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MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

22
Out20

O(s) Gato(s) - Águas Frias (Chaves) - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

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Um gatito, que aproveitou um lugar, seco, abrigado do vento e chuva.

Eis um(s) gato(s) esperto(s) …

Até os gatos, em Águas Frias – Chaves – PORTUGAL, são “espertos e curiosos” …

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O GATO

Com um lindo salto
Lesto e seguro
O gato passa
Do chão ao muro
Logo mudando
De opinião
Passa de novo
Do muro ao chão
E pega corre
Bem de mansinho
Atrás de um pobre
De um passarinho
Súbito, para 
Como assombrado
Depois dispara
Pula de lado
E quando tudo
Se lhe fatiga
Toma o seu banho
Passando a língua
Pela barriga.

Vinicius de Moraes

.

🐈

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Ver também:

https://www.facebook.com/mario.silva.3363

https://mariosilva2020.blogs.sapo.pt/

http://aguasfrias.blogs.sapo.pt

https://aguasfriaschaves.blogs.sapo.pt/

www.flickr.com/photos/7791788@N04

https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA?view_as=subscriber

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🐈🐈

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28
Set20

O gato - "O Pensador" - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

 

O GATO

"O PENSADOR"

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Encontrei um gato … miava … depois ronronava de satisfação … Então, parou … e começou a pensar (… os gatos também pensam …), no escultor francês Auguste Rodin, e colocou-se na posição da sua obra prima: “O Pensador”. Claro que estas curiosidades só poderiam acontecer no local, onde “tudo” pode acontecer – Águas Frias – Chaves - PORTUGAL

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O GATO
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Com um lindo salto

Lesto e seguro

O gato passa

Do chão ao muro

Logo mudando

De opinião

Passa de novo

Do muro ao chão

E pega corre

Bem de mansinho

Atrás de um pobre

De um passarinho

Súbito, pára

Como assombrado

Depois dispara

Pula de lado

E quando tudo

Se lhe fatiga

Toma o seu banho

Passando a língua

Pela barriga

.

                                                                                                                                                        Vinícius de Moraes

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                                                       🐈

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Ver também:

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https://mariosilva2020.blogs.sapo.pt/

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https://aguasfriaschaves.blogs.sapo.pt/

www.flickr.com/photos/7791788@N04

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                                                                                         🐈

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04
Mai20

O Gato branco de Maria


Mário Silva Mário Silva

 

O Gato branco de Maria
 
Era uma vez uma senhora que se chamava Maria e que vivia com o filho na sua pequena e modesta casa nos arrabaldes da cidade. O marido dedicara toda a sua vida à arte da marcenaria, mas, desde que morrera, a sua carpintaria permanecia encerrada e a alegria como que se desvanecera por aquelas bandas. Apesar do rapaz ter aprendido algumas coisas do ofício com o pai, a verdade é que ele tinha outros planos para a sua vida.
Maria gostava de passar o maior tempo possível com o seu filho e dedicava-se com brio e aprumo às lides da casa. Gostavam de rezar juntos, falar de tudo e mais alguma coisa e passear pelos vales e montanhas da região.
 
Um dia passeavam nas margens de um lago que havia nas cercanias e chamou-lhes a atenção um gatinho que miava em cima de uma árvore.
 

Gato esbranquiçado, atento aos movimentos da máquina fotográfica ...

Era esbranquiçado e com o pelo alongado. Maria ficou logo preocupada e, como lhe pareceu que estava sozinho, com frio e faminto, pediu ao jovem que tentasse ir buscá-lo. Ele não apreciava particularmente os gatos, mas, como os desejos da mãe eram como se fossem ordens, imediatamente trepou à árvore para o apanhar.
 
Depois de o colocar no colo da mãe, o rapaz como que querendo aconselhá-la a não ficar com ele, disse-lhe que os gatos, apesar de serem animais de estimação, continuavam a partilhar todas as características dos felinos selvagens dos quais eram parentes. Referiu que eram fortes, ágeis, com grandes reflexos e sentidos apurados e possuíam instintos de caça, mas tinham uma personalidade muito vincada, independente, teimosa e individualista.
 
Maria sorriu com aquele discurso todo e, enquanto acariciava o gatinho, piscava o olho ao filho e chamava-lhe a atenção para o seu ronronar e para as turrinhas que dava e dizia doce e serenamente que os gatos eram animais muito fofos, amigáveis, afetivos, curiosos, brincalhões e excelentes companheiros.
 
Como o jovem já não via a mãe tão entusiasmada há tanto tempo, riu-se e condescendeu que levassem o gatinho para casa. Afinal, o gato também era uma criação de Deus e tinha a sua graça. Acreditava que nada acontecia por acaso e, como estava a pensar sair de casa para cumprir um sonho e realizar uma missão a que se sentia impelido, achou que o gatinho até poderia ter chegado na hora certa e ser uma boa companhia para a mãe na sua ausência.
 
Rapidamente Maria e o bichano se afeiçoaram e acostumaram um ao outro e nele eram evidentes os famosos dois traços: forte personalidade e muita doçura. Adorava a casa, pulava sobre a cama de Maria para lhe dar os bons dias, brincava muito consigo, dormia aos seus pés enquanto orava, ronronava ao seu redor procurando carinho, esfregava-se nas suas pernas para que o acariciasse e acompanhava-a ao rio para lavar a roupa e ao lago para passear.
 
Paulatinamente, Maria descobriu que podia aprender imenso com o seu gatinho para a sua vida pessoal e para a sua relação com Deus. Percebeu que os gatos eram seres autênticos, sinceros e honestos e jamais escondiam o que eram para agradar às pessoas. Compreendeu que não eram submissos nem influenciáveis pois decidiam o que queriam e escolhiam o que era melhor para eles. Descobriu que eram corajosos, audazes, destemidos, inteligentes, limpos, exigentes, persistentes e que lutavam pelos seus objetivos, jamais desistiam e não perdiam tempo com coisas sem importância. Deu-se conta que eram dóceis, amorosos, leais e davam-se totalmente às pessoas que conquistavam a sua confiança.
 
Maria sempre que ia ao encontro do filho, por onde quer que andasse, ficava cheia de saudades do gato. O jovem também se afeiçoara ao pequeno felino pois sentia que ele fazia bem à mãe. Perguntava-lhe sempre por ele e, quando a visitava, levava-lhe sempre alguma guloseima.
 
O gatinho gostava muito de ficar em casa, mas foi sempre visto a acompanhar Maria por ocasião da morte prematura do filho e era comovente a forma como mimava a dona no seu colo.
 
O pequeno felino branco do lago esteve com Maria até ao fim da sua vida e quando ela partiu, todos se admiravam e emocionavam ao vê-lo permanentemente a olhar para o céu.
 
 
 
 
 
 

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