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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

12
Out25

Capela de Nossa Senhora da Conceição - Nova de Veiga – São Pedro de Agostem - Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Capela de Nossa Senhora da Conceição

Nova de Veiga – São Pedro de Agostem - Chaves – Portugal

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A fotografia de Mário Silva retrata a Capela de Nossa Senhora da Conceição, localizada em Nova de Veiga, na freguesia de São Pedro de Agostem, Chaves.

A imagem, com uma perspetiva de baixo para cima, realça a solidez e a simplicidade da construção.

A capela tem paredes brancas e telhado de barro.

Os cantos das paredes e os elementos decorativos são em pedra amarelada.

A porta de madeira escura e a pequena sineira no topo são os elementos principais.

O céu azul com nuvens brancas, visível no topo da fotografia, contrasta com as cores da capela e confere-lhe um aspeto monumental.

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A Fé Inscrita na Paisagem: O Significado de Capelas e Igrejas em Trás-os-Montes

As capelas e igrejas de Trás-os-Montes são mais do que simples edifícios religiosos; são o coração da paisagem, a memória de um povo e o eco de séculos de fé e devoção.

Em aldeias remotas, em penedos solitários ou em vales escondidos, estas construções, como a Capela de Nossa Senhora da Conceição, testemunham a profunda espiritualidade das gentes transmontanas.

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A Arquitetura da Fé e da Simplicidade

A arquitetura das capelas transmontanas reflete a alma da região: robusta, simples e funcional.

Geralmente construídas com as pedras locais, como granito ou xisto, estas pequenas igrejas parecem fundir-se com a paisagem.

As suas paredes brancas, que contrastam com a pedra e os telhados de telha, são um sinal de pureza e de respeito.

As sineiras, muitas vezes singelas, tocam ao ritmo do dia-a-dia da aldeia, chamando os fiéis para a missa, assinalando a passagem das horas e anunciando as festas religiosas.

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O Coração da Comunidade

Em Trás-os-Montes, a igreja ou a capela é o centro da vida comunitária.

É o lugar onde se celebram os momentos mais importantes da vida: batismos, casamentos e funerais.

É também o palco das festas religiosas, uma das tradições mais vivas da região.

As festas do padroeiro, as romarias e as procissões são momentos de grande alegria e de união.

Nesses dias, a aldeia veste-se a preceito para honrar o seu santo, e os sons da música e os aromas da comida preenchem as ruas.

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Um Refúgio de Paz

As capelas e igrejas, muitas vezes situadas em locais de grande beleza natural, servem também como um refúgio de paz.

A sua quietude e o seu silêncio convidam à introspeção e à contemplação.

São espaços onde as gentes transmontanas podem fazer as suas preces, pedir graças e encontrar conforto em tempos difíceis.

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A fotografia de Mário Silva capta a dignidade de uma capela que, apesar da sua modéstia, é um pilar da comunidade.

Ela é um elo entre o céu e a terra, um testemunho da fé inabalável de um povo que, na sua simplicidade, construiu a sua alma nas suas igrejas e capelas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Nov24

"Edifício da Junta de Freguesia de Águas Frias (aldeias: Águas Frias, Assureiras, Casas de Monforte, Sobreira, Avelelas)"


Mário Silva Mário Silva

"Edifício da Junta de Freguesia de Águas Frias

(aldeias: Águas Frias, Assureiras,

Casas de Monforte, Sobreira, Avelelas)"

05Nov DSC05759_ms

A fotografia de Mário Silva que retrata o "Edifício da Junta de Freguesia de Águas Frias" é uma imagem que carrega múltiplos significados.

Ela vai além de apenas documentar uma construção administrativa, capturando a essência de uma paisagem e de um conjunto de aldeias transmontanas que têm uma profunda conexão com o território, a natureza e a atividade agrícola.

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A imagem mostra o edifício da Junta de Freguesia de Águas Frias, localizado no concelho de Chaves, em Trás-os-Montes, Portugal.

O prédio parece destacar-se pela sua simplicidade arquitetónica, alinhada com a estética rural típica da região, com linhas retas, materiais rústicos e uma paleta de cores neutras que se misturam com a envolvente.

À volta do edifício, a paisagem revela-se em tons de verde e dourado, sugerindo campos agrícolas e vegetação autóctone.

Há uma suavidade na luz que parece realçar o caráter natural do ambiente e transmitir a tranquilidade dessas aldeias.

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A simplicidade do edifício capturado por Mário Silva não é apenas uma característica estética, mas um reflexo da identidade local.

O prédio da Junta de Freguesia não se apresenta com a monumentalidade típica de edifícios públicos de grandes cidades, mas sim com uma humildade que dialoga diretamente com o quotidiano dos moradores das aldeias de Águas Frias, Assureiras, Casas de Monforte, Sobreira e Avelelas.

Este caráter modesto pode ser interpretado como uma expressão do valor que a comunidade local dá à funcionalidade e à praticidade em detrimento de ostentações arquitetónicas.

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A fotografia também destaca a beleza natural envolvente.

O facto de o edifício estar inserido numa paisagem marcada por campos e vegetação reforça o papel central que a natureza desempenha na vida destas comunidades.

A zona de Trás-os-Montes, onde se situam estas aldeias, é conhecida pela sua ruralidade, e a paisagem que Mário Silva retrata transmite essa ideia de harmonia entre as construções humanas e o ambiente natural.

As cores terrosas e o céu, muitas vezes envoltos em neblina devido à altitude da região, compõem um cenário que sublinha a riqueza e tranquilidade do espaço rural.

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Além do aspeto estético, a fotografia remete ao contexto agrícola que define a economia e a forma de vida destas aldeias.

O ambiente retratado sugere campos agrícolas, que são a principal fonte de sustento para as comunidades de Águas Frias e arredores.

A terra transmontana, com a sua geografia acidentada e clima rigoroso, impõe desafios que fazem com que os habitantes desenvolvam uma profunda relação com o solo e os recursos naturais.

Mário Silva consegue captar essa simbiose entre a vida humana e a terra, onde o ritmo das estações e as práticas agrícolas tradicionais definem o dia a dia.

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A fotografia, ao focar um edifício administrativo simples, também aponta para a importância de valorizar o património rural.

Estas aldeias, com o passar do tempo, enfrentam desafios como o envelhecimento da população e a emigração, mas a manutenção de estruturas como a Junta de Freguesia simboliza a resistência e a preservação da identidade local.

O edifício, mais do que uma mera construção, é um ponto de convergência para os habitantes, sendo um símbolo de coesão social.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva não só documenta um espaço físico, mas captura a alma de um conjunto de aldeias que vivem em sintonia com o meio natural e as tradições agrícolas.

A imagem comunica uma beleza serena e nostálgica, ao mesmo tempo que nos faz refletir sobre a importância de preservar estas pequenas comunidades, que carregam consigo um conhecimento profundo da terra e uma maneira de viver que, para muitos, está a desaparecer.

Ao trazer esta paisagem e esta arquitetura modesta para o primeiro plano, Mário Silva convida-nos a apreciar a riqueza cultural e ambiental de Águas Frias e suas aldeias vizinhas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Jul21

Edifício da Junta de Freguesia de Águas Frias (Chaves) – Portugal


Mário Silva Mário Silva

                                                 

Edifício da Junta de Freguesia de

Águas Frias (Chaves) – Portugal

É de referir que esta freguesia é composta pelas aldeia de Águas Frias (sede); Assureiras (de Baixo e do Meio); Casas de Monforte; Avelelas e Sobreira.

É neste edifício que são tomadas as decisões para a conservação, perseveração e melhoramentos das Aldeias.

É a sede do poder local.

É aqui que o presidente e o executivo ponderam, auscultam opiniões e claro tomam as decisões que, naquele momento, consideram as mais úteis para a vida das Gentes da Freguesia.

                                                                  

Blog 25 DSC08215_ms

“Toda decisão acertada é proveniente de experiência. E toda experiência é proveniente de uma decisão não acertada.”

                                                                                                                Albert Einstein

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Quando você precisa tomar uma decisão e não toma, está tomando a decisão de não fazer nada.”

                                                                                                                              Tumblr

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“Ao tomar uma decisão de menor importância, eu descobri que é sempre vantajoso considerar todos os prós e contras. Em assuntos vitais, no entanto, tais como a escolha de um companheiro ou profissão, a decisão deve vir do inconsciente, de algum lugar dentro de nós. Nas decisões importantes da vida pessoal, devemos ser governados, penso eu, pelas profundas necessidades íntimas da nossa natureza.”

                                                                                                                Sigmund Freud

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“Geralmente erra mais quem decide cedo do que quem decide tarde; mas, depois de tomada a decisão, é necessário recuperar o atraso da sua execução.”

                                                                                                        Francesco Guicciardini

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Quem não se ocupa de política já tomou a decisão política de que gostaria de se ter poupado: serve o partido dominante.

                                                                                                                                             Frisch

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Mário Silva 📷
22
Mai20

Oh, as casas, as casas, as casas


Mário Silva Mário Silva

 

Oh, as casas, as casas, as casas

 

Oh, as casas, as casas, as casas

as casas nascem vivem e morrem

Enquanto vivas distinguem-se umas das outras

distinguem-se designadamente pelo cheiro

variam até de sala pr’a sala

 

As casas que eu fazia em pequeno

onde estarei eu hoje em pequeno?

Onde estarei aliás eu dos versos daqui a pouco?

Terei eu casa onde reter tudo isto

ou serei sempre somente esta instabilidade?

 

As casas, essas parecem estáveis

mas são tão frágeis as pobres casas

Oh as casas as casas as casas

mudas testemunhas da vida

elas morrem não só ao ser demolidas

 

Cimo de Vila 5_InPixio_ms

 

Elas morrem com a morte das pessoas

As casas de fora olham-nos pelas janelas

Não sabem nada de casas os construtores

os senhorios, os procuradores

 

Os ricos vivem nos seus palácios

mas a casa dos pobres é todo o mundo

os pobres sim têm o conhecimento das casas

os pobres esses conhecem tudo

 

Eu amei as casas os recantos das casas

Visitei casas apalpei casas

Só as casas explicam que exista

uma palavra como intimidade

 

Sem casas não haveria ruas

as ruas onde passamos pelos outros

mas passamos principalmente por nós

 

Na casa nasci e hei-de morrer

na casa sofri convivi amei

na casa atravessei as estações

Respirei – ó vida simples problema de respiração

Oh, as casas, as casas, as casas

 

Ruy Belo - “Todos os Poemas”

Ver também:

 
 
 
Mário Silva 📷

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