"22 de agosto - dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização” e uma estória
Mário Silva Mário Silva
22 de agosto
dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização
e uma estória

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "22 de agosto - dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização”, é uma vista aérea de um vale, que me faz lembrar o rio Tuela, em Trás-os-Montes.
A imagem mostra um rio, que serpenteia pelo meio da paisagem, ladeado por duas linhas de árvores, com as suas copas redondas e densas.
Em volta do rio, a paisagem é preenchida por campos de cultivo, com oliveiras a ocupar a maior parte da área.
A cor da terra, em tons de ocre e castanho, contrasta com o verde escuro das árvores e com o verde mais claro dos campos.
A perspetiva elevada dá à fotografia uma sensação de paz e de ordem, como se a paisagem tivesse sido esculpida pela mão da natureza, em perfeita harmonia.
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Estória: A Canção Secreta do Rio
O rio, para as gentes do vale, não tinha nome.
Era apenas "o rio", a linha de prata que traçava a vida e a morte, o ciclo das estações.
Mário Silva capturou-o naquele dia, 22 de agosto, e chamou-lhe "dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização”.
E era exatamente isso que o rio representava.
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O rio tinha uma canção secreta.
Uma melodia que era apenas ouvida por aqueles que tinham a paciência de a escutar.
As suas águas, que serpenteavam entre as árvores, cantavam a história da terra.
Cantavam sobre o sol que lhes dava vida, sobre a chuva que as alimentava, sobre as oliveiras que se inclinavam para elas.
A sua canção era sobre o amor que o rio tinha pela terra, e sobre a paz que ele trazia às suas gentes.
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Naquele dia, 22 de agosto, o rio cantava uma melodia de realização.
O sol, alto no céu, fazia as suas águas brilhar como prata, e a paisagem à sua volta parecia respirar em uníssono.
Os campos de oliveiras, em perfeito alinhamento, pareciam uma orquestra de cores, com o ocre da terra e o verde das folhas.
O ar estava calmo e o som da natureza era a única melodia que se podia ouvir.
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A canção do rio não era apenas para as gentes, mas para as árvores.
Cada uma delas, com as suas raízes a tocar na água, sentia a vida que o rio lhe dava.
As árvores mais velhas, com as suas copas densas, sabiam que a sua vida dependia do rio.
E o rio sabia que a sua existência dependia das árvores, que lhe davam sombra e o protegiam do calor.
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A canção era sobre um amor que era mais antigo do que a memória dos homens.
Um amor entre a terra e a água, entre o sol e a sombra, entre a vida e a morte.
Uma canção que ensinava que a verdadeira realização não era o que se tinha, mas o que se era.
Era a harmonia da natureza, a paz do vale, o amor entre todas as coisas.
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O rio, visto do alto na fotografia de Mário Silva, não era apenas um curso de água.
Era o coração do vale, o maestro de uma orquestra de cores e de vida.
O 22 de agosto, aquele dia de Harmonia, Paz, Amor e Realização, não era apenas um dia no calendário; era a promessa do rio, a canção que ele cantava para todos aqueles que tivessem a paciência de o ouvir.
Era a certeza de que, no meio da dureza da vida, havia sempre um lugar para a beleza e para a paz.
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Texto & Fotografia: ©MárioSilva
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