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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

20
Nov25

“Fonte dos Leões e como fundo as igrejas do Carmo e a dos Carmelitas” (Porto – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Fonte dos Leões e como fundo as igrejas do Carmo e a dos Carmelitas” (Porto – Portugal)

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A fotografia de Mário Silva é uma composição noturna ou de final de tarde que justapõe um elemento escultórico moderno ou do século XIX (a fonte) com o complexo arquitetónico religioso do Porto (as igrejas).

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Primeiro Plano: A Fonte e a Cor

O primeiro plano é dominado pela escultura de um leão da fonte, que está coberto por uma iluminação artificial intensa, em tom azul-elétrico.

Este leão, com uma expressão feroz e juba trabalhada, tem a sua cabeça e parte do corpo em destaque.

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O Jato de Água:  Da boca do leão, emerge um jato de água forte e longo, que se projeta em arco, criando um risco de luz que se estende para o centro da imagem.

Textura e Brilho: A cor azul da escultura, combinada com o brilho da água que escorre e dos jatos de luz, confere um caráter dramático e quase irreal à fonte.

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Segundo Plano e Fundo: O Complexo Religioso

Atrás da fonte e servindo como pano de fundo, está a fachada de uma das igrejas, provavelmente a Igreja do Carmo (ou Carmelitas Descalços), conhecida pela sua exuberante decoração.

Arquitetura Barroca/Rococó: A fachada apresenta uma riqueza de talha em pedra (cantaria) com relevos, nichos, pilastras e elementos decorativos de grande detalhe, típicos do estilo Barroco e Rococó do Norte de Portugal.

Iluminação da Fachada: O edifício histórico está iluminado em tons quentes e naturais (diferentes do azul da fonte), o que destaca a sua textura e as complexas molduras.

A iluminação confere profundidade e contrasta a permanência da arquitetura com o movimento da água e a cor da fonte.

Ambiente Noturno: O céu escuro e o uso de luz artificial acentuam a justaposição de elementos — o dinamismo da água e da cor, em oposição à solidez e antiguidade da pedra histórica.

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A fotografia cria um diálogo entre a arte escultórica urbana e o património arquitetónico do Porto, realçando a beleza dos monumentos sob a luz noturna.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Nov25

Torre dos Clérigos - Porto - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Torre dos Clérigos

Porto - Portugal

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A fotografia de Mário Silva retrata a icónica Torre dos Clérigos, um dos símbolos mais reconhecíveis da cidade do Porto.

A imagem é capturada de baixo para cima, o que enfatiza a monumentalidade e a altura da torre.

A luz é intensa e dourada, sugerindo o final da tarde, banhando a pedra de granito com um brilho quente que realça os pormenores arquitetónicos barrocos e rococós.

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A torre, de estilo barroco, domina o centro, com os seus vários registos de cantaria detalhada.

No primeiro plano, o enquadramento é feito por três oliveiras de copas volumosas e verde-douradas, que criam um contraste natural com a rigidez da pedra e o azul límpido do céu.

As copas das árvores, parcialmente iluminadas pelo sol poente, emolduram a base da torre e separam o monumento dos edifícios circundantes, visíveis à direita e à esquerda.

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A Torre dos Clérigos: O Farol Barroco que Define o Horizonte do Porto

A Torre dos Clérigos, em pleno coração da cidade do Porto, é muito mais do que um edifício alto; é o marco que define a identidade da cidade e um dos mais notáveis exemplos do Barroco e Rococó em Portugal.

A sua presença imponente, capturada com a dignidade da luz dourada na fotografia de Mário Silva, é um testemunho da ambição artística e da religiosidade do século XVIII.

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A Obra-Prima de Nicolau Nasoni

A torre é parte integrante do conjunto da Igreja dos Clérigos, mas ganhou vida própria.

Foi projetada pelo arquiteto italiano Nicolau Nasoni, que deixou uma marca indelével na arquitetura do Norte de Portugal.

Concluída por volta de 1763, a torre é uma obra-prima de engenharia e decoração.

Com os seus 75,6 metros de altura, foi, durante muito tempo, a construção mais alta do país.

A sua estrutura em granito, decorada com festões, balaustradas e urnas, demonstra a fluidez e a teatralidade do estilo barroco.

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O Símbolo da Cidade

A Torre dos Clérigos desempenhou um papel vital na vida do Porto.

A sua altura não era apenas para exibição; a torre servia como farol para os navios que entravam na barra do Douro, guiando os marinheiros, e também como um ponto de referência visual inconfundível para os viajantes.

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Hoje, ela mantém a sua função simbólica.

É o ponto de onde se tem uma das vistas mais espetaculares da cidade, do rio Douro e do oceano.

Subir os seus mais de 225 degraus é um ritual obrigatório para quem visita o Porto.

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A Torre na Cultura Portuense

A Torre dos Clérigos está profundamente enraizada na cultura popular portuense.

A sua imagem é imediatamente reconhecível e está ligada à resiliência e ao espírito bairrista da cidade.

Ela resistiu a séculos, a guerras, e ao progresso urbano, mantendo-se firme como um guardião de pedra.

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A fotografia, ao enquadrar a torre entre as oliveiras, sublinha a sua ligação à terra e à natureza, mostrando-a não apenas como um monumento histórico, mas como uma parte viva e pulsante do quotidiano da cidade.

A Torre dos Clérigos é, de facto, o farol que ilumina o património e a alma do Porto.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Jul25

Entrada da Fortaleza de Valença (Portugal) ... e uma estória histórica


Mário Silva Mário Silva

Entrada da Fortaleza de Valença (Portugal)

... e uma estória histórica

24Jul DSC04322_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Entrada da Fortaleza de Valença (Portugal)", apresenta um close-up impressionante de um dos portões de entrada desta notável fortificação.

A imagem foca-se na monumentalidade e na riqueza de detalhes arquitetónicos em pedra.

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Ao centro, domina um arco de volta perfeita, construído em blocos de granito bem aparelhados e envelhecidos, exibindo manchas claras de líquenes e musgo, testemunhos da passagem do tempo e da exposição aos elementos.

O túnel escuro por trás do arco sugere a profundidade das muralhas.

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Acima do arco, a estrutura é adornada com um brasão de armas esculpido em pedra, com uma coroa no topo e volutas barrocas que lhe conferem um ar solene e imponente.

Este brasão é ladeado por dois pináculos esféricos que repousam sobre pedestais, adicionando simetria e grandiosidade à composição.

Abaixo do brasão principal, um escudo menor com um desenho diferente também está esculpido.

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A estrutura de pedra do portão emerge de uma muralha robusta e irregular, feita de pedras de diferentes tamanhos, que se estende para os lados e para cima.

No topo da muralha, vislumbra-se alguma vegetação rasteira e erva seca, indicando que a fortaleza está inserida num ambiente natural.

A iluminação realça as texturas da pedra e a tridimensionalidade dos elementos esculpidos, conferindo à imagem uma atmosfera de história e imponência.

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A Estória Histórica: O Portal dos Dois Reinos

A Fortaleza de Valença, um colosso de pedra que se ergue orgulhosamente sobre o rio Minho, não é apenas um conjunto de muralhas; é um livro aberto da história, e a sua entrada principal, magnificamente captada na fotografia de Mário Silva, é a capa desse livro.

Erguida ao longo de séculos, esta fortaleza testemunhou inúmeras batalhas, tratados de paz e a passagem de gerações.

O brasão que coroa o portão, com as suas volutas barrocas e a sua imponência real, é mais do que um ornamento: é o símbolo de uma identidade forjada na fronteira.

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No século XVII, com a Restauração da Independência de Portugal, a Fortaleza de Valença assumiu um papel estratégico crucial.

O seu posicionamento fronteiriço com a Galiza, em Espanha, fez dela um bastião inexpugnável, um olho atento sobre o vizinho do lado.

O portão que vemos na fotografia, embora com remodelações posteriores, já era a principal boca da fortaleza, o ponto de passagem para comerciantes, soldados e espiões.

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Corria o ano de 1658, e a Guerra da Restauração arrastava-se.

Portugal, sob o domínio filipino por 60 anos, lutava para garantir a sua soberania.

Valença, por estar na linha da frente, era palco de constantes escaramuças e cercos.

As suas muralhas resistiram, mas a vida dentro delas era uma mistura de tensão e resiliência.

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O Governador de Valença, D. Gonçalo de Castelo Branco, um homem de ferro e fé, supervisionava pessoalmente a manutenção do portão.

Sabia que por ali passaria o destino da fortaleza.

O brasão, recentemente esculpido e ainda com o brilho da pedra nova, era uma lembrança constante da coroa portuguesa que defendiam.

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Uma manhã fria de inverno, um emissário espanhol, um fidalgo arrogante de nome Dom Rodrigo, apresentou-se no portão.

Trazia uma mensagem do General espanhol, que exigia a rendição imediata de Valença.

"Vossa Majestade Espanhola não tolerará mais esta insolência", terá dito Dom Rodrigo, com um desdém nos olhos que roçava a ofensa.

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  1. Gonçalo, que o esperava junto ao arco maciço, ouviu-o em silêncio, os seus olhos fixos no brasão real acima.

Quando Dom Rodrigo terminou, D. Gonçalo apontou para o escudo e para a coroa.

"Dizei ao vosso General, Dom Rodrigo, que este portão e estas pedras são a fronteira inexpugnável de um reino.

Enquanto este brasão erguer-se sobre nós, e enquanto houver um único soldado português dentro destas muralhas, Valença não se renderá. Passareis por este arco apenas com a nossa permissão e nunca como vitoriosos."

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Dom Rodrigo, furioso, virou costas.

Dias depois, as tropas espanholas tentaram um assalto, mas a Fortaleza de Valença, com o seu portão imponente e as suas muralhas robustas, resistiu bravamente, como sempre fizera.

 Os canhões trovejaram, as armas chocaram, mas o portão, guardado por bravos portugueses, nunca cedeu.

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A fotografia de Mário Silva, com a sua luz a incidir sobre a pedra gasta e o brasão orgulhoso, captura não só a arquitetura, mas o espírito daquele tempo.

É a porta para um passado de coragem e determinação, uma recordação de que cada fenda na pedra, cada mancha de líquen, conta uma história de resistência e de orgulho nacional.

É o portal onde Portugal se ergueu, pedra a pedra, face ao seu vizinho, um símbolo eterno da sua soberania e do seu povo inquebrantável.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Jun25

“Carranca” (igreja matriz de Chaves, em Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Carranca”

(igreja matriz de Chaves, em Portugal)

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A fotografia de Mário Silva intitulada "Carranca" captura um detalhe arquitetónico da igreja matriz de Chaves, em Portugal.

A imagem mostra uma escultura em pedra, desgastada pelo tempo, com musgo a crescer na parte superior, integrada numa parede de granito.

A carranca, com traços faciais rudimentares e mãos junto ao rosto, parece expressar uma emoção de sofrimento ou contemplação, sendo um elemento típico da decoração medieval em igrejas e outros edifícios comunitários.

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As carrancas, figuras grotescas ou expressivas esculpidas em pedra, são um elemento distintivo da arquitetura medieval, especialmente em igrejas e monumentos comunitários da Europa. Estas esculturas, frequentemente representando rostos humanos ou animais com expressões exageradas, têm raízes profundas na cultura e na religiosidade da época.

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As carrancas remontam à Idade Média, entre os séculos XI e XV, um período marcado pela construção de catedrais e igrejas românicas e góticas.

Influenciadas por tradições pagãs pré-cristãs, como os espíritos da natureza e os guardiões míticos, foram adaptadas pela Igreja como parte da iconografia cristã.

A sua presença espalhou-se por regiões como Portugal, Espanha, França e Inglaterra, sendo comum em locais como a igreja matriz de Chaves.

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Acreditava-se que as carrancas afastavam espíritos malignos e protegiam os edifícios sagrados.

As suas expressões assustadoras visavam intimidar forças negativas.

Muitas vezes, representavam pecadores ou almas em tormento, servindo como um lembrete visual da moralidade e da necessidade de penitência.

Além da função simbólica, as carrancas refletiam a criatividade dos artesãos e a identidade cultural das comunidades, variando em estilo conforme a região.

Em alguns casos, funcionavam como gárgulas, canalizando água da chuva para longe das paredes, combinando utilidade com simbolismo.

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Em Portugal, as carrancas são particularmente notáveis em igrejas românicas, como a de Chaves.

A sua integração na arquitetura reflete a fusão entre influências celtas, romanas e cristãs, adaptadas ao contexto local.

O desgaste visível nas esculturas, como o musgo e a erosão, testemunha séculos de exposição aos elementos, reforçando o seu valor histórico.

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As carrancas são mais do que ornamentos; são testemunhos de crenças, artesanato e história.

Na igreja matriz de Chaves, a "Carranca" de Mário Silva encapsula este legado, convidando-nos a refletir sobre o passado e o significado espiritual das comunidades medievais.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Abr25

“As duas casas na Aldeia”


Mário Silva Mário Silva

“As duas casas na Aldeia”

09Abr DSC06712_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "As duas casas na Aldeia", retrata duas construções distintas num ambiente rural, numa aldeia portuguesa, dado o estilo arquitetónico e os materiais utilizados.

A imagem captura um contraste interessante entre as duas casas, que, apesar de estarem lado a lado, apresentam diferenças marcantes, ao mesmo tempo que compartilham algumas semelhanças.

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A casa à esquerda é uma construção mais rústica, feita de pedra, com um telhado de telhas tradicionais.

Ela parece mais antiga e possivelmente usada para fins utilitários, como um celeiro ou depósito, devido à sua porta ampla e à ausência de elementos decorativos.

A casa à direita, por outro lado, é mais moderna, com uma estrutura de dois andares, uma varanda com gradeamento e uma porta azul que sugere ser uma residência habitada.

Ambas estão inseridas num cenário de aldeia, com um caminho de cimento e pedra entre elas, e compartilham o uso de materiais tradicionais, como a pedra e as telhas.

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Ambas as casas utilizam pedra como material principal nas suas paredes, o que é típico de construções tradicionais em aldeias portuguesas.

A pedra confere um aspeto rústico e resistente, adequado ao ambiente rural.

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As duas casas possuem telhados feitos de telhas de barro, um elemento comum na arquitetura vernacular do sul da Europa, especialmente em Portugal.

As telhas têm uma tonalidade avermelhada, embora o telhado da casa à esquerda pareça muito mais desgastado.

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Ambas estão inseridas no mesmo ambiente de aldeia, com um caminho de terra e pedra que as liga, que pertencem à mesma comunidade e compartilham a mesma história cultural e geográfica.

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A casa à esquerda é mais rústica e simples, com uma estrutura que parece mais antiga e funcional.

A porta ampla e o pequeno postigo acima sugerem que pode ser um espaço de armazenamento, sem preocupação com a estética.

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A casa à direita, por outro lado, apresenta um estilo mais residencial e moderno.

A varanda com gradeamento decorativo, a porta azul e a janela com moldura indicam que é uma casa habitada, com maior atenção aos detalhes e ao conforto.

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A casa à esquerda mostra sinais de desgaste, com o telhado de telhas visivelmente envelhecido e a porta de madeira em muito mau estado, sugerindo que não é usada regularmente e que não recebe manutenção.

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A casa à direita parece estar em muito melhores condições, com a varanda e a porta pintada de azul indicando que é mantida.

O reboco nas paredes superiores também sugere uma renovação mais recente.

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A casa à esquerda, com a sua porta ampla e ausência de janelas grandes, parece ter uma função utilitária, como guardar ferramentas, animais ou colheitas e que já teve vida

A casa à direita, com a sua varanda e entrada mais elaborada, é claramente uma residência, projetada para moradia e convivência.

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A casa à esquerda é de um único andar, com uma estrutura mais baixa e compacta.

A casa à direita tem dois andares, com uma varanda no segundo piso, o que a torna mais vertical e funcional para uma família.

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A casa à esquerda não apresenta elementos decorativos, reforçando a sua natureza utilitária ou abandonada.

A casa à direita tem detalhes como o gradeamento da varanda, que possui um padrão decorativo, e a porta azul, que adiciona um toque de cor e personalidade.

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A fotografia de Mário Silva captura um contraste interessante entre o passado e o presente da arquitetura rural.

A casa à esquerda representa a tradição, com a sua construção rústica e funcional, enquanto a casa à direita simboliza uma evolução, com elementos mais modernos e residenciais.

Apesar das diferenças, ambas compartilham a essência da aldeia: o uso de materiais locais, como a pedra e as telhas, e a integração com o ambiente natural e comunitário.

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A composição da imagem, com o caminho de pedra entre as duas casas, reforça a ideia de conexão entre o antigo e o novo, sugerindo que, mesmo com o passar do tempo, a aldeia mantém sua identidade cultural.

A assinatura de Mário Silva no canto inferior direito indica que a fotografia pode ter um valor artístico, além de documental, capturando a essência da vida rural com sensibilidade.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
23
Fev25

“A igreja e a sua importância"


Mário Silva Mário Silva

“A igreja e a sua importância"

23Fev DSC00472_ms

A Igreja desempenha um papel fundamental na vida das comunidades rurais de Trás-os-Montes, tanto do ponto de vista arquitetónico, como cultural, social e religioso.

A fotografia de Mário Silva capta essa essência ao destacar uma igreja típica da região, inserida na paisagem natural e refletindo a importância histórica desses edifícios para o povo transmontano.

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As igrejas rurais de Trás-os-Montes apresentam um estilo arquitetónico tradicional, muitas vezes marcado por influências barrocas e românicas.

A igreja na imagem tem uma estrutura simples, com paredes brancas e um telhado de telha avermelhada, características comuns nas construções religiosas do interior português.

A torre sineira, com arcos bem definidos e uma cruz no topo, simboliza a presença divina e a ligação entre o céu e a terra.

O relógio na fachada reforça a sua função como ponto central da aldeia, regulando o tempo e a vida dos moradores.

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A Igreja é mais do que um edifício religioso; é um marco identitário para as comunidades rurais.

Ao longo dos séculos, esses templos foram espaços de celebração, memória e tradição.

As festividades religiosas, como as festas em honra dos santos padroeiros, romarias e procissões, reúnem os habitantes e descendentes da terra, reforçando os laços culturais e perpetuando as tradições locais.

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Além de local de culto, a Igreja é um ponto de encontro e convivência.

Em muitas aldeias transmontanas, é junto à Igreja que se realizam as principais interações sociais, desde reuniões comunitárias a eventos festivos.

Para uma população que historicamente enfrentou isolamento geográfico e dificuldades socioeconómicas, a Igreja sempre representou um espaço de união, onde os moradores partilham alegrias e tristezas.

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A fé tem um papel central na vida das populações rurais de Trás-os-Montes.

A Igreja representa a espiritualidade e a devoção do povo, sendo o local onde ocorrem os momentos mais importantes da vida comunitária, como batismos, casamentos e funerais.

Para muitos, a igreja é um refúgio espiritual, um espaço de oração e esperança, onde encontram conforto e orientação.

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Como conclusão, a Igreja, como a representada na fotografia de Mário Silva, é um símbolo de resistência e continuidade.

Em Trás-os-Montes, ela permanece como um elo entre o passado e o presente, refletindo a fé, a cultura e a identidade de um povo profundamente ligado às suas raízes e tradições.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Fev25

“Pormenor da fachada da Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo” (Porto – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Pormenor da fachada da Igreja da Venerável

Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo”

(Porto – Portugal)

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A fotografia " Pormenor da fachada da Igreja do Carmo" de Mário Silva captura um detalhe arquitetónico desta joia do barroco e rococó situada no Porto, Portugal.

A Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, construída entre 1756 e 1768, sendo o projeto do arquiteto José Figueiredo Seixas, reflete o esplendor artístico e religioso do século XVIII.

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A imagem destaca uma escultura em pedra no topo da fachada da igreja, provavelmente representando São Lucas, tradicionalmente associado ao touro, seu símbolo iconográfico.

A figura esculpida segura um livro e um instrumento de escrita, remetendo à sua identidade como evangelhista.

O contraste entre a textura da pedra envelhecida e o céu azul cria uma composição visualmente impactante, ressaltando a riqueza ornamental da igreja.

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A igreja é um dos exemplos mais notáveis do rococó no Porto.

A sua fachada apresenta elementos típicos desse estilo, como curvas dinâmicas, ornamentos exuberantes e uma sensação de movimento nas esculturas e relevos.

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A escultura destacada na fotografia faz parte de um conjunto mais amplo que adorna a igreja, incluindo representações de santos e símbolos religiosos esculpidos em granito.

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Embora não visível na imagem, um dos elementos mais famosos da Igreja do Carmo é o seu grandioso painel lateral de azulejos, instalado em 1912, representando cenas da fundação da Ordem Carmelita.

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O interior da igreja mantém o luxo do barroco, com altares em talha dourada, pinturas e elementos decorativos detalhados.

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A fotografia de Mário Silva consegue capturar a essência do esplendor artístico da Igreja do Carmo, focando-se num detalhe muitas vezes ignorado pelo olhar casual.

A escolha do ângulo e da iluminação realça as texturas da pedra e a expressividade da escultura, enquanto o céu limpo ao fundo confere profundidade à imagem.

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Esta abordagem fotográfica convida o observador a refletir sobre a grandiosidade dos edifícios históricos e o seu papel na identidade cultural.

A preservação deste património é fundamental para manter viva a memória artística e religiosa do Porto.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Fev25

"O Portelo” - Um Olhar Sobre o Passado


Mário Silva Mário Silva

"O Portelo”

Um Olhar Sobre o Passado

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A fotografia "O Portelo" de Mário Silva, ao apresentar um portão de ferro enferrujado encravado em muros de pedra, transporta-nos para um universo rural, carregado de história e tradição.

O portelo, elemento central da imagem, revela-se mais do que uma simples passagem: é um portal para o passado, um testemunho da vida que outrora se desenrolou por trás daqueles muros.

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A composição da fotografia é marcada pela simplicidade e pela força evocativa.

O portão, com as suas linhas retas e verticais, contrasta com a organicidade da vegetação que o circunda.

A ferrugem que cobre o ferro evoca o passar do tempo, a ação dos elementos naturais sobre o objeto construído pelo homem.

A luz, suave e dourada, confere à imagem uma atmosfera melancólica, convidando à reflexão.

O portelo é um elemento característico das aldeias transmontanas.

Ele delimita propriedades, separa o espaço público do privado, mas também conecta os habitantes entre si.

A fotografia de Mário Silva captura a essência desse elemento arquitetónico, revelando a sua importância no quotidiano das comunidades rurais.

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A fotografia "O Portelo" convida-nos a refletir sobre a importância da propriedade privada nas aldeias transmontanas.

Esses pequenos pedaços de terra, muitas vezes herdados de geração em geração, são mais do que simples propriedades: são alicerces de identidades, testemunhos de histórias familiares e elementos essenciais da paisagem cultural.

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As aldeias transmontanas enfrentam desafios como o envelhecimento da população, o êxodo rural e a desvalorização do património rural.

Nesse contexto, a propriedade privada encontra-se ameaçada.

Muitas terras estão abandonadas, os muros caem e os portelos enferrujam.

A preservação do património rural, incluindo a propriedade privada, é fundamental para a salvaguarda da identidade das aldeias transmontanas.

É preciso valorizar a história e a cultura desses lugares, promovendo a sua preservação e revitalização.

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Em conclusão, a fotografia "O Portelo" de Mário Silva é mais do que uma simples imagem: é um convite à reflexão sobre a importância do património rural e da propriedade privada nas aldeias transmontanas.

Ao capturar a essência desse elemento arquitetónico, o fotógrafo convida-nos a valorizar a história e a cultura desses lugares, contribuindo para a sua preservação e revitalização.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Jan25

"A Igreja de São João Batista de Cimo de Vila da Castanheira"


Mário Silva Mário Silva

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"A Igreja de São João Batista

de Cimo de Vila da Castanheira"

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A fotografia de Mário Silva captura a essência da Igreja de São João Batista de Cimo de Vila da Castanheira, um monumento nacional de grande valor histórico e arquitetónico.

A imagem revela a simplicidade e a solidez da construção românica, destacando os elementos mais característicos deste estilo arquitetónico.

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A fotografia apresenta uma perspetiva frontal da igreja, com a torre sineira à esquerda e o corpo principal à direita.

A construção em pedra, com tonalidades quentes e envelhecidas, contrasta com o telhado de telha vermelha.

A porta principal, com arco de volta inteira, é o elemento central da fachada, convidando o observador a entrar no interior do templo.

A vegetação circundante, com tons outonais, adiciona um toque de romantismo à imagem.

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A composição é equilibrada, com a igreja a ocupar o centro da imagem e a vegetação servindo como enquadramento.

A linha diagonal formada pelo telhado da igreja e pela vegetação cria uma sensação de profundidade e conduz o olhar do observador para o ponto focal da imagem.

A luz natural, suave e difusa, envolve a cena, criando uma atmosfera serena e contemplativa.

As sombras suaves e alongadas contribuem para a sensação de profundidade e tridimensionalidade da imagem.

A paleta de cores é predominantemente quente, com tons de terra e ocre, que evocam a sensação de antiguidade e tradição.

O contraste entre a pedra da igreja e o telhado vermelho cria um efeito visual interessante.

A fotografia apresenta uma grande profundidade de campo, permitindo que todos os elementos da imagem estejam nítidos, desde o primeiro plano até ao fundo.

A escolha do diafragma e da velocidade do obturador permitiu capturar a textura da pedra e a atmosfera do local.

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A utilização da pedra como material de construção é uma característica marcante do estilo românico.

A porta principal, com arco de volta inteira, é um elemento típico da arquitetura românica, conferindo à igreja uma sensação de solidez e robustez.

As linhas simples e as formas geométricas são características marcantes do estilo românico, que se manifesta na ausência de ornamentos excessivos.

A torre, com as suas características defensivas, evidencia a importância das igrejas românicas como refúgios em tempos de guerra.

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A fotografia evoca uma série de emoções e sensações no observador:

- A atmosfera serena da fotografia, com a igreja isolada no campo, transmite uma sensação de paz e tranquilidade.

- A igreja, com a sua arquitetura imponente e a sua história milenar, evoca um sentimento de respeito e admiração pelo passado.

- A igreja, integrada na paisagem natural, estabelece uma conexão entre o homem e a natureza.

-  A igreja, como lugar de culto, evoca sentimentos de espiritualidade e fé.

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Em resumo, a fotografia de Mário Silva captura a beleza e a importância histórica da Igreja de São João Batista de Cimo de Vila da Castanheira.

Através de uma composição cuidadosa e de uma paleta de cores harmoniosa, o fotógrafo convida o observador a uma viagem no tempo, permitindo-lhe apreciar a riqueza do património cultural português.

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Texto & Fotofrafia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Out24

Fonte de mergulho - VILA FRADE– Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Fonte de mergulho

VILA FRADE – Chaves – Portugal

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Fonte de chafurdo, ou de mergulho, é uma fonte em que se retira a água, de uma cova pouco funda, submergindo as vasilhas (por exemplo, cântaros de barro). Estão geralmente num nível inferior ao do solo, existindo escadas que dão acesso à água. A água está, habitualmente, protegida por uma abóbada feita de pedra.

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"Fonte chafurdo, ou de mergulho” Vila Frade– Chaves – Portugal"

Fonte de chafurdo, ou de mergulho, é uma fonte em que se retira a água, de uma cova pouco funda, submergindo as vasilhas (por exemplo, cântaros de barro).

Estão geralmente num nível inferior ao do solo, existindo escadas que dão acesso à água.

A água está, habitualmente, protegida por uma abóbada feita de pedra.

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A fotografia de Mário Silva captura a essência de uma fonte de mergulho, um elemento arquitetónico e funcional que evoca um passado rural e tradicional.

A imagem, além de documentar um património histórico e cultural, convida-nos a uma reflexão sobre a importância da água e das fontes como elementos centrais na vida das comunidades rurais.

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A fotografia apresenta uma fonte de mergulho em pedra, com uma abóbada semicircular que protege a água.

A estrutura, rústica e envelhecida pelo tempo, contrasta com a delicadeza das grades de ferro que fecham a abertura.

A luz natural incide sobre a cena, criando sombras e destacando as texturas da pedra.

A envolvente da fonte, com vegetação rasteira e um caminho de terra batida, sugere um ambiente rural e tranquilo.

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A fotografia documenta um elemento fundamental da vida rural em Portugal, as fontes de mergulho.

Essas estruturas, muitas vezes esquecidas, são testemunhas de um modo de vida mais simples e ligado à natureza.

As fontes de mergulho fazem parte do património cultural de muitas comunidades rurais.

A fotografia de Mário Silva contribui para a preservação da memória e da identidade dessas comunidades.

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A fotografia demonstra o equilíbrio entre a forma e a função da fonte.

A abóbada em pedra, além de proteger a água, confere à estrutura uma beleza estética.

O contraste entre a aspereza da pedra e a delicadeza das grades de ferro cria uma dinâmica visual interessante.

A fotografia utiliza uma profundidade de campo que permite ao observador apreciar os detalhes da fonte, desde a textura da pedra até as plantas que crescem ao redor.

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A água, elemento vital, está presente em todas as culturas como símbolo de vida, renovação e purificação.

A fonte de mergulho, como ponto de captação da água, representa este ciclo.

As fontes eram locais de encontro e socialização, onde as pessoas se reuniam para buscar água e trocar notícias.

A fotografia, embora mostre a fonte vazia, evoca a ideia de comunidade e de partilha.

A fonte de mergulho é um elemento atemporal, que conecta o passado ao presente.

A fotografia convida-nos a refletir sobre a passagem do tempo e a importância de preservar as nossas raízes.

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Em conclusão, a fotografia "Fonte de mergulho - Vila Frade– Chaves – Portugal" é mais do que uma simples imagem.

É uma obra que nos transporta para um tempo e um lugar diferentes, convidando-nos a uma reflexão sobre a nossa história e a nossa relação com a natureza.

A fotografia de Mário Silva é um testemunho da importância de valorizar e preservar o nosso património cultural.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Out24

Antigo pórtico e antiga capela - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Antigo pórtico, encimado por uma concha de S. Tiago e dois pináculos e anexo, a antiga capela que já foi dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres (antes de ser reformada e descaraterizada, tendo-se perdido a sua essência, significado e interesse cultural e artístico) - Águas Frias - Chaves - Portugal

03Out DSC02841-fotor_ms

A fotografia apresenta um elemento arquitetónico de grande valor histórico e cultural, localizado em Águas Frias, Chaves, Portugal:

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A estrutura principal da imagem é um pórtico, uma espécie de portal ou entrada monumental, que outrora dava acesso a um espaço sagrado.

O pórtico é encimado por uma concha, símbolo tradicionalmente associado ao Apóstolo Santiago, padroeiro de Portugal.

Essa concha, além de seu valor religioso, também possui conotações marítimas e de peregrinação, remetendo às rotas percorridas pelos peregrinos que se dirigiam a Santiago de Compostela.

Dos lados da concha, observam-se dois pináculos, elementos arquitetónicos em forma de torre aguda, que conferem verticalidade e ornamentação ao pórtico.

O pórtico faz parte de um conjunto arquitetónico maior, que no passado abrigava uma capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres.

A presença da capela indica a importância religiosa do local e a devoção dos habitantes àquela santa.

A capela passou por reformas que a descaracterizaram, resultando na perda da sua essência, significado e valor cultural e artístico.

Essa informação é preocupante, pois indica a perda de um património histórico e religioso importante para a comunidade.

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A fotografia captura um momento de transição e perda.

O pórtico, com sua concha e pináculos, testemunha um passado rico em fé e tradição.

A referência à Nossa Senhora dos Prazeres evoca um tempo em que a religiosidade popular era mais intensa e a comunidade se reunia em torno dos seus símbolos e práticas religiosas.

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No entanto, as reformas sofridas pela capela representam uma rutura com esse passado.

A descaracterização do edifício significa a perda de um elo com a história local e com a identidade da comunidade.

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A descaracterização da capela pode ter levado à perda de um ponto de referência e de um espaço de encontro para os moradores de Águas Frias.

É fundamental encontrar um equilíbrio entre a conservação dos elementos originais e a adaptação dos edifícios às novas funções.

A comunidade local tem um papel fundamental na valorização e proteção do seu património, através da participação em iniciativas de preservação e da sensibilização para a importância da história local.

Em resumo, a fotografia do pórtico em Águas Frias convida-nos a refletir sobre a importância da preservação do património histórico e cultural.

A perda da capela representa uma perda para a comunidade e para o nosso património nacional.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Set24

Coleção de “cachorros” figurados da fachada norte - Igreja Românica de São João Baptista - Cimo de Vila da Castanheira (Chaves – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Coleção de “cachorros” figurados da fachada norte

Igreja Românica de São João Baptista

Cimo de Vila da Castanheira (Chaves – Portugal)

30Set DSC07125_ms

A fotografia de Mário Silva captura um detalhe arquitetónico singular da Igreja Românica de São João Baptista, em Cimo de Vila da Castanheira, Chaves.

A imagem focaliza uma série de esculturas zoomorfas, popularmente conhecidas como "cachorros", que adornam a fachada norte do edifício.

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A fotografia apresenta uma composição equilibrada, com as esculturas em destaque contra o fundo do céu azul e da parede de granito.

A luz natural incide sobre as figuras, realçando os detalhes da pedra esculpida e as expressões dos animais.

As esculturas, embora estilizadas, apresentam características realistas, com focinhos proeminentes, orelhas pontudas e olhos expressivos.

A disposição das figuras, em linha horizontal, cria um ritmo visual que conduz o olhar do observador ao longo da fachada.

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A presença de esculturas zoomorfas em fachadas de edifícios religiosos é um elemento comum na arquitetura românica.

Essas representações, muitas vezes associadas a animais reais ou míticos, possuem um significado simbólico profundo, relacionado tanto à fé cristã como a crenças populares.

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Os "cachorros" podem representar guardiões do templo, protegendo-o de influências malignas.

 A figura do cão, associada à lealdade e à vigilância, era frequentemente utilizada em contextos religiosos para simbolizar a proteção divina.

As esculturas podem ter uma função apotropaica, ou seja, serviriam para afastar o mau-olhado e outras forças negativas.

A presença de animais grotescos ou demoníacos era frequentemente utilizada com esse propósito em diversas culturas.

Além do significado simbólico, as esculturas também desempenham uma função decorativa, enriquecendo a fachada do edifício e tornando-a mais expressiva.

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As esculturas apresentam um estilo românico característico, com formas simples e robustas, e uma forte expressão de força e energia.

A utilização do granito, material abundante na região, confere às esculturas uma grande durabilidade e resistência ao desgaste do tempo.

A criação dessas esculturas está inserida num contexto histórico e cultural específico, marcado pela religiosidade popular e pela influência da arte românica.

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Como conclusão, a fotografia de Mário Silva revela um património cultural de grande valor, que merece ser estudado e preservado.

As esculturas da Igreja de São João Baptista são testemunhas de um passado rico e complexo, e constituem um elemento fundamental da identidade cultural da região.

Através da análise desta imagem, podemos aprofundar os nossos conhecimentos sobre a arte românica, a religiosidade popular e a história de Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Ago24

"Igreja de costas voltadas para a aldeia  Águas Frias - Chaves - Portugal, inundada pela luz do sol poente." Será que isso é sinal Divino?!!!


Mário Silva Mário Silva

"Igreja de costas voltadas para a aldeia 

Águas Frias - Chaves - Portugal,

inundada pela luz do sol poente."

Será que isso é sinal Divino?!!!

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A fotografia captura um cenário rural característico de Portugal, com uma igreja em destaque contra o pano de fundo de uma colina arborizada e um castelo em ruínas.

A composição e a iluminação da imagem revelam um cuidado estético e uma sensibilidade para a fotografia paisagística.

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A igreja é posicionada no terço direito da imagem, criando uma diagonal visual que conduz o olhar do observador para o castelo no topo da colina.

Esse enquadramento confere à imagem uma dinâmica visual e estabelece uma relação hierárquica entre os elementos.

A perspetiva utilizada confere à imagem uma sensação de profundidade, com a igreja em primeiro plano e o castelo no plano de fundo.

Essa perspetiva enfatiza a hierarquia visual e a relação entre os elementos.

A luz natural do final da tarde incide sobre a fachada da igreja, criando contrastes entre as áreas iluminadas e as sombras. Essa iluminação confere à imagem um efeito dramático e destaca a textura das pedras e dos telhados.

A paleta de cores é predominantemente quente, com tons de ocre, dourado e vermelho, típicos de paisagens rurais ao pôr do sol.

Essas cores transmitem uma sensação de tranquilidade e nostalgia.

A presença de árvores, campos de cultivo e a colina arborizada conferem à imagem um caráter natural e bucólico.

Esses elementos contrastam com a arquitetura da igreja e do castelo, estabelecendo uma relação entre o homem e a natureza.

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A fotografia de Mário Silva pode ser interpretada em diversos níveis:

-  A imagem retrata um património cultural de grande valor histórico e arquitetónico: a igreja e o castelo.

Essa representação visual contribui para a valorização e preservação desse património.

-  A coexistência da arquitetura humana com a natureza é um tema recorrente na fotografia.

A imagem de Mário Silva estabelece um diálogo entre esses dois elementos, mostrando a harmonia entre o construído e o natural.

-  A presença do castelo em ruínas evoca um passado histórico e cultural rico.

A igreja, como edifício religioso, representa a continuidade da tradição e da fé ao longo dos séculos.

A imagem, assim, estabelece um diálogo entre o passado e o presente, entre a memória e o tempo presente.

-  A atmosfera serena e bucólica da imagem, associada à presença da igreja, evoca sentimentos de tranquilidade e espiritualidade.

A luz suave do final da tarde contribui para essa atmosfera contemplativa.

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A fotografia de Mário Silva é uma obra de grande beleza estética e riqueza interpretativa.

A composição cuidadosa, a iluminação eficaz e a escolha dos elementos visuais conferem à imagem uma força expressiva e uma capacidade de evocar emoções e reflexões.

Essa fotografia pode ser apreciada tanto pela sua qualidade técnica quanto pelo seu valor simbólico e cultural.

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A composição da imagem segue a regra dos terços, um princípio básico da fotografia que divide a imagem em nove partes iguais por duas linhas horizontais e duas verticais.

Os pontos de interseção dessas linhas são considerados os pontos mais fortes da composição.

A igreja é fotografada em plano americano, ou seja, dos joelhos para cima, o que permite visualizar a figura humana em sua totalidade e enfatizar a relação entre a figura e o ambiente.

A fotografia apresenta uma grande profundidade de campo, o que significa que tanto a igreja em primeiro plano quanto o castelo no fundo estão nítidos.

Essa técnica permite que o espectador explore a imagem em diferentes planos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Jul24

Casas Rurais no Norte Transmontano: Importância para o Turismo e Economia


Mário Silva Mário Silva

Casas Rurais no Norte Transmontano:

Importância para o Turismo e Economia

Jul09 DSC06506_ms

A fotografia mostra uma casa rural localizada em Castelo, uma freguesia do concelho de Chaves, no norte de Portugal.

As casas rurais são uma parte integrante do panorama arquitetónico e cultural da região transmontana, oferecendo uma janela para o passado e uma oportunidade para o desenvolvimento económico através do turismo rural.

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As casas rurais da região norte de Trás-os-Montes, como a exemplificada na imagem, possuem características únicas que refletem a história e a cultura da região:

Feitas de pedra e com telhados de telha vermelha, essas casas têm um charme rústico e uma durabilidade impressionante.

As paredes espessas de pedra proporcionam isolamento térmico natural, mantendo o interior fresco no verão e quente no inverno.

A presença de grandes ânforas de barro, como as mostradas na imagem, não é apenas decorativa, mas também funcional, pois eram tradicionalmente usadas para armazenamento de vinho e azeite.

As casas estão frequentemente localizadas em áreas de grande beleza natural, rodeadas por vegetação densa e montanhas, oferecendo um refúgio tranquilo e pitoresco.

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O turismo rural tem crescido significativamente na região de Trás-os-Montes, atraindo visitantes que buscam uma experiência autêntica e relaxante.

As casas rurais desempenham um papel crucial neste setor:

Os turistas podem experimentar a vida rural autêntica, desfrutando de atividades como caminhadas, colheita de frutas, e participação em festividades locais.

Muitas dessas casas foram convertidas em alojamentos turísticos, conhecidos como "turismo de habitação" ou "agroturismo", oferecendo acomodações confortáveis com um toque de tradição.

A proximidade com quintas e produtores locais permite aos turistas degustar produtos regionais frescos, como queijos, vinhos, e azeites, muitas vezes produzidos de forma artesanal.

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Além de atrair turistas, as casas rurais têm um impacto positivo na economia local de várias maneiras:

A manutenção e operação das casas rurais, bem como os serviços associados ao turismo (como guias, restaurantes, e lojas de artesanato), geram empregos para os residentes locais.

O turismo rural promove práticas sustentáveis e a preservação do património cultural e natural, incentivando o uso responsável dos recursos locais.

A revitalização das casas rurais e a afluência de turistas ajudam a manter vivas as tradições e costumes locais, além de proporcionar um fluxo constante de renda para as comunidades rurais.

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As casas rurais, como a situada em Castelo, Chaves, são mais do que simples construções antigas; elas são um símbolo da rica herança cultural de Trás-os-Montes e um pilar para o desenvolvimento do turismo e da economia local.

Ao preservar e promover essas casas, a região não só celebra a sua história, mas também assegura um futuro próspero e sustentável.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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