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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

25
Dez25

"É Natal !!!" (Águas Frias – Chaves – Portugal … e todo o Mundo)


Mário Silva Mário Silva

"É Natal !!!"

(Águas Frias – Chaves – Portugal … e todo o Mundo)

A  TODOS  UM  FELIZ  e  SANTO  NATAL

25 Dez uek44suek44suek4_ms.jpg

A fotografia de Mário Silva é a representação quintessencial de um "Natal Branco", capturando um cenário idílico na aldeia de Águas Frias, sob um forte nevão.

O Presépio: Em primeiro plano, destaca-se um Presépio de rua montado sobre um murete de pedra.

A estrutura central é uma cabana de madeira rústica com telhado coberto de neve.

No interior, iluminada por uma luz quente e dourada (que contrasta com o branco frio do exterior), está a Sagrada Família.

Ao redor, espalham-se as figuras dos Reis Magos montados nos seus camelos, pastores e ovelhas, todos eles subtilmente salpicados por flocos de neve reais.

A Igreja: Como pano de fundo majestoso, ergue-se a Igreja Matriz.

A fachada é caiada de branco com molduras em granito, e a torre sineira de dupla abertura exibe os sinos silenciosos sob a neve.

O relógio na fachada marca o tempo na aldeia.

A Neve: O ambiente é dominado pela queda de neve ativa.

Flocos brancos preenchem o ar, desfocando ligeiramente as árvores despidas nas laterais e cobrindo o chão e os telhados com um manto imaculado.

A luz é difusa, suave e mágica.

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Quando o Céu Toca a Terra – O Milagre de Natal em Águas Frias

O título é um grito de alegria, simples e direto: "É Natal !!!".

E na fotografia de Mário Silva, a natureza parece ter respondido a esse grito vestindo a aldeia de Águas Frias, em Chaves, com a sua melhor gala.

Não há luzes de néon, nem centros comerciais, nem artifícios.

Há apenas a pedra, a fé e a neve.

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O Presépio Vivo de Gelo e Luz

Nesta imagem, o Presépio deixa de ser uma representação para se tornar realidade.

As figuras de barro, imóveis no seu palco de pedra, ganham vida sob a tempestade branca.

Os camelos dos Reis Magos parecem caminhar verdadeiramente por um deserto gelado, guiados não apenas pela estrela, mas pela pequena luz amarela que brilha dentro da cabana de madeira.

Aquela luz solitária no meio do nevão é o coração da fotografia.

É a metáfora perfeita para o Natal: uma chama pequena e frágil que, no entanto, é suficiente para aquecer a imensidão fria do mundo.

É o conforto do lar, a promessa de abrigo e o nascimento da Esperança no meio do inverno mais rigoroso.

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O Tempo Suspenso na Torre

Atrás, a igreja ergue-se como uma guardiã de granito.

O seu relógio marca as horas, mas a neve tem o poder de suspender o tempo.

Em Águas Frias, sob este manto branco, o século XXI desaparece.

Poderia ser hoje, poderia ser há cem anos.

O silêncio da neve abafa os ruídos modernos e deixa ouvir apenas o essencial: o bater do coração da comunidade e o eco da mensagem de paz.

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De Águas Frias para o Mundo

Embora a imagem seja de um recanto transmontano, o sentimento é universal.

"É Natal !!!" em Águas Frias, mas a emoção que a fotografia transmite viaja para todo o mundo.

A neve que cai sobre este adro é a mesma que cai nos sonhos de crianças em qualquer latitude.

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Mário Silva captou o momento em que o divino e o humano se tocam.

A aldeia transformou-se numa catedral a céu aberto, onde cada floco de neve é uma prece e cada pedra coberta de branco é um testemunho de que, mesmo nas noites mais frias, a Luz acaba sempre por nascer.

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A TODOS UM FELIZ e SANTO NATAL

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Dez24

Conto de Natal - O Natal da Senhora Clementina Panoquinhas


Mário Silva Mário Silva

Conto de Natal

O Natal da Senhora Clementina Panoquinhas

24Dez DSC08261_ms Natal

Na pequena aldeia de Frescura d’Água, em pleno coração de Trás-os-Montes, o frio cortava como lâminas naquela véspera de Natal.

As casas de pedra, cobertas de musgo, exalavam um cheiro de lenha queimada, e as chaminés enchiam o ar com uma névoa que parecia misturar-se com as estrelas que despontavam no céu límpido.

Era uma aldeia esquecida pelo tempo, onde as tradições se mantinham vivas, e o Natal era celebrado com a mesma simplicidade de décadas atrás.

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Clementina Panoquinhas, uma viúva de 76 anos, morava sozinha na última casa da aldeia, à beira de um caminho de terra que subia para o monte.

Desde que perdera o marido, o Sr. Ferraz do Dedo Grande, há vinte anos, a sua vida era marcada pela solidão e pelas lembranças.

Contudo, todos na aldeia conheciam Clementina Panoquinhas pela sua bondade e pela habilidade em fazer o melhor pão de centeio da região.

No Natal, ela tinha o costume de preparar broas doces e distribuí-las pelos vizinhos mais necessitados.

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Naquela noite, enquanto o vento zunia pelas frestas das janelas, Clementina Panoquinhas estava na sua cozinha, amassando a última fornada de broas.

O velho relógio de parede marcava as onze horas.

O calor do forno aquecia-lhe as mãos e o coração, mas a solidão parecia mais pesada do que nunca.

Era a primeira vez que não haveria ninguém para partilhar a ceia.

Os filhos tinham emigrado para França e não conseguiriam vir por causa do trabalho.

Mesmo assim, Clementina Panoquinhas decidira manter a tradição.

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Quando terminou as broas, enrolou-as num pano branco e colocou-as numa cesta de vime.

Vestiu o seu xaile de lã, gasto pelo tempo, e saiu pela porta, enfrentando o frio que fazia doer os ossos.

As ruas da aldeia estavam desertas, mas havia uma magia no ar.

Algumas janelas iluminadas deixavam escapar o som abafado de risos e cantorias.

Clementina Panoquinhas caminhava devagar, depositando uma broa na soleira de cada casa humilde, com um sorriso nos lábios e uma prece no coração.

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Quando terminou, sentiu-se exausta, mas em paz.

Ao voltar para casa, reparou que o céu estava extraordinariamente estrelado, como se o firmamento quisesse dar-lhe um presente.

Sentou-se no banco de pedra junto à porta e olhou para o céu, lembrando-se de Sr. Ferraz do Dedo Grande.

"Que Deus te tenha em paz, meu querido... Se ao menos estivesses aqui" - sussurrou.

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De repente, ouviu um som que a fez sobressaltar.

Era o trote de cavalos, algo raro na aldeia.

Virou-se e viu, no caminho iluminado apenas pela lua, um velho carro de bois decorado com ramos de azevinho e lanternas.

No banco da frente, um homem idoso, de barba branca e um sorriso gentil, segurava as rédeas. Ao lado dele, um jovem com roupas simples segurava um saco volumoso.

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"Senhora Clementina Panoquinhas!" - chamou o homem, com uma voz calorosa.

"Será que podemos entrar? Temos uma mensagem para si."

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Clementina Panoquinhas, surpresa, assentiu e abriu a porta, embora o coração lhe batesse forte.

Assim que os dois homens entraram, a casa pareceu aquecer de forma inexplicável.

O homem mais velho entregou-lhe um pequeno embrulho, envolto em papel pardo e uma fita vermelha.

Clementina Panoquinhas, com as mãos trémulas, abriu-o e encontrou uma fotografia antiga dela e de Sr. Ferraz do Dedo Grande, tirada no Natal de 1953.

Lá estava ela, jovem e sorridente, segurando um bebé nos braços, enquanto Sr. Ferraz do Dedo Grande olhava para ela com ternura.

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"Mas... como conseguiram isto?"- perguntou, com os olhos marejados de lágrimas.

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"Este é o espírito do Natal, minha senhora" - respondeu o homem, com um sorriso enigmático.

"Um presente para lembrar que o amor nunca se perde, mesmo quando aqueles que amamos estão longe, ou já partiram."

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Antes que Clementina Panoquinhas pudesse dizer mais alguma coisa, os dois visitantes despediram-se e desapareceram tão rapidamente quanto tinham chegado.

Clementina Panoquinhas ficou na porta, segurando a fotografia contra o peito, com o coração inundado de gratidão e paz.

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Naquela noite, enquanto a aldeia dormia, Clementina Panoquinhas colocou a fotografia junto ao presépio.

Sentiu, pela primeira vez em muito tempo, que não estava sozinha.

O Natal de Frescura d’Água tornara-se mais brilhante, como se o céu e a terra conspirassem para lembrar que a magia do amor e da partilha nunca desaparece.

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E assim, na madrugada fria, as estrelas pareciam sorrir.

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A TODOS UM BOM e SANTO NATAL

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Dez23

FELIZ NATAL para TODOS, ..., TODOS ...


Mário Silva Mário Silva

FELIZ NATAL para TODOS, ..., TODOS ...

Presépio

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A palavra presépio vem do latim "praesaepe", que significa "estaleiro" ou "curral". É uma representação artística do nascimento de Jesus Cristo, geralmente montada em uma casa ou igreja durante o período do Natal.

O presépio é uma tradição cristã que remonta ao século IV. A primeira representação conhecida de um presépio foi criada por São Francisco de Assis, em 1223. Desde então, o presépio tornou-se uma das mais populares manifestações do Natal na cultura cristã.

Os presépios podem ser feitos de uma variedade de materiais, incluindo madeira, papel, plástico e até mesmo gelo. Eles podem ser simples ou complexos, e podem variar de tamanho de uma pequena peça de mesa a uma grande instalação que ocupa uma sala inteira.

No entanto, todos os presépios compartilham alguns elementos básicos. O personagem central é sempre Jesus Cristo, que é representado como um bebê recém-nascido, deitado em uma manjedoura. A Virgem Maria e São José também estão presentes, junto com os animais do estábulo, como vacas, ovelhas e burros.

Outros personagens comuns incluem os três Reis Magos, que viajaram a Belém para visitar o menino Jesus. Eles geralmente são representados trazendo presentes para o bebê, como ouro, incenso e mirra.

O presépio é uma forma de celebrar o nascimento de Jesus Cristo e de relembrar o significado do Natal. Ele é uma lembrança de que Deus se tornou homem para salvar a humanidade.

O presépio também pode ser visto como uma metáfora para a própria humanidade. O estábulo representa o mundo, e Jesus é a luz que veio para iluminar as trevas. Os animais representam as pessoas de todas as classes sociais, que são chamadas para adorar o Messias.

O presépio é uma tradição que continua a ser popular hoje em dia. Ele é uma forma de celebrar o Natal e de lembrar o verdadeiro significado da época.

………..

NATAL

Numa visão cristã, o Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo, o filho de Deus. Este evento é considerado o mais importante da história da humanidade, pois marca a entrada de Deus no mundo humano.

A Bíblia conta que Jesus nasceu em Belém, na Judeia, numa manjedoura. Seus pais, Maria e José, eram pobres e humildes, mas estavam cheios de amor e esperança. O nascimento de Jesus foi anunciado aos pastores por um anjo, e eles foram os primeiros a visitar o menino recém-nascido.

O Natal é um tempo de reflexão e renovação para os cristãos. É uma oportunidade para lembrar o amor de Deus por nós e para renovar nossa fé. É também um tempo de confraternização e alegria, quando as famílias se reúnem para celebrar o nascimento do Salvador.

Alguns dos símbolos do Natal, como a árvore de Natal, o presépio e o Papai Noel, têm origens pagãs. No entanto, os cristãos adaptaram esses símbolos para expressar sua fé. A árvore de Natal, por exemplo, representa a vida eterna; o presépio, o nascimento de Jesus; e o Papai Noel, o amor de Deus por todos os seres humanos.

O Natal é uma festa que celebra a esperança, o amor e a paz. É um tempo de alegria e renovação para os cristãos e para todas as pessoas que acreditam no poder do amor.

Alguns dos principais significados do Natal numa visão cristã:

- O Natal é uma celebração da encarnação de Deus. Jesus Cristo é o filho de Deus, que se tornou homem para salvar a humanidade. Seu nascimento é um sinal do amor de Deus por nós.

- O Natal é um tempo de reflexão e renovação da fé. É uma oportunidade para lembrarmos o que Jesus fez por nós e para renovarmos nossa esperança no futuro.

- O Natal é um tempo de confraternização e alegria. É um momento para estarmos com as pessoas que amamos e para celebrarmos o amor.

- O Natal é uma festa que tem um significado especial para os cristãos. É uma época de alegria, esperança e renovação.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Dez23

Véspera de Natal - A TODOS UM FELIZ NATAL


Mário Silva Mário Silva

 

Véspera de Natal

D24 Véspera de Nata d

Maria e José sabem que o nascimento de Jesus está para breve.

Anoitece e está frio. O único lugar que encontraram foi um curral de animais.

Aí, mesmo, se instalaram.

Com a ajuda dos pastores, acenderam uma fogueira para se aquecerem e cobriram com palha a manjedoura para servir de berço ao bebé que iria nascer.

À medida que as horas passavam, as dores de Maria aumentavam.

José estava ao seu lado, a confortá-la.

 Finalmente, às primeiras horas da manhã, Maria deu à luz um menino.

O bebé era lindo, com pele macia e cabelos dourados.

Maria e José ficaram maravilhados. José enrolou o bebé numa manta e colocou-o na manjedoura.

Os pastores, que estavam a cuidar dos seus animais, perceberam que algo especial estava a acontecer.

Viram uma luz brilhante no céu e ouviram uma voz a dizer: "Não temas, pois eu vos anúncio uma grande alegria, que será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos o Salvador, que é Cristo, o Senhor."

Os pastores foram imediatamente ao curral para ver o bebé.

Quando o viram, ficaram maravilhados. Adoraram-no e ofereceram-lhe presentes.

Os anjos também vieram visitar o bebé.

Cantaram uma canção de louvor a Deus: "Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por quem ele tem misericórdia."

Jesus nasceu num curral, rodeado de animais.

Mas o seu nascimento foi um acontecimento de grande importância.

Ele era o Salvador prometido, que viria para salvar o mundo.

FELIZ NATAL

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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