Resultados das Eleições Autárquicas 2025, na freguesia de ÁGUAS FRIAS (Águas Frias-Casas de Monforte-Assureiras-Avelelas-Sobreira) - Chaves Portugal.
Mário Silva Mário Silva

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Mário Silva Mário Silva

Mário Silva Mário Silva
As “Alminhas” na Crença do Povo Português
Assureiras – Águas Frias – Chaves - Portugal

Em muitas estradas e encruzilhadas de Portugal, é comum encontrar pequenos nichos de pedra, conhecidos como Alminhas.
São pequenos monumentos religiosos erguidos em honra das almas do Purgatório, representando um dos elementos mais tradicionais da religiosidade popular portuguesa.
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O Que São as Alminhas?
As Alminhas são manifestações de fé, erguidas geralmente por famílias ou comunidades, como forma de lembrar e interceder pelas almas dos falecidos que ainda não alcançaram a salvação eterna.
Muitas vezes, esses oratórios são acompanhados de imagens religiosas, como representações do fogo purificador, santos intercessores e cruzes.
É habitual ver velas acesas e flores junto a essas estruturas, demonstrando a devoção dos fiéis que ali rezam pelos mortos.
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O Que São Almas Penadas?
Na tradição popular portuguesa, as Almas Penadas são espíritos de pessoas falecidas que, por diversos motivos, não encontraram descanso após a morte.
Acredita-se que estas almas vagueiam pelo mundo dos vivos, manifestando-se através de lamentos, luzes estranhas ou até aparições.
Segundo a crença, essas almas buscam orações e boas ações dos vivos para conseguirem redenção e seguir para a luz divina.
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O Que É o Purgatório?
O conceito do Purgatório está enraizado na doutrina católica e refere-se a um estado transitório de purificação após a morte.
Segundo a Igreja, as almas que não morreram em estado de graça plena, mas que também não merecem a condenação eterna, passam por esse processo de purificação para se tornarem dignas do Céu.
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Na tradição portuguesa, essa ideia do Purgatório está fortemente ligada às Alminhas, pois acredita-se que as orações dos vivos podem aliviar o sofrimento das almas que ali se encontram, acelerando a sua ascensão ao Paraíso.
Daí a importância dos monumentos das Alminhas, que servem como pontos de oração e intercessão.
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As Alminhas e a Cultura Popular
As Alminhas fazem parte do imaginário coletivo português e continuam a ser respeitadas, mesmo nos tempos modernos.
Muitas histórias e lendas falam de milagres atribuídos a promessas feitas nesses pequenos altares.
Os viajantes que passam por esses nichos costumam fazer o sinal da cruz ou murmurar uma oração, mantendo viva a tradição que atravessa séculos.
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Assim, as Alminhas são mais do que simples monumentos – são testemunhos da fé e da relação profunda dos portugueses com os seus antepassados, num ciclo de devoção, esperança e memória.
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Texto & Fotografia: ©MárioSilva
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Mário Silva Mário Silva
"Edifício da Junta de Freguesia de Águas Frias
(aldeias: Águas Frias, Assureiras,
Casas de Monforte, Sobreira, Avelelas)"

A fotografia de Mário Silva que retrata o "Edifício da Junta de Freguesia de Águas Frias" é uma imagem que carrega múltiplos significados.
Ela vai além de apenas documentar uma construção administrativa, capturando a essência de uma paisagem e de um conjunto de aldeias transmontanas que têm uma profunda conexão com o território, a natureza e a atividade agrícola.
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A imagem mostra o edifício da Junta de Freguesia de Águas Frias, localizado no concelho de Chaves, em Trás-os-Montes, Portugal.
O prédio parece destacar-se pela sua simplicidade arquitetónica, alinhada com a estética rural típica da região, com linhas retas, materiais rústicos e uma paleta de cores neutras que se misturam com a envolvente.
À volta do edifício, a paisagem revela-se em tons de verde e dourado, sugerindo campos agrícolas e vegetação autóctone.
Há uma suavidade na luz que parece realçar o caráter natural do ambiente e transmitir a tranquilidade dessas aldeias.
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A simplicidade do edifício capturado por Mário Silva não é apenas uma característica estética, mas um reflexo da identidade local.
O prédio da Junta de Freguesia não se apresenta com a monumentalidade típica de edifícios públicos de grandes cidades, mas sim com uma humildade que dialoga diretamente com o quotidiano dos moradores das aldeias de Águas Frias, Assureiras, Casas de Monforte, Sobreira e Avelelas.
Este caráter modesto pode ser interpretado como uma expressão do valor que a comunidade local dá à funcionalidade e à praticidade em detrimento de ostentações arquitetónicas.
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A fotografia também destaca a beleza natural envolvente.
O facto de o edifício estar inserido numa paisagem marcada por campos e vegetação reforça o papel central que a natureza desempenha na vida destas comunidades.
A zona de Trás-os-Montes, onde se situam estas aldeias, é conhecida pela sua ruralidade, e a paisagem que Mário Silva retrata transmite essa ideia de harmonia entre as construções humanas e o ambiente natural.
As cores terrosas e o céu, muitas vezes envoltos em neblina devido à altitude da região, compõem um cenário que sublinha a riqueza e tranquilidade do espaço rural.
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Além do aspeto estético, a fotografia remete ao contexto agrícola que define a economia e a forma de vida destas aldeias.
O ambiente retratado sugere campos agrícolas, que são a principal fonte de sustento para as comunidades de Águas Frias e arredores.
A terra transmontana, com a sua geografia acidentada e clima rigoroso, impõe desafios que fazem com que os habitantes desenvolvam uma profunda relação com o solo e os recursos naturais.
Mário Silva consegue captar essa simbiose entre a vida humana e a terra, onde o ritmo das estações e as práticas agrícolas tradicionais definem o dia a dia.
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A fotografia, ao focar um edifício administrativo simples, também aponta para a importância de valorizar o património rural.
Estas aldeias, com o passar do tempo, enfrentam desafios como o envelhecimento da população e a emigração, mas a manutenção de estruturas como a Junta de Freguesia simboliza a resistência e a preservação da identidade local.
O edifício, mais do que uma mera construção, é um ponto de convergência para os habitantes, sendo um símbolo de coesão social.
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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva não só documenta um espaço físico, mas captura a alma de um conjunto de aldeias que vivem em sintonia com o meio natural e as tradições agrícolas.
A imagem comunica uma beleza serena e nostálgica, ao mesmo tempo que nos faz refletir sobre a importância de preservar estas pequenas comunidades, que carregam consigo um conhecimento profundo da terra e uma maneira de viver que, para muitos, está a desaparecer.
Ao trazer esta paisagem e esta arquitetura modesta para o primeiro plano, Mário Silva convida-nos a apreciar a riqueza cultural e ambiental de Águas Frias e suas aldeias vizinhas.
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Texto & Fotografia: ©MárioSilva
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Mário Silva Mário Silva
“Regador virou floreira, à entrada da porta”
(Assureiras de Baixo – Chaves – Portugal)
Mário Silva

A fotografia de Mário Silva, "Regador virou floreira", captura um momento de poesia e criatividade no quotidiano de uma pequena aldeia portuguesa.
A imagem, com a sua composição simples e a seleção cuidadosa da luz, convida-nos a uma reflexão sobre a relação entre o homem e a natureza, a reutilização de objetos e a beleza encontrada no inesperado.
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O regador, transformado num vaso de flores, é o protagonista da fotografia.
As suas curvas suaves e a pátina do tempo conferem-lhe um caráter nostálgico e romântico.
O regador, objeto originalmente destinado a irrigar plantas, agora abriga a vida que ele mesmo ajudou a cultivar.
As flores, com as suas cores vibrantes, contrastam com a cor cinza do regador e da parede.
Elas simbolizam a vida, a renovação e a beleza que brotam mesmo nos lugares mais inesperados.
A parede de pedra, com as suas imperfeições e marcas do tempo, serve como um pano de fundo para o regador e as flores.
A textura da parede e a presença de musgo conferem à imagem uma sensação de antiguidade e autenticidade.
A luz natural incide sobre a composição, criando sombras e destacando a textura dos objetos.
A iluminação suave e dourada confere à imagem uma atmosfera serena e contemplativa.
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A fotografia de Mário Silva é um excelente exemplo de como a fotografia pode capturar a beleza da vida quotidiana e transmitir emoções através de elementos simples.
A imagem evoca sentimentos de nostalgia, criatividade e conexão com a natureza.
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A composição da imagem é simples e eficaz.
O regador, posicionado no centro da imagem, é o ponto focal e atrai o olhar do observador.
As cores da fotografia são harmoniosas e complementares.
O contraste entre o cinza do regador e as cores vibrantes das flores cria uma composição visualmente interessante.
A imagem é rica em simbolismo.
O regador, transformado em um vaso de flores, representa a capacidade do ser humano de adaptar-se e encontrar novas utilidades para os objetos.
A fotografia conta uma pequena história, convidando o observador a imaginar a vida que acontece por trás daquela parede e a história daquele regador.
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Em resumo, a fotografia "Regador virou floreira" de Mário Silva é uma obra que nos convida a apreciar a beleza das coisas simples e a encontrar a poesia no quotidiano.
A imagem é um convite para desacelerarmos e observar o mundo com mais atenção, descobrindo a beleza que nos rodeia.
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Texto & Fotografia: ©MárioSilva
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Mário Silva Mário Silva
ASSUREIRAS (Águas Frias)
CHAVES – PORTUGAL
A aldeia de Assureiras pertence à freguesia de Águas Frias, concelho de Chaves, distrito de Vila Real, região de Trás-Os-Montes – PORTUGAL.
Assureira é atravessada pela Estrada Nacional 103, tem uma área de 1,55Km2, 153 habitantes (segundo Censos de 2011), sendo 73 do sexo masculino e 80 do sexo feminino (28 dos 0 aos 19 anos; 97 dos 20 aos 64 anos e 28 com mais de 65 anos) e a densidade populacional de 95,58/Km2. A Aldeia fica a 629 metros de altitude.
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Embora seja obrigatório passar pelas Assureiras sempre que vou até Águas Frias, vindo de Chaves, raramente visitei com pormenor esta Aldeia, mas vou partilhar uma dessas visitas, convosco, deixando, desde já, claro que a observação foi superficial, sem elementos documentais e o contacto direto com as suas Gentes foi residual, mas deixando-me vontade para mais visitas individualizadas e mais cuidadas.

Tendo como ponto de partida a Aldeia de Águas Frias, dirigi-me de imediato à Estrada Nacional 103, em direção a Chaves e quase de imediato encontramos a Aldeia de Assureiras. Esta está dividida em Assureiras de Baixo, Assureiras do Meio e Quinta do Porto.
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A primeira que encontrei foi a Quinta do Porto (de Cima ??), sem qualquer placa identificativa, já que corresponde na sua totalidade (penso eu) à propriedade da família Barros.
É constituída por uma bela mata com imponentes e antigos castanheiros e carvalhos que devido à sua folhagem dão um colorido diferente em cada uma das estações do ano e qual delas a mais encantadora. Esta mata estende-se por toda a encosta da Serra do Brunheiro até ao Castelo de Monforte do Rio Livre.
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No seu interior existe um pequeno aglomerado de casas da mesma família e próximo da estrada existia uma belíssima casa de traça tipicamente transmontana que há muito desabitada, acabou por desabar aquando do último incêndio. Foi pena (aos meus olhos) pois considerava-a um belíssimo exemplar de casa, desta região.
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Descendo mais alguns metros pela estrada nacional, logo deparamos com Assureiras do Meio, com algumas casas novas ao longo da estrada.
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No seu interior, entre ruas estreitas, encontramos um pouco de tudo: casas graníticas (muitas delas abandonadas), outras recuperadas e até algumas feitas de novo.

Um pouco mais abaixo e do outro lado da estrada encontramos Assureiras de Baixo que em tudo se assemelha às do Meio.
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A Aldeia tem uma pequena, mas recuperada capela que se não me engano (corrijam-me se for o caso) é dedicada a Santo Amaro.

Ainda existe um forno comunitário onde se cozia o pão centeio e os famosos e deliciosos folares.
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Sobre esta Aldeia, que já teve a denominação de Portela das Três Vilas, aconselho a visita presencial ou virtualmente através de:
* https://aguasfrias.blogs.sapo.pt/14602.html
* https://mariosilva2020.blogs.sapo.pt/assureiras-aguas-frias-chaves-3382
* No Blog Chaves, nestes links :(“Portela das Três Vilas-Vila de Baixo” e “Das Assureiras do Meio até às de Cima” )
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