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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

30
Jan26

"O Cavalo e a Vaquinha" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"O Cavalo e a Vaquinha"

Mário Silva

30Jan DSC09399_ms.jpg

Esta é uma imagem que celebra a serenidade do quotidiano agrícola em Trás-os-Montes, captando a dignidade dos animais que, durante séculos, foram os braços e o sustento das gentes da terra.

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A fotografia de Mário Silva, intitulada "O Cavalo e a Vaquinha", apresenta uma cena bucólica captada numa pastagem em Trás-os-Montes.

No plano médio, um cavalo de pelagem castanha robusta e uma vaca malhada de preto e branco (tipo frísia) partilham o mesmo espaço em perfeita harmonia.

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A luz de fim de tarde banha o cenário com tons dourados, acentuando a vegetação rasteira e a silhueta das árvores despidas ao fundo, características do inverno transmontano.

A composição é equilibrada, com os animais posicionados de forma a sugerir uma coexistência pacífica e uma rotina de liberdade no campo.

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Pilares de Vida e Trabalho Transmontano

O título da obra, "O Cavalo e a Vaquinha", possui uma simplicidade quase terna que esconde a enorme importância histórica e económica que estes animais representam para a vida rural em Portugal, especialmente na região de Trás-os-Montes.

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O Cavalo: A Força e a Mobilidade

Historicamente, o cavalo não era apenas um meio de transporte; era o parceiro indispensável na lida do campo.

Nas terras altas e de difícil acesso, o cavalo (ou o macho e a mula) permitia:

O Transporte de Cargas: Desde o transporte de cereais até à lenha para aquecer os lares durante os invernos rigorosos.

A Mobilidade Humana: Antes da chegada dos veículos a motor, era no dorso destes animais que se percorriam as distâncias entre aldeias e mercados.

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A Vaca: A Nutriz da Família

A "vaquinha" mencionada no título simboliza o coração da economia doméstica.

Em Trás-os-Montes, a posse de uma vaca era, muitas vezes, a diferença entre a fartura e a carência.

O Trabalho de Tração: Embora a fotografia mostre uma vaca de aptidão leiteira, as raças autóctones (como a Barrosã ou a Mirandesa) eram utilizadas para lavrar a terra e puxar os carros de bois.

O Sustento: O leite, a manteiga e o queijo eram componentes vitais da dieta familiar, enquanto o vitelo representava uma reserva financeira para as despesas extraordinárias do ano.

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Uma Simbiose Ancestral

Relacionar o tema da fotografia com o seu título é reconhecer a humanização da paisagem.

Estes animais não são vistos pelos agricultores transmontanos apenas como "rebanho", mas como membros da unidade familiar, muitas vezes tratados com nomes próprios e um carinho visível.

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A imagem de Mário Silva imortaliza este equilíbrio.

No silêncio do pasto, o cavalo e a vaca representam a resiliência de um povo que, através da domesticação e do respeito pela natureza, moldou a identidade de uma região.

Eles são o símbolo vivo de um tempo onde o ritmo da vida era ditado pelo passo do animal e pelas estações do ano.

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Texto & Fotografia:©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Jan26

“A carroça ... em descanso ...” - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

“A carroça ... em descanso ...”

Mário Silva

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Esta fotografia de Mário Silva é um tributo visual à pacatez e à história do quotidiano agrícola em Trás-os-Montes.

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A fotografia “A carroça ... em descanso ...” retrata um exemplar típico das carroças de transporte rural, estacionada sob a proteção de um telheiro.

O enquadramento de Mário Silva destaca a estrutura híbrida do veículo: a madeira pintada de verde, já desgastada pelo tempo, e os braços de ferro oxidados que ostentam correntes e argolas prontas para a parelha.

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Ao fundo, uma parede de blocos de cimento serve de suporte a dois generosos cabos de cebolas que secam ao ar, um detalhe que reforça a autenticidade do cenário de subsistência.

O chão, forrado de palha e folhas secas, e a iluminação que entra lateralmente, criam uma composição onde a textura é protagonista.

A vinheta escura em redor da imagem confere-lhe uma aura de recordação, como se estivéssemos a espreitar através de uma janela para o passado.

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O Silêncio da Carroça – O Repouso de uma Vida de Trabalho

O título escolhido pelo fotógrafo, com as suas reticências sugestivas, convida-nos a refletir sobre o conceito de “descanso” no contexto do Portugal profundo.

Em Trás-os-Montes, uma carroça nunca está apenas parada; ela está a recuperar fôlego entre colheitas ou a aguardar que a próxima estação lhe devolva a utilidade.

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O Elo entre o Homem e a Terra

Relacionar o tema da carroça com o título é falar da transição do labor para o repouso.

Durante décadas, estas carroças foram o prolongamento dos braços do agricultor.

Transportaram o estrume para fertilizar, a lenha para aquecer o inverno e o pão em forma de cereal.

Ver a "carroça em descanso" é ver o próprio ciclo da vida agrícola:

A Resistência: O ferro enferrujado e a madeira nua são as rugas deste objeto que, tal como quem o conduz, envelhece com dignidade.

A Abundância: As cebolas penduradas ao fundo não são apenas decoração; são o resultado direto do trabalho que este veículo ajudou a realizar.

São o prémio do suor armazenado.

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O Descanso como Memória

Num mundo cada vez mais mecanizado, o "descanso" desta carroça ganha um novo significado.

Muitas vezes, este repouso já não é temporário, mas sim definitivo.

O título de Mário Silva toca na melancolia de uma era que se desvanece.

A carroça repousa sobre a palha, protegida da chuva, como um veterano de guerra que agora assiste à passagem do tempo num canto sossegado do pátio.

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Um Silêncio Eloquente

Esta imagem não é sobre o vazio, mas sobre o que está cheio de história.

O "descanso" da carroça é um silêncio eloquente que nos fala de um tempo em que o ritmo da vida era ditado pela natureza e pela força animal.

É uma homenagem à resiliência transmontana, captada num momento de merecida quietude.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
13
Out25

"Natureza morta - Outono"


Mário Silva Mário Silva

"Natureza morta - Outono"

13Out DSC00108_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Natureza morta - Outono", é uma composição rica em texturas e cores que celebra a abundância do final do ano agrícola.

A imagem, capturada de perto, exibe vários elementos rústicos e frutos da época sobre uma superfície de madeira.

Em destaque, cachos de uvas, tanto brancas (amareladas e douradas) quanto pretas (azul-escuras), dominam o fundo.

Em primeiro plano, dois figos — um verde-claro e um roxo-avermelhado — juntam-se à composição.

O elemento central e inesperado é uma ferradura de ferro antiga e enferrujada, colocada no meio, ligando o ambiente rural à simbologia da sorte e do trabalho no campo.

O contraste entre o doce dos frutos e o rústico do ferro e da madeira define a atmosfera outonal.

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Frutos de Ouro e Púrpura: A Celebração dos Frutos Outonais em Portugal

O outono em Portugal não é apenas a estação das folhas douradas; é, acima de tudo, a época da abundância e do fecho de um ciclo de trabalho.

É o tempo em que a terra generosa oferece os seus frutos mais ricos e saborosos, tornando-se uma verdadeira festa para os sentidos.

A fotografia de Mário Silva, com a sua natureza morta, é um retrato fiel desta transição, onde os frutos outonais assumem o papel principal.

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As Uvas: A Coroa da Vindima

As uvas são, inegavelmente, o símbolo máximo do outono e do fim da vindima.

Sejam elas brancas, que se transformam em vinhos frescos e dourados, ou pretas, que dão origem aos tintos encorpados, as uvas são a recompensa do trabalho árduo.

O seu sabor, que varia do doce e melado ao levemente ácido, anuncia a transformação em vinho, a bebida que une as gentes transmontanas e portuguesas em todas as celebrações.

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Os Figos: Doçura e Tradição

O figo, com a sua pele delicada e polpa doce, é outro fruto emblemático do outono.

Em muitas regiões, como o Algarve e o Alentejo, a sua colheita marca o final do verão.

Consumido fresco, seco ou em doces, o figo faz parte da dieta tradicional e é frequentemente associado à fartura e à memória da infância.

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Um Banquete de Sabor e História

Para além das uvas e dos figos, o outono traz um leque de outros frutos e sabores que definem a estação:

Castanhas: Talvez o fruto outonal mais icónico, celebradas no Dia de São Martinho, onde são assadas no fogo e comidas com água-pé ou jeropiga.

Nozes e Amêndoas: Ricas em energia, estas oleaginosas são usadas em inúmeras sobremesas tradicionais e servem como reservas nutritivas para o inverno.

Dióspiros e Romãs: Com as suas cores quentes e formas exóticas, estes frutos dão um toque final à paleta da estação.

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A natureza morta de Mário Silva capta a essência desta época: o contraste entre a doçura da vida e a aspereza do trabalho no campo (simbolizada pela ferradura rústica), e a promessa de fartura antes da chegada do frio.

É uma celebração do que a terra nos oferece e um relembrar do valor dos ciclos da natureza.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Mai25

"Lavrar no fértil vale de Chaves (Portugal)”


Mário Silva Mário Silva

"Lavrar no fértil vale de Chaves (Portugal)”

26Mai DSC06512_ms

A fotografia de Mário Silva captura um momento de trabalho agrícola no fértil vale de Chaves, em Portugal, mostrando um trator lavrando a terra no meio de uma paisagem rural.

A imagem reflete a essência da atividade agrícola, uma prática fundamental para a região de Trás-os-Montes e para o país

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A agricultura sempre foi um pilar essencial para a economia e a cultura de Portugal, especialmente em regiões como Trás-os-Montes, onde o vale de Chaves se destaca pela sua fertilidade.

A fotografia de Mário Silva, que retrata um trator lavrando a terra, simboliza o trabalho árduo dos agricultores e a ligação profunda entre o povo e a terra.

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Trás-os-Montes é uma região marcada por um relevo acidentado e um clima continental, com invernos rigorosos e verões quentes.

Apesar dos desafios, a agricultura é a espinha dorsal da economia local.

Culturas como a batata, o milho, a castanha e a vinha são predominantes, enquanto a criação de gado, especialmente ovino e bovino, também desempenha um papel crucial.

O vale de Chaves, conhecido pela sua fertilidade, é um exemplo de como a terra pode ser generosa quando bem trabalhada.

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Os produtos agrícolas de Trás-os-Montes não apenas sustentam as comunidades locais, mas também têm reconhecimento nacional e internacional.

O azeite transmontano, por exemplo, é valorizado pela sua qualidade, e a castanha é um símbolo da região.

Além disso, a agricultura familiar, predominante na região, preserva tradições e saberes passados de geração em geração, mantendo viva a identidade cultural do povo transmontano.

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A nível nacional, a agricultura portuguesa é vital para a segurança alimentar e para a economia.

Portugal é conhecido por produtos como o vinho, o azeite e os lacticínios, que têm uma forte presença nos mercados internacionais.

Regiões como Trás-os-Montes contribuem para essa reputação, fornecendo matérias-primas de alta qualidade.

Além disso, a agricultura desempenha um papel importante na fixação das populações rurais, combatendo o despovoamento do interior, um problema crescente no país.

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A atividade agrícola também é essencial para a sustentabilidade ambiental.

Práticas tradicionais, como as que vemos na fotografia de Mário Silva, muitas vezes promovem a conservação do solo e o uso responsável dos recursos naturais.

Em Trás-os-Montes, os agricultores frequentemente utilizam métodos que respeitam os ciclos da natureza, contribuindo para a preservação da biodiversidade.

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Apesar da sua importância, a agricultura em Trás-os-Montes enfrenta desafios, como o envelhecimento da população rural, a falta de mão de obra e os impactos das mudanças climáticas.

No entanto, há oportunidades para o futuro.

A modernização agrícola, o investimento em tecnologias sustentáveis e a valorização dos produtos locais podem revitalizar o setor.

Iniciativas como o turismo rural e a certificação de produtos com denominação de origem protegida também ajudam a promover a região e os seus produtos.

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Em conclusão, a agricultura, como retratada na fotografia de Mário Silva, é mais do que uma atividade económica em Trás-os-Montes e em Portugal – é um modo de vida, uma ligação à terra e às tradições.

Para as gentes de Trás-os-Montes, ela representa resiliência e identidade; para Portugal, é uma fonte de riqueza cultural e económica.

Valorizar e apoiar os agricultores é essencial para garantir que esta atividade continue a florescer, sustentando não apenas o vale de Chaves, mas todo o país.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Nov24

"Os diospiros biológicos da Aldeia" - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Os diospiros biológicos da Aldeia"

Águas Frias - Chaves - Portugal

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A fotografia de Mário Silva apresenta um close-up vibrante de um conjunto de dióspiros biológicos, frutos de uma colheita recente.

A imagem captura a cor intensa e a textura aveludada da casca dos dióspiros, contrastando com o fundo escuro que os destaca.

A luz incide sobre os frutos, realçando as suas formas arredondadas e perfeitas.

As folhas secas e os caules ainda presentes nos frutos sugerem uma colheita recente e um produto fresco e autêntico.

A assinatura do fotógrafo, "Mário Silva", adiciona um toque pessoal à imagem e atesta a sua autoria.

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A composição da fotografia é simples e eficaz.

O foco nos dióspiros cria um impacto visual forte e imediato.

A luz natural e as sombras suaves conferem à imagem uma atmosfera acolhedora e convidativa, despertando o apetite do observador.

A textura da casca dos frutos é capturada com grande detalhe, convidando ao toque.

A fotografia vai além da mera representação estética, funcionando como um documento visual da produção agrícola local.

Ela captura a identidade da região de Águas Frias, Chaves, e valoriza a produção biológica de alimentos.

A imagem evoca a tradição agrícola e a ligação da comunidade com a terra.

O dióspiro, além de ser um fruto delicioso, possui um alto valor nutricional.

É rico em antioxidantes, vitamina A e C, potássio e fibras.

Estes nutrientes contribuem para a saúde cardiovascular, fortalecem o sistema imunológico e auxiliam na digestão.

A produção biológica garante que os dióspiros sejam cultivados sem o uso de pesticidas e fertilizantes químicos, tornando-os uma opção mais saudável e sustentável.

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A fotografia pode ser interpretada como um símbolo da riqueza natural da região e da importância da agricultura sustentável.

Os dióspiros representam a abundância da terra e o trabalho árduo dos agricultores.

A imagem pode ser utilizada para promover a agricultura local, o consumo de produtos biológicos e a preservação do meio ambiente.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva é uma obra de arte que transcende a simples representação de um objeto.

Ela captura a essência da produção agrícola local, celebra a beleza da natureza e destaca a importância da alimentação saudável.

A imagem é um convite à reflexão sobre a nossa relação com a comida e com o meio ambiente.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Nov24

"Edifício da Junta de Freguesia de Águas Frias (aldeias: Águas Frias, Assureiras, Casas de Monforte, Sobreira, Avelelas)"


Mário Silva Mário Silva

"Edifício da Junta de Freguesia de Águas Frias

(aldeias: Águas Frias, Assureiras,

Casas de Monforte, Sobreira, Avelelas)"

05Nov DSC05759_ms

A fotografia de Mário Silva que retrata o "Edifício da Junta de Freguesia de Águas Frias" é uma imagem que carrega múltiplos significados.

Ela vai além de apenas documentar uma construção administrativa, capturando a essência de uma paisagem e de um conjunto de aldeias transmontanas que têm uma profunda conexão com o território, a natureza e a atividade agrícola.

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A imagem mostra o edifício da Junta de Freguesia de Águas Frias, localizado no concelho de Chaves, em Trás-os-Montes, Portugal.

O prédio parece destacar-se pela sua simplicidade arquitetónica, alinhada com a estética rural típica da região, com linhas retas, materiais rústicos e uma paleta de cores neutras que se misturam com a envolvente.

À volta do edifício, a paisagem revela-se em tons de verde e dourado, sugerindo campos agrícolas e vegetação autóctone.

Há uma suavidade na luz que parece realçar o caráter natural do ambiente e transmitir a tranquilidade dessas aldeias.

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A simplicidade do edifício capturado por Mário Silva não é apenas uma característica estética, mas um reflexo da identidade local.

O prédio da Junta de Freguesia não se apresenta com a monumentalidade típica de edifícios públicos de grandes cidades, mas sim com uma humildade que dialoga diretamente com o quotidiano dos moradores das aldeias de Águas Frias, Assureiras, Casas de Monforte, Sobreira e Avelelas.

Este caráter modesto pode ser interpretado como uma expressão do valor que a comunidade local dá à funcionalidade e à praticidade em detrimento de ostentações arquitetónicas.

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A fotografia também destaca a beleza natural envolvente.

O facto de o edifício estar inserido numa paisagem marcada por campos e vegetação reforça o papel central que a natureza desempenha na vida destas comunidades.

A zona de Trás-os-Montes, onde se situam estas aldeias, é conhecida pela sua ruralidade, e a paisagem que Mário Silva retrata transmite essa ideia de harmonia entre as construções humanas e o ambiente natural.

As cores terrosas e o céu, muitas vezes envoltos em neblina devido à altitude da região, compõem um cenário que sublinha a riqueza e tranquilidade do espaço rural.

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Além do aspeto estético, a fotografia remete ao contexto agrícola que define a economia e a forma de vida destas aldeias.

O ambiente retratado sugere campos agrícolas, que são a principal fonte de sustento para as comunidades de Águas Frias e arredores.

A terra transmontana, com a sua geografia acidentada e clima rigoroso, impõe desafios que fazem com que os habitantes desenvolvam uma profunda relação com o solo e os recursos naturais.

Mário Silva consegue captar essa simbiose entre a vida humana e a terra, onde o ritmo das estações e as práticas agrícolas tradicionais definem o dia a dia.

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A fotografia, ao focar um edifício administrativo simples, também aponta para a importância de valorizar o património rural.

Estas aldeias, com o passar do tempo, enfrentam desafios como o envelhecimento da população e a emigração, mas a manutenção de estruturas como a Junta de Freguesia simboliza a resistência e a preservação da identidade local.

O edifício, mais do que uma mera construção, é um ponto de convergência para os habitantes, sendo um símbolo de coesão social.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva não só documenta um espaço físico, mas captura a alma de um conjunto de aldeias que vivem em sintonia com o meio natural e as tradições agrícolas.

A imagem comunica uma beleza serena e nostálgica, ao mesmo tempo que nos faz refletir sobre a importância de preservar estas pequenas comunidades, que carregam consigo um conhecimento profundo da terra e uma maneira de viver que, para muitos, está a desaparecer.

Ao trazer esta paisagem e esta arquitetura modesta para o primeiro plano, Mário Silva convida-nos a apreciar a riqueza cultural e ambiental de Águas Frias e suas aldeias vizinhas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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