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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

08
Jun24

Um ovo estalou ..., uma nova andorinha nasceu ... e passadas duas semanas, até se pôs à janelinha do seu ninho explorando o meio ambiente que a envolve e esperar que um dos seus progenitores lhe traga mais comidinha ...


Mário Silva Mário Silva

Um ovo estalou ..., uma nova andorinha nasceu ... e passadas duas semanas, até se pôs à janelinha do seu ninho explorando o meio ambiente que a envolve e esperar que um dos seus progenitores lhe traga mais comidinha ...

Jun08 DSC01714_ms

A fotografia apresenta um filhote de andorinha em seu ninho.

O filhote é pequeno e branco, com penas pretas. Ele está a olhar para fora do ninho, explorando o mundo ao seu redor.

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O ciclo de vida de uma andorinha começa quando a fêmea põe de 3 a 5 ovos num ninho feito de lama e palha.

Os ovos são incubados por ambos os pais por cerca de 14 dias.

Quando os ovos eclodem, os filhotes nascem nus e cegos.

Os pais cuidam dos filhotes e alimentam-nos até que estejam prontos para voar.

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Nos primeiros dias de vida, os filhotes de andorinha são completamente dependentes de seus pais.

Eles precisam ser alimentados com frequência e mantidos aquecidos.

Os pais alimentam os seus filhotes com insetos, que eles apanham no ar.

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Por volta de uma semana de idade, os filhotes de andorinha começam a abrir os olhos.

Eles também começam a desenvolver as suas penas.

Por volta de duas semanas de idade, os filhotes de andorinha são capazes de se mover pelo ninho.

Eles também começam a fazer sons.

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Por volta de três semanas de idade, os filhotes de andorinha estão prontos para voar.

Eles deixam o ninho pela primeira vez e começam a alimentar-se por conta própria.

Os pais ainda os acompanham por algumas semanas, mas os filhotes logo se tornam independentes.

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As andorinhas são aves importantes para o meio ambiente.

Elas ajudam a controlar as populações de insetos, que podem ser pragas para as plantações e para os humanos.

As andorinhas também são aves bonitas e graciosas que podem ser apreciadas por todos.

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Se você quiser ajudar as andorinhas, você pode fornecer-lhes um lugar para construir os seus ninhos.

Você também pode evitar o uso de pesticidas, que podem prejudicar as andorinhas e outros animais selvagens.

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As andorinhas são criaturas fascinantes com um ciclo de vida interessante.

É importante proteger essas aves e seus habitats.

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Os filhotes de andorinha nascem com um bico grande e amarelo.

O bico é usado para pegar insetos.

Os filhotes de andorinha crescem muito rapidamente. Eles dobram o seu peso corporal em apenas duas semanas.

As andorinhas são aves migratórias. Elas viajam longas distâncias para encontrar alimentos e para criar seus filhotes.

As andorinhas são aves sociais. Elas vivem em colónias que podem ter centenas ou até milhares de indivíduos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Jun24

A Felosa-comum (Phylloscopus collybita)


Mário Silva Mário Silva

A Felosa-comum (Phylloscopus collybita)

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A felosa-comum é uma pequena ave migratória da família Muscicapidae.

É uma das aves mais comuns na Europa, Ásia e América do Norte.

É uma ave robusta, com plumagem verde oliva nas partes superiores e branca nas partes inferiores. Tem uma cauda longa e fina e um bico curto e fino.

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A felosa-comum é uma ave insectívora, ou seja, alimenta-se principalmente de insetos. Também come larvas, aranhas e outros pequenos invertebrados.

Ela encontra o seu alimento no solo, na vegetação rasteira e nas árvores.

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A felosa-comum é uma ave solitária, exceto durante a época de reprodução.

Ela constrói o seu ninho em árvores ou arbustos, e a fêmea põe de 4 a 6 ovos.

O macho ajuda a incubar os ovos e a cuidar dos filhotes.

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A felosa-comum é uma parte importante da biodiversidade.

Ela ajuda a controlar as populações de insetos, o que pode beneficiar as plantas e outros animais.

Ela também é uma presa importante para outras aves de rapina, como gaviões e falcões.

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A felosa-comum está classificada como uma espécie de menor preocupação pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

No entanto, as suas populações estão diminuindo em algumas partes de sua área de distribuição devido à perda de habitat e ao uso de pesticidas.

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A fotografia mostra uma felosa-comum pousada num galho de árvore.

A ave está olhando para frente e parece estar alerta.

O seu bico está fechado e as suas penas estão lisas e bem cuidadas.

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A fotografia é um bom exemplo da felosa-comum no seu habitat natural.

A ave está num ambiente florestal, que é o tipo de habitat que ela prefere.

A imagem também mostra a ave numa boa pose, o que facilita a identificação.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Abr24

O cuco “Cuculus canorus”, … cucu … cucu ...


Mário Silva Mário Silva

O cuco “Cuculus canorus”, … cucu … cucu ...

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Estava na floresta, um cuco a cantar

Na floresta verdejante, o sol se esconde,

Folhas dançam ao vento, em tons de bronze.

Um cuco canta melodia suave e triste,

Escondido entre as giestas, com seu canto insiste.

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Nós o ouvimos cantar, cuco, cuco, cuco,

Sua voz ecoa na floresta, num ritmo profundo.

Curiosos, seguimos o som familiar,

Atrás da giesta, a busca vai começar.

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Lá encontramos a ave, de plumagem escura,

Empoleirada num ramo, com sua canção pura.

Observamos em silêncio, sua beleza admirar,

Enquanto o cuco continua a nos encantar.

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O sol se põe, a noite se aproxima,

As estrelas brilham no céu, a lua ilumina.

Deixamos a floresta, com o canto na mente,

E a lembrança do cuco, que nos faz contente.

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Análise do poema

O poema "Estava na floresta, um cuco a cantar" narra a experiência do narrador ao encontrar um cuco na floresta.

O poema é composto por quatro estrofes de quatro versos cada, com rima ABCB.

A linguagem é simples e direta, utilizando vocabulário relacionado com a natureza.

O tom do poema é tranquilo e contemplativo, transmitindo a sensação de paz e serenidade que o narrador sente ao observar a ave.

 

A primeira estrofe introduz o cenário da floresta verdejante, onde o sol se esconde e as folhas dançam ao vento.

O canto do cuco é descrito como suave e triste, despertando a curiosidade do narrador.

Na segunda estrofe, o narrador relata a busca pelo cuco, seguindo o seu canto.

A ave é finalmente encontrada empoleirada num ramo, com a sua plumagem escura e canção pura.

A terceira estrofe descreve a observação do cuco pelo narrador, que admira sua beleza e se encanta com seu canto.

O sol se põe e a noite se aproxima, enquanto as estrelas brilham no céu e a lua ilumina.

Na quarta estrofe, o narrador despede-se da floresta, levando consigo a lembrança do cuco e a sensação de paz que ele proporcionou.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Abr24

O dia-a-dia de um Cartaxo (Saxicola rubicola)


Mário Silva Mário Silva

O dia-a-dia de um Cartaxo (Saxicola rubicola)

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O dia-a-dia de um Cartaxo-comum (Saxicola rubicola) é bastante ativo e envolve uma variedade de atividades, desde a procura de alimento até a defesa do território e o cuidado dos filhotes.

O Cartaxo-comum é um insetívoro, o que significa que a sua dieta é composta principalmente por insetos. Ele passa grande parte do dia à procura de alimento no solo, em arbustos e em árvores.

Ele usa a sua visão aguçada para localizar insetos, como besouros, moscas, lagartas e aranhas.

Ele então, captura-os com seu bico forte e engole-os inteiros.

O Cartaxo-comum é uma ave territorial, o que significa que defende um território contra outros machos da mesma espécie. Ele faz isso cantando e exibindo as suas penas coloridas.

Se outro macho entrar em seu território, o Cartaxo-comum ataca-o.

O Cartaxo-comum é uma ave monogâmica, o que significa que se acasala com um único parceiro para toda a vida.

O casal constrói um ninho no solo, geralmente num local escondido, entre a vegetação.

A fêmea coloca de 4 a 6 ovos, que são incubados por ambos os pais por cerca de 13 dias.

Quando os filhotes nascem, os pais alimentam-nos com insetos até que estejam suficientemente grandes para se alimentarem por si mesmos.

O Cartaxo-comum também passa algum tempo banhando-se, limpando as suas penas e descansando.

Ele também pode envolver-se em comportamentos sociais, como cantar juntos ou brincar uns com os outros.

Na fotografia, podemos ver um Cartaxo-comum sentado em cima de um poste de madeira. É provável que o pássaro esteja à procura de alimento, pois está olhando atentamente para o chão. O poste de madeira também pode ser um local de descanso ou de canto para o pássaro.

No verão, os Cartaxos-comuns estão mais ocupados a cuidar dos seus filhotes.

No inverno, eles passam mais tempo à procura de alimento e abrigo.

O clima pode afetar a disponibilidade de alimento e a capacidade do Cartaxo-comum de se locomover.

O Cartaxo-comum é predado por aves de rapina, gatos e cobras. A presença desses predadores pode fazer com que o pássaro passe mais tempo escondendo-se e menos tempo a alimentar-se.

O Cartaxo-comum é uma parte importante do ecossistema, pois ajuda a controlar as populações de insetos.

Ele também é uma ave bonita e popular entre os observadores de aves.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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03
Abr24

Corvo (“Corvus corax”)


Mário Silva Mário Silva

Corvo (“Corvus corax”)

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O corvo é uma ave de grande porte com plumagem preta brilhante. Possui um bico forte e curvo, pernas pretas robustas e uma cauda longa e em forma de cunha. Os seus olhos podem ser castanhos ou azuis, dependendo da espécie.

Comprimento: 56 a 78 cm

Envergadura: 100 a 150 cm

Peso: 0,8 a 1,5 kg

O corvo prefere habitats abertos com árvores altas, como florestas, campos e áreas montanhosas. Também pode ser encontrado em áreas urbanas.

O corvo é uma ave omnívora e sua dieta varia de acordo com a estação do ano e a disponibilidade de alimentos. Ele come uma variedade de itens, incluindo: animais mortos, insetos, pequenos mamíferos, frutas, nozes, sementes, ovos e peixes.

O corvo é uma ave inteligente e social. Ele vive em pares ou em grupos familiares de até 10 indivíduos. Os corvos são conhecidos pela sua capacidade de usar ferramentas e resolver problemas.

O corvo é uma das aves mais inteligentes do mundo. Ele pode imitar sons humanos e outros sons da natureza. O corvo tem uma vida útil de até 20 anos na natureza.

O corvo é considerado um símbolo de morte e má sorte em algumas culturas.

Em outras culturas, o corvo é visto como um símbolo de sabedoria e inteligência.

O corvo tem um simbolismo rico e complexo que varia de acordo com a cultura. Algumas das principais associações do corvo incluem:

Em muitas culturas, o corvo é visto como um símbolo de morte e má sorte. Isso provavelmente se deve à sua associação com cadáveres e a sua cor preta, que muitas vezes é associada à morte.

Em outras culturas, o corvo é visto como um símbolo de sabedoria e inteligência. Isso deve-se à sua capacidade de usar ferramentas e resolver problemas.

Noutras culturas, o corvo é visto como um símbolo de criação e transformação. Isso deve-se à sua capacidade de imitar sons e se adaptar a diferentes ambientes.

O corvo também é frequentemente associado à magia e ao mistério. Isto devido à sua inteligência e comportamento enigmático.

O corvo é um símbolo importante na obra de Edgar Allan Poe, como no poema "O Corvo".

O corvo aparece em muitas mitologias, como na mitologia grega, onde é associado ao deus Apolo.

O corvo aparece em muitos filmes, como "O Corvo" (1994) e "Os Vingadores" (2012).

O corvo é uma ave fascinante com uma rica história e simbolismo. É uma criatura inteligente e adaptável que tem um papel importante em muitas culturas ao redor do mundo.

A fotografia mostra um corvo-comum (“Corvus corax”) empoleirado num poste de madeira.

O corvo está olhando para a câmara com os seus olhos castanhos.

A plumagem do corvo é preta brilhante e seu bico é forte e curvo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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17
Mar24

Chapim-real (“Parus major”)


Mário Silva Mário Silva

Chapim-real (“Parus major”)

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O chapim-real (Parus major), também conhecido como chapim-grande, é uma ave passeriforme da família Paridae. É uma espécie comum e largamente difundido na Europa, Ásia e norte da África, habitando diversos tipos de florestas, parques e jardins.

Características:

Tamanho: cerca de 14 cm de comprimento e 20-22 gramas de peso.

Plumagem: cabeça preta com bochechas brancas, dorso verde-azeitona e ventre amarelo.

Canto: alto e melodioso, com vários tipos de trinados.

Comportamento:

Alimentação: insetívoro, come principalmente insetos, mas também frutos, sementes e nozes.

Reprodução: constrói ninhos em cavidades de árvores, geralmente em buracos feitos por pica-paus. A fêmea põe de 5 a 12 ovos, que são incubados por ela durante cerca de 12 dias.

Hábitos: ativo e acrobático, frequentemente visto pendurado em galhos de árvores.

Biodiversidade:

O chapim-real é uma espécie importante para a biodiversidade, pois ajuda a controlar a população de insetos e contribui para a polinização das plantas. É também uma presa importante para aves de rapina e outros predadores.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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29
Out23

Os pensamentos pecaminosos de um pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula)


Mário Silva Mário Silva

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Os pensamentos pecaminosos de um pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula)

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Era uma manhã ensolarada de outono na mata da Quinta do Porto, em Águas Frias (Chaves) - Portugal.

Um pisco-de-peito-ruivo chamado “Rufio” estava sentado num galho de árvore, cantando alegremente. Ele era um pássaro pequeno e gordinho, com uma plumagem marrom-acinzentada e uma mancha vermelha no peito.

“Rufio” era um pássaro muito religioso. Ele sempre assistia às cerimónias religiosas das aves canoras, aos domingos e pia-rezava todas as noites. Ele acreditava que o seu Deus Pássaro era bom e misericordioso, e que ele o recompensaria pela sua boa conduta.

Mas, naquele dia, “Rufio” estava a ter alguns pensamentos pecaminosos. Ele estava olhando para um par de pombos que estavam fazendo ninho no galho de uma árvore próxima. Os pombos estavam a beijar-se e acariciando-se, e “Rufio” sentiu uma sensação estranha no estômago.

“Rufio” sabia que era errado sentir atração por outro pássaro que não fosse sua esposa. Ele tinha-se casado com uma linda pisco-de-peito-ruivo chamada “Rosadinha”, e eles tinham dois filhotes juntos. Mas, naquele momento, “Rufio” não conseguia tirar os olhos dos pombos.

Ele questionou-se como seria beijar outro pássaro. Ele perguntou, a si mesmo, como seria sentir o toque das penas de outro pássaro. Ele sonhou de como seria fazer amor com outro pássaro.

“Rufio” sabia que estava pensando coisas erradas. Ele sentiu-se culpado e arrependeu-se de seus pensamentos pecaminosos. Ele fechou os olhos e rezou para o seu Deus Pássaro, pedindo perdão.

"Deus dos Passarinhos, por favor, perdoe-me pelos meus pensamentos pecaminosos. Eu sei que é errado sentir atração por outro pássaro que não seja minha esposa. Eu prometo que vou tentar não pensar nisso novamente."

“Rufio” abriu os olhos e olhou para os pombos. Eles ainda estavam beijando-se e acariciando-se, mas não sentiu mais aquela sensação estranha no estômago. Ele estava determinado a seguir o caminho do seu Deus, e ele sabia que isso significava resistir à tentação.

Ele continuou cantando, mas agora sua música tinha um tom mais sério. Estava cantando sobre a importância da moralidade. Ele estava cantando sobre a necessidade de resistir à tentação.

“Rufio” sabia que seria difícil, mas ele estava determinado a seguir o caminho certo.

Ele queria ser um bom pássaro, e ele queria agradar ao seu Deus Pássaro.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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28
Set23

Pensamentos de um Picanço-barreteiro (Lanius senator)


Mário Silva Mário Silva

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Pensamentos de um

Picanço-barreteiro

(Lanius senator)

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Nas Terras Transmontanas, entre serras e montes,

O Picanço-barreteiro encontra seus horizontes.

No norte de Portugal, ele voa com destreza,

E seus pensamentos voam com leveza.

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No topo de um carvalho, ele observa o cenário,

Pensando em sua vida, solitária e solitário.

Com seu traje negro e barrete vermelho,

Ele é um mestre da arte de ser discreto.

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Em sua mente, ele voa mais alto do que as águias,

Pensando em suas presas, em suas migrações tão antigas.

Asas afiadas, bico curvado, olhos atentos,

Ele é um caçador habilidoso, dos mais sedentos.

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Na brisa fria das manhãs transmontanas,

Ele se sente em casa, com suas asas arianas.

As gentes da aldeia, tão simples e amigas,

Observam-no voar com suas cores tão antigas.

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Pensamentos de sobrevivência, instintos em ação,

No norte de Portugal, ele encontra sua razão.

Pousa em ramos secos, com olhar perspicaz,

E o mundo ao seu redor, ele sabe como é capaz.

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Enquanto o sol se põe sobre as terras do norte,

O Picanço-barreteiro, sem pressa, parte e suporta a sorte.

Em terras transmontanas, ele é rei e senhor,

Com pensamentos selvagens, voa com fervor.

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Assim, nas Terras Transmontanas, ele permanece,

Com sua plumagem negra e barrete que enobrece.

Seus pensamentos, um mistério para nós, meros mortais,

Mas sua presença é um tributo às terras ancestrais.

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Poema & fotografia: ©MárioSilva

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16
Abr23

Andorinha-das-chaminés - “Hirundo rustica”


Mário Silva Mário Silva

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Andorinha-das-chaminés

“Hirundo rustica”

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ANDORINHAS

Passo os meus dias em longas filas
Em aldeias, vilas e cidades
As andorinhas é que são rainhas
A voar as linhas da liberdade

Eu quero tirar os pés do chão
Quero voar daqui p'ra fora e ir embora de avião
E só voltar um dia
Vou pôr a mala no porão
Saborear a primavera numa espera e na estação

Um dia disse uma andorinha
Filha, o mundo gira, usa a brisa a teu favor
A vida diz mentiras
Mas o sol avisa antes de se pôr

Eu quero tirar os pés do chão
Quero voar daqui p'ra fora e ir embora de avião
E só voltar um dia
Vou pôr a mala no porão
Saborear a primavera numa espera e na estação

Já a minha mãe dizia
Solta as asas, volta as costas
Sê forte, avança p'ra o mar
Sobe encostas, faz apostas
Na sorte e não no azar

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__________     Fado de Ana Moura     _____

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Fotografia: ©MárioSilva

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14
Ago22

AVE de RAPINA - Águia-d'asa-redonda ou Bútio-comum (Buteo buteo)


Mário Silva Mário Silva

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AVE de RAPINA

Águia-d'asa-redonda ou Bútio-comum

(Buteo buteo)

08 DSC02213a_ms_Águia-d'asa-redonda ou Bútio-comum (Buteo buteo)

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Aves de rapina são silenciosas.

Voam baixo quando precisam.

No alto, aves de rapina estão seguras.

Voo certo. Presa no bico, nas garras.

Retirada estratégica. Sem pio. Se alardes.

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É preciso ser ave de rapina quase sempre.

Silêncio preserva a sabedoria. Cultural.

Grasnar, só se for bem baixinho. Sussurrado.

Nem toda boa nova precisa ser anunciada.

Há beleza no voo da ave de rapina...

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O olho da ave de rapina é fantástico.

Um rato se mexe no chão e o voo é certeiro.

No voo silencioso, a paz perspicaz do silêncio.

Grasnar, só se for bem baixinho.

Aves de rapina precisam de silêncio...

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_____   Jossan Karsten   _____

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Fotografia: ©MárioSilva

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23
Ago21

Ave colorida (abelharuco “Merops apiaster”) - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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Uma ave colorida (abelharuco “Merops apiaster”),

perscrutando os céus de Águas Frias (Chaves), tentando vislumbrar um inseto para o seu jantar.

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“Sou o pássaro que canta
dentro da tua cabeça
que canta na tua garganta
canta onde lhe apeteça
.
Sou o pássaro que voa
dentro do teu coração
e do de qualquer pessoa
mesmo as que julgas que não
.
Sou o pássaro da imaginação
que voa até na prisão
e canta por tudo e por nada
mesmo com a boca fechada

.

E esta é a canção sem razão
que não serve para mais nada
senão para ser cantada
quando os amigos se vão
.
e ficas de novo sozinho
na solidão que começa
apenas com o passarinho
dentro da tua cabeça.”

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                                                                                                                                   Manuel António Pina

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06
Out20

Um chamariz (Serinus serinus) em Águas Frias - Chaves - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

 

Chamariz (Serinus serinus)

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Um chamariz (Serinus serinus) todo esticado observando não sei o quê nos ares puros de Águas Frias – Chaves – PORTUGAL

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chamarizmilheirinhaserrazina ou grasina (Serinus serinus) é um pequeno pássaro da família Fringillidae.

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Pássaro muito enérgico, é dócil, apenas na época de acasalamento se torna mais agressivo e territorial.

As aves meridionais são residentes.

O voo é rápido e ondulado.

Possui um canto repetitivo e prolongado, áspero e com um ritmo rápido, lembrando vidro a partir.

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                                                       🐤

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20
Set20

. UM INVULGAR ESPANT(ALHO) - Águas Frias (Chaves) - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

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UM INVULGAR ESPANT(ALHO)

 

Um espanta pássaros “invulgar”: Trata-se de um “vulgar” garrafão de plástico, de tons prateados, com 4 aberturas laterais, que devido à forma curvilínea, roda ao sabor da brisa, fazendo algum ruído e espelhando os raios de sol em todas as direções. Este mecanismo espalhado em zonas de árvores de fruto, é um artefacto que usa a energia eólica grátis e se resultar é um verdadeiro “espanta pássaros” 100% ecológico. Este entre muitos outros, foram construídos por um jovem aquafrigidense, num dos seus campos arborícolas.

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O engenho poderá ser observado na aldeia de Águas Frias – Chaves - PORTUGAL

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“O começo de todas as ciências é o espanto de as coisas serem o que são.”

                                                                                                                                                 Aristóteles

                                                                  *********************

“Há coisas que sempre me espantam, com um espanto que dura e se renova, inesgotavelmente.”

                                                                                                                                                Roland Barthes

                                                              *********************

”Eu não espanto os pássaros da árvore que me deu frutos amargos."

                                                                                                                                                  Provérbio Árabe

                                                              *********************

 

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O ESPANTO

“Com as passadas pisadas na palha

o encanto desencantou,

e a rola, voou...

.

Voou com as asas

voou com as penas

voou com os ventos

voou de casa

voou serena.

.

A rola fogo - pagou

... Mas não apagou!

E não pagou...

O milho que encheu o tempo

o tempo que encheu o papo

encheu por ali os sentimentos

que o vento atirou no espaço...

Com o pisar dos passos,

a palha chiou...

a fogo - pagou, voou...

.

O guiso chocalhou

o cascavel de sua ródia,

processou...

Em processo deu bote

sem saber nadar

navegou no ar,

sem amor, e sem cor,

mas a morte não alcançou.”

                                                                                                                                          António Montes

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                                                                                      💫

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                                                                                           💫   

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08
Set20

O voo dos pardais em Águas Frias (Chaves) - Portugal ... assim como no resto do mundo ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

O voo dos pardais

 .

Voam em bando os pardais

irmanados de sonhos inocentes

à procura de pródigas sementes

abundantes nos dourados trigais.

 .

Chilreando alegres melodias

pousam os destemidos pardais

por breves instantes nos beirais

anunciando o raiar dos dias.

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 .

Durante o apelo da natureza

criam ninhos de amor frugais

doces-abrigos de pura beleza.

 .

Chegada a hora da partida

voam em bando os pardais

rumo ao céu da nova vida.

 .

                                                                                       Daniel Bastos, “O voo dos pardais”, in Terra

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15
Jul20

Felosa-comum - "Phylloscopus collybita"


Mário Silva Mário Silva

 

Felosa-comum
Phylloscopus collybita

 

Esta insectívora diminuta é uma das mais comuns invernantes em Portugal, observando-se em praticamente todos os habitats, tal é o seu ecletismo.

DSC03448_ms_Felosa-comum

Identificação
Esta espécie apresenta algumas pequenas variações nas tonalidades de plumagem para plumagem, mas no geral o seu aspeto é rechonchudo e pequeno, o dorso é cinzento-esverdeado, as asas escuras, as partes inferiores pálidas, e uma lista supraciliar ténue.

As patas escuras e o bico pálido, curto e fino completam as características a reter da felosa-comum.

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Mário Silva 📷
03
Jul20

Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica) - VOO DE ANDORINHAS


Mário Silva Mário Silva

 

VOO DE ANDORINHAS

 

Andorinhas voam em bando,

perdida há uma só.

Habituam-se a dizer,

que sozinha não faz verão.

Um só voo de andorinha

é a réplica da solidão.

Somente o voo coletivo

alucinante e altivo

sintetiza integração.

Entre montes e horizontes,

da morte buscando vida,

perdida voa uma só.

DSC09959_ms

Muitas asas se agitam,

no anseio de ser feliz.

Junto à torre da matriz,

ou sobre o teto dos casarões.

Num lenitivo de emoções,

num caracol que se estiliza,

neste adorno que simboliza,

a analogia da paz,

a beleza mais primaz.

Talvez busque-se o infinito

no vigor sereno e bonito

para um rimance de mil canções.

 

Ao findar a primavera,

saudando outra estação

surgem em arribação

quebrando a monotonia

A formar a sinfonia

no painel desta versão.

Na magia da ilusão

que consegue ser mais linda,

nesta beleza infinda

são milhares de andorinhas,

porque uma voando sozinha

nunca, nunca faz verão.

Miguel Arnildo Gomes

 

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Mário Silva 📷
25
Mai20

Características e curiosidades sobre as andorinhas


Mário Silva Mário Silva

 

Características e curiosidades

sobre

as andorinhas:

As andorinhas são um grupo de aves da família Hirundinidae à qual pertencem cerca de 90 espécies diferentes.

  • Em Portugal são comuns 5 espécies de andorinhas:

Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica),

Andorinha-dos-beirais (Delichon urbicum),

Andorinha-das-barreiras (Riparia riparia),

Andorinha-dáurica (Cecropis daurica),

Andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne rupestris).

  • As andorinhas podem percorrer mais de 10000 km em cada migração, sendo que por vezes percorrem 320 km num só dia.
  • Têm um sentido de orientação tão bom que após percorrerem tantos quilómetros, no ano seguinte conseguem voltar exatamente ao mesmo ninho caso este ainda exista.
  • Devido à boa relação entre humanos e andorinhas, estas geralmente fazem os seus ninhos nos beirais e chaminés das casas ou de outros edifícios construídos por humanos.

DSC00247_InPixio_ms

... ninho de Andorinha-dos-beirais (Delichon urbicum) com o pai, a mãe e outra ...

 

  • Em Portugal é ilegal remover ninhos de andorinha durante a época de reprodução.
  • Geralmente os machos escolhem o local de nidificação e atraem a fêmea através do canto, cor das penas e voo.

As andorinhas constroem os seus ninhos com diversos materiais como lama, plantas e saliva.

  • As andorinhas constroem os seus ninhos com diversos materiais como lama, plantas e saliva. O processo de construção do ninho pode envolver mais de 1000 viagens dos seus progenitores até terminarem a construção.
  • Novos casais de andorinhas podem utilizar ninhos que se encontrem vazios, por isso é importante que os ninhos antigos não sejam destruídos.
  • Depois de ter sido posto o ovo, este leva entre 10 e 21 dias para eclodir e cerca de 3 semanas para as crias saírem do ninho pela primeira vez.
  • Ambos os progenitores alimentam as suas crias até estes estarem prontos para sair do ninho.
  • As andorinhas são um símbolo de liberdade porque são incapazes de viver em cativeiro e apenas se reproduzem em estado selvagem.
  •  

Ver também:

 
 

 

 

 

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20
Mai20

Toutinegra de salgueiro - "Phylloscopus trochilus"


Mário Silva Mário Silva

 

Toutinegra de salgueiro

"Phylloscopus trochilus"

 

Comprimento: 11-13cm

Envergadura: 19cm

Peso: 10g

Vida útil média: 2 anos

 

Toutinegra de salgueiro (Phylloscopus trochilus)_CutOut

 

A toutinegra de salgueiro é uma ave fina e delicada de bosques, matagais, parques e jardins. Pode-se ouvir cantando uma canção melodiosa e distorcida da copa das árvores. As toutinegra de salgueiro são aves migratórias, reproduzindo-se na Europa e migrando para o sul da África durante o inverno. Eles são pássaros incomuns porque mudam todas as suas penas duas vezes por ano - uma vez nos criadouros e outra no inverno; no entanto, a razão para isso não é clara. Como outros toutinegra, eles são insetívoros, mas comem bagas e frutas no outono.

 

Como identificar

A toutinegra de salgueiro é verde acima e amarelo pálido abaixo, com uma barriga esbranquiçada e uma faixa de sobrancelha.

 
 
 
 
 

 

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12
Mai20

Abelharuco “Merops apiaster”


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Abelharuco

“Merops apiaster”

 

Identificação

Inconfundível. É uma ave terrestre de tamanho médio, ricamente

colorida. Os aspetos mais característicos são a garganta amarela,

o peito e o ventre azulados, o dorso vermelho e a máscara preta. A

cauda é comprida, com as duas penas centrais a destacarem-se

das restantes.

DSC01166_InPixio_ms

 

Abundância e calendário

O abelharuco é estival e chega geralmente a Portugal no início de

Abril (por vezes em finais de março) e está presente até ao mês de

Setembro. É comum em quase toda a região a sul do Tejo,

enquanto que para norte deste rio é menos comum e se distribui

sobretudo pela metade interior do território, nas zonas de influência

mediterrânica (Beira Baixa, Beira Alta e Trás-os-Montes).

 

 

 

 

 

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