Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

02
Out25

“A palmeira na rua Cimo de Vila” - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

“A palmeira na rua Cimo de Vila”

Águas Frias - Chaves - Portugal

02Out DSC05167_ms

A fotografia de Mário Silva retrata uma cena bucólica numa rua de uma aldeia portuguesa, com uma luz dourada de fim de tarde.

Em primeiro plano, uma palmeira imponente estende as suas frondes sobre uma casa com um telhado vermelho e paredes de cor creme.

Um muro baixo de pedra e um arbusto verde frondoso separam a casa da rua de cimento.

A rua, em curva, conduz o olhar para o fundo da imagem, onde é possível vislumbrar as colinas e o céu.

A iluminação suave realça a textura das paredes, o verde das plantas e o ambiente de tranquilidade rural.

.

O Segredo da Palmeira Centenária

A pequena rua de Cimo de Vila, na aldeia de Águas Frias, era um lugar de poucas novidades e muitas histórias.

Mas de todas as histórias, a mais falada era a da palmeira que se erguia à porta da casa de Dona Laida.

Diziam que aquela palmeira era a mais velha da aldeia, plantada por um marinheiro que tinha regressado das colónias há mais de cem anos.

.

Dona Laida, uma mulher de sorrisos discretos e olhos azuis, vivia naquela casa há quase toda a sua vida.

A palmeira era a sua companheira, a sua guardiã.

O seu “telhado” de folhas era como um chapéu de sol, e a sua sombra, no verão, era um bálsamo para o calor.

.

Mas o que ninguém sabia, exceto Dona Laida, era o segredo daquela árvore.

A palmeira, à medida que envelhecia, tinha adquirido a estranha capacidade de guardar as memórias das pessoas que passavam por ali.

As histórias dos namorados que deram as mãos, os risos das crianças que correram pela rua, as confidências dos vizinhos que se encontraram no fim do dia — tudo ficava lá, nas suas folhas verdes.

.

Dona Laida, nos seus fins de tarde, sentava-se na varanda e ouvia a palmeira.

Não com os ouvidos, mas com o coração.

As memórias sussurravam nas frondes, um eco de todas as vidas que a palmeira tinha testemunhado.

Ouvia a canção de embalar que a sua mãe lhe cantava, o primeiro “olá” que o seu marido lhe deu, as promessas de futuro que a sua filha lhe fazia.

A palmeira era a sua arca do tesouro, o seu diário vivo, o seu elo com o passado.

.

A fotografia de Mário Silva, com a sua luz suave e dourada, capturou um desses momentos.

Não apenas a beleza da casa e da árvore, mas a história silenciosa que ali se guardava.

A palmeira, naquele instante, era um farol de memórias, um testemunho vivo de todas as vidas que se tinham cruzado sob a sua sombra protetora.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
14
Dez24

"Uma casa na aldeia ... e a falsa geada"


Mário Silva Mário Silva

"Uma casa na aldeia ... e a falsa geada"

14Dez DSC00028a_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Uma casa na aldeia ... e a falsa geada", apresenta uma cena bucólica e contemplativa, típica das aldeias rurais transmontanas.

A imagem centraliza uma casa de habitação, de arquitetura tradicional, com um telhado de telha e paredes revestidas a reboco.

A casa, situada num terreno inclinado, domina a composição, destacando-se contra um fundo de campos cultivados e árvores de folha caduca.

O efeito de "falsa geada" aplicado à imagem confere à cena uma atmosfera mágica e onírica, como se a casa estivesse adormecida sob um manto de neve.

.

No primeiro plano, uma coroa de advento com velas, parcialmente visível, adiciona um toque de calor e de festividade à cena, criando um contraste interessante com a atmosfera fria e invernal sugerida pela "falsa geada".

.

A casa, como elemento central da composição, representa mais do que apenas um edifício.

É um símbolo de lar, de família, de raízes e de identidade.

A sua localização num ponto alto, dominando a paisagem, reforça a ideia de um refúgio seguro e acolhedor.

O efeito de "falsa geada" aplicado à imagem confere à fotografia uma atmosfera mágica e onírica.

A casa, coberta por este manto branco, parece ter sido transportada para um conto de fadas, criando uma sensação de irrealidade e de encantamento.

A paisagem circundante, com os seus campos cultivados e as suas árvores, transmite uma sensação de paz e tranquilidade.

A ausência de figuras humanas reforça esta ideia, convidando o espectador a imaginar a vida que se desenrola dentro da casa.

A coroa de advento, com as suas velas acesas, contrasta com a "falsa geada" que cobre a casa. Este contraste simboliza a luta entre o calor e o frio, entre a vida e a morte, e a esperança de um novo começo.

A fotografia evoca um sentimento de nostalgia e de memória.

A imagem da casa de campo, com a sua arquitetura tradicional e a sua localização isolada, remete para um passado mais simples e autêntico.

.

Mário Silva demonstra uma grande sensibilidade para a beleza da paisagem rural e uma capacidade de captar a essência da vida nas aldeias.

A fotografia "Uma casa na aldeia ... e a falsa geada" é um excelente exemplo da sua obra, onde o artista combina a técnica fotográfica com a sua visão poética para criar imagens que nos tocam profundamente.

.

Em conclusão, "Uma casa na aldeia ... e a falsa geada" é uma fotografia que nos transporta para um universo de sonhos e de memórias.

A obra, com a sua composição harmoniosa e a sua atmosfera mágica, é um testemunho do talento de Mário Silva e da sua capacidade de captar a beleza da vida rural.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
07
Dez24

"Uma casa na aldeia de Águas Frias"  ... uma sensação de paz e tranquilidade


Mário Silva Mário Silva

"Uma casa na aldeia de Águas Frias"

 ... uma sensação de paz e tranquilidade

07Dez DSC03349_Advento_ms

A fotografia de Mário Silva captura uma cena bucólica e serena duma casa situada na aldeia, de Águas Frias, em Chaves.

A imagem apresenta uma perspetiva aérea, permitindo-nos apreciar a casa e o seu envolvente em toda a sua extensão.

A casa, de arquitetura tradicional, com telhado de telha e paredes revestidas a reboco, destaca-se no meio de um jardim com árvores de fruto e um pequeno campo de jogos.

Ao fundo, estende-se uma paisagem campestre, com colinas verdejantes e árvores de folha caduca, que adquirem tons quentes e vibrantes no outono.

No canto inferior direito da imagem, uma vela verde acesa, adornada com ramos de pinheiro e bagas vermelhas, introduz um elemento de contraste e evoca um sentimento de aconchego e espiritualidade.

.

A fotografia transmite uma sensação de paz e tranquilidade, característica da vida rural.

A casa, com a sua arquitetura simples e tradicional, evoca uma imagem de vida simples e em contato com a natureza.

O jardim, com as suas árvores de fruto e o pequeno campo de jogos, sugere um lugar onde as crianças podem brincar livremente e os adultos podem relaxar.

A paisagem circundante, com as suas colinas verdejantes e as árvores de folha caduca, contribui para a beleza da imagem.

As cores quentes do outono, que se refletem nas folhas das árvores, criam uma atmosfera acolhedora e convidativa.

A composição da fotografia é equilibrada e harmoniosa.

A casa, situada no centro da imagem, atrai imediatamente a atenção do observador.

A linha do horizonte, que divide a imagem em duas partes, cria uma sensação de estabilidade.

 A vela, colocada no canto inferior direito, equilibra a composição e adiciona um elemento de profundidade.

A fotografia pode ser interpretada em diversos níveis.

A casa, como símbolo de abrigo e proteção, representa a ideia de lar e de pertença.

A vela, por sua vez, pode simbolizar a esperança, a fé e a renovação.

A fotografia captura um momento preciso do ano, marcado pela transição entre o outono e o inverno.

As folhas das árvores, que mudaram de cor, indiciam a chegada do inverno e a passagem do tempo.

.

Em conclusão, "Uma casa na aldeia de Águas Frias" é uma fotografia que celebra a beleza da vida rural e a importância da tradição.

A imagem, ao mesmo tempo documental e poética, convida-nos a refletir sobre o valor da simplicidade, da natureza e da comunidade.

A fotografia é um convite à contemplação e à celebração da vida.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

 

Mário Silva 📷
21
Out24

"O Espantalho no Meio da Vinha" - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"O Espantalho no Meio da Vinha"

21Out DSC07700_ms

A fotografia "O Espantalho no Meio da Vinha" de Mário Silva, capturada nas vinhas de Águas Frias - Chaves, Portugal, é uma obra que transcende a mera representação visual de um objeto. É uma fotografia que evoca emoções, conta histórias e convida-nos a uma reflexão mais profunda sobre a relação entre o homem e a natureza, o trabalho e a tradição.

.

A imagem apresenta um espantalho no meio de uma vinha exuberante.

A figura do espantalho, com as suas roupas esfarrapadas e um boné descolorido, contrasta com a vivacidade das videiras carregadas de uvas.

O fundo, composto por um emaranhado de folhagens, cria uma atmosfera bucólica e serena.

A luz natural incide sobre a cena, realçando as texturas e as cores vibrantes da natureza.

.

A fotografia é um exemplo de como uma composição simples e bem pensada pode ser extremamente eficaz.

O espantalho, como elemento central, domina a imagem, mas é ao mesmo tempo integrado à paisagem.

O contraste entre a figura estática do espantalho e a dinâmica da natureza viva cria uma tensão visual que captura a atenção do observador.

A imagem conta uma história sem palavras.

O espantalho, guardião da vinha, evoca a figura do agricultor, do homem do campo, e a importância do trabalho manual na produção de alimentos.

.

A fotografia é uma homenagem à cultura agrícola, às raízes rurais de Portugal e ao trabalho árduo dos agricultores.

O espantalho, como um artefacto do passado, convida-nos à reflexão sobre a passagem do tempo e a importância de preservar as tradições.

A imagem celebra a beleza da natureza e a nossa relação com ela.

A vinha, símbolo de fertilidade e abundância, é um elemento central na composição.

.

A fotografia documenta um modo de vida que está em constante transformação.

O espantalho, embora ainda presente em algumas regiões, é cada vez mais raro.

A imagem pode ser considerada um documento do património cultural de Portugal, registando uma prática agrícola ancestral.

.

 

"O Espantalho no Meio da Vinha" é muito mais do que uma simples fotografia.

É uma obra de arte que nos convida a olhar para o mundo com outros olhos, a apreciar a beleza das coisas simples e a valorizar a nossa herança cultural.

A fotografia de Mário Silva é um convite à reflexão sobre a nossa relação com a natureza, com o trabalho e com as tradições.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

Mário Silva 📷
21
Mar24

"Uma paisagem bucólica"  - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Uma paisagem bucólica" 

Águas Frias (Chaves) - Portugal

M16 DSC04693_ms

A fotografia apresenta uma paisagem bucólica composta por diversos elementos que evocam uma atmosfera de paz e tranquilidade. Em primeiro plano, observa-se um tanque de água de formato retangular, com a superfície lisa e reflexiva que espelha o céu azul e as nuvens brancas. O tanque está rodeado por erva verdejante e viçosa, que se estende por todo o primeiro plano da imagem.

No centro, destaca-se um rebanho de vacas de cor castanha e branca, pastando serenamente na erva fofa. As vacas estão distribuídas de forma harmoniosa pela pastagem, algumas de pé e outras deitadas, criando um ambiente de calma e quietude.

Ao fundo da imagem, observa-se uma cordilheira de montanhas, com picos cobertos de neve. As montanhas estão envoltas em névoa, o que contribui para a sensação de profundidade e amplitude da paisagem.

No canto inferior esquerdo da fotografia, observa-se uma árvore frondosa, com folhas verdes e um tronco robusto. A árvore fornece sombra para parte da pastagem e contribui para o equilíbrio da composição da imagem.

No céu, observa-se algumas nuvens brancas que se movem lentamente, criando um efeito dinâmico e contrastando com a quietude da paisagem terrestre.

A fotografia "Uma paisagem bucólica" pode ser interpretada de diversas maneiras, de acordo com a sensibilidade e o olhar de cada observador. No entanto, alguns elementos presentes na imagem sugerem algumas interpretações possíveis:

A imagem transmite uma sensação de paz e tranquilidade através da quietude da paisagem, da serenidade das vacas e da beleza natural do ambiente.

A disposição dos elementos na fotografia, como o tanque, as vacas, a árvore e as montanhas, criam um senso de harmonia e equilíbrio.

A presença das vacas pastando no lameiro sugere uma relação harmónica entre o homem e a natureza.

A imagem pode ser interpretada como uma representação do ciclo da vida, com o nascimento das vacas, o seu crescimento na pastagem e a sua eventual morte.

As montanhas ao fundo, com os seus picos cobertos de neve, podem ser interpretadas como um símbolo de eternidade e permanência.

A fotografia destaca a beleza da natureza rural, com os seus campos verdes, árvores frondosas e montanhas imponentes.

Em resumo, a fotografia "Uma paisagem bucólica" é uma obra rica em simbolismo e que pode ser interpretada de diversas maneiras. A imagem transmite uma sensação de paz e tranquilidade, e convida o observador a refletir sobre a beleza da natureza e a sua relação com o homem.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

Mário Silva 📷
05
Mar24

"A mulher a lavar a roupa no rio" (2018)  - Mário Silva (AI)


Mário Silva Mário Silva

"A mulher a lavar a roupa no rio" (2018) 

Mário Silva (AI)

M02 Mulher a lavar a roupa no rio_ms

“A mulher a lavar a roupa no rio”, transporta-nos para uma cena que irradia tranquilidade e uma essência bucólica. O estilo impressionista do artista é evidente através das pinceladas visíveis e da paleta de cores vivas que ele escolhe para dar vida à sua tela. A técnica utilizada sugere uma perceção momentânea da cena, capturando a luz e o movimento de uma maneira que parece quase efêmera.

A protagonista da pintura é uma mulher vestida com trajes tradicionais, composta por uma blusa branca, uma saia azul e um adereço vermelho que pode ser um xale ou avental, envolvendo sua cintura. Ela está junto a um balde de água, possivelmente colhendo água ou lavando roupa, uma atividade que evoca a simplicidade e a conexão com a natureza.

A sensação que emana da pintura é uma de serenidade e paz. A mulher, absorta nas suas tarefas diárias, representa uma figura de força e resiliência, mas também de harmonia com o ambiente ao seu redor. O cenário calmo e a água tranquila complementam a quietude do momento capturado por Silva, convidando o observador a refletir sobre a beleza nas simples tarefas do cotidiano.

A escolha de cores vibrantes e a representação da mulher no seu ambiente natural podem ser interpretadas como uma celebração da vida rural e das tradições. O vermelho do adereço que a mulher veste pode simbolizar paixão ou vitalidade, enquanto o azul da saia pode representar calma e estabilidade. A presença da água é um elemento constante de renovação e purificação, o que pode ser visto como um símbolo da vida e da continuidade.

Em “A mulher a lavar a roupa no rio”, Mário Silva oferece uma janela para uma realidade suave e intemporal, onde a simplicidade da vida e a beleza da natureza são celebradas. Através de sua habilidade impressionista, ele convida o observador a apreciar o momento presente e a encontrar alegria nas pequenas coisas, uma mensagem que ressoa profundamente num mundo cada vez mais acelerado.

.

Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

.

Mário Silva 📷

Dezembro 2025

Mais sobre mim

foto do autor

LUMBUDUS

blog-logo

Hora em PORTUGAL

Calendário

Janeiro 2026

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

O Tempo em Águas Frias

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.