pondo a "conversa" em dia ...

 

 

 

A tarde, acabou, e com ela os Jogos Tradicionais, dizendo-se que para o ano deveriam continuar para perpetuar este tipo de jogos, fazendo as delícias desde os mais jovens, que tiveram uma alternativa aos jogos de computador, assim como para os menos jovens que relemraram os seus tempos de meninice ...

 

Até para o ano ...

 

 

Mas a Festa em honra de S. Pedro, ainda estava no seu início ...

Agora de volta a casa, aconchegando o estômago, e recarregando energias para o arraial que a Comissão de Festas tinha preparado para a noite ...

 

Até breve com imagens desse arrraial ....

 

 

Mário Silva 📷
07
Ago13

Águas Frias (Chaves) - Festa de S. Pedro 2013 - Jogos Tradicionais (1)


Mário Silva Mário Silva

 
 
 
 

 

ÁGUAS FRIAS - Festa de S. Pedro 2013

 

 

 A tão esperada Festa em hora do padroeiro de Águas Frias teve, como tem sido habitual, com a procissão de velas em honra da Nossa Senhora de Fátima, na noite de sexta-feira - dia 02 de agosto.

 

Na manhã do dia, logo pela manhã, houve um passeio de BTT, partindo, com as bicicletas, percorrendo a Aldeia e passeando pelas aldeias envolventes. Foi a primeira vez que se implementou esta atividade e pelo que me contaram foi um verdadeiro sucesso, evidenciando o prazer de andar de bicicleta e disfrutar da bela paisagem entre as diversas localidades.

 

Destes dois eventos não tenho qualquer registo fotográfico pois ainda não tinha chegado à Aldeia.

 

Mas a festa ainda estava a começar ...

 

Na tarde de sábado, e como já vem sendo hábito, desde os últimos anos, decorem os Jogos tradicionais.

 

 

PREPARATIVOS

 
 
As pessoas da aldeia, vinham em pequenos grupos, para o recinto do recreio da Escola, onde iriam decorrer os Jogos já tradicionais nesta altura da festa. Começou a azafama de preparar todos os acessórios para que tudo estiversse pronto ...
 
Eis que chegou a hora do começo ... iniciando-se pela corrida de sacos de serapilheira.
 
CORRIDA de SACOS 
 
 
Os mais jovens enfiaram os pés nos respetivos sacos e era vê-los a saltitar percorrendo o percurso previamente marcado. Claro que mesmo para os jovens não é facil coordenar os movimentos sem evitar a enevitável queda. Mas tudo se pasava de modo divertido, desde os participantes, como de quem incentivava, como de que observava atento os seus, ou se divertia com os precalços do percurso... foi divertido.
 
 
JOGO das LATAS
 
Segui-se, logo de seguida, para os mais novos, o jogo das latas. Um conjunto de latas estava empilhado e era necessário que cada concorrente, nas suas três tentativas conseguisse derrubar todas as latas. Embora parecesse fácil, a tarefa foi mais difícil que o esperada vendo as pedras passarem perto mas não derrubarem nenhuma lata. a pontaria nem sempre estava afinada, mas decorreu com entusiasmo e alegria.
 
 
 
 

 
ACERTAR NOS SACOS DE OLHOS VENDADOS
 
Contiaram os jogos destinados aos mais jovens ... desta vez cada participante teria, de ohos vendados, acertar com um pau, nos sacos que estavam pendurados numa corda. Dentro de cada saco, estava: água, ou farinha ou rebuçados. cada concorrente poderia ser orientado e tinha três tentativas para acertar no saco. Nada fácil, mas com alguma paciência alguns lá conseguiram acertar nos sacos, descobrindo, então o lá estava escondido. claro que foi uma festa quando acertaram no saco certo e brotaram imensos rebuçados que todos se aprontaram a recolher. Foi mais um jogo de sucesso com a concentração dos jovens participantes e a expetativa dos que assistiam ...
 
 
 
 
 
JOGO DAS CADEIRAS
 
Este é um jogo que tem estado presente nos últimos anos. É um jogo divertido, tanto para jovens como para os menos jovens.
Este jogo consiste em andar em volta de cadeiras colocadas em circúlo, mas em número inferior aos concorrentes, que devem andar à sua roda, enquanto decorre uma cantiga, só se podendo sentar quando a música parar. Claro que um ficará sem cadeira, ficando eliminado. é, então tirada uma cadeira e recomeça de novo ao som da música, e tudo volta ao início até ficar somente uma cadeira e dois concorrentes.
Devo salientar que a música este ano teve uma curiosidade: O Diogo munido da sua viola dava o mote e um grupo que se formou expontaneamente, cantava músicas tradicionais portuguesas. Era vê-los agarrados às folhas das letras e atodos os pulmões cantarem com entusuasmo e (espantem-se, com afinação) as modinha que davam mote aos jogos. Foi um belo momento, cojugado com as peripécias próprias do jogo e os cantares do grupo improvisado. Belo momento ...
 
 
 
 
 
ASSISTÊNCIA
Muita gente assistia, enquanto outros participavam, ora junto ao bar ora procurando a sombra, já que a tarde brindou com um tempo quente, mas agradável a este tipo de atividades.
Ainda nem a meio se estava dos jogos e todos refletiam nos rostos a alegria e satisfação.
 
 
Como já vai longa esta breve ilustração, vou deixar para os próximos dias a continuação da descrição desta tarde de Jogos Tradicionais, agora mais virada para os menos jovens.
 
Até breve ....
 
 
Mário Silva 📷
28
Jun13

Águas Frias (Chaves) - Festa de S. Pedro (Programa para 2013)


Mário Silva Mário Silva

 
 

 

 Hoje, dia 29 de Junho, é consagrado a S. Pedro - padroeiro da aldeia de S. Pedro.
 
 

Imagem de S. Pedro que estava pintada na cobertura do teto da nave principal da igreja, que devido à colocação de um teto novo já não existe.

Fica aqui para memória futura.

 
 
Mas ainda falta um pouco mais de um mês para a realização das tradicionais festas em honra do padroeiro de Águas Frias - S. Pedro.
Embora pareça cedo de mais, ... um mês passa depressa ... e talvés esteja na hora de programar as férias, e assim ... "planear" uma parte delas para estarem presentes na Festa da Aldeia.
 
 
PROGRAMA DAS FESTAS
Dia 02, 03 e 04 de Agosto 
 

Dia 02 de agosto de 2013 - 6.ª feira

 

 

* 21h - Procissão da velas                                                      

  

 

Dia 03 de agosto de 2013 - sábado

 

 

* 08h - Passeio BTT 

 

* 17h - Jogos tradicionais

 

* 22 h - Animação com Conjunto de concertinas "Amigos Vitó"

 

 
 

Dia 04 de agosto de 2013 - domingo

 

 

 

* 08h - Arruada com os Gaiteiros de Lebução 

 

 

* 11h - Missa solene em honra de S. Pedro (acompanhada pelos Gaiteiros de Lebução)

 

 

* 17h - Inicio da Festa com a participação do grupo musical "Alturas"

 

 

* 22h - Início do arraial com o grupo musical "Alturas"

 

 

 
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Mário Silva 📷

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