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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

08
Dez25

“Imaculada Conceição” – 08 dezembro


Mário Silva Mário Silva

“Imaculada Conceição”

08 dezembro

08Dez DSC09416_ms 2.JPG

A fotografia de Mário Silva capta uma antiga escultura de Nossa Senhora da Conceição num plano aproximado.

A imagem, provavelmente de madeira policromada, destaca-se sobre um fundo de pedra rústica.

A figura da Virgem Maria está de pé, com as mãos postas em oração, um semblante sereno e cabelos loiros e ondulados.

Os trajes são ricos em detalhes:

Um manto azul com orlas douradas cobre os ombros.

Uma túnica cinzenta ou esbranquiçada apresenta motivos florais que se assemelham a pequenas cerejas pintadas.

À sua cabeça, uma auréola metálica em forma de sol irradia luz, e uma coroa simples adorna a figura.

A Virgem é representada sobre a cabeça de três anjos alados, sugerindo a ascensão, e os seus pés não são visíveis, um elemento iconográfico comum que significa que ela não toca o pecado humano.

Um rosário de contas brancas com um pequeno crucifixo pende das suas mãos.

No lado direito da imagem, um lírio asiático de tom verde-amarelado em flor e outros botões num vaso de vidro transparente acrescentam um toque de natureza e pureza, realçando a serenidade da cena.

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O Dogma da Imaculada Conceição e a História de Portugal

O título e tema da fotografia de Mário Silva, "Imaculada Conceição – 08 dezembro", remetem a um dos dogmas mais importantes da fé católica e a uma data com profundo significado histórico para Portugal.

O dia 8 de dezembro é feriado nacional, dedicado à celebração da conceção de Maria sem a mancha do pecado original.

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Significado Teológico e Dogma

A Imaculada Conceição significa que, desde o primeiro instante da sua existência, por graça e privilégio especial de Deus, a Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original.

Esta crença popular, debatida durante séculos na teologia, foi finalmente proclamada como dogma de fé pelo Papa Pio IX a 8 de dezembro de 1854, através da bula “Ineffabilis Deus”.

A iconografia da Imaculada, como a observada na fotografia, reflete este dogma através de símbolos como a pureza dos lírios, a posição acima dos anjos e a ausência dos pés tocando o solo, que simbolizam a sua elevação acima da condição humana do pecado.

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A Padroeira de Portugal

Em Portugal, a devoção à Imaculada Conceição é secular.

O Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa é o primeiro na Península Ibérica dedicado a este título.

A ligação da nação à Virgem tornou-se ainda mais forte em 1646, quando D. João IV, após a Restauração da Independência, proclamou Nossa Senhora da Conceição como Padroeira e Rainha de Portugal.

A partir dessa data, nenhum rei português usou coroa na cabeça, em sinal de reconhecimento e devoção a Maria como a verdadeira Rainha do Reino.

A fotografia de Mário Silva capta a essência desta devoção e a serenidade associada à figura de Maria, um símbolo de pureza e esperança para milhões de fiéis.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Nov25

“Fonte dos Leões e como fundo as igrejas do Carmo e a dos Carmelitas” (Porto – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Fonte dos Leões e como fundo as igrejas do Carmo e a dos Carmelitas” (Porto – Portugal)

20Nov DSC09148_ms

A fotografia de Mário Silva é uma composição noturna ou de final de tarde que justapõe um elemento escultórico moderno ou do século XIX (a fonte) com o complexo arquitetónico religioso do Porto (as igrejas).

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Primeiro Plano: A Fonte e a Cor

O primeiro plano é dominado pela escultura de um leão da fonte, que está coberto por uma iluminação artificial intensa, em tom azul-elétrico.

Este leão, com uma expressão feroz e juba trabalhada, tem a sua cabeça e parte do corpo em destaque.

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O Jato de Água:  Da boca do leão, emerge um jato de água forte e longo, que se projeta em arco, criando um risco de luz que se estende para o centro da imagem.

Textura e Brilho: A cor azul da escultura, combinada com o brilho da água que escorre e dos jatos de luz, confere um caráter dramático e quase irreal à fonte.

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Segundo Plano e Fundo: O Complexo Religioso

Atrás da fonte e servindo como pano de fundo, está a fachada de uma das igrejas, provavelmente a Igreja do Carmo (ou Carmelitas Descalços), conhecida pela sua exuberante decoração.

Arquitetura Barroca/Rococó: A fachada apresenta uma riqueza de talha em pedra (cantaria) com relevos, nichos, pilastras e elementos decorativos de grande detalhe, típicos do estilo Barroco e Rococó do Norte de Portugal.

Iluminação da Fachada: O edifício histórico está iluminado em tons quentes e naturais (diferentes do azul da fonte), o que destaca a sua textura e as complexas molduras.

A iluminação confere profundidade e contrasta a permanência da arquitetura com o movimento da água e a cor da fonte.

Ambiente Noturno: O céu escuro e o uso de luz artificial acentuam a justaposição de elementos — o dinamismo da água e da cor, em oposição à solidez e antiguidade da pedra histórica.

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A fotografia cria um diálogo entre a arte escultórica urbana e o património arquitetónico do Porto, realçando a beleza dos monumentos sob a luz noturna.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Ago25

A Assunção de Nossa Senhora ao Céu


Mário Silva Mário Silva

A Assunção de Nossa Senhora ao Céu

15Ago DSC09416_ms2

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "A Assunção de Nossa Senhora ao Céu", apresenta um plano aproximado de uma antiga estátua da Virgem Maria.

A escultura, com o seu cabelo loiro e ondulado e uma expressão serena no rosto, está de pé, com as mãos postas em oração.

O manto azul com orlas douradas e a túnica cinzenta com motivos florais (cerejas) parecem ser de madeira policromada.

A Virgem é representada sobre a cabeça de três anjos, sugerindo a ascensão, e tem uma auréola em forma de sol atrás da sua cabeça.

Uma coroa em metal, em forma de sol, está fixada acima da cabeça.

No lado direito, um vaso de vidro com lírios brancos florescentes adiciona um toque de vida e pureza à cena.

O fundo é uma parede de pedra rústica e irregular, que contrasta com a delicadeza e a cor da estátua.

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A Assunção de Nossa Senhora ao Céu - Fé, Esperança e Celebração

A celebração da Assunção de Nossa Senhora, anualmente a 15 de agosto, é uma das mais importantes e antigas festas marianas no calendário litúrgico católico.

A fotografia de Mário Silva, que nos mostra a Virgem Maria em toda a sua serenidade, capta a essência desta celebração.

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O Dogma e o Significado Espiritual

O dogma da Assunção, proclamado pelo Papa Pio XII em 1950, declara que, no final da sua vida terrena, a Virgem Maria foi "assunta" ao céu de corpo e alma.

Ao contrário da Ascensão de Jesus, que subiu ao céu por seu próprio poder divino, a Assunção de Maria foi um ato de Deus.

A imagem da estátua, suspensa sobre os anjos e com a coroa solar, é uma representação visual deste dogma.

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Para os católicos, este evento tem um significado profundamente simbólico.

Maria é vista como a primeira redimida, a primeira a participar plenamente na ressurreição e a entrar na glória do Céu com o seu corpo glorificado.

A sua Assunção é, portanto, um sinal de esperança para todos os fiéis.

Ela representa a promessa da ressurreição do corpo no final dos tempos e a certeza de que a vida terrena não é o fim, mas o início de uma vida eterna junto de Deus.

A figura de Maria, com as suas mãos em oração e a sua expressão tranquila, inspira a fé e a esperança na vida eterna.

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A Celebração e a Devoção Popular

A celebração da Assunção é marcada por uma profunda devoção popular.

As festividades incluem missas solenes, procissões e a criação de elaborados tapetes de flores, que cobrem as ruas por onde a imagem da Virgem irá passar.

A presença de lírios brancos, que na fotografia estão ao lado da estátua, é um símbolo de pureza e da Imaculada Conceição de Maria.

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Além disso, muitas comunidades têm a tradição de levar a imagem da Virgem em procissão, com os fiéis a cantarem hinos marianos e a rezarem o terço.

A festa da Assunção, portanto, não é apenas um dia de oração, mas um momento de celebração vibrante, que reúne famílias e comunidades inteiras em torno da figura da Mãe de Deus.

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Um Modelo de Fé e Esperança

A Assunção de Nossa Senhora oferece aos católicos um modelo de fé e de vida.

A vida de Maria, desde a sua aceitação humilde da vontade de Deus até ao seu triunfo final na glória do Céu, é um exemplo a seguir.

Ela representa a vitória da vida sobre a morte e a certeza de que a fidelidade a Deus leva à salvação.

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Em suma, a celebração da Assunção de Nossa Senhora é um pilar da fé católica, que inspira a esperança, fortalece a devoção e une os fiéis na celebração da vida e da promessa de redenção.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
31
Jul25

"A protetora das Rias Baixas" (Sanxenxo - Espanha)


Mário Silva Mário Silva

"A protetora das Rias Baixas"

(Sanxenxo - Espanha)

31Jul DSC09071_ms

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "A protetora das Rias Baixas" (Sanxenxo - Espanha), retrata uma escultura intrigante e etérea, imersa nas águas de uma Ria Baixa.

A figura, de bronze, apresenta uma forma alongada e esguia, com uma postura curvada, como se estivesse a inclinar-se ou a espreitar algo na água.

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A sua cabeça tem uma forma invulgar, com projeções que se assemelham a antenas ou chifres alongados, conferindo-lhe um ar místico ou de criatura marinha.

Uma das mãos da figura segura uma concha grande e detalhada, enquanto a outra parece tocar ou apontar para a superfície da água.

Os pés da escultura repousam sobre uma formação rochosa, que serve de base e está parcialmente submersa.

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A paisagem envolvente é dominada pelo mar, com as águas calmas e um pouco escuras, onde boias amarelas flutuam, possivelmente marcando uma área de navegação ou banhos.

Ao fundo, uma linha costeira com edifícios urbanos, incluindo casas e prédios de apartamentos, estende-se, revelando a proximidade da cidade.

O céu é nublado, com tons de cinzento claro, criando uma atmosfera suave e um pouco melancólica.

A imagem transmite uma sensação de mistério, ligando o elemento humano à natureza marinha e à paisagem urbana.

 

A Lenda: A Guardiã dos Sussurros do Mar

Nas Rias Baixas da Galiza, onde a terra beija o Atlântico e as marés trazem consigo histórias de navegantes e lendas milenares, emerge das águas de Sanxenxo uma figura de bronze, esguia e enigmática.

Mário Silva capturou a sua essência na fotografia "A Protetora das Rias Baixas", mas a sua verdadeira história, a lenda que os pescadores mais antigos sussurram ao anoitecer, é muito mais profunda.

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Conta-se que, há incontáveis séculos, quando as Rias eram habitadas por criaturas mágicas e os homens viviam em harmonia com o mar, uma sereia de nome Xoana, diferente das suas irmãs, nasceu com uma paixão inigualável pela terra.

Enquanto as outras sereias se deliciavam nas profundezas, Xoana sentia-se atraída pelos murmúrios da costa, pelas canções dos homens e pelo cheiro dos pinhais.

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O seu amor pelo mundo humano levou-a a desobedecer às leis do Mar Profundo.

Passava os dias a observar os pescadores, a ouvir as suas preces por boas capturas, a sentir as suas alegrias e tristezas.

As suas antenas, antes finas e translúcidas, tornaram-se mais robustas, capazes de captar os mais ténues sussurros do vento e das ondas, e a sua cauda de peixe começou a transformar-se em pernas quando se aproximava da costa.

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Um dia, uma grande tempestade, a mais violenta de que havia memória, abateu-se sobre as Rias.

Os barcos dos pescadores eram atirados contra as rochas, e as ondas gigantes ameaçavam destruir as aldeias costeiras.

Xoana, angustiada, implorou ao Deus do Mar, Neptuno, para que poupasse os humanos que tanto amava.

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Neptuno, furioso pela desobediência de Xoana, negou-lhe o pedido.

- Tu escolheste o mundo dos homens, agora suporta as suas tormentas!

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Desesperada, Xoana fez um sacrifício supremo.

Pegou na concha mais bela que alguma vez encontrara, uma concha mágica que continha todos os sons e segredos do oceano, e ergueu-a em direção ao céu.

- Eu dou-vos a minha voz, o meu canto e a minha forma de sereia - suplicou aos céus e ao mar, - se em troca poupardes estas gentes e as suas terras!

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No momento em que as suas palavras se perderam no vento, um raio atingiu Xoana, transformando-a na mesma estátua de bronze que hoje vemos.

A sua forma ficou congelada entre o mar e a terra, as suas antenas esticadas para o céu, a concha mágica firmemente apertada na mão, um gesto eterno de súplica e proteção.

A tempestade acalmou, o mar serenou, e as Rias foram salvas.

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Desde então, Xoana, a "Protetora das Rias Baixas", vigia a costa.

Os pescadores dizem que, nas noites de nevoeiro, quando o mar está em fúria, se ouvirmos com atenção, podemos escutar um fraco sussurro vindo da concha que ela segura.

É a sua voz de sereia, transformada em oração silenciosa, a guiar os barcos e a proteger a costa das intempéries.

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Acredita-se que, se alguém com um coração puro se aproximar da estátua e sussurrar um desejo à concha, Xoana, na sua forma de bronze, levará esse desejo às profundezas do oceano, e ele será atendido se for para o bem de todos.

E assim, a estátua em Sanxenxo não é apenas uma obra de arte; é o testemunho vivo de um amor abnegado e da magia que ainda reside nas águas e nas lendas das Rias Baixas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Jun25

“Carranca” (igreja matriz de Chaves, em Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Carranca”

(igreja matriz de Chaves, em Portugal)

25Jun DSC00649_ms

A fotografia de Mário Silva intitulada "Carranca" captura um detalhe arquitetónico da igreja matriz de Chaves, em Portugal.

A imagem mostra uma escultura em pedra, desgastada pelo tempo, com musgo a crescer na parte superior, integrada numa parede de granito.

A carranca, com traços faciais rudimentares e mãos junto ao rosto, parece expressar uma emoção de sofrimento ou contemplação, sendo um elemento típico da decoração medieval em igrejas e outros edifícios comunitários.

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As carrancas, figuras grotescas ou expressivas esculpidas em pedra, são um elemento distintivo da arquitetura medieval, especialmente em igrejas e monumentos comunitários da Europa. Estas esculturas, frequentemente representando rostos humanos ou animais com expressões exageradas, têm raízes profundas na cultura e na religiosidade da época.

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As carrancas remontam à Idade Média, entre os séculos XI e XV, um período marcado pela construção de catedrais e igrejas românicas e góticas.

Influenciadas por tradições pagãs pré-cristãs, como os espíritos da natureza e os guardiões míticos, foram adaptadas pela Igreja como parte da iconografia cristã.

A sua presença espalhou-se por regiões como Portugal, Espanha, França e Inglaterra, sendo comum em locais como a igreja matriz de Chaves.

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Acreditava-se que as carrancas afastavam espíritos malignos e protegiam os edifícios sagrados.

As suas expressões assustadoras visavam intimidar forças negativas.

Muitas vezes, representavam pecadores ou almas em tormento, servindo como um lembrete visual da moralidade e da necessidade de penitência.

Além da função simbólica, as carrancas refletiam a criatividade dos artesãos e a identidade cultural das comunidades, variando em estilo conforme a região.

Em alguns casos, funcionavam como gárgulas, canalizando água da chuva para longe das paredes, combinando utilidade com simbolismo.

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Em Portugal, as carrancas são particularmente notáveis em igrejas românicas, como a de Chaves.

A sua integração na arquitetura reflete a fusão entre influências celtas, romanas e cristãs, adaptadas ao contexto local.

O desgaste visível nas esculturas, como o musgo e a erosão, testemunha séculos de exposição aos elementos, reforçando o seu valor histórico.

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As carrancas são mais do que ornamentos; são testemunhos de crenças, artesanato e história.

Na igreja matriz de Chaves, a "Carranca" de Mário Silva encapsula este legado, convidando-nos a refletir sobre o passado e o significado espiritual das comunidades medievais.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Mai25

Cúpula da igreja da Madalena (Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Cúpula da igreja da Madalena

(Chaves - Portugal)

28Mai DSC00045_ms

A fotografia de Mário Silva captura a cúpula da Igreja da Madalena, localizada em Chaves, Portugal.

A imagem destaca a arquitetura tradicional portuguesa, com uma cúpula ornamentada coroada por uma cruz e um globo metálico no topo.

O telhado é coberto por telhas vermelhas, algumas com sinais de musgo e desgaste natural, refletindo a antiguidade da estrutura.

A cúpula apresenta janelas arqueadas e detalhes em pedra, incluindo pináculos decorativos ao longo das bordas.

Ao fundo, à direita, é visível uma escultura de um anjo sobre uma rocha, adicionando um elemento histórico e religioso à cena.

A luz do dia ilumina a estrutura contra um céu azul claro, enfatizando os tons terrosos e brancos da construção.

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Segundo a tradição católica, Maria Madalena foi uma seguidora devota de Jesus Cristo.

Ela é frequentemente identificada como a mulher de quem Jesus expulsou sete demónios (Lucas 8:2), marcando a sua transformação espiritual.

Maria esteve presente na crucificação, sepultamento e foi a primeira testemunha da ressurreição de Jesus, conforme os Evangelhos (João 20:1-18).

Apesar de algumas interpretações históricas a confundirem com a "pecadora" que ungiu os pés de Jesus (Lucas 7:36-50), a Igreja Católica não a considera uma prostituta, esclarecendo que essa associação é especulativa.

Ela é venerada como santa, com a sua festa celebrada em 22 de julho, simbolizando penitência, fé e testemunho da ressurreição.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Mar25

"Altar lateral da igreja Matriz de Santa Marta" (Vila Frade - Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"Altar lateral da igreja Matriz de Santa Marta"

(Vila Frade - Chaves - Portugal)

29Mar DSC07641_ms

A imagem apresenta um altar lateral ornamentado, caracterizado por uma exuberante talha dourada que cobre a estrutura, exibindo um trabalho artesanal intricado.

A moldura do altar é composta por arabescos, volutas e elementos florais esculpidos, típicos da arquitetura barroca portuguesa, que conferem um brilho opulento ao conjunto.

No centro, destaca-se a figura de Jesus Cristo crucificado, uma escultura realista que domina a composição.

O seu corpo, esculpido com expressiva dor e resignação, está suspenso na cruz, com os braços abertos e a cabeça inclinada.

Acima da cruz, uma placa com a inscrição "INRI" (Iesus Nazarenus, Rex Iudaeorum - Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus) reforça o contexto bíblico da crucificação.

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À esquerda da cruz, encontra-se a estátua de Nossa Senhora das Dores, vestida com um manto azul-escuro e véu, segurando um lenço ou as mãos em gesto de lamento.

A sua expressão serena, mas carregada de tristeza, reflete a tradicional iconografia mariana associada ao sofrimento materno diante da morte do filho.

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Ao redor das figuras principais, pequenas estátuas de anjos e santos adornam as colunas laterais, adicionando uma camada de espiritualidade e hierarquia celestial.

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No topo do altar, um painel pintado retrata uma cena religiosa, possivelmente a deposição de Cristo da cruz ou uma representação da Virgem e dos santos, envolta por uma aura de luz que sugere santidade.

A luz natural que entra pela janela à direita ilumina suavemente o altar, criando um contraste entre as áreas douradas e as sombras, enquanto os azulejos decorativos na parede inferior, com padrões geométricos e florais, complementam a estética tradicional portuguesa.

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Este altar é um testemunho da rica tradição religiosa e artística de Portugal, especialmente na região de Trás-os-Montes, conhecida pelas suas igrejas barrocas.

A talha dourada simboliza a glória divina e a riqueza espiritual, um recurso comum nas igrejas portuguesas para honrar a fé e atrair os fiéis.

A presença de Jesus crucificado e de Nossa Senhora das Dores evoca o núcleo da narrativa cristã: o sacrifício de Cristo e o sofrimento de Maria, que se tornaram ícones de redenção e compaixão.

Juntos, representam a Paixão de Cristo, um tema central na liturgia católica, especialmente durante a Quaresma e a Semana Santa.

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A luz que penetra pela janela pode ser interpretada como um símbolo de esperança ou da presença divina, iluminando o altar como um farol de fé num meio carregado de penumbra.

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Os azulejos, típicos da cultura portuguesa, ligam a obra ao património local, refletindo a identidade cultural de Vila Frade e Chaves.

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 A assinatura de Mário Silva no canto inferior direito sugere uma valorização pessoal do fotógrafo por esta peça de devoção e arte, capturando não apenas a beleza visual, mas também a profundidade espiritual do local.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva transcende a mera representação visual, oferecendo uma janela para a história, a fé e a arte de uma comunidade.

O altar lateral da igreja Matriz de Santa Marta é mais do que um objeto decorativo; é um espaço de contemplação, onde a dor, a glória e a esperança se entrelaçam, preservadas pela lente sensível do fotógrafo.

 

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Fev25

“Pormenor da fachada da Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo” (Porto – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Pormenor da fachada da Igreja da Venerável

Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo”

(Porto – Portugal)

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A fotografia " Pormenor da fachada da Igreja do Carmo" de Mário Silva captura um detalhe arquitetónico desta joia do barroco e rococó situada no Porto, Portugal.

A Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, construída entre 1756 e 1768, sendo o projeto do arquiteto José Figueiredo Seixas, reflete o esplendor artístico e religioso do século XVIII.

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A imagem destaca uma escultura em pedra no topo da fachada da igreja, provavelmente representando São Lucas, tradicionalmente associado ao touro, seu símbolo iconográfico.

A figura esculpida segura um livro e um instrumento de escrita, remetendo à sua identidade como evangelhista.

O contraste entre a textura da pedra envelhecida e o céu azul cria uma composição visualmente impactante, ressaltando a riqueza ornamental da igreja.

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A igreja é um dos exemplos mais notáveis do rococó no Porto.

A sua fachada apresenta elementos típicos desse estilo, como curvas dinâmicas, ornamentos exuberantes e uma sensação de movimento nas esculturas e relevos.

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A escultura destacada na fotografia faz parte de um conjunto mais amplo que adorna a igreja, incluindo representações de santos e símbolos religiosos esculpidos em granito.

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Embora não visível na imagem, um dos elementos mais famosos da Igreja do Carmo é o seu grandioso painel lateral de azulejos, instalado em 1912, representando cenas da fundação da Ordem Carmelita.

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O interior da igreja mantém o luxo do barroco, com altares em talha dourada, pinturas e elementos decorativos detalhados.

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A fotografia de Mário Silva consegue capturar a essência do esplendor artístico da Igreja do Carmo, focando-se num detalhe muitas vezes ignorado pelo olhar casual.

A escolha do ângulo e da iluminação realça as texturas da pedra e a expressividade da escultura, enquanto o céu limpo ao fundo confere profundidade à imagem.

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Esta abordagem fotográfica convida o observador a refletir sobre a grandiosidade dos edifícios históricos e o seu papel na identidade cultural.

A preservação deste património é fundamental para manter viva a memória artística e religiosa do Porto.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Ago24

A escultura "Gravidez" - Ilha da Toxa - Espanha


Mário Silva Mário Silva

A escultura "Gravidez"

Ilha da Toxa - Espanha

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A fotografia de Mário Silva apresenta uma escultura em granito, caraterizada por uma representação simplificada e expressiva do torso feminino.

A obra, disposta num pedestal, encontra-se num espaço público, imersa num contexto paisagístico que contrasta com a rigidez da pedra.

A perspetiva lateral da figura destaca a volumetria do corpo, com ênfase nas formas arredondadas do busto e abdômen.

A textura rugosa do granito, resultado do processo de esculpir, confere à obra uma materialidade táctil e acentua a sensação de massa.

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A escultura demonstra as características marcantes dum estilo que se insere na corrente da escultura moderna.

O artista emprega uma técnica de modelagem direta na pedra, evidenciando a maestria no manuseio do material.

A simplificação das formas, característica do expressionismo, confere à obra um forte impacto visual e uma carga simbólica intensa.

A representação do corpo feminino, com foco na gestação, é um tema recorrente.

A escolha de um corpo em transformação, com as formas arredondadas e volumosas, remete a questões universais como a criação, a fertilidade e a passagem do tempo.

O granito, material duro e resistente, contrasta com a delicadeza do tema representado.

A escolha desse material pode ser interpretada como uma metáfora da força da vida e da perenidade da criação.

A escultura, inserida num espaço público, dialoga com a paisagem e convida à reflexão sobre a relação entre o indivíduo e a natureza.

A composição da imagem é marcada pela diagonal formada pela estrada, que conduz o olhar do espectador para a escultura. O contraste entre as linhas retas da arquitetura e as formas orgânicas da escultura cria uma tensão visual que enriquece a leitura da obra.

A obra transcende a mera representação do corpo feminino, convidando o espetador a uma interpretação mais profunda.

A ausência de detalhes facial e a postura introspetiva da figura sugerem uma reflexão sobre a identidade, a subjetividade e a condição humana.

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Texto e Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Ago24

"Estátua Simbólica da Praia de Sanxenxo (Espanha)" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Estátua Simbólica da Praia de Sanxenxo (Espanha)"

Mário Silva

14Ago DSC09066_ms

A fotografia capturada por Mário Silva retrata uma escultura localizada na praia de Sanxenxo, em Espanha.

A estátua representa uma figura humana de forma estilizada, com linhas suaves e curvas que conferem uma sensação de movimento e elegância.

A figura está inclinada para a frente, segurando um grande búzio, com a cabeça e o corpo projetados para frente, o que sugere um momento de contemplação ou interação com o objeto.

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A escultura está posicionada sobre uma pequena rocha, cercada pelas águas calmas do mar.

Ao fundo, é possível ver a linha costeira com algumas construções e vegetação, levemente desfocada devido à névoa ou à profundidade de campo da fotografia.

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A composição da fotografia é equilibrada, com a estátua centralizada verticalmente no quadro, o que direciona o olhar do observador diretamente para o objeto principal.

A linha do horizonte é visível ao fundo, dividindo a imagem em duas partes, com a estátua atuando como ponto focal.

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A luz natural parece ser suave, provavelmente devido a um dia um pouco nublado, o que ajuda a evitar sombras duras e proporciona uma iluminação uniforme à escultura.

Isso destaca as texturas e os detalhes da superfície da estátua, como o material metálico e o desgaste natural causado pelo ambiente marinho.

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A perspetiva utilizada cria uma sensação de profundidade, com a estátua em primeiro plano claramente definida e o fundo mais distante, levemente desfocado.

Essa técnica ajuda a enfatizar a escultura como o elemento principal da imagem, enquanto ainda oferece contexto sobre sua localização.

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A fotografia de Mário Silva captura não apenas a beleza e a forma artística da estátua, mas também a serenidade do ambiente costeiro de Sanxenxo.

A escolha de enquadrar a escultura com a paisagem ao fundo adiciona uma dimensão de contexto e localização que enriquece a interpretação da imagem.

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A figura estilizada e a postura da estátua evocam uma sensação de introspeção e ligação com a natureza, simbolizada pelo búzio que ela segura.

Este detalhe pode ser interpretado como uma representação da harmonia entre o ser humano e o ambiente marinho, uma mensagem particularmente ressonante numa localização à beira-mar.

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O uso cuidadoso da luz e da composição demonstra a habilidade do fotógrafo em destacar os elementos essenciais da cena, ao mesmo tempo que cria uma imagem visualmente agradável e harmoniosa.

A escolha de um dia nublado, com luz suave, pode ser vista como uma decisão deliberada para acentuar os detalhes da escultura sem distrações de sombras fortes ou contrastes excessivos.

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A fotografia "Estátua Simbólica da Praia de Sanxenxo" de Mário Silva é uma obra que combina elementos artísticos e técnicos de maneira eficaz para transmitir uma mensagem de contemplação e conexão com a natureza.

A escultura, como o ponto central da imagem, é apresentada de maneira que enfatiza a sua forma e significado, enquanto o cenário natural adiciona uma camada de contexto e serenidade.

Através da sua composição cuidadosa e uso da luz, Mário Silva conseguiu capturar a essência da escultura e do ambiente que a rodeia, resultando numa imagem visualmente cativante e significativa.

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Texto & Pintura: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Ago24

Escultura à frente à torre de menagem do Castelo de Santo Estevão, em Chaves, Portugal


Mário Silva Mário Silva

Escultura à frente à torre de menagem do

Castelo de Santo Estevão, em Chaves, Portugal

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A escultura em frente à torre de menagem do Castelo de Santo Estevão, em Chaves, Portugal, é uma obra de arte moderna que representa um guerreiro medieval.

A escultura é feita de pedra e tem aproximadamente 2 metros de altura.

O guerreiro está vestido com armadura completa e segura uma espada numa das mãos e um escudo na outra.

A escultura está em bom estado de conservação e é um dos principais pontos de interesse do castelo.

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A escultura do guerreiro medieval pode ser interpretada de várias maneiras.

Uma interpretação possível é que a escultura representa um dos cavaleiros que defenderam o castelo durante a Idade Média.

Outra interpretação possível é que a escultura seja um símbolo da força e da bravura do povo português.

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O Castelo de Santo Estevão é um castelo medieval localizado na freguesia e vila de Santo Estevão, no município de Chaves, em Portugal.

O castelo foi construído no século XII pelo rei D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, e foi usado como uma importante fortificação na fronteira com a Espanha.

O castelo foi conquistado pelos espanhóis em 1221, mas foi recuperado pelos portugueses em 1231.

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O Castelo de Santo Estevão é um dos castelos mais bem preservados de Portugal.

O castelo é composto por uma torre de menagem quadrada, uma muralha com várias torres e um pátio interior.

O castelo também tem uma capela românica e uma cisterna.

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O Castelo de Santo Estevão é um Património Mundial da UNESCO e é um dos principais pontos turísticos de Chaves.

O castelo está aberto ao público e oferece vistas deslumbrantes da região.

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A escultura do guerreiro medieval em frente à torre de menagem do Castelo de Santo Estevão é uma obra de arte interessante que pode ser interpretada de várias maneiras.

O Castelo de Santo Estevão é um dos castelos mais bem preservados de Portugal e é um Património Mundial da UNESCO.

O castelo é um dos principais pontos turísticos de Chaves e vale a pena ser visitado.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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