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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

30
Nov25

Altar-mor da Igreja dos Carmelitas (Descalços) – Porto – Portugal (estilo barroco/rococó sem embelezamento recente)


Mário Silva Mário Silva

Altar-mor da Igreja dos Carmelitas (Descalços)

Porto – Portugal

(estilo barroco/rococó sem embelezamento recente)

30Nov DSC08963_ms.JPG

A fotografia de Mário Silva é um plano vertical que capta o Altar-mor de uma igreja, destacando a impressionante riqueza da sua talha dourada em estilo Barroco/Rococó.

O altar é um monumento à opulência artística do Norte de Portugal.

A Talha Dourada: O elemento dominante é a profusão de talha dourada que cobre todo o retábulo e o arco do altar.

A talha é extremamente detalhada, apresentando volutas, querubins, anjos, cornucópias e motivos vegetais e orgânicos, típicos dos períodos Barroco e Rococó.

A iluminação focada realça o brilho intenso do ouro, criando uma sensação de deslumbramento e peso.

Estrutura Central: No centro do altar, encontra-se uma estrutura de vários níveis ou andares em talha, que se eleva em forma de pirâmide, culminando num pequeno nicho superior.

Esta estrutura está emoldurada por colunas salomónicas laterais, também ricamente douradas.

O Plano de Fundo: Por trás da estrutura central, está um pano de fundo ou cortinado em tecido azul-escuro (ou veludo), que serve para sublinhar e contrastar a cor intensa do ouro.

As Imagens: Pequenas imagens de santos estão colocadas em nichos nas bases das colunas laterais, acrescentando os elementos figurativos ao cenário escultural.

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A imagem transmite a força visual e a densidade decorativa da arte sacra portuguesa, onde o ouro, usado com exuberância, visa glorificar o divino.

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O Altar-Mor em Talha Dourada – O Teatro de Ouro do Barroco Portuense

O Altar-mor da Igreja dos Carmelitas Descalços, magnificamente capturado nesta fotografia, é um dos testemunhos mais eloquentes da época de ouro do Barroco e Rococó no Porto.

Este estilo, onde a talha dourada domina o espaço sagrado, não é apenas decoração; é uma linguagem, uma filosofia e uma expressão profunda da fé e do poder económico de um período.

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O Esplendor Sem Embelezamento Recente: A Pureza Histórica

A menção a ser um altar "sem embelezamento recente" é crucial.

Na verdade, a riqueza da talha dourada aqui apresentada, com a sua complexidade de formas e a sua saturação de ouro, é um exemplo de como o Barroco (e a sua evolução para o Rococó) atingiu o seu auge em Portugal, em grande parte financiado pela riqueza do ouro e dos diamantes do Brasil.

A ausência de "embelezamento recente" significa que o altar se mantém como um documento histórico e artístico autêntico.

A sua intenção original era criar um ambiente celestial, onde o excesso e a opulência visual servissem para transportar o fiel para a glória divina, contrastando a pobreza material da Ordem dos Carmelitas Descalços com a riqueza do seu culto.

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Barroco e Rococó: O Drama e o Movimento

A estrutura é um exemplo claro de transição e coexistência de estilos:

Barroco (Estrutural): Visível nas colunas salomónicas (retorcidas) e na forte sensação de drama e movimento que a estrutura imponente confere ao espaço.

Rococó (Decorativo): Manifesta-se na leveza, assimetria e na profusão de motivos orgânicos, conchas e volutas que parecem "derramar-se" pela estrutura, suavizando a rigidez anterior e dando à talha um aspeto mais "aéreo".

O conjunto funciona como um grande teatro sacro, com o foco de luz na área central a intensificar o mistério e a reverência perante o sacrário.

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O Altar-mor dos Carmelitas é, portanto, a cristalização em ouro da identidade religiosa e artística do Porto do século XVIII: um lugar de contemplação onde a materialidade do ouro convida à transcendência espiritual.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
23
Nov25

"Lindos altares laterais" (2008) – Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Lindos altares laterais" (2008)

Águas Frias – Chaves – Portugal

23Nov DSC06901_ms

A fotografia de Mário Silva oferece um vislumbre do interior da igreja de Águas Frias, Chaves, concentrando-se na disposição simétrica de dois altares secundários ou colaterais, enquadrados por arcos.

A composição revela a confluência de estilos e materiais que caracterizam a arte sacra portuguesa em espaços rurais, nomeadamente no Norte.

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Elementos Estruturais e Enquadramento Arquitetónico

Simetria e Arcos: A composição é marcada pela simetria de dois nichos ou capelas laterais, inseridos na parede da nave, cada um enquadrado por um arco de volta perfeita ou arco pleno.

Estes arcos definem o espaço sagrado dedicado aos cultos secundários.

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Retábulos de Talha: Ambos os altares são dominados por retábulos de madeira, pintada e dourada, de um estilo que remete para o final do Barroco ou inícios do Rococó, período em que a decoração em talha se popularizou nas igrejas paroquiais de Portugal.

O retábulo é composto por molduras, colunas e painéis que enquadram as figuras centrais.

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Iconografia e Imagens Sacras

Altar Esquerdo (Sacro Coração): O nicho da esquerda acolhe a figura de Jesus Cristo, possivelmente na invocação de Sagrado Coração de Jesus.

A imagem de Cristo está vestida com um manto branco e vermelho, num fundo de cor intensa (vermelho) que realça a figura central.

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Altar Direito (Crucificação e Devoções Marianas): O nicho da direita apresenta uma imagem de Jesus Crucificado, também em fundo azul escuro, uma cor frequentemente associada ao luto e ao mistério.

Ao lado do retábulo direito, numa peanha ou tribuna separada, está uma imagem de Nossa Senhora, provavelmente na invocação de Imaculada Conceição ou Nossa Senhora de Fátima (pela cor branca do hábito e a coroa), destacando a devoção mariana.

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Elementos Decorativos e Azulejaria

Revestimento Cerâmico: A parte inferior das paredes e a base dos altares estão revestidas com azulejos de padrão, típicos da produção portuguesa.

A presença de azulejos azuis e brancos, com desenhos geométricos e florais, é um elemento de grande importância na arte religiosa portuguesa, servindo tanto para decoração como para proteção das paredes.

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Mobiliário e Ornamentos: Em primeiro plano, destaca-se a balaustrada ou o comungatório em madeira, separando a nave do espaço dos altares.

Nos altares, as toalhas brancas de altar (possivelmente em renda ou bordado) e os arranjos florais naturais (rosas, amarelos e laranjas) sublinham a importância litúrgica e festiva dos altares.

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Iluminação e Efeito Espacial

Luz e Atmosfera: A iluminação é dramática, com uma grande janela a banhar o espaço com luz natural intensa no centro da imagem.

Este foco de luz cria um forte contraste entre a claridade exterior e o ambiente mais sombrio do primeiro plano (onde estão os bancos da nave), realçando o mistério e a sacralidade do interior do templo.

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A Arte e Religiosidade em comunhão

(de mãos dadas entre o Passado, o Presente e o Futuro)

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Texto & Fotografia (2008): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
17
Ago25

"Altar-mor da igreja de São Lourenço" - Rebordelo (Vinhais – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"Altar-mor da igreja de São Lourenço"

Rebordelo (Vinhais – Portugal)

17Ago DSC03277_ms

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "Altar-mor da igreja de São Lourenço", capta uma vista interior de um altar barroco ricamente decorado.

A imagem é dominada pelo altar-mor, uma estrutura imponente e ornamentada, revestida em talha dourada.

Ao centro, um nicho com a imagem de um santo, ladeado por colunas espiraladas, também em talha dourada, que se elevam até um dossel de grande detalhe.

Em ambos os lados do altar-mor, nichos laterais abrigam estátuas de santos.

O teto, arqueado, possui um fresco com representações de anjos e figuras celestiais.

O chão em primeiro plano é de pedra, com uma mesa de altar simples e branca.

A luz que incide sobre o altar realça o brilho do dourado e a complexidade dos detalhes da talha.

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A Preservação do Passado - A Luta Contra os "Restauros" que Desvirtuam a Origem

A fotografia de Mário Silva do altar-mor da igreja de São Lourenço, em Rebordelo, Vinhais, é um testemunho da riqueza e da beleza do património artístico e religioso de Portugal.

A complexidade da talha dourada e a história que ela carrega em cada pormenor reforçam a importância crucial da sua preservação.

No entanto, a preservação autêntica enfrenta um desafio crescente: os "restauros" que, em vez de conservarem, desvirtuam a verdadeira origem das obras.

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A Diferença Entre Preservação e "Restauro" Desvirtuado

A preservação do património histórico, seja ele um altar, uma estátua ou um edifício, é a arte de conservar a sua integridade e autenticidade.

O objetivo é manter a obra o mais próximo possível do seu estado original, reparando danos e protegendo-a da degradação, mas sem alterar a sua essência.

Isto implica um estudo aprofundado dos materiais, das técnicas e do contexto histórico.

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Em contraste, o "restauro" desvirtuado é uma intervenção que ignora a história da obra.

Muitas vezes, com a intenção de a "melhorar" ou "modernizar", são usados materiais e técnicas que não correspondem à época, ou são acrescentados elementos que nunca fizeram parte do original.

Um exemplo clássico é o uso de tintas sintéticas em vez das pigmentações tradicionais, ou a remoção de camadas de pintura que, embora danificadas, contam a história da obra.

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O Exemplo do Altar de São Lourenço

O altar-mor retratado por Mário Silva é uma obra-prima de talha dourada.

Cada espiral, cada folha de acanto, é um testemunho da mestria dos artesãos que, séculos atrás, criaram esta peça de devoção.

Um restauro inadequado poderia, por exemplo, levar à aplicação de um verniz que alterasse o brilho e a tonalidade do ouro, ou à substituição de peças originais por réplicas grosseiras, apagando assim a história e o valor da obra.

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O risco dos "restauros" que desvirtuam a origem não é apenas estético, mas também histórico e cultural.

A autenticidade de uma obra é um componente fundamental do seu valor.

Uma peça histórica perde o seu poder de nos ligar ao passado se a sua forma original for alterada.

O resultado é um objeto que parece novo, mas que perdeu a sua alma, a sua verdade e a sua capacidade de contar a sua própria história.

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O Caminho Certo: A Preservação Cautelosa

O caminho certo é o da preservação cautelosa e da intervenção mínima.

A fotografia de Mário Silva é um convite a olhar para o passado com respeito e admiração.

A beleza do altar de São Lourenço reside não só na sua forma, mas na sua idade, nos sinais do tempo que carrega.

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Preservar o património não é mantê-lo num estado de perfeição artificial, mas sim garantir que a sua autenticidade e a sua história sejam respeitadas e transmitidas às futuras gerações.

É a arte de manter viva a memória, sem apagar as marcas do tempo que nos contam quem fomos e quem somos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Mai25

“Capela de Nossa Senhora das Dores” (Nozelos – Valpaços – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Capela de Nossa Senhora das Dores”

(Nozelos – Valpaços – Portugal)

25Mai DSC00201_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada “Capela de Nossa Senhora das Dores” (Nozelos – Valpaços – Portugal), retrata o interior de uma capela barroca, marcada por uma rica decoração e um ambiente de devoção.

O destaque da imagem é o retábulo dourado, que ocupa a parede frontal da capela.

Este retábulo, ricamente ornamentado, apresenta colunas torsas com detalhes em vermelho e dourado, enquadrando duas pinturas laterais de figuras religiosas, possivelmente santos ou mártires, com vestes tradicionais e expressões solenes.

No centro, há uma cruz de madeira sobre um pequeno altar, ladeada por elementos decorativos, incluindo uma caveira esculpida à direita, simbolizando a mortalidade e a penitência.

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A base do retábulo é adornada com padrões geométricos e florais em tons de dourado, vermelho e branco, típicos do estilo barroco português.

Abaixo do retábulo, encontra-se um túmulo ou arca de pedra, com uma abertura frontal que revela um interior vermelho desgastado, sugerindo a passagem do tempo e o uso contínuo do espaço para práticas religiosas.

As paredes laterais da capela mostram sinais de deterioração, com tinta descascada e vestígios de frescos, enquanto o teto exibe uma pintura parcial com figuras angelicais e ornamentos, parcialmente danificados.

A luz suave que ilumina a cena confere um tom de reverência e melancolia, reforçando o carácter sagrado e histórico do espaço.

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A veneração de Nossa Senhora das Dores, também conhecida como “Mater Dolorosa”, é uma das devoções mais antigas e profundamente enraizadas na tradição católica portuguesa.

Esta devoção centra-se nas sete dores de Maria, mãe de Jesus, que incluem momentos como a profecia de Simeão, a fuga para o Egito, a perda de Jesus no templo e, especialmente, a sua presença ao pé da cruz durante a crucificação.

Em Portugal, essa devoção ganhou força a partir da Idade Média, sendo promovida por ordens religiosas como os Servitas, que dedicaram a sua espiritualidade ao culto das dores de Maria.

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Em muitas regiões de Portugal, como em Nozelos, Valpaços, onde se localiza a Capela de Nossa Senhora das Dores retratada na fotografia de Mário Silva, a devoção manifesta-se através de capelas, procissões e festas litúrgicas.

A festa de Nossa Senhora das Dores, celebrada a 15 de setembro, é um momento alto de espiritualidade, marcada por missas solenes, cânticos tradicionais e procissões onde a imagem de Maria, frequentemente representada com o coração trespassado por sete espadas (simbolizando as sete dores), é levada pelas ruas.

Em algumas localidades, é comum a prática do “Ofício das Dores”, uma série de orações e meditações que refletem sobre o sofrimento de Maria.

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Esta devoção também reflete a espiritualidade do povo português, que historicamente encontrou na figura de Nossa Senhora das Dores um símbolo de compaixão e intercessão nos momentos de sofrimento, como durante as guerras, fomes ou calamidades.

A Capela de Nossa Senhora das Dores em Nozelos, com o seu retábulo barroco e ambiente austero, é um testemunho da fé popular e da importância desta devoção na vida comunitária, servindo como um espaço de recolhimento e ligação espiritual com o sagrado.

Através de locais como este, a veneração de Nossa Senhora das Dores continua a ser uma expressão viva da religiosidade portuguesa, unindo gerações na partilha de uma fé marcada pela empatia e pela esperança.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Mai25

“Maio, mês mariano - Nossa Senhora aos pés do altar mor da igreja de Águas Frias (Chaves – Portugal)”


Mário Silva Mário Silva

“Maio, mês mariano

Nossa Senhora aos pés do altar mor da igreja

Águas Frias (Chaves – Portugal)”

18Mai DSC06912_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Maio, mês mariano - Nossa Senhora aos pés do altar mor da igreja de Águas Frias (Chaves – Portugal)", retrata o interior de uma igreja com um altar ricamente ornamentado.

O altar mor, em estilo barroco, é decorado com detalhes dourados e brancos, destacando-se pela sua imponência e beleza.

No centro do altar, há uma estátua de Nossa Senhora posicionada aos pés, envolta em flores coloridas, simbolizando a devoção mariana típica do mês de maio.

Velas, arranjos florais e outros elementos litúrgicos, como candelabros e imagens de santos, complementam a cena, criando um ambiente de reverência e espiritualidade.

A arquitetura da igreja, com paredes de pedra e teto de madeira, adiciona um toque rústico ao cenário, enquanto as cortinas vermelhas nas janelas e os azulejos decorativos nas laterais reforçam a estética tradicional portuguesa.

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A devoção mariana é uma das expressões mais profundas e enraizadas da espiritualidade do povo português, moldando a sua identidade cultural e religiosa ao longo dos séculos.

Desde a formação da nacionalidade, a Virgem Maria ocupa um lugar central na fé, nas tradições e no imaginário coletivo de Portugal, sendo venerada como mãe, protetora e intercessora.

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A devoção a Maria em Portugal remonta aos primórdios do cristianismo na Península Ibérica, mas ganha particular relevo com a Reconquista e a fundação do reino.

No século XII, D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, consagra o reino a Nossa Senhora, estabelecendo uma ligação indelével entre a monarquia e a Virgem.

Este ato reflete a crença de que Maria era a protetora da nação, guiando o povo português nas batalhas contra os mouros e nas adversidades.

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A Virgem Maria foi frequentemente invocada em momentos cruciais da história portuguesa, como nas conquistas marítimas dos Descobrimentos.

Os navegadores portugueses, enfrentando os perigos do mar, recorriam à proteção de Nossa Senhora, dedicando-lhe capelas e ermidas nos territórios descobertos.

A imagem de Maria como "Estrela do Mar" (Stella Maris) tornou-se um símbolo de orientação e esperança para os marinheiros.

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A devoção mariana em Portugal manifesta-se de forma vibrante em peregrinações, festas populares, romarias e na construção de santuários.

O culto a Nossa Senhora de Fátima é, sem dúvida, o mais emblemático.

Desde as aparições de 1917 na Cova da Iria, Fátima tornou-se um dos maiores centros de peregrinação mariana do mundo, atraindo milhões de fiéis que buscam consolação, cura e renovação espiritual.

A mensagem de Fátima, centrada na oração, penitência e conversão, ressoa profundamente com a espiritualidade portuguesa.

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Outros santuários marianos, como Nossa Senhora da Nazaré, Nossa Senhora do Sameiro e Nossa Senhora da Conceição (padroeira de Portugal), também são testemunhos da forte devoção do povo.

Cada região tem as suas invocações particulares, muitas vezes ligadas a lendas e milagres locais, como Nossa Senhora da Agonia em Viana do Castelo ou Nossa Senhora dos Remédios em Lamego.

Estas manifestações regionais reforçam o caráter comunitário e festivo da fé mariana, com procissões, cânticos e rituais que unem as populações.

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A influência de Maria transcende o âmbito religioso, impregnando-se na literatura, na arte e nas tradições populares.

Na poesia, poetas como Camões e Fernando Pessoa evocaram a Virgem como símbolo de pureza e proteção.

Na arte sacra, as imagens de Maria, esculpidas em madeira ou pedra, são objetos de veneração e testemunhos da habilidade artesanal portuguesa.

A música, com hinos e cânticos marianos, também reflete essa devoção, sendo o "Avé Maria Puríssima" uma expressão recorrente nas celebrações.

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As festas marianas, frequentemente associadas aos ciclos agrícolas e às estações do ano, são momentos de celebração comunitária.

Nelas, a religiosidade mistura-se com a alegria profana, com danças, comes e bebes, e arraiais que reforçam os laços sociais.

A Virgem é vista não apenas como uma figura celestial, mas como uma mãe próxima, que compreende e acompanha as alegrias e dores do seu povo.

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Hoje, a devoção mariana continua a ser uma força viva em Portugal, embora adaptada aos tempos modernos.

A espiritualidade mariana é reinterpretada pelas novas gerações, que encontram em Maria um modelo de compaixão, resiliência e esperança.

Fátima, em particular, mantém-se como um ponto de convergência para portugueses e estrangeiros, sendo um espaço de diálogo inter-religioso e de reflexão sobre os desafios do mundo atual.

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A devoção a Maria também se expressa na solidariedade social, com muitas instituições de caridade e obras sociais inspiradas pelo exemplo da Virgem.

A sua imagem como mãe acolhedora ressoa em iniciativas que promovem a justiça, a paz e o cuidado pelos mais vulneráveis.

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Em conclusão, a devoção mariana das gentes portuguesas é mais do que uma prática religiosa; é um pilar da identidade nacional, uma fonte de consolo e um elo que une o passado ao presente.

Seja nas grandiosas peregrinações a Fátima, nas pequenas capelas rurais ou nos cânticos entoados em família, a Virgem Maria permanece como a "Mãe de Portugal", uma presença constante que guia, protege e inspira o seu povo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Mar25

"Altar lateral da igreja Matriz de Santa Marta" (Vila Frade - Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"Altar lateral da igreja Matriz de Santa Marta"

(Vila Frade - Chaves - Portugal)

29Mar DSC07641_ms

A imagem apresenta um altar lateral ornamentado, caracterizado por uma exuberante talha dourada que cobre a estrutura, exibindo um trabalho artesanal intricado.

A moldura do altar é composta por arabescos, volutas e elementos florais esculpidos, típicos da arquitetura barroca portuguesa, que conferem um brilho opulento ao conjunto.

No centro, destaca-se a figura de Jesus Cristo crucificado, uma escultura realista que domina a composição.

O seu corpo, esculpido com expressiva dor e resignação, está suspenso na cruz, com os braços abertos e a cabeça inclinada.

Acima da cruz, uma placa com a inscrição "INRI" (Iesus Nazarenus, Rex Iudaeorum - Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus) reforça o contexto bíblico da crucificação.

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À esquerda da cruz, encontra-se a estátua de Nossa Senhora das Dores, vestida com um manto azul-escuro e véu, segurando um lenço ou as mãos em gesto de lamento.

A sua expressão serena, mas carregada de tristeza, reflete a tradicional iconografia mariana associada ao sofrimento materno diante da morte do filho.

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Ao redor das figuras principais, pequenas estátuas de anjos e santos adornam as colunas laterais, adicionando uma camada de espiritualidade e hierarquia celestial.

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No topo do altar, um painel pintado retrata uma cena religiosa, possivelmente a deposição de Cristo da cruz ou uma representação da Virgem e dos santos, envolta por uma aura de luz que sugere santidade.

A luz natural que entra pela janela à direita ilumina suavemente o altar, criando um contraste entre as áreas douradas e as sombras, enquanto os azulejos decorativos na parede inferior, com padrões geométricos e florais, complementam a estética tradicional portuguesa.

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Este altar é um testemunho da rica tradição religiosa e artística de Portugal, especialmente na região de Trás-os-Montes, conhecida pelas suas igrejas barrocas.

A talha dourada simboliza a glória divina e a riqueza espiritual, um recurso comum nas igrejas portuguesas para honrar a fé e atrair os fiéis.

A presença de Jesus crucificado e de Nossa Senhora das Dores evoca o núcleo da narrativa cristã: o sacrifício de Cristo e o sofrimento de Maria, que se tornaram ícones de redenção e compaixão.

Juntos, representam a Paixão de Cristo, um tema central na liturgia católica, especialmente durante a Quaresma e a Semana Santa.

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A luz que penetra pela janela pode ser interpretada como um símbolo de esperança ou da presença divina, iluminando o altar como um farol de fé num meio carregado de penumbra.

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Os azulejos, típicos da cultura portuguesa, ligam a obra ao património local, refletindo a identidade cultural de Vila Frade e Chaves.

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 A assinatura de Mário Silva no canto inferior direito sugere uma valorização pessoal do fotógrafo por esta peça de devoção e arte, capturando não apenas a beleza visual, mas também a profundidade espiritual do local.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva transcende a mera representação visual, oferecendo uma janela para a história, a fé e a arte de uma comunidade.

O altar lateral da igreja Matriz de Santa Marta é mais do que um objeto decorativo; é um espaço de contemplação, onde a dor, a glória e a esperança se entrelaçam, preservadas pela lente sensível do fotógrafo.

 

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Dez24

"Imaculada Conceição", na igreja de Águas Frias (Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"Imaculada Conceição"

na igreja de Águas Frias (Chaves - Portugal)

08Dez DSC04825_Advento_ms

A fotografia de Mário Silva captura a beleza e a solenidade de um altar dedicado à Imaculada Conceição, num dia dedicado a esta celebração.

A imagem apresenta um nicho ornado, com colunas e detalhes dourados, que abriga a estátua da Virgem Maria, segurando o Menino Jesus.

A figura central da Virgem, vestida de branco e azul, simboliza a pureza e a realeza.

O altar está adornado com flores coloridas e duas velas, uma verde e outra vermelha, um dos elementos tradicionais da celebração do Advento.

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A fotografia retrata um momento de profunda devoção religiosa.

A imagem da Virgem Maria, como centro da composição, evoca a fé e a espiritualidade dos fiéis.

O altar, ricamente decorado, demonstra a importância dessa celebração na comunidade.

A paleta de cores da fotografia é suave e harmoniosa.

O branco da roupa da Virgem, o azul do manto e o dourado dos detalhes criam uma atmosfera celestial.

As flores coloridas e as velas adicionam um toque de vida e de esperança à imagem.

A luz, que incide sobre a imagem da Virgem, cria um efeito de halo, realçando a sua figura e conferindo-lhe um ar de santidade.

As sombras, que se projetam sobre o altar, adicionam profundidade à composição.

A composição da fotografia é equilibrada e simétrica.

A imagem da Virgem, posicionada no centro da composição, atrai imediatamente a atenção do observador.

As colunas, que flanqueiam a imagem, criam um enquadramento que realça a importância da figura central.

A fotografia está repleta de simbolismo.

A Virgem Maria, como símbolo de pureza e de maternidade, representa a esperança e a salvação.

As velas, por sua vez, simbolizam a luz e a vida.

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Em conclusão, "Imaculada Conceição" é uma fotografia que nos transporta para um universo de fé e espiritualidade.

A imagem, rica em simbolismo, evoca sentimentos de devoção, esperança e paz.

A fotografia é um testemunho da importância da religião na vida das pessoas e da beleza da arte sacra.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Nov24

Capela de São Miguel Arcanjo Sobreira (Águas Frias – Chaves – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Capela de São Miguel Arcanjo

Sobreira (Águas Frias – Chaves – Portugal)

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A fotografia de Mário Silva, "Capela de São Miguel Arcanjo", transporta-nos para o interior de um espaço sagrado e intimista, repleto de simbolismo e tradição.

A imagem captura a beleza e a simplicidade de uma pequena capela rural, localizada na aldeia de Sobreira, em Trás-os-Montes.

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O altar, peça central da composição, é adornado com rica ornamentação dourada e abriga uma série de imagens sacras.

Ao centro, sob um arco, destaca-se a imagem de São Miguel Arcanjo, figura central da fé católica, frequentemente representado combatendo o dragão.

À sua volta, outras imagens de santos guardam o altar, criando um ambiente de devoção e espiritualidade.

As paredes da capela são adornadas com pinturas e esculturas, e a luz natural, que penetra pelas janelas, incide sobre as imagens, criando um efeito luminoso e místico.

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A fotografia de Mário Silva valoriza a simplicidade e a beleza da arquitetura religiosa popular.

A capela, com as suas linhas simples e a decoração modesta, evoca a tradição e a fé das comunidades rurais.

A luz natural, que incide sobre o altar, cria uma atmosfera serena e contemplativa, convidando o observador a um momento de reflexão e oração.

A imagem de São Miguel Arcanjo, como figura central da composição, carrega um profundo significado simbólico.

O arcanjo, representado como um guerreiro celestial, simboliza a luta contra o mal e a proteção dos fiéis.

A presença de outras imagens sacras reforça a ideia de comunidade e de proteção divina.

A capela é mais do que um edifício religioso; é um espaço de encontro e de partilha para a comunidade local.

A fotografia de Mário Silva captura a essência desse lugar, transmitindo a sensação de pertença e de identidade.

A presença de velas, flores e outros objetos pessoais indica que a capela é um lugar vivo, onde a fé é praticada e celebrada.

A composição da fotografia é equilibrada e harmoniosa.

As linhas verticais das colunas e das imagens sacras conduzem o olhar do observador para o alto, em direção ao teto da capela.

As cores quentes e acolhedoras, dominadas pelos tons de dourado e vermelho, criam uma atmosfera festiva e convidativa.

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São Miguel Arcanjo, como patrono da capela, desempenha um papel fundamental na vida da comunidade.

Ele é considerado um protetor contra o mal e um intercessor junto a Deus.

A devoção a São Miguel é profundamente enraizada na cultura popular, e as festas em sua honra são momentos importantes de celebração e confraternização.

A capela, como lugar de culto, é um ponto de referência para a comunidade, um espaço onde os fiéis podem encontrar conforto, esperança e orientação espiritual.

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Em conclusão, a fotografia "Interior da Capela de São Miguel Arcanjo" de Mário Silva é uma obra que nos convida a refletir sobre a importância da fé e da tradição nas nossas vidas.

A imagem captura a beleza e a simplicidade de um lugar sagrado, transmitindo a emoção e a espiritualidade que permeiam as comunidades rurais.

Através da sua obra, Mário Silva oferece-nos um testemunho da riqueza cultural e religiosa de Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
17
Nov24

"Igreja matriz da aldeia de Águas Frias - Chaves - Portugal" (2011)


Mário Silva Mário Silva

Igreja matriz da aldeia de Águas Frias

Chaves - Portugal (2011)

17Nov DSC04837_ms

A fotografia de Mário Silva captura a exuberância e a espiritualidade características do estilo barroco num altar de igreja rural portuguesa.

A imagem retrata o interior da matriz da aldeia de Águas Frias, em Chaves, revelando um espaço rico em detalhes e ornamentos.

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O altar principal destaca-se pela profusão de elementos decorativos, como colunas salomónicas, molduras douradas, esculturas e um retábulo elaborado.

O uso de cores claras, como o branco e o dourado, cria uma atmosfera luminosa e festiva.

O lustre de cristal, pendurado no centro do arco, reflete a luz e intensifica a sensação de opulência.

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O estilo barroco, que floresceu em Portugal entre os séculos XVII e XVIII, deixou uma marca profunda na arquitetura religiosa do país.

Nos altares das igrejas rurais, como o retratado na fotografia, podemos observar algumas características típicas desse estilo:

- A paleta de cores do barroco é geralmente rica e vibrante, com predomínio de tons quentes como o dourado, o vermelho e o azul.

Essas cores eram utilizadas para criar um efeito visual impactante e transmitir emoção aos fiéis.

- Os altares barrocos são caracterizados por estruturas complexas e dinâmicas, com múltiplos planos e níveis.

As colunas, geralmente torcidas ou salomónicas, conferem movimento e elegância às composições.

Os retábulos, grandes painéis decorativos que se localizam atrás do altar, são frequentemente divididos em várias seções, cada uma com uma função específica.

- A ornamentação é um elemento fundamental do barroco.

Os altares são ricamente decorados com esculturas, molduras, entalhes e pinturas.

As esculturas representam figuras religiosas, como santos e anjos, e são frequentemente utilizadas para contar histórias bíblicas.

As molduras e os entalhes são elaborados com detalhes intrincados, criando um efeito visual exuberante.

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A presença do estilo barroco em igrejas rurais portuguesas pode ser explicada por diversos fatores:

 

- O movimento da Contra-Reforma, iniciado pela Igreja Católica em resposta à Reforma Protestante, incentivou a construção de igrejas e a produção de obras de arte religiosas com o objetivo de reafirmar a fé católica e atrair os fiéis.

- O barroco era um estilo popular, que utilizava recursos visuais e sensoriais para transmitir mensagens religiosas de forma mais acessível aos fiéis.

As igrejas rurais, frequentadas por pessoas com menor grau de instrução, eram um espaço ideal para a divulgação dessa arte.

- Muitas vezes, a construção e a decoração das igrejas rurais eram financiadas por mecenas locais, como nobres, comerciantes e membros do clero.

Esses indivíduos escolhiam o estilo barroco pela sua beleza e grandiosidade, desejando deixar uma marca duradoura nas suas comunidades.

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Em resumo, a fotografia de Mário Silva captura a essência do barroco num altar rural português, revelando a riqueza e a complexidade desse estilo artístico.

A profusão de detalhes, as cores vibrantes e as estruturas dinâmicas criam um ambiente que evoca a devoção e a espiritualidade.

O barroco, presente em diversas igrejas rurais de Portugal, é um testemunho da fé e da cultura popular do país.

Deve ser respeitado e a sua conservação rigorosa, pois retrata uma época que deve ser mantida na memória coletiva e respeito pelos antepassados que, com brio e esforço, a edificaram.

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Texto e Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Set24

Interior da igreja de Vila Frade (Lamadarcos - Chaves -Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Interior da igreja de Vila Frade

(Lamadarcos - Chaves -Portugal)

22Set DSC07640_ms

A fotografia capturada por Mário Silva apresenta o interior da Igreja de Vila Frade, localizada na freguesia de Lamadarcos, Chaves, Portugal.

A imagem revela um espaço sagrado com rica ornamentação barroca, caracterizada pela sua complexidade e detalhe.

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No centro da imagem, vemos o altar-mor da igreja, que é o ponto focal.

Ele é adornado com detalhes dourados e finamente trabalhados, típicos do estilo barroco.

No altar, há um crucifixo ao centro, ressaltando a presença cristã e a devoção religiosa.

O retábulo atrás do altar exibe colunas com detalhes dourados e tons de mármore.

A simetria é predominante na disposição dos elementos, o que é uma característica importante na arquitetura barroca.

À esquerda, encontra-se a imagem de Nossa Senhora do Rosário, destacada numa posição elevada, dentro de uma nicho ornamentado, o que reforça a sua importância na devoção católica.

À direita do altar-mor, observa-se uma escultura antiquíssima de estilo barroco de Santa Marta, também colocada ñuma área ricamente decorada, refletindo o estilo barroco e sua ênfase em representações visuais detalhadas e dramáticas.

Vê-se um ambão (púlpito) com a inscrição "Palavra de Deus" e a presença de flores sobre a mesa do altar, que adiciona cor e simbolismo à cena.

A luz natural que entra pela igreja e a luz artificial destacam os detalhes dourados e o brilho dos elementos decorativos, criando um contraste que exalta a riqueza dos materiais usados.

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A fotografia de Mário Silva captura a essência do estilo barroco presente na igreja, enfatizando a grandiosidade e o detalhe do altar-mor.

A simetria da composição e o uso de cores quentes e douradas trazem uma sensação de profundidade e riqueza espiritual ao observador.

A escolha do ângulo de captura é eficaz para revelar os detalhes tanto das esculturas como da arquitetura, transmitindo a atmosfera de reverência e admiração que o espaço busca evocar.

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A imagem é um exemplo claro de como a arte sacra e a arquitetura barroca se combinam para criar um ambiente visualmente impressionante e espiritualmente significativo, reforçando o papel da igreja não apenas como um local de culto, mas também como uma expressão artística e cultural.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Jul24

Antigo altar da capela particular (antes) dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Antigo altar da capela particular (antes) dedicada

a Nossa Senhora dos Prazeres

Jul28  DSC02074_ms

De acordo com as informações disponíveis, o antigo altar da capela particular dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres era feito em madeira e apresentava as seguintes características:

-  O altar era provavelmente de estilo barroco, comum nas capelas portuguesas dos séculos XVII e XVIII.

-  O altar era feito de madeira talhada e dourada.

-  O altar era retangular, com um nicho central onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora dos Prazeres.

- O altar era decorado com colunas, colunas, frisos e outros elementos ornamentais típicos do estilo barroco.

-  A imagem de Nossa Senhora dos Prazeres era uma estátua de madeira policromada, com cabelo natural, provavelmente do século XVIII.

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A demolição do antigo altar da capela particular dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres e a sua substituição por um novo altar moderno e incaracterístico representa uma perda significativa para o património cultural e religioso da região.

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O antigo altar era uma obra de arte valiosa que testemunhava a história e a tradição da capela.

Era também um importante elemento da identidade da comunidade local, que se identificava com a sua beleza e significado religioso.

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O novo altar, por outro lado, é um objeto sem alma que não tem qualquer valor histórico ou cultural.

É um mero objeto decorativo que não contribui para a identidade da capela ou da comunidade.

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A decisão de demolir o antigo altar e construir um novo foi tomada, pelo proprietário, sem a opinião da comunidade local, o que gerou grande consternação e tristeza.

Esta decisão é um exemplo da crescente secularização da sociedade portuguesa e da perda de apreço pelo património religioso.

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A demolição do antigo altar da capela particular dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres é um ato irreversível que representa uma perda significativa para o património cultural e religioso da aldeia, da região e da arte.

É importante que as autoridades competentes tomem medidas para proteger o património religioso e para garantir que este tipo de situações não se repita no futuro.

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Recomendações (minha opinião, valendo o que vale):

Criar um inventário do património religioso da região.

Classificar as capelas e outros edifícios religiosos como monumentos de interesse público.

Promover a educação para o património religioso e cultural.

Envolver as comunidades locais na tomada de decisões sobre o património religioso, apoiando-se no conhecimento técnico de especialistas na área da arte religiosa.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Fev20

Águas Frias (Chaves) - ... o cume da serra ...


Mário Silva Mário Silva

 

O CUME DA SERRA

 

Águas Frias (Chaves) - ... e a neve cobrindo as serranias da vizinha Espanha ...... e a neve cobrindo o cume das serranias, da vizinha Espanha ...


No cume daquela serra
Plantei uma roseira
A rosa no cume cresce
A rosa no cume cheira

Quando cai a chuva grossa
A água o cume desce
O orvalho no cume brilha
O mato no cume cresce

 

Águas Frias (Chaves) - ... a água do ribeiro saltita por entre o arvoredo e os socalcos do seu leito ... 

... a água do ribeiro saltita por entre o arvoredo e os socalcos do seu leito ...


Mas logo que a chuva cessa
Ao cume volta a alegria
Pois volta a brilhar depressa
O sol que no cume ardia

E quando chega o Verão
E tudo no cume seca
O vento o cume limpa
E o cume fica careca

Águas Frias (Chaves) - ... refúgio, no meio da vinha ... ... refúgio, no meio da vinha ...

 


Ao subir a linda serra
Vê-se o cume aparecendo
Mas começando a descer
O cume se vai escondendo

 

Águas Frias (Chaves) - ... espreitando um castanheiro pelo buraco no tronco de outro velho castanheiro ...

... espreitando um castanheiro pelo buraco no tronco de outro velho castanheiro ...


Quando cai a chuva fria
Salpicos no cume caiem
Abelhas no cume picam
Lagartos do cume saem

 

Águas Frias (Chaves) - ... o cordeirinho negro, mas com a cauda de lã branca, para não ser a "ovelha negra do rebanho" ...... o cordeirinho negro, mas com a cauda de lã branca, para não ser a "ovelha negra do rebanho" ...

 


E à hora crepuscular
Tudo no cume escurece
Pirilampos no Cume brilham
E a lua no cume aparece

E quando vem o Inverno
A neve no cume cai
O cume fica tapado
E ninguém ao cume vai

 

Águas Frias (Chaves) - ... visão da Aldeia num dia de céu limpo, em pleno inverno ...... visão da Aldeia num dia de céu limpo, em pleno inverno ...


Mas a tristeza se acaba
E de novo vem o Verão
O gelo do cume derrete
E todos ao cume vão

Poesia tradicional portuguesa

 

Águas Frias (Chaves) - ... o belo altar mor da Igreja matriz ...

... o belo altar mor da Igreja matriz ...

 

 

 

Até breve !!!!

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
02
Nov19

Aguas Frias (Chaves) - ... Aldeia onde em cada recanto, podemos "ver" maravilhas ...


Mário Silva Mário Silva

 

Águas Frias

... Aldeia

onde em cada recanto,

poderemos "ver" maravilhas ...

Águas Frias (Chaves) - ... o cruzeiro do adro da igreja matriz  e o pôr do sol  por trás do Larouco ...

... o cruzeiro do adro da igreja matriz e o pôr do sol

por trás da serra do Larouco ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a janela, agora sempre aberta, pois já não há necessidade de protejer os seus habitantes (ninguém) ...

 ... a janela, agora sempre aberta, pois já não há necessidade de protejer os seus habitantes ... (ninguém) ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... observando a paisagem por um buraco natural de um velho castanheiro ...

... observando a paisagem por um buraco natural

de um velho castanheiro ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a ex-cantina da escola, vista da lateral, com a abertura para o alpendre e casas de banho ...

... a ex-cantina da escola, vista da lateral, com a abertura

para o alpendre e casas de banho ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... bagas vermelhas e (a "ovelhas negra") que se quiz diferenciar e ficou amarela ---

... bagas vermelhas e (a "ovelhas negra") que se quiz diferenciar e ficou amarela ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... aS arvores fazendo um "tunel de folhagem ...

... as árvores fazendo um "tunel de folhagem ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - pequena imagem se S. Lourenço - padroeiro dos padeiros - (corrijam-me se estiver enganado), que está num altar lateral na Igreja Matriz ...

... pequena imagem se S. Lourenço - padroeiro dos padeiros - (corrijam-me se estiver enganado), que está num altar lateral na Igreja Matriz ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa na Aldeia ...

... uma casa na Aldeia ...

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
26
Out19

Águas Frias (Chaves) - ... pequenos pormenores da "pequena mas bela Aldeia transmontana" ...


Mário Silva Mário Silva

 

  ... pequenos pormenores

da "pequena mas ...

 ... bela Aldeia transmontana" ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... o velho tanque (já substituido pela máquina de lavar), junto à entrada da porta ...

... o velho tanque de cimento (certamente, já substituido pela máquina de lavar), junto à entrada da porta da casa ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... ave em pleno voo ...

... ave em pleno voo, pelo ar puro da Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... Cabaças ou abóboras ("Cucúrbita moschata"), prontas a ser colhidas ...

... Cabaças ou abóboras ("Cucúrbita moschata"),

prontas a ser colhidas ...

 

Água Frias (Chaves) - ... na conversa, descontraída, no "Café Russo" ...

... na conversa, descontraída, no "Café Russo"  (Quim Russo; Mito e Toninho "Charrua") ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma vista sobre uma parte da Aldeia, destacando-se a torre sineira da Igreja ....

... uma vista sobre uma parte da Aldeia, destacando-se

a torre sineira da Igreja ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... flor campestre - açafrão-bravo ("Crocus serotinus") ...

... flor campestre - açafrão-bravo ("Crocus serotinus") ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... altar lateral do Sagado Coração de Jesus, na Igreja matriz  ...

... altar lateral do Sagrado Coração de Jesus, na Igreja matriz ...

 

Águas Frias (Chaves) - ...um cogumelo comestível ("Macrolepiota procera"), roca, frade e outras designações ......

...um cogumelo comestível ("Macrolepiota procera"), roca, frade e outras designações ....

... também conhecido por diversas designações: roca, frade, púcara, pucarinha, para-sol, roque, roco, agasalho, gasalho, marifusa, tortulho, tratulho, trambulho, calcinha, santieiro, sentieiro, ...

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
08
Set19

Águas Frias (Chaves) - A Aldeia e ... o Dia Internacional da Literacia ...


Mário Silva Mário Silva

 

Dia Internacional da Literacia

 

Águas Frias (Chaves) - ... pôr do sol por entre a folhagem ...

... pôr do sol por entre a folhagem ...

 

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O Dia Internacional da Literacia celebra-se a 8 de setembro.

 

O objetivo da data é destacar a importância da literacia para as pessoas e para as sociedades.

Numa sociedade moderna, tecnológica e avançada, estima-se que cerca de 800 milhões de pessoas adultas ainda não sabem ler nem escrever, enquanto mais de 122 milhões de crianças em idade escolar não vão à escola.

As mulheres constituem dois terços da população analfabeta mundial.

 

O relatório PISA (Program for International Student Assessment) 2012 apontou Portugal como o segundo país que melhor combateu o insucesso escolar no novo milénio (em 17 países analisados).

 

O dia mundial da literacia foi criado pela UNESCO em novembro de 1965 e celebrado pela primeira vez em 1966.

 

A UNESCO realiza anualmente uma cerimónia de entrega de prémios de literacia internacional.

in:https://www.calendarr.com/portugal/dia-internacional-da-literacia/

 

Águas Frias (Chaves) - ... pormenor de varanda de casa na Aldeia ...

... pormenor de varanda de casa na Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... borboleta ("Melanargia galathea") entre as plantas campestres ...

... borboleta ("Melanargia galathea") entre as plantas campestres ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... parede interior (esquerda) da Igreja matriz da Aldeia ...

... parede interior (esquerda) com os seus altares, da Igreja matriz da Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... ave de rapina observando no topo de um pinheiro ...

... ave de rapina ( águia-de-asa-redonda - "Buteo buteo"),

observando, no topo de um pinheiro ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... nicho "Alminhas" ...

... nicho "Alminhas", no Rossio ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... armazém envolto em vegetação, com a Igreja Matriz, espreitado ao fundo ...

... armazém envolto em vegetação, com a Igreja Matriz,

espreitado ao fundo ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... flor campestre, já seca ...

... flor campestre, já seca ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... burro ("Equus africanus asinus"), espojando-se na terra (para se ver livre das moscas) ...

... burro ("Equus africanus asinus"), espojando-se na terra

(para se ver livre das moscas) ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... jogo do "chino", em frente do café do "Russo" (colocar o pino em pé) ...

... jogo do "chino", em frente do café do "Russo"

(colocar o pino em pé) ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista sobre a "pequena mas bela Aldeia transmontana ...

... vista sobre a "pequena mas bela Aldeia transmontana ...

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
29
Jun19

Águas Frias (Chaves) - …A lenda (imaginária) da aparição da imagem de S. Pedro (lenda de 29 de junho de 2019) …


Mário Silva Mário Silva

 

… A lenda (imaginária) da aparição da imagem de

S. Pedro

(lenda de 29 de junho de 2019)

 

Águas Frias (Chaves) - ... A lenda (imaginária) da aparição da imagem de S. Pedro (lenda de 29 de junho de 2019) … …A lenda (imaginária) da aparição da imagem de S. Pedro (lenda de 29 de junho de 2019) …

 

Estavamos em meados do séc. XVIII (não se podendo, com exatidão, saber o ano), quando num dia invernoso, chovendo, ventando e trovoando, como, até então não se tinha observado por estas Terras de Monforte. O Castelo de Monforte de Rio Livre, as ruínas do seu povoado e até a sua igreja, já abandonadas e em ruínas, pois as suas Gentes já tinham descido a encosta da serra do Brunheiro e instalaram-se na sua base, pois era um sítio mais abrigado, menos agreste às intempéries e terrenos mais férteis e produtivos. Como ia dizendo, o tempo tempestuoso invadiu com uma fúria as muralhas, castelo e tudo à sua volta, destruindo o pouco o que ainda restava … Passados uns tempos, a Povoação subiu, a pé e a cavalo, para ver a devastação do local onde tiveram a sua origem. Desolados, foram até às ruínas da igreja, onde ainda tinham ficado as imagens, pois ainda não tinham construído um outro lugar religioso, digno das ditas imagens...

Foi então que a sua desolação ainda ficou mais forte … nos restos das ruínas, faltava a imagem, talhada em madeira do seu Santo predileto, … a imagem de S. Pedro. Possivelmente, dizia-se, de orelha a orelha, que o S. Pedro, pescador de peixes e Homens, teria aproveitado as enxurradas e navegado pelo Rio Livre ou outro qualquer ribeiro e zangado pelo seu abandono, teria “navegado” para outras paragens. O Povo entristeceu e lagrimas iam caindo (mesmo os fortes homens, não deixaram escapar uma gota lacrimal, pelo canto do olho)…

Os anos foram passando e o episódio (como vai sendo hábito nos humanos), foi caindo no esquecimento….

….

Andava o Sr. Bernaldo Soares, pelos montes e vales, pois tinha a fama de ter o maior rebanho de cabras e ovelhas, de toda a Terra de Monforte, quando numa tarde de muito calor (estava-se no início do Verão), vendo que ele e os seus animais estavam a ficar afogueados, encaminhou-se para umas terras que viu carregada de árvores, dando a sombra desejada e sabia que por lá passava um ribeiro, que saciaria a sede dos seus estimados animais. Se assim pensou, assim o fez.

Deixou o seu extenso rebanho, comendo as tenras ervas da margem e bebericando a água que corria, ainda com alguma abundância (naquele tempo, nos ribeiros ainda corria água !!!).

 Sempre vigiando as suas cabras, cabritos, ovelhas e cordeiros, escolheu uma pequena fraga na beira do ribeiro, pois sentia a frescura da sobra das árvores e da água a correr. Ficou de olhar meio abstrato, deixando passar o Tempo …

Mas …. “O que é aquilo, no meio das ervas, junto à água?” – perguntou ele, a ele mesmo.

Não é fraga, … não é peixe … não é animal … !!!!!

De um só lanço, levantou-se e até empurrando uma cabrita que por ali pastava, dirigiu-se para o local da sua estranha visão.

Os seus arregalaram-se, queria fala, mas não conseguia, queria pegar-lhe, mas o seu corpo ficou imóvel … Mas … mas, é uma escultura em madeira pintada  … é uma imagem de um santo …

É o S. Pedro …

De repente, lembrou-se das histórias que os seus avós e pais lhe contavam ao serão …

Passado o momento de inação, passou para um momento de emoção e … mesmo deixando o seu rebanho sem guarda, correu até à Aldeia de Águas Frias, para contar o acontecido.

Lá chegando, mal conseguindo falar, levantou a imagem para um grupo de homens e mulheres que se juntavam no largo, junto à taberna.

Logo, a voz de um ancião, gritou: “É o Nosso S. Pedro, perdido …”

As vozes foram aumentando de volume: “S. Pedro, … S. Pedro, … S. Pedro”.

De entre todos um exclama, com devoção: “Vocês ainda não entenderam? Hoje é dia 29 de Junho. É Dia de S. Pedro. Ele voltou para Nós. !!!!

O Ancião, prometeu, ali mesmo que, como mais velho ficaria à sua guarda a imagem e que após as colheitas, todo o Povo daria uma parte do que cultivaram, para edificar uma igreja …

Uma grande igreja, em honra de S. Pedro, que seria o padroeiro de Águas Frias.

A igreja com o esforço de Todos os Aquafrigidenses (trabalharam mais terras para angariaram mais verbas para a edificação de uma grande e bela Igreja.

A Igreja, ainda hoje existe, e a imagem em madeira de S. Pedro, ainda hoje está no lugar do orago de Águas Frias, continuando a olhar para o seu Povo, que de novo o acolheu e deu um lugar de relevo como merecia.

“O Bom Filho à sua Casa torna.”

 

(lenda que poderá vir a ser …!!!, daqui a quinhentos anos, embora tenha sido escrita pela primeira vez, por mim, no dia de S. Pedro de 2019) – autoria de Mário Silva

 

Águas Frias (Chaves) - ... s. Pedro - orago da Aldeia (Igreja matriz)

“Sobre esta Pedra edificarei a Igreja”

Bom dia de S. Pedro

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
25
Mai19

Águas Frias (Chaves) - ... mais alguns "pingos" de Águas Frias ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cereja (colorido, belo e saboroso fruto) ...

... cereja (colorido, belo e saboroso fruto) ...

Nota: para saber se no interior, o fruto tem "bicho", siga as seguintes instruções:

1.º observe a cereja, em toda a volta, e se não tiver nenhum "buraquinho", pode comer, pois o "bicho" não entrou ...

2.º  Depois de observar atentamente o fruto, chegar à conclusão que tem um pequeno "furinho". Tem sorte, e pode comer à vontade, pois o "bicho" já saíu.

Bom apetite !!!!

 

Águas Frias (Chaves) - ... à volta da Igreja matriz ...

... à volta da Igreja matriz ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... casal de aves (Verdilhão _ Carduelis chloris) ...

... casal de aves (Verdilhão _ Carduelis chloris) ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa na Aldeia ...

... uma casa na Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... pormenor da paisagem desde a torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

... pormenor da paisagem desde a torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... pormenor de um altar lateral e a imagem de S.José e o Menino Jesus ...

... pormenor de um altar lateral e a imagem de S.José e o Menino Jesus ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... flor campestre ...

... flor campestre ("Hiypericum punctatum") ...

 

 

Até breve!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
24
Mai19

Águas Frias (Chaves) - ... mais alguns "pingos" de Águas Frias ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cereja (colorido, belo e saboroso fruto) ...

... cereja (colorido, belo e saboroso fruto) ...

Nota: para saber se no interior, o fruto tem "bicho", siga as seguintes instruções:

1.º observe a cereja, em toda a volta, e se não tiver nenhum "buraquinho", pode comer, pois o "bicho" não entrou ...

2.º  Depois de observar atentamente o fruto, chegar à conclusão que tem um pequeno "furinho". Tem sorte, e pode comer à vontade, pois o "bicho" já saíu.

Bom apetite !!!!

 

Águas Frias (Chaves) - ... à volta da Igreja matriz ...

... à volta da Igreja matriz ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... casal de aves (Verdilhão _ Carduelis chloris) ...

... casal de aves (Verdilhão _ Carduelis chloris) ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa na Aldeia ...

... uma casa na Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... pormenor da paisagem desde a torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

... pormenor da paisagem desde a torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... pormenor de um altar lateral e a imagem de S.José e o Menino Jesus ...

... pormenor de um altar lateral e a imagem de S.José e o Menino Jesus ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... flor campestre ...

... flor campestre ("Hiypericum punctatum") ...

 

 

Até breve!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
18
Mai19

Águas Frias (Chaves) - ...18 de maio - Dia Internacional dos Museus ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

 

18 de maio

Dia Internacional dos Museus

Águas Frias (Chaves) - ... castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

... castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

 

 

 

O Dia Internacional dos Museus é celebrado anualmente a 18 de maio.

A celebração da data é feita desde o dia 18 de maio de 1977, por proposta do ICOM – Conselho Internacional de Museus (organismo da UNESCO).

Neste dia vários museus têm entrada gratuita, sendo possível visitar as suas exposições e obras, assim como participar nas iniciativas preparadas para comemorar o Dia Internacional dos Museus. O horário de funcionamento dos museus é alargado com o objetivo de mais pessoas poderem visitar os espaços museológicos do país.

Cerca de 70 museus de Portugal participam neste dia com cerca de 400 atividades muito variadas.

As iniciativas do Dia Internacional dos Museus em Portugal são divulgadas por volta deste dia no site Património Cultural.

 

Tema

Todos os anos é escolhido um tema central para comemorar o Dia Internacional dos Museus:

  • 2017 - "Museus e histórias contestadas: Dizendo o indizível nos museus";
  • 2016 - "Museus e paisagens culturais";
  • 2015 - "Museus para uma sociedade sustentável";
  • 2014 - "Museus: as coleções criam conexões";
  • 2013 - "Museus (Memória +Criatividade)= Mudança Social".

in: https://www.calendarr.com/portugal/dia-internacional-dos-museus/

 

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... tratando da horta ...

... tratando da horta ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... altar lateral do Sagrado Coração de Jesus na Igreja Matriz ...

... altar lateral do Sagrado Coração de Jesus na Igreja Matriz ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... os tanque e a fonte de Cimo de Vila ...

... os tanque e a fonte de Cimo de Vila ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... borboleta ...

... borboleta (embora de vida curta, é extraordinária a sua beleza ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ...casas na Aldeia, na Rua 1º de maio ...

...casas na Aldeia, na Rua 1º de maio ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... papoilas no campo ...

... papoilas no campo ...

 

 

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
15
Fev19

Águas Frias (Chaves) - ...15 de fevereiro - O Dia Internacional da Criança com Cancro ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

...15 de fevereiro

O Dia Internacional da Criança com Cancro ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... Aldeia em destaque ...

... Aldeia em destaque ...

 

 

Esta data mundial visa ajudar todas as crianças vítimas de cancro a conseguirem acesso a melhores tratamentos e medicamentos e ao mesmo tempo ajudar as famílias e os amigos das crianças vítimas da doença.

Todos os anos são diagnosticados em Portugal 350 novos casos de cancro em crianças. Os especialistas defendem que o diagnóstico precoce é fundamental, permitindo salvar 8 em cada 10 crianças.

Os tipos de cancros mais frequentes nas crianças são as leucemias (glóbulos brancos), tumores do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático).

Cancro Infantil em Portugal

Portugal é o segundo país europeu, e o terceiro no mundo, com mais dadores de medula óssea por milhão de habitantes.

Sinais a ter em conta na deteção precoce do cancro infantil

  • manchas brancas nos olhos
  • estrabismo súbito
  • cegueira
  • febre inexplicável prolongada
  • perda súbita de peso
  • palidez
  • fadiga
  • sangramento fácil
  • ossos doridos
  • dores inexplicáveis nas articulações e costas
  • fraturas fáceis
  • mudança ou deterioração da caminhada equilíbrio ou no discurso
  • inchaço na região da cabeça

Todos os anos são diagnosticados 13000 novos casos de cancro infantil (até aos 19 anos de idade) na Europa.

A taxa de cura ronda os 75%, mas o cancro continua a ser a principal causa de morte nas crianças após 1 ano de vida (3000 crianças por ano) na Europa. A maior taxa de incidência de cancro pediátrico regista-se na faixa entre os 2 e os 4 anos.

In: https://www.calendarr.com/portugal/dia-internacional-da-crianca-com-cancro/

 

Águas Frias (Chaves) - ... a árvore ao fim de tarde ...

... a árvore ao fim de tarde ...

 

Águas Frias (Chaves) - ...altar mor da igreja matriz da Aldeia ...

...altar-mor da igreja matriz da Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista da Aldeia ...

... vista da Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... cozinha transmontana ...

... cozinha tradicional transmontana ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... "vende-se" e o burro ...

... "vende-se" e o burro ...

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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