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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

09
Ago25

"A Festa de Verão" - sábado (Águas Frias - Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"A Festa de Verão"

sábado

(Águas Frias - Chaves - Portugal)

09Ago DSC01263_ms

No ano de 2025, a pequena aldeia de Águas Frias, aninhada no concelho de Chaves, em Portugal, vestiu-se de gala para mais uma edição da sua já tradicional "Festa de Verão".

Longe de ser apenas um mero evento, esta celebração transformou-se num verdadeiro epicentro de confraternização, onde o passado e o presente se entrelaçaram em abraços apertados, sorrisos rasgados e olhares marejados de emoção.

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Desde o final da tarde, o largo de Águas Frias começou a encher-se, à medida que os primeiros acordes da música tradicional portuguesa se faziam ouvir.

Mas a magia da Festa de Verão vai muito além do ritmo contagiante das concertinas e dos cantares tradicionais.

É nos encontros, muitas vezes inesperados, que reside a verdadeira essência desta celebração.

Amigos de infância que se reencontram após anos de distância, famílias que se reúnem vindas dos quatro cantos do mundo, e novas amizades que florescem sob o calor das noites de verão.

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A saudade, sentimento tão intrínseco à alma portuguesa, pairava no ar, mas era uma saudade doce, temperada pela alegria do regresso.

Era visível nos olhares de quem emigrou e que, por estes dias, volta à sua terra natal para reviver as memórias e fortalecer os laços.

As conversas estendiam-se pela noite dentro, repletas de histórias contadas e recontadas, de risadas partilhadas e de momentos de cumplicidade que aqueciam o coração.

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A emoção era palpável em cada rosto, em cada abraço apertado.

As recordações desfilavam livremente, desde as brincadeiras de criança nos campos em redor, até aos bailes de outrora na mesma praça.

Tudo contribuía para um ambiente de pura nostalgia, mas uma nostalgia feliz, que celebrava a vida e a riqueza das experiências partilhadas.

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E, claro, não faltou a alegria, em abundância, para encher a festa de cor e vivacidade.

Crianças corriam e brincavam, casais dançavam ao som da música, e grupos de amigos brindavam à vida.

A tasquinha da comissão de festas, repleta de iguarias regionais e o famoso vinho de Chaves, eram pontos de paragem obrigatória, adicionando sabor à festa.

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A Festa de Verão de Águas Frias, em 2025, reafirmou-se como um evento que transcende o mero entretenimento.

É um hino à comunidade, à memória e, acima de tudo, à alegria de viver e de partilhar.

Um convite irrecusável para que, ano após ano, todos os caminhos voltem a confluir em Águas Frias, onde a confraternização, os encontros, os reencontros, a saudade, a emoção e a recordação se misturam numa celebração inesquecível de muita, muita alegria.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Ago25

Em Tempos Áureos, Bastava Uma Concertina Para Haver Festa: A Alma de Águas Frias


Mário Silva Mário Silva

Em Tempos Áureos, Bastava Uma Concertina Para Haver Festa:

A Alma de Águas Frias

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Em Águas Frias, como em tantas aldeias recônditas de Trás-os-Montes, o conceito de "festa" era algo intrínseco ao pulsar da vida comunitária, algo que florescia com simplicidade e genuinidade.

Longe dos palcos grandiosos e das luzes néon que hoje caracterizam muitos arraiais, houve um tempo – os "tempos áureos" – em que a alegria nascia da partilha, da espontaneidade e, acima de tudo, de um instrumento mágico: a concertina.

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Naqueles tempos, a vida era feita de trabalho árduo no campo, de dias longos sob o sol e de invernos rigorosos.

Mas quando a semente estava lançada, a colheita guardada ou uma efeméride se anunciava, a aldeia ansiava pelo momento de esquecer as fadigas e celebrar.

Não era preciso um orçamento milionário ou uma banda de renome.

Bastava que um dos rapazes da aldeia, ou alguém de uma aldeia vizinha, pegasse na sua concertina.

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Eram jovens como o Serafim, que tinha um ouvido apuradíssimo e dedos que pareciam bailar sobre os botões do fole.

A sua concertina, com os seus foles coloridos e um som que era a própria voz da serra, era a orquestra inteira.

Bastava a melodia de uma chula, de um malhão ou de um vira, e num instante, o café, o “concelho” ou o recreio da escola transformava-se num salão de baile improvisado.

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As portas abriam-se, trazendo cadeiras e bancos para os mais velhos, que se sentavam à roda, batendo o ritmo com os pés e cantando as letras que sabiam de cor.

Os jovens, com os corações cheios de energia, formavam rodas para as danças tradicionais, os rapazes cortejando as raparigas com passos apressados e sorrisos cúmplices.

O pó levantava-se do chão batido, as saias rodopiavam, e o ar enchia-se de risos, gritos de alegria e o inconfundível som do acordeão a vibrar.

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A festa não era um evento planeado ao pormenor; era um acontecimento orgânico.

Começava ao fim do dia, depois do trabalho, e estendia-se pela noite adentro, sob o luar ou a luz bruxuleante de um candeeiro.

As vizinhas traziam folar caseiro, tigelas de tremoços e o vinho tinto da produção própria, forte e generoso.

As cantorias, muitas vezes improvisadas, contavam histórias de amores, de desaires, de desafios do quotidiano.

A comunidade inteira, sem distinção de idades ou posses, participava.

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Naqueles encontros, fortaleciam-se os laços, esqueciam-se as desavenças, celebravam-se os casamentos e os batizados, e choravam-se as ausências.

A concertina não era apenas um instrumento musical; era o catalisador da alma da aldeia, um fio condutor que unia as gerações e mantinha viva a chama da identidade transmontana.

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Hoje, os arraiais de Águas Frias são maiores, mais ruidosos, com palcos imponentes e luzes cintilantes, como a fotografia de Mário Silva tão bem capta.

Mas a memória daqueles "tempos áureos" permanece.

A sabedoria popular sabe que, no fundo, a verdadeira festa não reside no espetáculo, mas na essência do convívio, na partilha simples e na alegria que floresce quando a comunidade se reúne.

E, para isso, ainda hoje, o som de uma concertina tem o poder de despertar a alma da aldeia e fazer os corações de Águas Frias dançar.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Ago13

Festa em Águas Frias (Chaves) – arraial de sábado à noite


Mário Silva Mário Silva

 

 

Depois do jantar, eis que as Gentes de Águas Frias se encaminham para o Largo da Junta de Freguesia, onde iria decorrer o primeiro arraial das Festas em honra de S. Pedro.

Em pequenos grupos de amigos ou familiares, novos e menos jovens, uma grande parte da população de Águas Frias concentrou-se no recinto para ouvir e/ou dançar ao som do grupo de concertinas.

A noite estava amena convidando a um pezinho de dança ou outros como eu, que têm pés de chumbo, limitavam-se a ver, ouvir e conviver.

Foi um regalo ver o recinto cheio de gente animada ...

 

 

 

 

Cerca da meia noite, a Comissão de Festas brindou os presentes, com uma boa descarga de fogo de artifício que pôs toda a gente de nariz virada para o céu, exclamando de vez em vez: “lindo ... espetacular ... ei .. oh .. uau ..” E após a descarga final um sonoro aplauso ao espetáculo pirotécnico apresentado.


 

 

Mas o grande dia ainda estava para vir já que o forte das festas se realiza no domingo, mas isso ficará para o próximo episódio das Festas em honra do padroeiro de Águas Frias – S. Pedro ...

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
05
Out12

Águas Frias (Chaves) - uma noite de agosto ao som da concertina


Mário Silva Mário Silva

 

Era agosto ...

... as noites estavão agradáveis ...

... a juventude juntava-se ... no café Pires ...

 

 ... numa noite, foi a Gil que acompanhado da sua viola e a agradável voz, animou, quem se juntou a este espaço, que já se tornou, uma referência de encontro e até serve de sala de exposições com trabalhos a carvão com referências a Águas Frias (este ano teve como tema - os castanheiros) da autoria da aquafrigedense Ermelinda  Rodrigues Moser   ...

 

 

Pois se num dia  ... foi o som da viola..., no outro foi o som da concertina, brilhantemente executada por um jovem promissor que alegrou toda a "plateia" que enchia o café do Henrique e da Noémia.

 

 

 

 

 

Pois é ...

... agosto em Águas Frias é assim ...

... há exposição de artistas plásticos ...

... animação com viola ...

... animação com concertina ...

... ou simplesmente animação ...

 

 

E assim e muito mais em tempo de férias, em Águas Frias ......

 

 

 

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Mário Silva 📷

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