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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

14
Out25

Flores de Tojo (Ulex europaeus)


Mário Silva Mário Silva

Flores de Tojo (Ulex europaeus)

14Out DSC06074_ms

Esta fotografia de Mário Silva é um plano detalhe (close-up) que se concentra nas flores amarelas de um ramo de tojo (Ulex europaeus).

A imagem, com uma profundidade de campo reduzida, foca-se na haste central espinhosa da planta, onde estão agrupadas as flores em tons de amarelo e laranja.

As flores, que se assemelham a pequenos cachos de ouro, destacam-se no centro, enquanto o fundo é um desfoque suave em tons de verde e amarelo, que realça o objeto principal.

A luz solar incide sobre as flores, acentuando a sua textura aveludada e a sua cor vibrante.

A fotografia celebra a beleza e a resistência desta planta comum do interior de Portugal.

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O Tojo: A Chama Dourada da Paisagem Portuguesa

O Tojo (Ulex europaeus) é uma das plantas mais emblemáticas da paisagem portuguesa, especialmente em regiões de Trás-os-Montes e Beiras.

A fotografia de Mário Silva captura a sua beleza no auge, mas o seu significado vai muito além da estética.

Esta planta, frequentemente ignorada devido à sua natureza espinhosa, é um verdadeiro tesouro ecológico e histórico.

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A Resistência de um Arbusto

O tojo é notável pela sua incrível resistência.

É uma espécie pioneira que consegue crescer em solos pobres e ácidos, onde poucas outras plantas sobrevivem.

As suas folhas foram reduzidas a espinhos para minimizar a perda de água, o que lhe permite prosperar em condições de seca e calor.

Esta capacidade de sobrevivência faz dele um componente crucial na fixação de solos, prevenindo a erosão, especialmente em encostas e terrenos baldios.

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Um Legado de Usos Tradicionais

Historicamente, o tojo era uma planta de grande utilidade para as comunidades rurais portuguesas.

As suas hastes eram utilizadas como combustível (lenha) para fornos e lareiras.

Mais importante, era um elemento essencial na cama do gado, funcionando como forragem e, depois de misturado com os excrementos, transformava-se num fertilizante natural (estrume) de grande qualidade.

Em algumas aldeias, o corte do tojo, apesar de ser um trabalho árduo, era uma atividade comunitária que mantinha viva a coesão social.

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Um Contraste de Cores

A floração do tojo, geralmente no final do inverno e na primavera, transforma as paisagens agrestes em mantos de ouro.

As suas flores, como as que vemos na imagem, são de um amarelo intenso e possuem um aroma característico, que lembra a baunilha ou o coco.

Esta explosão de cor não só alegra a paisagem, como também serve de atração para insetos polinizadores numa época em que a floração de outras espécies é escassa.

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Em suma, a flor de tojo é uma metáfora visual da tenacidade do interior de Portugal.

A sua beleza, embora escondida por espinhos, é um testemunho da capacidade da natureza de persistir e prosperar, mesmo nas condições mais adversas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Jul25

“Flor amarela” (Reichardia picroides) e uma estorieta


Mário Silva Mário Silva

“Flor amarela” (Reichardia picroides)

... e uma estorieta

29Jul DSC08183_ms

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "Flor amarela” (Reichardia picroides), apresenta um close-up vibrante e detalhado de uma flor de tonalidade amarela intensa.

A flor ocupa a parte central da imagem, destacando-se claramente contra um fundo desfocado e luminoso, que sugere um ambiente natural.

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A flor é do tipo composta, com múltiplas pétalas (lígulas) finas e alongadas, dispostas radialmente a partir de um centro.

A cor amarela é uniforme e brilhante, evocando a luz do sol.

O centro da flor, ligeiramente mais alaranjado ou acastanhado, mostra os estames e pistilos em espiral, com texturas delicadas.

Algumas das pétalas parecem ter pequenas marcas ou variações de cor nas suas extremidades.

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O desfoque do fundo, com pontos de luz que criam um efeito “bokeh”, faz com que toda a atenção seja direcionada para a beleza e a complexidade da flor, realçando os seus detalhes e a sua cor.

A imagem transmite uma sensação de otimismo, simplicidade e a beleza intrínseca da natureza.

 

A Estória: O Sonho Dourado da Reichardia

Num vasto campo de Chaves, onde o sol beijava a terra e o vento contava histórias antigas, vivia uma pequena flor amarela.

Não era uma rosa majestosa, nem uma orquídea exótica.

Era uma “Reichardia picroides”, humilde na sua origem, mas com uma cor tão vibrante que parecia ter roubado os raios do próprio sol.

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Mário Silva, viu nela a essência da alegria.

A sua imagem capturava-a em toda a sua glória: as pétalas a estenderem-se como braços abertos, o centro a revelar um coração dourado, tudo contra um fundo etéreo e indistinto, onde o mundo parecia desvanecer-se para que ela brilhasse.

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Esta flor, que carinhosamente era chamada "Estrela Dourada" pelos insetos que a visitavam, tinha um sonho.

Ao contrário das suas irmãs, que se contentavam em florescer e morrer no mesmo pedaço de terra, a Estrela Dourada sonhava em ser notada, em iluminar mais do que apenas o seu pequeno canto.

Queria que a sua cor, a sua alegria, chegasse longe, muito longe.

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Os dias passavam, e a Estrela Dourada florescia com todo o seu esplendor, esperando.

As abelhas zumbiam os seus segredos, os grilos cantavam canções monótonas, mas ninguém parecia ver o seu sonho.

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Até que um dia, um pequeno besouro, que se dizia ser um viajante do mundo, pousou na sua pétala.

- Estrela Dourada - disse ele, com uma voz rouca - A tua cor é tão intensa que ilumina todo o campo. Mas porquê essa melancolia nas tuas pétalas?"

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A flor suspirou, um leve agitar das suas pétalas.

- Eu desejo que a minha cor vá para além deste campo. Quero ser vista, inspirar alegria em corações distantes.

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O besouro riu, um riso suave que fez as pétalas tremerem.

- Pequena flor, não percebes? A tua beleza não precisa de viajar para ser vista. A tua cor, a tua essência, é tão pura que atrai os olhos. Há um homem, Mário, que anda pelos campos com uma caixa mágica. Ele vê a luz nas coisas mais simples, e a tua cor já o cativou.

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E de facto, alguns dias depois, Mário Silva regressou.

Ele ajoelhou-se, observou a Estrela Dourada por um longo tempo, e depois, com um clique suave, capturou a sua imagem.

A flor sentiu um calor, uma espécie de vibração, como se uma parte dela tivesse sido levada para voar.

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A fotografia da Estrela Dourada foi exibida em galerias, em livros, em ecrãs em todo o mundo.

A sua cor vibrante trouxe sorrisos a rostos cansados, inspirou artistas e lembrou a muitos a beleza da simplicidade.

Pessoas de cidades distantes, que nunca teriam visto um campo de Reichardia picroides, admiraram a sua beleza.

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A pequena flor, ainda no seu campo em Chaves, sentiu o eco da sua viagem.

Não precisou de arrancar as suas raízes ou voar pelo vento.

A sua essência, a sua cor, a sua alegria, haviam sido levadas pelo olhar de um homem e pela magia da sua máquina.

E assim, a Estrela Dourada percebeu que o seu sonho se realizara.

A sua alegria não estava apenas no florescer, mas na capacidade de ser vista, de inspirar, de ser um pequeno raio de sol no vasto mundo.

E, a partir desse dia, brilhou ainda mais forte, sabendo que a sua beleza, por mais humilde que fosse, tinha o poder de iluminar muito além do seu próprio campo.

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NOTA: “Bokeh” é um termo usado na fotografia referente às áreas fora de foco e distorcidas, produzidas por lentes fotográficas. (in: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bokeh

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
01
Mai25

"A tradição das “Maias” (giesta amarela - Cytisus striatus)


Mário Silva Mário Silva

"A tradição das “Maias”

(giesta amarela - Cytisus striatus)

01Mai 70ee293118ce4eef0e06252621178df7

A pintura digital de Mário Silva, intitulada "A tradição das 'Maias' (giesta amarela - Cytisus striatus)", retrata uma porta rústica com uma textura desgastada, pintada em tons de branco, amarelo e azul, com uma chave na fechadura.

Em frente à porta, há ramos de giesta amarela (Cytisus striatus), uma planta com flores vibrantes que se destaca no contraste com a porta.

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A tradição das "Maias" remonta a costumes pagãos antigos, associados à celebração da primavera e à fertilidade, que foram mais tarde integrados nas práticas culturais portuguesas.

No dia 1º de maio, é costume em várias regiões de Portugal, especialmente no interior e em zonas rurais, colocar ramos de giesta amarela (conhecida como "maias") nas portas, janelas, chaminés e até em veículos.

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O significado desta tradição está ligado à proteção contra o mau-olhado, espíritos malignos e infortúnios.

A giesta amarela, com a sua cor vibrante, simboliza a renovação, a vida e a prosperidade, associadas à chegada da primavera.

Além disso, acredita-se que a planta afasta influências negativas e traz boa sorte para o lar.

Em algumas regiões, a tradição também está associada ao "Dia das Bruxas" (ou "Dia do Mau-Olhado"), em que se pensava que as bruxas e os maus espíritos estavam mais ativos, sendo a giesta uma forma de proteção.

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A pintura de Mário Silva captura essa essência cultural, destacando a simplicidade e a simbologia da giesta amarela num cenário rústico, evocando a ligação com as tradições populares portuguesas.

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Texto & Pintura digital: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
16
Abr25

"Flores: duas cores - uma só beleza" – Quarta-feira Santa (Procissão do Encontro)


Mário Silva Mário Silva

"Flores: duas cores - uma só beleza"

Quarta-feira Santa (Procissão do Encontro)

16Abr DSC05150a_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Flores: duas cores - uma só beleza", apresenta duas árvores floridas em tons contrastantes: uma com flores vermelhas vibrantes e outra com flores amarelas brilhantes, ambas em frente a uma casa branca com uma varanda.

As cores distintas das flores, embora diferentes, criam uma harmonia visual que reflete a ideia de unidade na diversidade, como sugerido pelo título da obra.

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Relacionando a fotografia com a Quarta-feira Santa e a Procissão do Encontro, podemos traçar um paralelo simbólico.

Na Procissão do Encontro, há uma separação inicial entre os homens, que carregam a imagem de Nosso Senhor dos Passos, e as mulheres, que levam a imagem de Nossa Senhora das Dores.

Esses dois grupos, distintos na sua composição e trajeto, convergem num momento de profundo significado: o encontro entre a Mãe e o Filho, que simboliza a dor compartilhada e a união no sofrimento.

Da mesma forma, na fotografia, as duas árvores com flores de cores diferentes (vermelho e amarelo) estão lado a lado, unidas na sua beleza conjunta, apesar das suas diferenças.

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O vermelho das flores pode ser associado ao sangue e ao sacrifício de Jesus, representado na imagem de Nosso Senhor dos Passos, enquanto o amarelo, uma cor frequentemente ligada à luz e à esperança, pode simbolizar a presença de Nossa Senhora das Dores, que, mesmo na sua tristeza, é um farol de fé e amor.

A harmonia entre as duas cores reflete a mensagem da Quarta-feira Santa: a união entre a Mãe e o Filho no caminho da cruz, que, apesar da dor, aponta para a redenção e a conversão, como destacado no Sermão das Sete Palavras.

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Assim, a fotografia de Mário Silva, com a sua mensagem de beleza unificada no meio à diversidade, ecoa o espírito da Procissão do Encontro, onde a separação inicial dá lugar a uma união espiritual que convida os fiéis à reflexão, à penitência e à esperança na salvação.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Mar25

A campainha-amarela (Narcissus bulbocodium)


Mário Silva Mário Silva

A campainha-amarela

(Narcissus bulbocodium)

22Mar DSC00455_ms

"A campainha-amarela (Narcissus bulbocodium)" de Mário Silva é mais do que uma fotografia; é um sussurro da primavera, um poema visual que captura a alma frágil e resiliente da natureza.

Neste delicado enquadramento, a flor amarela, com as suas pétalas onduladas como um sino dourado, ergue-se tímida entre o tapete de folhas secas e terras outonais, como se carregasse em si a promessa de renovação.

O seu tom vibrante, quase luminoso, contrasta com o fundo em tons terrosos, criando uma dança de luz e sombra que evoca esperança num meio de quietude do fim do inverno.

Há uma melancolia doce nesta imagem, uma lembrança de que a beleza muitas vezes floresce no silêncio, nas frestas da terra esquecida.

A campainha-amarela parece sussurrar segredos antigos, como se guardasse no seu coração amarelo as memórias das estações passadas e os sonhos de um futuro em flor.

O olhar atento de Mário Silva captura não apenas a forma da flor, mas a sua essência – um símbolo de perseverança, de vida que insiste em brotar, mesmo quando o mundo parece adormecido.

Esta fotografia é um convite à contemplação, uma ode à simplicidade que emociona, uma pausa para o coração que, como a campainha-amarela, busca luz mesmo nas sombras mais densas.

É arte que toca, que fala à alma, eternizando o efémero num instante perfeito, capturado com o olhar sensível e apaixonado de Mário Silva.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Dez24

"A folha diferente" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"A folha diferente"

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A fotografia "A folha diferente" de Mário Silva apresenta um close-up de um leito de folhas secas, dominado por tons de castanho e dourado.

No centro da imagem, destaca-se uma folha amarela vibrante, com uma forma distinta das demais.

Ao fundo, à direita, uma vela verde acesa, adornada com ramos de pinheiro e bagas vermelhas, contrasta com a paleta de cores outonais da fotografia.

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A folha amarela, com a sua forma e cor distintas, destaca-se no meio da uniformidade das folhas castanhas.

Essa folha singular pode ser interpretada como uma metáfora da individualidade, da singularidade e da beleza na diversidade.

Ela representa a ideia de que cada um de nós é único e especial, mesmo dentro dum grupo.

As folhas secas representam o fim de um ciclo, a morte e a decomposição.

No entanto, a folha amarela vibrante, simboliza a vida, a esperança e a renovação.

A presença da vela, um símbolo de luz e vida, reforça essa ideia de renascimento.

A composição da fotografia é simples e eficaz.

A folha amarela, posicionada no centro da imagem, atrai imediatamente a atenção do observador.

As folhas castanhas, que circundam a folha amarela, criam um contraste que realça a sua beleza.

A vela, colocada no canto inferior direito, equilibra a composição e adiciona um elemento de profundidade.

A luz, que incide sobre as folhas, cria um jogo de sombras e luzes que realça a textura e a tridimensionalidade da imagem.

A tonalidade quente da luz confere à fotografia uma atmosfera acolhedora e intimista.

A fotografia transmite uma sensação de paz e tranquilidade.

A repetição das formas das folhas e a suavidade das cores criam um ritmo visual que acalma a mente.

A presença da vela, com a sua chama suave, reforça essa sensação de serenidade.

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Em conclusão, "A folha diferente" é uma fotografia que nos convida à reflexão sobre a beleza da natureza e a importância da individualidade.

A imagem, rica em simbolismo, evoca sentimentos de esperança, renovação e aceitação.

A fotografia é um convite a celebrar a diversidade e a encontrar beleza nas pequenas coisas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Jul24

Giesta Amarela “Cytisus striatus”


Mário Silva Mário Silva

Giesta Amarela “Cytisus striatus”

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Um Símbolo da Beleza e Alegria do Campo

A fotografia apresenta um caminho rural ladeado por flores de giesta amarela, convidando-nos a uma viagem sensorial pelas paisagens do campo.

As flores, com a sua cor vibrante e odor inebriante, são um verdadeiro presente para os sentidos, encantando tanto os visitantes em passeio quanto os trabalhadores que se dirigem às suas tarefas agrícolas.

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A giesta amarela, também conhecida como “Cytisus striatus”, é um arbusto nativo da Península Ibérica, caraterizado pelas suas flores amarelas brilhantes que florescem na primavera.

As flores, dispostas em cachos terminais, são compostas por cinco pétalas delicadas e apresentam um formato papilionáceo, lembrando uma borboleta.

A sua cor vibrante e alegre ilumina as paisagens, contrastando com o verde da vegetação e criando um espetáculo visual único.

 

O Odor Inebriante da Giesta:

As flores da giesta amarela exalam um perfume doce e inebriante, que se espalha pelo ar e encanta quem passa por perto.

O aroma floral é intenso e persistente, capaz de despertar a memória e transportar-nos para momentos de paz e felicidade no campo.

Além de ser agradável ao olfato, o perfume da giesta também possui propriedades calmantes e relaxantes, contribuindo para o bem-estar físico e mental.

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Um Presente para os Sentidos:

A giesta amarela, com a sua beleza e odor inebriante, é um verdadeiro presente para os sentidos.

Para aqueles que fazem um passeio pelo campo, a visão das flores vibrantes e o perfume delicioso proporcionam um momento de puro deleite e contemplação da natureza.

Já para os trabalhadores agrícolas, a presença da giesta representa um alento e um lembrete da beleza que os rodeia, mesmo no meio das tarefas árduas do dia a dia.

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Simbolismo da Giesta Amarela:

A giesta amarela é considerada um símbolo da primavera, da alegria e da esperança.

A sua flor delicada e perfumada representa a renovação da vida e a promessa de novos começos.

Na cultura popular portuguesa, a giesta está associada à prosperidade e à boa sorte, sendo comum colocar um ramo da planta nas portas das casas no dia 1º de maio.

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A imagem do caminho rural ladeado por giestas amarelas é um convite à contemplação da beleza simples e autêntica do campo.

As flores, com a sua cor vibrante, odor inebriante e simbolismo rico, proporcionam um presente para os sentidos e nos conectam com a natureza nos seus momentos mais esplendorosos.

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A giesta amarela possui diversas propriedades medicinais e é utilizada no tratamento de diversas doenças, como reumatismo, artrite e problemas digestivos.

As flores e folhas da planta também podem ser usadas para preparar chás e infusões com propriedades diuréticas, tónicas e calmantes.

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A giesta amarela é uma planta importante para a biodiversidade, servindo de alimento e abrigo para diversos animais, como abelhas, borboletas e pássaros.

As raízes da planta também contribuem para a fixação do solo e a prevenção da erosão.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Jul24

Flores “Lupinus luteus” – Tremoceiro Bravo


Mário Silva Mário Silva

Flores “Lupinus luteus”

Tremoceiro Bravo

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O Lupinus luteus, comumente conhecido como tremoceiro bravo, é uma planta nativa da região mediterrânea que se destaca pela sua beleza vibrante e pelo papel crucial que desempenha no ecossistema.

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O tremoceiro bravo é uma planta herbácea que pode atingir até 1 metro de altura.

As suas flores são dispostas em cachos verticais e densos, com uma coloração amarela brilhante que se destaca no meio da vegetação.

As folhas são palmaticompostas, com folíolos estreitos e alongados, de cor verde escura, que contrastam com as flores amarelas.

Cada flor individual é pequena, mas quando agrupadas em grandes inflorescências, criam uma exibição visual impressionante.

As flores têm uma forma típica de leguminosa, com um estandarte, asas e quilha.

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As flores amarelas brilhantes do “Lupinus luteus” são um espetáculo à parte, especialmente quando crescem em grandes grupos.

A fotografia apresentada captura a exuberância dessas flores em pleno florescimento, criando um campo dourado que é visualmente deslumbrante.

Devido à sua aparência atraente, o tremoceiro bravo é frequentemente usado em projetos de paisagismo e jardinagem para adicionar um toque de cor e beleza natural aos jardins e parques.

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Como membro da família das leguminosas, o tremoceiro bravo tem a capacidade de fixar nitrogénio no solo através de uma relação simbiótica com bactérias do género “Rhizobium”.

Este processo melhora a fertilidade do solo, beneficiando outras plantas e contribuindo para a saúde geral do ecossistema.

As flores atraem uma variedade de polinizadores, incluindo abelhas, borboletas e outros insetos, desempenhando um papel vital na polinização e na manutenção da biodiversidade.

Com seu sistema radicular profundo, o tremoceiro bravo ajuda a estabilizar o solo, prevenindo a erosão, especialmente em áreas propensas à degradação do solo.

Embora seja chamado de tremoceiro bravo e não seja tão comumente cultivado quanto outras espécies de tremoceiro para consumo humano, ainda é uma importante fonte de forragem para o gado em algumas regiões, além de ser usado em rotação de culturas para melhorar a qualidade do solo.

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O “Lupinus luteus”, ou tremoceiro bravo, não é apenas uma planta de grande beleza visual, mas também um componente essencial do ecossistema.

A sua capacidade de melhorar a fertilidade do solo, fornecer habitat para polinizadores e prevenir a erosão faz dela uma espécie valiosa para a saúde ambiental.

Além disso, a sua estética encantadora torna-a uma escolha popular para paisagismo, proporcionando um toque de cor vibrante em qualquer cenário.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Jun24

A giesta-amarela (“Cytisus striatus”) e a aldeia transmontana de Águas Frias: o frescor, a cor e o odor


Mário Silva Mário Silva

A giesta-amarela (“Cytisus striatus”)

e a aldeia transmontana de Águas Frias:

o frescor, a cor e o odor

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A fotografia mostra uma vista de uma aldeia com flores amarelas no primeiro plano.

As flores são giestas amarelas (Cytisus striatus), um arbusto nativo da Península Ibérica.

As giestas amarelas florescem na primavera e no início do verão, e são conhecidas por suas flores amarelas brilhantes e perfume doce.

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A aldeia é Águas Frias, uma pequena aldeia situada no município de Chaves, no distrito de Vila Real, em Portugal.

Águas Frias está localizada nas montanhas Trás-os-Montes, e é conhecida pelas suas paisagens naturais cênicas e a sua rica história.

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A fotografia captura a beleza natural da aldeia de Águas Frias e das giestas amarelas que a rodeiam.

As flores amarelas adicionam um toque de cor e alegria à cena, enquanto o verde das árvores e das montanhas cria um contraste relaxante.

O perfume das giestas amarelas também pode ser imaginado, evocando uma sensação de frescor e bem-estar.

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A giesta amarela é uma flor com um rico simbolismo em Portugal.

Ela é frequentemente associada à primavera, à renovação e à esperança.

As giestas amarelas também são usadas em celebrações tradicionais, como o Dia de Maio.

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Na aldeia de Águas Frias, as giestas amarelas são um símbolo importante da identidade local.

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A fotografia da giesta amarela e da aldeia transmontana de Águas Frias é uma bela lembrança da beleza natural e da rica cultura de Portugal.

As flores amarelas são um símbolo de primavera, renovação e esperança, e a aldeia é um lugar encantador com uma história rica.

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As giestas amarelas são uma planta popular para jardinagem.

Elas são fáceis de cuidar e tolerantes a uma variedade de condições climáticas.

As giestas amarelas também são usadas como planta medicinal.

As flores e folhas da planta podem ser usadas para fazer chá, que é tradicionalmente usado para tratar problemas digestivos e respiratórios.

As giestas amarelas são uma importante fonte de néctar para as abelhas e outros polinizadores.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Mai24

Cerejas


Mário Silva Mário Silva

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Cerejas

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As cerejas são frutas drupáceas, ou seja, possuem um caroço único no seu interior.

São pequenas e redondas, com uma pele lisa e brilhante, que pode ser de cor vermelha, amarela, preta ou roxa.

A polpa é suculenta e doce, com um sabor ligeiramente ácido.

As cerejas são originárias da Europa, Ásia e América do Norte.

São cultivadas em todo o mundo, sendo um dos frutos mais populares do verão.

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As principais variedades de cerejas incluem:

Cereja doce: a variedade mais comum, com uma pele vermelha escura e polpa doce.

Cereja ácida: com uma pele vermelha clara e polpa ácida, ideal para compotas e geleias.

Cereja preta: com uma pele preta e polpa doce, rica em antocianinas.

Cereja amarela: com uma pele amarela e polpa doce, com um sabor ligeiramente cítrico.

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As cerejas são uma boa fonte de vitaminas e minerais, incluindo:

Vitamina C: importante para o sistema imunológico e para a saúde da pele.

Potássio: ajuda a regular a pressão arterial e a função muscular.

Fibra: importante para a saúde digestiva e para o controlo do peso.

Antocianinas: antioxidantes que protegem as células contra os danos causados pelos radicais livres.

As cerejas também são uma boa fonte de melatonina, um hormônio que ajuda a regular o sono.

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O consumo regular de cerejas pode trazer diversos benefícios para a saúde, incluindo:

Redução do risco de doenças cardíacas: as cerejas são ricas em antocianinas, que podem ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas.

Melhoria da saúde digestiva: a fibra presente nas cerejas ajuda a regular a função digestiva e a prevenir a constipação.

Fortalecimento do sistema imunológico: a vitamina C presente nas cerejas ajuda a fortalecer o sistema imunológico e a prevenir doenças.

Melhora da qualidade do sono: a melatonina presente nas cerejas ajuda a regular o sono e a melhorar a qualidade do sono.

Proteção da pele: as antocianinas presentes nas cerejas ajudam a proteger a pele dos danos causados pelos raios UV.

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As cerejas podem ser consumidas frescas, congeladas, secas ou em conservas.

São uma ótima opção para um lanche saudável ou para adicionar a saladas e iogurte.

A recomendação de consumo diário de cerejas é de 100 a 150 gramas.

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Ao escolher cerejas, procure por frutos firmes e com a pele brilhante.

Evite frutos macios, danificados ou com manchas.

As cerejas devem ser armazenadas no frigorífico em um saco plástico perfurado.

Elas podem ser armazenadas por até 5 dias.

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As cerejas são frutas deliciosas e nutritivas que oferecem diversos benefícios para a saúde.

O consumo regular de cerejas pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas, melhorar a saúde digestiva, fortalecer o sistema imunológico, melhorar a qualidade do sono e proteger a pele.

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Texto e Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
06
Mai24

A Casa Amarela com Telhas Vermelhas


Mário Silva Mário Silva

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A Casa Amarela com Telhas Vermelhas

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Era uma vez, numa pequena aldeia chamada Águas Frias, situada no município de Chaves, em Portugal, havia uma charmosa casa amarela com telhas vermelhas.

Essa casa, cercada por um jardim florido e adornada por um ramo de um antigo castanheiro, era um símbolo da beleza e da tranquilidade da região.

A casa era lar de uma família acolhedora, composta por um casal e seus dois filhos.

Eles viviam uma vida simples, mas feliz, apreciando os prazeres da vida.

As crianças brincavam no jardim, correndo entre as flores e subindo nas árvores, enquanto os pais observavam com amor e carinho.

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O ramo do castanheiro, que pendia sobre a casa, era um símbolo de força e proteção. Ele havia resistido a muitas tempestades ao longo dos anos, e os seus galhos frondosos forneciam sombra e refúgio para os habitantes da casa.

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O vale que se estendia abaixo da casa era um lugar de beleza natural incomparável.

Os campos verdejantes, as colinas ondulantes e o rwgato que serpenteava pelo vale criavam uma paisagem de tirar o fôlego.

A família costumava fazer caminhadas pelo vale, apreciando a vista e respirando o ar puro da montanha.

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A vida na casa amarela era tranquila e pacífica.

Os dias eram preenchidos com trabalho, lazer e momentos de união familiar.

As noites eram calmas e estreladas, e o silêncio era apenas quebrado pelo canto dos grilos e o uivo de uma coruja.

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Um dia, uma tempestade forte atingiu a região.

O vento uivava, a chuva caía em torrentes e os raios iluminavam o céu com flashes de luz branca.

A família reuniu-se na sala da casa, preocupada com a segurança do seu lar.

Mas a casa amarela resistiu à tempestade.

O telhado vermelho protegia a casa da chuva, e as paredes fortes resistiam aos ventos furiosos.

 A família sentiu-se segura e grata por ter um lar tão resistente.

Quando a tempestade finalmente passou, o sol voltou a brilhar e um arco-íris apareceu no céu.

A família saiu para o jardim para apreciar a beleza da natureza após a tempestade.

Eles sentiram-se mais unidos do que nunca, e perceberam que sua casa era um lugar especial, onde podiam encontrar segurança, conforto e amor.

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A casa amarela com telhas vermelhas continuou a ser um símbolo de beleza e tranquilidade em Águas Frias por muitos e muitos anos.

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A história da casa amarela com telhas vermelhas é uma história sobre a força da família, a beleza da natureza e a importância de um lar.

É uma história que nos ensina a sermos gratos pelo que temos e a apreciar os momentos simples da vida.

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A história da casa amarela com telhas vermelhas é uma história atemporal que pode ser apreciada por pessoas de todas as idades.

A história ensina-nos a importância de valorizar a família, o lar e a natureza.

A história lembra-nos que a vida é cheia de altos e baixos, mas que sempre há esperança.

A história inspira-nos a sermos gratos pelas coisas simples da vida.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Abr24

Planta campestre – “Ranunculus bulbosus”


Mário Silva Mário Silva

Planta campestre “Ranunculus bulbosus”

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Ranunculus bulbosus é uma espécie de planta com flores da família Ranunculaceae.

É nativa da Europa, Ásia e América do Norte.

Ranunculus bulbosus é uma planta herbácea perene que cresce até 30 cm de altura.

Tem folhas trifoliadas com folíolos serrilhados.

As flores são amarelas brilhantes e têm cinco pétalas.

Elas florescem na primavera e no verão.

Os frutos são folículos que contêm muitas sementes pequenas.

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Ranunculus bulbosus é uma importante fonte de néctar e pólen para polinizadores, como abelhas e borboletas.

As sementes são comidas por aves e outros animais.

A planta ajuda a controlar a erosão do solo.

É uma bela planta ornamental que é popular em jardins e paisagens.

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Ranunculus bulbosus é uma planta tóxica para humanos e animais.

O consumo da planta pode causar náuseas, vômitos e diarreia.

O contato com a planta pode causar irritação na pele.

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Ranunculus bulbosus é uma planta bonita e importante que desempenha um papel vital na biodiversidade.

É importante proteger essa planta e seu habitat.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Abr24

Moinho de vento - Catavento


Mário Silva Mário Silva

Moinho de vento - Catavento

A04 DSC00760_ms

A fotografia mostra um moinho de vento amarelo, com oito pás, em pleno campo. O moinho está situado num terreno plano, com vegetação rasteira, e tem uma árvore frondosa ao seu lado. O céu é azul e limpo, com algumas nuvens brancas.

No topo do moinho, há um cata-vento, que gira com a força do vento. O cata-vento está ligado a um eixo vertical, que por sua vez está ligado a um conjunto de engrenagens. As engrenagens amplificam a força do vento e transmitem-na para uma bomba de água. A bomba de água está localizada no interior do moinho e é responsável por puxar a água de um poço profundo.

Os moinhos de vento são engenhos que utilizam a força do vento para realizar diversos trabalhos, como moer grãos, bombear água e gerar energia. No caso da fotografia, o moinho de vento era utilizado para tirar água de um poço profundo.

A água retirada do poço pode ser utilizada para diversos fins, como irrigação, bebedouros de animais e consumo humano. Em regiões áridas e semiáridas, os moinhos de vento são uma importante fonte de água potável.

Os moinhos de vento são uma tecnologia antiga, mas ainda muito útil em muitas partes do mundo. São uma alternativa sustentável e económica aos motores elétricos, pois não utilizam combustíveis fósseis.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Jun20

Flores campestres amarelas ...


Mário Silva Mário Silva

 

A flor amarela

 

Ela é tão bela, a florzinha amarela

É pequena, é serena, é amena

Ela é bela, amarela, é singela

Olha-la vale sempre a pena

 

A florzinha qu’aqui habita é bonita

É quente, é inocente, é diferente

É uma flor tão bonita, tão catita

Para quem a olha atentamente

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A flor nesta paragem é selvagem

É bela, assim como uma donzela

Que passa e n’aragem fica a imagem

A cor mais doce qu’o mundo cinzela

 

A florzinha amarela é aquela

Que guardo com devoção no coração

Porque é de todas a flor mais bela

Vê-la molha-me os olhos de emoção…

 

Claudia Moreira

 

https://pessoasepoetas.blogs.sapo.pt/22257.html

 

 

Ver também:

https://www.facebook.com/mario.silva.3363 

http://mariosilva2020.blogs.sapo.pt 

https://aguasfriaschaves.blogs.sapo.pt/

www.flickr.com/photos/7791788@N04

https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA?view_as=subscriber

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
02
Nov19

Aguas Frias (Chaves) - ... Aldeia onde em cada recanto, podemos "ver" maravilhas ...


Mário Silva Mário Silva

 

Águas Frias

... Aldeia

onde em cada recanto,

poderemos "ver" maravilhas ...

Águas Frias (Chaves) - ... o cruzeiro do adro da igreja matriz  e o pôr do sol  por trás do Larouco ...

... o cruzeiro do adro da igreja matriz e o pôr do sol

por trás da serra do Larouco ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a janela, agora sempre aberta, pois já não há necessidade de protejer os seus habitantes (ninguém) ...

 ... a janela, agora sempre aberta, pois já não há necessidade de protejer os seus habitantes ... (ninguém) ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... observando a paisagem por um buraco natural de um velho castanheiro ...

... observando a paisagem por um buraco natural

de um velho castanheiro ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a ex-cantina da escola, vista da lateral, com a abertura para o alpendre e casas de banho ...

... a ex-cantina da escola, vista da lateral, com a abertura

para o alpendre e casas de banho ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... bagas vermelhas e (a "ovelhas negra") que se quiz diferenciar e ficou amarela ---

... bagas vermelhas e (a "ovelhas negra") que se quiz diferenciar e ficou amarela ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... aS arvores fazendo um "tunel de folhagem ...

... as árvores fazendo um "tunel de folhagem ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - pequena imagem se S. Lourenço - padroeiro dos padeiros - (corrijam-me se estiver enganado), que está num altar lateral na Igreja Matriz ...

... pequena imagem se S. Lourenço - padroeiro dos padeiros - (corrijam-me se estiver enganado), que está num altar lateral na Igreja Matriz ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa na Aldeia ...

... uma casa na Aldeia ...

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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