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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

03
Dez25

"Os castanheiros despidos, deixando ver a casa" - Águas Frias - Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Os castanheiros despidos, deixando ver a casa"

Águas Frias - Chaves – Portugal

03Dez DSC03352_ms

A fotografia de Mário Silva capta uma cena de paisagem rural em pleno inverno, destacando a transparência da paisagem quando a folhagem cai, revelando a arquitetura por detrás.

A Casa: No centro do plano, emerge uma habitação rural moderna, de dois pisos, com uma varanda superior e grandes janelas.

A sua caraterística mais notável é o telhado de telha cerâmica de cor viva, alaranjada, que contrasta fortemente com o céu e os elementos circundantes.

A casa assenta num terreno desnivelado, apoiada numa estrutura de cimento ou bloco no rés-do-chão.

Os Castanheiros Despidos: Em primeiro plano, duas árvores de médio porte, desfolhadas, emolduram a casa.

Os seus ramos nus e escuros criam uma rede intricada que, no verão, ocultaria a casa, mas que no inverno a revela.

A falta de folhagem confirma o inverno profundo.

Estas árvores, pela sua estrutura e pelo contexto transmontano de Águas Frias, são castanheiros (Castanea sativa).

O Enquadramento e a Luz: A cena é capturada sob uma luz solar clara e fria, típica do inverno, com um céu azul parcialmente visível.

As sombras projetadas pelos ramos e pelo muro de suporte em primeiro plano reforçam a sensação de um dia de sol invernal.

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Castanheiros Despidos, Casa Revelada – O Ritmo Sazonal da Vida em Trás-os-Montes

A imagem "Os castanheiros despidos, deixando ver a casa" de Águas Frias, Chaves, é uma poderosa representação da sazonalidade e da transparência na vida rural de Trás-os-Montes.

O Outono e o Inverno não são épocas de perda, mas de revelação, onde a natureza retira o seu manto verde e expõe o que está por detrás: a estrutura da terra e a habitação humana.

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A Folha Que Cobre e a Folha Que Revela

No verão, os castanheiros (o souto) constituem uma barreira protetora e uma fonte de sombra, ocultando as casas do calor e, em parte, da vista.

Esta folhagem densa simboliza a abundância e o pico da atividade agrícola.

Quando chega o inverno, os castanheiros, já despidos após a colheita da castanha, tornam-se quase transparentes.

Esta nudez é um convite à contemplação e uma metáfora para a honestidade e a crueza da paisagem de inverno.

A casa, agora visível (com o seu telhado quente e laranja), simboliza o abrigo e o aconchego, o refúgio humano que resiste ao frio imposto pela natureza.

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O Inverno: A Época da Casa

Em Trás-os-Montes, o Inverno não é um tempo morto; é o tempo do recolhimento e da introspeção.

É a época em que a vida se move do campo (o ar livre) para o lar (o interior).

A luz fria do inverno realça a importância da casa como símbolo da família e da permanência.

A estrutura da casa, embora de linhas modernas (com grandes janelas), é ladeada pelas árvores ancestrais, ligando o conforto contemporâneo à tradição do ciclo da castanha, que é o coração económico e cultural da região.

O inverno força a comunidade a focar-se no essencial, tal como a ausência das folhas nos permite focar-nos na estrutura e no alicerce da vida rural.

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A imagem é um lembrete visual de que o ciclo da natureza e o ciclo da vida humana estão interligados: o castanheiro, depois de dar o seu fruto, repousa; e a comunidade, depois do trabalho no campo, recolhe-se à sua casa, esperando o novo ciclo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
17
Out25

Trepadeiras (Parthenocissus quinquefólia) invadem as ruínas da casa


Mário Silva Mário Silva

Trepadeiras (Parthenocissus quinquefólia)

invadem as ruínas da casa

17Out DSC02798_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada “Trepadeiras (Parthenocissus quinquefólia) invadem as ruínas da casa", é uma imagem poderosa que celebra o vigor da natureza sobre o tempo e a construção humana.

A foto apresenta um muro antigo, possivelmente de uma casa em ruínas, construído com pedra rústica e visivelmente desgastado.

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O elemento mais marcante é a trepadeira que cobre quase toda a parede, exibindo um espetáculo de cores de outono, que variam entre o vermelho vivo e o verde escuro, com as tonalidades mais intensas a dominarem o primeiro plano.

A luz do sol incide lateralmente, realçando a textura da pedra e a vivacidade das folhas.

No topo da parede, à direita, é visível uma chaminé e parte de um telhado, sugerindo que a casa ainda mantém alguma estrutura.

A composição é um forte contraste entre a solidez da pedra e a efemeridade e força da vida vegetal.

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O Abraço Selvagem: A Poesia da Ruína e a Força da Parthenocissus quinquefólia

A imagem capturada por Mário Silva é um testemunho silencioso de uma batalha, não travada com violência, mas com paciência: a batalha entre o trabalho humano e o poder inesgotável da natureza.

As ruínas de uma casa, outrora um lar de paredes sólidas, são agora o palco para o espetáculo da trepadeira Parthenocissus quinquefólia, que as envolve num abraço de fogo e vida.

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A Ruína como Tela

Na região de Trás-os-Montes e outras áreas rurais de Portugal, não é raro encontrar antigas casas de pedra abandonadas, onde o tempo se encarregou de desvanecer a presença humana.

Estas ruínas, longe de serem apenas símbolos de decadência, tornam-se telas para a natureza.

A solidez do granito serve de base para o crescimento de plantas que, gradualmente, recuperam o espaço que lhes foi tomado.

A Parthenocissus quinquefólia, vulgarmente conhecida como vinha virgem ou hera americana, é uma das protagonistas deste processo.

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A Magia do Outono: O Fogo na Parede

O momento em que a trepadeira mais se destaca é no outono.

É nesta estação que a clorofila se retira e revela os pigmentos vermelhos e carmesins que se tornam a assinatura da planta.

A cor intensa não é apenas um adeus ao verão, mas uma demonstração de vitalidade.

Na fotografia, este "fogo" que se espalha pela parede de pedra é uma metáfora poderosa: a vida persiste, e fá-lo com uma beleza espetacular.

O verde que ainda se agarra à estrutura atesta a luta e a resiliência contínua.

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Importância Ecológica e Simbólica

Ecologicamente, as trepadeiras nas ruínas não são destrutivas, mas sim benéficas.

Elas ajudam a estabilizar as paredes de pedra e a criar um micro-habitat para insetos, pássaros e pequenos animais.

As ruínas, assim, transformam-se em pequenos oásis de biodiversidade.

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Simbolicamente, a imagem da Parthenocissus a cobrir a ruína é profundamente poética.

Representa a impermanência de tudo o que é feito pelo homem e a eternidade dos ciclos da natureza.

O que o homem abandona, a natureza reclamará, e fá-lo-á com uma beleza que transcende a tristeza da perda.

A ruína, invadida pelo verde e pelo vermelho, deixa de ser um local de esquecimento para se tornar um hino à vida selvagem e persistente.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Set25

"As silvas rodeiam o casebre ... se o fogo chega ... depois não se queixe ...”


Mário Silva Mário Silva

"As silvas rodeiam o casebre

... se o fogo chega

... depois não se queixe ...”

03Set DSC03305_ms

Esta fotografia de Mário Silva retrata um pequeno casebre de cor clara, com telhado de telha de barro, aninhado numa paisagem de campo.

A casa, aparentemente abandonada, está rodeada por silvas e por vegetação seca, que se espalha em todas as direções.

Em primeiro plano, um fardo de palha repousa no chão, dourado pela luz do sol.

No fundo, uma grande rocha, coberta por vegetação seca, e uma floresta de pinheiros verdes completam a paisagem.

A fotografia transmite uma sensação de abandono, mas também de perigo, com a vegetação seca e as silvas a sugerir a vulnerabilidade do casebre a um possível incêndio.

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Estória: A Casa Velha e a Sra. Silvas

A pequena casa, com o seu telhado de telha de barro e as suas paredes claras, era conhecida na aldeia como "a casa da Sra. Silvas”.

Ninguém sabia o nome da mulher que lá tinha vivido, mas a sua memória, como as silvas que a rodeavam, estava enraizada na paisagem.

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A velha, dizia a lenda, tinha um medo obsessivo do fogo.

Ela passava os dias a limpar o terreno, a cortar as silvas e a varrer as folhas secas.

"Onde há mato, há perigo"- dizia ela, com a sua voz fina e suave.

Mas um dia, a velha partiu para a cidade, para viver com a sua família.

A casa ficou sozinha, e as silvas, que a velha tinha lutado para controlar, tomaram o poder.

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As silvas subiram pelas paredes, cobriram o telhado e entraram pelas janelas.

A casa, que antes era um símbolo de trabalho e de cuidado, tornou-se um símbolo de negligência.

E a aldeia, que antes se preocupava, agora olhava para a casa com um misto de tristeza e de resignação.

"As silvas rodeiam o casebre”, diziam eles, "se o fogo chega, depois não se queixe.”

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Um dia, no meio de um verão quente e seco, um incêndio deflagrou nas montanhas.

O vento, forte e quente, trazia o cheiro do fumo e as chamas aproximavam-se da aldeia.

A casa da Sra. Silvas, com o seu manto de silvas secas, era um alvo perfeito.

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As pessoas, com as suas mangueiras e os seus baldes de água, tentavam lutar contra o fogo.

Mas o fogo, com a sua fúria, era mais forte.

E a casa da Sra. Silvas, com o seu manto de silvas, foi consumida pelas chamas.

A casa, que tinha sido o lar de uma mulher que tinha medo do fogo, foi o primeiro a ser destruído.

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A fotografia de Mário Silva capta a casa antes da tragédia.

É um retrato de um momento de paz, mas também de um momento de perigo.

A imagem é um lembrete de que, por mais que a natureza seja bela, a sua força é implacável, e que o nosso cuidado e a nossa atenção são a única forma de nos protegermos.

E a estória da Sra. Silvas é um conto sobre a ironia do destino, e a importância de não nos esquecermos das lições do passado.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
01
Jul25

"Casas em Segirei" - (Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"Casas em Segirei"

(Chaves - Portugal)

01Jul DSC01335_Segirei_ms

A fotografia de Mário Silva, "Casas em Segirei" (Chaves - Portugal), retrata uma construção rural típica da região de Trás-os-Montes, particularmente das aldeias da raia, ou seja, aquelas localizadas na fronteira com Espanha.

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Este tipo de construção, visível na imagem, caracteriza-se pelo uso predominante de pedra, um material abundante na região.

As paredes são robustas, geralmente de xisto ou granito, dependendo da geologia local, e construídas com técnica de alvenaria de pedra seca ou com argamassa simples.

A tonalidade da pedra confere uma camuflagem natural ao ambiente, integrando as casas na paisagem.

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Os telhados são, na maioria dos casos, de telha cerâmica, de tipo luso-árabe, com inclinações adequadas para escoamento da água da chuva e resistência às intempéries, incluindo as nevadas de inverno.

No caso da fotografia, a telha é de um tom alaranjado, que contrasta com a cor da pedra.

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As janelas e portas eram tradicionalmente pequenas, para melhor isolamento térmico e segurança, embora não sejam muito visíveis nesta imagem.

A funcionalidade e a adaptação ao clima e aos recursos locais eram os princípios basilares destas construções.

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No que toca ao contexto das aldeias transmontanas da raia, estas construções refletem um modo de vida rural e agropastoril.

As casas eram frequentemente de dois pisos: o rés-do-chão servia para abrigar animais ou armazenar produtos agrícolas, enquanto o piso superior era a habitação.

Esta tipologia era prática e permitia aproveitar o calor gerado pelos animais no piso inferior para aquecer a casa no inverno.

A simplicidade e a durabilidade eram características essenciais, dada a escassez de recursos e a necessidade de autossuficiência.

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É comum ver nestas aldeias a presença de anexos, muros e currais, também construídos em pedra, que complementam o conjunto arquitetónico e funcional da propriedade.

A degradação parcial da casa na fotografia, com parte da parede em ruínas, é um reflexo do despovoamento e abandono que muitas destas aldeias têm vindo a sofrer nas últimas décadas.

No entanto, a solidez da sua construção original ainda se mantém visível.

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Em suma, a fotografia de Mário Silva é um excelente exemplo da arquitetura vernácula das aldeias da raia transmontana, caracterizada pela robustez da pedra, a simplicidade funcional e a profunda ligação ao território e aos seus recursos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Jun25

"Para memória futura" - Águas Frias, Chaves, Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Para memória futura"

Águas Frias, Chaves, Portugal

09Jun DSC01938_ms

A imagem capturada por Mário Silva, intitulada "Para memória futura" e ambientada em Águas Frias, Chaves, Portugal, revela uma cena rústica que convida à reflexão.

O espaço, com as suas paredes de pedra antiga, telhado de madeira desgastado e objetos simples como cebolas penduradas e lenha empilhada, transmite a essência de um tempo passado, onde a vida seguia um ritmo mais lento e ligado à natureza.

Atrás da grade de ferro, que parece proteger e ao mesmo tempo limitar o acesso a esse mundo, percebe-se a presença de uma porta fechada, simbolizando talvez o fim de uma era ou a guarda de memórias.

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Tudo tem o seu tempo.

Esta frase ressoa profundamente ao observar a fotografia.

As cebolas maduras, colhidas e penduradas, sugerem o momento certo da colheita, enquanto a estrutura envelhecida reflete o passar dos anos, cada rachadura contando uma história.

É um lembrete de que cada coisa tem o seu ciclo – o crescimento, a maturação, o declínio – e que a beleza reside em respeitar esse fluxo natural.

A luz que entra pelo telhado danificado ilumina suavemente o interior, como se o tempo, na sua inevitabilidade, trouxesse também um brilho de esperança ou nostalgia.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Jun25

“Sabugueiro (Sambucus nigra) dominando a antiga residência do saudoso pároco” (Águas Frias – Chaves – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Sabugueiro (Sambucus nigra) dominando a

antiga residência do saudoso pároco”

(Águas Frias – Chaves – Portugal)

07Jun DSC01903_ms

A fotografia de Mário Silva intitulada “Sabugueiro (Sambucus nigra) dominando a antiga residência do saudoso pároco” captura uma cena pitoresca em Águas Frias, Chaves, Portugal.

A imagem destaca uma antiga residência de pedra com telhado de telhas vermelhas, parcialmente coberta por um sabugueiro (Sambucus nigra), cuja folhagem densa e flores brancas dominam a composição.

O fundo revela um vasto cenário de montanhas e vales, envolto numa atmosfera serena e ligeiramente nublada, sugerindo um ambiente rural e tranquilo.

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A foto equilibra bem os elementos naturais (sabugueiro e paisagem) com a estrutura arquitetónica, criando um contraste entre a vitalidade da vegetação e o estado deteriorado da residência.

O enquadramento centraliza a casa, enquanto o sabugueiro adiciona profundidade e dinamismo.

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A iluminação suave e difusa, provavelmente devido às nuvens, realça as texturas da pedra e das folhas, conferindo um tom nostálgico.

As cores naturais — verdes da vegetação, terrosos da casa e azuis suaves do horizonte — harmonizam-se, reforçando a sensação de integração com a natureza.

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O sabugueiro, crescendo sobre a residência abandonada, pode simbolizar a passagem do tempo e a reforço da natureza sobre o espaço humano, um comentário subtil sobre o declínio da presença humana na região.

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A profundidade de campo bem trabalhada mantém o foco na casa e na planta, enquanto o fundo desfocado adiciona contexto sem distrair.

O uso de um quadro preto ao redor da imagem dá um toque artístico, embora possa ser visto como um elemento convencional.

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A fotografia é uma reflexão melancólica e bela sobre memória e natureza, com uma execução técnica sólida que valoriza o património rural português.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Mai25

"A casa cor-de-rosa, com viaduto, na aldeia transmontana"


Mário Silva Mário Silva

"A casa cor-de-rosa, com viaduto, na aldeia transmontana"

30Mai DSC00084_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "A casa cor-de-rosa, com viaduto, na aldeia transmontana", captura uma cena pitoresca da aldeia de Águas Frias, em Chaves, Portugal.

A imagem mostra uma casa de dois andares com uma fachada pintada num tom suave de cor-de-rosa, que se destaca contra o cenário rústico da aldeia.

A casa está elevada, com acesso por uma escadaria de pedra que desce até um pequeno pátio de chão irregular, onde se vê uma mistura de terra e pedras.

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A estrutura da casa apresenta um design funcional e tradicional, com um pequeno viaduto que liga o andar superior a outra construção adjacente, sugerindo uma adaptação ao relevo acidentado da região transmontana.

O viaduto, também pintado de cor-de-rosa, é suportado por uma parede de pedra bruta, que contrasta com a suavidade da cor da fachada.

No andar superior, há uma varanda coberta com colunas cilíndricas da mesma tonalidade, protegida por grades de ferro.

As janelas grandes, com caixilhos brancos e cortinas leves, permitem a entrada de luz natural, conferindo um ar acolhedor ao espaço.

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Ao fundo, é possível vislumbrar um cenário rural com campos verdes e algumas árvores, típicos da paisagem transmontana.

A luz do sol, suave e inclinada, sugere que a foto foi tirada ao final da manhã, criando sombras que realçam a textura das paredes de pedra e o contraste com a pintura cor-de-rosa.

A assinatura de Mário Silva, no canto inferior esquerdo, adiciona um toque pessoal à obra, que reflete a simplicidade e a beleza da vida nas aldeias portuguesas.

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A cor-de-rosa, presente de forma marcante na fotografia de Mário Silva, é uma tonalidade que carrega significados profundos e variados, tanto a nível cultural quanto psicológico.

Associada frequentemente à feminilidade, ao romantismo e à suavidade, essa cor tem o poder de evocar emoções e simbolismos que transcendem o óbvio, especialmente quando inserida num contexto rural e tradicional como o de Águas Frias.

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Na psicologia das cores, o cor-de-rosa é conhecido por transmitir sentimentos de calma, ternura e afeto.

É uma cor que suaviza o ambiente, muitas vezes associada à inocência e à juventude, como se remetesse às memórias de infância ou a momentos de cuidado e carinho.

Em Águas Frias, a escolha do cor-de-rosa para pintar a casa pode refletir um desejo de trazer leveza e serenidade a um ambiente que, pela sua natureza rural e montanhosa, é marcado pela rusticidade e pela dureza do trabalho no campo.

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Além disso, o cor-de-rosa é frequentemente ligado ao amor incondicional e à empatia. Diferentemente do vermelho, que carrega uma energia intensa e passional, o cor-de-rosa oferece uma versão mais delicada desse sentimento, sugerindo harmonia e conexão emocional.

Na fotografia, a casa cor-de-rosa parece ser um refúgio de tranquilidade, um ponto de equilíbrio no meio da aspereza das pedras e do terreno irregular.

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Culturalmente, o cor-de-rosa nem sempre foi associado à feminilidade.

Até meados do século XX, era comum que o cor-de-rosa fosse considerado uma cor masculina, por ser um tom derivado do vermelho, que simbolizava força e vigor.

Com o tempo, porém, a sociedade ocidental passou a vinculá-lo ao universo feminino, especialmente a partir da popularização de estereótipos de gênero.

Hoje, o cor-de-rosa é amplamente usado para representar a delicadeza e a suavidade associadas ao feminino, mas também ganhou novos significados, como a luta contra o cancro de mama, simbolizada pela fita cor-de-rosa.

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Em Portugal, especialmente em regiões rurais como Trás-os-Montes, o uso de cores vibrantes ou suaves nas fachadas das casas muitas vezes reflete uma ligação com a identidade local e um desejo de personalização.

O cor-de-rosa, nesse contexto, pode ser interpretado como uma escolha que busca destacar a casa no meio da paisagem predominantemente cinzenta das pedras e à vegetação verde, criando um ponto focal que atrai o olhar e transmite uma mensagem de acolhimento.

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Na obra de Mário Silva, o cor-de-rosa da casa não é apenas um detalhe estético, mas um elemento narrativo que dialoga com o ambiente ao seu redor.

A tonalidade contrasta com a rusticidade das pedras e do viaduto, criando um equilíbrio visual que reflete a dualidade da vida na aldeia: a simplicidade do dia a dia e o desejo de beleza e conforto.

A escolha desta cor pode ser vista como uma manifestação de esperança e leveza, valores que, mesmo no meio das dificuldades da vida rural, encontram espaço para se expressar.

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A casa cor-de-rosa, com o seu viaduto funcional, torna-se um símbolo de adaptação e resiliência, mas também de delicadeza e cuidado.

É como se a cor trouxesse um toque de suavidade a uma estrutura que, de outra forma, poderia parecer austera.

A luz suave que banha a cena reforça essa ideia, criando uma atmosfera de calma e nostalgia, típica das memórias que associamos às aldeias portuguesas.

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Em conclusão, a cor-de-rosa, na fotografia de Mário Silva, vai além de uma simples escolha estética.

Ela carrega significados que ressoam com os valores da aldeia transmontana: a busca por harmonia, a expressão de afeto e a valorização da beleza em meio à simplicidade.

Ao pintar a casa de cor-de-rosa, os moradores de Águas Frias não apenas personalizam o seu espaço, mas também criam um marco visual que fala de ternura, esperança e conexão emocional — sentimentos que, assim como a própria cor, têm o poder de suavizar até os cenários mais rústicos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
23
Mai25

Casa rústica e jardim no cimento


Mário Silva Mário Silva

"Casa rústica e jardim no cimento”

23Mai DSC00118_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Casa rústica e jardim no cimento", retrata um cenário que, à primeira vista, parece desafiador: uma parede de pedra rústica e um chão de cimento, onde brota um pequeno oásis de vida.

Um banco vermelho vibrante, cercado por vasos de flores coloridas, traz um contraste caloroso ao ambiente cinzento.

Há girassóis artificiais, suculentas e outras plantas, cuidadosamente dispostas, que parecem desafiar as condições adversas do cimento e da pedra.

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Esse cenário fala-nos sobre o prazer de cultivar flores mesmo em situações inóspitas.

Há uma beleza especial em transformar um espaço frio e árido em algo vivo e acolhedor.

O ato de cuidar de plantas, regá-las, podá-las e vê-las florescer, mesmo num chão de cimento, é uma metáfora para a resiliência e a esperança.

É como se cada flor plantada fosse um pequeno ato de resistência contra a aridez, um lembrete de que a vida pode prosperar onde menos se espera.

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O prazer nesse cuidado vai além do resultado estético.

É um exercício de paciência e dedicação, uma ligação com a natureza que acalma a alma.

Num mundo acelerado, parar para cuidar de uma planta, sentir a terra entre os dedos e observar o crescimento lento e constante traz uma sensação de paz.

Mesmo num ambiente pouco propício, como o cimento desta casa rústica, o cultivo de flores torna-se um ato de amor — pela natureza, pela beleza e por si mesmo.

É a prova de que, com carinho e perseverança, até os lugares mais improváveis podem florescer.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Abr25

"Pela Rua da Aldeia ... e uma casa ..."


Mário Silva Mário Silva

"Pela Rua da Aldeia ... e uma casa ..."

30Abr DSC00054_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Pela Rua da Aldeia ... e uma casa ...", captura uma cena típica das aldeias transmontanas, especificamente em Águas Frias, Chaves, Portugal.

A imagem mostra uma casa rústica situada em uma rua estreita, característica dessas regiões.

A casa tem uma fachada de cor amarelada, com sinais de desgaste que revelam o passar do tempo.

A estrutura é composta por paredes de pedra e alvenaria, com uma porta verde na parte inferior e uma janela com cortinas brancas no andar superior.

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No topo da casa, há um terraço com uma grade metálica, de onde se pode ver uma bandeira portuguesa tremulando, sugerindo um toque de orgulho local.

À esquerda, uma parede de pedra empilhada, coberta por musgo, adiciona um elemento natural e tradicional à cena.

À direita, outra construção de pedra, parcialmente em ruínas, com telhado de telhas quebradas, reforça a sensação de antiguidade e autenticidade da aldeia.

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A luz do dia ilumina a cena, criando sombras suaves que destacam as texturas das pedras e da parede.

A assinatura de Mário Silva, está visível no canto inferior direito da fotografia, indicando a autoria da obra.

A descrição do autor sobre as ruas estreitas das aldeias transmontanas que escondem "preciosidades ao virar de cada esquina" reflete bem o charme e a simplicidade capturados nesta imagem, que evoca a essência da vida rural em Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Abr25

"Uma casa na Aldeia - uma imagem que marca"


Mário Silva Mário Silva

"Uma casa na Aldeia - uma imagem que marca"

26Abr DSC01156_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Uma casa na Aldeia - uma imagem que marca", retrata uma casa rural que parece encapsular a essência da arquitetura tradicional das aldeias transmontanas, uma região no nordeste de Portugal conhecida pela sua rusticidade e ligação profunda com a terra.

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A imagem mostra uma pequena casa de pedra e reboco, com um telhado de telhas vermelhas tradicionais, ligeiramente desgastadas pelo tempo, o que dá um ar de autenticidade e história.

A casa possui uma varanda elevada, acessível por uma escadaria de pedra rústica, que parece ter sido moldada pelas intempéries ao longo dos anos.

A varanda é delimitada por uma grade de madeira simples, com um desenho em treliça na lateral, e é coberta por um telhado inclinado que protege a entrada principal.

A porta de entrada, de madeira escura, é modesta, com uma pequena janela de grades que permite a entrada de luz.

Ao lado da escadaria, há um barril de madeira, possivelmente usado para armazenar vinho, e algumas plantas verdes que crescem ao redor, sugerindo um ambiente natural e integrado à paisagem.

A parede lateral da casa é de pedra exposta, com blocos irregulares unidos por argamassa, enquanto outras partes são rebocadas e pintadas de branco, um contraste típico que dá charme à construção.

Uma lanterna pendurada na varanda adiciona um toque de funcionalidade e nostalgia.

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A iluminação da fotografia é suave, com uma luz natural que parece ser do final da tarde, criando sombras delicadas que realçam a textura da pedra e da madeira.

A composição da imagem é íntima e acolhedora, transmitindo uma sensação de simplicidade e serenidade, como se a casa fosse um refúgio num meio de vida rural.

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As casas rurais transmontanas são conhecidas pela sua arquitetura funcional, construídas para atender às necessidades de uma vida agrícola e resistir às condições climáticas rigorosas da região, que incluem invernos frios e verões quentes.

A fotografia de Mário Silva reflete várias dessas características, e podemos traçar uma analogia poética entre a casa retratada e o espírito das habitações tradicionais de Trás-os-Montes.

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Assim como na fotografia, as casas transmontanas são frequentemente construídas com pedra de granito, materiais abundantes na região, que conferem durabilidade e um aspeto rústico.

A pedra exposta na parede da casa da imagem é um reflexo direto dessa prática, enquanto o reboco branco noutras partes é comum para proteger as paredes e dar um toque de luminosidade.

Esta combinação de pedra e reboco é como uma metáfora para o povo transmontano: resistente e enraizado como a pedra, mas com um coração acolhedor e simples, simbolizado pelo branco.

O telhado inclinado de telhas vermelhas é uma característica marcante das casas transmontanas, projetado para suportar a neve no inverno e facilitar o escoamento da chuva.

Na fotografia, o telhado desgastado parece contar histórias de muitos invernos e verões, assim como as próprias aldeias transmontanas, que carregam a memória de gerações.

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A varanda elevada com escadaria de pedra é um elemento típico das casas transmontanas, especialmente em terrenos inclinados.

Essa característica permite separar a entrada principal do nível do solo, muitas vezes usado para armazenamento ou para abrigar animais.

Na fotografia, a varanda é como um pequeno palco onde a vida acontece: um lugar para descansar, observar a aldeia ou conversar com vizinhos, refletindo a importância da comunidade na cultura transmontana.

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A casa na imagem é desprovida de ornamentos desnecessários, assim como as casas transmontanas, que priorizam a funcionalidade.

A grade de madeira simples, o barril ao lado da escadaria e a lanterna pendurada são detalhes que mostram uma vida prática, onde cada elemento tem um propósito.

Essa simplicidade é um espelho da vida rural transmontana, onde o essencial é valorizado acima do supérfluo.

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As plantas ao redor da casa e a sensação de harmonia com o ambiente são reminiscentes das aldeias transmontanas, onde as construções parecem surgir organicamente da paisagem.

A casa da fotografia não impõe a sua presença, mas se mistura com a terra, como se fosse uma extensão natural do solo rochoso e dos campos ao redor.

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Em conclusão, a fotografia "Uma casa na Aldeia - uma imagem que marca" de Mário Silva é mais do que uma simples captura de uma casa; ela é um retrato da alma transmontana.

A casa, com a sua pedra rústica, telhado de telha, varanda modesta e detalhes funcionais, é uma analogia perfeita para as habitações tradicionais de Trás-os-Montes: sólidas como o granito da região, simples como o modo de vida rural, e acolhedoras como o coração de quem lá vive.

A imagem marca porque consegue transmitir não apenas a aparência de uma casa, mas o sentimento de pertença, resistência e serenidade que define a vida nas aldeias transmontanas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Abr25

"Indo eu...indo eu... pela rua Central da Aldeia" - Águas Frias - Chaves - Portugal.


Mário Silva Mário Silva

"Indo eu...indo eu... pela rua Central da Aldeia"

Águas Frias - Chaves - Portugal

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A fotografia intitulada "Indo eu...indo eu... pela rua Central da Aldeia", de Mário Silva, retrata uma cena quotidiana e pitoresca da aldeia de Águas Frias, localizada no concelho de Chaves, em Portugal.

A imagem captura a essência de uma pequena localidade rural, com a sua arquitetura tradicional e atmosfera tranquila, típica das aldeias do interior português.

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A fotografia mostra uma rua estreita e inclinada, pavimentada com alcatrão que é a rua central da aldeia.

No centro da imagem, há uma casa de dois andares com características rústicas.

A fachada da casa é composta por uma mistura de materiais: a parte inferior apresenta pedra exposta, enquanto a parte superior é rebocada e pintada em tons de bege e amarelo.

O telhado é de telhas vermelhas, um elemento comum na arquitetura tradicional portuguesa.

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No lado direito da casa, há uma escadaria externa de pedra que leva ao andar superior, onde se encontra uma pequena varanda.

A varanda é decorada com vasos de plantas e flores, adicionando um toque de vida e cor à cena.

Nela, também há roupas penduradas para secar, o que reforça o caráter quotidiano e funcional do espaço.

A escadaria tem alguns vasos de plantas ao longo dos degraus, o que dá um charme adicional.

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À esquerda da casa principal, a rua estende-se, revelando outras construções no mesmo estilo rústico, com paredes de pedra e telhados de telha.

Ao fundo, é possível ver uma paisagem de colinas suaves, cobertas por vegetação esparsa, típica da região de Trás-os-Montes, onde Águas Frias está localizada.

O céu está claro, com poucas nuvens, sugerindo um dia calmo e sereno.

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A fotografia tem uma moldura com efeito de vinheta, que escurece as bordas e dá um ar nostálgico à imagem.

No canto inferior direito, há a assinatura do fotógrafo, Mário Silva, escrita à mão, o que personaliza a obra.

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Mário Silva utiliza uma composição que guia o olhar do observador pela rua, criando uma sensação de profundidade.

A casa em primeiro plano funciona como o ponto focal, enquanto a rua e as construções ao fundo levam o olhar para a paisagem rural ao longe.

A escolha de um ângulo diagonal, com a rua descendo à esquerda, adiciona dinamismo à imagem, contrastando com a quietude da aldeia.

A luz natural, provavelmente de um dia ensolarado, ilumina a cena de forma suave, destacando as texturas das paredes e da pedra.

As sombras são sutis, mas ajudam a dar volume e profundidade à arquitetura.

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A fotografia tem um tom nostálgico e melancólico, que é reforçado pelo efeito de vinheta e pela escolha do tema: uma aldeia pequena, pouco habitada, onde o tempo parece ter parado.

A presença de elementos como as roupas penduradas e os vasos de flores sugere que a casa ainda é habitada, mas o desgaste das construções e a ausência de pessoas na rua evocam uma sensação de isolamento e tranquilidade, típica de aldeias que enfrentam o despovoamento no interior de Portugal.

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O título da obra, "Indo eu...indo eu... pela rua Central da Aldeia", remete a uma canção ou poema tradicional, o que adiciona uma camada de memória cultural à imagem.

Ele sugere um caminhar lento e contemplativo, como se o fotógrafo estivesse imerso nas suas próprias lembranças ou na história do lugar.

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Águas Frias, no concelho de Chaves, é uma aldeia típica da região de Trás-os-Montes, conhecida pela sua paisagem rural, tradições agrícolas e arquitetura vernacular.

A fotografia de Mário Silva captura a essência desse lugar, mostrando a simplicidade e a autenticidade da vida na aldeia.

A escolha de retratar uma rua central sem pessoas pode ser interpretada como um comentário sobre o êxodo rural que afeta muitas aldeias portuguesas, onde os jovens migram para centros urbanos, deixando para trás uma população envelhecida e casas que, embora habitadas, mostram sinais de abandono.

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A fotografia parece ter sido tirada com uma câmara digital, mas o efeito de vinheta e o tom desbotado podem ter sido aplicados na pós-produção para criar uma estética vintage.

Isso reforça a ideia de memória e passado, alinhando-se com o tema da obra.

A escolha de cores é natural, com tons terrosos predominantes, que refletem a paleta da paisagem e da arquitetura local.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva é uma representação sensível e poética da vida rural em Águas Frias.

Ela combina elementos visuais e emocionais para transmitir uma sensação de nostalgia, simplicidade e ligação com a terra.

A imagem não apenas documenta a arquitetura e a paisagem da aldeia, mas também evoca reflexões sobre o passar do tempo, a memória e as transformações sociais no interior de Portugal.

É uma obra que convida o observador a imaginar as histórias por trás daquela rua e daquela casa, enquanto aprecia a beleza tranquila de um lugar quase esquecido.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Abr25

"Casa na aldeia transmontana de Águas Frias - Chaves - Portugal"


Mário Silva Mário Silva

"Casa na aldeia transmontana 

Águas Frias - Chaves - Portugal"

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A fotografia de Mário Silva, intitulada "Casa na aldeia transmontana de Águas Frias - Chaves - Portugal", apresenta uma habitação típica da região rural de Trás-os-Montes, mais especificamente da aldeia de Águas Frias, no concelho de Chaves.

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As casas rurais transmontanas, como a que provavelmente vemos na fotografia, possuem características arquitetónicas e construtivas que refletem as condições geográficas, climáticas e os materiais disponíveis na região.

 

Algumas das caraterísticas mais comuns incluem:

Tradicionalmente, utilizam-se materiais locais como o granito (abundante na região) e a madeira.

As paredes costumam ser grossas, construídas em pedra aparelhada ou em alvenaria de pedra rebocada.

Os telhados são geralmente de duas águas, com pouca inclinação, cobertos com telha cerâmica tradicional (telha de canudo).

As casas rurais tendem a ter uma planta simples, geralmente retangular, com poucos pisos (normalmente dois: rés-do-chão e primeiro andar).

A volumetria é compacta, o que ajuda a conservar o calor no inverno.

As janelas e portas costumam ser de dimensões modestas para minimizar a perda de calor. As janelas podem ter caixilharia de madeira e, por vezes, portadas interiores ou exteriores em madeira.

Algumas casas podem apresentar varandas pequenas, geralmente em madeira ou pedra, e escadas exteriores de acesso ao primeiro andar.

É comum encontrar anexos para guardar animais ou alfaias agrícolas.

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As casas rurais transmontanas tendem a integrar-se na paisagem natural, utilizando cores e materiais que se harmonizam com o ambiente circundante.

A robustez da construção em pedra confere-lhes um aspeto sólido e duradouro.

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Ao observar a fotografia de Mário Silva, poderemos confirmar estas características e identificar outros detalhes específicos da casa de Águas Frias, como a cor das paredes (caso sejam rebocadas), o tipo de telhado, a presença de elementos decorativos ou funcionais particulares, e a sua relação com o terreno e a envolvente da aldeia.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Fev25

“Cravelho numa velha porta” (caravelho – gravelho - tramela – taramela – ferrolho – travinca)


Mário Silva Mário Silva

“Cravelho numa velha porta”

(caravelho – gravelho - tramela –

taramela – ferrolho – travinca)

27Fev DSC07866_ms

A fotografia de Mário Silva intitulada "Cravelho numa velha porta" retrata um mecanismo de fecho tradicional, conhecido por vários nomes na região de Trás-os-Montes, Portugal: Caravelho, Gravelho, Tramela, Taramela, Ferrolho, Travinca, ...

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A imagem mostra uma porta de madeira antiga, provavelmente de uma construção rústica, possivelmente uma casa ou um celeiro.

A porta é feita de tábuas de madeira envelhecida, com um aspeto rústico e desgastado pelo tempo.

O cravelho, que é o foco da imagem, é um mecanismo de fecho feito de madeira, consistindo em uma peça principal que se encaixa numa estrutura de suporte, também de madeira, para trancar a porta.

A peça de madeira que forma o cravelho é esculpida de forma a permitir que se mova para dentro e para fora da estrutura, garantindo a segurança da porta.

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Para as Gentes transmontanas, o cravelho tem um significado profundo, enraizado na tradição e na simplicidade da vida rural.

Este tipo de fecho é emblemático da engenhosidade e da utilização de materiais locais disponíveis, refletindo um modo de vida que valoriza a sustentabilidade e a simplicidade.

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O uso do cravelho demonstra a continuidade das tradições locais.

Mesmo com o avanço tecnológico, muitos transmontanos mantêm estas práticas antigas, preservando a cultura e o património.

A construção do cravelho é um exemplo de engenharia popular, onde a funcionalidade é alcançada com recursos simples.

Isso destaca a habilidade manual e o conhecimento prático transmitido de geração em geração.

O cravelho não é apenas funcional, mas também simbólico.

Ele representa a proteção do lar, um valor muito importante nas comunidades rurais onde a casa é um refúgio seguro contra os elementos e intrusos.

O uso de madeira e a integração com a construção rústica refletem uma conexão profunda com a natureza, algo característico da cultura transmontana, onde a vida está intrinsecamente ligada ao ambiente natural.

Os diferentes nomes para o mesmo objeto (Caravelho, Gravelho, etc.) mostram a diversidade dentro da própria região, mas também uma unidade na função e na essência do objeto, reforçando a identidade regional.

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Em resumo, a fotografia de Mário Silva não apenas captura um objeto funcional, mas também encapsula um pedaço da alma transmontana, refletindo valores de tradição, engenhosidade, proteção e uma vida em harmonia com a natureza.

O cravelho, com a sua simplicidade e eficácia, é um símbolo duradouro da cultura desta região de Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Fev25

"Se as pedras falassem..."


Mário Silva Mário Silva

"Se as pedras falassem..."

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A fotografia de Mário Silva, intitulada "Se as pedras falassem...", captura a essência da arquitetura rural transmontana, com foco numa casa de pedra.

A imagem apresenta uma fachada de granito, com uma pequena janela e uma porta de madeira, coberta por um telhado de telha.

A casa está parcialmente escondida por uma sebe, que se entrelaça nas pedras e confere à imagem um ar de mistério e abandono.

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A composição da fotografia é vertical, com a casa ocupando a maior parte da imagem.

A perspetiva adotada permite apreciar a textura da pedra e a volumetria da construção.

A linha diagonal da sebe conduz o olhar do espectador para o interior da imagem, convidando-o a explorar os detalhes da fachada.

A luz natural incide sobre a fachada da casa, criando sombras que acentuam a textura da pedra e a irregularidade das paredes.

A combinação de luz e sombra confere à imagem uma atmosfera de nostalgia e de tempo passado.

A paleta de cores é marcada pela sobriedade dos tons de cinza, castanho e verde, que evocam a sensação de rusticidade e de enraizamento no solo.

A casa de pedra, com as suas paredes grossas e a sua porta de madeira, é um símbolo de resistência e de tradição.

A vegetação que cresce nas paredes e no telhado representa o ciclo da vida e a força da natureza.

O título da fotografia, "Se as pedras falassem...", convida o observador a imaginar a história da casa e das pessoas que a habitaram.

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As casas de granito são um elemento característico da arquitetura rural transmontana.

Estas construções, com as suas paredes grossas e resistentes, foram erguidas com o objetivo de proteger os seus habitantes das intempéries e de garantir a sua segurança.

O granito, uma rocha abundante na região, era o material de construção mais utilizado, devido à sua durabilidade e resistência.

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A preservação do património construído, como as casas de pedra de Águas Frias, é fundamental para a salvaguarda da identidade cultural de uma região.

Estas construções são testemunhas da história e da forma de vida das comunidades locais, e a sua destruição representaria uma perda irreparável para o património nacional.

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Em resumo, a fotografia "Se as pedras falassem..." de Mário Silva é uma obra que nos convida a refletir sobre a importância do património construído e sobre a necessidade de preservar as nossas raízes.

A imagem, com a sua beleza simples e a sua carga simbólica, é um testemunho da sabedoria ancestral e da capacidade do homem de se adaptar ao meio ambiente.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Fev25

"Duas Casas na Aldeia" - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Duas Casas na Aldeia"

Águas Frias - Chaves - Portugal

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A fotografia "Duas Casas na Aldeia" de Mário Silva captura a essência da arquitetura rural portuguesa, com foco em duas casas tradicionais localizadas em Águas Frias, Chaves, Portugal.

A imagem apresenta uma perspetiva de ruela estreita, com as fachadas das casas em destaque.

A casa à esquerda, com um muro de pedra e uma porta verde, contrasta com a casa à direita, que possui uma varanda envidraçada e um portão de madeira.

A composição é marcada pela simplicidade e pela autenticidade, transportando o observador para um tempo mais lento e tranquilo.

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A composição da fotografia é diagonal, com as duas casas formando uma espécie de portal que conduz o olhar do observador para o fundo da imagem.

A perspetiva adotada permite apreciar a profundidade da rua e a relação entre as duas casas.

A luz natural incide sobre as fachadas das casas, criando sombras que acentuam a textura da pedra e a volumetria das construções.

A combinação de luz e sombra confere à imagem uma atmosfera acolhedora e intimista.

A paleta de cores é marcada pela sobriedade dos tons de terra, que evocam a sensação de rusticidade e de enraizamento no solo.

O verde da porta e das plantas contrasta com o tom ocre das paredes, criando um ponto de foco visual.

As casas representam o lar, a família e a comunidade.

A rua, por sua vez, simboliza a ligação entre as pessoas e o mundo exterior.

A imagem como um todo evoca um sentimento de nostalgia e de pertença, convidando o observador a refletir sobre a importância das raízes e da tradição.

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A fotografia de Mário Silva é um excelente exemplo da arquitetura rural portuguesa.

As casas retratadas apresentam características típicas desta arquitetura.

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As casas são construídas com materiais locais, como pedra e madeira, que se integram perfeitamente na paisagem.

Os telhados de telha são um elemento característico da arquitetura rural portuguesa, proporcionando um bom isolamento térmico e acústico.

As varandas são elementos importantes da arquitetura popular, permitindo que os habitantes aproveitem o ar fresco e tenham uma vista sobre a paisagem.

As portas e janelas são geralmente de madeira, com ferragens simples e funcionais.

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A preservação do património rural é fundamental para a manutenção da identidade cultural de um povo.

As aldeias, com as suas casas tradicionais, são testemunhas da história e da forma de vida das gerações passadas.

A preservação deste património contribui para a valorização do território e para a promoção do turismo rural.

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Em resumo, a fotografia "Duas Casas na Aldeia" de Mário Silva é uma obra que nos transporta para um universo de paz e serenidade.

A imagem, com a sua composição harmoniosa e a sua simbologia rica, convida-nos a refletir sobre a importância da preservação do património cultural e da valorização das raízes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Jan25

"Casa, cuidadosamente restaurada" - Águas Frias, Chaves, Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Casa, cuidadosamente restaurada"

Águas Frias, Chaves, Portugal

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A fotografia de Mário Silva captura a essência de uma casa rural portuguesa, meticulosamente restaurada, localizada em Águas Frias, Chaves.

A imagem retrata uma construção em pedra, com telhado de telha, característica marcante da arquitetura tradicional da região.

A fachada principal exibe uma porta de madeira maciça, janelas com portadas de madeira e um pequeno alpendre, elementos que conferem à casa um ar rústico e acolhedor.

O pátio frontal, pavimentado com pedra irregular, é delimitado por um muro de pedra e conduz a uma porta de entrada imponente.

O céu azul e a luz natural realçam as cores quentes da pedra e da telha, criando uma atmosfera serena e convidativa.

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A fotografia de Mário Silva vai além de uma simples representação visual da casa restaurada.

Ela transmite uma mensagem profunda sobre a importância da preservação do património cultural e a valorização das raízes históricas.

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A imagem evidencia o cuidado com que a casa foi restaurada, preservando os elementos originais e utilizando materiais e técnicas tradicionais.

A escolha dos materiais, como a pedra e a madeira, e a manutenção das características arquitetónicas originais, demonstram um profundo respeito pelas origens da construção.

A casa integra-se perfeitamente na paisagem rural, estabelecendo uma relação harmoniosa com o ambiente natural.

A escolha do local e a orientação da construção demonstram um conhecimento profundo das técnicas construtivas tradicionais e da relação entre a arquitetura e o meio ambiente.

A fotografia valoriza o património cultural português, destacando a importância de preservar as casas tradicionais e as aldeias históricas.

A restauração da casa em Águas Frias contribui para a valorização do património local e para a promoção do turismo rural.

A casa restaurada é um testemunho vivo do passado, um legado que os antepassados nos deixaram.

A preservação deste património contribui para a construção da identidade cultural e para a transmissão dos valores e tradições de geração em geração.

A valorização da arquitetura tradicional e a utilização de materiais naturais contribuem para a promoção da sustentabilidade.

A recuperação de edifícios antigos reduz o consumo de recursos naturais e diminui a produção de resíduos.

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A fotografia de Mário Silva "Casa, cuidadosamente restaurada" é mais do que uma simples imagem de uma casa.

É uma declaração de amor ao património cultural, um manifesto pela preservação das nossas raízes e um convite à reflexão sobre a importância de preservar o passado para construir um futuro mais sustentável.

A imagem transmite uma sensação de tranquilidade, de conexão com a natureza e com as nossas origens.

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A casa restaurada pode ser vista como um símbolo da identidade cultural de uma comunidade.

A preservação da arquitetura tradicional é fundamental para manter viva a memória e os valores de uma comunidade.

A casa, integrada na paisagem, simboliza a harmonia entre o homem e a natureza.

A casa restaurada é um testemunho vivo da história, um elo entre o passado e o presente.

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Em resumo, a fotografia de Mário Silva é uma ode à beleza e à importância da preservação do património cultural.

A imagem convida-nos a valorizar as nossas raízes, a proteger o nosso passado e a construir um futuro mais sustentável.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Dez24

Um dia gelado numa aldeia remota de Trás-os-Montes


Mário Silva Mário Silva

Um dia gelado numa aldeia remota de

Trás-os-Montes

27Dez Águas Frias - Neve_ms

Numa aldeia escondida no interior transmontano, o dia amanheceu frio, ventoso e coberto de neve.

As casas de pedra, com os seus telhados brancos, pareciam pequenas ilhas num mar de neve.

O vento uivava pelas ruas estreitas, levantando pequenos redemoinhos de neve que dançavam ao seu sabor.

Numa dessas casas, a lareira estava acesa, quebrando o silêncio da casa vazia.

A lenha de carvalho crepitava, lançando faíscas que iluminavam o rosto de uma velhinha sentada junto ao fogo.

Tinha um xaile pelos ombros, protegendo-a do frio que se fazia sentir.

Os seus olhos, marcados pelo tempo, refletiam as chamas que dançavam na lareira.

A velhinha, Dona Maria, era a única habitante daquela casa.

Vivia sozinha desde que o seu marido, um antigo pastor da região, tinha partido.

Agora, passava os seus dias entre as paredes de pedra da sua casa, aquecida pelo fogo da lareira e pelas memórias de tempos mais felizes.

Nesse dia de frio, vento e neve, Dona Maria sentou-se junto à lareira, como fazia todos os dias. O xaile pelos ombros dava-lhe algum conforto, mas era o calor do fogo que realmente a aquecia.

Olhava para as chamas, perdida nos seus pensamentos, enquanto a lenha de carvalho crepitava, quebrando o silêncio da casa.

Fora, a neve continuava a cair, cobrindo a aldeia com um manto branco.

O vento uivava, como se quisesse entrar na casa e juntar-se a Dona Maria junto à lareira.

Mas a velhinha não se deixava perturbar.

Estava em paz, aquecida pelo fogo e pelas suas memórias, num dia de frio, vento e neve, numa aldeia do interior transmontano.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Dez24

"Uma casa na aldeia ... e a falsa geada"


Mário Silva Mário Silva

"Uma casa na aldeia ... e a falsa geada"

14Dez DSC00028a_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Uma casa na aldeia ... e a falsa geada", apresenta uma cena bucólica e contemplativa, típica das aldeias rurais transmontanas.

A imagem centraliza uma casa de habitação, de arquitetura tradicional, com um telhado de telha e paredes revestidas a reboco.

A casa, situada num terreno inclinado, domina a composição, destacando-se contra um fundo de campos cultivados e árvores de folha caduca.

O efeito de "falsa geada" aplicado à imagem confere à cena uma atmosfera mágica e onírica, como se a casa estivesse adormecida sob um manto de neve.

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No primeiro plano, uma coroa de advento com velas, parcialmente visível, adiciona um toque de calor e de festividade à cena, criando um contraste interessante com a atmosfera fria e invernal sugerida pela "falsa geada".

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A casa, como elemento central da composição, representa mais do que apenas um edifício.

É um símbolo de lar, de família, de raízes e de identidade.

A sua localização num ponto alto, dominando a paisagem, reforça a ideia de um refúgio seguro e acolhedor.

O efeito de "falsa geada" aplicado à imagem confere à fotografia uma atmosfera mágica e onírica.

A casa, coberta por este manto branco, parece ter sido transportada para um conto de fadas, criando uma sensação de irrealidade e de encantamento.

A paisagem circundante, com os seus campos cultivados e as suas árvores, transmite uma sensação de paz e tranquilidade.

A ausência de figuras humanas reforça esta ideia, convidando o espectador a imaginar a vida que se desenrola dentro da casa.

A coroa de advento, com as suas velas acesas, contrasta com a "falsa geada" que cobre a casa. Este contraste simboliza a luta entre o calor e o frio, entre a vida e a morte, e a esperança de um novo começo.

A fotografia evoca um sentimento de nostalgia e de memória.

A imagem da casa de campo, com a sua arquitetura tradicional e a sua localização isolada, remete para um passado mais simples e autêntico.

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Mário Silva demonstra uma grande sensibilidade para a beleza da paisagem rural e uma capacidade de captar a essência da vida nas aldeias.

A fotografia "Uma casa na aldeia ... e a falsa geada" é um excelente exemplo da sua obra, onde o artista combina a técnica fotográfica com a sua visão poética para criar imagens que nos tocam profundamente.

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Em conclusão, "Uma casa na aldeia ... e a falsa geada" é uma fotografia que nos transporta para um universo de sonhos e de memórias.

A obra, com a sua composição harmoniosa e a sua atmosfera mágica, é um testemunho do talento de Mário Silva e da sua capacidade de captar a beleza da vida rural.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Dez24

"Uma casa ... um lar"


Mário Silva Mário Silva

"Uma casa ... um lar"

12Dez DSC00112_ms

A fotografia "Uma casa... um lar" de Mário Silva retrata uma cena bucólica e acolhedora numa aldeia rural transmontana.

A imagem captura uma casa de pedra, com telhado de telha e um jardim cuidado, situada num cenário campestre.

A casa, com as suas linhas simples e a sua fachada de pedra, exibe uma arquitetura típica das aldeias portuguesas.

A porta de madeira, entreaberta, convida o observador a entrar e a descobrir o que se esconde por detrás das paredes.

No canto inferior esquerdo, uma coroa de advento com velas, parcialmente visível, adiciona um toque de calor e de acolhimento à cena.

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A casa, como elemento central da composição, representa mais do que apenas um edifício.

É um símbolo de lar, de família, de raízes e de identidade.

A porta entreaberta sugere a ideia de um lar acolhedor, onde a vida flui de forma tranquila e serena.

A fotografia destaca a beleza da simplicidade.

A casa, com as suas linhas puras e a sua construção em pedra, é um exemplo de arquitetura popular, que se integra harmoniosamente na paisagem circundante.

A ausência de elementos decorativos excessivos realça a beleza natural dos materiais e das formas.

A luz natural incide sobre a fachada da casa, criando sombras e destacando a textura da pedra. A paleta de cores, com predominância de tons quentes como o ocre e o vermelho, confere à imagem uma atmosfera acolhedora e convidativa.

A composição da fotografia é equilibrada e harmoniosa.

A casa, posicionada no centro da imagem, é o ponto focal e atrai o olhar do observador.

A linha diagonal da estrada conduz o olhar para a entrada da casa, convidando-nos a explorar o espaço.

A fotografia evoca um sentimento de nostalgia e de saudade.

A imagem da casa de campo, com o seu jardim cuidado e a sua atmosfera tranquila, remete para uma época em que a vida era mais simples e as relações humanas eram mais próximas.

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A fotografia de Mário Silva captura a essência da vida rural portuguesa, transportando-nos para um mundo onde o tempo parece passar mais lentamente.

A obra, com a sua composição cuidadosa e a sua paleta de cores harmoniosa, convida o observador a uma imersão profunda neste universo bucólico.

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Em conclusão, "Uma casa... um lar" é uma fotografia que nos convida a refletir sobre a importância do lar e das raízes.

A obra, com a sua beleza simples e a sua atmosfera acolhedora, é um testemunho do talento de Mário Silva e da sua capacidade de captar a essência da vida rural.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Dez24

"Uma casa na aldeia de Águas Frias"  ... uma sensação de paz e tranquilidade


Mário Silva Mário Silva

"Uma casa na aldeia de Águas Frias"

 ... uma sensação de paz e tranquilidade

07Dez DSC03349_Advento_ms

A fotografia de Mário Silva captura uma cena bucólica e serena duma casa situada na aldeia, de Águas Frias, em Chaves.

A imagem apresenta uma perspetiva aérea, permitindo-nos apreciar a casa e o seu envolvente em toda a sua extensão.

A casa, de arquitetura tradicional, com telhado de telha e paredes revestidas a reboco, destaca-se no meio de um jardim com árvores de fruto e um pequeno campo de jogos.

Ao fundo, estende-se uma paisagem campestre, com colinas verdejantes e árvores de folha caduca, que adquirem tons quentes e vibrantes no outono.

No canto inferior direito da imagem, uma vela verde acesa, adornada com ramos de pinheiro e bagas vermelhas, introduz um elemento de contraste e evoca um sentimento de aconchego e espiritualidade.

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A fotografia transmite uma sensação de paz e tranquilidade, característica da vida rural.

A casa, com a sua arquitetura simples e tradicional, evoca uma imagem de vida simples e em contato com a natureza.

O jardim, com as suas árvores de fruto e o pequeno campo de jogos, sugere um lugar onde as crianças podem brincar livremente e os adultos podem relaxar.

A paisagem circundante, com as suas colinas verdejantes e as árvores de folha caduca, contribui para a beleza da imagem.

As cores quentes do outono, que se refletem nas folhas das árvores, criam uma atmosfera acolhedora e convidativa.

A composição da fotografia é equilibrada e harmoniosa.

A casa, situada no centro da imagem, atrai imediatamente a atenção do observador.

A linha do horizonte, que divide a imagem em duas partes, cria uma sensação de estabilidade.

 A vela, colocada no canto inferior direito, equilibra a composição e adiciona um elemento de profundidade.

A fotografia pode ser interpretada em diversos níveis.

A casa, como símbolo de abrigo e proteção, representa a ideia de lar e de pertença.

A vela, por sua vez, pode simbolizar a esperança, a fé e a renovação.

A fotografia captura um momento preciso do ano, marcado pela transição entre o outono e o inverno.

As folhas das árvores, que mudaram de cor, indiciam a chegada do inverno e a passagem do tempo.

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Em conclusão, "Uma casa na aldeia de Águas Frias" é uma fotografia que celebra a beleza da vida rural e a importância da tradição.

A imagem, ao mesmo tempo documental e poética, convida-nos a refletir sobre o valor da simplicidade, da natureza e da comunidade.

A fotografia é um convite à contemplação e à celebração da vida.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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