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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

14
Set25

Nicho de Santiago - Feces de Abaixo, Verín, Espanha


Mário Silva Mário Silva

Nicho de Santiago

Feces de Abaixo, Verín, Espanha

14Set DSC07576_ms

A fotografia "Nicho de Santiago" de Mário Silva retrata um pequeno nicho esculpido na parede de um edifício, provavelmente uma casa ou uma capela.

No interior do nicho, encontra-se uma pequena estátua de um santo, que se pode presumir ser Santiago, com um cajado de peregrino na mão.

O nicho é adornado por grandes flores de cor fúcsia.

A fotografia capta a luz e as sombras que incidem sobre a parede de pedra.

Um pedaço de papel rasgado está colocado na base da estátua, e um pedaço de tecido de cor laranja repousa ao lado.

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A Importância de Santiago para os Povos Ibéricos

A figura de Santiago, ou São Tiago Maior, transcende a mera iconografia religiosa, assumindo um papel central na história, na cultura e na identidade dos povos ibéricos.

A sua importância advém da lenda que o associa à evangelização da Península Ibérica e, mais significativamente, da sua ligação ao Caminho de Santiago, uma das mais antigas e célebres rotas de peregrinação do mundo.

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Origens e Lenda

A tradição conta que Santiago, um dos doze apóstolos de Jesus, viajou até à Península Ibérica para pregar a palavra de Deus.

Após o seu martírio em Jerusalém, o seu corpo teria sido transportado de barco para a Galiza, onde foi sepultado num local que mais tarde se tornaria a cidade de Santiago de Compostela.

A descoberta do seu túmulo no século IX, sob o reinado de Afonso II das Astúrias, marcou o início de uma nova era para a Europa medieval e para a Península Ibérica em particular.

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O Caminho de Santiago: Rota de Fé e Cultura

O Caminho de Santiago tornou-se uma das três grandes peregrinações da cristandade, a par de Roma e Jerusalém.

Milhares de peregrinos, de diferentes países e classes sociais, aventuravam-se por estas rotas em busca de redenção espiritual, cura ou aventura.

Para os povos ibéricos, o Caminho foi mais do que uma rota de fé; foi um canal de comunicação cultural e comercial que ligou a Península ao resto da Europa.

Ao longo do percurso, surgiram cidades, hospitais, igrejas e mosteiros, que moldaram a paisagem, a arquitetura e a identidade das regiões por onde passavam.

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A figura de Santiago, como "Matamoros" (Matador de Mouros), foi também adotada como símbolo da Reconquista Cristã, tornando-se o patrono e o estandarte dos exércitos cristãos na luta contra os muçulmanos.

Este papel conferiu-lhe um estatuto de herói nacional e um símbolo da identidade cristã e da resistência ibérica.

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O Legado na Cultura Ibérica

Hoje, a influência de Santiago é visível por toda a Península.

Os nichos e as estátuas, como o que Mário Silva fotografou em Feces de Abaixo, são testemunhos da profunda devoção popular.

As conchas de vieira, símbolo do peregrino, são encontradas em casas, igrejas e monumentos.

O Caminho de Santiago, que hoje atrai peregrinos de todo o mundo, continua a ser uma força unificadora, celebrando a fé, a cultura, a história e a solidariedade humana.

A peregrinação, que outrora era um ato de penitência, é hoje uma jornada de autoconhecimento, de convívio e de comunhão com a natureza e o passado.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Ago25

"Igreja da Isla de La Toja"


Mário Silva Mário Silva

"Igreja da Isla de La Toja"

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Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "Igreja da Isla de La Toja", capta uma vista exterior de uma pequena e singular igreja, distinguindo-se pela sua cobertura quase total de conchas de vieira.

A igreja apresenta uma arquitetura charmosa, com uma torre sineira proeminente no centro da fachada principal, que se eleva em vários níveis.

A estrutura é predominantemente de cor clara, com os detalhes das conchas visíveis por toda a superfície das paredes e da torre.

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A fachada frontal possui uma porta central e duas janelas laterais, todas com molduras simples e um aspeto clássico.

O telhado da igreja, visível na parte direita da imagem, também está coberto por conchas, criando uma textura escamosa e única.

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A igreja está inserida num ambiente ajardinado, com relva verde bem cuidada e palmeiras altas, que adicionam um toque tropical e mediterrânico à paisagem.

No fundo, vislumbra-se um corpo de água, sugerindo a localização insular da igreja, e a linha do horizonte sob um céu claro e luminoso.

A iluminação é forte e natural, realçando a brancura das conchas e o verde da vegetação.

A imagem transmite uma sensação de tranquilidade, singularidade e uma forte ligação ao ambiente marinho.

 

A Igreja das Conchas de La Toja

Um Santuário Marítimo na Galiza

A Ilha de La Toja (O Grove, Pontevedra, Espanha), um dos destinos mais emblemáticos das Rias Baixas galegas, é famosa pelas suas águas termais, pela paisagem luxuriante e por uma joia arquitetónica verdadeiramente singular: a Capela de San Caralampio e da Virgem do Carmo, mais conhecida como a "Igreja das Conchas".

Capturada com mestria pela objetiva de Mário Silva na sua fotografia, esta igreja é um testemunho da devoção popular e da criatividade humana em harmonia com a natureza circundante.

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Uma Devoção Enraizada no Mar

Embora a sua estrutura original seja do século XIX, o que torna esta igreja verdadeiramente única e digna de nota é a sua cobertura externa: está completamente revestida por conchas de vieiras (Pecten maximus), o símbolo universal dos peregrinos do Caminho de Santiago.

Mais do que um mero adorno, esta característica confere-lhe um aspeto orgânico e uma profunda ligação ao mar que a rodeia.

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A capela é dedicada a duas figuras de grande importância para a comunidade local.

San Caralampio é um santo venerado pela sua proteção contra doenças da pele, o que faz todo o sentido numa ilha que se tornou um reconhecido balneário termal.

A sua intercessão era procurada por aqueles que vinham às águas curativas de La Toja.

A segunda padroeira é a Virgem do Carmo (Virgen del Carmen), a padroeira dos marinheiros e pescadores, cuja presença é omnipresente nas comunidades costeiras da Galiza.

Esta dupla dedicação reflete a alma de La Toja: a saúde e o mar.

 

As Vieiras: Mais que Decoração

As vieiras que cobrem as paredes, a torre sineira e até o telhado da igreja não são apenas um capricho estético.

Tradicionalmente, as vieiras eram e são um símbolo do Caminho de Santiago.

Os peregrinos, ao chegar a Santiago de Compostela, levavam uma vieira como prova da sua jornada.

A sua disposição em camadas, como escamas, cria uma textura visual fascinante, que muda com a luz do sol e as condições atmosféricas, conferindo à igreja um brilho perolado e uma mimetização com o ambiente marinho.

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A prática de cobrir a igreja com conchas começou por volta de 1900, impulsionada pelos próprios habitantes da ilha e visitantes, que viam nas conchas um elemento decorativo barato e abundante, ao mesmo tempo que simbolizava a ligação da ilha ao mar e à peregrinação.

Com o tempo, esta particularidade tornou-se a sua maior atração, transformando a capela num ícone reconhecível da Galiza e um ponto de paragem obrigatório para qualquer visitante.

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Um Marco de Fé e Beleza Natural

A Igreja das Conchas de La Toja é mais do que um edifício religioso; é um marco cultural e natural que encapsula a devoção, a história e a singularidade da Ilha de La Toja.

A sua imagem, como a que Mário Silva nos oferece, convida à contemplação da beleza criada pela fusão da fé humana com os tesouros que o mar oferece, tornando-a um santuário verdadeiramente marítimo e um tesouro da arquitetura popular galega.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
31
Jul25

"A protetora das Rias Baixas" (Sanxenxo - Espanha)


Mário Silva Mário Silva

"A protetora das Rias Baixas"

(Sanxenxo - Espanha)

31Jul DSC09071_ms

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "A protetora das Rias Baixas" (Sanxenxo - Espanha), retrata uma escultura intrigante e etérea, imersa nas águas de uma Ria Baixa.

A figura, de bronze, apresenta uma forma alongada e esguia, com uma postura curvada, como se estivesse a inclinar-se ou a espreitar algo na água.

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A sua cabeça tem uma forma invulgar, com projeções que se assemelham a antenas ou chifres alongados, conferindo-lhe um ar místico ou de criatura marinha.

Uma das mãos da figura segura uma concha grande e detalhada, enquanto a outra parece tocar ou apontar para a superfície da água.

Os pés da escultura repousam sobre uma formação rochosa, que serve de base e está parcialmente submersa.

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A paisagem envolvente é dominada pelo mar, com as águas calmas e um pouco escuras, onde boias amarelas flutuam, possivelmente marcando uma área de navegação ou banhos.

Ao fundo, uma linha costeira com edifícios urbanos, incluindo casas e prédios de apartamentos, estende-se, revelando a proximidade da cidade.

O céu é nublado, com tons de cinzento claro, criando uma atmosfera suave e um pouco melancólica.

A imagem transmite uma sensação de mistério, ligando o elemento humano à natureza marinha e à paisagem urbana.

 

A Lenda: A Guardiã dos Sussurros do Mar

Nas Rias Baixas da Galiza, onde a terra beija o Atlântico e as marés trazem consigo histórias de navegantes e lendas milenares, emerge das águas de Sanxenxo uma figura de bronze, esguia e enigmática.

Mário Silva capturou a sua essência na fotografia "A Protetora das Rias Baixas", mas a sua verdadeira história, a lenda que os pescadores mais antigos sussurram ao anoitecer, é muito mais profunda.

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Conta-se que, há incontáveis séculos, quando as Rias eram habitadas por criaturas mágicas e os homens viviam em harmonia com o mar, uma sereia de nome Xoana, diferente das suas irmãs, nasceu com uma paixão inigualável pela terra.

Enquanto as outras sereias se deliciavam nas profundezas, Xoana sentia-se atraída pelos murmúrios da costa, pelas canções dos homens e pelo cheiro dos pinhais.

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O seu amor pelo mundo humano levou-a a desobedecer às leis do Mar Profundo.

Passava os dias a observar os pescadores, a ouvir as suas preces por boas capturas, a sentir as suas alegrias e tristezas.

As suas antenas, antes finas e translúcidas, tornaram-se mais robustas, capazes de captar os mais ténues sussurros do vento e das ondas, e a sua cauda de peixe começou a transformar-se em pernas quando se aproximava da costa.

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Um dia, uma grande tempestade, a mais violenta de que havia memória, abateu-se sobre as Rias.

Os barcos dos pescadores eram atirados contra as rochas, e as ondas gigantes ameaçavam destruir as aldeias costeiras.

Xoana, angustiada, implorou ao Deus do Mar, Neptuno, para que poupasse os humanos que tanto amava.

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Neptuno, furioso pela desobediência de Xoana, negou-lhe o pedido.

- Tu escolheste o mundo dos homens, agora suporta as suas tormentas!

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Desesperada, Xoana fez um sacrifício supremo.

Pegou na concha mais bela que alguma vez encontrara, uma concha mágica que continha todos os sons e segredos do oceano, e ergueu-a em direção ao céu.

- Eu dou-vos a minha voz, o meu canto e a minha forma de sereia - suplicou aos céus e ao mar, - se em troca poupardes estas gentes e as suas terras!

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No momento em que as suas palavras se perderam no vento, um raio atingiu Xoana, transformando-a na mesma estátua de bronze que hoje vemos.

A sua forma ficou congelada entre o mar e a terra, as suas antenas esticadas para o céu, a concha mágica firmemente apertada na mão, um gesto eterno de súplica e proteção.

A tempestade acalmou, o mar serenou, e as Rias foram salvas.

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Desde então, Xoana, a "Protetora das Rias Baixas", vigia a costa.

Os pescadores dizem que, nas noites de nevoeiro, quando o mar está em fúria, se ouvirmos com atenção, podemos escutar um fraco sussurro vindo da concha que ela segura.

É a sua voz de sereia, transformada em oração silenciosa, a guiar os barcos e a proteger a costa das intempéries.

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Acredita-se que, se alguém com um coração puro se aproximar da estátua e sussurrar um desejo à concha, Xoana, na sua forma de bronze, levará esse desejo às profundezas do oceano, e ele será atendido se for para o bem de todos.

E assim, a estátua em Sanxenxo não é apenas uma obra de arte; é o testemunho vivo de um amor abnegado e da magia que ainda reside nas águas e nas lendas das Rias Baixas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Jun25

"Passando em São Vicente da Raia (Rua da Fonte)" - Chaves Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Passando em São Vicente da Raia (Rua da Fonte)"

Chaves - Portugal

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São Vicente é uma aldeia pitoresca localizada na freguesia de São Vicente da Raia, no concelho de Chaves, distrito de Vila Real, em Portugal.

Conforme a descrição da fotografia de Mário Silva, a imagem captura um momento da "Rua da Fonte", um local que evoca a simplicidade e a beleza rural.

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São Vicente da Raia, como o próprio nome sugere, encontra-se numa zona de fronteira (raia) com Espanha, o que historicamente lhe conferiu uma importância estratégica e cultural particular.

A aldeia é um exemplo típico do povoamento rural do interior de Portugal, caracterizado por uma arquitetura tradicional e uma profunda ligação à terra.

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As habitações em São Vicente da Raia são maioritariamente construídas em pedra, utilizando materiais locais.

Estas casas, muitas delas antigas, exibem a robustez e a beleza da arquitetura vernácula transmontana, com telhados de telha tradicional que se integram harmoniosamente na paisagem.

Na fotografia, é possível observar uma dessas construções de pedra, com telhado de duas águas, que sugere a tipicidade da arquitetura local.

As ruas da aldeia são, em geral, estreitas e por vezes irregulares, adaptando-se à topografia do terreno.

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A "Rua da Fonte" ilustrada na imagem parece ser um caminho mais aberto, mas ainda assim com o caráter de uma via rural, ladeada por vegetação e elementos naturais.

A aldeia está imersa num ambiente rural, rodeada por campos agrícolas, matos e vegetação espontânea.

A predominância de tons verdes na paisagem, visíveis na fotografia, realça a conexão com a natureza e a vida no campo.

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A agricultura de subsistência e pequena escala sempre foi a base da economia local.

O cultivo de batata, centeio, milho e a criação de gado (bovino, ovino e caprino) são atividades tradicionais que moldaram o quotidiano e a paisagem da aldeia.

A presença de vegetação densa e o que parecem ser áreas cultivadas na fotografia corroboram esta ligação à terra.

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A região de Chaves é conhecida pelos seus produtos endógenos, como o presunto e os enchidos, e também pela produção de castanhas e cogumelos, o que certamente também faria parte da vida em São Vicente da Raia.

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A presença de uma "Rua da Fonte" sugere a importância da água na vida da aldeia, um elemento vital para a subsistência e para as comunidades rurais.

Fontes e ribeiros são muitas vezes pontos de encontro e locais com significado social.

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Aldeias como São Vicente da Raia mantêm vivas as tradições e costumes locais.

A vida comunitária é um pilar, com festas religiosas e romarias que reforçam os laços entre os habitantes.

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Como muitas aldeias do interior de Portugal, São Vicente da Raia pode enfrentar desafios relacionados com o despovoamento e o envelhecimento da população, uma realidade comum nas zonas rurais.

No entanto, o seu património e a beleza natural continuam a ser atrativos.

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Em suma, São Vicente da Raia é uma aldeia que personifica a ruralidade transmontana, com a sua arquitetura em pedra, paisagens verdes e uma história ligada à fronteira e à vida agrícola.

A fotografia de Mário Silva oferece uma janela para a tranquilidade e autenticidade deste remoto recanto de Chaves.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Mai25

“Um casinhoto na serrania…” (Mandín – Verín – Espanha)


Mário Silva Mário Silva

“Um casinhoto na serrania…”

(Mandín – Verín – Espanha)

21Mai DSC00513_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Um casinhoto na serrania", retrata uma pequena construção de pedra com telhado de telhas, situada em Mandín, Verín, na Espanha.

A imagem mostra a casinha inserida numa paisagem serrana, cercada por vegetação verdejante, com colinas ao fundo e algumas árvores esparsas, uma delas seca, contrastando com a vitalidade da natureza ao redor.

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Estas pequenas construções de pedra, como o casinhoto fotografado, têm uma relevância histórica, cultural e funcional nas regiões serranas, especialmente em áreas rurais da Península Ibérica.

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Casinhotos como este eram frequentemente usados por pastores, agricultores ou caçadores como abrigos temporários.

Em áreas remotas, onde o clima pode ser imprevisível e rigoroso, essas construções ofereciam proteção contra o frio, a chuva ou o calor excessivo.

Serviam também para armazenar ferramentas, alimentos ou até mesmo para pernoitar durante longos períodos de trabalho na serra.

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Feitos com materiais locais, como pedra e madeira, e cobertos com telhas de barro, esses casinhotos são exemplos da arquitetura vernacular, que utiliza recursos disponíveis no ambiente sem grandes impactos.

A construção em pedra garante durabilidade e isolamento térmico, enquanto o uso de materiais da região reduz a necessidade de transporte, refletindo uma prática sustentável que dialoga com o meio ambiente.

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Estas construções são testemunhos da vida rural e das tradições das comunidades serranas.

Representam um modo de vida mais simples e autossuficiente, onde as pessoas dependiam diretamente da terra e dos recursos naturais.

Em muitas regiões da Galiza e do norte de Portugal, casinhotos semelhantes estão associados a práticas como a transumância (movimentação sazonal de rebanhos) e à agricultura de subsistência.

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A fotografia de Mário Silva captura a beleza rústica do casinhoto integrado à paisagem serrana.

Essas construções, com a sua simplicidade e harmonia com a natureza, têm um valor estético que atrai fotógrafos, artistas e turistas.

Além disso, preservar essas estruturas é importante para manter viva a memória cultural e histórica das comunidades locais.

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Num contexto de mudanças climáticas e urbanização, casinhotos como este, lembram a capacidade de adaptação das populações rurais ao meio ambiente.

A sua construção sólida e funcional pode inspirar práticas modernas de arquitetura sustentável, valorizando técnicas tradicionais que respeitam a natureza.

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Em resumo, o casinhoto na serrania de Mandín é mais do que uma simples construção de pedra: é um símbolo de resiliência, tradição e harmonia com o meio ambiente.

Ele reflete a sabedoria das gerações passadas em lidar com os desafios da vida na serra, ao mesmo tempo em que carrega um valor estético e cultural que merece ser preservado e apreciado.

A fotografia de Mário Silva convida-nos a refletir sobre a importância de manter viva essa herança, tanto pela sua funcionalidade quanto pelo seu significado histórico e emocional.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
01
Dez24

"A Restauração da Independência de Portugal em 1640"


Mário Silva Mário Silva

"A Restauração da Independência de Portugal em 1640"

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A pintura digital de Mário Silva, intitulada "A Restauração da Independência de Portugal em 1640", retrata um dos momentos mais importantes da história portuguesa: a revolta de 1º de dezembro de 1640, que marcou o fim do domínio filipino e o início do reinado de D. João IV, restaurando a soberania nacional após 60 anos de união ibérica sob os reis da Espanha.

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O rei é representado de pé, com postura firme e coroado, destacando-se pela capa dourada que remete à realeza e ao esplendor de Portugal.

Ele segura o cetro, símbolo de autoridade e legitimidade.

À esquerda, os conspiradores que lideraram a revolta observam a cerimónia, demonstrando a união e determinação dos nobres portugueses na luta pela independência.

O ambiente luxuoso, com tronos, candelabros dourados e tapeçarias, reforça a ideia de uma restauração legítima e gloriosa, um momento de triunfo e renovação nacional.

A iluminação suave, quase divina, incidindo sobre D. João IV e os principais personagens, destaca o papel central do monarca e o caráter heroico do evento.

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O episódio de 1640 foi um marco de resistência contra o domínio estrangeiro e de recuperação da identidade portuguesa. A escolha de D. João IV como rei, representada na pintura, consolidou o desejo de autonomia do povo.

A presença dos conjurados na obra ressalta a colaboração entre diferentes setores da sociedade para atingir o objetivo comum de restaurar a soberania.

A forma como D. João IV é retratado reflete a sua legitimidade como rei e o compromisso com a nação recém-restaurada.

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Durante a União Ibérica (1580-1640), Portugal esteve sob domínio da dinastia espanhola dos Habsburgos, uma situação que gerou insatisfação devido à perda de autonomia e prejuízos económicos.

A revolta do 1º de dezembro de 1640, liderada por 40 conjurados, resultou no golpe que depôs a administração espanhola e coroou D. João IV da Casa de Bragança como rei.

Este evento deu início à Guerra da Restauração, que consolidaria a independência de Portugal após várias batalhas contra a Espanha.

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A Restauração da Independência foi crucial para a manutenção da identidade cultural e política de Portugal como nação soberana.

O episódio simboliza a resistência do país diante de adversidades externas e reforça o orgulho nacionalista que persiste até hoje.

O momento capturado na pintura de Mário Silva eterniza esse espírito de resiliência e união que moldou a história portuguesa.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Out24

Igreja de Santa Baia de Arzádegos - Vilardevós - Espanha


Mário Silva Mário Silva

Igreja de Santa Baia de Arzádegos

Vilardevós - Espanha

27Out DSC08351_ms

A fotografia de Mário Silva captura a simplicidade e a beleza da Igreja de Santa Baia de Arzádegos, localizada em Vilardevós, Espanha.

A construção, datada do final da década de 1950, apresenta características arquitetónicas que refletem o estilo da época e a influência das tradições construtivas locais.

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A fachada principal da igreja destaca-se pela sua sobriedade e pela disposição simétrica dos elementos.

A porta principal, com suas colunas pseudo-dóricas e a cornija, confere à igreja um ar de monumentalidade.

A torre sineira, localizada no canto sul, é um elemento marcante da composição.

A sua estrutura em dois corpos, com quatro aberturas para sino no segundo corpo, confere à igreja um perfil característico.

A utilização de pedra como material de construção principal confere à igreja uma aparência sólida e resistente ao passar do tempo.

As paredes de silhar, reforçadas com contrafortes, são típicas da arquitetura rural da região.

A cobertura de telha de cerâmica de duas águas é um elemento comum em construções religiosas da região, proporcionando uma boa proteção contra as intempéries.

As janelas retangulares, localizadas entre os contrafortes, permitem a entrada de luz natural no interior da igreja, criando um ambiente acolhedor e luminoso.

A presença de arbustos e árvores circundando a igreja confere ao local um ar de serenidade e integra a construção na paisagem natural.

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A fotografia de Mário Silva transmite uma sensação de paz e tranquilidade, convidando o observador a refletir sobre a importância da fé e da espiritualidade na vida das comunidades locais.

A igreja, como centro religioso da comunidade, representa um ponto de encontro e um lugar de celebração dos valores espirituais.

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A igreja é uma manifestação concreta da fé da comunidade, um espaço sagrado dedicado ao culto religioso.

A construção representa um importante património cultural da região, testemunhando a história e as tradições da comunidade.

A igreja está harmoniosamente inserida na paisagem natural, estabelecendo uma relação entre o homem e o meio ambiente.

A arquitetura da igreja reflete a busca pela simplicidade e funcionalidade, características típicas da arquitetura religiosa da época.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva convida-nos a apreciar a beleza e a importância da Igreja de Santa Baia de Arzádegos.

Através desta imagem, podemos compreender a rica história e o significado cultural deste edifício religioso, que continua a ser um ponto de referência para a comunidade local.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Set24

"Relógio de Sol" - (Feces de Abaixo – Verín – Espanha) - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

 

"Relógio de Sol" - Mário Silva

(Feces de Abaixo – Verín – Espanha)

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A fotografia de Mário Silva captura a essência do tempo que passa, materializada num relógio de sol adornado na parede de pedra em Feces de Abaixo – Verín – Espanha.

A imagem, com a sua composição simples e elegante, convida o observador a uma reflexão sobre a passagem do tempo e a relação do homem com a natureza.

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O protagonista da imagem é o relógio de sol, esculpido em pedra e integrado na parede.

A sua forma circular e os raios que se irradiam a partir do centro criam um efeito visualmente atraente e transmitem a ideia de movimento e passagem do tempo.

A parede de pedra, com a sua textura rústica e cor ocre, serve como um pano de fundo perfeito para o relógio de sol, contrastando com a suavidade das linhas do instrumento de medida.

A luz do sol, que incide sobre o relógio, cria um jogo de sombras que acentua a tridimensionalidade da escultura e confere à imagem uma atmosfera de serenidade.

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A fotografia de Mário Silva é um exemplo de como a arte pode transcender a mera representação da realidade e convidar o observador a uma reflexão mais profunda.

A imagem é simples, mas poderosa, e a escolha cuidadosa dos elementos visuais contribui para a criação de uma atmosfera atemporal.

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A fotografia remete-nos para uma época em que o tempo era medido pela posição do sol e não por relógios mecânicos.

O relógio de sol, presente em diversas culturas ao longo da história, é um símbolo da passagem do tempo e da nossa conexão com os ciclos naturais.

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O relógio de sol foi o primeiro instrumento utilizado pelo homem para medir o tempo.

A sua invenção remonta à antiguidade e a sua importância perdurou por séculos.

Os relógios de sol eram utilizados em diversas atividades, como a agricultura, a navegação e a astronomia.

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Além da sua função prática, os relógios de sol também tinham um significado simbólico.

Eles representavam a passagem do tempo, a impermanência das coisas e a importância de aproveitar cada momento.

Em conclusão, a fotografia de Mário Silva convida-nos a apreciar a beleza e a simplicidade dos objetos quotidianos, e a refletir sobre a passagem do tempo e a nossa conexão com a natureza.

O relógio de sol, presente na imagem, é um símbolo atemporal que nos lembra da importância de desacelerar e apreciar cada momento da vida.

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A fotografia de Mário Silva poderia ser utilizada como ponto de partida para diversas reflexões e discussões, como:

A relação entre o tempo e o espaço

A importância da preservação do património cultural

A influência da tecnologia na nossa perceção do tempo

A busca por um estilo de vida mais lento e conectado com a natureza

Em suma, a fotografia de Mário Silva é uma obra que transcende o tempo e o espaço, convidando o observador a uma jornada de autoconhecimento e reflexão.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Ago24

A escultura "Gravidez" - Ilha da Toxa - Espanha


Mário Silva Mário Silva

A escultura "Gravidez"

Ilha da Toxa - Espanha

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A fotografia de Mário Silva apresenta uma escultura em granito, caraterizada por uma representação simplificada e expressiva do torso feminino.

A obra, disposta num pedestal, encontra-se num espaço público, imersa num contexto paisagístico que contrasta com a rigidez da pedra.

A perspetiva lateral da figura destaca a volumetria do corpo, com ênfase nas formas arredondadas do busto e abdômen.

A textura rugosa do granito, resultado do processo de esculpir, confere à obra uma materialidade táctil e acentua a sensação de massa.

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A escultura demonstra as características marcantes dum estilo que se insere na corrente da escultura moderna.

O artista emprega uma técnica de modelagem direta na pedra, evidenciando a maestria no manuseio do material.

A simplificação das formas, característica do expressionismo, confere à obra um forte impacto visual e uma carga simbólica intensa.

A representação do corpo feminino, com foco na gestação, é um tema recorrente.

A escolha de um corpo em transformação, com as formas arredondadas e volumosas, remete a questões universais como a criação, a fertilidade e a passagem do tempo.

O granito, material duro e resistente, contrasta com a delicadeza do tema representado.

A escolha desse material pode ser interpretada como uma metáfora da força da vida e da perenidade da criação.

A escultura, inserida num espaço público, dialoga com a paisagem e convida à reflexão sobre a relação entre o indivíduo e a natureza.

A composição da imagem é marcada pela diagonal formada pela estrada, que conduz o olhar do espectador para a escultura. O contraste entre as linhas retas da arquitetura e as formas orgânicas da escultura cria uma tensão visual que enriquece a leitura da obra.

A obra transcende a mera representação do corpo feminino, convidando o espetador a uma interpretação mais profunda.

A ausência de detalhes facial e a postura introspetiva da figura sugerem uma reflexão sobre a identidade, a subjetividade e a condição humana.

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Texto e Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Ago24

Praia de areia fina e mar calmo, de Canelas, em Sanxenxo - Espanha


Mário Silva Mário Silva

Praia de areia fina e mar calmo de Canelas

Sanxenxo - Espanha

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A fotografia captura a essência da Praia de Canelas, em Sanxenxo, Espanha, num dia ensolarado.

A imagem apresenta uma perspetiva baixa, com a câmara focada na areia fina e no mar calmo que se estende até uma pequena baía.

As rochas cobertas de algas na parte inferior da imagem contrastam com a suavidade da areia e da água, adicionando textura e profundidade à cena.

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Ao fundo, um conjunto de casas coloridas e árvores verdes alinham-se na costa, oferecendo um cenário pitoresco e convidativo.

A presença de pessoas na praia, algumas tomando sol e outras brincando na água, indica a popularidade do local e o ambiente relaxante.

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A água calma e a areia suave transmitem uma sensação de paz e tranquilidade.

A combinação de areia, mar, rochas e vegetação cria uma paisagem esteticamente agradável.

A presença de pessoas relaxando na praia evoca sentimentos de conforto e bem-estar.

A baía relativamente pequena e a perspetiva da fotografia conferem à cena um ar de intimidade e privacidade.

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A fotografia é bem composta e captura a beleza natural da Praia de Canelas.

A escolha do ângulo e a profundidade de campo enfatizam a suavidade da areia e a calma do mar.

As cores vibrantes do céu e das casas adicionam vida à imagem, enquanto as rochas na parte inferior da fotografia fornecem um elemento de interesse visual.

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A imagem poderia ser utilizada para promover o turismo em Sanxenxo, destacando a beleza das praias da região.

Além disso, poderia ser utilizada em materiais de marketing para hotéis, restaurantes e outras empresas localizadas nas proximidades da praia.

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Em resumo, a fotografia da Praia de Canelas é uma representação visualmente atraente de um local tranquilo e convidativo.

A imagem captura a essência da beleza natural da região e poderia ser utilizada para promover o turismo em Sanxenxo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Ago24

Ilha da Toxa (Isla de La Toja) - beleza natural e obra humana


Mário Silva Mário Silva

Ilha da Toxa (Isla de La Toja)

beleza natural e obra humana

Mário Silva

21Ago DSC04605_ms

A fotografia captura um momento de serena beleza na Ilha da Toxa, evidenciando a maestria do fotógrafo Mário Silva em compor imagens que transcendem o simples registro visual.

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A composição da imagem é marcada por linhas claras e horizontais, que conduzem o olhar do observador para a imensidão do mar e a orla da ilha.

A balaustrada em primeiro plano, com seus elementos arquitetónicos ornamentais, cria uma moldura natural para a paisagem, conferindo profundidade e dimensão à cena.

A escolha do ponto de vista, ligeiramente elevado, permite uma visão panorâmica da paisagem, realçando a amplitude do espaço.

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A balaustrada branca, com as suas formas clássicas e ornamentos florais, simboliza a civilização e a presença humana na natureza.

A sua regularidade contrasta com a irregularidade das rochas e das ondas, criando um diálogo entre a ordem e o caos.

A palmeira em vaso, no topo da balaustrada, introduz um elemento vertical que quebra a horizontalidade da composição.

A palmeira, símbolo de resistência e beleza, contrasta com a vegetação rasteira da costa, sugerindo a passagem do tempo e a dinâmica da natureza.

O mar, elemento central da imagem, simboliza a imensidão, a força e a renovação.

A tonalidade azul clara do mar, em contraste com o branco da balaustrada, cria uma atmosfera de serenidade e tranquilidade.

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A fotografia é banhada por uma luz natural suave, que realça as texturas e as formas dos elementos.

A paleta de cores é predominantemente clara, com tons de branco, azul e verde, transmitindo uma sensação de pureza e leveza.

A ausência de sombras duras confere à imagem uma atmosfera de calma e harmonia.

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A regra dos terços é aplicada de forma sutil, com a linha do horizonte posicionada no terço superior da imagem.

O foco está nitidamente na balaustrada e na palmeira, com o fundo ligeiramente desfocado, criando um efeito de profundidade.

A abertura utilizada provavelmente é pequena, o que proporciona uma grande profundidade de campo, garantindo que todos os elementos da imagem estejam nítidos.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva é uma obra de arte que transcende o simples registro fotográfico.

Através de uma composição cuidadosa, de uma paleta de cores harmoniosa e de uma escolha precisa do ponto de vista, o fotógrafo captura a essência da Ilha da Toxa, convidando o observador a uma imersão sensorial nesse paraíso natural.

A imagem é um exemplo de como a fotografia pode ser utilizada para expressar emoções, contar histórias e conectar as pessoas com o mundo natural.

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A arquitetura da balaustrada pode ser analisada sob a perspetiva da história da arquitetura, buscando referências estilísticas e contextualizando-a no período histórico em que foi construída.

A fotografia pode ser interpretada como uma representação da relação entre o homem e a natureza, levantando questões sobre a preservação do meio ambiente e o impacto da urbanização nas paisagens naturais.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
17
Ago24

"Da Cidadella (Espanha) a Segirei (Portugal), uma rota do contrabando… Pormenor da Cascata da Cidadela - Vilardevós, Ourense, Espanha”


Mário Silva Mário Silva

"Da Cidadella (Espanha) a Segirei (Portugal),

uma rota do contrabando…

Pormenor da Cascata da

Cidadela - Vilardevós, Ourense, Espanha”

17Ago DSC00140_ms

A fotografia de Mário Silva captura a impressionante Cascata da Cidadela, situada em Vilardevós, Ourense, Espanha.

A imagem revela a beleza intocada da natureza com uma queda d'água cristalina que desce por rochas musgosas, rodeadas por uma vegetação exuberante.

A cascata parece emergir de um cenário de conto de fadas, com a água caindo suavemente, criando um som tranquilizante que ecoa pela paisagem verdejante.

O brilho da água ao sol adiciona um toque de magia à cena, refletindo a pureza e serenidade do local.

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A Cascata da Cidadela, em toda a sua majestade, simboliza a transformação de uma região outrora marcada pela clandestinidade e o perigo da rota do contrabando entre a Cidadella, em Espanha, e Segirei, em Portugal, para um destino de paz e beleza natural.

No passado, esta rota serpenteava por caminhos escondidos e trilhas obscuras, onde contrabandistas desafiavam as fronteiras e leis para transportar mercadorias entre os dois países.

A travessia era perigosa, cheia de desafios e riscos, mas também de coragem e engenhosidade.

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Hoje, este mesmo trajeto transformou-se num belíssimo percurso pedestre, onde os caminheiros podem explorar a natureza e a história, respirando o ar puro das montanhas e desfrutando da tranquilidade que agora reina.

Caminhar por este percurso é como atravessar um portal no tempo, onde a paisagem natural se mantém imutável, mas os propósitos e as experiências são completamente diferentes.

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Assim como a água da cascata flui livremente, sem restrições, os caminheiros de hoje percorrem a rota com liberdade e segurança, contemplando as mesmas paisagens que testemunharam as aventuras e perigos dos contrabandistas de outrora.

A jornada oferece uma oportunidade única de refletir sobre a transformação do tempo e do espaço, apreciando tanto a beleza natural quanto a rica história cultural da região.

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O percurso, com as suas paisagens deslumbrantes e rica herança histórica, representa a convergência do passado e do presente, onde cada passo dado ecoa as histórias de antigas travessias e celebra a paz e a liberdade do presente.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Ago24

"Estátua Simbólica da Praia de Sanxenxo (Espanha)" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Estátua Simbólica da Praia de Sanxenxo (Espanha)"

Mário Silva

14Ago DSC09066_ms

A fotografia capturada por Mário Silva retrata uma escultura localizada na praia de Sanxenxo, em Espanha.

A estátua representa uma figura humana de forma estilizada, com linhas suaves e curvas que conferem uma sensação de movimento e elegância.

A figura está inclinada para a frente, segurando um grande búzio, com a cabeça e o corpo projetados para frente, o que sugere um momento de contemplação ou interação com o objeto.

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A escultura está posicionada sobre uma pequena rocha, cercada pelas águas calmas do mar.

Ao fundo, é possível ver a linha costeira com algumas construções e vegetação, levemente desfocada devido à névoa ou à profundidade de campo da fotografia.

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A composição da fotografia é equilibrada, com a estátua centralizada verticalmente no quadro, o que direciona o olhar do observador diretamente para o objeto principal.

A linha do horizonte é visível ao fundo, dividindo a imagem em duas partes, com a estátua atuando como ponto focal.

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A luz natural parece ser suave, provavelmente devido a um dia um pouco nublado, o que ajuda a evitar sombras duras e proporciona uma iluminação uniforme à escultura.

Isso destaca as texturas e os detalhes da superfície da estátua, como o material metálico e o desgaste natural causado pelo ambiente marinho.

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A perspetiva utilizada cria uma sensação de profundidade, com a estátua em primeiro plano claramente definida e o fundo mais distante, levemente desfocado.

Essa técnica ajuda a enfatizar a escultura como o elemento principal da imagem, enquanto ainda oferece contexto sobre sua localização.

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A fotografia de Mário Silva captura não apenas a beleza e a forma artística da estátua, mas também a serenidade do ambiente costeiro de Sanxenxo.

A escolha de enquadrar a escultura com a paisagem ao fundo adiciona uma dimensão de contexto e localização que enriquece a interpretação da imagem.

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A figura estilizada e a postura da estátua evocam uma sensação de introspeção e ligação com a natureza, simbolizada pelo búzio que ela segura.

Este detalhe pode ser interpretado como uma representação da harmonia entre o ser humano e o ambiente marinho, uma mensagem particularmente ressonante numa localização à beira-mar.

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O uso cuidadoso da luz e da composição demonstra a habilidade do fotógrafo em destacar os elementos essenciais da cena, ao mesmo tempo que cria uma imagem visualmente agradável e harmoniosa.

A escolha de um dia nublado, com luz suave, pode ser vista como uma decisão deliberada para acentuar os detalhes da escultura sem distrações de sombras fortes ou contrastes excessivos.

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A fotografia "Estátua Simbólica da Praia de Sanxenxo" de Mário Silva é uma obra que combina elementos artísticos e técnicos de maneira eficaz para transmitir uma mensagem de contemplação e conexão com a natureza.

A escultura, como o ponto central da imagem, é apresentada de maneira que enfatiza a sua forma e significado, enquanto o cenário natural adiciona uma camada de contexto e serenidade.

Através da sua composição cuidadosa e uso da luz, Mário Silva conseguiu capturar a essência da escultura e do ambiente que a rodeia, resultando numa imagem visualmente cativante e significativa.

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Texto & Pintura: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
01
Dez23

RESTAURAÇÃO da INDEPENDÊNCIA (1640) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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RESTAURAÇÃO da INDEPENDÊNCIA (1640) - Portugal

D01 Restauração da Independência de Portugal (2)

A Restauração da Independência de Portugal foi um evento histórico que ocorreu a 1 de dezembro de 1640. Nesse dia, um grupo de conspiradores liderados por D. João, duque de Bragança, invadiu o Paço da Ribeira, em Lisboa, e derrubou a dinastia espanhola que governava Portugal desde 1580.

O episódio começou com a prisão da vice-rainha, Ana de Áustria, e do secretário de estado, Miguel de Vasconcelos. Vasconcelos era um dos principais responsáveis pela política de opressão espanhola em Portugal, e sua morte foi um símbolo da revolta popular contra o domínio estrangeiro.

Com a queda da vice-rainha, D. João IV foi aclamado rei de Portugal. O povo de Lisboa encheu as ruas em festa, celebrando a restauração da independência nacional.

A Restauração da Independência de Portugal foi um evento de grande importância para a história de Portugal. Foi o fim de um período de 60 anos de domínio espanhol e o início de uma nova era de independência e prosperidade para o país.

A Restauração da Independência foi um evento complexo, com muitos protagonistas e fatores envolvidos. No entanto, o episódio do Mestre de Avis e os 40 conjurados que entraram no palácio real e atiraram o traidor Vasconcelos pela janela é um dos momentos mais emblemáticos desse acontecimento. Foi um ato de coragem e determinação que marcou o início da luta pela restauração da independência portuguesa.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

 

Mário Silva 📷
15
Fev20

Águas Frias (Chaves) - ... o cume da serra ...


Mário Silva Mário Silva

 

O CUME DA SERRA

 

Águas Frias (Chaves) - ... e a neve cobrindo as serranias da vizinha Espanha ...... e a neve cobrindo o cume das serranias, da vizinha Espanha ...


No cume daquela serra
Plantei uma roseira
A rosa no cume cresce
A rosa no cume cheira

Quando cai a chuva grossa
A água o cume desce
O orvalho no cume brilha
O mato no cume cresce

 

Águas Frias (Chaves) - ... a água do ribeiro saltita por entre o arvoredo e os socalcos do seu leito ... 

... a água do ribeiro saltita por entre o arvoredo e os socalcos do seu leito ...


Mas logo que a chuva cessa
Ao cume volta a alegria
Pois volta a brilhar depressa
O sol que no cume ardia

E quando chega o Verão
E tudo no cume seca
O vento o cume limpa
E o cume fica careca

Águas Frias (Chaves) - ... refúgio, no meio da vinha ... ... refúgio, no meio da vinha ...

 


Ao subir a linda serra
Vê-se o cume aparecendo
Mas começando a descer
O cume se vai escondendo

 

Águas Frias (Chaves) - ... espreitando um castanheiro pelo buraco no tronco de outro velho castanheiro ...

... espreitando um castanheiro pelo buraco no tronco de outro velho castanheiro ...


Quando cai a chuva fria
Salpicos no cume caiem
Abelhas no cume picam
Lagartos do cume saem

 

Águas Frias (Chaves) - ... o cordeirinho negro, mas com a cauda de lã branca, para não ser a "ovelha negra do rebanho" ...... o cordeirinho negro, mas com a cauda de lã branca, para não ser a "ovelha negra do rebanho" ...

 


E à hora crepuscular
Tudo no cume escurece
Pirilampos no Cume brilham
E a lua no cume aparece

E quando vem o Inverno
A neve no cume cai
O cume fica tapado
E ninguém ao cume vai

 

Águas Frias (Chaves) - ... visão da Aldeia num dia de céu limpo, em pleno inverno ...... visão da Aldeia num dia de céu limpo, em pleno inverno ...


Mas a tristeza se acaba
E de novo vem o Verão
O gelo do cume derrete
E todos ao cume vão

Poesia tradicional portuguesa

 

Águas Frias (Chaves) - ... o belo altar mor da Igreja matriz ...

... o belo altar mor da Igreja matriz ...

 

 

 

Até breve !!!!

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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