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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

27
Dez25

"Chuva, chuva, chuvinha ..."


Mário Silva Mário Silva

"Chuva, chuva, chuvinha ..."

27Dez Gemini_Generated_Image_8svu4j8svu4j8svu_ms.j

A fotografia de Mário Silva é um retrato intimista de um dia de chuva suave e persistente, traduzido no diminutivo afetuoso de "chuvinha".

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O Ambiente: A cena é dominada por uma atmosfera de serenidade e quietude, típica dos dias de precipitação leve no campo ou numa alameda de árvores.

O ar está denso e a luz é difusa e baixa, filtrada por um céu completamente cinzento.

As Texturas: O chão, escuro e encharcado, está saturado de água, revelando reflexos suaves e distorcidos das árvores circundantes.

As superfícies das pedras e dos troncos (que se apresentam despidos ou com folhagem escassa) estão lustrosas e escorregadias, evidenciando o percurso das gotas de água.

A Paleta Cromática: A paleta de cores é composta por tons húmidos e suaves: o castanho escuro e molhado da terra e da madeira, o verde-vivo do musgo que se destaca na humidade e os múltiplos tons de cinzento do céu e da bruma.

O Sentimento: A imagem transmite uma sensação de limpeza, renovação e melancolia pacífica, onde o mundo parou para beber a água que o sustenta.

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A Canção de Embalar da "Chuvinha" – O Poema Silencioso da Água

O título "Chuva, chuva, chuvinha ..." é mais do que uma observação meteorológica; é uma pequena canção de embalar que a natureza murmura ao mundo.

Não se trata da tempestade violenta, da fúria do céu que quebra os ramos, mas sim da persistência terna e vital da água que cai.

Mário Silva, ao escolher o diminutivo, convida-nos a concentrarmo-nos não no poder do fenómeno, mas na sua delicadeza acústica e poética.

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O Som que Pede Silêncio

A chuvinha tem uma qualidade sonora paradoxal: é o som da água que, ao cair, exige silêncio para ser ouvido.

É o tique-taque suave e constante que toca na folha, no telhado, na poça.

Esta melodia húmida convida à introspeção e ao recolhimento.

É o tempo em que o exterior se torna secundário e o lar, ou a nossa alma, se torna o centro do universo.

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Na nossa paisagem, a chuvinha não é uma interrupção; é um ritual.

É ela que traz de volta o verde intenso ao musgo, que alisa o chão de terra e que enche de mistério os caminhos rurais, transformando-os em espelhos quebrados que refletem o céu.

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A Gota e a Eternidade

A água, neste seu estado mais suave, é o agente de regeneração mais vital.

Cada gota que cai na terra seca não é um fim, mas um começo.

"Chuva, chuva, chuvinha..." é a certeza de que a terra beberá o que precisa para germinar a primavera futura.

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A fotografia, ao congelar este momento de entrega e humidade, celebra a beleza da necessidade.

Ensina-nos que a vida não precisa de grandes cataclismos para se renovar, mas sim da paciência e da persistência de gestos pequenos e contínuos.

A chuvinha é o pulso suave e eterno do mundo, a promessa de que, por mais cinzento que o dia pareça, a vida está sempre a beber e a preparar-se para florescer.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Dez25

"Advento -(Rorate, caeli) - "Desça o orvalho do alto dos céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador.""


Mário Silva Mário Silva

Advento -(Rorate, caeli)

"Desça o orvalho do alto dos céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador."

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A fotografia, captada por Mário Silva, apresenta a torre sineira da Igreja Matriz de Águas Frias, em Chaves, sob um enquadramento dramático e evocativo do tempo do Advento.

O ângulo de visão é baixo, acentuando a verticalidade e a imponência da torre de pedra granítica, que domina a composição e se eleva contra um céu azul pontuado por nuvens.

A arquitetura é robusta, de um estilo barroco sóbrio, visível no corpo principal branco e no remate da torre com os seus pináculos e a cruz no topo.

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Destaca-se um elemento de contraste sazonal e simbolismo litúrgico: a imagem está artisticamente tratada com um efeito de neve a cair em primeiro plano.

Estas "gotas" brancas e brilhantes preenchem o espaço, simulando a precipitação e a ideia de "orvalho" e "chuva" mencionadas na citação bíblica (Rorate, caeli), conferindo um toque de mistério e expetativa.

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À direita, parte de uma árvore de folhagem verdejante contrasta com a neve e a pedra, adicionando um elemento de vida e cor.

No centro da torre, um relógio marca as horas, simbolizando a passagem do tempo e a espera.

Em primeiro plano, no canto inferior esquerdo, vê-se parte de um pilar de pedra trabalhado, típico da arquitetura religiosa local, que enquadra e protege o olhar.

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A fotografia funde a realidade arquitetónica da aldeia transmontana com o simbolismo da fé, criando uma imagem que é, simultaneamente, um registo documental e uma meditação poética sobre a espera do Natal.

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Advento - O Clamor do "Rorate, caeli"

O título "Advento -(Rorate, caeli)" e a citação profética que o acompanha — "Desça o orvalho do alto dos céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador." (uma adaptação de Isaías 45:8, na Vulgata) — remetem para um dos mais belos e profundos temas da liturgia cristã: o tempo do Advento.

Este é um período de quatro semanas que antecede o Natal, marcado pela vigilância, penitência e, sobretudo, ardente expetativa da vinda do Salvador.

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O Significado do Clamor Profético

A expressão latina "Rorate caeli desuper" significa "Destilai, ó céus, o vosso orvalho do alto".

É o Intróito (Canto de Entrada) tradicional de uma missa votiva da Virgem Maria celebrada no Advento, popularmente conhecida como Missa Rorate.

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O Orvalho e a Chuva: O "orvalho" e a "chuva" simbolizam a graça divina e a descida do Messias, Jesus Cristo.

Na mentalidade bíblica, o orvalho é uma bênção que vivifica a terra seca; o Justo (o Salvador) é a água de vida que a humanidade anseia para sair da sua aridez espiritual.

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Abertura da Terra: O pedido "Abra-se a terra e germine o Salvador" exprime o anseio da criação e da humanidade.

É a oração para que a terra, que está "fechada" pelo pecado original, se torne fecunda pela intervenção divina, dando à luz a Salvação.

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Expetativa e Anseio: Este texto, cantado em canto gregoriano, reflete o clamor dos profetas e, simbolicamente, o anseio da Igreja ao longo da História pela primeira vinda de Cristo (o Natal) e a segunda vinda (no fim dos tempos).

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A Missa Rorate e o Símbolo da Luz

A Missa Rorate é tradicionalmente celebrada antes do amanhecer nos sábados do Advento (dedicados à Virgem Maria).

A sua simbologia é poderosa:

A Escuridão: A celebração começa na escuridão da madrugada, com a igreja iluminada apenas pela luz das velas trazidas pelos fiéis.

Esta penumbra representa o mundo envolto nas trevas do pecado e na noite de espera antes da Vinda de Cristo.

A Luz que Cresce: À medida que a missa avança, a luz da aurora começa a surgir e, no fim da celebração, o templo é inundado pela luz do sol nascente.

Este é o símbolo de Cristo, o Sol Nascente (Oriens) prometido pelos profetas, que vem dissipar as trevas.

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A Igreja de Águas Frias na Espera

Ao escolher a Igreja de Águas Frias, em Chaves, como cenário, o fotógrafo Mário Silva enquadra esta meditação teológica numa realidade concreta e portuguesa.

A pedra granítica da igreja (ver-se na fotografia) evoca a solidez e a longevidade da fé nas comunidades transmontanas.

O efeito de neve e orvalho sobre o edifício (como se sugere na descrição visual) torna-se a materialização da súplica litúrgica: a promessa de Salvação desce sobre a casa de Deus e sobre a comunidade reunida.

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O Advento não é apenas um tempo de memória, mas um apelo à conversão e à vigilância ativa.

A imagem da torre, robusta, mas coberta pelo suave "orvalho" divino, convida o observador a preparar o coração para receber Aquele que está para vir, lembrando que a luz, mesmo que comece com uma simples vela na escuridão, acabará por inundar o mundo.

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Texto & Fotografia (tratada): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Nov25

"Depois da chuvada" – Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Depois da chuvada"

Mário Silva

24Nov DSC08936_ms

A fotografia de Mário Silva capta uma cena de natureza, um pequeno ribeiro a correr suavemente por uma área de bosque, sob a luz difusa que se segue a uma precipitação.

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O Curso de Água: O elemento central é a água do riacho, que corre cristalina sobre um leito de pedras e seixos arredondados.

A água é rasa e espelha a luz do céu e as árvores nas margens, criando reflexos ténues e cintilantes.

O nível da água, ligeiramente elevado, e a presença de lodo húmido e folhas caídas nas margens sugerem que a chuvada acabou de cessar.

As Margens: A margem esquerda está densamente coberta por vegetação verde escura, musgo, e terra encharcada, destacando-se as raízes expostas das árvores que se agarram ao solo.

A Luz: A iluminação é de final de tarde, com o sol baixo (ou a sair por detrás das nuvens) a atravessar a folhagem das árvores mais altas na parte superior direita.

Esta luz quente, em contraste com o ambiente húmido e escuro do ribeiro, confere uma atmosfera de serenidade e renovação.

O Enquadramento: O enquadramento em plano picado (de cima para baixo) acentua o brilho e a fluidez da água, transmitindo uma sensação de quietude e ar puro, típica do momento "Depois da chuvada".

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A Chuvada e a Alma Transmontana — O Ciclo da Renovação

Em Trás-os-Montes, a chuvada não é apenas um fenómeno meteorológico; é um acontecimento fundamental que molda a paisagem, a economia e o temperamento das suas gentes.

A fotografia "Depois da chuvada" representa o momento exato em que a natureza respira aliviada, um instante de tranquilidade e saturação de vida que é essencial para a identidade desta região do Norte de Portugal.

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O Inverno Húmido e a Benção da Água

Trás-os-Montes, especialmente a Terra Fria, é caraterizada por um clima continental que traz invernos rigorosos e, crucialmente, períodos de precipitação intensa.

O granito, o solo e o sistema agrícola da região dependem diretamente desta afluência de água:

Vitalidade Agrícola: É a chuva que nutre os soutos (castanheiros), os carvalhais e as culturas de sequeiro.

A cena do ribeiro a correr suavemente após a chuvada simboliza a reposição da água nas ribeiras e nas nascentes, garantindo a vitalidade dos campos.

O Sabor da Terra: A qualidade dos produtos transmontanos, desde a castanha até aos cogumelos (cuja aparição é determinada pela humidade), está intrinsecamente ligada à sazonalidade e à pluviosidade.

A chuva é a promessa de uma boa colheita e de um solo fértil.

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A Sensação de "Depois da Chuvada"

O momento capturado na fotografia é rico em emoções e sensações que são universais, mas agudizadas na rusticidade transmontana:

O Aroma da Terra: O cheiro a terra molhada, a “petricor”, é a fragrância da floresta purificada.

A Quietude: O som da chuva intensa cede lugar ao murmúrio suave do ribeiro e ao silêncio das árvores encharcadas.

A Limpeza: A água remove o pó do verão e revela as cores mais saturadas da vegetação e das pedras.

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A Metáfora da Resiliência

Na cultura transmontana, o ciclo da água reflete a resiliência do seu povo.

Tal como as raízes das árvores se agarram à terra húmida para resistir à erosão (como se vê na margem do ribeiro), o povo da região agarra-se à sua terra, resistindo à adversidade.

A chuvada, por vezes avassaladora, é sempre seguida pela serenidade e pela renovação — um ciclo perpétuo de dificuldade e superação.

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A cena do riacho, iluminada pelo sol que regressa, é um lembrete de que, mesmo após as tempestades mais fortes, a luz e a vida voltam a fluir, prometendo a fertilidade e a continuidade.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Nov25

O Bosque Despido (poema)


Mário Silva Mário Silva

O Bosque Despido

14Nov DSC02741_ms

 

De tronco esguio, erguido ao frio,

Veste o carvalho a nudez crua,

E a floresta, num mar vazio,

Espera a folha que recua.

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A rede de ramos ao alto,

Desenha o céu limpo e distante,

Um véu tecido em desalento,

De um inverno que é gigante.

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No chão dorme a cor de castanho,

A seda que o outono teceu,

Tudo em repouso, tudo estranho,

A glória que em pó se perdeu.

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Caminha o olhar pela linha,

Dos troncos que o tempo deixou,

A lição que a seiva ensina,

Na força que a vida guardou.

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Haverá um sol, uma prece,

Que chame a folha e o verde-novo,

E a vida que sempre acontece,

No chão deste humilde povo.

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Aguarda a terra, em paz serena,

O beijo da chuva que venha,

E o bosque, na sua cena plena,

Será de novo um ninho e lenha.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Mar25

As Flores de Cerejeira em Dia de Chuva


Mário Silva Mário Silva

As Flores de Cerejeira em Dia de Chuva

29Mar DSC04945_ms

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Sob o véu cinzento da chuva fina,

Despertam as cerejeiras em flor,

Pétalas brancas, leves como sina,

Dançam ao som do céu em clamor.

Oh, natureza, teu canto é divino,

Unindo água e flor num só destino.

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Gotas cristalinas acariciam o ar,

Cada uma um espelho de pura luz,

Nas flores delicadas a se formar,

Um brilho subtil que o tempo conduz.

Encanta-me, chuva, teu doce rumor,

Pintando de vida o silêncio em flor.

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Ramos curvados, um gesto gentil,

Sob o peso leve da água a cair,

Cada pétala guarda um segredo subtil,

Um sonho que o vento vem libertar.

Oh, flores de cerejeira, rainhas do céu,

Na chuva, vosso reinado é mais belo.

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O mundo se veste de tons suaves,

Verde e branco em harmonia a fluir,

A chuva sussurra antigas traves,

Histórias que as flores vêm reviver.

Encantamento brota de cada gota,

Um laço eterno entre terra e a nota.

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Sob o olhar atento da brisa fria,

As flores resistem, firmes e puras,

A chuva as banha, em melodia,

Renovando suas formas tão seguras.

Oh, espírito da chuva, guia gentil,

Guarda este instante, eterno e subtil.

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Que a dança das cerejeiras perdure,

Sob a chuva que cai em suave canção,

Que o tempo pare, que o mundo se cure,

Neste encontro de graça e emoção.

Encantamento eterno, flor e água unidas,

Na obra de Mário, a beleza erguida.

 

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Nov24

"As chuvas outonais transformam as tímidas finas linhas de água em vigorosos caminhos de fonte de Vida - a água"


Mário Silva Mário Silva

"As chuvas outonais transformam as tímidas finas linhas de água em vigorosos caminhos de

fonte de Vida - a água"

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A fotografia de Mário Silva captura um momento de transformação na natureza, com foco na força revitalizante da água após as chuvas outonais.

A imagem retrata um pequeno riacho no meio a uma mata, onde a água, antes restrita a finas linhas, agora corre vigorosa, criando pequenas poças e refletindo a luz do sol através das árvores.

A paleta de cores é predominantemente verde e castanha, com tons quentes que evocam a sensação de um outono ameno.

A composição da imagem é harmoniosa, com as linhas sinuosas do riacho conduzindo o olhar do observador para o interior da floresta.

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A fotografia simboliza o ciclo da vida e a importância da água para todos os seres vivos.

As chuvas outonais, que revitalizam a paisagem, representam um momento de renovação e esperança.

A imagem captura a beleza e a força da natureza, que, apesar das adversidades, encontra sempre um caminho para se renovar.

A fotografia, além da sua beleza estética, possui um profundo significado para as comunidades rurais, especialmente as aldeias transmontanas.

A água é um recurso essencial para a vida nessas regiões, sendo utilizada para consumo humano, agricultura e pecuária.

A imagem lembra-nos da importância de preservar os recursos hídricos e de adotar práticas sustentáveis.

A água sempre esteve presente na cultura e na história das comunidades rurais.

Ela era fonte de vida, mas também de inspiração para poetas, artistas e músicos.

A fotografia de Mário Silva evoca essa rica tradição cultural, conectando o presente com o passado.

A fotografia apresenta uma composição equilibrada e uma excelente qualidade técnica.

A luz natural, que penetra entre as árvores, cria uma atmosfera mágica e convidativa.

A profundidade de campo permite ao observador apreciar os detalhes da paisagem, desde as folhas das árvores até as pequenas pedras no leito do riacho.

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As aldeias transmontanas, com as suas paisagens montanhosas e clima mediterrânico, são fortemente dependentes da água.

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A água é utilizada para irrigar as culturas, garantindo a produção de alimentos para a subsistência das comunidades e para o comércio.

A água é fundamental para a criação de animais, como bovinos, ovinos e caprinos, que são uma fonte importante de renda para muitas famílias.

A água potável é essencial para a saúde e o bem-estar das populações rurais.

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Em resumo, a fotografia de Mário Silva "As chuvas outonais transformam as tímidas finas linhas de água em vigorosos caminhos de fonte de Vida - a água" é uma obra de arte que nos conecta com a natureza e com a nossa história.

A imagem lembra-nos da importância da água para a vida e da necessidade de preservar este recurso natural tão precioso.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Abr24

As flores de cerejeira após um dia de chuva


Mário Silva Mário Silva

 

As flores de cerejeira após um dia de chuva

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A fotografia mostra um ramo de flores de cerejeira branca pendurado numa árvore após um dia de chuva.

As flores estão húmidas e cobertas por gotas de água.

Algumas das pétalas estão caídas, mas a maioria delas ainda está intacta.

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As flores de cerejeira são conhecidas por sua beleza delicada e efêmera.

Elas florescem apenas por algumas semanas na primavera, e a sua beleza é ainda mais efêmera após um dia de chuva.

As gotas de água pesam nas pétalas e podem fazer com que elas caiam prematuramente.

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No entanto, as flores de cerejeira também são símbolos de esperança e renovação.

Elas florescem após o inverno, sinalizando o fim da estação fria e o início da estação mais quente do ano.

As gotas de água nas flores de cerejeira podem ser vistas como um símbolo da vida nova, que brota mesmo após os tempos difíceis.

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As flores de cerejeira após um dia de chuva podem simbolizar:

Beleza efêmera:

As flores de cerejeira são lindas, mas a sua beleza dura pouco tempo.

As gotas de água nas flores podem ser vistas como uma anotação de que a beleza é passageira.

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Esperança e renovação:

As flores de cerejeira florescem após o inverno, sinalizando o fim da estação fria e o início da estação mais quente do ano.

As gotas de água nas flores de cerejeira podem ser vistas como um símbolo da vida nova, que brota mesmo após os tempos difíceis.

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Resiliência:

As flores de cerejeira são capazes de suportar a chuva e o vento.

As gotas de água nas flores de cerejeira podem ser vistas como um símbolo da resiliência da natureza.

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Pureza e inocência:

As flores de cerejeira são geralmente brancas, que é uma cor associada à pureza e à inocência.

As gotas de água nas flores de cerejeira podem ser vistas como um símbolo da pureza da natureza.

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As flores de cerejeira após um dia de chuva são uma imagem bonita e comovente.

Elas podem simbolizar muitas coisas diferentes, dependendo da perspetiva do observador.

No entanto, todas elas compartilham um tema comum: a beleza da natureza e a efemeridade da vida.

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A fotografia é composta por uma gama limitada de cores, o que cria um efeito de serenidade e quietude.

A composição da imagem é simples, mas eficaz. O foco está nas flores de cerejeira, e o fundo é desfocado.

A imagem é bem iluminada, o que realça a beleza das flores.

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Testo & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
13
Out23

A vaquinha mansa no lameiro encharcado pelas abundantes chuvas - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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A vaquinha mansa no lameiro encharcado

pelas abundantes chuvas

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Era uma vez uma vaquinha mansa que vivia numa quinta no norte de Portugal. O seu nome era “Malhadinha”, e era uma vaquinha muito querida por todos. Era dócil e carinhosa, e adorava receber carinhos dos humanos.

Um dia, caiu uma chuva torrencial no interior norte de Portugal. A chuva foi tão forte que inundou o lameiro onde “Malhadinha” vivia. Ela ficou presa no lameiro, encharcada e com frio.

Os agricultores que trabalhavam na quinta ficaram preocupados com “Malhadinha”.

Eles tentaram resgatá-la, mas o lameiro estava demasiado encharcado e lamacento.

“Malhadinha” estava assustada. Ela nunca tinha estado numa situação tão difícil. Ela tentava manter-se firme, mas a lama estava escorregadia e ela estava a ficar, cada vez, mais cansada.

De repente, um rapazote chamado Roberto “Palheiro” apareceu no lameiro. Ele era filho de um dos agricultores que trabalhavam na quinta. Ele era um rapaz corajoso e bondoso, e decidiu salvar “Malhadinha”.

Roberto entrou no lameiro e começou a andar com cuidado na lama. Ele conseguiu, com muita dificuldade, chegar até a “Malhadinha” e ajudou-a a sair do lameiro.

“Malhadinha” estava muito feliz por ter sido salva. Ela lambeu João no rosto para, com este gesto, agradecer a sua libertação.

Roberto ficou feliz por ter salvado “Malhadinha”. Ele levou-a até ao estábulo, onde ela se secou e se alimentou.

“Malhadinha” nunca esqueceu o dia em que Roberto a salvou. Ela ficou-lhe muito grata por ter sido tão corajoso e bondoso.

No dia seguinte, a chuva parou e o sol voltou a brilhar. “Malhadinha” saiu do estábulo e foi até ao lameiro. Ela olhou em volta e lembrou-se do dia em que Roberto a salvou. Ela sorriu e agradeceu ao Deus das Vacas por ter encontrado um amigo tão especial.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Dez22

CHUVA CHUVINHA


Mário Silva Mário Silva

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CHUVA CHUVINHA

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Eia chuvinha boa

Tão boa que faz tudo esfriar.

Molha o chão bem molhadinho

Que faz a terra cheirar!

Ai que que chuva bem fresquinha

De água do céu a jorrar.

Cai no meu teto macia

Enche meus olhos de alegria

E faz o meu peito encharcar!

Oh chuva molhadeira

De preciosas gotinhas

Que corre no chão tão ligeira

E de espuma e bolinhas

Enche a corredeira!

É chuva que vem do céu

E faz chegar na terra

A cachoeira da ribeira.

E a semente que foi plantada

Sai verdinha despontada

Pra depois se tornar flor

E assim virar o grão

Que também se torna pão

Enche as mesas de alegria

E o  mundo enche de amor!

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__________          Carlos Lucena          __________

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Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Fev20

Águas Frias (Chaves) - ... o cume da serra ...


Mário Silva Mário Silva

 

O CUME DA SERRA

 

Águas Frias (Chaves) - ... e a neve cobrindo as serranias da vizinha Espanha ...... e a neve cobrindo o cume das serranias, da vizinha Espanha ...


No cume daquela serra
Plantei uma roseira
A rosa no cume cresce
A rosa no cume cheira

Quando cai a chuva grossa
A água o cume desce
O orvalho no cume brilha
O mato no cume cresce

 

Águas Frias (Chaves) - ... a água do ribeiro saltita por entre o arvoredo e os socalcos do seu leito ... 

... a água do ribeiro saltita por entre o arvoredo e os socalcos do seu leito ...


Mas logo que a chuva cessa
Ao cume volta a alegria
Pois volta a brilhar depressa
O sol que no cume ardia

E quando chega o Verão
E tudo no cume seca
O vento o cume limpa
E o cume fica careca

Águas Frias (Chaves) - ... refúgio, no meio da vinha ... ... refúgio, no meio da vinha ...

 


Ao subir a linda serra
Vê-se o cume aparecendo
Mas começando a descer
O cume se vai escondendo

 

Águas Frias (Chaves) - ... espreitando um castanheiro pelo buraco no tronco de outro velho castanheiro ...

... espreitando um castanheiro pelo buraco no tronco de outro velho castanheiro ...


Quando cai a chuva fria
Salpicos no cume caiem
Abelhas no cume picam
Lagartos do cume saem

 

Águas Frias (Chaves) - ... o cordeirinho negro, mas com a cauda de lã branca, para não ser a "ovelha negra do rebanho" ...... o cordeirinho negro, mas com a cauda de lã branca, para não ser a "ovelha negra do rebanho" ...

 


E à hora crepuscular
Tudo no cume escurece
Pirilampos no Cume brilham
E a lua no cume aparece

E quando vem o Inverno
A neve no cume cai
O cume fica tapado
E ninguém ao cume vai

 

Águas Frias (Chaves) - ... visão da Aldeia num dia de céu limpo, em pleno inverno ...... visão da Aldeia num dia de céu limpo, em pleno inverno ...


Mas a tristeza se acaba
E de novo vem o Verão
O gelo do cume derrete
E todos ao cume vão

Poesia tradicional portuguesa

 

Águas Frias (Chaves) - ... o belo altar mor da Igreja matriz ...

... o belo altar mor da Igreja matriz ...

 

 

 

Até breve !!!!

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
11
Jan20

Águas Frias (Chaves) ... Chove. Há Silêncio ...


Mário Silva Mário Silva

 

Chove.

Há Silêncio ....

 

Águas Frias (Chaves) - um "velho" puxador ... numa antiga porta ... ...

... um "velho" puxador ... numa antiga porta ...

 

"Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego..".

 

 

 

Aguas Frias (Chaves) - ... A cancela meio aberta ou ... meio fechada ...

... A cancela meio aberta ou ... meio fechada ...

 

Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...

 

Aguas Frias (Chaves) - ... um olhar restrito, para a Aldeia ...

... um olhar restrito, para a Aldeia ...

 

Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...

 

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Aguas Frias (Chaves) - ... a fonte ... que já foi de muito valor para a Aldeia mas que só ficou na memória dos mais antigos, da sua importância e valor para a Aldeia de então ...

... a fonte ... que já foi de muito valor para a Aldeia mas que só ficou na memória dos mais antigos, da sua importância e valor para a Aldeia de antão ..

 

 

 

Dias de hibernar
 
Inverno: frio... Chuva...
Hora de resgatar cachecol, luva
Botas, casacos... Pura elegância!
E neste quesito, já tenho vivência.
Bom seria não ter que sair.

 

 

Aguas Frias (Chaves) - ... uma casa restaurada em cor vibrante ...

... uma casa restaurada ... em cor vibrante ...

 

Um café ou chá quentes
O escalda-pé ou aspirina
O inverno nos deixa dormentes
Apegados à cama, é sina.

 

Aguas Frias (Chaves) - ... o cordeiro e a Aldeia como fundo ...

... o cordeiro e a Aldeia como fundo ...

 

 

Ainda que o frio lá fora
Embace o vidro e a alma
O sereno fino cai e chora
A solidão da noite calma.

 

Aguas Frias (Chaves) - ... pôr do sol neste pequena, mas bela Aldeia transmontana ...

... pôr do sol neste pequena, mas bela Aldeia transmontana ...

 

 

No termômetro: grau negativo
O nevoeiro lá fora anuncia:
Não há nada mais convidativo
Que vinho em boa companhia.
 
Giancarlo Kind Schmid
 
 
 
 
Até breve !!!
 
 
 
 
 
 
 
Mário Silva 📷
17
Nov19

Águas Frias (Chaves) - ... o outono avança e com ele chegam as chuvas, o "frio de rachar", o nevoeiro de manhã, as geadas à noite e até a neve já faz a sua aparição ... afinal, estamos em Trás-Os-Montes ...


Mário Silva Mário Silva

 

... o outono avança ...

e com ele chegam as chuvas;

a "água é fria"; 

o "frio de rachar";

o nevoeiro de manhã;

as geadas à noite;

e até a neve já faz a sua aparição ...

... afinal, estamos em Trás-Os-Montes ...

... e a lareira já está acesa !!!

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... depois de uma noite de geada, as folhas caídas transformaram-se em belas peças de "filigrana" de um branco cristalino ...

... depois de uma noite de geada, as folhas caídas transformaram-se

em belas peças de "filigrana" de um branco cristalino ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o pastor levando, pelo braço, o cordeiro que tinha acabado de nascer ...

... o pastor levando, pelo braço, o cordeiro que tinha acabado de nascer , atrás do rebanho e ladeado dos seus fieis cães de guarda ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o cogumelo que parece "brilhar" no meio da vegetação rasteira, ao final do dia ...

... o cogumelo que parece "brilhar" no meio da vegetação rasteira, ao final do dia ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa na Aldeia ...

... uma casa na Aldeia ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... mais uma vista para a Aldeia ...

... mais uma vista para a Aldeia ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional), no alto da serra do Brunheiro, dominando a paisagem e fazendo-nos recuar na História ...

... o castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional),

no alto da serra do Brunheiro, dominando a paisagem

e fazendo-nos recuar na História ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa na Aldeia ...

... uma casa na Aldeia ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o cavalo comendo a sua refeição de erva fresca rodeado de arvoredo com tons outonais

... o cavalo comendo a sua refeição de erva fresca,

rodeado de arvoredo com tons outonais ...

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
27
Jan19

Águas Frias (Chaves) - ... 27 janeiro - Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

  27 janeiro

Dia Internacional em Memória

das Vítimas do Holocausto

 

Águas Frias (Chaves) - ... a lua cheia de janeiro ...

... a lua cheia de janeiro ...

 

27 de janeiro - A cada ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) escolhe um tema para esta data. Em 2019 será a vez de refletir sobre a defesa dos Direitos Humanos a todos aqueles que foram vítimas desta matança.

Este é um dia de lembrança em nome dos milhões de vítimas provocadas pelo genocídio da Alemanha nazi sobre os judeus, ciganos, homossexuais, deficientes físicos e mentais, opositores do regime nazista, entre muitos outros, ocorrido durante a II Guerra Mundial.

Neste dia, decorrem cerimónias de homenagem a pessoas falecidas no Holocausto e o Secretário Geral da ONU transmite uma mensagem especial, entre outras iniciativas.

A data de 27 de janeiro foi escolhida para a celebração deste dia por possuir um significado especial: foi a 27 de janeiro de 1945 que teve lugar a libertação do principal campo de concentração nazi, Auschwitz, localizado na Polônia, pelas tropas da União Soviética. Atualmente, o local é aberto à visitação.

O Dia Mundial da Memória do Holocausto foi criado por ação da Assembleia Geral das Nações Unidas, pela Resolução 60/7, de 1 de dezembro de 2005.

Em Portugal, como em vários países do mundo, governos, escolas e associações judaicas realizam palestras e exposições com o objetivo de fazer com que o horror nazista não caia no esquecimento e não se repita.

 

Águas Frias (Chaves) - ... a névoa ...

... a névoa ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... os pingos da chuva ...

... os pingos da chuva ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o castelo de Monforte de Rio Livre (Monumento Nacional)

... o castelo de Monforte de Rio Livre (Monumento Nacional) ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... paisagem bucólica com a igreja matriz em evidência ...

... paisagem bucólica com a igreja matriz em evidência ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... um olhar sobre uma parcela da Aldeia ...

... um olhar sobre uma parcela da Aldeia ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cogumelos ...

... cogumelos ...

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
10
Nov18

Águas Frias (Chaves) - "... Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-ei pelo São Martinho ..."


Mário Silva Mário Silva

 

 

 

"... Se o Inverno não erra caminho,

tê-lo-ei pelo São Martinho ..."

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... gato lavando a cara ... sinal de chuva ...

     ... gato lavando a "cara" ... sinal de chuva ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o largo do "Concelho" ...

     ... o largo do "Concelho" ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... casas na Lampaça ...

     ... casas na Lampaça ...  já com a lareira acesa ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... flor de açafrão ...

     ... flores de açafrão ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cogumelo ... (penso que é daqueles que só se comem uma vez na Vida) ...

     ... cogumelo ... (penso que é daqueles que só se comem uma vez na Vida) ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... trabalhando a terra com trator ...

     ... trabalhando a terra com trator ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... vendo o castanheiro pelo buraco de outro velho castanheiro ...

     ... vendo o castanheiro pelo buraco de outro velho castanheiro ...     

 

 

 

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
18
Mar17

Águas Frias (Chaves) - ..."Em Março, chove cada dia um pedaço" ...


Mário Silva Mário Silva

 

"Em Março,

chove cada dia um pedaço..."

 

Águas Frias (Chaves) - ...do tanque observa-se a Aldeia ...

     ...do tanque observa-se a Aldeia ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ...relógio de sol na torre da igreja matriz ...

     ...relógio de sol na torre da igreja matriz ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... casas !!!...

     ... casas !!!...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... (mais) uma vista da Aldeia ...

     ... (mais) uma vista da Aldeia ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ...o regueiro serpenteia pelo lameiro ...

     ...o regueiro serpenteia pelo lameiro ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - flor campestre ... amor sim ... amor não ...

     ... flor campestre ... amor sim ... amor não ...     

 

 

 

 

Até Breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
23
Jan16

Águas Frias (Chaves) - ..."no coments" ... (só legendas) ...


Mário Silva Mário Silva

 

No Coments !!!!!.......

 

Águas Frias (Chaves) - ... vendo a chuva através da janela ... Sabe tão bem !!!!...

     ... apreciando a chuva através da janela ... Sabe tão bem !!!!...     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... caminho atapetado de fohas secas ...

     ... caminho atapetado de fohas secas ...    

 

Águas Frias (Chaves) - ... a fraga dominando o horizonte ...

      ... a fraga dominando o horizonte ...     

 

Águas Frias (Chaves) - ... carregando as beterrabas ...

     ... carregando as beterrabas ...     

 

Águas Frias (Chaves) - ... embora já seja a meio da manhã, a geada teima em se mostrar ...

     ... embora já seja a meio da manhã, a geada teima em se mostrar ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... gotas de orvalho ...

      ... gotas de orvalho ...     

 

Águas Frias (Chaves) - ... cogumelos ...

     ... cogumelos silvestres ...    

 

 

 

 

Até breve !!!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
24
Out15

Águas Frias (Chaves) - ... registos (recordações) em tempo outonal ...


Mário Silva Mário Silva

 

 Outono ...

... não é a Natureza a morrer ...

... é a natureza a adormecer ...

... é a natureza a envelhecer ...

... é a natureza a esperar ...

... é a natureza à espera da renovação ...

... é tão bela esta estação ...

... é tão importante esta época ...

... é tão bom ... ouvir a chuva a cair ...

... o vento a soprar devagarinho ...

...é tão bom estar à lareira e saber que lá fora a temperatura desceu ...

... afinal é tão bom o tempo de outono  ...

Águas Frias (Chaves) - ...paisagem outonal ...

      ...  a cancela numa tarde de outono ...    

 

 

Águas Frias (Chaves) - ...paisagem outonal ...

     ... paisagem outonal entre dois castanheiros ...    

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... foi-se o milho ... ficou a maçaroca ...

    ... o milho ... foi-se ... ficou a massaroca ...    

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cerdeira sem cerejas ...

   ... a cerejeira ... que já teve cerejas ... agora só para o ano ...    

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... ouriços ...

   ... os ouriços criando e guardando as suas castanhas ...     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cabaças na pia ...

     ...as cabaças (abóboras) descansando dentro da pia de pedra ...    

 

 Águas Frias (Chaves) - ... na recolha das castanhas ...

     ... na apanha da castanha ...    

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... campos verdejantes numa tarde de outono ...

     ... os campos verdejantes em tempo de outono ...    

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa da Aldeia ...

     ...  uma casa na Aldeia com envolvente outonal ...    

 

 

 

 

 E ... o outono continua ...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
06
Dez14

Águas Frias (Chaves) - Algumas imagens em tempo de outono ... quase inverno ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

Não querendo deixar este espaço em "branco" por mais uma semana ...

... embora o "branco" já comece a ameaçar, com as previstas descidas da temperatura, ...

... vou deixar aqui algumas imagens captadas, ainda o outono era uma criança ...

... agora já adulto, começa a fazer-se sentir com toda a sua vivacidade:

frio que chegue; chuva que chegue; vento (daquele que até "corta") que chegue; ...

Afinal o outono tem que mostrar a sua raça e preparar a estação que se lhe segue, ... o rigoroso inverno ...

Mas chega de Blá,blá, blá, ... e vamos às imagens ...

 

Águas Frias (Chaves) - ...a árvore despida no meio do campo ...

     ... a árvore despida no meio do campo ...     

 

 Águas Frias (Chaves) - ... as cabaças e as colmeias ...

     ... as cabaças e as colmeias ...     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... caregando um belo ramo de couve galega ...

     ... carregando um belo ramo de couve galega ...     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... flores amarelas em tempo outonal ...

     ... flores amarelas em tempo outonal ...     

 

Águas Frias (Chaves) - ... refúgio no meio do campo ...

     ... refúgio no meio do campo ...     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a pia e as cabaças (abóboras) ...

     ... a pia e as cabaças (abóboras) ...     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... frutos de outono ...

     ... frutos de outono ...   

 

Águas Frias (Chaves) - ... cores de outono ...

     ... a Natureza vestida de cores de outono ...     

 

Águas Frias (Chaves) - ... aí vem chuva ...

     ... aí vem chuva ...     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a Aldeia e as cores de outono ...

     ... a Aldeia e as cores de outono ...     

 

 

 

 Bom, ... (até pareço o Marcelo Rebelo de Sousa aos domingos à noite), por aqui me fico, sem apresentação de livros que não li, nem notas finais ... deixando somente um até breve ... com mais algumas imagens e momentos que vivi nesta "pequena mas bela Aldeia flaviense"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
29
Nov14

Águas Frias (Chaves) - ... ainda o outono ... na Aldeia ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

 

Outono
Bom dia outono!!

E aí vamos nós assistir teu espetáculo.
Folhas caindo para se renovar.

 

Águas Frias (Chaves) -  ... Cores outonais nos castanheiros e no caminho ...

     ... Cores outonais nos castanheiros e no caminho ...    

 

 


Semente se preparando para ser fruto.
A natureza nos lembrando que tudo se transforma.

 

Águas Frias (Chaves) - ... velho armazém ...

     ... o "outono" do velho armazém ...     

 


Hora de tirar as camisas do armário, de encarar o morno dos dias, de esperar a suavidade do frio.
Tempo de vivermos nossas mudanças, sejam elas quais forem.

 

Águas Frias (Chaves) - ... cordeiro mamando ...

     ... cordeiro mamando ...     

 

 


Lembra que o sonho é sagrado!

 

Fabiana Paiva

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... castanheiro e outras árvores ...

     ... castanheiro e outras árvores ...    

 

 

 

O OUTONO E NÓS, SERES OUTONAIS

Foi-se embora o espalhafatoso verão!

De dentro do eterno ciclo da natureza retornou o outono, sereno e calmo!

 

Águas Frias (Chaves) -  ... pássaro colorido ...

     ... pássaro colorido (indiferente à estação do ano) ...     



“La belle season” é como batizaram os franceses esta estação que nos descortina as renovadas-vestes-da-divindade presentes na natureza.

 

Águas Frias (Chaves) -  ... (a)meródio ou medronho ...

     ... (a)meródio ou medronho ...     

 


Outono é uma parábola de nós mesmos, seres outonais! Suas manhãs são mais poéticas e os seus crepúsculos são mais filosóficos. Aquelas são belas em sua melancolia. Estes são melancólicos em sua beleza. Assim, somos todos nós.

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o que ficou das maçarocas de milho ...

     ... o que ficou das maçarocas de milho ...      

 



Creio que é no outono que entendemos melhor o ensinamento de Oscar Wilde: “ser como crianças, para não esquecermos o valor do vento no rosto e ser como velhos para que nunca tenhamos pressa".

 

Águas Frias (Chaves) - ... casa na Aldeia ...

     ... casa na Aldeia ...     



Isso é sabedoria. E se nos tornarmos mais sábios, já não precisaremos mais ter medo de envelhecer. Afinal, a vida também é um eterno renascer.

 

Águas Frias (Chaves) - ... e a chuva cai ... numa tarde de outono ...

 

Coisa que só o outono ensina. O resto são folhas mortas.

Carlos Alberto Rodrigues Alves

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
08
Fev14

Águas Frias (Chaves) - Provérbios do mês de feveriro (2)


Mário Silva Mário Silva

 

 

 

 

 

 

      ... visão através de um "buraco" num tronco de castanheiro ...     

 

 

 

Este ano, o inverno está bastante rigoroso e agreste, com temperaturas baixas, com queda de neve, granizo, geadas, chuvas abundantes ... um inverno, ... à inverno, de outros tempos ...

 

 

      ... os cumes dos montes  cobrem-se de branco (lá para os lados de Espanha) ...     

 

 

Fevereiro é o mês intermédio desta estação do ano e como prometi, vou deixar mais alguns provérbios populares sobre este mês, o mais pequenito do ano ... acompanhados por alguns registos fotográficos que foram captados neste mês, mas do ano de 2011 (mais uns registos tirados do "baú") ...

 

 

      ... com as chuvas os pastos ficam verdejantes, sendo uma delícia para o rebanho ...    

 

 

O tempo em Fevereiro enganou a Mãe ao soalheiro.

 

 

  ... o gato a "posar para a máquina" e apanhando o precioso e tão gostoso sol de inverno ... 

 

 

Para parte de Fevereiro, guarda lenha de quinteiro.

 

 

    ... carregando  "gestas" para acender a lareira, pois as noites são gélidas ...    

 

 

 

 

Quando não chove em Fevereiro, nem prados nem centeio.

 

 

     ... com as chuvas abundantes os campos ficam alagados ...     

 

 

Tantos dias de geada terá Maio, quantos de nevoeiro teve Fevereiro

 

 

     ... é preciso estar reguardado, não vá chover, a qualquer momento ...    

 

 

 

Fevereiro , o mais curto mês e o menos cortês.

 

 

      ... com as chuvas e os degelos, a água "corre" pelas ribeiras ...     

 

 

 

Em Fevereiro neve e frio; é de esperar calor no estio.

 

 

      ... algumas árvores já anunciam que o inverno está em fase descendente ...    

 

 

 

Por agora, fico-me por aqui, mas embora fevereiro seja o mais pequeno do ano, ainda agora vai no começo, esperando que os dias tempestivos que, ultimamente, nos tem assolado e nos deixem "respirar" um pouco e que venham alguns diazitos de sol, mesmo fraco, mas que nos dão, também, algum alento para irmos superando, com alguma alegria, esta Vida que ultimamente também tem sido "invernosa".

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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