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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

18
Mai24

A importância da torre de menagem num castelo medieval - Castelo de Monforte de Rio Livre


Mário Silva Mário Silva

A importância da torre de menagem num castelo medieval

Castelo de Monforte de Rio Livre

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A torre de menagem era uma estrutura crucial num castelo medieval, servindo diversos propósitos essenciais para a defesa e o poder dos seus habitantes.

A torre de menagem, pela sua altura elevada, proporcionava uma vista ampla dos arredores do castelo, permitindo que os sentinelas observassem a movimentação de tropas inimigas e identificassem potenciais ameaças.

Essa vigilância constante era essencial para a segurança do castelo, possibilitando a antecipação de ataques e a tomada de medidas defensivas adequadas.

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Em caso de invasão, a torre de menagem funcionava como um último refúgio para os defensores do castelo.

A sua construção robusta, geralmente com paredes espessas e estrutura reforçada, dificultava a entrada dos invasores.

Além disso, a torre era frequentemente equipada com armamentos e recursos para resistir a longos cercos.

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A torre de menagem também representava o poder e a autoridade do senhor feudal que controlava o castelo.

A sua grandiosidade e imponência serviam como uma chamada de atenção constante da força e influência do senhor, intimidando os seus inimigos e inspirando respeito aos seus súbditos.

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Em alguns casos, a torre de menagem também servia como residência para o senhor feudal e a sua família, oferecendo proteção e segurança num ambiente fortificado.

Além disso, a torre podia ser utilizada para armazenar alimentos, armas e outros bens valiosos, garantindo a sobrevivência dos habitantes do castelo durante períodos de cerco ou escassez.

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A torre de menagem podia ser utilizada como um posto de comando durante batalhas, permitindo que o líder dos defensores coordenasse as ações dos seus soldados e dirigisse a estratégia de combate.

Além disso, a torre podia ser usada para enviar sinais de comunicação para outros castelos aliados, solicitando ajuda ou informando sobre a situação da batalha.

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Em alguns casos, a torre de menagem podia contar com um poço ou cisterna para armazenar água potável, garantindo o acesso a este recurso essencial durante longos períodos de cerco ou em situações de escassez.

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A torre de menagem também podia ser utilizada para armazenar munição, como flechas, pedras e outros projéteis, garantindo que os defensores tivessem os recursos necessários para repelir ataques inimigos.

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Em casos extremos, a torre de menagem podia servir como uma rota de fuga para o senhor feudal e sua família, caso o castelo estivesse prestes a cair nas mãos dos invasores.

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A torre de menagem também era um símbolo de status social para o senhor feudal, demonstrando a sua riqueza, poder e influência.

A grandiosidade e a sofisticação da torre podiam ser usadas para impressionar visitantes e aliados, reforçando a posição do senhor feudal na hierarquia social da época.

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Em resumo, a torre de menagem era uma estrutura multifuncional que desempenhava um papel crucial na defesa, segurança e simbolismo dos castelos medievais.

A sua presença imponente era um lembrete constante do poder e da autoridade do senhor feudal, enquanto as suas funções práticas garantiam a sobrevivência e a proteção dos seus habitantes.

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Na fotografia da torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre, observamos um detalhe de uma parede de pedra sólida com um céu claro ao fundo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Mai24

Uma Estória Estranha no Castelo de Monforte de Rio Livre - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

 

Uma Estória Estranha no

Castelo de Monforte de Rio Livre

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Cena: Entrada norte da muralha exterior do Castelo de Monforte de Rio Livre, em Águas Frias, Chaves, Portugal.

Personagens:

Mário Silva: Um homem local, conhecido pela sua bondade e generosidade.

Mulher misteriosa: Uma figura feminina com roupas escuras e um olhar penetrante.

Criatura estranha: Uma entidade alta e magra, envolta em um manto negro.

História:

Numa noite fria e nebulosa, Mário Silva, um homem de coração bondoso, caminhava pelos arredores do Castelo de Monforte de Rio Livre.

Ao se aproximar da entrada norte da muralha exterior, ele foi subitamente tomado por uma sensação de estranheza e desconforto.

A névoa densa parecia adensar-se em torno dele, e o silêncio era perturbado apenas pelo farfalhar das folhas secas sob seus pés.

De repente, Mário avistou uma figura estranha parada no arco da entrada.

Era uma criatura alta e magra, envolta num manto negro que cobria completamente seu corpo.

Os seus olhos, que brilhavam com uma luz sinistra, eram os únicos elementos visíveis.

Mário sentiu um calafrio percorrer a sua espinha e instintivamente virou-se para correr.

Mas antes que pudesse dar um passo, uma voz suave e melodiosa paralisou-o.

- Não tenha medo- disse a voz. - Não lhe farei mal.

Mário virou-se lentamente e deparou-se com uma mulher misteriosa.

Ela era alta e esguia, com longos cabelos negros que caíam em cascata sobre os seus ombros.

Seus olhos, de um verde esmeralda profundo, transbordavam de sabedoria e gentileza.

- Quem é você? - perguntou Mário, ainda hesitante.

- Sou a guardiã deste castelo - respondeu a mulher. - Fiquei sabendo que você é um homem bom e que deseja ajudar os outros. É por isso que o chamei aqui.

Mário não sabia o que acreditar, mas a aura de calma e paz que emanava da mulher tranquilizava-o.

- O que você precisa de mim? - perguntou ele.

A mulher sorriu tristemente.

- Este castelo está em perigo - disse ela - Uma força das trevas está aproximando-se, e só um coração puro como o seu pode detê-la.

Mário ficou chocado com a revelação da mulher.

Ele nunca havia acreditado em coisas sobrenaturais, mas a sinceridade dos seus olhos era inegável.

- O que devo fazer? - perguntou ele, com determinação nascendo no seu coração.

A mulher guiou-o até ao interior do castelo, onde lhe revelou um antigo portal mágico.

- Este portal leva ao reino das trevas - disse ela - É lá que a fonte do mal reside. Você deve entrar no portal e enfrentar a criatura que ameaça este castelo.

Mário sabia que a missão era perigosa, mas ele não podia recusar.

A vida de muitas pessoas dependia dele.

Com um profundo suspiro, ele atravessou o portal e viu-se num lugar sombrio e árido.

No centro do reino das trevas, uma criatura demoníaca aguardava-o.

Os seus olhos vermelhos flamejantes perfuravam a alma de Mário, e a sua voz gutural ecoava pelo local.

- Você não me pode derrotar - rosnou a criatura - Eu sou mais poderoso do que você, jamais poderá imaginar.

Mas Mário não se intimidou.

Ele lembrou-se das palavras da mulher misteriosa e concentrou-se na força da luz que emanava de seu interior.

- Eu não vim sozinho - disse ele - A luz da esperança está comigo, e ela é mais poderosa do que qualquer escuridão.

Com um grito de bravura, Mário canalizou a luz num raio ofuscante que atingiu a criatura em cheio.

O monstro demoníaco soltou um rugido de agonia e desintegrou-se em milhares de fragmentos de escuridão.

A luz da esperança havia triunfado sobre as trevas.

O reino das trevas dissolveu-se, e Mário viu-se de volta ao interior do Castelo de Monforte de Rio Livre.

A mulher misteriosa recebeu-o com um sorriso radiante.

- Você o fez! - exclamou ela - Você salvou o castelo e todos que vivem nele.

Mário sentiu-se inundado por uma sensação de paz e satisfação.

Ele havia enfrentado os seus medos e saiu vitorioso.

A partir daquele dia, ele tornou-se um herói local, conhecido pela sua bravura e sua fé inabalável na luz.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Abr24

A controversa escada em caracol (“subidório”) do Castelo de Monforte de Rio Livre - Águas Frias (Chaves), Portugal


Mário Silva Mário Silva

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A controversa escada em caracol (“subidório”)

do Castelo de Monforte de Rio Livre

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A recente instalação de uma escada em caracol de ferro no Castelo de Monforte de Rio Livre, em Águas Frias (Chaves), Portugal, gerou um debate acalorado entre os defensores da modernização e os defensores da preservação histórica.

Propósito da escada:

A escada, apelidada de "subidório" pelo autor da imagem, tem como único objetivo facilitar o acesso à porta de entrada da torre de menagem, localizada no topo da muralha.

Impacto na experiência do visitante:

No entanto, a sua construção provocou preocupações significativas. A escada e o gradil que a acompanha impedem que os visitantes circulem livremente pelas muralhas, privando-os da vista deslumbrante do vale do rio Tâmega, do planalto da serra do Brunheiro, das aldeias vizinhas e das serras portuguesas e espanholas circundantes, incluindo o castelo de Monterrey em Verin.

Perspetivas em conflito:

Os defensores da intervenção argumentam que a escada era necessária por motivos de segurança e para facilitar o acesso à torre de menagem para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, sustentam que a sua presença não compromete significativamente a estética do castelo.

Do outro lado, os detratores da escada criticam a sua intromissão numa estrutura histórica como o castelo, defendendo que a sua construção deturpa a autenticidade do monumento e limita a experiência dos visitantes em apreciar a beleza natural da região.

Pontos de reflexão:

A controvérsia em torno da escada de Monforte de Rio Livre levanta questões importantes sobre o equilíbrio entre a modernização e a preservação do património histórico. É crucial ponderar cuidadosamente as vantagens e desvantagens de tais intervenções, buscando soluções que conciliem a acessibilidade e a segurança com a preservação da autenticidade e da experiência do visitante.

Cabe a cada um ponderar:

A escada em caracol compromete significativamente a estética do castelo?

A sua presença impede de forma crucial a fruição da vista panorâmica?

A sua construção era realmente necessária por motivos de segurança e acessibilidade?

Existiriam alternativas menos invasivas para alcançar os mesmos objetivos?

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A resolução do debate reside no diálogo aberto e na busca de soluções criativas que considerem as diferentes perspetivas e garantam a preservação do rico património histórico e cultural do Castelo de Monforte de Rio Livre.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Abr24

A Lenda do Fantasma do Castelo de Monforte de Rio Livre – Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A Lenda do Fantasma do Castelo de Monforte de Rio Livre

Águas Frias (Chaves) - Portugal

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O Castelo de Monforte de Rio Livre, situado na freguesia de Águas Frias, em Chaves, Portugal, é uma imponente fortificação medieval que guarda muitos segredos e histórias.

Uma das mais intrigantes é a lenda do fantasma que assombra os seus muros há séculos.

Diz a lenda que o fantasma é o espírito de D. Maria de Noronha, uma jovem condessa que viveu no castelo no século XIV.

Era conhecida pelar sua beleza e gentileza, mas também pelo seu temperamento forte e rebelde.

Um dia, D. Maria apaixonou-se por um cavaleiro de origem humilde, contrariando a vontade de seu pai, o Alcaide de Monforte.

O alcaide, furioso com a desobediência da filha, trancou-a na torre do castelo.

Desesperada e sem esperança, D. Maria suicidou-se, atirando-se da torre.

Diz-se que seu fantasma ainda vagueia pelo interior do castelo, vestindo um longo vestido branco e carregando uma vela.

O fantasma de D. Maria é frequentemente visto por visitantes e moradores da região.

Alguns relatam ter visto a figura branca caminhando pelo interior da torre de menagem, enquanto outros ouvem os seus lamentos e sussurros.

Diz-se que o fantasma de D. Maria busca redenção pelos seus pecados.

Ela aparece para aqueles que estão em perigo, alertando-os sobre eventos futuros e ajudando-os a encontrar o caminho certo.

A lenda do fantasma do Castelo de Monforte de Rio Livre é uma das mais populares da região. Ela contribui para a aura de mistério e encanto que rodeia o castelo, atraindo visitantes de todo o mundo.

A foto mostra uma pilha de pedras num campo com erva.

As pedras podem ser os restos de uma antiga torre ou muralha do castelo. A erva verdejante representa a vida que continua, mesmo após a morte.

A lenda do fantasma do Castelo de Monforte de Rio Livre é uma história rica em simbolismo e significado.

Ela lembra-nos que o passado nunca está completamente morto e que as nossas ações podem ter consequências duradouras.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Mar24

Castelo de Monforte de Rio Livre - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Castelo de Monforte de Rio Livre

Águas Frias - Chaves - Portugal

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O Castelo de Monforte de Rio Livre, situado na pitoresca aldeia de Águas Frias, próximo a Chaves em Portugal, é uma fortificação emblemática que se ergue majestosamente sobre uma colina da serra do Brunheiro. Este castelo, com a sua torre de base quadrada e telhado piramidal, é um testemunho da arquitetura militar medieval da região. As suas origens remontam a um período em que a defesa territorial era primordial, refletindo a necessidade de vigiar e proteger a fronteira norte de Portugal contra invasões.

A torre de menagem, elemento central do castelo, destaca-se pela sua robustez e pelo estilo arquitetónico que era comum em fortificações da época. As muralhas que se estendem pela crista do monte são vestígios das defesas que outrora protegiam a estrutura. A paisagem ao redor, marcada por vegetação esparsa e montanhas ao fundo, complementa a imponência do castelo, que foi estrategicamente construído para aproveitar a visibilidade e o difícil acesso proporcionados pelo terreno acidentado.

Embora a data exata de construção do Castelo de Monforte de Rio Livre seja incerta, acredita-se que a sua edificação ocorreu durante a Idade Média, num período em que a consolidação das fronteiras de Portugal era uma prioridade. A sua localização não foi escolhida ao acaso; a proximidade com a Espanha fazia deste castelo um ponto estratégico essencial na defesa do território português. Ao longo dos séculos, o castelo testemunhou várias batalhas e passou por diversas fases de reconstrução e restauro, refletindo as mudanças políticas e militares da região.

Hoje, o Castelo de Monforte de Rio Livre é mais do que uma estrutura defensiva do passado; é um símbolo da identidade cultural e histórica de Portugal. Representa a tenacidade e a engenhosidade de um povo que soube adaptar-se e prosperar em meio a desafios constantes. O castelo é um ponto de interesse para historiadores, arquitetos e turistas que buscam compreender a evolução das técnicas de fortificação e a importância destas estruturas na formação do território português.

A preservação do Castelo de Monforte de Rio Livre é fundamental para manter viva a memória das gerações que o construíram e defenderam. Iniciativas de restauro e manutenção são cruciais para garantir que futuras gerações possam também apreciar a sua grandeza. Como atração turística, o castelo oferece uma viagem no tempo, permitindo aos visitantes imaginar a vida durante os tempos medievais e a importância destas construções na história de Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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20
Dez23

Está um frio "de rachar" e a névoa envolve o Castelo de Monforte de Rio Livre, em Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

 

Está um frio "de rachar" e a névoa envolve o

Castelo de Monforte de Rio Livre,

em Águas Frias - Chaves - Portugal

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É uma manhã fria e cinzenta em Águas Frias, Trás-os-Montes.

 O ar está gelado e a névoa envolve o Castelo de Monforte de Rio Livre. Os muros do castelo estão cobertos de gelo e a torre parecem flutuar na névoa.

Um pequeno grupo de visitantes caminha pelo castelo, abrigando-se do frio no interior da torre.

Eles admiram as vistas panorâmicas da região, que se estendem até as montanhas da Serra do Gerês.

A névoa é tão espessa que é difícil ver a distância.

O castelo parece uma visão de outro mundo, preso no tempo.

O frio é tão intenso que a respiração dos visitantes forma nuvens de vapor. Eles movem-se lentamente, como se estivessem em câmara lenta.

A névoa cria uma atmosfera misteriosa e mágica.

 O castelo parece uma fortaleza fantasmagórica, guardando os segredos do passado.

É uma manhã inesquecível, uma experiência única que só é possível num dia frio e nebuloso em Águas Frias - Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Out23

A invasão do Castelo de Monforte de Rio Livre (Águas Frias - Chaves - Portugal), por morcegos senegaleses


Mário Silva Mário Silva

A invasão do Castelo de Monforte de Rio Livre

(Águas Frias - Chaves - Portugal)

por morcegos senegaleses

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No ano de 2023, o Castelo de Monforte de Rio Livre, localizado na freguesia de Águas Frias, no concelho de Chaves, Portugal, foi invadido por uma colónia de morcegos senegaleses. A invasão começou no início do ano, quando um pequeno grupo de morcegos foi avistado nas ruínas do castelo. No entanto, a população de morcegos cresceu rapidamente, e em poucos meses, havia milhares deles vivendo no castelo.

A invasão dos morcegos causou um grande impacto no castelo. Os morcegos fizeram ninhos na torre e nos muros e muralhas, e suas fezes e urina causaram danos às estruturas, principalmente ao “subidório” que foi implantado recentemente, pelo facto de ser ferro e que foi altamente corroído. Além disso, os morcegos fizeram muito barulho à noite, o que perturbou os visitantes do castelo.

Em resposta à invasão, as autoridades portuguesas tomaram uma série de medidas para controlar a população de morcegos. Foram instaladas armadilhas para capturar os morcegos, e foi realizada uma campanha de sensibilização para educar os visitantes do castelo sobre a importância dos morcegos.

As medidas tomadas pelas autoridades portuguesas tiveram algum sucesso, e a população de morcegos no Castelo de Monforte de Rio Livre diminuiu. No entanto, a invasão dos morcegos causou danos significativos ao castelo, e as autoridades portuguesas ainda trabalham (nos gabinetes) para resolver a melhor maneira de restaurar as estruturas danificadas (se com cimento ocre ou “bostik”).

A invasão dos morcegos no Castelo de Monforte de Rio Livre é um exemplo dos desafios enfrentados pelos monumentos históricos em Portugal. Os morcegos são uma espécie protegida em Portugal, e as autoridades portuguesas estão comprometidas em proteger os morcegos, mas também precisam proteger os monumentos históricos.

Aqui estão alguns detalhes adicionais sobre a invasão:

- A colónia de morcegos era composta por cerca de 5.000 indivíduos.

- Os morcegos eram da espécie “Myotis senegalensis”, um morcego insetívoro comum na Europa.

- Os morcegos causaram danos às estruturas do castelo, incluindo o telhado, as paredes, as  muralhas e “subidório”.

As autoridades portuguesas instalaram armadilhas para capturar os morcegos, e realizaram uma campanha de sensibilização para educar os visitantes do castelo sobre a importância dos morcegos.

A invasão dos morcegos no Castelo de Monforte de Rio Livre é um evento único, mas é um exemplo dos desafios enfrentados pelos monumentos históricos em todo o mundo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Set23

Uma visita ao Castelo de Monforte do Rio Livre


Mário Silva Mário Silva

Uma visita ao

Castelo de Monforte do Rio Livre

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Estás pronto para uma aventura?

Uma viagem ao Castelo de Monforte de Rio Livre irá deliciar o seu explorador interior! Aninhado nas colinas acima da aldeia de Águas Frias, este castelo medieval oferece um vislumbre do passado histórico de Portugal.

Quando chegar, ganhe coragem e atravesse a “hipotética ponte levadiça” sobre o fosso do castelo. No interior das grossas muralhas de pedra, encontrará um pátio e uma torre de menagem que se mantêm de pé há mais de 800 anos. Suba as escadas sinuosas (“subidório”) da torre para ter uma vista panorâmica do campo. A posição estratégica do castelo permitia aos defensores avistar os inimigos a quilómetros de distância.

Ao percorrer as muralhas, imagine os arqueiros a vigiar os invasores. Bolas de canhão e fendas para flechas mostram como o castelo estava armado para a batalha. Apesar de pequeno, o Castelo de Monforte resistiu a muitos ataques ao longo dos séculos. A sua força duradoura é um testemunho do génio militar dos seus construtores.

O interior esparso do castelo reflete a austeridade da vida medieval, embora “subsistam” belos pormenores como uma “hipotética chaminé ornamentada” e janelas “góticas”. As habitações esparsas albergavam soldados e criados, enquanto a torre de menagem proporcionava aposentos “nada luxuosos” para o senhor e a senhora.

Depois de explorar as alturas, desça até à aldeia de Águas Frias. Desfrute de uma refeição de legumes frescos, variados enchidos e pão caseiro numa, já não existente, “taberna rústica”.

A comida deliciosa e o ambiente acolhedor realçam a cultura vibrante que se desenvolveu à sombra da fortaleza.

Uma viagem ao Castelo de Monforte transporta-o para uma época crucial da história de Portugal. Apesar dos séculos passados, o castelo continua a ser uma visão imponente e uma fonte de orgulho para a comunidade local. Descubra as histórias escondidas nas suas pedras e aprecie de novo a beleza e a história do interior de Portugal.

A aventura espera-o no Castelo de Monforte!

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Texto & Fotopintura: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Jun23

Monforte de Rio Livre assombrado e da aia cativa (2.ª parte)


Mário Silva Mário Silva

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Lenda do castelo de

Monforte de Rio Livre assombrado

e da aia cativa

(2.ª parte)

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(… continuação)

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O misterioso desaparecimento da donzela

A lenda de Monforte de Rio Livre está impregnada de mistério. Um dos seus mistérios mais duradouros é o da donzela mantida em cativeiro no antigo castelo - e o seu estranho desaparecimento.

Durante séculos, os habitantes locais têm-se interrogado sobre o que lhe terá acontecido. Alguns afirmam que ela foi raptada por um grupo de vilões da aldeia local, enquanto outros acreditam que ela simplesmente desapareceu no ar. Seja qual for o caso, o seu desaparecimento continua a ser um mistério por resolver até aos dias de hoje.

Os pormenores que envolvem a sua prisão variam ligeiramente, dependendo de quem conta a história. Alguns dizem que foi fechada numa torre e escondida, enquanto outros afirmam que um poderoso feiticeiro a enfeitiçou, impedindo qualquer pessoa de a ver ou falar diretamente com ela.

Ao longo dos anos, foram lançadas inúmeras expedições com o objetivo de descobrir o que aconteceu à donzela e desvendar os segredos de Monforte de Rio Livre. No entanto, todas as tentativas foram infrutíferas e nunca ninguém encontrou indícios claros do que lhe terá acontecido.

Até hoje, o destino da donzela permanece desconhecido e envolto em mistério - uma homenagem final a uma antiga lenda de romance e aventura que cativará os leitores durante séculos.

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O castelo ainda hoje é assombrado? Lendas e avistamentos

A lenda do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre e da donzela cativa mantém-se viva até hoje. Muitas testemunhas afirmam ter visto ocorrências estranhas e sinistras no castelo e nas suas imediações, alimentando a especulação de que o castelo é, de facto, ainda assombrado por um espírito inquieto.

Alguns dos fenómenos mais relatados incluem visões e sons de uma mulher desconhecida a chorar, aparições fantasmagóricas a pairar no pátio do castelo, luzes tremeluzentes no interior das muralhas do castelo à noite e uivos estranhos vindos do interior. Segundo o folclore local, todos estes fenómenos são provas de uma presença fantasmagórica inquieta em busca da sua amada perdida.

Outros relatos incluem pontos frios em certos locais do castelo, sensação de estar a ser observado, rajadas de vento inexplicáveis dentro das instalações - todos os sinais que apontam para alguma forma de atividade paranormal dentro das muralhas do Castelo de Monforte de Rio Livre. Embora ainda não existam provas concretas que confirmem estas alegações, uma coisa é certa - se alguma vez se encontrar perto deste local, mantenha os olhos bem abertos para qualquer coisa fora do normal!

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Conclusão

A história do Castelo Assombrado de Monforte de Rio Livre e da Donzela Cativa é um conto cheio de mistério, suspense e romance que tem sido transmitido através de gerações em Portugal. É uma história fascinante que combina o sobrenatural com o amor cortês de outrora. O conto lembra-nos que o amor é mais forte do que qualquer outra força no universo e que a boa vontade e a coragem prevalecerão sempre. Quer se acredite ou não na lenda, a história do Castelo Assombrado de Monforte de Rio Livre e da Donzela Cativa vai certamente cativar e inspirar.

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Texto e Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Jun23

Lenda do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre e da aia cativa (1.ª parte)


Mário Silva Mário Silva

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Lenda do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre

e da aia cativa

(1.ª parte)

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Sente-se e deixe-se envolver por uma história emocionante de peripécias, mágoas e, por fim, redenção. Esta história cativante tem sido contada ao longo dos tempos, com a repetição de um castelo lendário, uma donzela cativa e um opressor cujos planos maléficos são frustrados por forças fora do seu controlo.

O Castelo Assombrado de Monforte de Rio Livre é um testemunho da luta pela liberdade e pela justiça que se estende por centenas de anos. Esta é a lenda de como este magnífico castelo passou a ser assombrado pelo espírito de uma corajosa donzela que tinha sido mantida em cativeiro dentro das suas muralhas.

Embora envolto em mistério durante muitos séculos, o castelo ainda se mantém orgulhosamente como uma recordação da nossa luta coletiva contra a opressão. É um legado que transcende o tempo - uma história inspiradora que realça a coragem e a força de uma mulher notável contra todas as probabilidades.

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O Antigo Castelo de Monforte de Rio Livre

O velho castelo de Monforte de Rio Livre está de pé há séculos, vigiando o território português fronteiriço. Construído no final do período medieval, acredita-se que tenha sido habitado por membros de famílias nobres. Mas a sua reputação precede-se a si própria - diz-se que o castelo é assombrado por um fantasma de séculos passados, e abundam as histórias de ruídos estranhos que emanam das suas paredes durante a noite.

Um desses contos fala de uma jovem donzela que foi aprisionada num quarto superior do castelo pelo seu pretendente ciumento. Diz-se que o seu espírito ainda hoje lá permanece e que se podem ouvir os seus gritos de angústia na calada da noite. A sua história foi transmitida de geração em geração, recordando-nos a todos que nunca devemos dar por garantidas a nossa liberdade e autonomia.

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A história trágica da donzela cativa

A história do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre é indissociável da história trágica de uma donzela cativa. O castelo foi governado por várias gerações, mas foi durante o reinado do Conde D. Pedro que começou o seu passado infame.

Diz-se que o Conde aprisionou uma jovem donzela nas torres do castelo depois de esta ter recusado os seus avanços. Esta infeliz mulher foi mantida em cativeiro durante vários anos, suportando torturas e privações indescritíveis. Embora algumas histórias sugiram a sua fuga e eventual regresso a casa, ninguém sabe ao certo o seu destino.

O castelo ainda hoje se mantém, rodeado de lendas obscuras e de uma aura de perplexidade que tem intrigado as pessoas durante séculos. Sejam ou não verdadeiras estas histórias, uma coisa é certa - a história trágica de uma jovem inocente ficará para sempre ligada ao legado assombrado de Monforte de Rio Livre.

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O malvado senhor do castelo

O malvado senhor do castelo era conhecido como Cruel Monforte de Rio Livre. Era infame na região pela sua crueldade e regime draconiano. O seu poder era tal que poucos se atreviam a cruzar com ele, e os que o faziam rapidamente descobriam o quão perigoso ele podia ser. Tinha um vasto exército de servos à sua disposição, prontos a cumprir todos os seus caprichos sem questionar. Havia histórias de prisioneiros que eram torturados nas masmorras do castelo, para nunca mais serem vistos.

Cruel Monforte de Rio Livre tinha uma sede insaciável de poder e domínio, o que o levou a raptar uma jovem donzela para seu prazer. Esta donzela cativa tornou-se objeto de muitos contos e lendas que perduram até aos dias de hoje. O seu destino permanece desconhecido, mas alguns acreditam que ela conseguiu escapar com vida, enquanto outros afirmam que foi morta a sangue frio pelo seu captor. O que é certo é que a tirania de Monforte de Rio Livre deixou uma marca indelével na história, para sempre recordada por todos os que pousam o olhar nas majestosas muralhas do castelo.

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A prisão da donzela na torre

Durante séculos, a lenda do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre cativou todos os que a ouviram. Segundo a história, uma bela donzela foi capturada e mantida em cativeiro na torre mais alta do castelo. Dizia-se que os seus gritos podiam ser ouvidos a quilómetros de distância, ecoando pelos desfiladeiros das montanhas e que o seu espírito podia ser visto a vaguear pelo solar à noite.

Um dia, um príncipe corajoso aventurou-se nas profundezas da floresta em busca da donzela cativa. Depois de encontrar a sua prisão, foi afastado por um espírito maligno que a guardava. Sem se deixar intimidar, regressou com uma espada encantada e desafiou o espírito para uma luta - que acabou por vencer após dias e noites de batalha. Ao libertar a donzela do seu cativeiro, ambos foram libertados de uma maldição centenária e viveram felizes para sempre em Monforte de Rio Livre.

Esta lenda fala-nos hoje de coragem, esperança e tenacidade. Através dela, podemos lembrar-nos de que, independentemente dos obstáculos que a vida nos coloca, se continuarmos a avançar com determinação, acabaremos por sair mais fortes do outro lado.

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(continua …)

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Texto e Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Jan23

CASTELO de MONFORTE de RIO LIVRE - Águas Frias – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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CASTELO de MONFORTE de RIO LIVRE

Águas Frias – Chaves - Portugal

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“Os aglomerados populacionais românicos, do séc. XII e XIII, não apresentam grandes características urbanísticas que nos permitam traçar uma tipologia. Sabemos que as povoações medievais são, na sua maioria, aglomerados habitacionais que tiveram a sua origem na época romana. Adicionalmente, a sua situação geográfica e estratégica, sob o ponto de vista militar, permitiu que este aglomerado obtivesse uma importância para aos poderes reais, o terá conduzido à sua evolução e ocupação ao longo dos tempos. Ficamos, desde já, com a certeza de que esta povoação foi crescendo a partir do monte do castelo, expandindo-se pelos arrabaldes ao longo dos séc. XIII e em diante. Foi nos finais do séc. XIII que esta localidade se viu abrangida por uma cerca urbana, à maneira dos burgos góticos. Sabemos que a partir dos reinados de D. Pedro e D. Manuel, novas atenções por parte da coroa foram dadas à edificação de cercas urbanas.

Importantes estudos, que têm vindo a ser realizados para a questão do urbanismo, prendem-se com a existência ou não de alguma regularidade no traçado das ruas à maneira clássica; a existência de espaços abertos, praças, locais públicos; a realização de mercados ou feiras; e a presença de fontes, cisternas e outros tipos de engenhos que permitam a extração da água.

Neste capítulo pretendemos traçar e relacionar os elementos que constituem o povoado de Monforte de Rio Livre. Entendemos que é importante relacionar os elementos que constituem o traçado do povoado e que contribuem para a fixação de pessoas, para o crescimento do concelho e, consequentemente, para a evolução da arquitetura militar.

A terra de Monforte de Rio Livre cresceu e desenvolveu-se a partir da centúria do Duzentos, pelo que se pode relacionar com o estabelecimento de uma hierarquia territorial manifestada e possibilitada pelo desenvolvimento de instituições concelhias. Efetivamente, a póvoa de Monforte de Rio Livre surgiu no século XIII, no seguimento da política de D. Afonso III e de D. Dinis de criação de novos núcleos urbanos em Trás-os-Montes. Esta política ficou conhecida pela expressão “Fazer vila”. Esta expressão obrigava na maior parte dos casos à escolha de locais que mostravam condições naturais de defesa, facilmente identificáveis à distância e possuindo amplo controlo visual do espaço envolvente, características adequadas a um centro de território.

Neste sentido, estas implantações de grande altitude, oferecem amplas plataformas com capacidade para acolher áreas de habitação suficientemente dimensionadas a uma população que se pretenda numerosa, rodeada por um muro de cerca. Para além disso, esta expressão nos tempos medievais era utilizada como sinónimo de demarcação espacial através da construção de muralhas, na medida em que eram estas que delimitavam com precisão o espaço sujeito à nova ordem instituída pelos seus documentos fundacionais. 

Este movimento de criação de póvoas de iniciativa régia, na segunda metade do século XIII, nos reinados de D. Afonso III e D. Dinis, demonstram a constituição de estruturas mais evoluídas e em áreas relativamente superiores. A procura de uma maior adequação entre a morfologia urbana das povoações e o tipo de implantação orientou a preferência por morros amplos de perfil pouco acidentados ou mesmo por plataformas. Na realidade, o movimento estendeu-se mantendo a forma ovalada e a organização urbana com um padrão ortogonal, com eixos longitudinais estruturadores, cortados em ângulo reto por ruas e travessas mais estreitas, indiciando um superior cuidado na planificação dos novos núcleos.

A observação da planta permite facilmente reconhecer o traçado ovalado da cerca da vila. No interior, observando o debuxo da vista Nordeste de Duarte de Armas parece-nos patente um plano urbano planificado ortogonal com um eixo maior longitudinal e diversos outros transversais.

Este recinto amuralhado, onde se desenvolve o povoado, era constituído por habitações, a Casa da Câmara, a Cadeia, e ainda a Igreja Matriz de São Pedro de Batocas e da Capela da Senhora do Prado. Contudo, o estado atual de abandono e degradação do povoado, uma vez que se encontra coberto por uma densa vegetação, dificulta a perceção dos elementos que caracterizavam a malha urbana. Apesar de os arruamentos serem quase impossíveis de se visualizar na atualidade, conseguimos observar que o esquema utilizado passou pela opção dos arruamentos de esquema quadricular. “

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In: “A Evolução do Povoado e Castelo de Monforte de Rio Livre na Idade Média” - Ricardo Jorge Pinheiro Teixeira

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Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Out22

Castelo de Monforte de Rio Livre - Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

 

Castelo de Monforte de Rio Livre

Águas Frias – Chaves – Portugal

07 DSC05706_ms_marca d'agua

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No dia 7 de outubro, celebrou-se o Dia Nacional dos Castelos.

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Desde 1984 que o Dia Nacional dos Castelos se comemora nesta data com o objetivo de promover em todo o país, iniciativas que visam a reflexão sobre o património fortificado.

Os castelos são testemunhos da memória coletiva dos povos e representam uma importante referência arquitetónica, histórica, cultural e simbólica do nosso país.

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Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Ago22

CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE e os visitantes no cimo da sua muralha


Mário Silva Mário Silva

CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE

e os visitantes no cimo da sua muralha

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Nota: a foto tem marca de água, já que alguém (José Silva - https://www.instagram.com/castelomonforte2016/?hl=pt) publica fotos de outros sem menção de autor e recortando mesmo a parte inferior onde está a marca(assinatura) do autor. Mesmo alertado continua com o mesmo procedimento.

Assim a partir de hoje as fotos, terão além da marca de autor, também marcas de água.

Desculpem !!!!    Obrigado !!!!

19 DSC04653_ms_ com marca de água

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AFINAL, A MELHOR MANEIRA DE VIAJAR É SENTIR.

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Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.

Sentir tudo ele todas as maneiras.

Sentir tudo excessivamente

Porque todas as coisas são, em verdade excessivas

E toda a realidade é um excesso, uma violência,

Uma alucinação extraordinariamente nítida

Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,

O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas

Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

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Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,

Quanto mais personalidades eu tiver,

Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,

Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,

Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,

Estiver, sentir, viver, for,

Mais possuirei a existência total do universo,

Mais completo serei pelo espaço inteiro fora,

Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,

Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,

E fora d'EIe há só EIe, e Tudo para Ele é pouco.

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_____  Álvaro de Campos   _____

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Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Jul22

CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE


Mário Silva Mário Silva

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CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE

17 DSC06642_ms

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Da antiga vila medieval de Monforte de Rio Livre conserva-se ainda grande parte da sua estruturação urbana.

O conjunto constitui-se pelo castelo onde permanece uma imponente torre de menagem seguida de um pátio de configuração sub-retangular.

Este conjunto estrutural é o que sobressai dentro da arquitetura da vila, implantando-se de forma proeminente na zona mais elevado do relevo. A torre de menagem possui uma planta de configuração quadrangular e é acedida por uma porta sobrelevada que se abre para o pátio.

"O r/c da torre é ocupado por uma cisterna abobadada com abertura central no primeiro andar. A abóbada de berço que atualmente se vê neste piso, situada a grande altura constituiu primitivamente a cobertura de um segundo andar desaparecido, restando ainda as consolas de apoio do sobrado e os vãos nas paredes que iluminavam aquele que constituía o andar nobre da torre.

 A partir do ângulo NO deste antigo segundo piso desenvolve-se uma escada em caracol, integrada na espessura da parede, que permite o acesso ao adarve superior.

Externamente o coroamento da torre apresenta a toda a volta as mísulas de desaparecidos balcões ou matacães, e duas gárgulas de escoamento de águas pluviais.

O pátio apresenta planta sub-rectangular".

 A área urbana da vila é envolvida por uma muralha granítica de pedra bem aparelhada que delimita um perímetro de ocupação de configuração aproximadamente elíptica. O traçado urbano da antiga vila medieval estrutura-se em função de arruamentos que delimitam ruínas de construções com uma funcionalidade difícil de apurar.

Contudo, alguns desses derrubes poderão corresponder a antigas estruturas de habitação, à antiga casa da câmara, à igreja matriz da localidade ou à capela da Sr.ª do Prado, edifícios frequentemente referidos na documentação relativa ao local e em algumas plantas conhecidas.

 No sector sul, a anteceder a muralha gótica e o castelo propriamente dito, abre-se um profundo fosso que alguns autores relacionam com uma obra pós-medieval derivada da necessidade de reforçar o complexo de defesa desta localidade durante a fase da Restauração.

Não existem quaisquer vestígios que permitam afirmar que a primeira fortaleza remonta a um povoado fortificado da Idade do Ferro, embora alguns autores radiquem a origem de Monforte de Rio Livre nesse período cronológico.

A vila medieval foi sede de um amplo termo que correspondeu ao julgado de Rio Livre e abrangia uma área que tinha como limites a Este os rios Mente e Rabaçal e a Norte a região espanhola da Galiza.

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In: Monforte de Rio Livre - Portal do Arqueólogo

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FotoPintura: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
01
Abr22

Castelo de Monforte de Rio Livre -  MONUMENTO NACIONAL e (agora) PATRIMÓNIO MUNDIAL da HUMANIDADE


Mário Silva Mário Silva

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Castelo de Monforte de Rio Livre

 MONUMENTO NACIONAL

e (agora)

PATRIMÓNIO MUNDIAL da HUMANIDADE

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01 DSC02609_Património Mundial

 

Foi classificado como Monumento Nacional pelo Decreto n.º 37 728, DG, I Série, n.º 4, de 5-01-1950.

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Foi inscrito na Lista do PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE pela UNESCO, na 68.ª Sessão do Comité do Património Mundial, a 7 de maio de 2022, realizada em Baku, Azerbaijão.

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Para eleger este monumento a Património da Humanidade, a Comissão da Unesco atendeu a pelo aos seguintes critérios:

(i) –

mostrar um intercâmbio importante de valores humanos, durante um determinado tempo ou em uma área cultural do mundo, no desenvolvimento da arquitetura ou tecnologia, das artes monumentais;

(ii) –

mostrar um testemunho único, de uma tradição cultural ou de uma civilização que está viva ou que tenha desaparecido;

(iii) –

ser um exemplo de um tipo de edifício ou conjunto arquitetónico, que ilustre significativos estágios da história humana;

(iv) –

ser um exemplo destacado de um estabelecimento humano tradicional, que seja representativo de uma cultura (ou várias), especialmente quando se torna vulnerável sob o impacto de uma mudança irreversível;

(v) –

estar diretamente ou tangivelmente associado a eventos ou tradições vivas de destacada importância universal;

(vi) –

conter fenómenos naturais excecionais ou áreas de beleza natural e estética de excecional importância;

(vii) –

conter os mais importantes e significativos habitats naturais para a conservação in situ da diversidade biológica, incluindo aqueles que contenham espécies ameaçadas que possuem um valor universal excecional do ponto de vista da conservação.

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“No cimo do Brunheiro

Vejo o castelo de Monforte,

Mas só com uma mentira

Ele se torna mais forte. “

______   ©MárioSilva   _______

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06
Fev22

Águas Frias (Chaves) – Portugal e o castelo de Monforte de Rio Livre … É o REINO MARAVILHOSO …


Mário Silva Mário Silva

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Aldeia transmontana de Águas Frias (Chaves) – Portugal

e o castelo de Monforte de Rio Livre

É o REINO MARAVILHOSO …

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Blog 06 DSC09445_ms

 

Trás-os-Montes “fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos”

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“(…) Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite.”

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“Serra, seio de pedra
Onde mamei a infância
Amor de mãe, que medra
Quando medra a distância.”

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_____________    Miguel Torga   ________________

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22
Set21

As couves-galegas (“Brassica oleracea var. Acephala”), … as casas, … a encosta do Brunheiro … e o castelo de Monforte de Rio Livre - Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

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As couves-galegas (“Brassica oleracea var. Acephala”), …

as casas, …

a encosta do Brunheiro …

e o castelo de Monforte de Rio Livre,

na formosa aldeia transmontana de

Águas FriasChavesPortugal

Blog 22 DSC07817_ms

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Rúbrica preto

 

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12
Abr21

MONFORTE DE RIO LIVRE


Mário Silva Mário Silva

 

MONFORTE DE RIO LIVRE

“Monforte de Rio Livre foi uma vila e sede de concelho localizada na atual freguesia de Águas Fias no município de Chaves.

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A importância da vila esteve ligada ao seu castelo, mandado construir pelo rei Afonso III em 1253 aquando visitou a região. Em 1273 a povoação recebeu foral do mesmo rei, altura em que devem ter-se iniciado as obras de reforma do conjunto que, na sua maior parte, chegou até aos nossos dias.

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Logo a seguir Afonso III alçou a vila a cabeça de território, dentro do mesmo processo de organização da fronteira setentrional, e concedeu-lhe uma série de facilidades, entre as quais, um couto de homiziados, sede duma das 4 judiarias de Trás-os-Montes (junto a Chaves, Mogadouro e Bragança) e instituiu-lhe uma feira na região de dous dias, célebre até recentemente.

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Estes privilégios, para além duma localização perto da fronteira com a Galiza, facilitou a instalação de Judeus que, como no caso da Judiaria galega de Monte-Rei, moravam dentro da fortaleza, mas na área murada que envolve o castelo, permitindo o desenvolvimento de toda classe de negócios. 

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Porém, a zona nunca se desenvolveu muito e pensa-se que muitos dos judeus que moraram aqui no século XIV foram para Chaves. No final do século XVIII habitavam junto do castelo 5 famílias judaicas.

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No início do século XIX a vila encontrava-se despovoada e, numa reforma administrativa, em 1836 a sede do município é transferida para a freguesia de Lebução, e em 1853 o concelho é extinto, passando parte das suas freguesias para Chaves ou Valpaços. Com a extinção do Concelho, o castelo foi abandonado, assim como a povoação.”

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Artigo redigido a partir de informações do historiador Jorge Alves Ferreira

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23
Mar21

Mimosas  “Acacia dealbata”… o Brunheiro e o majestoso castelo de Monforte de Rio Livre


Mário Silva Mário Silva

 

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Mimosas  “Acacia dealbatao Brunheiro e o majestoso castelo de Monforte de Rio Livre

Águas Frias – Chaves – Portugal

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A mimosa  “Acácia dealbata”

Embora o castelo tenha uma importância histórica e monumental de enorme interesse, esta publicação vai-se centrar na árvore “mimosa”.

É uma árvore de enorme beleza com as suas milhares de flores de um amarelo, que não deixa ninguém indiferente, como não é indiferente o intenso odor que as flores libertam, mas … e, não sei porquê, há sempre um mas …

Não é uma espécie autóctone, mas sim nativa da Austrália, que se veio instalar na Europa, e …

“Quando somos confrontados com esta espécie e porque ela aparece em todo o lado, o que fazer? Se o “ataque” não for muito significativo, basta-nos arrancar o mais depressa possível as plantas de preferência quando forem ainda jovens. Mas quando o ataque for superior, que é o que normalmente acontece, devemos tentar eliminar rapidamente as plantas recorrendo a ajuda externa e ou procurar ajuda nos organismos do estado, pois no caso desta espécie quanto mais tempo deixarmos andar, menos eficaz será o seu combate e mais meios será necessário canalizar para o efetivo controle da praga.

O seu alto valor ornamental continua a ser o principal problema da sua propagação por todo o país. Quando vamos passear e observamos estes seres maravilhosos que começam agora, a partir deste mês, a mostrar o seu verdadeiro esplendor (abundante floração) custa a entender que o que estamos a ver está a pôr em causa uma outra flora muito importante – a autóctone. Sim, porque devido às suas características, estas espécies impedem o desenvolvimento de qualquer outra, tornando-se em poucos anos a espécie dominante e neste caso as únicas, com consequências enormes no que respeita à biodiversidade.”

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Diogo Ricou

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15
Mar21

Águas Frias (Chaves) – Portugal, vista das muralhas do Castelo de Monforte de Rio Livre


Mário Silva Mário Silva

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A aldeia de Águas Frias (Chaves)Portugal vista das muralhas do Castelo de Monforte de Rio Livre

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Monforte de Rio Livre era uma vila e sede de concelho de Portugal, localizada na atual freguesia de Águas Frias, no município de Chaves. Teve foral em 1273, vindo a ser suprimido em 1853.

A importância da vila esteve ligada ao seu castelo, sendo por isso alvo de diversos cercos e lutas, em especial durante a guerra da Restauração entre 1640 e 1668.

No início do século XIX a vila encontrava-se despovoada e a sede do município tinha sido transferida para a freguesia de Lebução.

O município era constituído pelas seguintes freguesias:

  • Águas Frias; Aguieiras; Alvarelhos; Avelelas; Barreiros; Bobadela; Bouça do Nunes; Bouçoães; Casas de Monforte; Cimo de Vila da Castanheira; Curral de Vacas; Fiães; Fornos do Pinhal; Lama de Ouriço; Lebução; Mairos, Nozelos; Oucidres; Paradela; Roriz; Sanfins; Santa Valha; São Vicente; Sonim; Tinhela; Travancas; Tronco; Vilartão.

Tinha, em 1801, 8 259 habitantes. Após as reformas administrativas do início do liberalismo, as freguesias de Aguieiras, Bouça do Nunes e Fornos do Pinhal foram desanexadas deste município. Tinha, em 1849, 8 465 habitantes.

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