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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

14
Ago25

"Proibido deitar lixo"


Mário Silva Mário Silva

"Proibido deitar lixo"

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Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "Proibido deitar lixo", apresenta uma paisagem em tons de cinzento, com um único ponto de cor: uma placa de aviso vermelha.

A imagem é dominada por um terreno árido e irregular, coberto de terra, pedras e alguma vegetação seca.

No lado direito, em destaque, uma placa de madeira com a inscrição "PROIBIDO DEITAR LIXO OU ENTULHO" em letras vermelhas sobre fundo branco.

Esta placa está fixada num tronco ou rocha grande.

A ausência de cor, exceto na placa, realça o problema da poluição e a urgência do aviso.

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A Poluição dos Terrenos e as Suas Consequências Silenciosas

A fotografia de Mário Silva, "Proibido deitar lixo", é um lembrete visual contundente de um problema que, embora silencioso, tem consequências devastadoras: a poluição dos terrenos.

A imagem, com a sua paleta de cinzentos e a placa de aviso a sobressair, sublinha a urgência de uma responsabilidade que é de todos: a de conservar os terrenos limpos para o bem da comunidade e do planeta.

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O Impacto Invisível e Profundo

A poluição do solo é um processo lento e insidioso, muitas vezes invisível à primeira vista.

A deposição ilegal de lixo, entulho, resíduos industriais ou químicos, como a imagem nos mostra, contamina o solo e, por sua vez, afeta a cadeia de vida que dele depende.

As consequências não se limitam apenas à degradação da paisagem, mas têm um impacto ecológico e na saúde pública de grande escala.

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Em primeiro lugar, a poluição do solo afeta diretamente a agricultura.

A presença de substâncias tóxicas torna o solo infértil ou contamina as culturas que nele crescem.

Isto não só ameaça a segurança alimentar, mas também compromete a economia de comunidades rurais que dependem da agricultura.

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Além disso, os poluentes do solo podem infiltrar-se através das camadas da terra, contaminando as águas subterrâneas.

Esta contaminação é particularmente preocupante, pois as águas subterrâneas são uma fonte vital de água potável para muitas populações.

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Um Problema de Saúde Pública

A poluição dos terrenos é também um problema de saúde pública.

O lixo depositado atrai pragas e vetores de doenças, como roedores e insetos.

A queima ilegal de resíduos, uma prática comum em aterros não controlados, liberta gases e partículas tóxicas para a atmosfera, que são prejudiciais ao sistema respiratório e podem causar problemas de saúde a longo prazo.

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A Responsabilidade da Comunidade

A solução para a poluição dos terrenos reside na responsabilidade partilhada.

A placa "Proibido deitar lixo ou entulho" é mais do que um aviso; é um apelo à consciência cívica.

É um lembrete de que a terra não nos pertence, mas é um recurso que devemos preservar para as gerações futuras.

A criação de aterros sanitários adequados, a implementação de programas de reciclagem e compostagem, e a educação ambiental são passos cruciais para combater este problema.

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A fotografia de Mário Silva, com o seu contraste entre a desolação da paisagem e o apelo urgente da placa vermelha, serve como um poderoso alerta.

Conservar os nossos terrenos limpos não é apenas uma questão de estética, mas uma necessidade ecológica e um imperativo moral para garantir a saúde do nosso planeta e o bem-estar das nossas comunidades.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Nov24

“O pastor com a ovelha recém-nascida ao colo”


Mário Silva Mário Silva

“O pastor com a ovelha recém-nascida ao colo”

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A fotografia de Mário Silva, intitulada “O pastor com a ovelha recém-nascida ao colo”, retrata uma cena íntima e poética da vida rural, onde um pastor caminha calmamente pelas ruas de pedra de uma pequena aldeia, rodeado pelo seu rebanho de ovelhas.

A composição em preto e branco destaca as texturas rústicas do ambiente, a lã densa das ovelhas, o casaco do pastor, as pedras irregulares das paredes e do caminho, criando uma atmosfera atemporal que evoca tradições antigas de pastoreio e de relação entre o homem e os animais.

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O ponto central da imagem é o pastor segurando uma ovelha recém-nascida nos braços.

Este gesto de cuidado evidencia uma ligação afetuosa entre o pastor e seu rebanho, sugerindo uma responsabilidade que vai além de uma mera relação de trabalho.

Ele simboliza o papel protetor e paternal do pastor, evidenciando uma conexão emocional e empática.

A expressão tranquila do homem e a postura das ovelhas, que o acompanham calmamente, sugere que há confiança e harmonia no grupo.

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A escolha do preto e branco enfatiza a simplicidade e a serenidade da cena, permitindo que o observador se concentre nas formas e nas expressões sem distrações de cores.

A composição também utiliza a profundidade da rua para conduzir o olhar do observador através da imagem, da figura central do pastor até o fundo, onde vemos outros elementos da aldeia.

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Esta imagem é um reflexo da vida comunitária rural, onde seres humanos e animais coexistem numa relação de interdependência e cuidado mútuo.

A fotografia de Mário Silva capta, com sensibilidade e respeito, a essência desse vínculo, promovendo uma reflexão sobre a importância do pastoreio tradicional e do relacionamento com a natureza.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
06
Abr24

Águas Frias, em Chaves, Portugal – outrora colorido, hoje cinzento e uma previsão negra


Mário Silva Mário Silva

Águas Frias, em Chaves, Portugal – outrora colorido,

hoje cinzento e uma previsão negra

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A aldeia de Águas Frias, em Chaves, Portugal, é um lugar de beleza melancólica. As casas de pedra, outrora vibrantes, estão agora desbotadas e desgastadas pelo tempo. As ruas de paralelepípedos estão desertas e a única coisa que se ouve é o som do vento soprando pelas árvores.

No passado, Águas Frias era uma aldeia próspera. As pessoas viviam da terra e eram felizes e contentes. Mas, com o passar do tempo, as pessoas começaram a ir embora em busca de melhores oportunidades. A aldeia foi ficando cada vez mais vazia e decadente.

Hoje, Águas Frias é uma sombra do que já foi. É uma aldeia quase fantasma, um “bilhete postal” do passado que se foi. O futuro da aldeia é incerto. É provável que continue a decair e eventualmente “desaparecer” de habitantes permanentes.

A fotografia captura perfeitamente a melancolia de Águas Frias. As casas cinzentas e desbotadas, as ruas desertas e o céu nublado criam uma sensação de tristeza e desolação. A única cor na imagem seria o verde das árvores, que representa a esperança de que a aldeia possa um dia ser revitalizada.

Metaforicamente, as cores da aldeia podem ser interpretadas da seguinte forma:

Passado colorido: O passado da aldeia foi um tempo de felicidade e prosperidade. As pessoas viviam da terra e eram felizes e contentes.

Presente cinzento: O presente da aldeia é um tempo de tristeza e desolação. A aldeia está vazia e decadente.

Futuro negro: O futuro da aldeia é incerto. É provável que continue a decair e eventualmente ser uma colónia de férias.

No entanto, ainda há esperança para Águas Frias.

A aldeia tem um potencial enorme para ser revitalizada. Com um pouco de investimento e esforço, a aldeia pode voltar a ser um lugar próspero e feliz.

Aqui estão algumas ideias para revitalizar Águas Frias:

Restaurar as casas: As casas de pedra da aldeia podem ser restauradas e transformadas em casas de férias ou pousadas.

Criar empregos: Criar novos empregos na aldeia, como agricultura, turismo ou artesanato.

Melhorar a infraestrutura: Melhorar a infraestrutura da aldeia, como estradas, água e eletricidade.

Promover a aldeia: Promover a aldeia como destino turístico.

Com um pouco de esforço, Águas Frias pode voltar a ser a aldeia vibrante e feliz que já foi.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
23
Jan24

A aldeia transmontana de Águas Frias (Chaves), Portugal, a "preto e branco"


Mário Silva Mário Silva

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A aldeia transmontana de Águas Frias

(Chaves), Portugal, a "preto e branco"

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Uma paisagem de tons fortes e contrastantes

A aldeia de Águas Frias, em Chaves, Portugal, é uma típica aldeia transmontana, com casas de pedra e telhados de telha. Em preto e branco, esta paisagem ganha ainda mais intensidade. Os tons de cinza escuro das pedras contrastam com o branco dos telhados, criando uma sensação de solidez e estabilidade. A torre sineira da igreja matriz, erguida no centro da aldeia, destaca-se como um elemento vertical que organiza a paisagem.

Uma sensação de paz e tranquilidade

A ausência de cores vibrantes confere à aldeia uma sensação de paz e tranquilidade. As linhas simples das casas e da igreja criam uma sensação de harmonia e equilíbrio. O silêncio é quebrado apenas pelo som do vento que sopra nos telhados e pelas campainhas da igreja.

Um lugar de memória e tradição

As casas de Águas Frias são testemunhas da história e da tradição da aldeia. Foram construídas com materiais locais e com técnicas tradicionais. A igreja matriz, que data do século XVII, é um símbolo da fé e da religiosidade dos habitantes da aldeia.

Uma visão poética da vida

A aldeia de Águas Frias, em preto e branco, é uma visão poética da vida. É um lugar onde o tempo parece ter parado, onde a beleza da simplicidade se revela. É um lugar onde a alma pode descansar e encontrar paz.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Mai21

O TEMPO PASSA? NÃO PASSA - Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

 

 

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Descendo a rua de Nª Sr. Dos Prazeres, na aldeia transmontana de Águas Frias – Chaves – Portugal

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Casas feitas com pedras de granito, “esculpidas” das fragas, para serem separadas e ficarem uma só … casa, depois talvez um lar …

Eram, foram e ainda são, casas … velhas.  

Não… velhas não. Antigas …

O tempo passa … mas a memória pode ser eterna.

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O TEMPO PASSA? NÃO PASSA

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O tempo passa? Não passa
no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.

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O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.

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Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.

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O meu tempo e o vosso,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.

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São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer toda a hora.

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O amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama
escutou o apelo da eternidade.

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                                                                                          Carlos Drummond de Andrade

 

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Ver também:

https://www.facebook.com/mariofernando.silva.9803/

http://aguasfrias.blogs.sapo.pt

https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA...

https://twitter.com/MrioFernandoGo2

https://www.instagram.com/mario_silva_1957/

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Mário Silva 📷

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