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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

11
Out25

“Cavalo de crinas doiradas”


Mário Silva Mário Silva

“Cavalo de crinas doiradas”

11Out DSC05887_ms

A fotografia de Mário Silva retrata um cavalo de crinas doiradas num campo verdejante.

O animal, que é um pónei, com a sua pelagem castanho-clara, está de perfil, com as crinas e a cauda num tom loiro brilhante, destacando-se intensamente contra o fundo.

A iluminação dourada e intensa do sol da tarde ilumina o animal e a erva amarelada à sua volta, fazendo com que as suas crinas e cauda pareçam quase a brilhar.

O enquadramento é amplo, mostrando o animal no seu ambiente natural, com árvores e um campo ao fundo.

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Estória: O Cavalo das Crinas de Ouro

Num vale escondido entre as colinas de Trás-os-Montes, vivia um pónei.

Não era um pónei como os outros.

As suas crinas e a sua cauda eram de um tom loiro tão claro que pareciam ter sido tecidas com fios de sol.

As crianças da aldeia, encantadas, chamavam-lhe o Cavalo das Crinas de Ouro.

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O cavalo, embora pequeno, tinha uma grande missão.

Ele era o guardião do segredo da luz.

Todas as manhãs, quando o sol nascia, ele corria pelo campo, as suas crinas a brilhar ao vento, e, com um bater de cascos, trazia a luz para a terra.

Ao entardecer, ele parava no campo, a sua pelagem a misturar-se com a cor da terra, e as suas crinas, como fios de ouro, guardavam os últimos raios do sol antes que a noite chegasse.

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Uma vez, um pintor da cidade visitou a aldeia.

Ficou fascinado com o Cavalo das Crinas de Ouro.

Tentou pintá-lo, mas a beleza do animal era tão etérea que as tintas do seu pincel pareciam pálidas.

O pintor percebeu então que a beleza do cavalo não estava na sua forma, mas na sua alma.

Era a sua pureza e a sua conexão com a natureza que o tornavam especial.

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A fotografia de Mário Silva capturou um desses momentos.

Não apenas a imagem de um cavalo, mas a essência do seu espírito.

O Cavalo das Crinas de Ouro, com o seu olhar sereno e as suas crinas a brilhar, era a prova viva de que a beleza está na natureza e que a luz do sol é um dom que devemos sempre proteger.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Out25

“O cordeiro a mamar”


Mário Silva Mário Silva

“O cordeiro a mamar”

08Out DSC02040_ms

A fotografia de Mário Silva capta um momento terno e natural do mundo animal.

A imagem, focada num plano próximo, mostra uma ovelha adulta, de costas, a amamentar um cordeiro jovem e de pelagem branca.

A ovelha, com a sua lã espessa e chifres elegantes, está em pé numa encosta de terra e erva, com o cordeiro a mamar avidamente debaixo dela.

A cena é de pura ternura, com o contraste entre o animal adulto e a fragilidade do jovem.

O fundo, com uma vegetação exuberante em tons de verde e castanho, complementa o ambiente rural.

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O Primeiro Alimento: A Importância Vital da Amamentação na Natureza

A cena capturada por Mário Silva, de uma ovelha a amamentar o seu cordeiro, é um retrato universal da vida na natureza.

A amamentação é muito mais do que um simples ato de nutrição; é um elo biológico, emocional e social que garante a sobrevivência e o desenvolvimento de muitas espécies.

É o primeiro e mais vital passo na jornada da vida de um recém-nascido.

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Um Elixir de Vida

O leite materno é o alimento perfeito da natureza.

É uma mistura complexa de nutrientes, vitaminas, minerais e, o mais importante, anticorpos.

Nos primeiros dias de vida, o leite, conhecido como colostro, é rico em anticorpos que protegem o recém-nascido de doenças e infeções, num momento em que o seu sistema imunitário ainda não está totalmente desenvolvido.

É uma primeira linha de defesa, crucial para a saúde do animal jovem.

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Crescimento e Desenvolvimento

O leite materno fornece todos os nutrientes necessários para o rápido crescimento e desenvolvimento do corpo e do cérebro.

Para um cordeiro, por exemplo, o leite da ovelha é essencial para fortalecer os ossos, desenvolver os músculos e garantir que ele ganhe o peso necessário para se tornar um animal saudável e forte.

A ausência de uma nutrição adequada nos primeiros dias ou semanas de vida pode ter consequências graves e duradouras para o desenvolvimento.

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Vínculo e Conexão

Além da nutrição, a amamentação estabelece um vínculo profundo entre a mãe e a cria.

É um momento de intimidade, confiança e segurança.

O toque e a proximidade reforçam os laços emocionais e ajudam o jovem animal a sentir-se protegido e seguro no seu ambiente.

Este vínculo é crucial para o comportamento social e o desenvolvimento psicológico.

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A fotografia de Mário Silva capta um momento de tranquilidade e de profunda importância.

É um lembrete de que a natureza tem os seus próprios ciclos e rituais, e que a amamentação é um deles, um ato de amor e de sobrevivência que garante a continuidade da vida na terra.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Mar25

"As ovelhas do senhor e As Ovelhas do Senhor"


Mário Silva Mário Silva

"As ovelhas do senhor e As Ovelhas do Senhor"

07Mar DSC01887_ms

A fotografia de Mário Silva captura um momento de serenidade e inocência no campo.

A imagem apresenta duas ovelhas, uma adulta e um cordeiro, num pasto verdejante.

A ovelha adulta, com a sua lã macia e branca, contrasta com a agilidade e a curiosidade do cordeiro, que se volta para a câmara com um olhar atento.

O fundo verde vibrante e a luz natural criam uma atmosfera pacífica e convidativa.

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A composição da fotografia é simples e eficaz, com as ovelhas ocupando o centro da imagem.

A perspetiva adotada permite apreciar a beleza dos animais e a textura da lã.

A luz natural incide sobre as ovelhas, criando sombras que acentuam a volumetria dos animais.

A paleta de cores é limitada, com predominância de tons de branco, verde e castanho, que evocam a sensação de frescura e de vida.

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As ovelhas são animais que, ao longo da história, têm sido utilizados como metáfora para representar a humanidade.

Na Bíblia, Jesus autodenomina-se o "Bom Pastor" e os seus seguidores são comparados a "ovelhas".

A imagem da ovelha e do cordeiro está associada à inocência, à docilidade e à necessidade de proteção.

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A metáfora das ovelhas como seguidores de Cristo é uma das mais antigas e poderosas da tradição cristã.

Jesus autodenomina-se o "Bom Pastor" e os seus discípulos são comparados a ovelhas que precisam ser guiadas e protegidas.

Essa analogia está presente em diversos textos bíblicos e tem sido utilizada por teólogos e artistas ao longo dos séculos para ilustrar a relação entre Deus e o homem.

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A fotografia de Mário Silva, ao representar duas ovelhas num pasto verdejante, evoca essa poderosa metáfora.

A imagem pode ser interpretada como uma representação da relação entre o pastor e o rebanho, ou seja, entre Deus e os seus fiéis.

A ovelha adulta, com a sua experiência e sabedoria, simboliza a figura do pastor, enquanto o cordeiro representa os fiéis, que precisam de orientação e proteção.

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Em resumo, a fotografia "As ovelhas do senhor e as Ovelhas do Senhor " é uma obra que transcende a mera representação de animais.

A imagem, com a sua beleza simples e a sua carga simbólica, convida-nos a refletir sobre a natureza humana, a nossa relação com o divino e a importância da fé.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Nov23

O burro a espojar-se na terra


Mário Silva Mário Silva

O burro a espojar-se na terra

N06 O burro a espojar

Os burros espojam-se na terra por uma série de razões, incluindo:

Para se refrescar: A terra pode ser um bom isolante térmico, ajudando a manter os burros frescos em dias quentes.

Para se livrar de insetos: A terra pode ajudar a afastar insetos, como moscas e mosquitos.

Para marcar território: Os burros são animais territoriais e podem espojar-se para marcar o seu território com o cheiro de sua pele.

Para se comunicar: Os burros podem espojar-se como uma forma de comunicação com outros burros.

Os burros geralmente se espojam numa área plana e desimpedida, como um campo ou uma estrada de terra. Eles começam a rolar-se para frente e para trás, esfregando o corpo contra o chão. Às vezes, eles também podem bater com as patas no chão ou coçar o corpo com os dentes.

O espojamento é um comportamento normal e saudável para os burros.

Alguns detalhes sobre cada uma das razões pelas quais os burros se espojam na terra:

Para se refrescar: Os burros não têm glândulas sudoríparas na pele, como os humanos. Eles refrescam-se principalmente por meio da respiração e da evaporação da água da boca. O espojamento na terra pode ajudar a aumentar a evaporação e, assim, ajudar os burros a refrescarem-se.

Para se livrar de insetos: Os burros são um alvo popular para insetos, como moscas e mosquitos. O espojamento na terra pode ajudar a afastar esses insetos, pois a terra pode agarrem-se neles e dificultar sua mobilidade.

Para marcar território: Os burros são animais territoriais e usam uma variedade de métodos para marcar seu território, incluindo urinar, defecar e espojar-se. O cheiro de sua pele, que fica impregnado na terra após o espojamento, pode ajudar a alertar outros burros de que o território está ocupado.

Para se comunicar: Os burros podem espojar-se como uma forma de comunicação com outros burros. Por exemplo, um burro pode espojar-se para atrair a atenção de outro burro ou para mostrar dominância.

É importante observar que os burros não são os únicos animais que se espojam na terra. Outros animais que também apresentam esse comportamento incluem cavalos, vacas, cães e gatos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Jan23

Um gato branco, cinzento e manso …


Mário Silva Mário Silva

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Um gato branco, cinzento e manso …

23 DSC01238_ms_marca agua

 .

Se fosse um animal

Gostaria de ser gato,

Manso, felino,

Tanso, cretino,

Que ronrona,

Que se nos roça,

Feliz quando alguém o coça.

Ser gato é estar e desaparecer,

Dias e dias sem ninguém o ver!

.

É parecer ter dono,

E deixar alguém ter esse sonho,

Porém,

Gato é símbolo de liberdade,

A quatro patas,

Como o meu ”Tareco”

Que está em casa e dela sai,

E quando vem

Vem como quem pede desculpa!

.

Um gato é um animal belo!

Chato é meu gato,

Que de mim faz um camelo,

Quando a casa regressa

Passa-me o focinho pelo pêlo!

.

Como castigo

Não lhe ponho pó para as pulgas,

Gosto de o ver coçar

E as pulgas a saltar!

-

Bem feito!

.

__________     Figas     __________

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Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Out20

O(s) Gato(s) - Águas Frias (Chaves) - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

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Um gatito, que aproveitou um lugar, seco, abrigado do vento e chuva.

Eis um(s) gato(s) esperto(s) …

Até os gatos, em Águas Frias – Chaves – PORTUGAL, são “espertos e curiosos” …

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DSC01996_ms

 

O GATO

Com um lindo salto
Lesto e seguro
O gato passa
Do chão ao muro
Logo mudando
De opinião
Passa de novo
Do muro ao chão
E pega corre
Bem de mansinho
Atrás de um pobre
De um passarinho
Súbito, para 
Como assombrado
Depois dispara
Pula de lado
E quando tudo
Se lhe fatiga
Toma o seu banho
Passando a língua
Pela barriga.

Vinicius de Moraes

.

🐈

.

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http://aguasfrias.blogs.sapo.pt

https://aguasfriaschaves.blogs.sapo.pt/

www.flickr.com/photos/7791788@N04

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🐈🐈

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Mário Silva 📷
18
Out20

 Cavalo espreitando - Águas Frias (Chaves) - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

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 Cavalo espreitando, … conferindo quem entrou nos seus domínios … poderia ser selvagem, … mas não é …

É um dócil e meigo cavalo, como são alguns “cavalos” de

Águas Frias – Chaves – PORTUGAL

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DSC05989_ms

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CAVALO SELVAGEM

 

“eu sou cavalo selvagem
não sei o peso da sela
não tenho freio nos beiços
nem cabresto
nem marca de ferro quente
não tenho crina cortada
não sou bicho de curral
eu sou cavalo selvagem
meu pasto é o campo sem fim
para mim não existe cerca
sigo somente o capim
eu sou cavalo selvagem
selvagem é minha alegria
de ser livre noite e dia
selvagem é só apelido
meu nome é mesmo cavalo
cavalo solto no pasto
veloz carreira que faço
lavrado todo atravesso
caminhos no campo eu traço
eu corro livre galope
transformo galope em verso
eu sou cavalo selvagem
sou garanhão neste campo
eu sou rebelde alazão
sou personagem de lendas
sou conversa nas fazendas
sou filho livre do chão
eu sou cavalo selvagem
meu mundo é a imensidão”

.

                                                                                                         Eliakin Rufino de Souza

.

🐎

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                                                               🐎

 

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Mário Silva 📷
14
Out20

Os cães e o carrinho de mão - Águas Frias – Chaves – PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

 

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Os cães e o carrinho de mão, à entrada duma casa de

Águas Frias – Chaves – PORTUGAL

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DSC06138_ms

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“Os cães são o nosso elo com o paraíso. Eles não conhecem a maldade, a inveja ou o descontentamento. Sentar-se com um cão ao pé de uma colina numa linda tarde é voltar ao Éden onde ficar sem fazer nada não era tédio, era paz.”

                                                                                                                                                               Sigmund Freud

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Mário Silva 📷
28
Set20

O gato - "O Pensador" - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

 

O GATO

"O PENSADOR"

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Encontrei um gato … miava … depois ronronava de satisfação … Então, parou … e começou a pensar (… os gatos também pensam …), no escultor francês Auguste Rodin, e colocou-se na posição da sua obra prima: “O Pensador”. Claro que estas curiosidades só poderiam acontecer no local, onde “tudo” pode acontecer – Águas Frias – Chaves - PORTUGAL

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DSC01047_ms

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O GATO
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Com um lindo salto

Lesto e seguro

O gato passa

Do chão ao muro

Logo mudando

De opinião

Passa de novo

Do muro ao chão

E pega corre

Bem de mansinho

Atrás de um pobre

De um passarinho

Súbito, pára

Como assombrado

Depois dispara

Pula de lado

E quando tudo

Se lhe fatiga

Toma o seu banho

Passando a língua

Pela barriga

.

                                                                                                                                                        Vinícius de Moraes

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Mário Silva 📷
30
Jul20

A CABRA - "Capra aegagrus hircus"


Mário Silva Mário Silva

 

A CABRA

Capra aegagrus hircus

.

Falei com uma cabra.
Sozinha no prado, amarrada.
Saciada de erva, molhada
pela chuva, balava.
.
Aquele balido era fraterno
à minha dor. E eu respondi, primeiro
por graça, depois porque o sofrer é eterno,
tem uma voz não vária.
Esta voz senti
gemer naquela cabra solitária.

DSC08355_ms

Numa cabra de perfil semita
senti que se queixavam outros males,
os da vida infinita.

.

Umberto Saba

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                                                                                         🐐

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🐐          🐐          🐐

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Logo Mário Silva 2

 

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Mário Silva 📷
30
Jun20

Um gato no telhado


Mário Silva Mário Silva

 

Um gato no telhado

 

repousado,
na cumeeira de um telhado
olhando
e desfrutando
breves miares ao luar
breves melodias pelo ar
que varrem esta aldeia
perdida entre outras aldeias…

DSC07643_msgostava de estar aí sentado
nessa cumeeira
beijada pela lua
gostava de escutar nesse lugar
os sons desta aldeia “viva”
escondido por entre os ramos da noite
e cantar,
com uma guitarra nas mãos


qualquer coisa sonante
ou uma qualquer balada…
mas não sou sequer ágil
para estar sentado
nessa cumeeira ao luar
nem tão pouco ágil
para despontar acordes
desta guitarra sem cordas…


                                                                                                       Bruno Ribeiro

 

🐈



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🐈                 🐈                🐈

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
04
Mai20

O Gato branco de Maria


Mário Silva Mário Silva

 

O Gato branco de Maria
 
Era uma vez uma senhora que se chamava Maria e que vivia com o filho na sua pequena e modesta casa nos arrabaldes da cidade. O marido dedicara toda a sua vida à arte da marcenaria, mas, desde que morrera, a sua carpintaria permanecia encerrada e a alegria como que se desvanecera por aquelas bandas. Apesar do rapaz ter aprendido algumas coisas do ofício com o pai, a verdade é que ele tinha outros planos para a sua vida.
Maria gostava de passar o maior tempo possível com o seu filho e dedicava-se com brio e aprumo às lides da casa. Gostavam de rezar juntos, falar de tudo e mais alguma coisa e passear pelos vales e montanhas da região.
 
Um dia passeavam nas margens de um lago que havia nas cercanias e chamou-lhes a atenção um gatinho que miava em cima de uma árvore.
 

Gato esbranquiçado, atento aos movimentos da máquina fotográfica ...

Era esbranquiçado e com o pelo alongado. Maria ficou logo preocupada e, como lhe pareceu que estava sozinho, com frio e faminto, pediu ao jovem que tentasse ir buscá-lo. Ele não apreciava particularmente os gatos, mas, como os desejos da mãe eram como se fossem ordens, imediatamente trepou à árvore para o apanhar.
 
Depois de o colocar no colo da mãe, o rapaz como que querendo aconselhá-la a não ficar com ele, disse-lhe que os gatos, apesar de serem animais de estimação, continuavam a partilhar todas as características dos felinos selvagens dos quais eram parentes. Referiu que eram fortes, ágeis, com grandes reflexos e sentidos apurados e possuíam instintos de caça, mas tinham uma personalidade muito vincada, independente, teimosa e individualista.
 
Maria sorriu com aquele discurso todo e, enquanto acariciava o gatinho, piscava o olho ao filho e chamava-lhe a atenção para o seu ronronar e para as turrinhas que dava e dizia doce e serenamente que os gatos eram animais muito fofos, amigáveis, afetivos, curiosos, brincalhões e excelentes companheiros.
 
Como o jovem já não via a mãe tão entusiasmada há tanto tempo, riu-se e condescendeu que levassem o gatinho para casa. Afinal, o gato também era uma criação de Deus e tinha a sua graça. Acreditava que nada acontecia por acaso e, como estava a pensar sair de casa para cumprir um sonho e realizar uma missão a que se sentia impelido, achou que o gatinho até poderia ter chegado na hora certa e ser uma boa companhia para a mãe na sua ausência.
 
Rapidamente Maria e o bichano se afeiçoaram e acostumaram um ao outro e nele eram evidentes os famosos dois traços: forte personalidade e muita doçura. Adorava a casa, pulava sobre a cama de Maria para lhe dar os bons dias, brincava muito consigo, dormia aos seus pés enquanto orava, ronronava ao seu redor procurando carinho, esfregava-se nas suas pernas para que o acariciasse e acompanhava-a ao rio para lavar a roupa e ao lago para passear.
 
Paulatinamente, Maria descobriu que podia aprender imenso com o seu gatinho para a sua vida pessoal e para a sua relação com Deus. Percebeu que os gatos eram seres autênticos, sinceros e honestos e jamais escondiam o que eram para agradar às pessoas. Compreendeu que não eram submissos nem influenciáveis pois decidiam o que queriam e escolhiam o que era melhor para eles. Descobriu que eram corajosos, audazes, destemidos, inteligentes, limpos, exigentes, persistentes e que lutavam pelos seus objetivos, jamais desistiam e não perdiam tempo com coisas sem importância. Deu-se conta que eram dóceis, amorosos, leais e davam-se totalmente às pessoas que conquistavam a sua confiança.
 
Maria sempre que ia ao encontro do filho, por onde quer que andasse, ficava cheia de saudades do gato. O jovem também se afeiçoara ao pequeno felino pois sentia que ele fazia bem à mãe. Perguntava-lhe sempre por ele e, quando a visitava, levava-lhe sempre alguma guloseima.
 
O gatinho gostava muito de ficar em casa, mas foi sempre visto a acompanhar Maria por ocasião da morte prematura do filho e era comovente a forma como mimava a dona no seu colo.
 
O pequeno felino branco do lago esteve com Maria até ao fim da sua vida e quando ela partiu, todos se admiravam e emocionavam ao vê-lo permanentemente a olhar para o céu.
 
 
 
 
 
 
Mário Silva 📷

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