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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

31
Out25

“Campo de futebol relvado, de erva seca” - Travancas – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Campo de futebol relvado, de erva seca”

Travancas – Chaves – Portugal

31Out DSC08003_ms

Esta fotografia de Mário Silva, capturada em Travancas, Chaves, retrata um cenário que evoca a melancolia e o contraste entre o desporto e o abandono.

O plano principal é dominado por um campo coberto por erva alta e seca, em tons profundos de castanho-dourado e ocre, sugerindo o final do verão ou o avanço do Outono no interior transmontano.

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Em contraste com o tom da relva, destacam-se duas balizas de futebol em ferro, visivelmente enferrujadas e sem redes, que se erguem como esqueletos sobre o campo.

A primeira baliza, mais próxima e maior, é ladeada por arbustos.

A segunda, mais distante, reforça a profundidade da composição.

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O fundo da imagem é preenchido por uma paisagem montanhosa, suavemente ondulada, que se estende sob um céu dramático, pesado, com nuvens carregadas em tons de cinzento e amarelo-sujo.

A luz é difusa e quente, conferindo à cena uma atmosfera de quietude, isolamento e a memória de jogos passados.

O campo, outrora palco de atividade, surge agora como um monumento à pausa e à espera.

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O Relvado Seco e as Balizas Enferrujadas – O Futebol como Metáfora no Portugal Rural

O “campo de futebol relvado, de erva seca”, capturado em Travancas, Chaves, é muito mais do que um mero registo paisagístico; é uma profunda metáfora da vida e da memória nas aldeias do interior de Portugal.

A imagem evoca a dualidade entre a paixão comunitária e a realidade do despovoamento.

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O Templo do Desporto no Interior

Em comunidades pequenas, o campo de futebol – por mais rústico que seja – transcende a função desportiva.

É um verdadeiro templo social.

É o ponto de encontro de jovens, o palco de rivalidades amigáveis entre aldeias, e o espaço onde a identidade local se reforça a cada golo.

O “relvado” de erva seca, longe do glamour dos grandes estádios, representa a autenticidade e o engenho do futebol praticado na sua forma mais pura, em condições simples.

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As Balizas: Memória e Abandono

As balizas enferrujadas são o ponto focal dramático da fotografia.

A sua corrosão e a falta de redes simbolizam o passo do tempo e, inevitavelmente, o abandono.

O metal, castigado pelos Invernos e Verões, reflete a estagnação da atividade.

Estas balizas permanecem de pé, orgulhosas, mas vazias, a guardar a memória dos jogos, dos gritos de vitória e dos lamentos de derrota.

Elas representam a resistência de uma tradição que teima em não desaparecer, mesmo quando os jogadores já partiram.

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A Paisagem e a Quietude Transmontana

O cenário de montanhas distantes e o céu carregado enquadra o campo numa quietude quase solene.

A paisagem vasta e rural reforça o sentido de isolamento destas comunidades.

A cena, capturada no silêncio da tarde, convida à reflexão sobre o ciclo de vida das aldeias: a vitalidade trazida pelo verão e pelos regressos, e a pausa melancólica trazida pelo Outono e o Inverno, quando a vida comunitária se recolhe e o campo espera pacientemente pela próxima estação.

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Em Travancas, como em muitas outras aldeias de Chaves, este campo de futebol é uma cápsula do tempo, celebrando a paixão inata pelo jogo enquanto lamenta, silenciosamente, os filhos da terra que já não vêm chutar a bola.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Out25

“O pessegueiro (Prunus persica), as couves (Brassica olerácea), as abóboras (Cucurbita spp) e … muita erva seca.”


Mário Silva Mário Silva

“O pessegueiro (Prunus persica), as couves (Brassica olerácea),

as abóboras (Cucurbita spp) e

… muita erva seca.”

16Out DSC05236_ms

Esta fotografia de Mário Silva é um retrato do final da estação de colheita numa horta ou pomar.

O enquadramento divide-se em dois planos principais:

Em primeiro plano, o solo está coberto por erva seca e amarelada, com vestígios de pequenas flores brancas.

Espalhadas por este solo seco, repousam cinco grandes abóboras (amarelas/alaranjadas), que se destacam pela sua cor viva contra o tom pálido da relva.

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Em segundo plano, a vegetação é mais densa e verde: à esquerda, vê-se a folhagem escura e densa do pessegueiro e, à direita, sobressaem as folhas grandes e cinzentas das couves.

A composição sugere um microecossistema de subsistência, onde as culturas coexistem com a inevitabilidade da estação seca.

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A Horta do Fim do Verão: A Lição da Abundância e do Descanso

A fotografia de Mário Silva capta um momento de transição na agricultura rural: a horta no final do verão ou início do outono, onde a abundância das colheitas coexiste com o descanso da terra.

O título – que nomeia o pessegueiro, as couves, as abóboras e a erva seca – destaca esta dualidade, mostrando um ciclo agrícola onde a vida e a morte vegetativa se tocam.

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As Abóboras: Símbolos da Abundância

As abóboras (Cucurbita spp) espalhadas pela relva seca são o símbolo visual da fartura.

São o fruto de uma estação de crescimento intensa, representando o sucesso da colheita e a garantia de alimento para os meses mais frios.

A sua cor vibrante é um contraste alegre com o tom castanho da erva, marcando o final de um ciclo produtivo e a preparação para o inverno.

No contexto rural, a abóbora é um alimento versátil, usado em sopas, doces e até na alimentação animal.

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O Pessegueiro e as Couves: A Coexistência

A presença do pessegueiro (Prunus persica), com a sua folhagem escura, sugere uma cultura mais perene, o pomar, que coexiste com a horticultura sazonal, representada pelas couves (Brassica oleracea).

Este arranjo é típico das hortas familiares, onde se procura maximizar o uso do espaço e garantir uma variedade de produtos ao longo do ano.

O pessegueiro já deu o seu fruto, e as couves, mais resistentes, preparam-se para o frio.

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A Erva Seca: O Descanso da Terra

O elemento mais revelador na imagem é a “muita erva seca”.

Esta erva não é apenas um pormenor; é a marca da estação quente e o prenúncio do descanso.

Numa perspetiva de agricultura tradicional, a erva seca e a palha são frequentemente reincorporadas no solo para o enriquecer e proteger, ou utilizadas para forragem.

O solo, que trabalhou intensamente para gerar as abóboras, o pêssego e as couves, está agora a receber a sua licença para repousar antes das chuvas do outono o rejuvenescerem.

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A fotografia, no seu todo, é um hino à sabedoria do ciclo agrícola: a colheita generosa não é o fim, mas sim uma pausa necessária que prepara a terra para a próxima estação de vida.

É um retrato da beleza encontrada no trabalho duro e na coexistência pacífica dos diversos elementos que garantem o sustento.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Dez24

"Cogumelo-Véu-de-Noiva (Phallus indusiatus)"


Mário Silva Mário Silva

"Cogumelo-Véu-de-Noiva (Phallus indusiatus)"

18Dez DSC05323_ms

A fotografia de Mário Silva captura a peculiar beleza do cogumelo-véu-de-noiva (Phallus indusiatus) no seu habitat natural.

O cogumelo, com a sua forma fálica característica e o seu véu branco delicado, destaca-se contra o fundo verde da erva.

A imagem apresenta um primeiro plano focado no cogumelo, com a erva e algumas folhas secas como pano de fundo.

A luz natural incide sobre o cogumelo, realçando as suas texturas e cores.

No canto inferior direito, uma pequena composição com velas coloridas cria um contraste interessante com a natureza selvagem do cogumelo.

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A fotografia apresenta uma composição simples e eficaz, com o cogumelo como elemento central.

A perspetiva adotada permite apreciar a forma e a textura do cogumelo, convidando o observador a uma observação detalhada.

A adição da coroa de advento, embora discreta, cria um elemento de surpresa e intriga.

A luz natural incide sobre o cogumelo, criando sombras que acentuam a textura da sua superfície.

A combinação de luz e sombra confere à imagem uma profundidade e um realismo impressionantes.

A paleta de cores da fotografia é marcada pela oposição entre o branco do cogumelo, o verde da erva e as cores vibrantes das velas.

Essa combinação de cores cria um contraste visual interessante e reforça a ideia de natureza e cultura.

O cogumelo-véu-de-noiva é um fungo com uma forte carga simbólica, associado à fertilidade, à renovação e à transitoriedade da vida.

A coroa de advento, por sua vez, representa a esperança e a renovação espiritual.

A justaposição desses elementos cria uma imagem rica em significados, que convida à reflexão sobre a natureza e a espiritualidade.

A fotografia captura a beleza da natureza e a curiosidade do ser humano em relação ao mundo natural.

O cogumelo-véu-de-noiva é um organismo fascinante, que tem sido objeto de estudo e de representação artística ao longo da história.

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O título "Cogumelo-véu-de-noiva (Phallus indusiatus)" é claro e preciso, identificando corretamente a espécie de cogumelo fotografada.

O nome comum, "véu-de-noiva", é uma referência ao véu branco e delicado que envolve o corpo frutificante do cogumelo.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva é uma celebração da beleza da natureza e da curiosidade do ser humano.

A imagem do cogumelo-véu-de-noiva, com a sua forma peculiar e as suas cores vibrantes, é um convite à contemplação e à reflexão sobre a complexidade do mundo natural.

A adição da coroa de advento cria um contraste interessante e adiciona uma dimensão simbólica à imagem.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Jul24

Caminho rural e a Natureza


Mário Silva Mário Silva

Caminho rural e a Natureza

Jul11 DSC06131_ms

A fotografia mostra um caminho rural com flores e marcas de tratores.

Este caminho é um belo exemplo de como a natureza e a atividade humana podem coexistir em harmonia.

As flores crescem livremente no meio do caminho, mas as marcas dos tratores nas margens indicam que o caminho também é usado para fins práticos.

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O caminho é um oásis de beleza natural.

As flores coloridas fornecem um contraste vibrante com a erva verde e os troncos das árvores castanhos.

As flores também atraem abelhas e borboletas, que contribuem para o ambiente natural.

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As marcas dos tratores nas margens do caminho indicam que ele é usado para fins práticos.

Isso pode ser para o transporte de produtos agrícolas, para o acesso a campos ou simplesmente para o uso das pessoas que vivem na área.

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O facto do caminho ser usado para fins práticos não tira a sua beleza natural.

Na verdade, as marcas dos tratores apenas servem para destacar a beleza das flores.

Este é um exemplo de como a natureza e a atividade humana podem coexistir em harmonia.

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Para os pedestres, o caminho é um encanto para os sentidos.

As flores fornecem uma explosão de cores e aromas, enquanto as marcas dos tratores adicionam um toque de rusticidade.

O caminho também é um ótimo lugar para relaxar e apreciar a beleza da natureza.

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O caminho rural na fotografia é um belo exemplo de como a natureza e a atividade humana podem coexistir em harmonia.

As flores crescem livremente no meio do caminho, mas as marcas dos tratores nas margens indicam que o caminho também é usado para fins práticos.

Para os pedestres, o caminho é um encanto para os sentidos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Mai24

“Vinca difformis” - erva-da-inveja


Mário Silva Mário Silva

“Vinca difformis” - erva-da-inveja

Mai11 DSC05579_ms

A “Vinca difformis”, também conhecida como erva-da-inveja, é uma planta perene nativa da Europa, Ásia e América do Norte.

É membro da família Asteraceae e é conhecida pelas suas flores roxas e brancas, que florescem no final do inverno e na primavera.

As folhas da planta são verdes e ovaladas, com margens irregulares.

A “Vinca difformis” é uma planta de crescimento rápido que pode espalhar-se rapidamente por meio de rizomas.

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A “Vinca difformis” é uma planta importante no ecossistema por vários motivos.

Ela fornece alimento e abrigo para uma variedade de animais, incluindo insetos, pássaros e pequenos mamíferos.

A planta também ajuda a controlar a erosão do solo e a melhorar a qualidade da água.

Além disso, a “Vinca difformis” é uma fonte de vários compostos medicinais que têm sido usados ​​no tratamento de uma variedade de doenças.

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A “Vinca difformis” é uma planta popular para o paisagismo e é frequentemente usada como cobertura do solo ou em bordas.

A planta também é usada como planta medicinal e os seus extratos têm sido usados ​​no tratamento de cancro, diabetes e doenças cardíacas.

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A “Vinca difformis” é uma planta invasora em algumas partes do mundo e pode representar uma ameaça para a biodiversidade local.

A planta também é suscetível a uma série de doenças e pragas.

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A “Vinca difformis” é uma planta importante com uma ampla gama de usos.

É importante proteger esta planta de ameaças, como invasão e doenças.

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A “Vinca difformis” é uma planta muito tolerante à seca e pode prosperar numa variedade de condições de solo.

A planta é relativamente fácil de cuidar e não requer muita manutenção.

A “Vinca difformis” é uma boa escolha para jardineiros iniciantes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Abr24

Campo verde e viçoso …


Mário Silva Mário Silva

Campo verde e viçoso …

A26 DSC00552_ms

A fotografia mostra um campo verde e viçoso, com uma cerca de madeira em primeiro plano.

A erva é alta e densa, de um verde intenso e uniforme.

A cerca de madeira é feita de troncos grossos e irregulares, que estão dispostos verticalmente e unidos por traves horizontais.

A cerca está bem conservada e parece ser bastante robusta.

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A foto representa a beleza e a simplicidade da natureza.

O campo verdejante e a cerca de madeira são elementos naturais que evocam uma sensação de paz e tranquilidade.

A fotografia também pode ser interpretada como um símbolo de vida e crescimento.

O verde da erva é a cor da vida, e a cerca de madeira pode ser vista como um símbolo de proteção e segurança.

 

Podemos também pensar que ela representa a relação entre o homem e a natureza.

A cerca de madeira, feita pelo homem, contrasta com o campo verdejante, que é natural.

Essa contraposição pode ser vista como um símbolo da interdependência entre o homem e a natureza.

O homem precisa da natureza para sobreviver, e a natureza precisa do homem para ser cuidada.

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O campo verde é o elemento central da fotografia.

Ele representa a natureza, a vida e o crescimento.

O verde da erva é uma cor relaxante e calmante, que pode evocar uma sensação de paz e tranquilidade.

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A cerca de madeira é um elemento importante da fotografia.

Ela representa o homem, a proteção e a segurança.

A cerca de madeira pode ser vista como um símbolo da separação entre o mundo natural e o mundo humano.

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A fotografia é composta de forma simples e equilibrada.

O campo verde ocupa a maior parte da imagem, e a cerca de madeira está posicionada em primeiro plano.

Essa composição cria uma sensação de calma e serenidade.

A fotografia é iluminada por luz natural.

A luz é suave e difusa, o que contribui para a sensação de paz e tranquilidade que a fotografia transmite.

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A fotografia "Campo verde e viçoso" é uma bela imagem que representa a natureza, a vida e o crescimento.

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A fotografia também pode ser interpretada de outras maneiras, dependendo da perspetiva do observador.

Por exemplo, algumas pessoas podem ver na fotografia um símbolo de esperança e renovação, enquanto outras podem vê-la como um símbolo de solidão e isolamento.

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A fotografia "Campo verde e viçoso" é uma imagem importante porque nos lembra da beleza da natureza e da importância de proteger o meio ambiente.

A fotografia também pode-nos inspirar a refletir sobre a nossa relação com o mundo natural e a procura de um estilo de vida mais sustentável.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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