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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

16
Jan26

"Puxador - a Arte Prática"


Mário Silva Mário Silva

"Puxador - a Arte Prática"

16Jan DSC05367_ms.JPG

A fotografia foca-se, num plano de grande pormenor, num puxador de metal antigo fixado a uma superfície vertical rugosa.

O objeto, de forma curva e orgânica que lembra um "S" estilizado ou uma ferramenta artesanal, é o protagonista absoluto da composição.

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O metal apresenta uma oxidação profunda, com uma pátina de ferrugem que varia entre o castanho escuro e o laranja vibrante.

O fundo é composto por uma superfície de chapa ondulada, onde restos de tinta de tom salmão ou rosa desbotado descascam, criando um contraste de texturas e cores pastéis com a dureza do ferro.

A luz lateral realça o relevo e a tridimensionalidade do puxador, transformando um objeto mundano numa peça de escultura.

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A Arte Prática – A Estética do que é Útil

Muitas vezes, procuramos a "Arte" em museus e galerias, esquecendo que ela vive, silenciosa, nos objetos que as mãos humanas moldaram para servir o dia-a-dia.

A fotografia de Mário Silva, "Puxador - a Arte Prática", é um manifesto visual sobre a beleza da funcionalidade.

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O Design Vernáculo e Espontâneo

O puxador captado não é apenas um instrumento para abrir uma porta ou um portão; é um exemplo de design vernáculo.

No mundo rural, como o de Trás-os-Montes, os objetos eram frequentemente feitos para durar gerações.

A sua forma não seguia modas, mas sim a ergonomia da mão e a resistência do material.

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A Forma: A curvatura elegante do puxador não é meramente decorativa; facilita a pega e a alavancagem.

A Matéria: O ferro, embora sujeito à corrosão, mantém a sua integridade estrutural, provando que a "arte prática" é resiliente.

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A Pátina do Tempo como Colaboradora

A originalidade desta peça reside na sua metamorfose.

O que começou por ser um objeto industrial ou artesanal limpo, foi "pintado" pelo tempo.

A ferrugem e a tinta descascada no fundo não são sinais de abandono, mas sim camadas de história.

A fotografia eleva este desgaste ao estatuto de estética, onde a imperfeição se torna o elemento diferenciador.

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O Olhar que Transforma

O título "Arte Prática" sugere que a arte não tem de ser contemplativa ou abstrata.

Pode ser algo que se toca, que se puxa e que executa uma função.

O mérito do fotógrafo reside em isolar o contexto para que possamos apreciar a linha, a cor e a textura de algo que, de outra forma, passaríamos sem notar.

É o triunfo do detalhe sobre o óbvio.

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"A verdadeira arte prática é aquela que, mesmo após décadas de serviço e sob o peso da ferrugem, mantém a elegância da sua intenção original."

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Out25

"Antigo Relógio de Sol" - Monte de Arcas - Tinhela - Valpaços


Mário Silva Mário Silva

"Antigo Relógio de Sol"

Monte de Arcas - Tinhela - Valpaços

22Out DSC03694-fotor_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Antigo Relógio de Sol", é um registo próximo de um instrumento de medição do tempo talhado em pedra.

A imagem foca-se num quadrante de pedra de formato irregular, com um penedo ou suporte maciço na base.

A superfície do relógio está desgastada e marcada pela ação do tempo, com uma tonalidade bege-amarelada, e são visíveis incisões que representam as horas, embora a leitura completa seja difícil devido ao desgaste e ao ângulo.

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Um gnómon (o ponteiro que projeta a sombra), feito de um pedaço de metal enferrujado, está inserido na pedra.

A luz forte, que sugere um ambiente interior ou uma sombra projetada, incide no quadrante.

No fundo desfocado, vê-se um padrão que se assemelha a uma janela, criando um forte contraste entre o objeto antigo e o fundo contemporâneo e difuso.

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Os Guardiães de Pedra do Tempo: A Fascinante História dos Relógios de Sol

A fotografia de Mário Silva, que imortaliza um antigo relógio de sol gasto pelo tempo, não nos mostra apenas uma peça de pedra; revela-nos um dos mais antigos e ingénuos métodos de medição do tempo, uma testemunha silenciosa da história humana e da nossa incessante busca por compreender o universo.

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A Mecânica Celeste no Solo

O relógio de sol, ou gnómon, é um instrumento baseado num princípio simples e brilhante: a Terra gira, e a sombra de um objeto fixo move-se de forma previsível.

O elemento essencial é o gnómon (o ponteiro), que na imagem é o pequeno ferro enferrujado.

É a sombra projetada por este ponteiro sobre o quadrante de pedra que indica a hora solar.

A precisão do relógio depende da sua correta orientação e do ângulo do gnómon, que deve ser paralelo ao eixo de rotação da Terra e ajustado à latitude do local.

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História e Simbologia em Portugal

Os relógios de sol têm uma longa tradição em Portugal, sendo utilizados desde a época romana.

Atingiram o seu auge de popularidade nos séculos XVI e XVII.

Em muitas aldeias, igrejas, quintas e casas senhoriais de Trás-os-Montes, como sugere a origem da fotografia, estes relógios eram essenciais para organizar a vida diária e religiosa.

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Registo da Vida Comunitária: Muitos relógios de sol eram colocados em locais públicos, como fachadas de igrejas, para que a comunidade pudesse acompanhar o tempo, marcando os momentos de oração, trabalho e descanso.

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A Arte da Gnomónica: O seu fabrico era uma arte complexa (gnomónica), que combinava conhecimentos de astronomia, matemática e alvenaria.

Cada peça era única, desenhada para um local específico.

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Mais do que um Medidor: Um Filosofia

Com a invenção do relógio mecânico, o relógio de sol perdeu a sua utilidade prática, mas ganhou um novo valor: o filosófico.

A sua sombra, que se move lentamente, é um símbolo da passagem inevitável do tempo.

Muitas vezes, os relógios de sol tinham gravadas frases latinas ou portuguesas que convidavam à reflexão (carpe diem, "aproveita o dia", ou "Só marco as horas alegres").

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A peça que Mário Silva fotografa, com as suas marcas desgastadas, é um eco desses tempos.

É um objeto que nos liga diretamente ao sol e que nos lembra que a forma mais pura de medir o tempo é através da observação da natureza.

A sua persistência, apesar da erosão, é um testemunho da genialidade humana e da beleza simples da vida.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Out25

“O banco virado para o sol poente”


Mário Silva Mário Silva

“O banco virado para o sol poente”

04Out DSC05218_ms

A fotografia de Mário Silva retrata um cenário de tranquilidade e contemplação.

Em primeiro plano, um banco de ferro com assento de madeira está colocado sobre uma superfície rochosa.

O banco, que parece ser antigo, está virado para um pôr do sol, banhando a paisagem numa luz dourada.

À direita, uma grande rocha texturizada, um penedo, é iluminada intensamente pelo sol poente.

No fundo, a paisagem é suavemente iluminada, mostrando um vale verde e montanhas distantes, com as casas de uma aldeia a pontuar a cena.

A iluminação e o enquadramento criam uma atmosfera de serenidade e convidam à introspeção.

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O Banco dos Segredos

O banco de ferro, ali encostado ao grande penedo, era mais do que um simples lugar de descanso.

Era o confidente da aldeia.

A sua posição privilegiada, virada para o sol poente, fazia dele o melhor lugar para ver a vida a passar e o dia a despedir-se.

Mas, como toda a peça de mobiliário com história, o banco tinha os seus segredos.

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Toda a gente o usava.

Os namorados, que vinham trocar juras de amor com a luz dourada do crepúsculo.

Os velhos da aldeia, que vinham sentar-se a conversar sobre as colheitas do ano e a saúde dos netos.

As crianças, que, depois de brincar, vinham descansar as pernas e observar os primeiros pirilampos.

O banco, silenciosamente, absorvia cada história, cada suspiro, cada riso e cada lágrima.

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O seu segredo, no entanto, era que ele devolvia o que lhe era dado.

Não com palavras, mas com a paz do final do dia.

Quando alguém se sentava, o banco, na sua sabedoria de anos, transmitia-lhe a serenidade do crepúsculo, o peso da rocha milenar ao seu lado e a quietude do vale que se estendia à frente.

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Uma vez, um homem que tinha perdido a esperança na vida sentou-se ali.

O sol poente parecia um quadro sem cores.

As palavras amargas de um passado pesado saíram da sua boca, e o banco ouviu-o pacientemente.

O banco, em silêncio, devolveu-lhe uma sensação de leveza, de que o dia de amanhã seria um novo recomeço.

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Assim, o banco tornou-se o guardião dos segredos e a fonte de paz.

Um dia, a luz que se deitou sobre ele era tão dourada que quase se confundiu com o penedo.

A fotografia de Mário Silva capturou esse instante, mostrando não apenas o banco, mas a sua alma, o seu espírito de tranquilidade e a sua capacidade de ouvir e confortar, ali, virado para o sol que se ia embora, para esperar o sol que haveria de voltar.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Set25

“Fonte de mergulho” Paradela de Veiga - Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Fonte de mergulho”

Paradela de Veiga - Chaves – Portugal

12Set DSC03563_ms

A fotografia "Fonte de mergulho" de Mário Silva foca em uma fonte de pedra, de estilo rústico e antigo, rodeada por vegetação.

A estrutura de pedra, coberta por musgo e hera, possui uma entrada em arco que permite o acesso à água.

Uma data, 1810, está gravada na pedra, sugerindo a sua antiguidade.

A vegetação luxuriante e a iluminação suave criam um ambiente místico e atemporal.

A imagem é assinada digitalmente no canto inferior direito.

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As Fontes de Mergulho e a sua Importância

As fontes de mergulho são um tipo de fonte rural, com um tanque ou um poço, onde as pessoas, tinham que mergulhar o balde ou outro utensilio para apanhar água.

Estas fontes, muitas vezes encontradas em aldeias remotas, são mais do que simples estruturas para obter água; são o coração da vida rural e um elo com o passado.

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A importância das fontes de mergulho é multifacetada.

Em primeiro lugar, elas são um recurso vital para a população rural.

Numa época em que não existia água canalizada, estas fontes eram a principal fonte de água potável, utilizada para beber, cozinhar, lavar roupa e dar de beber aos animais.

A sua localização, muitas vezes estratégica, era um fator de atração para a fundação de aldeias e para o desenvolvimento das comunidades.

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Em segundo lugar, as fontes de mergulho são um importante ponto de encontro social.

As pessoas que iam buscar água encontravam-se, conversavam e partilhavam as notícias da aldeia.

As fontes, por isso, tornaram-se o palco de histórias, de lendas e de tradições.

Eram o coração da aldeia, o lugar onde as amizades se formavam, os casamentos se combinavam e os segredos se partilhavam.

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Em terceiro lugar, estas fontes são um testemunho da história e da cultura das comunidades rurais.

As suas datas, gravadas na pedra, são um lembrete da longevidade e da resiliência das aldeias.

A sua arquitetura rústica, a sua integração na paisagem e a sua ligação com a natureza fazem delas um elemento importante do património rural.

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Hoje, com a chegada da água canalizada, muitas destas fontes perderam a sua função utilitária.

No entanto, o seu significado permanece.

Elas são um lembrete do passado, um símbolo da vida rural e um tesouro cultural que deve ser preservado.

A fotografia de Mário Silva, "Fonte de mergulho”, Paradela de Veiga - Chaves - Portugal", é uma ode a esta importância, um lembrete da beleza e do valor de um passado que, embora remoto, continua a moldar o nosso presente.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Fev25

"Os antigos tanques comunitários da Lampaça" (já demolidos) - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Os antigos tanques comunitários da Lampaça"

(já demolidos)

Águas Frias - Chaves - Portugal

18Fev DSC04221_ms

A fotografia mostra os antigos tanques comunitários da Lampaça, localizados na aldeia de Águas Frias em Chaves, Portugal.

Esses tanques, que já foram demolidos, desempenhavam um papel crucial para as populações rurais em Portugal.

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Os tanques comunitários eram a principal fonte de água para muitas aldeias rurais.

Antes da chegada da água canalizada, as pessoas dependiam desses tanques para obter água potável para beber, cozinhar e lavar roupa.

Além de sua função prática, os tanques também serviam como pontos de encontro social.

As pessoas reuniam-se ao redor desses tanques para conversar, trocar notícias e fortalecer os laços comunitários, especialmente em aldeias onde os habitantes eram geograficamente dispersos.

Em muitas áreas rurais, os tanques comunitários eram essenciais para a higiene pessoal e pública.

A possibilidade de lavar roupas e utensílios num local centralizado ajudava a manter padrões básicos de limpeza, o que era vital para evitar doenças.

Em algumas regiões, esses tanques também eram usados para fornecer água aos animais e para irrigação de pequenas plantações, contribuindo assim para a economia local.

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A imagem captura não apenas a estrutura física dos tanques, mas também evoca a memória de um tempo em que a vida rural dependia fortemente dessas infraestruturas comunitárias.

A demolição desses tanques simboliza a mudança para a modernidade e a evolução das infraestruturas de abastecimento de água, mas também representa a perda de um elemento cultural e social significativo para as comunidades rurais portuguesas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Fev25

"O Carro de Bois"


Mário Silva Mário Silva

"O Carro de Bois"

12Fev DSC07764_ms

A fotografia "O Carro de Bois" de Mário Silva captura a essência da vida rural e da tradição.

A imagem apresenta um carro de bois antigo, parcialmente coberto por vegetação, encostado a uma cerca de arame farpado.

As rodas de madeira, marcadas pelo tempo, e a estrutura de madeira resistente evocam uma sensação de rusticidade e durabilidade.

O fundo da imagem, com árvores e arbustos, reforça a ideia de um ambiente rural e bucólico.

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A composição da fotografia é diagonal, com o carro de bois a ocupar o centro da imagem.

A perspetiva adotada permite apreciar os detalhes da construção do carro, como as rodas de madeira e os eixos de ferro.

A luz natural incide sobre o carro de bois, criando sombras que acentuam a textura da madeira e a rugosidade da ferrugem.

A combinação de luz e sombra confere à imagem uma atmosfera de nostalgia e de tempo passado.

A paleta de cores é marcada pela sobriedade dos tons de castanho, verde e ocre, que evocam a sensação de rusticidade e de enraizamento ao solo.

O carro de bois é um símbolo da vida rural, do trabalho árduo e da tradição.

A imagem do carro abandonado, coberto de poeira e ferrugem, evoca um sentimento de nostalgia e de perda.

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O carro de bois foi durante séculos um instrumento fundamental para a vida nas zonas rurais.

 Ele desempenhava diversas funções, como:

- O carro de bois era utilizado para transportar produtos agrícolas, lenha, água e outros materiais.

- O carro de bois era utilizado para transportar pessoas, especialmente em longas distâncias.

- A posse de um carro de bois era um sinal de riqueza e de status social.

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Com a mecanização da agricultura e o desenvolvimento das infraestruturas de transporte, o carro de bois foi gradualmente substituído por veículos motorizados.

Atualmente, o carro de bois é mais um objeto de decoração do que um instrumento de trabalho.

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A fotografia de Mário Silva é um testemunho de uma época passada, quando o carro de bois era um elemento essencial da vida rural.

A imagem captura a beleza e a simplicidade de um objeto que, apesar de ter sido substituído por tecnologias mais modernas, continua a despertar a nossa curiosidade e a nossa admiração.

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Em resumo, a fotografia "O Carro de Bois" de Mário Silva é uma obra que nos convida a refletir sobre a importância da preservação do património cultural e sobre a evolução da sociedade rural.

A imagem, com a sua beleza poética e o seu significado simbólico, é um convite a valorizar as nossas raízes e a lembrar a importância do trabalho árduo e da vida simples.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Out24

Antigo pórtico e antiga capela - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Antigo pórtico, encimado por uma concha de S. Tiago e dois pináculos e anexo, a antiga capela que já foi dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres (antes de ser reformada e descaraterizada, tendo-se perdido a sua essência, significado e interesse cultural e artístico) - Águas Frias - Chaves - Portugal

03Out DSC02841-fotor_ms

A fotografia apresenta um elemento arquitetónico de grande valor histórico e cultural, localizado em Águas Frias, Chaves, Portugal:

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A estrutura principal da imagem é um pórtico, uma espécie de portal ou entrada monumental, que outrora dava acesso a um espaço sagrado.

O pórtico é encimado por uma concha, símbolo tradicionalmente associado ao Apóstolo Santiago, padroeiro de Portugal.

Essa concha, além de seu valor religioso, também possui conotações marítimas e de peregrinação, remetendo às rotas percorridas pelos peregrinos que se dirigiam a Santiago de Compostela.

Dos lados da concha, observam-se dois pináculos, elementos arquitetónicos em forma de torre aguda, que conferem verticalidade e ornamentação ao pórtico.

O pórtico faz parte de um conjunto arquitetónico maior, que no passado abrigava uma capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres.

A presença da capela indica a importância religiosa do local e a devoção dos habitantes àquela santa.

A capela passou por reformas que a descaracterizaram, resultando na perda da sua essência, significado e valor cultural e artístico.

Essa informação é preocupante, pois indica a perda de um património histórico e religioso importante para a comunidade.

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A fotografia captura um momento de transição e perda.

O pórtico, com sua concha e pináculos, testemunha um passado rico em fé e tradição.

A referência à Nossa Senhora dos Prazeres evoca um tempo em que a religiosidade popular era mais intensa e a comunidade se reunia em torno dos seus símbolos e práticas religiosas.

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No entanto, as reformas sofridas pela capela representam uma rutura com esse passado.

A descaracterização do edifício significa a perda de um elo com a história local e com a identidade da comunidade.

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A descaracterização da capela pode ter levado à perda de um ponto de referência e de um espaço de encontro para os moradores de Águas Frias.

É fundamental encontrar um equilíbrio entre a conservação dos elementos originais e a adaptação dos edifícios às novas funções.

A comunidade local tem um papel fundamental na valorização e proteção do seu património, através da participação em iniciativas de preservação e da sensibilização para a importância da história local.

Em resumo, a fotografia do pórtico em Águas Frias convida-nos a refletir sobre a importância da preservação do património histórico e cultural.

A perda da capela representa uma perda para a comunidade e para o nosso património nacional.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Jul24

Antigo altar da capela particular (antes) dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Antigo altar da capela particular (antes) dedicada

a Nossa Senhora dos Prazeres

Jul28  DSC02074_ms

De acordo com as informações disponíveis, o antigo altar da capela particular dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres era feito em madeira e apresentava as seguintes características:

-  O altar era provavelmente de estilo barroco, comum nas capelas portuguesas dos séculos XVII e XVIII.

-  O altar era feito de madeira talhada e dourada.

-  O altar era retangular, com um nicho central onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora dos Prazeres.

- O altar era decorado com colunas, colunas, frisos e outros elementos ornamentais típicos do estilo barroco.

-  A imagem de Nossa Senhora dos Prazeres era uma estátua de madeira policromada, com cabelo natural, provavelmente do século XVIII.

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A demolição do antigo altar da capela particular dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres e a sua substituição por um novo altar moderno e incaracterístico representa uma perda significativa para o património cultural e religioso da região.

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O antigo altar era uma obra de arte valiosa que testemunhava a história e a tradição da capela.

Era também um importante elemento da identidade da comunidade local, que se identificava com a sua beleza e significado religioso.

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O novo altar, por outro lado, é um objeto sem alma que não tem qualquer valor histórico ou cultural.

É um mero objeto decorativo que não contribui para a identidade da capela ou da comunidade.

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A decisão de demolir o antigo altar e construir um novo foi tomada, pelo proprietário, sem a opinião da comunidade local, o que gerou grande consternação e tristeza.

Esta decisão é um exemplo da crescente secularização da sociedade portuguesa e da perda de apreço pelo património religioso.

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A demolição do antigo altar da capela particular dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres é um ato irreversível que representa uma perda significativa para o património cultural e religioso da aldeia, da região e da arte.

É importante que as autoridades competentes tomem medidas para proteger o património religioso e para garantir que este tipo de situações não se repita no futuro.

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Recomendações (minha opinião, valendo o que vale):

Criar um inventário do património religioso da região.

Classificar as capelas e outros edifícios religiosos como monumentos de interesse público.

Promover a educação para o património religioso e cultural.

Envolver as comunidades locais na tomada de decisões sobre o património religioso, apoiando-se no conhecimento técnico de especialistas na área da arte religiosa.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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