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MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

09
Abr09

"Páscoa em Natureza" - Maianima voltou a animar Águas Frias e Chaves (parte I)


Mário Silva Mário Silva

 Antes de iniciar a abordagem ao tema que dediquei para hoje, e como a Páscoa se aproxima, quero desejar a todos:

UMA  FELIZ  E  SANTA

 

PÁSCOA

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Agora sim, tal como diz a canção do Rui Veloso “o prometido é devido …” e, mesmo com algum atraso (embora esteja desculpado já que estamos a chegar à Páscoa e o tema do projecto é "Páscoa na Natureza"), vou tentar descrever o fim-de-semana em que a Maianima tornou diferente a monotonia da vida da aldeia de Águas Frias.
É uma tarefa, nada fácil, tentar transmitir por palavras, tudo o que se foi vivendo nestes dias, pois só vivenciado se pode “sentir” o quanto de diferente se tornou Águas Frias.
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Logo pelas nove horas e meia, do dia 28 do passado mês de Março, numa manhã que já se previa fria, começam a chegar os primeiros carros cheios de maiatos (pais/crianças e jovens).
A aldeia começa, desde esse momento, a ter um movimento inusual.
De cada carro saem todos (cerca de 70 pessoas), com um ar satisfeito e curioso.
Finalmente tinham chegado ao lugar desejado. E para muitos a primeira vez que iriam entrar em contacto com uma aldeia transmontana.
Tudo lhes parece diferente …
Cada um carrega com os seus sacos/malas/mochilas e desde o largo na rua 1.º de Maio, rumam para a casa da Edite/Augusto.
Mesmo antes de aí chegarem, deparam-se com o imponente “pórtico” encimado por dois pináculos nos extremos e no centro a sua “concha” de granito.
Foto de Mário Cortez
Alguns (já conhecedores) passam por ele em direcção ao pequeno-almoço. Outros, param, admiram e começam-se a ouvir os primeiros clicks e os flashes, por breves instantes, iluminam esta frontaria.
Devagar ou lestos, todos entram para o pátio interior da casa dos anfitriões.
  Esta e muitas outras fotos deste post foram captadas e gentilmente cedidas por Mário Cortez

 

 

Aí, já os esperava um pequeno-almoço transmontano:
Claro que para as crianças havia leite quente (com ou sem chocolate); para todos, pão fresco, e uns pastéis de Chaves, previamente aquecidos.
Para os adultos havia ainda umas alheiras (genuínas, de produção caseira da aldeia) e acabadinhas de grelhar; presunto (genuíno) de Chaves e poderia ser regado com um tinto das vinhas de Águas Frias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hummm ….eu que também provei, só vos digo que foi um pequeno-almoço Divinal.
Como diz o ditado popular:“é pela manhã que se começa o dia”.
Este não poderia começar da melhor maneira. Desde a degustação destas iguarias até à boa disposição que reinava entre todos.
Depois disto, todos ficaram expectantes de como seria todo o fim-de-semana, nesta pequena e bela aldeia do concelho de Chaves.

 

Seguiu-se um momento de lazer para os mais novos, usufruindo do recreio do Centro Escolar de Águas Frias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
  
Os adultos tiveram oportunidade de entrar em contacto com a aldeia e até com as pessoas com quem iam cruzando.
Mais uma vez a aldeia se encheu de risos de crianças e jovens, correrias, curiosidade, em que os adultos não se ficavam atrás, enchendo as unidades de memória (cerebral ou das máquinas fotográficas) para mais tarde recordar.
Ainda houve tempo para, na Igreja Matriz se fazer um curto ensaio para os cânticos da missa dominical.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A rua Central foi percorrida na sua totalidade desde o largo da Igreja,...

 

 ... fazendo uma paragem no Café Pires, ... 
 ... e continuando até ao Restaurante do Quim Russo” onde seria servido um lauto almoço para todos.

 

A entrada foi ruidosa mas mal as travessas foram sendo colocadas na mesa, o silêncio só era cortado pelo bater dos talheres nos pratos. A vitela estava divinal.
No fim, até o Quim teve direito a um fadinho, com letra adaptada aos bons serviços gastronómicos e simpatia, cantado pelo Ricardo e acompanhado à viola pelo Diogo.

 

 Seguiu-se um momento de descontração e confraternização.
Mais uma vez grupos de gente se espalhou pelas ruas da Aldeia, ...
... até aos seus meios de transporte, pois a tarde seria passada em visita à cidade de Chaves.
Apearam-se junto às margens do Tâmega, perto das Caldas e atravessam-se jardins, percorreram-se as estreitas ruas do centro histórico com as suas casas mostrando as características varandas, até chegar à Praça Camões.

 

Visitaram o Museu Militar na torre de Menagem do Castelo de Chaves: ouviram as explicações do guia, subindo os degraus (dos andares e da História), ... 

 

   
   

 

 ... até que … no último andar, nos foi comunicado que estava impedido o acesso ao cimo da torre de menagem devido a obras a executar no telhado.
Que pena, pois também impediram que crianças, jovens e adultos, vindos da Maia pudessem desfrutar de uma magnífica e privilegiada vista sobre a cidade (zona histórica e urbanização recente, seus arruamentos, as zonas verdes), o vale de Chaves, o serpentear do rio Tâmega, a ponte romana, …as serras que envolvem a cidade.
Foi pena, esperando que as obras sejam rápidas para que todos os que futuramente visitem esta milenar cidade possam ter beneficiar desta panorâmica da cidade enquadrada no seu envolvente.
Visitaram-se os belos e bem tratados jardins junto à torre de menagem do Castelo e dirigiram-se para o Museu da Região Flaviense, onde puderam ouvir as explicações da guia e ver os riquíssimos achados arqueológicos da região flaviense (entre eles o “achado” da Coluna dos Povos).

 

 Visitaram também a Igreja matriz e constataram as diversas intervenções arquitectónicas ao longo do tempo, desde o românico até ao barroco do seu órgão de tubos.

 

 

 

 

 
 
Logo ao lado descobriu-se o pelourinho,  o seu significado e função, assim como algumas características inéditas, como seja a esfera armilar no cimo da 5.ª colunata (que é evidente ser posterior ao pelourinho original).
 

 

 

O ar estava fresco, com um ventinho que já se estava a tornar pouco agradável e o relógio biológico já anunciava hora do lanche, que foi distribuído nos jardins anexos às Caldas de Chaves.
Mesmo ao lado, estava um equipamento que desde logo atraiu a atenção dos mais novos: um “parque infanto-juvenil” (diga-se que em muito bom estado e com diversificados equipamentos).
Aí, os mais novos desfrutaram livremente das suas brincadeiras enquanto davam espaço para os adultos se poderem aventurar pelas imediações, ao longo da requalificação das margens do rio Tâmega. Tiveram oportunidade de ver as antigas “poldras”, a ponte pedonal, a vista magnífica da ponte romana (ou de Trajano).

 

 

 Depois de um jantar num restaurante de Chaves, dirigiu-se todo grupo para o Auditório da Academia de Artes de Chaves.
Vieram também população de Águas Frias, alunos que frequentam a Escola de Águas Frias e a sua professora Fernanda, o pároco da Aldeia, sr. padre Helder e o Presidente da Junta de Freguesia de Águas Frias (Romeu Gomes), que sempre acompanhou este grupo maiato e colaborou na concretização deste projecto da Maianima.

O grupo de teatro da Maianima presenteou todos os presentes com a adaptação do livro “A floresta” da escritora Sophia de Mello Breyner, com coreografia do também maiato Carlos Frazão.

 

   
   
   
   
A representação de todos os jovens maiatos e coreografia, não se ficou atrás do belíssimo texto que tinha por base. Em minha opinião, foi um belíssimo momento de teatro e não posso deixar de dar os meus parabéns aos jovens actores e coreógrafo, pois conseguiram dar vida e cativar a atenção dos espectadores, que certamente saíram agradados.
Não resisto a fazer uma pequena nota para como Carlos Frazão conseguiu tornar o narrador, numa personagem, não estática ou voz off, mas num jovem que aproveita o momento antes de se deitar para partilhar connosco (público) o seu gosto pela leitura. Parabéns.
De regresso à aldeia, já era tempo de deitar.
Deitar tanta gente?
Afinal nem foi difícil, pois a hospitalidade das gentes de Águas Frias tudo tornam possível. Ocuparam-se a casa da Edite/Augusto, a casa da Idália, da Linda, da tia Lila e da srª Augusta (e já a Noémia conseguia disponibilizar mais dois quartos).
Que prazer, ver a disponibilidade e hospitalidade das Gentes de Águas Frias!!!!
As crianças, exaustas, foram-se deitar, mas os adultos queriam, mesmo cansados, aproveitar todos os momentos, e foram ficando … até que a “tia Lila” e a Srª Augusta apareceram com castanhas acabadinhas de assar, de modo tradicional na lareira. Bom,… logo se fez um magusto em finais de Março. 
 

 NOTA:  Como o post já vai longo e já não existe capacidade para inserir mais conteúdo, a descrição do dia 29 de Março (domingo) seguirá no post seguinte

Mário Silva 📷
09
Abr09

"Páscoa em Natureza" - Maianima voltou a animar Águas Frias e Chaves (parte II)


Mário Silva Mário Silva

 Continuação do post anterior:
 
O dia 29, nasceu um pouco encoberto e com um ventinho frescote (ou melhor, frio).
Mas nada demove estes maiatos, levantando-se manhã cedo.
 É domingo e havia que animar a celebração em conjunto com a comunidade residente.

 

   
A igreja de Águas Frias ficou repleta (como num dia de festa) numa mistura de maiatos e aquafrigidenses. Os cânticos alegres e acompanhados por duas violas, animaram a Comunidade que participou em uníssono.
Foi um momento que me fez lembrar uma canção cantada no ano passado: ”Vai para a aldeia, vai para a cidade, vai para a tua terra e faz Comunidade “.
Mais uma vez, o grupo (não os contei mas certamente à volta de 70 pessoas), atravessaram a Aldeia e foram almoçar.

 

O tempo ia passando e cada vez mais se aproximava a hora do regresso, mas ainda estava programada mais um itinerário.
Subir a encosta da serra do Brunheiro e visitar o Castelo de Monforte do Rio Livre.

 

 
 

 

 

 

 
 
A vista deslumbrava. Entraram dentro das ruínas do castelo, alguns aventuraram-se a andar pelas muralhas, mesmo que o vento frio apertasse.
Lá diz o ditado: “Se vais para Monforte leva o teu capote”
Também aqui não posso resistir a um pequeno comentário/desilusão.
É pena mostrarmos a quem visita este Monumento Nacional o estado em que ele se encontra (sem qualquer informação sobre ele, sem guia ou guarda, com as ervas a crescerem no seu interior, as portas abertas e uma até caída no chão, tendo-se que lhe passar por cima). Quem o mostra e que sente orgulho nele, ruboriza de vergonha ao ver e ter de mostrar o grau de abandono deste marco importante da História portuguesa e o ex-libris da freguesia de Águas Frias e aldeias vizinhas. Merecia melhor destino. Não é uma construção qualquer – é Monumento Nacional e é referenciado em muitas rotas turísticas.
Perdoem-me este desabafo que nada tem a ver com a qualidade e minúcia do Programa “Páscoa com Natureza”, organizado pela Maianima.
Depois desta visita, há que se enfiar, ligeirinho, no interior acolhedor dos automóveis para uma nova visita.
Enveredou-se pelo caminho de terra batida em direcção à Bolideira, mas … e há sempre um mas, … o carro da frente errou no caminho e foram todos ter a um campo recentemente lavrado. O caminho era estreito, mas cada um lá conseguiu inverter a marcha e finalmente encontrar o caminho certo.
 
Foi um percurso que embora poeirento, foi compensador pela paisagem, já com as gestas brancas a florir.
Chegados ao destino, todos tentaram fazer bulir a enorme rocha – A Pedra Bolideira.
Até os mais pequenos, em conjunto lá se foram esforçando para a verem mexer (bulir).

 

 
A vara colocada debaixo da rocha, não deixava dúvidas, ela bulia mesmo.  
Alguns foram explorando o local, galgando a vegetação e encavalitando-se nas rochas circundantes para terem uma visão privilegiada sobre os “valentes”, quais Obelix abanando não o menhir, mas a Pedra Bolideira.
Concluía-se aqui as visitas programadas para este fim-de-semana diferente.
Chegados a Águas Frias era hora de recolher as malas e com elas às costas e algumas alheiras no saco.

Agora era rumar novamente para a cidade da Maia.

 

Espero que tenham saído mais enriquecidos por esta diferente realidade, e com saudades das Gentes que com prazer as acolheram.
Foi um fim-de-semana diferente.
Parabéns à instituição que o proporcionou – a Maianima; às crianças e jovens que deram uma lufada de ar fresco a esta aldeia, aos pais que com a sua boa disposição e abertura proporcionaram um convívio alegre e franco, trocando-se experiências e saberes.  
Não posso deixar de referir a colaboração do Sr. Presidente da Câmara que proporcionou a visita aos Museus da Cidade de Chaves e disponibilizou o excelente (em todos os aspectos) do Auditório da Academia das Artes (recentemente inaugurado).
Ao Presidente da Junta de Freguesia de Águas Frias (Romeu Gomes) que além de vários tipos de ajuda à concretização do projecto da Maianima, sempre esteve presente, qual anfitrião que quer, tem prazer e sabe receber quem visita a sua Terra.
Prazer também demonstraram as Gentes de Águas Frias.
Entre elas, e não menorizando todos os outros, não seria justo se não referisse a “tia Lila”, que com a sua inteira disponibilidade, o seu desinteressado trabalho e essencialmente como seu sentido de humor que contagiou todos os que com ela privaram.
 
Um bem-haja aos organizadores e colaboradores (Ricardo e Carlos Frazão), que tornaram possível esta visita, não podendo deixar de referir, dois elementos que segundo a minha apreciação pessoal foram fundamentais no impecável planeamento, programação, organização, concretização deste intercâmbio pessoal e cultural entre estas duas realidades (Maia e Águas Frias) – a Edite e o Augusto Silva (corro o risco de dizer que sem eles nada disto seria o mesmo – esta é a minha opinião que por ser pessoal, é da minha inteira responsabilidade).
 
Em jeito de avaliação (tanto se fala dela) e sem grelhas, ou portfolio, mas sim com a análise da vivência penso que os Objectivos do projecto da Maianima foram cabalmente cumpridos.
E,… quem ficou a ganhar foram, …. as Gentes da Maia e as Gentes de Águas Frias.

 

 
Nota: As fotos apresentadas neste post  (a maioria delas foram captadas e gentilmente cedidas por Mário Cortez) e ainda muitas outras que aqui não couberam, podem ser visualizadas em (clicar em cima de cada nome):
Águas Frias (Maianima)
 
 

Como nos estamos a aproximar da época pascal aproveito para desejar

 FELIZ  E SANTA

 

PÁSCOA

 

a todos os habitantes de Águas Frias, a todos os aquafrigidenses espalhados pelo país e pelo mundo, a todos os que não sendo de Águas Frias a sentem como sua, a todos os que a visitam e a todos os que vão passando por aqui, visitando virtualmente nacos da Vida, Gentes e Aldeia de Águas Frias.

 

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Mário Silva 📷
19
Mar09

MAIANIMA vai voltar a animar Águas Frias e Chaves


Mário Silva Mário Silva

 

No último “post” referia as ruas vazias de gente e como reinava o silêncio pela Aldeia de Águas Frias, mesmo sendo dia de Carnaval.
 
Mas hoje trago uma boa-nova: as ruas da Aldeia vão voltar a encher-se de crianças e adultos, vão voltar-se a ouvir vozes e risos de crianças e jovens, … e muitos adultos, pais dessas crianças/jovens, que visitarão e se misturarão com a comunidade aquafrigidense.
 
Tal como no ano passado, na altura das vindimas, Águas Frias abraçou a esta gente maiata, ávida de conhecimento de outras realidades, rurais, que não a citadina e também trazendo os seus costumes, a sua maneira de falar e outro tipo de conhecimento.
 
A prever pela avaliação da actividade, um pouco semelhante à do ano transacto, será certamente uma mais-valia para a Comunidade de Águas Frias e para as crianças/jovens e adultos que vêm da cidade da Maia.
 
 
Todas estas actividades sob o título “Páscoa com Natureza” estão previstas para os dias 28 e 29 de Março e  são promovidas pela
A responsável pelo projecto é a “filha da Terra”, Edite da Conceição Teixeira Rodrigues da Silva.
Assim, transcrevo uma mensagem que ela própria deixa a todos os aquafrigidenses (residentes/resistentes, amigos, e todos os visitantes desta pequena e bela aldeia flaviense:
 
Amigos e conterrâneos
Esta é mais uma iniciativa arrojada da Maianima que, apesar da crise instalada, mantém os seus propósitos de proporcionar ao público que serve, não só os aspectos académicos mas principalmente os afectivos, a partilha e a amizade. Estes valores não constam da Bolsa de Valores nem têm cotação no mercado, e apesar de serem gratuitos as pessoas recusam-se a partilhá-los.
Vamos, pelo menos àqueles que se cruzam nas nossas vidas, abrir-lhes o coração, as portas da nossa Cidade e principalmente, a porta do nosso berço, a nossa pequena aldeia de Águas Frias. Estes meninos merecem.
Às pessoas de Águas Frias faço já o convite para assistirem ao nosso teatro e agradeço a paciência e o carinho que estão dispostos a partilhar.
 
Agradeço desde já a colaboração do nosso respeitoso Presidente da Câmara, Dr. João Batista pela sua simpatia e disponibilidade. O nosso teatro só é possível porque existe por parte dessa Câmara o reconhecimento de que actividades destas vão com certeza beneficiar o bem-estar das nossas crianças.
 
Agradeço à professora Fernanda de Águas Frias a forma dinâmica e simpática como acolheu este convite. Espero que os meninos correspondam.
 
Um agradecimento especial ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Águas, Romeu Alves Pires Medeiros Gomes , que sem o seu dinamismo e amizade, este Projecto ficaria pelos 20% de sucesso. Foi e é neste processo o meu “braço direito”.
 
Um abraço
Edite Silva
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Também vos deixo o Projecto que tem por base este interessantíssimo intercâmbio entre realidades diversas (urbana / litoral e rural / do interior transmontano).
 
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NOME DO PROJECTO: Páscoa com Natureza
 
ENTIDADE PROMOTORA: MAIANIMA-SOLIDARIEDADE SOCIAL E CIDADANIA, CRL. COM O APOIO DA FREGUESIA DE AGUAS FRIAS.
 
DATA: 28 e 29 de Março de 2009
 
RESPONSÁVEL PELO PROJECTO: EDITE DA CONCEIÇAO TEIXEIRA RODRIGUES E SILVA
PÚBLICO ALVO: ALUNOS DO 5ºAno e RESPECTIVOS PAIS ( 60 pessoas aproximadamente)
 
 
OBJECTIVOS E METODOLOGIA DA VISITA DE ESTUDO:
  1. Orientar actividades pedagógicas
  2. Proporcionar actividades lúdicas
  3. Promover a cidadania
  4. Partilhar os resultados das iniciativas culturais
  5. Conhecimento e divulgação da região flaviense
 
Em conformidade com o projecto educativo da Maianima, CRL, esta visita de estudo proporciona:
 
1-    ACTIVIDADES PEDAGÓGICAS
Indo de encontro ao programa de Ciências da Natureza, esta visita de estudo pretende por em contacto directo os alunos com a natureza.
Deste contacto poderão descobrir:
·         Onde existe vida
·         Diversidade dos seres vivos e as suas interacções com o meio
·         Diversidade nos animais
·         Diversidade nas plantas:
Plantas com flor: raiz, caule, folha e flor
Plantas sem flor: rizóide, caulóide, filóide
·         Materiais terrestres: Ar, água, solo e rochas
 
Nesta visita poderemos fazer uma abordagem ao programa de História e Geografia:
 
 
·         Localização geográfica da região
·         Tipo de relevo
·         Tipo de clima
·         Tipos de vegetação
·         Comunidades recolectoras - Recolha de frutos silvestres e raízes
·         As comunidades agro-pastoris
·         Os romanos
·         A Idade Média
 
Na aldeia as crianças terão oportunidade de descobrir vida debaixo da terra, debaixo das cascas de árvores, dentro da água dos tanques, nos charcos…
Serão apresentados várias espécies de seres vivos, o que comem, como se reproduzem, como se deslocam, como interagem e os diversos ecossistemas.
Para um melhor aproveitamento, nesta actividade dividiremos o grupo em pequenos grupos de modo a que cada um apresente, no final as diferentes formas de vida que encontrou.
 
 
Para o programa de História e Geografia propomos um passeio a pé até ao castelo de Monforte do Rio Livre de onde poderão avistar montes e serras que os elucidará acerca das formas de relevo e consequente motivo de desertificação. Poderão apreciar os vários tipos de vegetação e árvores predominantes desta região e relacioná-las com o clima.
 

 

 

Nas imediações do castelo ser-lhe-á explicado a importância das feiras na Idade Média e a sua continuidade até aos nossos dias.
As comunidades recolectoras serão mencionadas (dentro do possível) através da colheita de frutos silvestres e algumas raízes de plantas comestíveis.
Num acampamento selvagem vivenciarão as condições de outras comunidades sedentárias mas de fracos recursos económicos.
 
Também aqui serão mencionadas as principais actividades económicas da região.
Para melhor conhecimento da influência romana, nada melhor do que um passeio pela cidade de Chaves, onde encontrarão vestígios e monumentos romanos bem como as características medievais de algumas ruas e monumentos (Pelourinho).
 

 

 

Contaremos ainda com as visitas aos principais museus da cidade de Chaves, que complementarão todos estes conhecimentos.
 
 
 
2- ACTVIDADES LÚDICAS
 
·      Apresentação da Peça de Teatro “A Floresta” de Shofia de Mello Breyner
·      Culinária
 
A peça de teatro será apresentada no dia 28 (Sábado) pelas 21h no Auditório da Academia de Artes da Cidade de Chaves.
Serão convidadas todas as crianças do 1º e 2º ciclo, uma vez que, a obra literária que serviu de inspiração a esta peça faz parte do programa curricular de Português do 5º e 6º ano.
 
 
Imagens captadas no ano passado, durante a noite cultural que a Maianima presenteou à comunidade de Águas Frias
 
Na parte de culinária as crianças terão oportunidade de confeccionar o pão que irão comer. A confecção será feita pelo processo tradicional: amassar, levedar naturalmente e cozer em forno de lenha.
 

 

 
 
Também terão oportunidade de fazer e comer o tradicional folar de Chaves.
 
 
 
3- PROMOVER A CIDADANIA
Com esta actividade pretendemos um contacto estreito com a comunidade dando a conhecer as diferentes formas de vida e respeitando-as de acordo com:
 
·         Opiniões
·         Valores
·         Linguagem
·         Vestuário
·         Gastronomia
·         Religião
 
As crianças estão sensibilizadas para o facto de a comunidade ser idosa e que esta visita lhes levará alegria. Eles sentem-se mais disponíveis para as relações sociais porque, inverno findo e Páscoa que se aproxima, é preciso sacudir tudo: casa, corpo e mente.
Ainda neste contexto, os pais e as crianças serão convidados a participar na Eucaristia de Domingo. As crianças farão as leituras e cânticos.
 

 

 

4- PARTILHAR AS INICIATIVAS CULTURAIS
Dada a escassez do tempo, a iniciativa do teatro constituirá a nossa forma de partilhar cultura.
Tentaremos trazer connosco outras formas de cultura: vocabulário, tradições, ementa, canções…
 
5- CONHECIMENTO E DIVULGAÇÃO DA REGIÃO FLAVIENSE
Pretende-se com esta visita dar a conhecer aos visitantes as riquezas da região: cultura, arte, gastronomia, etc.
Poderá fazer-se uma “feira” onde se possa ter contacto e adquirir alguns produtos da região: batata, cebola, mel, pão centeio, pastéis de Chaves, folar, vinho, leitão, presunto, carne de vitela, cordeiro etc. 
Através da visita guiada aos museus e à cidade, os visitantes poderão apreciar o que de melhor há na região e desta forma poderem proceder à sua divulgação.
 
Contaremos com a presença do Exmo. Sr. Presidente da Freguesia de Águas Frias, com alguns serviços da Câmara Municipal de Chaves e com toda a população da freguesia.
Os horários das actividades ficam sujeitos a confirmação por parte do Exmo. Sr. Presidente da Freguesia de Águas-Frias.
 
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Estou certo que será um fim de semana diferente …
 
As fotos que ilustram este “post” são do arquivo do ano passado e de como foi uma realidade de confraternização, alegria, enriquecimento cultural, de linguagem, gastronómica, em que cada um saiu mais enriquecido, penso que vale a pena reviver.
 

 

 

 
 
Até 28 e 29 de Março com o compromisso de dar a conhecer da forma como esses dias serão vivenciados.

 .

 .

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Mário Silva 📷
12
Out07

Águas Frias (Chaves) - Maianima Águas Frias


Mário Silva Mário Silva

Tal como prometido, venho hoje, descrever e ilustrar o passado “Fim-de-Semana Diferente” em Águas Frias.
Foi, de facto diferente … e, de certo, não deixou indiferente todos os que o vivenciaram.
Águas Frias, fervilhava com tanta gente e com tantas actividades.
Pelas ruas ouviam-se, como há muito não se ouvia, tantas vozes de crianças/jovens … parecia que os sons eram os de tempos passados.
Mas o presente, trouxe, além da alegria estampada no rosto das crianças, o o ar surpreso, afável e satisfeito da população de Águas Frias.
O Programa elaborado pela Maianima que tinha como tema “À descoberta da Região Flaviense” foi cumprido na íntegra.
Também na íntegra, e para ilustrar o modo como foi vivenciado estes dias, vou transcrever um texto elaborado por um desses jovens:
 
Maia, 10 de Outubro de 07
 
Diz a canção:
“ Vai para a aldeia, vai para a cidade, vai para a tua terra e faz comunidade “.
E lá fomos nós, da cidade da Maia, Vermoim, para a aldeia de Águas Frias. Fizemos tudo o que estava no programa. Começamos por fazer o pão centeio para comer à noite e a marmelada para comermos nos lanches ao longo do ano.

Durante a manhã ainda nos sobrou tempo para irmos de porta em porta convidar as pessoas da aldeia para assistir ao nosso espectáculo cultural.
Almoçamos no Quim Russo e seguimos a pé rumo ao Castelo de Monforte do Rio Livre. Aí, tivemos uma boa lição de História feita pelo professor Mário Silva. Depois, separados por grupos, fomos à procura das várias espécies de seres vivos existentes naquela região.

 

 

 

Fizemos um registo muito completo de espécies animais e vegetais. Até os nossos amigos da cidade sentiram prazer em levantar as pedras e mexer nas minhocas e nas lagartas.
Quando descemos para a aldeia, esperava-nos um lanche abastado e reconfortante.
O grande momento do dia, aconteceu por volta das 21h quando, reunidos com muitas pessoas das aldeias da freguesia e com os nossos colegas da escola de Águas Frias, apresentamos a nossa peça de teatro “Recados”. No nosso teatro faz-se uma abordagem aos preconceitos e outras formas de exclusão social, sensibilizando todos para os reais problemas sociais.

Todos desempenharam bem o seu papel, até os pais nos surpreenderam com as danças de folclore e o grupo de cantares populares portugueses. Os momentos de poesia do Hélio, Melanie e Margarida fizeram-nos muito bem.

 

A noite no campismo foi agitada, mas o desconforto que sentimos fez-nos valorizar a nossa casa e a nossa cama confortável.
Não nos custou muito levantar às 7h porque tínhamos de aproveitar bem o dia. Recebemos os amigos das aldeias vizinhas e partimos para a vindima. Éramos cerca de 50 crianças e está claro que com esta quantidade de gente a vindima fez-se num ápice.
 
Engraçado foi a carroça e o cavalo do Toninho aparecer com o pequeno-almoço lá no meio do monte. Comemos bem e restauramos forças para fazermos os jogos tradicionais.
O autocarro foi-nos buscar depois de almoço e levou-nos até Chaves para uma visita aos museus: Militar, Museu de Arte Sacra e Museu da Região Flaviense. Ainda fizemos uma visita à Igreja de Santa Maria Maior, ao Pelourinho e a toda aquela parte medieval envolvente.
A romanização foi mencionada nas Termas e na visita à Ponte Romana.
Antes do abastado lanche em conjunto, ainda tivemos tempo para ir visitar a Pedra Bolideira.
À noite, fizemos o ensaio das leituras e dos cânticos para a Eucaristia Dominical.
Domingo, com a nossa participação na Eucaristia, merecemos um elogio por parte do Sr. Padre Hélder, que, depois de ter assistido ao nosso programa cultural e de saber tudo o que fizemos, nos disse que tínhamos feito “uma boa acção social e uma verdadeira comunidade”.
 
Esperamos que sim, que este tenha sido um momento de alegria para todos e que se repita.
Todo o programa foi possível e agradável porque tivemos a participação dos nossos pais, do nosso querido Carlos Frazão (responsável pelo teatro e representante da Câmara Municipal da Maia), do Presidente de Águas Frias, da Câmara Municipal de Chaves, de toda a população de Aguas Frias e crianças da escola, dos nossos convidados Hélio e Melanie, ao professor Mário Silva que se destacou no seu papel de professor, cozinheiro e organista, à tia Lila que cedeu a própria cama para os nossos pais ficarem alojados, etc .
Em nome dos meus colegas, deixo aqui o nosso muito obrigado a todos pelo fim-de-semana que nos proporcionaram.
Diogo Silva - 9º ano.
 
***
Fazendo um balanço, diria que foi uma pequena e breve mas rica experiência de vida, que irá ficar na memória de cada jovem (e seus pais) que visitou Águas Frias e que não deixará no esquecimento aos Aquafrigidenses que a viveram e participaram.
Foi, de facto, uma partilha de saberes, costumes, tradições … enriquecendo cada um individualmente e as duas Comunidades em geral.
 
É de enaltecer e louvar a cuidada planificação, organização e execução deste fim-de-semana diferente, promovido pelos representantes da Maianima, CRL e a colaboração directa e participativa do Pelouro da Cultura da Maia, na pessoa de Carlos Frazão e do Presidente da Junta de Freguesia de Águas Frias, Romeu Gomes, assim como o apoio das Câmaras Municipais da Maia e de Chaves.
Penso, que o intercâmbio cultural passa por iniciativas deste género. Assim, espero que esta seja a primeira de muitas outras…
Como dizia a canção:
 “Vai para a Aldeia, vai para a Cidade, vai para a tua terra e faz Comunidade …”
***
Mário Silva 📷

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