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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

10
Dez25

"O ouriço esquecido"


Mário Silva Mário Silva

"O ouriço esquecido"

10Dez DSC05257_ms.JPG

A fotografia de Mário Silva é um close-up macro que se foca num único ouriço de castanha, capturado na floresta, provavelmente após a época de colheita.

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O Ouriço: O objeto central é o ouriço, a casca espinhosa da castanha, que aqui se apresenta na sua forma redonda e perfeitamente simétrica.

As suas hastes são de cor castanho-alaranjada e o ouriço está fechado, sugerindo que a castanha lá dentro ainda não foi colhida ou que o ouriço foi abandonado.

O seu aspeto denso e espinhoso domina o plano.

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A Cama de Musgo: O ouriço repousa sobre um tapete denso de musgo vivo, de um verde fluorescente e vibrante.

O contraste entre o castanho-seco e picante do ouriço e a suavidade e a frescura húmida do musgo são extremamente acentuadas.

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Detalhes do Solo: Em frente ao ouriço, é visível um pequeno líquen branco-acinzentado, que acrescenta um detalhe de textura e cor secundário ao primeiro plano.

O fundo é desfocado em tons de castanho e verde-escuro, concentrando todo o foco no ouriço e no musgo.

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Composição: O enquadramento central e a profundidade de campo rasa conferem ao ouriço uma importância escultural, quase como se fosse uma pequena mina terrestre orgânica.

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O Ouriço Esquecido – Drama, Espinhos e a Traição Humana

No grande palco do souto transmontano, onde o Outono se desenrola em tons de glória e farra, encontramos a estrela desta peça: "O ouriço esquecido".

Aqui está ele, isolado, com a sua armadura de espinhos perfeita, repousando sobre um tapete de musgo verde piscina que grita Primavera (o que, convenhamos, é um choque de moda e calendário).

Mas não se deixe enganar pela beleza cénica.

Este ouriço é, na verdade, uma vítima.

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A sua função na vida era clara: proteger a sua preciosa carga, a castanha, para que, no momento certo, fosse colhida por mãos carinhosas e terminasse a sua jornada no calor crepitante de uma lareira, ao lado de um bom vinho.

Contudo, ele foi traído.

Enquanto os seus irmãos foram impiedosamente apanhados e calcados por botins e socas, este exemplar, por um capricho do destino (ou talvez por um “scanner” de castanhas avariado), foi deixado para trás.

Terá sido um erro de cálculo, uma mancha na eficiência da apanha?

Ou terá sido uma decisão consciente: "Deixemos este, Mário, para a foto, que está com um musgo fabuloso!"

Agora, o nosso ouriço está aqui, um herói trágico da micologia, destinado a abrir-se não para a fogueira, mas para o lento abraço húmido da terra.

Está a ser lentamente reabsorvido pelo ciclo de vida, sem a glória de ser cozido.

É o espinho na consciência do colhedor de castanhas: o lembrete de que, mesmo na colheita mais abençoada, há sempre um pequeno tesouro esquecido.

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E o musgo? O musgo verde-limão está simplesmente a rir-se, sabendo que a sua hora de dominar a floresta chegou, aproveitando o ouriço como um pequeno troféu castanho-alaranjado.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Nov25

"Castanha Transmontana - como ela não há igual"


Mário Silva Mário Silva

"Castanha Transmontana - como ela não há igual"

21Nov DSC06391_ms

A fotografia de Mário Silva é um close-up vertical que celebra a colheita da castanha, capturando um cesto rústico repleto dos frutos no solo do souto.

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O elemento central é um cesto de verga ou vime tecido, de formato tradicional e com uma pega larga de madeira clara.

No interior do cesto, repousa uma abundância de castanhas maduras.

As castanhas são de cor castanho-avermelhada intensa e brilhante, com a ponta clara, e parecem ser de um calibre considerável, prontas para serem preparadas.

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O cesto está assente numa mistura de terra e erva verde-escura, com manchas de terra mais exposta no primeiro plano.

Ao fundo, espalhados pela relva e sobre um trecho de terra batida, são visíveis alguns ouriços (as cascas espinhosas da castanha) em tons de castanho-claro, já abertos e vazios, confirmando o local da apanha.

A luz incide suavemente, destacando as cores ricas das castanhas e a textura da verga.

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A Castanha Transmontana: Um Tesouro do Outono, Sabor e Identidade

O título da fotografia, "Castanha Transmontana - como ela não há igual", é uma afirmação que resume o orgulho e a reverência que a região de Trás-os-Montes nutre por este seu fruto.

A castanha não é apenas um produto agrícola; é uma pedra angular da cultura, da história e da paisagem transmontana.

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A Excelência da Terra o Fruto Superior

Trás-os-Montes, com o seu clima continental (invernos rigorosos e verões quentes) e solos graníticos ácidos, oferece o terreno ideal para o cultivo do castanheiro (Castanea sativa).

Esta combinação resulta em castanhas de qualidade excecional, reconhecidas pela Indicação Geográfica Protegida (IGP) "Castanha da Terra Fria", que abrange variedades notáveis como a Longal e a Judia.

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A superioridade da castanha transmontana reside em várias características que a tornam "sem igual":

Sabor e Textura: Possuem um sabor inconfundível, doce e intenso, e uma textura farinhenta e pouco fibrosa, ideal para assar, cozer ou para a produção de farinha e doces.

Calibre: Frequentemente, o seu calibre é superior, o que a torna altamente valorizada nos mercados nacional e internacional.

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O "Pão da Serra" e a Tradição da Sobrevivência

Historicamente, a castanha foi vital.

Antes da disseminação da batata e do milho, servia como a principal fonte de alimentação das populações serranas, valendo-lhe o nome de "pão da pobreza".

Era consumida de múltiplas formas — fresca, cozida, assada ou seca para ser guardada durante o inverno.

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A fotografia, ao mostrar o cesto cheio, simboliza a recompensa do trabalho e a garantia da sobrevivência da comunidade.

A apanha, frequentemente associada ao Magusto (celebrado por São Martinho), transformava-se num ritual de convívio e partilha, reforçando os laços sociais no souto.

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Um Futuro na Modernidade

Hoje, o castanhal transmontano é encarado com um novo valor económico, fornecendo matéria-prima para a indústria de ultracongelados e para a gastronomia de alta cozinha.

O cesto na relva, assim, representa a coesão entre o passado rústico e um futuro próspero, garantindo que a castanha continue a ser o orgulho e o sabor inigualável de Trás-os-Montes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Nov25

"Castanha transmontana e Magusto"


Mário Silva Mário Silva

"Castanha transmontana e Magusto"

11Nov DSC06315_ms2

A fotografia de Mário Silva é um close-up que foca a atenção no fruto do castanheiro no seu invólucro natural.

A imagem apresenta um ouriço (a casca espinhosa) parcialmente aberto, ainda pendurado num ramo, com as suas castanhas já visíveis no interior.

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O ouriço é de cor verde-limão e amarelo-pálido, coberto por uma miríade de espinhos longos e finos.

No seu interior, revelam-se duas castanhas de cor castanho-avermelhada e brilhante, com a ponta clara, prontas para serem colhidas.

O fundo é composto por folhagem verde-escura e alguma vegetação desfocada (bokeh), o que destaca as cores ricas e as texturas contrastantes da castanha e do ouriço.

A fotografia celebra a prontidão da colheita e a beleza do fruto antes de ser apanhado.

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A Castanha Transmontana: O "Pão da Pobreza" e a Festa do Magusto

A castanha, magistralmente retratada por Mário Silva no seu ouriço protetor, é um dos mais importantes símbolos culturais e económicos de Trás-os-Montes.

Durante séculos, o fruto do castanheiro (Castanea sativa) foi mais do que um alimento; foi o pilar da subsistência em muitas regiões de montanha, valendo-lhe o cognome de "pão da pobreza" ou "pão da serra".

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O Valor Histórico e Económico

O castanheiro, introduzido ou expandido pelos Romanos e cultivado em tradicionais soutos, prospera nos solos ácidos e no clima frio de Trás-osMontes e Beiras.

Antes da chegada da batata e da expansão do milho, a castanha servia como principal fonte de carboidratos, sendo consumida cozida, assada, seca (conhecida como "castanha pilada") ou moída em farinha.

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Hoje, a Castanha da Terra Fria (variedades como a Longal e a Judia) possui uma reputação de qualidade superior, sendo valorizada tanto para consumo “in natura” como para a exportação e a indústria de ultracongelados.

A colheita, que ocorre no outono, mobiliza as comunidades e representa uma fatia importante da economia local.

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O Magusto: A Festa da Partilha e da Identidade

O ponto alto do ciclo da castanha é a celebração do Magusto, um ritual ancestral de convívio e agradecimento, que em Portugal está tradicionalmente associado ao Dia de São Martinho (11 de novembro).

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O Magusto é a festa onde a castanha, após o trabalho da apanha, é finalmente saboreada de forma comunitária (ou era):

O Fogo e o Ritual: Acendem-se fogueiras para assar as castanhas (fazendo o magusto), que se comem quentes e, muitas vezes, ainda com o fumo a sair.

A Bebida Tradicional: A castanha assada é tradicionalmente acompanhada por vinho novo (o vinho acabado de fazer da vindima anterior) ou por jeropiga (uma bebida doce feita com mosto de uva).

O Convívio: O Magusto é (ou era) uma cerimónia de partilha, onde as castanhas, o vinho e a água-pé correm livremente, e o convívio, os cânticos e as brincadeiras (como enfarruscar os rostos uns dos outros com as cinzas da fogueira) reforçam (ou reforlavam) os laços comunitários.

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Em Trás-os-Montes, a castanha é, portanto, o laço que une o passado e o presente, e o Magusto é o momento em que a comunidade celebra (ou celebrava) a generosidade da terra e a sua própria identidade.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Nov25

"A apanha da castanha" - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"A apanha da castanha"

Águas Frias - Chaves - Portugal

08Nov DSC06327_ms

A fotografia de Mário Silva retrata uma cena rural no outono, especificamente em Águas Frias, Chaves.

O foco da imagem está em duas figuras humanas curvadas sobre um campo de relva verde-viva, dedicadas à colheita das castanhas.

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As figuras, vestidas com roupa escura que contrasta fortemente com o verde do relvado, estão em pleno trabalho: uma delas parece estar a recolher algo para um saco branco no chão, enquanto a outra utiliza um balde claro.

A postura curvada de ambas as figuras enfatizam o esforço e a dedicação exigidos por esta tarefa.

O plano de fundo é composto por um maciço de castanheiros com folhagem verde e tons de castanho-avermelhado (fetos e ramos secos), característicos do outono.

A luz do sol incide sobre a vegetação, criando um ambiente natural e rústico.

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A Apanha da Castanha: Mais do que Colheita, um Ritual Transmontano

A fotografia de Mário Silva, que imortaliza o esforço da apanha da castanha em Águas Frias, Chaves, capta um dos rituais mais antigos e significativos do ciclo agrícola em Trás-os-Montes.

A castanha não é apenas um fruto; é um símbolo de subsistência, de convívio e da identidade cultural de uma região onde o castanheiro é apelidado de "árvore do pão".

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O Outono e o Tesouro do Souto

O outono, com o seu tapete de folhas caídas, anuncia o tempo do Souto, a floresta tradicional de castanheiros.

A apanha da castanha é um processo que exige paciência e, como a fotografia bem ilustra, um trabalho manual árduo.

As castanhas, protegidas dentro dos ouriços espinhosos, são libertadas pela queda ou com a ajuda de varas.

As figuras curvadas sobre a terra representam a ligação profunda e física entre o homem transmontano e o seu recurso mais valioso.

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O Sentido da Comunidade e do Esforço

Tradicionalmente, a apanha da castanha é uma atividade comunitária (ou era).

Famílias e vizinhos juntam-se (ou juntavam-se) nos soutos, numa forma de entreajuda que transforma o trabalho num momento de convívio.

A colheita não é apenas um ato económico; é um ritual social que reforça (ou reforçava) os laços comunitários.

O produto final, a castanha, era, e em muitas zonas ainda é, uma reserva vital para o inverno, utilizada em inúmeras receitas doces e salgadas.

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Da Terra à Mesa: O Magusto

O clímax da época da castanha é a celebração do Magusto, tipicamente no Dia de São Martinho (11 de novembro).

É um momento festivo onde as castanhas, assadas no fogo, são partilhadas (ou eram), acompanhadas por vinho novo ou jeropiga.

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A fotografia de Mário Silva é um registo intemporal desta cultura.

As mãos que trabalham, a roupa prática, o balde e o saco, tudo aponta para a importância da castanha como pilar da vida rural, um tesouro que a terra oferece anualmente e que, com o esforço e o suor, garante a sobrevivência e a celebração em Trás-os-Montes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Jan25

"O ouriço esquecido"


Mário Silva Mário Silva

"O ouriço esquecido"

29Jan DSC05256_ms

A fotografia "O ouriço esquecido" de Mário Silva apresenta um close-up de um ouriço, o fruto espinhoso do castanheiro, pousado sobre um leito de musgo verde e húmido.

O ouriço, com a sua casca castanha e espinhos agudos, contrasta com a suavidade do musgo, criando uma composição visualmente interessante.

A profundidade de campo restrita enfatiza o ouriço, isolando-o do ambiente circundante e convidando o observador a um olhar detalhado.

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A composição da fotografia é simples e eficaz, com o ouriço ocupando o centro da imagem.

A perspetiva macro permite apreciar a beleza e a complexidade desse pequeno fruto, revelando a textura da sua casca e a delicadeza dos espinhos.

O fundo desfocado, composto por musgo e folhas, cria uma atmosfera natural e acolhedora.

A luz natural incide sobre o ouriço, criando sombras que acentuam a textura da sua casca e a humidade do ambiente.

A paleta de cores é limitada, com predominância de tons de castanha, verde e amarelo, que evocam a sensação de inverno e de decomposição.

O ouriço possui um forte simbolismo.

Ele representa a proteção, a resistência e a passagem do tempo.

Na fotografia de Mário Silva, o ouriço, esquecido no meio da floresta, pode ser visto como um símbolo da natureza em constante transformação.

Os ouriços desempenham um papel fundamental na dispersão das sementes dos castanheiros.

Ao caírem no solo, os ouriços decompõem-se, liberando as castanhas que germinam e dão origem a novas árvores.

Além disso, os ouriços servem de alimento para diversos animais, contribuindo para a manutenção da biodiversidade.

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Os ouriços desempenham um papel crucial na dinâmica dos ecossistemas florestais.

Ao dispersar as sementes dos castanheiros, eles contribuem para a regeneração das florestas e para a manutenção da biodiversidade.

Além disso, os ouriços servem como alimento para diversos animais, como esquilos, ratos e aves, contribuindo para a cadeia alimentar.

A decomposição dos ouriços enriquece o solo, fornecendo nutrientes essenciais para o crescimento das plantas.

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A fotografia "O ouriço esquecido" de Mário Silva é mais do que uma simples imagem de um fruto.

Ela convida-nos a refletir sobre a importância da natureza e sobre a interconexão entre todos os seres vivos.

O ouriço, aparentemente insignificante, desempenha um papel fundamental no ecossistema, contribuindo para a manutenção da vida na floresta.

A fotografia de Mário Silva captura a beleza e a fragilidade da natureza, convidando-nos a apreciar a complexidade e a importância de cada elemento do ecossistema.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Nov20

Castanhas acomodadas e “protegidas” dentro dos ouriços - BOM S. MARTINHO


Mário Silva Mário Silva

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Castanhas acomodadas e “protegidas” dentro dos ouriços, num dos muitos castanheiros da aldeia transmontana de Águas Frias (Chaves) – PORTUGAL

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Os castanheiros alegres,
Com os seus ouriços a abrir.
Nós olhámos para as castanhas,
Elas ficaram-se a rir.

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Cláudia Raquel

DSC00358_ms

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As castanhas estão no ouriço,
Alguém as vai apanhar
Para depois as ouvir,
No lume a estalar!

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Joel Pina

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BOM S. MARTINHO

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Ver também:

https://www.facebook.com/mario.silva.3363

https://mariosilva2020.blogs.sapo.pt/

http://aguasfrias.blogs.sapo.pt

https://aguasfriaschaves.blogs.sapo.pt/

www.flickr.com/photos/7791788@N04

https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA?view_as=subscriber

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                                                     🌰  🌰  🌰

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Mário Silva 📷

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