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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

13
Out25

"Natureza morta - Outono"


Mário Silva Mário Silva

"Natureza morta - Outono"

13Out DSC00108_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Natureza morta - Outono", é uma composição rica em texturas e cores que celebra a abundância do final do ano agrícola.

A imagem, capturada de perto, exibe vários elementos rústicos e frutos da época sobre uma superfície de madeira.

Em destaque, cachos de uvas, tanto brancas (amareladas e douradas) quanto pretas (azul-escuras), dominam o fundo.

Em primeiro plano, dois figos — um verde-claro e um roxo-avermelhado — juntam-se à composição.

O elemento central e inesperado é uma ferradura de ferro antiga e enferrujada, colocada no meio, ligando o ambiente rural à simbologia da sorte e do trabalho no campo.

O contraste entre o doce dos frutos e o rústico do ferro e da madeira define a atmosfera outonal.

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Frutos de Ouro e Púrpura: A Celebração dos Frutos Outonais em Portugal

O outono em Portugal não é apenas a estação das folhas douradas; é, acima de tudo, a época da abundância e do fecho de um ciclo de trabalho.

É o tempo em que a terra generosa oferece os seus frutos mais ricos e saborosos, tornando-se uma verdadeira festa para os sentidos.

A fotografia de Mário Silva, com a sua natureza morta, é um retrato fiel desta transição, onde os frutos outonais assumem o papel principal.

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As Uvas: A Coroa da Vindima

As uvas são, inegavelmente, o símbolo máximo do outono e do fim da vindima.

Sejam elas brancas, que se transformam em vinhos frescos e dourados, ou pretas, que dão origem aos tintos encorpados, as uvas são a recompensa do trabalho árduo.

O seu sabor, que varia do doce e melado ao levemente ácido, anuncia a transformação em vinho, a bebida que une as gentes transmontanas e portuguesas em todas as celebrações.

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Os Figos: Doçura e Tradição

O figo, com a sua pele delicada e polpa doce, é outro fruto emblemático do outono.

Em muitas regiões, como o Algarve e o Alentejo, a sua colheita marca o final do verão.

Consumido fresco, seco ou em doces, o figo faz parte da dieta tradicional e é frequentemente associado à fartura e à memória da infância.

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Um Banquete de Sabor e História

Para além das uvas e dos figos, o outono traz um leque de outros frutos e sabores que definem a estação:

Castanhas: Talvez o fruto outonal mais icónico, celebradas no Dia de São Martinho, onde são assadas no fogo e comidas com água-pé ou jeropiga.

Nozes e Amêndoas: Ricas em energia, estas oleaginosas são usadas em inúmeras sobremesas tradicionais e servem como reservas nutritivas para o inverno.

Dióspiros e Romãs: Com as suas cores quentes e formas exóticas, estes frutos dão um toque final à paleta da estação.

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A natureza morta de Mário Silva capta a essência desta época: o contraste entre a doçura da vida e a aspereza do trabalho no campo (simbolizada pela ferradura rústica), e a promessa de fartura antes da chegada do frio.

É uma celebração do que a terra nos oferece e um relembrar do valor dos ciclos da natureza.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Jul25

"Aldraba inclinada" e mais uma breve estória


Mário Silva Mário Silva

"Aldraba inclinada"

e mais uma breve estória

19Jul DSC01384_ms

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "Aldraba inclinada", oferece um close-up detalhado de uma antiga aldraba de metal, montada numa porta de madeira envelhecida.

A aldraba, feita de ferro forjado, apresenta um design simples e robusto, com uma argola em forma de "U" invertido que termina num batente esférico na parte inferior.

A sua superfície está visivelmente enferrujada, com tons de castanho-avermelhado e vestígios de oxidação, o que lhe confere um aspeto rústico e uma sensação de passagem do tempo.

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A aldraba está fixada a uma placa de metal quadrada, também enferrujada, que por sua vez está presa à porta com pregos.

O facto de ser descrita como "inclinada" sugere que a aldraba ou a placa de montagem não estão perfeitamente alinhadas verticalmente, ou que a perspetiva da fotografia a faz parecer assim, adicionando um toque de carácter à imagem.

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A porta de madeira, que serve de fundo, é igualmente marcada pelo tempo.

Apresenta uma textura rugosa com veios visíveis, fissuras e descolorações que indicam exposição aos elementos.

Alguns pregos antigos, também enferrujados, estão cravados na madeira, reforçando a antiguidade da peça.

A iluminação realça as texturas e os detalhes da ferrugem e da madeira, criando uma imagem que evoca histórias e uma sensação de história e mistério.

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A Estória: A Aldraba da Memória

Na aldeia de Fontelas, perdida entre colinas verdejantes, havia uma casa que todos conheciam como "A Casa da Aldraba Torta".

Não era a maior, nem a mais imponente, mas a sua porta de madeira, castigada pelo sol e pela chuva, guardava uma aldraba de ferro que se inclinava ligeiramente para a esquerda.

Era essa pequena imperfeição que lhe dava um ar de mistério e, para alguns, de melancolia.

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A fotografia de Mário Silva capturava essa aldraba com uma honestidade quase dolorosa.

O ferro enferrujado, as estrias da madeira envelhecida, os pregos cravados como cicatrizes de um tempo longínquo.

Não era apenas uma aldraba; era um portal para o passado, para as histórias que a casa testemunhara.

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Para o pequeno Tiago, que passava os seus verões em Fontelas com a avó, a Aldraba Torta era mais do que um simples puxador.

Era a guardiã dos segredos da sua bisavó, Ana.

A avó de Tiago, Maria, costumava contar-lhe que Ana, uma mulher de fibra e riso fácil, tinha mandado fazer aquela aldraba ao ferreiro da aldeia, o Sr. Joaquim, um homem tão torto de corpo quanto hábil com o ferro.

A inclinação da aldraba, dizia-se, era um reflexo da inclinação da sua própria alma.

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A lenda na família era que cada vez que a aldraba era batida, ela não chamava apenas quem estava dentro; chamava também uma memória.

O som seco e ressonante que ecoava pelos corredores da velha casa trazia consigo ecos de gargalhadas de crianças, de discussões apaixonadas, de canções entoadas nas noites de festa. Para Tiago, o som da aldraba era a voz da sua bisavó.

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Certa manhã de verão, Tiago, já adolescente e com os seus próprios dilemas, sentou-se no degrau da porta da Casa da Aldraba Torta.

A sua vida na cidade parecia tão distante, tão cheia de escolhas difíceis.

Ele tocou a aldraba enferrujada, sentindo a rugosidade do ferro sob os seus dedos.

Imaginou as mãos da bisavó Ana a fazer o mesmo, os seus dedos gastos pelo trabalho na terra.

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Com um suspiro, Tiago ergueu a aldraba e deixou-a cair.

O toc-toc ressoou, e por um instante, o ar na aldeia pareceu vibrar.

Não ouviu vozes, mas sentiu uma quietude diferente.

Uma sensação de paz e aceitação.

Olhou para a aldraba, ligeiramente torta, mas forte, resistente ao tempo.

Percebeu que a sua inclinação não era um defeito, mas uma característica, uma parte da sua história e da sua identidade.

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Naquele momento, Tiago compreendeu que, tal como a aldraba, a vida nem sempre é perfeita ou reta.

Há inclinações, desafios, e marcas do tempo.

Mas são essas imperfeições que contam a história, que dão caráter, que a tornam única.

A Aldraba Torta não era um sinal de fragilidade, mas de resiliência.

E, como a sua bisavó Ana, Tiago sentiu que podia enfrentar as suas próprias "inclinações" com a mesma força e com um sorriso no rosto.

O segredo da Aldraba da Memória não era trazer o passado, mas ensinar a viver o presente com a sabedoria dos que vieram antes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Jan25

"Na velha porta"


Mário Silva Mário Silva

"Na velha porta"

18Jan DSC00462_ms

A fotografia "Na velha porta" de Mário Silva convida-nos a uma caminhada introspetiva através de um simples objeto: uma velha maçaneta enferrujada.

A imagem, com a sua composição cuidadosa e paleta de cores monocromática, evoca uma série de emoções e sensações, convidando-nos a refletir sobre o tempo, a memória e a passagem.

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A fotografia apresenta um “close-up” de uma maçaneta de ferro enferrujada, cravada numa porta de madeira envelhecida.

A maçaneta, com a sua forma arredondada e os rebites oxidados, contrasta com a textura áspera da madeira.

A imagem é dominada por tons de cinza e castanho, que realçam a sensação de antiguidade e desgaste.

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A composição é simples e eficaz.

A maçaneta ocupa o centro da imagem, atraindo a atenção do observador.

A textura da madeira e os detalhes da ferrugem criam um ponto focal visualmente interessante.

A luz natural, suave e indireta, envolve a cena, criando uma atmosfera melancólica e introspetiva.

As sombras suaves e alongadas contribuem para a sensação de profundidade e tridimensionalidade da imagem.

A paleta de cores é monocromática, com predominância de tons de cinza e castanho.

Essa escolha cromática reforça a atmosfera de nostalgia e melancolia da fotografia.

A fotografia apresenta uma grande profundidade de campo, permitindo que todos os elementos da imagem estejam nítidos, desde o primeiro plano até ao fundo.

A escolha do diafragma e da velocidade do obturador permitiu capturar a textura da madeira e os detalhes da ferrugem.

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A maçaneta enferrujada e a porta de madeira envelhecida evocam um sentimento de nostalgia, transportando o observador para um tempo passado.

A ferrugem e as marcas do tempo na madeira são evidentes, sugerindo uma longa história e a passagem do tempo.

A porta fechada e a ausência de vida sugerem um lugar abandonado, onde o tempo parece ter parado.

A imagem convida o observador a refletir sobre a vida, a passagem do tempo e a impermanência das coisas.

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A maçaneta fechada pode representar a passagem do tempo, a perda de memórias e a impossibilidade de voltar ao passado.

A maçaneta pode ser vista como um símbolo de proteção, que ao longo do tempo se tornou inútil.

A porta fechada pode representar o isolamento e a solidão.

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Em resumo, a fotografia "Na velha porta" de Mário Silva é uma obra que nos convida à reflexão sobre o tempo, a memória e a passagem.

Através duma composição simples e de uma paleta de cores monocromática, o fotógrafo cria uma atmosfera de nostalgia e melancolia, convidando-nos a explorar o significado de um simples objeto.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Dez24

"A velha e enferrujada fechadura"


Mário Silva Mário Silva

"A velha e enferrujada fechadura"

03Dez DSC05384_Advento_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "A velha e enferrujada fechadura", apresenta um close-up duma pequena fechadura de ferro enferrujada, cravada numa porta de madeira envelhecida.

A fechadura, com a sua forma arredondada e os rebites oxidados, contrasta com a textura áspera da madeira.

À direita da imagem, uma vela verde acesa, adornada com ramos de pinheiro e bagas vermelhas, introduz um elemento de contraste e evoca um sentimento de aconchego e espiritualidade.

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A fechadura enferrujada é um símbolo do tempo que passa.

A oxidação do metal e as marcas deixadas pelo uso evocam uma história de décadas, talvez até séculos.

A madeira envelhecida, com as suas rachaduras e imperfeições, reforça essa ideia de tempo e de passagem.

A fechadura, fechada e enferrujada, sugere um lugar abandonado, onde o tempo parece ter parado.

A ausência de uma porta, ou de qualquer outro elemento que pudesse indicar a função da fechadura, reforça essa sensação de solidão e abandono.

A presença da vela acesa, um símbolo de esperança e renovação, contrasta com a imagem de decadência da fechadura.

A vela, com a sua chama viva, introduz um elemento de contraste e dinamismo, quebrando a monotonia da imagem.

A composição da fotografia é simples e eficaz.

A fechadura ocupa o centro da imagem, atraindo a atenção do observador.

A vela, colocada no canto inferior direito, equilibra a composição e cria um ponto focal secundário.

A fechadura, como símbolo de proteção e de acesso, pode ser interpretada de diversas formas.

 Neste contexto, a fechadura fechada pode representar a passagem do tempo, a perda de memórias e a impossibilidade de voltar ao passado.

A vela, por sua vez, pode simbolizar a esperança, a fé e a renovação.

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Em conclusão, "A velha e enferrujada fechadura" é uma fotografia que nos convida à reflexão sobre o tempo, a memória e a passagem.

A imagem, carregada de simbolismo, evoca um sentimento de nostalgia e melancolia, mas também de esperança e renovação.

A fotografia é um convite a olhar para o passado e a encontrar significado nas pequenas coisas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Jun24

A Chave da Teia de Aranha - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

A Chave da Teia de Aranha

 

 

Capítulo 1: O Segredo Escondido

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Num vilarejo tranquilo, encravado nas montanhas portuguesas, vivia uma jovem chamada Isolinda de Monforte.

Isolinda de Monforte era uma menina curiosa, com uma mente ávida por aventuras.

Certo dia, enquanto brincava na horta de sua casa, ela deparou-se com uma porta antiga, escondida entre as trepadeiras que cobriam a parede de pedra.

A porta era de madeira escura, com uma única fechadura empoeirada.

Uma teia de aranha cobria a fechadura, como se guardasse um segredo há muito tempo esquecido.

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A curiosidade de Isolinda de Monforte foi aguçada.

Ela aproximou-se da porta, examinando cada detalhe.

A teia de aranha era intrincada, com fios prateados que brilhavam à luz do sol.

Isolinda de Monforte perguntou-se o que poderia estar escondido atrás da porta.

Ela tentou abrir a fechadura, mas estava enferrujada.

Dececionada, ela estava prestes a desistir quando se lembrou de uma chave antiga que encontrou no sótão da casa de sua avó.

A chave era pequena e ornamentada, com uma forma estranha que não parecia encaixar-se em nenhuma fechadura que ela já havia visto.

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Isolinda de Monforte pegou a chave e inseriu-a na fechadura com cuidado.

A chave girou com um clique suave, e a porta abriu-se com um rangido.

Isolinda de Monforte espreitou para dentro, com os seus olhos arregalados de surpresa.

Atrás da porta havia uma escada em espiral que descia para a escuridão.

O ar estava frio e húmido, e o cheiro a mofo pairava no ar.

Isolinda de Monforte hesitou por um momento, mas a sua curiosidade era mais forte do que seu medo.

Ela desceu a escada com cautela, segurando a lanterna que havia trazido consigo.

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Capítulo 2: O Reino Escondido

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Ao chegar ao fim da escada, Isolinda de Monforte deparou-se com um mundo mágico que jamais imaginara.

Era um reino subterrâneo, iluminado por cristais luminescentes que brilhavam com uma luz suave e etérea.

O ar estava perfumado com o aroma de flores exóticas, e o som de água corrente ecoava pelas cavernas.

Isolinda de Monforte caminhou maravilhada por esse reino encantado, descobrindo criaturas fantásticas e paisagens de tirar o fôlego.

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No seu caminho, ela encontrou um lago cristalino, onde nadavam peixes com escamas multicoloridas.

Flores gigantescas cresciam nas paredes das cavernas, e as suas pétalas brilhavam com cores vibrantes.

Isolinda de Monforte sentia-se como se estivesse num sonho.

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De repente, ela ouviu uma voz suave chamando pelo seu nome.

Isolinda de Monforte virou-se e viu uma figura feminina sentada num trono feito de cristais.

A figura era alta e elegante, com longos cabelos prateados e olhos que brilhavam como estrelas.

Ela usava um vestido branco reluzente e uma coroa de flores.

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Capítulo 3: O Encontro com a Rainha

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A figura apresentou-se como a Rainha das Fadas, a guardiã do reino subterrâneo do Reino de Monforte.

Ela explicou a Isolinda de Monforte que a porta antiga era um portal que só podia ser aberto por alguém com um coração puro e uma mente curiosa.

A Rainha havia observado Isolinda de Monforte brincando na horta e viu a bondade e a inocência nos seus olhos.

Por isso, ela convidou-a para entrar no seu reino.

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Isolinda de Monforte ouviu com atenção as histórias da Rainha sobre o reino das fadas do Reino de Monforte, e sobre os perigos que ameaçavam a sua existência.

Ela aprendeu sobre as criaturas mágicas que habitavam as cavernas, e sobre a importância de proteger o equilíbrio da natureza.

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A Rainha ofereceu a Isolinda de Monforte a hipótese de se tornar a sua protegida, e de aprender a usar os seus poderes mágicos para ajudar o reino.

Isolinda de Monforte aceitou a proposta com entusiasmo, e a Rainha ensinou-lhe tudo o que sabia sobre magia e sobre a importância de proteger o reino subterrâneo.

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Capítulo 4: A Missão de Isolinda de Monforte

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Com o tempo, Isolinda de Monforte tornou-se uma poderosa “feiticeira”, usando os seus poderes para ajudar as fadas e proteger o reino de ameaças externas.

Ela enfrentou muitos desafios, mas sempre se manteve forte e corajosa.

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Um dia, o reino das fadas foi atacado por um grupo de “” malvados vindos do Reino da Galiza que queriam roubar os cristais luminescentes que alimentavam o reino.

Isolinda de Monforte liderou as fadas numa batalha épica, usando os seus poderes mágicos para derrotar os “trolls” e proteger o seu novo lar.

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Após a batalha, a Rainha das Fadas coroou Isolinda de Monforte como princesa do reino subterrâneo do Reino de Monforte, reconhecendo a sua bravura e sua lealdade.

Isolinda de Monforte governou o reino com sabedoria e justiça, e ainda hoje, devido à sua coragem e lealdade o Reino de Monforte e o seu Rio Livre, ainda existe …

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Conto e Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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