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MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

22
Jan21

Aldeia a preto e branco - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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Aldeia transmontana de

Águas FriasChavesTrás-Os-Montes,

vista com um olhar monocromático

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DSC01379_P&B_ms

 

Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.

.

Bate o sol na minha aldeia
com várias inclinações.
Angulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.

.

Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante seara
onde se odeia em beleza.

.

António Gedeão

.

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Ver também:

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.

Mário Silva 📷
29
Abr12

Águas Frias (Chaves) - A Aldeia e a Árvore Florida


Mário Silva Mário Silva

 

As árvores crescem sós. E a sós florescem.

 

 

 

Começam por ser nada. Pouco a pouco

 

se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.

 

 

 

Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,

 

e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.

 

 

 

Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,

 

e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,

 

e os frutos dão sementes,

 

e as sementes preparam novas árvores.

 

 

 A Aldeia e a Árvore florida

 

 

 

E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.

 

Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.

 

Sós.

 

De dia e de noite.

 

Sempre sós.

 

 

 

Os animais são outra coisa.

 

Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,

 

fazem amor e ódio, e vão à vida

 

como se nada fosse.

 

 

 

As árvores, não.

 

Solitárias, as árvores,

 

exauram terra e sol silenciosamente.

 

Não pensam, não suspiram, não se queixam.

 

Estendem os braços como se implorassem;

 

com o vento soltam ais como se suspirassem;

 

e gemem, mas a queixa não é sua.

 

 

 

Sós, sempre sós.

 

Nas planícies, nos montes, nas florestas,

 

A crescer e a florir sem consciência.

 

 

 

Virtude vegetal viver a sós

 

E entretanto dar flores.

 

 

 

António   Gedeão 

 

Obra Poética, Lisboa, edições JSC, 2001

 

 

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Mário Silva 📷

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