Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

20
Out25

“O pessegueiro (Prunus persica), as couves (Brassica olerácea), as abóboras (Cucurbita spp) e … muita erva seca.”


Mário Silva Mário Silva

“O pessegueiro (Prunus persica), as couves (Brassica olerácea),

as abóboras (Cucurbita spp) e

… muita erva seca.”

16Out DSC05236_ms

Esta fotografia de Mário Silva é um retrato do final da estação de colheita numa horta ou pomar.

O enquadramento divide-se em dois planos principais:

Em primeiro plano, o solo está coberto por erva seca e amarelada, com vestígios de pequenas flores brancas.

Espalhadas por este solo seco, repousam cinco grandes abóboras (amarelas/alaranjadas), que se destacam pela sua cor viva contra o tom pálido da relva.

.

Em segundo plano, a vegetação é mais densa e verde: à esquerda, vê-se a folhagem escura e densa do pessegueiro e, à direita, sobressaem as folhas grandes e cinzentas das couves.

A composição sugere um microecossistema de subsistência, onde as culturas coexistem com a inevitabilidade da estação seca.

.

A Horta do Fim do Verão: A Lição da Abundância e do Descanso

A fotografia de Mário Silva capta um momento de transição na agricultura rural: a horta no final do verão ou início do outono, onde a abundância das colheitas coexiste com o descanso da terra.

O título – que nomeia o pessegueiro, as couves, as abóboras e a erva seca – destaca esta dualidade, mostrando um ciclo agrícola onde a vida e a morte vegetativa se tocam.

.

As Abóboras: Símbolos da Abundância

As abóboras (Cucurbita spp) espalhadas pela relva seca são o símbolo visual da fartura.

São o fruto de uma estação de crescimento intensa, representando o sucesso da colheita e a garantia de alimento para os meses mais frios.

A sua cor vibrante é um contraste alegre com o tom castanho da erva, marcando o final de um ciclo produtivo e a preparação para o inverno.

No contexto rural, a abóbora é um alimento versátil, usado em sopas, doces e até na alimentação animal.

.

O Pessegueiro e as Couves: A Coexistência

A presença do pessegueiro (Prunus persica), com a sua folhagem escura, sugere uma cultura mais perene, o pomar, que coexiste com a horticultura sazonal, representada pelas couves (Brassica oleracea).

Este arranjo é típico das hortas familiares, onde se procura maximizar o uso do espaço e garantir uma variedade de produtos ao longo do ano.

O pessegueiro já deu o seu fruto, e as couves, mais resistentes, preparam-se para o frio.

.

A Erva Seca: O Descanso da Terra

O elemento mais revelador na imagem é a “muita erva seca”.

Esta erva não é apenas um pormenor; é a marca da estação quente e o prenúncio do descanso.

Numa perspetiva de agricultura tradicional, a erva seca e a palha são frequentemente reincorporadas no solo para o enriquecer e proteger, ou utilizadas para forragem.

O solo, que trabalhou intensamente para gerar as abóboras, o pêssego e as couves, está agora a receber a sua licença para repousar antes das chuvas do outono o rejuvenescerem.

.

A fotografia, no seu todo, é um hino à sabedoria do ciclo agrícola: a colheita generosa não é o fim, mas sim uma pausa necessária que prepara a terra para a próxima estação de vida.

É um retrato da beleza encontrada no trabalho duro e na coexistência pacífica dos diversos elementos que garantem o sustento.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
11
Jul25

"Pela rua Cimo de Vila" - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Pela rua Cimo de Vila"

Águas Frias - Chaves - Portugal

11Jul DSC08527_ms

A Rua Cimo de Vila, em Águas Frias, Chaves, era mais do que uma simples artéria de passagem; era um livro aberto sobre a alma da aldeia, um testemunho vivo de tempos passados e da resiliência das suas gentes.

Ao amanhecer, a luz do sol de julho esgueirava-se sobre os telhados, espreitando por entre as copas das árvores no topo da colina, e beijava as pedras que formavam a rua e as paredes.

.

Era uma calçada de paralelepípedos, ou "cubos" como lhe chamam por estas bandas, que subia em suave inclinação, cada pedra polida pelo passar dos anos, dos carros de bois, dos passos apressados e dos passeios lentos.

As suas juntas, por vezes preenchidas por musgo teimoso ou por pequenas ervas, contavam a história de uma manutenção constante, mas também de uma vida que persistia.

.

À esquerda, um muro imponente de pedras de granito, robustas e irregulares, erguia-se, formando a lateral de uma antiga habitação.

As pedras, umas mais claras, outras mais escuras, encaixavam-se com uma precisão que só as mãos de mestres canteiros sabiam dar, sem argamassa aparente em muitos pontos, mas firmes como a própria montanha.

Era uma parede que respirava história, que tinha testemunhado invernos rigorosos e verões abrasadores, que tinha acolhido famílias e guardado segredos.

.

Junto a este muro, numa faixa estreita de terra que parecia desafiar a robustez da pedra, a vida brotava em abundância.

Malvas-rosas (Alcea rosea), algumas de um rosa delicado, outras em tons mais vibrantes de fúcsia, estendiam-se para o céu, os seus botões e flores abertas a trazer cor a um cenário dominado pelo granito e pelo verde escuro.

Ao lado delas, repolhos e couves, de folhas largas e um verde intenso, cresciam vigorosos, plantados ali com a praticidade de quem aproveita cada palmo de terra.

Era um pequeno jardim à beira da rua, um reflexo da simbiose entre a vida rural e a habitação.

Uma janela de madeira simples, com as suas portadas fechadas, interrompia a parede, sugerindo uma vida interior, talvez uma cozinha acolhedora ou um quarto com vista para o vale.

.

À direita, a rua continuava, com um muro semelhante, embora menos visível, a delimitar outros terrenos e casas mais à frente.

A perspetiva da rua, que se perdia na distância, subia suavemente, ladeada por mais vegetação, e ao longe, vislumbrava-se o topo de uma casa mais moderna e os verdes densos da floresta que coroava a encosta.

.

A Rua Cimo de Vila não era uma atração turística grandiosa, mas sim um pedaço autêntico de Portugal profundo.

As pedras, as plantas, os muros – tudo falava de uma vida simples, enraizada na terra e nas tradições.

O cheiro a terra húmida misturava-se com o aroma das flores e o sussurro do vento entre as folhas, criando uma sinfonia natural que convidava à contemplação.

.

Para Mário Silva, este local era mais do que uma fotografia.

Era a captura de um instante de eternidade, a beleza da arquitetura popular e da natureza que insiste em florescer onde menos se espera.

Era um convite a desacelerar, a sentir a textura das pedras sob os pés, a respirar o ar puro e a deixar-se envolver pela tranquilidade e pela história que cada recanto da Rua Cimo de Vila, em Águas Frias, tinha para oferecer.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
05
Set24

Uma Borboleta-das-couves (Pieris rapae) procurando pólen numa Erva-de-santiago (Senecio jacobaea)


Mário Silva Mário Silva

"Uma Borboleta-das-couves (Pieris rapae) procurando pólen numa Erva-de-santiago (Senecio jacobaea)"

05Set DSC07058_ms

A fotografia captura um momento de delicada interação entre duas espécies comuns em diversos ecossistemas: a borboleta-das-couves (Pieris rapae) e a erva-de-santiago (Senecio jacobaea).

A borboleta, com as suas asas predominantemente brancas e algumas veias escuras, encontra-se pousada numa inflorescência amarela da erva-de-santiago.

A composição da imagem é bastante harmoniosa, com a borboleta como elemento central, destacando-se contra o fundo verde desfocado, que sugere um ambiente natural e exuberante.

A luz, suave e difusa, confere um ar de serenidade à cena, realçando as texturas das asas da borboleta e das pétalas das flores.

.

A fotografia apresenta uma composição equilibrada, com a borboleta posicionada de forma a criar um triângulo imaginário que guia o olhar do observador.

O fundo desfocado contribui para isolar o sujeito principal e enfatizar a relação entre a borboleta e a flor.

O enquadramento é bastante eficaz, permitindo que o observador se concentre nos detalhes da borboleta e da flor.

A escolha do ângulo proporciona uma visão privilegiada da interação entre os dois organismos.

A iluminação natural é suave e difusa, evitando sombras duras e realçando as cores vibrantes da imagem.

A luz incide sobre a borboleta de forma a destacar as suas texturas e padrões.

O foco está nitidamente na borboleta, com as asas e o corpo em perfeita definição.

A profundidade de campo é suficiente para garantir que a flor também esteja nítida, sem distrair a atenção do observador.

A fotografia captura um momento de grande delicadeza e beleza, revelando a importância da relação entre polinizadores e plantas com flores.

A pose da borboleta, com as asas abertas, sugere um estado de tranquilidade e concentração.

.

A imagem retrata uma relação ecológica fundamental para a manutenção da biodiversidade: a polinização.

A borboleta-das-couves desempenha um papel importante na polinização de diversas espécies de plantas, contribuindo para a reprodução e dispersão das mesmas.

Além do seu valor científico, a fotografia possui grande valor estético, transmitindo uma sensação de beleza e harmonia.

A combinação de cores, texturas e formas cria uma imagem visualmente agradável e memorável.

.

Em conclusão, a fotografia "Uma Borboleta-das-couves (Pieris rapae) procurando pólen numa Erva-de-santiago (Senecio jacobaea)" é uma obra de grande qualidade técnica e artística, que captura um momento de beleza e significado ecológico.

A imagem é um excelente exemplo de como a fotografia pode ser utilizada para documentar a natureza e sensibilizar as pessoas para a importância da conservação da biodiversidade.

.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

 

Mário Silva 📷
21
Out22

DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO


Mário Silva Mário Silva

.

DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO foi comemorado no dia 16 de outubro e foi criado com o intuito de desenvolver uma reflexão a respeito do quadro atual da alimentação mundial.

17 DSC01899 pintura_ms_marca d'água

 

A data foi escolhida para lembrar a criação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em 1945.

A primeira comemoração da data ocorreu no ano de 1981, quando o tema abordado foi “A comida vem primeiro”.

Este ano o tema é:

“Não deixar ninguém para trás – melhor produção, melhor nutrição, melhor meio ambiente e uma vida melhor”.

.

.

FotoPintura: ©MárioSilva

.

 

Mário Silva 📷
22
Set21

As couves-galegas (“Brassica oleracea var. Acephala”), … as casas, … a encosta do Brunheiro … e o castelo de Monforte de Rio Livre - Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

***

As couves-galegas (“Brassica oleracea var. Acephala”), …

as casas, …

a encosta do Brunheiro …

e o castelo de Monforte de Rio Livre,

na formosa aldeia transmontana de

Águas FriasChavesPortugal

Blog 22 DSC07817_ms

.

Rúbrica preto

 

.

Ver também:

https://www.facebook.com/mariofernando.silva.9803/

http://aguasfrias.blogs.sapo.pt

 

https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA...

https://twitter.com/MrioFernandoGo2

https://www.instagram.com/mario_silva_1957/

 

Mário Silva 📷
15
Set19

Aguas Frias (Chaves) - ... A Aldeia e o Dia Internacional da Democracia ...


Mário Silva Mário Silva

 

... A Aldeia e

o Dia Internacional da Democracia ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... fim de tarde e ramos secos ...

... fim de tarde e ramos secos ...

 

***************

 

O Dia Internacional da Democracia celebra-se uma vez por ano: a 15 de setembro.

A ONU declarou em 2007 o dia 15 de setembro como o Dia Internacional da Democracia em referência à adoção em setembro de 1997 da "Declaração Universal da Democracia" pela União Interparlamentar (UIP).

O objetivo da criação desde dia é promover a democratização e a observação dos direitos e liberdades do homem. Nesta data é feito um convite às nações e às organizações para que realizem iniciativas que promovam os valores universais da democracia junto das populações.

As celebrações centram-se em Nova Iorque, na sede da ONU.

Como comemorar?

Neste dia pode aproveitar para visitar o parlamento ou para reunir-se com algum deputado. Pode escrever sobre a democracia, falar sobre a democracia com os filhos, votar online nalguma eleição ou sondagem aberta, juntar-se a um partido político, iniciar a sua própria candidatura a um cargo, entre outras sugestões de comemoração.

Temas

Todos os anos o Dia Internacional da Democracia celebra-se com um novo tema.

  • 2016 - "Democracia e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável"
  • 2015 - "Espaço para a Sociedade Civil"
  • 2014 - "Envolver os jovens na Democracia"
  • 2013 - "Reforçando vozes para a Democracia"
  • 2012 - "A Democracia como um caminho para a saúde de todos"

In:https://www.calendarr.com/portugal/dia-internacional-da-democracia/

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma vista de parte da Aldeia ...

... uma vista de parte da Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... borboleta ("Argynnis paphia") em flor de cardo ("Cynara cardunculus") ...

... borboleta ("Argynnis paphia")

em flor de cardo ("Cynara cardunculus") ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... A igreja Matriz, vista por entre o arvoredo ...

... A igreja matriz, vista por entre o arvoredo ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... regando as couves, acabadas de plantar ...

... regando as couves, acabadas de plantar ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... porta de acesso à torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional)

... porta de acesso à torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... casas na Aldeia ...

... casas na Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa (isolada) na Aldeia ...

... uma casa (isolada) na Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... o tanque do fundo da Lampaça ...

... o tanque do fundo da Lampaça ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... regando o milho ...

... regando o milho ...

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
08
Set19

Águas Frias (Chaves) - A Aldeia e ... o Dia Internacional da Literacia ...


Mário Silva Mário Silva

 

Dia Internacional da Literacia

 

Águas Frias (Chaves) - ... pôr do sol por entre a folhagem ...

... pôr do sol por entre a folhagem ...

 

**********

O Dia Internacional da Literacia celebra-se a 8 de setembro.

 

O objetivo da data é destacar a importância da literacia para as pessoas e para as sociedades.

Numa sociedade moderna, tecnológica e avançada, estima-se que cerca de 800 milhões de pessoas adultas ainda não sabem ler nem escrever, enquanto mais de 122 milhões de crianças em idade escolar não vão à escola.

As mulheres constituem dois terços da população analfabeta mundial.

 

O relatório PISA (Program for International Student Assessment) 2012 apontou Portugal como o segundo país que melhor combateu o insucesso escolar no novo milénio (em 17 países analisados).

 

O dia mundial da literacia foi criado pela UNESCO em novembro de 1965 e celebrado pela primeira vez em 1966.

 

A UNESCO realiza anualmente uma cerimónia de entrega de prémios de literacia internacional.

in:https://www.calendarr.com/portugal/dia-internacional-da-literacia/

 

Águas Frias (Chaves) - ... pormenor de varanda de casa na Aldeia ...

... pormenor de varanda de casa na Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... borboleta ("Melanargia galathea") entre as plantas campestres ...

... borboleta ("Melanargia galathea") entre as plantas campestres ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... parede interior (esquerda) da Igreja matriz da Aldeia ...

... parede interior (esquerda) com os seus altares, da Igreja matriz da Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... ave de rapina observando no topo de um pinheiro ...

... ave de rapina ( águia-de-asa-redonda - "Buteo buteo"),

observando, no topo de um pinheiro ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... nicho "Alminhas" ...

... nicho "Alminhas", no Rossio ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... armazém envolto em vegetação, com a Igreja Matriz, espreitado ao fundo ...

... armazém envolto em vegetação, com a Igreja Matriz,

espreitado ao fundo ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... flor campestre, já seca ...

... flor campestre, já seca ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... burro ("Equus africanus asinus"), espojando-se na terra (para se ver livre das moscas) ...

... burro ("Equus africanus asinus"), espojando-se na terra

(para se ver livre das moscas) ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... jogo do "chino", em frente do café do "Russo" (colocar o pino em pé) ...

... jogo do "chino", em frente do café do "Russo"

(colocar o pino em pé) ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista sobre a "pequena mas bela Aldeia transmontana ...

... vista sobre a "pequena mas bela Aldeia transmontana ...

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
24
Set16

Águas Frias (Chaves) - ... setembro ... acabaram as férias ... outro ciclo recomeça ...


Mário Silva Mário Silva

 

 


*******                                              ********

 

 

Setembro

"Setembro é o nono mês do ano no calendário gregoriano, tendo a duração de 30 dias.

Setembro deve o seu nome à palavra latina septem (sete), dado que era o sétimo mês do calendário romano, que começava em Março. Na Grécia Antiga, Setembro chamava-se Boedromion,

Em 22 ou 23 de Setembro, o Sol cruza o equador celeste rumo ao sul; é o equinócio de setembro, começo do outono no Hemisfério Norte e da primavera no Hemisfério Sul."

In:https://pt.wikipedia.org/wiki/Setembro

 

 

Acabaram- se as férias e outro ciclo recomeça .....................................

 

Águas Frias (Chaves) - ... o armazém no cimo do restolho ...

     ... o armazém no cimo do campo do restolho ...     

 

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... girassóis apanhando o sol e a água que cai dos aspersores de rega ...

     ... girassóis apanhando o sol e a água que cai dos aspersores de rega ...    

 

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... plantando as couves para o Natal ... e não só ...

     ... plantando as couves para o Natal ... e não só ...    

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o boneco de peluche guardando o portão ...

     ... o boneco de peluche guardando o portão ...    

 

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... rolas bravas descansando ao fim do dia ...

     ... rolas bravas descansando ao fim do dia ...    

 

 

 

Até breve ...

 

 

 

                   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
12
Dez15

Águas Frias (Chaves) - ... começou dezembro ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

Começou dezembro ...

... o frio aperta ...

.... as chuvas teimam em não aparecer ...

... já se vai pensando na época natalícia ...

... e as couves estão a ficar prontas ...

... a batatas já estão na adega ...

... é preciso pensar já no bacalhau e no polvo ...

 

Até lá, vou deixando alguns registos captados nos meses de dezembro ...

 

... aqueles que estão longe, como eu, vamo-nos recordando da Aldeia .............

 

 

Águas Frias (Chaves) - ...o pote à lareira ... -  dez 12

      ...o pote à lareira ... - dez 2012     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o campo verde com a Aldeia e o Castelo ao fundo ... - dez 10

     ... o campo verde com a Aldeia e o Castelo ao fundo ... - dez 2010     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... na rua Central ... - dez 14

     ... na rua Central ... - dez 2014     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a Aldeia por entre as árvores despidas ... - dez 12

     ... a Aldeia por entre as árvores despidas ... - dez 2012     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cogumelos ... -  dez 11

     ... cogumelos ... - dez 2011     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a lua entre as árvores ... - dez 14

     ... a lua entre as árvores ... - dez 2014     

 

 

 

 

Até breve ...........

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
06
Dez14

Águas Frias (Chaves) - Algumas imagens em tempo de outono ... quase inverno ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

Não querendo deixar este espaço em "branco" por mais uma semana ...

... embora o "branco" já comece a ameaçar, com as previstas descidas da temperatura, ...

... vou deixar aqui algumas imagens captadas, ainda o outono era uma criança ...

... agora já adulto, começa a fazer-se sentir com toda a sua vivacidade:

frio que chegue; chuva que chegue; vento (daquele que até "corta") que chegue; ...

Afinal o outono tem que mostrar a sua raça e preparar a estação que se lhe segue, ... o rigoroso inverno ...

Mas chega de Blá,blá, blá, ... e vamos às imagens ...

 

Águas Frias (Chaves) - ...a árvore despida no meio do campo ...

     ... a árvore despida no meio do campo ...     

 

 Águas Frias (Chaves) - ... as cabaças e as colmeias ...

     ... as cabaças e as colmeias ...     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... caregando um belo ramo de couve galega ...

     ... carregando um belo ramo de couve galega ...     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... flores amarelas em tempo outonal ...

     ... flores amarelas em tempo outonal ...     

 

Águas Frias (Chaves) - ... refúgio no meio do campo ...

     ... refúgio no meio do campo ...     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a pia e as cabaças (abóboras) ...

     ... a pia e as cabaças (abóboras) ...     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... frutos de outono ...

     ... frutos de outono ...   

 

Águas Frias (Chaves) - ... cores de outono ...

     ... a Natureza vestida de cores de outono ...     

 

Águas Frias (Chaves) - ... aí vem chuva ...

     ... aí vem chuva ...     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a Aldeia e as cores de outono ...

     ... a Aldeia e as cores de outono ...     

 

 

 

 Bom, ... (até pareço o Marcelo Rebelo de Sousa aos domingos à noite), por aqui me fico, sem apresentação de livros que não li, nem notas finais ... deixando somente um até breve ... com mais algumas imagens e momentos que vivi nesta "pequena mas bela Aldeia flaviense"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
08
Nov14

Águas Frias (Chaves) - 2 poemas sobre o tema "Outono" e algumas imagens da "nossa" Aldeia


Mário Silva Mário Silva

 

 

 

Uma névoa de Outono o ar raro vela

 

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista geral no vale ...

 

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

 

Águas Frias (Chaves) - ... bagas vermelhas em dia de outono ...

 

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

 

Águas Frias (Chaves) - ... campo de milho ...

 


Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

 

Fernando Pessoa (5-11-1932)

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... folhas com cores outonais

 

 

 

 

O OUTONO E NÓS, SERES OUTONAIS

Foi-se embora o espalhafatoso verão!

 

Águas Frias (Chaves) - ... o último cacho de uvas ...

 


De dentro do eterno ciclo da natureza retornou o outono, sereno e calmo!

“La belle season” é como batizaram os franceses esta estação que nos descortina as renovadas-vestes-da-divindade presentes na natureza.

 

Águas Frias (Chaves) - ... um caminho ...

Outono é uma parábola de nós mesmos, seres outonais! Suas manhãs são mais poéticas e os seus crepúsculos são mais filosóficos. Aquelas são belas em sua melancolia. Estes são melancólicos em sua beleza. Assim, somos todos nós.

 

Águas Frias (Chaves) - ... o Venâncio e o seu trator ...

 
Creio que é no outono que entendemos melhor o ensinamento de Oscar Wilde: “ser como crianças, para não esquecermos o valor do vento no rosto e ser como velhos para que nunca tenhamos pressa".

 

Águas Frias (Chaves) - ... as couves na horta ...

 


Isso é sabedoria. E se nos tornarmos mais sábios, já não precisaremos mais ter medo de envelhecer. Afinal, a vida também é um eterno renascer.

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista parcial da Lampaça ...

 

Coisa que só o outono ensina. O resto são folhas mortas.

 

Carlos Alberto Rodrigues Alves

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a extinta escola ... (saudades) ...

                    A escola de Águas Frias já passou lindas primaveras, alegres verões, passou pelo outono de vida e agora está na agonia do Inverno .....             

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
27
Out12

Águas Frias (Chaves) - Arranque da batata e plantação de couves


Mário Silva Mário Silva

 

Hoje trago aqui, duas actividades bem comuns em Águas Frias: o arranque da batata e a plantação das couves.

 

Arranque da Batata:

 

De guinchas na mão, lá se vai arrancando a batata da terrra ...

 

 

A batata é um produto agrícola que se produz com alguma abundância por estas terras. Nada do que era antigamente já que poucos restam que tratem das terras ...

 

 

 

É pena já que este tubérculo é de excelente qualidade e o seu sabor diferencia-se de forma muito significativa daquele que é vendido nas grandes superfícies e que é importado.

 

Principalmente as mulheres têm a tarefa árdua de apanhar as batatas arrancadas ...

 

Claro que esta atividade é custosa e já são poucos os braços para tratar dela. Talvez por isso se aproveita o mês de Agosto para fazer o arranque da batata, pois sempre vêm mais uns bracitos de fora ...

 

 

 

 O saboroso tubérculo espalhado, ainda pelo chão à espera de ser ensacado ...

 

O trabalho é penoso: tem-se que cavar com as guinchas e levantar a batata enterrada na terra; é preciso apanhá-la do solo (e as dores nas "costas" fazem-se sentir); escolher as que estão rachadas; colocál-as em sacos; carregá-los até à loja ...`´E trabalho DURO.

 

 

As férias são também para ajudar nos trabalhos que são necessários fazer ... mas no fim, o sabor da batata cozidinha compensa o esforço.

 

 

Plantação das couves:

 

Esta tarefa já se faz no mês de setembro ( tempo em que a aldeia se esvazia e poucos são os resistentes que teimam em ficar).

  

Cavan-se regos de forma a que mais tarde com a simples força da gravidade a água possa escorrer por eles e com essa força da natureza possam ser regadas.

 

 Cavando os regos ...

 

Depois, espaçadamente colocam-se pé a pé as couves que possivelmente foram compradas na quarta feira (dia de Ffeira em Chaves).

 

Cavando novos regos e plantando os pés de couve ... 

 

Agora é pegar novamente na enchada e cobrir a raíz, deixando os regos alinhados.

 

 E a labuta continua ...

 

Ainda é preciso dar-lhes a sua primeira (de muitas) regas.

 

 Cobrindo os pés de couve ....

 

Agora é preciso, esperar que o tempo seja de feição para que se possam colher lá para o período do Natal.

 

 

 

 

 

{#emotions_dlg.blueflower}

 

 

 

 

 

 
Mário Silva 📷

Dezembro 2025

Mais sobre mim

foto do autor

LUMBUDUS

blog-logo

Hora em PORTUGAL

Calendário

Fevereiro 2026

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728

O Tempo em Águas Frias

Pesquisar

Sigam-me

subscrever feeds

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.