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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

05
Set25

"Real Pombal" - Vila Frade - Lamadarcos (ou Lama de Arcos), Chaves, Portugal


Mário Silva Mário Silva

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"Real Pombal"

Vila Frade - Lamadarcos (ou Lama de Arcos)

Chaves, Portugal

05Set DSC07593_ms

Esta fotografia de Mário Silva mostra um pombal de pedra, de forma cilíndrica e com o topo em forma de coroa de castelo, localizado num campo.

A estrutura, que já foi um magnífico pombal, está agora desgastada pelo tempo.

O edifício está rodeado por um campo de palha ceifada, em tons de amarelo e castanho, o que contrasta com a cor da sua pele.

Uma pequena porta de madeira, com a sua cor escura, é a única entrada para o interior do pombal.

A imagem, com a sua arquitetura única e a sua história de abandono, transmite uma sensação de melancolia e de saudade de um tempo que já foi.

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Estória: A Maldição do Engenheiro

Houve um tempo em que o pombal, que o Mário Silva fotografou, era o centro do mundo.

Milhares de pombas, com as suas penas de cor de pérola e de cinza, viviam no seu interior.

O pombal era o seu lar, o seu santuário, e as pombas eram a voz da aldeia.

Quando voavam, era como se o céu cantasse.

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Mas um dia, um engenheiro agrícola, com o seu chapéu na cabeça e o seu ar de sapiência, chegou à aldeia.

- Os excrementos das pombas - disse ele - prejudicam a criação de gado bovino e ovino.

 A sua voz, antes fina e suave, transformou-se num trovão.

E, por conselho dele, o pombal, que antes era o lar das pombas, transformou-se num local de criação de águias de asa redonda e outras aves de rapina.

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As águias, com as suas asas de fogo e os seus olhos de diamante, tomaram o lugar das pombas.

O canto do pombal, que antes era suave, tornou-se um grito.

As pombas, assustadas e feridas, fugiram.

E a aldeia, que antes era cheia de vida, tornou-se silenciosa.

A maldição do engenheiro, como a chamavam, tinha chegado.

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A velha Rufina, que morava perto, olhava para o pombal com o coração pesado.

O pombal, que antes era um símbolo de vida, era agora um símbolo de morte.

As pombas, que tinham sido os seus amigos, tinham-se ido embora.

O pombal, com as suas paredes de pedra e o seu topo em forma de coroa, era apenas um túmulo para as memórias.

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O tempo passou, e as águias, que tinham sido criadas no pombal, foram para outros lugares.

O pombal, agora vazio, era um castelo abandonado, com as suas paredes a cair e o seu telhado a desmoronar.

A maldição do engenheiro tinha-se concretizado.

O pombal, que antes era o lar de pombas, era agora o lar da saudade.

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A fotografia de Mário Silva capta o pombal como ele é agora.

A imagem é um lembrete de que, por mais que a nossa intenção seja boa, as nossas ações podem ter consequências imprevisíveis.

E a estória do pombal é um conto sobre a perda, a mudança e a importância de não nos esquecermos das lições do passado.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Dez24

"A mata atapetada de folhas outonais" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"A mata atapetada de folhas outonais"

02Dez DSC05244_Advento_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "A mata atapetada de folhas outonais", convida-nos a uma imersão profunda na natureza, num momento de transição entre o outono e o inverno.

A imagem captura um caminho estreito que se adentra numa floresta, com o chão coberto por uma espessa camada de folhas secas, que formam um tapete dourado e acolhedor.

As árvores, com as suas copas despojadas, deixam filtrar a luz do sol, criando um jogo de sombras e luzes que confere profundidade à imagem.

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Ao longo do caminho, destaca-se uma coroa do Advento, com a primeira vela verde acesa.

A coroa, adornada com ramos de pinheiro e decorada com pequenas bolas vermelhas, contrasta com a paleta de cores outonais da floresta, introduzindo um elemento de espiritualidade e celebração.

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A fotografia captura um momento preciso do ano, marcado pela transição entre o outono e o inverno.

A folhagem seca no chão, as árvores despidas e a luz fria do sol indiciam a chegada do inverno, enquanto a coroa do Advento anuncia a proximidade do Natal e a esperança de renovação.

A fotografia explora a profundidade de campo, permitindo-nos apreciar a textura das folhas secas, a rugosidade da casca das árvores e a maciez do musgo que cobre as pedras.

A luz, que se filtra através das árvores, cria um jogo de sombras e luzes que realça a tridimensionalidade da cena.

A presença da coroa do Advento confere à fotografia um significado mais profundo.

A primeira vela acesa simboliza a esperança e a luz que guia os homens na escuridão do inverno.

A coroa, por sua vez, representa a eternidade e a renovação.

A fotografia estabelece uma forte conexão com a natureza, convidando-nos a refletir sobre a beleza e a fragilidade do mundo natural.

A floresta, com a sua exuberância e a sua serenidade, oferece um refúgio do caos da vida moderna e um espaço para a contemplação.

A composição da fotografia é equilibrada e harmoniosa.

A linha diagonal do caminho conduz o olhar do observador para o fundo da imagem, criando uma sensação de profundidade.

A coroa do Advento, colocada no centro da composição, atrai a atenção e equilibra a imagem.

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Em conclusão, "A mata atapetada de folhas outonais" é uma fotografia que nos transporta para um universo mágico e contemplativo.

A imagem, ao mesmo tempo estética e simbólica, convida-nos a refletir sobre a passagem do tempo, a importância da natureza e o significado do Natal.

A fotografia é um convite à introspeção e à celebração da vida.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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