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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

12
Nov25

Chrysanthemum “Anna Marie”


Mário Silva Mário Silva

Chrysanthemum “Anna Marie”

12Nov DSC03662_ms

A fotografia de Mário Silva é um close-up de um grupo de flores que se destacam num fundo escuro e neutro, com um foco nítido na textura e cor das pétalas.

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A imagem é dominada por três crisântemos de cor branca e amarela.

A flor central é a maior, exibindo uma profusão de pequenas pétalas brancas e densas, que formam um centro amarelo-vivo.

As duas flores laterais são ligeiramente menores e menos densas, permitindo que as pétalas longas e brancas se destaquem.

O contraste é dramático, com o fundo em tons escuros de verde-preto, o que enfatiza a luminosidade e a fragilidade das flores.

A luz parece incidir de cima, realçando o miolo amarelo dos crisântemos.

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O Crisântemo “Anna Marie”: A Beleza que Desafia a Despedida do Outono

A fotografia de Mário Silva, ao imortalizar o Crisântemo “Anna Marie”, não regista apenas uma flor de beleza formal; capta um símbolo de resiliência, homenagem e transição cultural, especialmente em Portugal.

Esta flor, pertencente ao género Chrysanthemum, floresce no final do outono, quando a maioria das outras plantas já se prepara para o inverno.

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A Rainha do Outono e o Seu Significado

O crisântemo é frequentemente apelidado de "Rainha do Outono" e possui uma rica história cultural.

Originário da Ásia (China e Japão), onde é visto como símbolo de longevidade, alegria e perfeição, o crisântemo encontrou o seu lugar também na cultura ocidental.

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Em Portugal e em muitos países europeus, a sua floração coincide com o Dia de Todos os Santos e o Dia de Fiéis Defuntos (1 e 2 de novembro).

Por esta razão, o crisântemo, muitas vezes na sua variante branca ou amarela, tornou-se a flor tradicionalmente escolhida para adornar as sepulturas, simbolizando a homenagem, a saudade e a memória dos entes queridos.

A “Anna Marie”, com as suas pétalas brancas, representa a pureza e a inocência, cores frequentemente associadas a esta função.

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A Resiliência na Natureza

O que torna o crisântemo tão especial no contexto do outono é a sua resistência.

A sua capacidade de florescer quando as temperaturas descem e os dias encurtam é uma metáfora poderosa para a perseverança.

Ele oferece um último e exuberante espetáculo de cor antes da chegada do frio mais intenso, provando que a beleza pode florescer mesmo nas condições mais adversas.

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A Fotografia como Homenagem

Mário Silva, ao enquadrar a flor num plano próximo contra um fundo escuro, isola-a do ambiente.

Este método não só realça a sua forma geométrica e a intensidade das cores, mas também confere-lhe uma dignidade solene.

A flor central, robusta, é a manifestação da força, enquanto as flores laterais, ligeiramente inclinadas, sugerem a gentileza e o aceno de despedida à estação que finda.

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O Crisântemo “Anna Marie” é, assim, uma celebração da vida que persiste e da memória que perdura no tempo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Out25

“Rosa foetida” no meio do campo


Mário Silva Mário Silva

“Rosa foetida” no meio do campo

24Out DSC06049_ms

No campo seco, a terra já lavrada,

O sol de outono, ou tardio verão.

Uma roseira, teimosa e isolada,

Desafia o tempo, a seca e o grão.

E surge a rosa, um ponto de fulgor,

Um amarelo vivo, contra o calor.

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Não é o vermelho ardente da paixão,

Nem o branco discreto da inocência;

Mas um oiro breve, na solidão,

A "Rosa foetida", na sua essência.

Levanta a face ao céu, que se desbota,

Pequeno lume que o vento não nota.

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No fundo, a encosta dorme, verde e ocre,

Casario rasteiro, longe, a descansar.

A luz do dia, em tom que não se cobre,

Cria sombras longas, sem se apressar.

O campo aberto é a tela do momento,

E a rosa, a prova viva do alento.

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A haste altiva, o botão a prometer,

Um mistério verde ao lado, em formação.

É a força da vida a querer crescer,

Perante a vastidão da plantação.

Um detalhe mínimo, sob o olhar atento,

Do fotógrafo que capta o sentimento.

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Não se faz notar com pompa ou barulho,

Mas brilha mais que um farol no mar.

Em cada pétala, guarda o seu orgulho,

A enfrentar o mundo, sem desviar.

É a beleza simples que Mário Silva encontra,

Neste instante fugaz, que a alma desponta.

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Assim se revela a “Rosa foetida” ao mundo,

Um gesto de cor no meio da quietude.

Que a sua força, do campo mais profundo,

Nos lembre a arte da serenidade.

Pois mesmo só, e sob a luz mais crua,

A sua graça o tempo não descontinua.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Out25

Flores de Tojo (Ulex europaeus)


Mário Silva Mário Silva

Flores de Tojo (Ulex europaeus)

14Out DSC06074_ms

Esta fotografia de Mário Silva é um plano detalhe (close-up) que se concentra nas flores amarelas de um ramo de tojo (Ulex europaeus).

A imagem, com uma profundidade de campo reduzida, foca-se na haste central espinhosa da planta, onde estão agrupadas as flores em tons de amarelo e laranja.

As flores, que se assemelham a pequenos cachos de ouro, destacam-se no centro, enquanto o fundo é um desfoque suave em tons de verde e amarelo, que realça o objeto principal.

A luz solar incide sobre as flores, acentuando a sua textura aveludada e a sua cor vibrante.

A fotografia celebra a beleza e a resistência desta planta comum do interior de Portugal.

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O Tojo: A Chama Dourada da Paisagem Portuguesa

O Tojo (Ulex europaeus) é uma das plantas mais emblemáticas da paisagem portuguesa, especialmente em regiões de Trás-os-Montes e Beiras.

A fotografia de Mário Silva captura a sua beleza no auge, mas o seu significado vai muito além da estética.

Esta planta, frequentemente ignorada devido à sua natureza espinhosa, é um verdadeiro tesouro ecológico e histórico.

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A Resistência de um Arbusto

O tojo é notável pela sua incrível resistência.

É uma espécie pioneira que consegue crescer em solos pobres e ácidos, onde poucas outras plantas sobrevivem.

As suas folhas foram reduzidas a espinhos para minimizar a perda de água, o que lhe permite prosperar em condições de seca e calor.

Esta capacidade de sobrevivência faz dele um componente crucial na fixação de solos, prevenindo a erosão, especialmente em encostas e terrenos baldios.

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Um Legado de Usos Tradicionais

Historicamente, o tojo era uma planta de grande utilidade para as comunidades rurais portuguesas.

As suas hastes eram utilizadas como combustível (lenha) para fornos e lareiras.

Mais importante, era um elemento essencial na cama do gado, funcionando como forragem e, depois de misturado com os excrementos, transformava-se num fertilizante natural (estrume) de grande qualidade.

Em algumas aldeias, o corte do tojo, apesar de ser um trabalho árduo, era uma atividade comunitária que mantinha viva a coesão social.

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Um Contraste de Cores

A floração do tojo, geralmente no final do inverno e na primavera, transforma as paisagens agrestes em mantos de ouro.

As suas flores, como as que vemos na imagem, são de um amarelo intenso e possuem um aroma característico, que lembra a baunilha ou o coco.

Esta explosão de cor não só alegra a paisagem, como também serve de atração para insetos polinizadores numa época em que a floração de outras espécies é escassa.

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Em suma, a flor de tojo é uma metáfora visual da tenacidade do interior de Portugal.

A sua beleza, embora escondida por espinhos, é um testemunho da capacidade da natureza de persistir e prosperar, mesmo nas condições mais adversas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Jun25

Chamariz (Serinus serinus)


Mário Silva Mário Silva

Chamariz

(Serinus serinus)

14Jun DSC03875_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada “Chamariz (Serinus serinus)”, captura a delicadeza de um pequeno pássaro pousado num galho, com o seu corpo amarelo brilhante contrastando contra o céu azul e a vegetação coberta de musgo.

O Chamariz, ou “Serinus serinus”, é uma ave comum em várias regiões da Europa, África e Ásia Ocidental, conhecida pelo seu canto melodioso e pela sua plumagem vibrante.

Preservar essa espécie é essencial por diversos motivos, tanto ecológicos quanto culturais.

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O Chamariz desempenha um papel importante nos ecossistemas onde habita.

Como ave granívora, ele alimenta-se principalmente de sementes, contribuindo para a dispersão de plantas e ajudando a manter o equilíbrio da vegetação em áreas naturais.

Além disso, serve como presa para predadores naturais, como aves de rapina, sendo uma peça fundamental na cadeia alimentar.

A presença do Chamariz num ambiente é também um indicador de saúde ecológica, pois ele depende de habitats com boa qualidade, como campos abertos, bosques e jardins.

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Além da sua relevância ecológica, o Chamariz tem um valor cultural e estético.

O seu canto alegre é uma fonte de inspiração para poetas, músicos e amantes da natureza, trazendo beleza e serenidade aos espaços que frequenta.

Em muitas culturas, pássaros como o Chamariz simbolizam liberdade e harmonia, ligando as pessoas à natureza de forma profunda.

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No entanto, o Chamariz enfrenta ameaças como a perda de “habitat” devido à urbanização, o uso de pesticidas que reduzem a sua fonte de alimento e as mudanças climáticas, que alteram os seus padrões migratórios.

Para preservar esta espécie, é crucial proteger os seus “habitats” naturais, promover práticas agrícolas sustentáveis e aumentar a conscientização sobre a importância da biodiversidade.

Ações como a criação de áreas protegidas e a redução do uso de químicos nocivos podem garantir que o Chamariz continue a encantar as futuras gerações com a sua presença e o seu melodioso canto.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Mai25

As Páscoas “Primula acaulis”


Mário Silva Mário Silva

As Páscoas

“Primula acaulis”

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A fotografia de Mário Silva mostra flores conhecidas como "Páscoas" ou “Primula acaulis”(mais comumente chamada de “Primula vulgaris”), uma espécie de prímula.

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A imagem retrata um grupo de flores “Primula acaulis” num ambiente natural, possivelmente uma clareira ou floresta.

As flores têm pétalas de um amarelo pálido com centros amarelos mais intensos, e estão cercadas por folhas verdes largas e rugosas, típicas da espécie.

A iluminação suave destaca as cores delicadas das flores, e o fundo de folhas secas e musgo sugere um habitat florestal húmido.

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É uma planta herbácea perene, de pequeno porte, com uma roseta basal de folhas verde-escuras, enrugadas e ligeiramente peludas.

As flores são solitárias, com 5 pétalas, geralmente amarelas ou brancas, e um centro mais escuro.

As flores têm cerca de 2-4 cm de diâmetro, e a planta raramente ultrapassa 15 cm de altura.

Prefere solos húmidos e bem drenados, em áreas sombreadas como florestas, bosques e prados.

É comum na Europa, especialmente em climas temperados.

Floresce no início da primavera, frequentemente associada à Páscoa, daí o nome popular "Páscoas".

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As flores da “Primula acaulis” atraem polinizadores como abelhas e borboletas devido ao seu néctar e cores vibrantes, contribuindo para a reprodução de plantas na primavera.

Serve de alimento para insetos herbívoros e, indiretamente, para predadores que se alimentam desses insetos.

A sua presença indica solos saudáveis e húmidos, sendo um bom marcador de ecossistemas florestais equilibrados.

Como planta nativa, suporta a biodiversidade local ao fornecer recursos para fauna e flora associadas.

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A “Primula acaulis” é, portanto, uma espécie importante para a ecologia de bosques temperados, desempenhando papéis na polinização e na manutenção da saúde do solo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
17
Fev25

"O Melro" (Turdus merula)


Mário Silva Mário Silva

"O Melro" 

(Turdus merula)

17Fev DSC09292_ms

A fotografia de Mário Silva captura a beleza e a elegância do melro (Turdus merula) no seu habitat natural.

A imagem mostra um melro macho, com a sua plumagem negra brilhante e o característico bico amarelo, pousado sobre um tronco de árvore coberto de musgo.

O fundo desfocado, com tons verdes e amarelados, proporciona um contraste suave com o preto intenso das penas do pássaro, destacando a sua silhueta elegante.

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A composição da fotografia é simples e eficaz, com o melro ocupando o centro da imagem.

A perspetiva adotada permite apreciar a beleza da plumagem do pássaro e a delicadeza das suas formas.

O fundo desfocado cria uma sensação de profundidade e isola o pássaro do ambiente circundante.

A luz natural incide sobre o melro, criando sombras que acentuam a textura das penas e a volumetria do corpo.

A paleta de cores é limitada, com predominância de tons de preto, branco e verde, que evocam a sensação de equilíbrio e harmonia.

O melro, com o seu canto melodioso e a sua presença em diversos ecossistemas, é um símbolo da natureza e da vida.

A imagem do melro pousado sobre um tronco de árvore evoca um sentimento de paz e tranquilidade.

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O melro desempenha um papel importante no ecossistema, atuando como dispersor de sementes e controlador de populações de insetos.

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Ao alimentar-se de frutos, o melro ingere sementes que são posteriormente dispersas pelas suas fezes, contribuindo para a regeneração das florestas e para a manutenção da biodiversidade.

O melro alimenta-se de uma grande variedade de insetos, incluindo larvas e escaravelhos, contribuindo para o controle de pragas agrícolas e florestais.

A presença do melro num determinado local é um indicador da qualidade do ambiente, pois esta espécie é sensível à poluição e à destruição dos habitats naturais.

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O melro, como muitas outras espécies de aves, desempenha um papel fundamental na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas.

Ao dispersar sementes e controlar populações de insetos, o melro contribui para a saúde e a diversidade dos ecossistemas naturais.

A perda de habitat e a fragmentação dos ecossistemas estão a ameaçar a sobrevivência de muitas espécies de aves, incluindo o melro.

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Como conclusão, pode-se dizer que a fotografia "O Melro" de Mário Silva é um convite à reflexão sobre a importância da biodiversidade e da conservação da natureza.

A imagem, com a sua beleza simples e elegante, lembra-nos da importância de proteger as aves e os seus habitats.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
13
Set24

“Casa tradicional” (Tronco – Chaves – Portugal) – Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

“Casa tradicional”

(Tronco – Chaves – Portugal)

Mário Silva

13Set DSC07302_ms

A fotografia de Mário Silva captura a essência de uma casa tradicional portuguesa, transportando-nos para a pacata aldeia de Tronco, em Chaves.

A imagem, com a sua composição cuidadosa e a seleção precisa da luz, convida-nos a uma imersão profunda neste pedacinho de história e cultura.

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A fachada da casa, com as suas cores vibrantes e a arquitetura típica das aldeias portuguesas, é o elemento central da fotografia.

A porta azul, a varanda com a sua grade de ferro forjado e as paredes de pedra conferem à casa um charme rústico e acolhedor.

A varanda, com suas cadeiras e banco de pedra, é um convite ao descanso e à contemplação.

É o local ideal para apreciar a vista da aldeia e conversar com os vizinhos.

As cores vibrantes da casa, como o amarelo das paredes e o azul da porta e da grade, contrastam com o cinza da pedra e criam uma composição visualmente agradável.

A luz natural incide sobre a fachada da casa, criando sombras e destacando a textura das pedras.

A iluminação suave e dourada confere à imagem uma atmosfera serena e acolhedora.

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A fotografia de Mário Silva é um excelente exemplo de como a fotografia pode capturar a beleza da arquitetura popular portuguesa e transmitir emoções através de elementos simples. A imagem evoca sentimentos de nostalgia, tranquilidade e conexão com a tradição.

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A composição da imagem é equilibrada e harmoniosa.

A casa, posicionada no centro da imagem, é o ponto focal e atrai o olhar do observador.

As cores da fotografia são vibrantes e complementares, criando uma composição visualmente agradável.

Os detalhes da fachada da casa, como a porta de madeira, a grade de ferro forjado e as pedras, conferem à imagem um caráter autêntico e realista.

A fotografia conta uma pequena história, convidando o observador a imaginar a vida que acontece dentro daquela casa e a história daquela aldeia.

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Em resumo, a fotografia "Casa tradicional" de Mário Silva é uma obra que nos convida a apreciar a beleza da arquitetura popular portuguesa e a valorizar o nosso património cultural. A imagem é um convite para desacelerarmos e apreciarmos a beleza das coisas simples.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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