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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

25
Nov25

Laccaria laccata solitário – Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Laccaria laccata" solitário

Mário Silva

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A fotografia de Mário Silva é um close-up em plano baixo que destaca um único cogumelo, um Laccaria laccata, emergindo de um denso tapete verde no solo.

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O Cogumelo: O exemplar é solitário e o seu chapéu é de cor laranja-acastanhada a tijolo (característica da espécie), com uma forma ligeiramente convexa aplanada.

A margem do chapéu é notavelmente irregular e ondulada.

O pé (estipe) é fino, cilíndrico e da mesma cor do chapéu, surgindo verticalmente.

A Base Vegetal: O cogumelo está firmemente enraizado num solo coberto por um tapete denso de pequenas folhas de trevo e outras plantas rasteiras de um verde vibrante.

O contraste entre o laranja quente do fungo e o verde fresco do solo é muito acentuado.

Detalhes do Chão: Entre o verde, são visíveis pequenos raminhos e detritos escuros, o que sublinha o ambiente florestal e húmido.

Gotículas de água ou orvalho brilham levemente sobre as folhas, sugerindo um ambiente húmido, ideal para a micologia.

Composição: O enquadramento em plano baixo enfatiza a altura e a presença do cogumelo, elevando-o sobre o tapete verde e transmitindo uma sensação de descoberta.

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O Laccaria laccata Solitário – Humildade e Abundância no Reino Fúngico

O Laccaria laccata, vulgarmente conhecido como Cogumelo-Laca ou simplesmente Laca-Comum, é uma das espécies mais ubíquas e resilientes dos ecossistemas florestais de Portugal.

A fotografia "Laccaria laccata solitário" celebra a humildade e a discrição desta espécie, que, apesar de ser modesta na dimensão, é gigantesca na sua importância ecológica.

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O Mestre da Adaptação

O Laccaria laccata é um verdadeiro mestre da adaptação.

É um cogumelo micorrízico, o que significa que estabelece uma relação de simbiose vital com as raízes das árvores (carvalhos, pinheiros, etc.).

Este cogumelo fornece nutrientes e água à planta, recebendo em troca açúcares essenciais.

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A sua cor, que varia entre o laranja-pálido e o tijolo (daí o nome laccata, que significa lacado ou envernizado), permite-lhe prosperar em diversos ambientes, desde o solo ácido de sobreiros e carvalhos, como é comum em Trás-os-Montes, até à base de coníferas.

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A Lição do Solitário

Embora o Laccaria laccata surja frequentemente em grupos (o que contraria o título, que pode ser uma forma poética do fotógrafo ou a captura de um exemplar inicial), o seu aparecimento solitário na fotografia remete para a perseverança individual e para o ciclo discreto da natureza.

O cogumelo que vemos é apenas o corpo frutífero; o verdadeiro organismo, o micélio, está escondido sob o solo, numa vasta e complexa rede que liga a vida da floresta.

O exemplar solitário, emergindo do tapete de trevos, é uma manifestação fugaz de um sistema subterrâneo vasto e interligado, lembrando-nos que a maior parte da vida e do trabalho da natureza ocorre em silêncio e nas profundezas.

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Valor e Sabor Escondido

Apesar de ser um cogumelo de pequeno porte e de ser frequentemente ignorado por catadores em busca de espécies maiores, o Laccaria laccata é comestível e valorizado pelo seu sabor suave e ligeiramente terroso.

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A fotografia, ao concentrar-se na sua beleza vibrante contra o verde intenso, não só o valoriza esteticamente, mas também nos convida a prestar atenção aos detalhes mais modestos do reino fúngico, que garantem a saúde da floresta e enriquecem a biodiversidade.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Out25

Jovem “Amanita muscaria”


Mário Silva Mário Silva

Jovem “Amanita muscaria”

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A fotografia, capturada ao nível do solo, foca-se num exemplar jovem e vibrante do cogumelo “Amanita muscaria”, o qual está parcialmente escondido na serapilheira de uma floresta.

O cogumelo apresenta um chapéu (píleo) em forma de sino, robusto e de cor vermelho-escarlate profundo, salpicado com as suas características pintinhas brancas (restos do véu universal).

A tonalidade do chapéu não é uniforme, com um toque de amarelo dourado perto da borda e no topo, sugerindo o início da maturação ou aspetos da sua genética local.

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O pé (estipe), curto e grosso, é de cor branca pura, emergindo diretamente do solo coberto por folhas secas de carvalho e detritos de vegetação, que formam o seu habitat natural.

A composição, com as folhas secas em tons de castanho e o verde suave de uma pequena folha por cima, contrasta de forma dramática com o vermelho intenso e o branco imaculado do fungo, realçando a sua beleza enigmática.

A luz suave e natural da floresta ilumina a cena, conferindo à imagem uma atmosfera de descoberta e mistério.

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Amanita muscaria – A Beleza Tóxica e o Legado Cultural do Cogumelo Mais Icónico

O Amanita muscaria, conhecido popularmente em Portugal como Amanita-mata-moscas, Rosalgar ou Frade-de-sapo, é inegavelmente o cogumelo mais reconhecível do mundo.

A sua aparência, frequentemente replicada em ilustrações e contos de fadas, é marcada por um chapéu vermelho-vivo salpicado de flocos brancos. Contudo, por trás da sua inegável beleza visual e do seu estatuto de ícone cultural, esconde-se uma toxicidade que exige profundo respeito e cautela.

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Uma Obra de Arte da Natureza

A cor e o design deste fungo são uma verdadeira obra de arte natural.

O chapéu carmesim, que nasce inicialmente envolto num véu branco, exibe os restos desse véu na forma de verrugas ou pintas brancas (como visível na fotografia do jovem exemplar).

É esta combinação cromática que o torna tão popular na arte e na cultura pop (de "Alice no País das Maravilhas" aos videojogos, onde é frequentemente associado a recompensas de vida).

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O Perigo sob o Chapéu

É crucial sublinhar que, apesar da sua aura mágica, o Amanita muscaria é uma espécie tóxica e psicoativa.

Contém compostos como o ácido iboténico e o muscimol, que atuam como neurotoxinas.

A ingestão acidental pode levar a uma síndrome de intoxicação caracterizada por náuseas, vómitos, tonturas, confusão mental e, em casos mais graves, alucinações e dissociação.

Por este motivo, a regra de ouro da micologia aplica-se rigorosamente: em caso de dúvida, o cogumelo deve ser sempre rejeitado.

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Ecologia e Habitat

Ecologicamente, o Amanita muscaria desempenha um papel vital como fungo ectomicorrízico.

Isto significa que vive numa relação simbiótica essencial com as raízes de certas árvores, como pinheiros, abetos e bétulas.

Esta associação mútua é fundamental para a saúde da floresta, pois o fungo ajuda a árvore a absorver nutrientes e água, recebendo em troca os açúcares produzidos pela fotossíntese.

É por isso que é comum encontrá-lo, especialmente no Outono, nas florestas de coníferas em Portugal e em todo o Hemisfério Norte.

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O Legado Xamânico

Para além da sua toxicidade e presença ecológica, o Amanita muscaria tem um passado cultural rico.

Historicamente, tem sido usado em rituais xamânicos em algumas culturas, especialmente na Sibéria, devido às suas propriedades psicoativas.

É este passado que cimenta o seu estatuto lendário, transformando-o num símbolo de mistério e fascínio no mundo natural.

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Em suma, o Amanita muscaria é mais do que um cogumelo; é um emblema da natureza com uma beleza impressionante e um aviso inerente.

A sua presença na floresta convida à admiração, mas nunca à aproximação para consumo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Nov24

"Cogumelo (Clitocybe subclavipes)" e sua Importância no Ecossistema


Mário Silva Mário Silva

 

"Cogumelo (Clitocybe subclavipes)"

e sua Importância no Ecossistema

18Nov DSC08901_ms

A fotografia de Mário Silva captura com precisão a delicadeza e a beleza do cogumelo “Clitocybe subclavipes”.

O fundo verde vibrante do musgo contrasta com o tom amarelo-alaranjado do chapéu do cogumelo, criando uma composição visualmente atraente.

A profundidade de campo permite apreciar os detalhes do chapéu, das lamelas e do pé, revelando a complexidade da estrutura desse organismo.

A luz natural incide sobre o cogumelo de forma suave, realçando as suas formas e texturas.

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O “Clitocybe subclavipes” é um cogumelo pertencente à família “Tricholomataceae”.

É caracterizado por um chapéu convexo, com um centro ligeiramente deprimido, e lamelas decurrentes, ou seja, que se estendem para baixo do pé.

A cor do chapéu pode variar entre o amarelo-alaranjado e o ocre, e o pé é geralmente mais claro.

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Os cogumelos, incluindo o “Clitocybe subclavipes”, desempenham um papel fundamental nos ecossistemas, sendo decompositores de matéria orgânica.

Ao decompor folhas, madeira e outros materiais orgânicos, os cogumelos produzem nutrientes essenciais para o crescimento de plantas e outros organismos.

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Os cogumelos contribuem para a formação do solo, quebrando a matéria orgânica e incorporando-a ao substrato.

Ao decompor a matéria orgânica, os cogumelos liberam nutrientes como nitrogénio, fósforo e potássio, que são essenciais para o crescimento das plantas.

Muitos cogumelos estabelecem relações simbióticas com plantas, como as micorrizas, auxiliando na absorção de água e nutrientes pelas raízes das plantas.

Os cogumelos servem de alimento para diversos animais, como insetos, mamíferos e aves, contribuindo para a cadeia alimentar.

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A fotografia de Mário Silva, além de ser esteticamente bela, serve como uma ferramenta importante para a conscientização sobre a importância dos fungos nos ecossistemas.

Ao mostrar a beleza e a complexidade dos cogumelos, a fotografia incentiva a curiosidade e o interesse por esses organismos, contribuindo para a sua proteção e conservação.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva do cogumelo “Clitocybe subclavipes” é uma representação visualmente impactante da beleza e da importância desses organismos nos ecossistemas.

Ao destacar a função dos cogumelos como decompositores e a sua importância na ciclagem de nutrientes, a fotografia contribui para uma maior compreensão da complexidade e da interdependência dos seres vivos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Nov24

Cogumelo “Bresadolia craterella”


Mário Silva Mário Silva

Cogumelo “Bresadolia craterella”

11Nov Cogumelo “Bresadolia craterella”_ms

A imagem capturada por Mário Silva apresenta um grupo de cogumelos crescendo num ambiente natural, numa floresta, sobre uma camada de folhas secas.

A luz incidente sobre os cogumelos realça suas cores e texturas, permitindo uma boa visualização de suas características morfológicas.

A profundidade de campo da fotografia permite que os detalhes dos cogumelos sejam apreciados, desde a forma do chapéu até as lamelas na parte inferior.

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O cogumelo identificado na fotografia como “Bresadolia craterella” é uma espécie interessante com características distintivas:

- O chapéu deste cogumelo geralmente apresenta uma forma convexa, com o centro ligeiramente deprimido, lembrando uma pequena cratera.

Essa característica é uma das marcas registradas da espécie e justifica parte de seu nome científico.

-  A cor do chapéu varia entre o ocre e o castanho claro, podendo apresentar escamas mais escuras.

A parte inferior do chapéu, onde se encontram as lamelas, é geralmente de cor mais clara, tendendo ao branco ou amarelado.

-  O "Bresadolia craterella" é um cogumelo de tamanho médio, com chapéus que podem atingir de 5 a 14 centímetros de diâmetro.

-  Esta espécie é sapróbia, ou seja, alimenta-se de matéria orgânica em decomposição.

É frequentemente encontrada crescendo em troncos ou galhos de árvores mortas, principalmente de árvores decíduas (folha caduca).

- Embora não haja relatos de toxicidade, o “Bresadolia craterella” não é um cogumelo comumente consumido.

A sua comestibilidade é considerada duvidosa e não é recomendada a sua ingestão sem a devida identificação por um especialista.

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Ao comparar a fotografia com a descrição do “Bresadolia craterella”, podemos observar que as características do cogumelo na imagem correspondem à descrição da espécie.

O formato do chapéu, a coloração e o habitat sugerem que se trata de um exemplar de “Bresadolia craterella”.

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A identificação precisa de cogumelos exige um conhecimento profundo de micologia e o exame de diversas características, como a microscopia dos esporos.

A identificação baseada apenas em fotografias pode ser imprecisa e não deve ser utilizada para fins de consumo.

Muitos cogumelos silvestres são tóxicos e podem causar sérias intoxicações.

A colheita de cogumelos para consumo deve ser feita por pessoas experientes e com conhecimento das espécies locais.

Ao fotografar cogumelos no seu habitat natural, é importante respeitar o meio ambiente e não coletar exemplares sem necessidade.

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A fotografia de Mário Silva captura um belo exemplar de “Bresadolia craterella”.

A imagem, aliada à descrição da espécie, permite apreciar as características distintivas deste cogumelo.

No entanto, é fundamental ressaltar que a identificação precisa de cogumelos deve ser realizada por especialistas e que a coleta de cogumelos silvestres para consumo envolve riscos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Abr24

O José “Pevide” na barragem de Mairos (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

O José “Pevide”

na barragem de Mairos (Chaves) - Portugal

A08 DSC00928_ms

Era uma vez um pescador amador chamado José “Pevide” que adorava passar seus dias de folga, nas margens da albufeira da barragem de Mairos.

Ele era um homem simples, com um grande sorriso e um coração ainda maior.

José “Pevide” era conhecido pela sua paixão pela pesca, especialmente de carpas e bogas.

Ele passava horas pacientemente esperando o peixe pegasse no isco, contando histórias e anedotas para quem as quisesse ouvir.

Um dia, José “Pevide” estava a pescar no seu lugar favorito na albufeira, quando sentiu uma fisgada forte na sua linha.

Ele puxou com toda a força, e logo um enorme peixe saltou da água.

Era a maior carpa que José “Pevide” já tinha visto!

Ele lutou com o peixe por longos minutos, até que finalmente conseguiu puxá-lo para terra firme.

José “Pevide” estava exultante!

Ele mal podia acreditar que tinha pescado uma carpa tão grande.

Ele tirou uma foto com o peixe, orgulhoso ds sua conquista.

No entanto, quando José “Pevide” se preparava para levar a carpa para casa, ele percebeu que algo estava estranho.

A carpa estava usando um chapéu de palha!

José “Pevide” não podia acreditar nos seus olhos. Ele nunca tinha visto nada parecido.

Curioso, José “Pevide” examinou o chapéu mais de perto.

Era um chapéu de palha simples, com uma fita vermelha ao redor da borda.

Dentro do chapéu, José “Pevide” encontrou um bilhete que dizia:

"Parabéns pela sua pesca! Esta carpa é muito especial. Ela é a campeã de natação da albufeira. Se você a devolver à água, ela lhe concederá um desejo."

José “Pevide” ficou surpreso e divertido com a mensagem.

Ele decidiu devolver a carpa à água, ansioso para ver qual o desejo que seria realizado.

No dia seguinte, José “Pevide” voltou ao mesmo lugar na albufeira.

Ele sentou-se na beira da água e esperou.

De imediato, a carpa campeã de natação emergiu da água, usando o chapéu de palha e com um sorriso na boca de peixe.

- Obrigado por me devolver à água - disse a carpa - Qual é o seu desejo?

 

José “Pevide” pensou por um momento.

Ele poderia desejar qualquer coisa: dinheiro, fama, um carro novo...

Mas, por fim, ele decidiu desejar algo simples e verdadeiro.

- Eu desejo que todos os dias sejam como este - disse José “Pevide” - Dias de paz, sol e boa companhia.

A carpa sorriu e disse:

- Seu desejo será concedido.

E assim foi. A partir daquele dia, José “Pevide” sempre teve dias de paz, sol e boa companhia.

 Ele continuou a pescar na albufeira da barragem de Mairos, sempre com um sorriso no rosto e um chapéu de palha na cabeça.

Às vezes, os melhores desejos são os mais simples.

A verdadeira felicidade está nas pequenas coisas da vida, como a paz, o sol e uma boa companhia.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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