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MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

Águas Frias - Outubro 2020

05
Ago20

Feto viçoso com folha seca


Mário Silva Mário Silva

 

Feto viçoso com folha seca

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Durante centenas de anos, os fetos foram interpretados como plantas enigmáticas e circularam histórias sobre uma espécie lendária que produzia sementes e cuja posse tornava invisível quem as possuísse.

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Esta tradição é referida na obra Henrique IV (1597) escrita por William Shakespeare (1564-1616) quando uma das personagens diz: “possuímos o segredo da receita das sementes de feto, que nos permitem andar sem sermos vistos”.

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Na iconografia cristã, os fetos eram símbolos de humildade, aludindo ao ambiente discreto e sombrio onde se desenvolvem e ao pequeno porte que os caracteriza. Segundo escreveu Plínio, o Velho, na História Natural (livro 27, capítulo 55), os fetos afastam as cobras; esta crença contribuiu para que, mais tarde, os fetos se tornassem símbolos da Salvação e um atributo de Jesus Cristo (as cobras simbolizam o mal).

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Ver também:

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https://mariosilva2020.blogs.sapo.pt/

http://aguasfrias.blogs.sapo.pt

https://aguasfriaschaves.blogs.sapo.pt/

www.flickr.com/photos/7791788@N04

https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA?view_as=subscriber                               

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18
Jun20

Planta Campestre - "Serapias vomeracea"


Mário Silva Mário Silva

 

Serapias vomeracea

 

Serapias vomeracea , nome comum serapias de lábios longos ou serapias de arado , é uma espécie de orquídea do gênero Serapias.

 

Etimologia

O nome Serapias do gênero deriva do grego Sarapis , o deus greco-egípcio, já usado nos tempos antigos para nomear algumas orquídeas. O nome latino vomeracea desta espécie refere-se à forma da porção apical do labelo (epicile), remanescente do arado.

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Descrição

Serapias vomeracea é uma planta herbácea perene com dois tubérculos subterrâneos ovóides. Esta espécie é altamente variável em cor e forma. Atinge uma altura de 20 a 40 centímetros com um máximo de 60 centímetros. O caule é verde, com duas folhas basais membranosas e 6-8 folhas superiores, lanceoladas e verdes ou avermelhadas brilhantes.

 

A inflorescência é composta por uma haste estreita e alongada, com três a dez flores. As brácteas relevantes são lanceoladas e muito mais longas que as tepals . Sua cor é vermelho-púrpura, com venação longitudinal mais escura. Os tepals externos são lanceolados e eretos, formando uma estrutura semelhante a um capacete. Sua cor é vermelho-púrpura ou rosada, com veias de cor mais escura. As tépalas laterais internas são roxo-acastanhadas e quase totalmente escondidas pelo capacete.

 

O labelo é vermelho-tijolo, trilobado e maior que os outros tepals. A porção basal (hipótilo) do labelo é côncava e encerrada no capacete, com dois lobos laterais elevados e peludos. A porção apical do labelo (epicile) é lanceolada triangular, geralmente vermelho-púrpura e bastante cabeluda. O dente reto está ausente. O período de floração se estende de março a junho.

 

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Ver também:

 
 
 
 
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15
Jun20

Raízes de sentimento em campos floridos


Mário Silva Mário Silva

 

 

Raízes de sentimento

em campos floridos

 

“Quem tentar possuir uma flor, verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela.”

 

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Raízes de sentimento em campos floridos

 

Paisagens de vida em sentido imaginário

Jardins em flor, perfumes desvinculados

Verdes ansiedades em desejo perdulário

Toques fortes em corações apaixonados

 

Reflexão concebida em neutros desejos

Amor sentido no estrelar do sentimento

Aguam lábios com sabor a doces beijos

Arejadas flores imergem ao pensamento

 

Fantasias imaginárias em solitário pensar

Emoções mélicas afluem perante o luar

Gerando sorrisos ajustados em reflexão

 

Raízes de sentimento em campos floridos

Confundem imaginários e puros sentidos

Na revolta da incerteza do nobre coração

.....................

R y k @ r d o

 

🌼               🍂               🌼   

 

 

Ver também:

09
Jun20

A cancela - Trás-Os-Montes - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

 

 

A CANCELA

(adaptado)

 

(…)

Bate a cancela do campo

Constantemente.

 

Bate ao vir a madrugada,

Bate, ao ir-se o sol no poente;

(Das sombras pela calada

Seu bater é mais dolente)

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Bate, se é noite enluarada,

Se escura é a noite e silente;

 

Bate a cancela da estrada

Constantemente. (Ou não …)

(…)

 

                                                                               Alberto de Oliveira

 

🚧                 🚧

Ver também:
 
 
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03
Jun20

Flores campestres amarelas ...


Mário Silva Mário Silva

 

A flor amarela

 

Ela é tão bela, a florzinha amarela

É pequena, é serena, é amena

Ela é bela, amarela, é singela

Olha-la vale sempre a pena

 

A florzinha qu’aqui habita é bonita

É quente, é inocente, é diferente

É uma flor tão bonita, tão catita

Para quem a olha atentamente

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A flor nesta paragem é selvagem

É bela, assim como uma donzela

Que passa e n’aragem fica a imagem

A cor mais doce qu’o mundo cinzela

 

A florzinha amarela é aquela

Que guardo com devoção no coração

Porque é de todas a flor mais bela

Vê-la molha-me os olhos de emoção…

 

Claudia Moreira

 

https://pessoasepoetas.blogs.sapo.pt/22257.html

 

 

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31
Mai20

Planta campestre - “Orobanche elatior”


Mário Silva Mário Silva

 

 

“Orobanche elatior”

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Filo: Magnoliophyta

Classe: Equisetopsida

Ordem: Lamiales

Família:  Orobanchaceae

 

DSC06920_ms_Orobanche elatior

 

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Essa planta, muito substancial, geralmente atinge uma altura entre 50 e 70 cm e tem uma haste robusta e espessa e uma inflorescência cilíndrica grande e densamente compactada.

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Orobanche elatior cresce em prados curtos e secos, em matas e prados, todos com solos alcalinos.

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 Esta flor silvestre conspícua floresce do início de junho ao final de julho.

 

 

 

 

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18
Mai20

O VERDE PRIMAVERA


Mário Silva Mário Silva

 

O VERDE PRIMAVERA

 

“Colhe a alegria das flores da primavera

e brinca feliz enquanto é tempo.

Sempre haverá os dias em que chegará o inverno

e não terás o perfume das flores,

nem o sol, nem a vivacidade das cores.”

Augusto Branco

O verde primavera

 


                                        

“Sejamos como a primavera

 que renasce cada dia mais bela…

Exatamente porque nunca são as mesmas folhas “novas” verdes,

nem as flores serão as mesmas.”

Clarice Lispector

                          

“Sobre nós, nada precisaremos dizer...

Vivemos em uma nova era.

Eles verão,

Nós primavera!”

 

Milena Palladino

 

                                                                            

 

 

 

16
Mai20

Tremoço de seda (Sicklekeel lupine) – “Lupinus sericeus” - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

 

Tremoço de seda

(Sicklekeel lupine) – “Lupinus sericeus”

 

“Lupinus sericeus” é uma espécie de angiospermas da família das leguminosas conhecido pelo nome comum de tremoço de seda ou tremoço sedoso de Pursh . É nativa da América do Norte ocidental.

Esta erva perene produz caule ereto de um amadeirado caule e sistema radicular profundo. As hastes podem atingir até 50 centímetros de altura e pode ramificar ou não. Eles são revestidos em cabelos prateados ou avermelhadas. As folhas têm até 9 folhetos lanceoladas cada um com até 6 centímetros de comprimento. Eles são revestidos em cabelos de seda. A inflorescência é um cacho de muitas flores, geralmente em tons de roxo ou azul, mas às vezes branco ou amarelado. A parte de trás da pétala bandeira é peludo. O fruto é uma cabeluda vagem leguminosa até 3 centímetros de comprimento, contendo até 7 sementes.

Tremoço de seda (Sicklekeel lupine) – “Lupinus sericeus”

Esta planta cresce em muitos tipos de habitat, incluindo florestas, bosques, chaparral e pastagens . Muitas vezes cresce em encostas rochosas, secas, e cresce melhor em locais abertos, sem sombra.

Tal como muitos outros tremoços , esta espécie é muito tóxica para os carneiros, e menos para o gado e cavalos. Ele contém teratogénicos, compostos químicos que podem causar defeitos congénitos em vitelos se a planta é comida por sua mãe durante a parte inicial da gestação. A sua toxicidade é causada por uma concentração de quinolizidínicos alcalóides. Ele não parece ser tóxico para animais selvagens. Carneiros selvagens, esquilos alimentam-se das folhas e flores. Muitos outros pequenos mamíferos e aves também comem partes dele.

 

In: https://pt.qwe.wiki/wiki/Lupinus_sericeus

 

 

 

                                                 

 

 

15
Mai20

Um abrigo no meio do campo meio do campo - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

 

Um abrigo no meio do campo 

 

 

Fragmentos

Abrigo no campo

 

Aceita o transitório; nada do que

é definitivo, dura, te pode atingir

.

Algo de visível perpassa

nos limites do ser.

.

De noite, o vento partiu

um dos vidros das traseiras.

.

Só o ruído da noite sobrevive

à luz e ao furor matinais.

.

(Se aquelas nuvens, no horizonte,

chegassem até mim...)

.

O fragmento, porém, exprime

o estilhaçar da intensidade.

.

No último fragmento, fixa

o efémero e repousa.

 

Nuno Júdice – In: "Meditação sobre Ruínas"

 

 

 

 

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