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MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

19
Dez15

Águas Frias (Chaves) - ...o outono a acabar e já o Natal a espreitar ....


Mário Silva Mário Silva

 

 

O Outono está a findar ...

... o Inverno está quase à porta ...

... e já se pensa no Natal ...

... ele já se sente no ar ...

... espero que o seu espírito também esteja no ar ..

... mas até lá deixo alguns registos captados ao longo de vários anos em tempo de Advento...

... recordemos e demos largas à nossa imaginação ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a névoa ... a árvore ... a "fonte" ...- dez 12

     ... a névoa ... a árvore ... a "fonte" ...- dez 2012     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista dos campos em dia enevoado ... o outono está a acabar ... -  Dez 10

     ... vista dos campos em dia enevoado ... o outono está a acabar ... - Dez 2010     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... chaminé fumegando ... a lareira já está acesa ... - dez 12

      ... chaminé fumegando ... a lareira já está acesa ... - dez 2012     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a água escorre pelos campos alagados ... - dez 14

     ... a água escorre pelos campos alagados ... - dez 2014     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ...vista da aldeia em dia com o sol envergonhado ... - dez 14

     ...vista da aldeia em dia com o sol envergonhado ... - dez 2014     

 

Águas Frias (Chaves) - ... pôr dosol entre as árvores ... - dez 11

     ... pôr do sol entre as árvores ... - dez 2011     

 

 

 

Até breve !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
12
Dez15

Águas Frias (Chaves) - ... começou dezembro ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

Começou dezembro ...

... o frio aperta ...

.... as chuvas teimam em não aparecer ...

... já se vai pensando na época natalícia ...

... e as couves estão a ficar prontas ...

... a batatas já estão na adega ...

... é preciso pensar já no bacalhau e no polvo ...

 

Até lá, vou deixando alguns registos captados nos meses de dezembro ...

 

... aqueles que estão longe, como eu, vamo-nos recordando da Aldeia .............

 

 

Águas Frias (Chaves) - ...o pote à lareira ... -  dez 12

      ...o pote à lareira ... - dez 2012     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o campo verde com a Aldeia e o Castelo ao fundo ... - dez 10

     ... o campo verde com a Aldeia e o Castelo ao fundo ... - dez 2010     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... na rua Central ... - dez 14

     ... na rua Central ... - dez 2014     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a Aldeia por entre as árvores despidas ... - dez 12

     ... a Aldeia por entre as árvores despidas ... - dez 2012     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cogumelos ... -  dez 11

     ... cogumelos ... - dez 2011     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a lua entre as árvores ... - dez 14

     ... a lua entre as árvores ... - dez 2014     

 

 

 

 

Até breve ...........

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
05
Dez15

Aguas Frias (Chaves) - Ainda alguns registos captados nos meses de novembro ...embora já estejemos em dezembro ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

 Novembro em dezembro

 Embora estejemos já em dezembro, fui ao baú e retirei registos captados em novembro ao longo de vários anos.

São esses registos que hoje partilho convosco.

 

Águas Frias (Chaves) - ... junta de freguesia no outono - nov 2015

     ... edifício da junta de freguesia envolto no espírito do outono - nov 2015    

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cogumelo ... - nov 2015

     ... lindo cogumelo ... - nov 2015    

 

Águas Frias (Chaves) - ... paisagem outonal com a névoa sobre o vale ... - nov 2011

      ... paisagem outonal com a névoa sobre o vale ... - nov 2011    

 

Águas Frias (Chaves) - ... caminho em tempo de outono - nov 2011

      ... caminho em tempo de outono - nov 2011    

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cavalo ao sol outonal ... - nov 2007

     ... cavalo ao sol outonal ... - nov 2007     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... varanda engalanada com folhagem outonal - nov 2007

     ... varanda engalanada com folhagem outonal - nov 2007     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... chaminé e o deu cata-vento - nov 2007

     ... chaminé e o seu cata-vento - nov 2007     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cogumelos ... - nov 2009

     ... cogumelos ... - nov 2009     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ...A Aldeia vista do Castelo de Monforte de Rio Livre - nov 2009

     ...A Aldeia vista do Castelo de Monforte de Rio Livre - nov 2009     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... Castelo de Monforte de Rio Livre - nov 2009

     ... Castelo de Monforte de Rio Livre - nov 2009    

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... carvalhal ... nov 2009

      ... carvalhal ... nov 2009    

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... carroça em descanso ... . nov 2009

     ... carroça em descanso ... . nov 2009    

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... Igreja Matriz - nov 2010

     ... Igreja Matriz - nov 2010     

 

 

 

Até breve, agora com imagens de dezembro

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
16
Dez12

Águas Frias (Chaves) - ... a um "passo" da nossa "memória" ...


Mário Silva Mário Silva

 

O dia está chuvoso, o vento sopra, a temperatura embora não demasiadamente baixa, está desagradável...

Claro, ... estamos no fim do outono e o Inverno aproxima-se a passos largos ...

 

  ... a geada cobrindo as folhas caídas ...

 

Tal, como muitos de vós que aqui vêm, estou distante de Águas Frias, onde os rigores do tempo ainda mais se fazem sentir que do local em que estou.

 

De facto, estou junto à lareira, com os pés quentinhos, e ... recordando a "pequena mas bela Aldeia flaviense" - Águas Frias.

 

 

 Águas Frias - Vista parcial

 

Fui ao meu "baú" e retirei alguns registos que captei na última fugaz ida à Aldeia.

 

 O Castelo de Monforte do Rio Livre (monumento nacional) em tempo outonal

 

 

Aleatoriamente aqui deixo "pequenas gotas" destas Águas Frias. E, como uma imagem vale mais que mil palavras ...

 

 

  ... o rebanho atravessando a Aldeia ...

 

 ... a caminho de mais um dia de trabalho na lavoura ...

 

 

  ... e o sol outonal vai-se escondendo por TrásOsMontes ...

 

 

Até breve, com mais algumas "recordações" ... pois a imaginação não tem limites e dá-nos azo para "viajarmos" e "vivermos" em tempos e locais diferentes. Assim, Águas Frias estará, sempre, a um "passo" da nossa memória ...

 

 

 

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Mário Silva 📷
08
Dez12

Águas Frias (Chaves) - Alguns desabafos ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

Hoje já é o segundo feriado que coincide com um sábado. e por isso não o podemos disfrutar como tal e se ainda não bastasse, são os últimos que serão considerados "feriados".

O último foi o 1.º de Dezembro, dia da Restauração da independência.

Pensando bem até me parece justo que acabe ... pois de Independência quase nada temos.

 

... no jardim junto ao Castelo de Chaves ...

 

Agora não é com os nossos hermanos espanhóis mas com o poderio económico europeu e mundial que nos espreme com os seus impostos, deslocalização de empresas, nos "emprestam" dinheiro a custos de agiota, empobrecendo cada vez mais a cada dia que passa, atirando com multidões para a situação de desemprego, deixando que os jovens, sem alternativa neste nosso país, tenham que procurar em países mais desenvolvidos o que a sua pátria lhe nega.

 

 

.... o pastor e o seu rebanho ...
 

 

 

Peço desculpa por este desabafo ...

 

E a nossa Aldeia? .... como sobrevive a isto? .... Águas Frias, assim como a maioria das aldeias do interior, passa um pouco despercebido estes problemas, porque:

- jovens já são "raríssimos";

- os de "meia idade" que vão resistindo, continuam a trabalhar as suas terras, na agricultura de subsistência donde tiram "o pão nosso de cada dia";

 

  ... lavrando as suas terras ...

 

 

 

- "os mais idosos (a sua maioria) vive da sua "reformita" e dos produtos que a custo vão retirando da hortita;

- desemprego não há, porque também nunca houve emprego;

 

 

 

 ... estacando os feijões (ou serão tomates?) ...

 

- aqueles que trabalham, ora criando animais (cordeiros, ovelhas ou vacas) vêem o custo das rações a subir e o preço da carne que o intermediario lhes propõem na mesma ou até mais barato (têm que concorrer com os produtores estranjeiros que têm custo de produção mais baratos).

 

 

 ... o milho e o casario ...

 

 

Bom, ... a situação não é pior porque cada vez há menos Gente, que sempre foi trabalhadora e dedicada, basta vermos aqueles que emigraram e que a Vida mesmo com a agrura de se desenraízarem da sua terra natal, conseguem um nível de Vida condigno.

 

 ... campo de milho na Lampaça ...

 

 

 

Basta de lamúrias, que nunca levaram a lado nenhum e vamos vivendo "um dia de cada vez", esperando sempre que o Futuro nos possa fazer sorrir.

 

 

 

 ... mesmo por entre a cerrada folhagem dos castanheiros há sempre uma luz ao fundo ...

 

 

 Vamos Vivendo a Vida com o melhor sabor possível pois como diz o ditado popular: "...Para amarguras bastam as da Vida ..."

 

 

 

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Mário Silva 📷
24
Nov12

Águas Frias (Chaves) - O Outono na Natureza; o "Outono" da Vida; o "Outono" desta "Vida"


Mário Silva Mário Silva

 

O Outono (em diferentes perspetivas)

 

O Outono na Natureza

 

Já o referi aqui que em termos de beleza o Outono é a época do ano que mais me fascina. São os tons da folhagem que perdendo vitalidade se vai metamorfoseando dos verdes vivos aos tons verdes pálidos, amarelos, alaranjados, vermelhos e castanhos.

 

 

 É a Natureza a preparar-se para os tempos difíceis do Inverno que se aproxima. A natureza, ciclicamente, sabe escolher os momentos próprios para a sua sobrevivência.

 

 

 

Resguarda-se nos momentos mais adversos para mais tarde voltar em apogeu em toda a sua plenitude e pujança (Primavera).

 

 

O Outono da Vida

 

A Vida também tem o seu outono  ... a vitalidade vai, lentamente, perdendo o seu vigor da juventude ... vão caindo lentamente algumas qualidades, vão aparecendo ora aqui ora ali, umas dorzitas, algumas dificuldades, já não somos capazes de fazer o que em jovens conseguíamos ... mas isso não invalida que também tenha a sua beleza, saibamos nós aproveitá-la, com toda a experiência que fomos adquirindo ao longo dos anos passados.

Tal como a Natureza, temos que nos preparar para as dificuldades do “Inverno da Vida”.

 

 

 

Com isto, até parece que o outono da Vida é uma fatalidade negativa, mas não ... é o tempo de meditarmos no que “aprendemos”, fazer jus da nossa experiência, para que tornemos a nossa e da geração seguinte, numa Primavera mais “florida”.

Como se diz na tropa: “ a Experiência é um posto” é só sabe-la rentabilizar....

 

 

O Outono desta Vida ...

 

A vida também tem os seus ciclos, embora estes menos previsíveis ...

Ao falar do outono, vejo o tempo atual como esta estação do ano: a definhar ...

 

 

Os tempos nunca foram de fartura, principalmente em terras do interior, como é o caso de Águas Frias,  ... mas atualmente vejo um outono sombrio, carregado de “sombras”,  “nuvens negras”, “nevoeiro” (que encobre o “caminho”) ...

Vejo caira as folhas do emprego, vejo tal como as aves, o fugirem para outros cantos do mundo procurando o que aqui escasseia, vejo o esforço inglório de quem se esforça para contrariar as adversidades da Vida ...

 

 

 

 

 

É o Outono desta Vida atual  ... mas tal como a Natureza ... prevejo que a ele se segue o Inverno desta Vida, com tempos mais rigorosos e intempéries que possivelmente não podem ser amenizadas com “alguma lenha”, que os recursos económicos tendem, cada vez mais a escassear...

 

 

Não sei se estou a ser pessimista em demasia, mas avizinha-se um Inverno desta Vida muito difícil e rigoroso.

Mas neste ciclo desta Vida de hoje, nem sempre é como a Natureza (que se renova e floresce) ...

Este Outono já está a ser difícil ... mas como será o “Inverno? E quando chegará a “Primavera”?

 

 

Águas Frias há muito, muito, que se encontra neste Outono da Vida, e vai perdendo as suas “folhas” já envelhecidas, mas também há muito que não há “Primavera” e não desabrocham “folhas novas” ... e se não são os valentes resistentes já o “Inverno” teria chegado sem haver “Primavera”

 

 

 

 

 

 

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Mário Silva 📷
17
Nov12

Águas Frias (Chaves) - "Crescem que nem cogumelos" - níscarros ; tortulhos, rocas; pinheiras, carvalhas ...


Mário Silva Mário Silva

 


 

As primeiras chuvas já chegaram, o grau de humidade é elevado e alguns dias tem temperaturas amenas ...

São as condições ideais para a proliferação dos cogumelos.

Em Águas Frias, como em muitas regiões do interior, aproveitam-se estas condições para fazer a apanha de cogumelos silvestres que depois de devidamente selecionados, fazem um delicioso "petisco"., muito apreciado.

 

 

NOTA: As fotos deste "post" são meramente ilustrativas da beleza de algumas espécies de cogumelos,  não sabendo se alguma delas é ou não comestivel. CUIDADO !!!!

 

 

 

 

"Estes fungos são constituídos por filamentos tubulares, de tamanho microscópico, denominadas hifas, profusamente ramificadas e entrelaçadas para formar uma espécie de teia, conhecida por micélio. Em muitos casos o micélio diferencia-se formando um estroma.
Não contêm clorofila, substância verde que faz com que os vegetais superiores possam utilizar a energia solar para elaborar os nutrientes necessários.
Assim têm de desenvolver outro métodos de vida, actuando como parasitas de outros animais ou vegetais ou desenvolvendo-se sobre substâncias orgânicas em decomposição.
Desta forma, no que respeita à respiração, comportam-se como os animais isto é, absorvem oxigénio e libertam anidrido carbónico.

Os fungos reproduzem-se geralmente por esporos que são pequeníssimas estruturas (micros de diâmetro) produzidas em grandes quantidades.

 

 

 

 


Dentro dos fungos, designamos vulgarmente por "Cogumelos", aqueles que atingem tamanhos de razoáveis proporções, quer sejam espontâneos (Silvestres) quer de cultura.
Neste pequeno apontamento, apenas iremos ter em conta os "Cogumelos Silvestres" isto é, aqueles que espontaneamente surgem nos nossos bosques, lameiros, bordas de caminhos, etc., locais onde encontram as condições favoráveis para o seu desenvolvimento.
Quanto à sua utilização na alimentação, existem dentro nas inúmeras espécies de cogumelos, aqueles que podem ser ingeridos sem qualquer risco havendo outros que, se o forem, podem provocar graves problemas aos possíveis utilizadores, podendo mesmo levar à morte.

 

 

 


Há cogumelos que contêm substâncias que uma vez ingeridas causam uma intoxicação: micetismo, cujos sintomas podem variar ( vómitos, diarreia, alucinações, etc.). Podem levar à morte tudo depende da espécie e das quantidades ingeridas.

Muitas civilizações antigas recorriam a cogumelos alucinógenos na celebração das várias cerimónias religiosas onde desempenhavam um papel muito importante.
Quanto a regras empíricas para evitar cogumelos venenosos, deve dizer-se que não existe nenhuma com valor: só a observação cuidadosa , nem sempre fácil, pode levar a conclusões seguras.
Entre as espécies venenosas, a Amanita muscaria (conhecida por Frades de sapo ou Mata bois) é particularmente abundante nas nossas florestas sendo no entanto facilmente identificada pela cor vermelha forte do chapéu, pelas escamas brancas que o salpicam.
Apesar de venenosa é frequentemente utilizá-los na ilustração de livros infantis.

 

 


Para maior segurança será aconselhável excluir qualquer cogumelo do género Amanita.

Entre as espécies comestíveis mais frequentes nas nossas matas e mais apreciadas e utilizadas pelos residentes são. Amanita caesarea, Lepiota procera, Cantharellus cibarius, Craterellus cornucopioides, Tricholoma esquestre, T. terreum, Boletus scaber, Boletus edulis, Boletus granulatus, Fistulina hepática, Agaricus campestris, a arvensis, a silvatica, Rodopaxillus nudus, Lactarius deliciosus, etc.

 

 

 

No entanto, outras espécies que não eram utilizadas normalmente pelos residentes ou o eram muito eventualmente, passaram também a ser colhidas em virtude da sua aceitação pelo actual mercado.
A titulo de informação, podemos adiantar que o Thricholoma equestre e T. portentosum, conhecido vulgarmente por Miscaro, é um cogumelo que não tem muita aceitação nos mercados fora de Portugal.

Os Cogumelos Silvestres, encontram nos nossos bosques quer de folhosas quer de resinosas, condições óptimas para o seu desenvolvimento.
Até à poucos anos atrás (cerca de 2 décadas) podíamos observar, principalmente no Outono, uma grande variedade de espécies e em quantidades significativas nos nossos campos, bosques e bordaduras dos caminhos.

 

 


As populações residentes, sabendo do valor nutritivo dos cogumelos silvestres aliada a tradições culinárias, colhiam apenas algumas espécies e de uma forma regrada pelo que, no final da época restava sempre no terreno um número significativo de exemplares, suficientes para dar continuidade, no ano seguinte, ao repovoamento dos bosques e não só, de uma forma equilibrada.
No entanto, de um momento para o outro, surgiu uma enorme procura destes "Frutos dos Bosques" que aliado a altos preços pagos aos apanhadores, desencadeou inevitavelmente uma colheita desenfreada de Cogumelos Silvestres, tanto das espécies mais conhecidas nas várias zonas como de outras que, apesar de serem comestíveis, não eram normalmente utilizadas na alimentação.

 

 

 

Devido à alta cotação do cogumelo silvestre, é prática comum efectuar a colheita por arrancamento, pois desta forma, o cogumelo fica com muita terra agarrada, tornando-o mais pesado.
Assim, verifica-se que a colheita não é realiza de uma forma correcta pois, o cogumelo nunca deve ser arrancado mas sim, cortado rente ao chão para que, não se destrua a rede de "filamentos", rede de que os cogumelos emergem.

 

 


Por outro lado, sendo a apanha efectuada de uma forma muito intensa e minuciosa, a probabilidade de "escapar" aos apanhadores, um número suficiente de cogumelos que atinjam o estado adulto, para dessiminar os esporos necessários à propagação da espécie é escassa.
Os operadores da fileira por nós visitados e questionados sobre a questão da quantidade, reconhecem que, esta procura exacerbada de Cogumelos Silvestres pode pôr em risco, a curto prazo, a sobrevivência das diversas espécies principalmente das mais apreciadas (cotadas)."

In: http://www.drapc.min-agricultura.pt/base/documentos/cogumelos_silvestres.htm

 

 

 

Em Águas Frias colhem-se especialmente os:

 "Tortulhos" (nome porque são conhecidos fungos (cogumelos) que proliferam em algumas zonas de Portugal. Também incorrectamente designadas como "tartulhos", estes fungos fazem parte da dieta alimentar das regiões onde aparecem, embora deva haver o maior cuidado no seu consumo, pois diversas variantes são altamente tóxicas. A "amanita ponderosa" (terras arenosas onde haja sobreiros) e a "macrolepiota procera" ou frade ou roca (pinhais) constituem as principais variedades comestíveis.)

"Niscaros ou Míscaros" (cogumelo silvestre do grupo dos mutualistas(associação entre fungos e raiz de plantas), existem dois tipos: Miscaro amarelo ou Thicholoma flavovirens de nome científico e Miscaro cinzento ou Lactarius deliciosus de nome científico)

"As Rocas"

"As pinheiras"

"As castanheiras"

e muitas outras variedades que vou ouvindo falar, mas que não distingo: os comestíveis, dos tóxicos (venenosos).

 

 

Mas as pessoas que os colhem têm toda uma sabedoria que vem de geração em geração e, que eu tenha conhecimento nunca houve nesta Aldeia, qualquer caso de envenenamento (corrijam-me se não for verdade).

Uma coisa é certa, confio em quem os conhece e já os saboreei e posso afirmar que são deliciosos. Em nada se comparam com os cogumelos de produção intensiva ...

 

Bom apetite aos privilegiados que os podem saborear ... aos outros ... fiquem com as recordações ... ou com a vontade. ....

 

 

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Mário Silva 📷
10
Nov12

Águas Frias (Chaves) - Ainda o outono ...da Natureza e da Vida


Mário Silva Mário Silva

 

Cada época do ano tem a sua beleza.

Eu, partiicularmente, gosto desta época do ano.

Águas Frias, também ... pois delicia-nos com as suas cores quentes, ora de amarelos ou vermelhos vivos até às cores frias como os castanhos ou verdes escuros.

 

 

 

Águas Frias ... delicia-nos com as suas cores quentes, ora de amarelos ou vermelhos vivos

até às cores frias como os castanhos ou verdes escuros.

 

A Natureza começa, lentamente, a entristecer. parece que está a corresponder-se com os sentimentos dos Humanos que veem o futuro cada dia mais escuro. A agricultura, base da sobrevivência da maioria dos habitantes de Águas Frias, vê os seus bons produtos serem vendidos cada vez mais baratos:´são as uvas que a Cooperativa de Chaves não valoriza, é o centeio que depois das despezas pouco lucra, é o gado, que depois de pagas as forragens (cada vez mais caras) e o preço do animal sem aumento de preço ...

 

 

 O pastor e o Rebanho (ora ""claro, ora "escuro")

 

 

A Natureza entristece e o Povo também.

 

 

O que vai valendo é que os produtos, depois de arduamente tratados lá vão dando para o consumo de casa e a sopa é sempre substancial.

 

 

 

 Paisagem outonal com o nevoeiro ao fundo

 

A Natureza começa a ficar triste e esperam-se dias ainda mais tristes com o aproximar do frio, da geada, da chuva, do nevoeiro, da neve ... e o povo aquafrigidense, acompanha esse desalento vendo que também se aproximam tempos mais rigorosos e cada vez mais "invernosos".

 

 O "gravelho" demonstra, ainda, a confiança mas que,

infelizmente vai sendo substituido por "fechaduras"

 

O Povo de Águas Frias sempre foi uma Gente que soube lutar contra as adversidades (de Povo do Interior, eternamente voltado ao esquecimento) e certamente, lutando e tornando as dificuldades em "esperanças"...

 

 

 A Igreja matriz e o Castelo em tempo outonal ...

 

 

Por tudo isto, grande parte das Gentes foi procurar vida melhor noutras paragens, ... deixando com saudade a sua Terra Natal, ... e também por isso è de louvar àqueles que resistiram e lutaram (sempre com dificuldades) neste pequeno mas belo cantinho de Portugal. Bem hajam a esses meritórios resistentes, cada vez, em menor número, e cada vez mais no outono da Vida, .... mas VALENTES.

 

 

 

 Mesmo no "outono" há belezas que se revelam ...

 

 

 

 

 

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Mário Silva 📷
01
Nov12

Águas Frias (Chaves) - Hallwoeen; Todos Os Santos; Dia de Finados


Mário Silva Mário Silva

Nesta época do ano ocorrem três dias consecutivos "especiais":

* Dia de Halloween (Dia das Bruxas) - noite de 31 de outubro - muito celebrado nos países anglo-saxónicos e que gradualmente Portugal (principalmente as grandes urbes) vêm festejando, o que não é, ainda, o caso de Águas Frias.

 

* Dia de Todos os Santos - dia 01 de novembro - este ano o último em que é feriado e por esse facto além de se celebrar o dia respetivo também se aproveita para se fazer a romagem aos cemitérios relembrando os entes queridos que já partiram de junto de nós.

 

* Dia dos Fiéis Defuntos ou dia de Finados - dia 02 de novembro - este sim é que é o dia em que a Igreja Católica dedica a todos os faleceram, avivando-nos a memória daqueles que nos deixaram.

 

Assim, recolhi através da http://pt.wikipedia.org os seguintes registos sobre estes dias que podem ser aprofundados através dos links que vou deixando:

 

 

 Dia de Halloween (Dia das Bruxas)

  

Águas Frias (Chaves) - Noite das Bruxas

 

"O primeiro registos do termo "Halloween" é de cerca 1745. Derivou da contracção do termo escocês "Allhallow-even" (véspera de Todos os Santos) que era a noite das bruxas.

Posto que, entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome actual da festa: Hallow Evening → Hallowe'en → Halloween. Rapidamente se conclui que o termo "Dia das bruxas" não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.

Outra hipótese é que a Igreja Católica tenha tentado eliminar a festa pagã do Samhain instituindo restrições na véspera do Dia de Todos os Santos. Este dia seria conhecido nos países de língua inglesa como All Hallows' Eve.

Essa designação se perpetuou e a comemoração do halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses no século XIX, ficou assim conhecida como "dia das bruxas", uma lenda histórica."

 

Mais informações sobre este tema em http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_das_bruxas

 

 

 

 

 Dia de Todos os Santos

 

 

 

 Rosácea na igreja Matriz de Chaves

 

 

 

"A festa do dia de Todos os Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica celebra a Festum omnium sanctorum a 1 de novembro seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa. Na Igreja Luterana o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas batizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou. Em Portugal, neste dia, as crianças costumam andar de porta em porta a pedir bolinhos, frutos secos e romãs."

 

 

 

Mais informações sobre este tema em http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_de_Todos-os-Santos

 

 

 

 

 

 Dia dos Fiéis Defuntos (Dia de Finados)

 

 

 

 Águas Frias - Dia de Finados

 

 

 

 

"O Dia dos Fiéis Defuntos ou Dia de Finados, (conhecido ainda como Dia dos Mortos no México), é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de novembro.

 

Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, Santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos."

 

 

Mais informações sobre este tema em http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_dos_Fi%C3%A9is_Defuntos

 

 

 

 

 

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Mário Silva 📷
27
Out12

Águas Frias (Chaves) - Arranque da batata e plantação de couves


Mário Silva Mário Silva

 

Hoje trago aqui, duas actividades bem comuns em Águas Frias: o arranque da batata e a plantação das couves.

 

Arranque da Batata:

 

De guinchas na mão, lá se vai arrancando a batata da terrra ...

 

 

A batata é um produto agrícola que se produz com alguma abundância por estas terras. Nada do que era antigamente já que poucos restam que tratem das terras ...

 

 

 

É pena já que este tubérculo é de excelente qualidade e o seu sabor diferencia-se de forma muito significativa daquele que é vendido nas grandes superfícies e que é importado.

 

Principalmente as mulheres têm a tarefa árdua de apanhar as batatas arrancadas ...

 

Claro que esta atividade é custosa e já são poucos os braços para tratar dela. Talvez por isso se aproveita o mês de Agosto para fazer o arranque da batata, pois sempre vêm mais uns bracitos de fora ...

 

 

 

 O saboroso tubérculo espalhado, ainda pelo chão à espera de ser ensacado ...

 

O trabalho é penoso: tem-se que cavar com as guinchas e levantar a batata enterrada na terra; é preciso apanhá-la do solo (e as dores nas "costas" fazem-se sentir); escolher as que estão rachadas; colocál-as em sacos; carregá-los até à loja ...`´E trabalho DURO.

 

 

As férias são também para ajudar nos trabalhos que são necessários fazer ... mas no fim, o sabor da batata cozidinha compensa o esforço.

 

 

Plantação das couves:

 

Esta tarefa já se faz no mês de setembro ( tempo em que a aldeia se esvazia e poucos são os resistentes que teimam em ficar).

  

Cavan-se regos de forma a que mais tarde com a simples força da gravidade a água possa escorrer por eles e com essa força da natureza possam ser regadas.

 

 Cavando os regos ...

 

Depois, espaçadamente colocam-se pé a pé as couves que possivelmente foram compradas na quarta feira (dia de Ffeira em Chaves).

 

Cavando novos regos e plantando os pés de couve ... 

 

Agora é pegar novamente na enchada e cobrir a raíz, deixando os regos alinhados.

 

 E a labuta continua ...

 

Ainda é preciso dar-lhes a sua primeira (de muitas) regas.

 

 Cobrindo os pés de couve ....

 

Agora é preciso, esperar que o tempo seja de feição para que se possam colher lá para o período do Natal.

 

 

 

 

 

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Mário Silva 📷
20
Out12

Águas Frias (Chaves) - outono


Mário Silva Mário Silva

 

 

Poema de Outono

 

 

 

Um raio de sol outonal

 

OUTONO...

Tão real! Existencial...

Caem as folhas, ficam os ramos

Doce/amargo sabor da vida

Identificado pelo paladar do homem

 

 

Cabaças "esperando" à varanda ...


 

 

 

OUTONO...

Suaves melodias! Notas caladas...

Presença que alenta a alma

Ausência que alerta o coração

Fim do caminho? Novas encruzilhadas...

 

 Ouriços crescendo escondendo as castanhas ....

 

 

OUTONO...

Inverno, primavera, verão

Apagam-se as luzes... Ciclos se completam

Nada se perde, tudo se ganha

Vivendo a magia de cada estação

 

Maria Aparecida Giacomini Dóro

 

http://pensador.uol.com.br/poema_de_outono/2/

 

 Cacho de uvas já bem amadurecido ....

 

 

 

 Águas Frias em tempo outonal ...

 

 

 

 

 

 

 

 

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Mário Silva 📷
13
Out12

Águas Frias (Chaves) - Outono/outubro


Mário Silva Mário Silva

 

 

Poema de Outubro

 

As suas cores cruas, sequiosas e ousadas,

dizem que são duras, de verdade capital,

mostram almas livres e belas, que voam,

para um abrigo cruel, esperado e respeitado.

 

Um raio de luz outinal ...

 

 

 

O seu comportamento é incerto, desperta

o pensamento incauto, que era passado,

exercita a natureza tola e impossibilitada,

trás fantasias densas em arrepios alados.

 

Cacho de uvas na cepa ...

 

 

Badala a ilusão doce e pura da hibernação,

sono leve, repousante e doentio. Edificado,

onde se recolhem os ousados sãos e impuros,

descansando da dor infernal…dos dias sujos.

 

Vindimando ...

 

 

Tudo permanece calmo, quente e desigual,

as sensações do oculto pelo sol queimadas,

não se separam numa paragem qualquer,

viajam no centro das descobertas toscas.

 

Frutos outonais ...

E a perpetuidade, que não é uma lenda,

é aparição impalpável de odor poético,

é a conjugação acrobática e imperfeita,

da existência inexplicável, com o meio.

 

 

 Carregando as uvas vindimadas

 

Daquela que brinca com o universo,

que se deita numa cama de estrelas e

tem as letras e o sol como almofada,

no sono, Vénus, nua, sentada em lua.

 

 O pipo em espera ....

 

 

A sede que a ele colam, é de existência

digna, irrequieta , que devorou a inépcia

da alma, que camuflou , mas não varreu

a incompreendida ética, de sonhador

imoral, que depois de morrer na sua

existência, na sua morte viverá.

 

Samuel Santos

 

In: http://samuca.bloguepessoal.com/445385/POEMA-DO-OUTUBRO/

 

 

 

 

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Mário Silva 📷
05
Out12

Águas Frias (Chaves) - uma noite de agosto ao som da concertina


Mário Silva Mário Silva

 

Era agosto ...

... as noites estavão agradáveis ...

... a juventude juntava-se ... no café Pires ...

 

 ... numa noite, foi a Gil que acompanhado da sua viola e a agradável voz, animou, quem se juntou a este espaço, que já se tornou, uma referência de encontro e até serve de sala de exposições com trabalhos a carvão com referências a Águas Frias (este ano teve como tema - os castanheiros) da autoria da aquafrigedense Ermelinda  Rodrigues Moser   ...

 

 

Pois se num dia  ... foi o som da viola..., no outro foi o som da concertina, brilhantemente executada por um jovem promissor que alegrou toda a "plateia" que enchia o café do Henrique e da Noémia.

 

 

 

 

 

Pois é ...

... agosto em Águas Frias é assim ...

... há exposição de artistas plásticos ...

... animação com viola ...

... animação com concertina ...

... ou simplesmente animação ...

 

 

E assim e muito mais em tempo de férias, em Águas Frias ......

 

 

 

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Mário Silva 📷
29
Set12

Águas Frias (Chaves) - Brasão da Freguesia


Mário Silva Mário Silva

 

 

BRASÃO, BANDEIRA E SELO

ÁGUAS FRIAS

 

Embora, com algum atraso, venho dar a conhecer que, através do Edital n.º 552/2012, do Diário da República, 2.ª série - n.º111 de 08 de junho de 2012, a freguesia de Águas Frias tem um brasão que a identifica oficialmente.

Assim vou transcrever o referido edital pois ele esclarece sobre os elementos do brasão, bandeira e selo:

 

 

"Romeu Alves Pires Medeiros Gomes, presidente da Junta de Freguesia de Águas Frias, concelho de Chaves.

Torna-se pública a ordenação heraldica do brasão, bandeira e selo da freguesia de Águas Frias, tendo em conta o parecer da Comissão Heráldica da Associação de Arqueólogos Portugueses de 25 de janeiro de 2010, que foi aprovada sob proposta da junta de freguesia na sessão de assembleia de freguesia, em 30 de junho de 2010.

 

Brasão - scudo de azul, movente da ponta e dos flancos monte de ouro, carregado de um ferro de enxada de negro e encimado por pano de muralha torreado, de prata, lavrado de negro e iluminado de vermelho; em chefe, duas chaves, uma de ouro e outra de prata, passadas em aspa, com os palhetões por cima. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «Águas Frias».

 

 

 

 

 

 

Bandeira -branca . Cordão e borlas de prata e azul. Haste e lança de ouro.

 

Selo - os mesmos termos da lei, com a legenda «Junta de Freguesia de Águas Frias».

 

30 de maio de 2012 - o Presidente, Romeu Alves Pires Mediros Gomes"

 

 

 

Fazendo eu uma interpretação aos motivos que compôem o brasão e Bandeira, embora não seja um tema que domine, talvez sejam:

O monte - a encosta do Brunheiro

O Castelo - sem dúvida o Castelo de Monforte do Rio Livre

A Enxada - a predominância da atividade agricola nesta freguesia

As Chaves - não sei se se referem à cidade de Chaves (concelho) ou uma referencia ao orago da Aldeia O S. Pedro e as suas Chaves do Céu e do Paraíso ??????

As três torres da coroa do mural são um indicativo heráldico de que se trata de uma Freguesia.

 

 

 

 

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Mário Silva 📷
22
Set12

Águas Frias (Chaves) - Ruas Floridas


Mário Silva Mário Silva

 

 

Estavamos no mês de agosto ...

 

... a aldeia de Águas Frias via a sua população triplicar, ... quadruplicar, .......

... os seus "filhos" e "amigos" voltavam a "casa" ...

... as ruas, cafés, casas, campos, enchiam-se de Gente ...

... havia juventude, crianças ...

... havia animação ...

 

Águas Frias sentia-se alegre com esta Gente que neste mês aproveitava para "matar saudades", confraternizar e/ou descansar num lugar sossegado e aprazível ...

 

 

 

E a Natureza, em Águas Frias, reconhecendo estas visitas, não se fez rogada e engalanou as suas ruas ... com flores.

 

 

 

 

Até a natureza, nesta terra, sabe receber quem a visita, dando o mais vistoso e agradável que possui ... o colorido e os aromas das suas flores.

 

 

 

... o conjunto entre a Natureza e as Gentes, tornou o mês de agosto um tempo especial, ...

 

 

 

Assim, deixo alguns "pingos" coloridos destas "Águas Frias"....

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora ...

 

Onde quer que estejam ...

 

... tenham uma Vida "Florida" ....

 

 

 

 

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Mário Silva 📷
24
Ago12

Águas Frias (Chaves) - Festa em honra de S. Pedro 2012 - Comissão de Festas


Mário Silva Mário Silva

 

 

Não poderia terminar a descrição das festas em honra de S. Pedro de Águas Frias, neste ano de 2012, sem ter um espaço especial, dedicado a quem as tornou possível.

 

 

Todos os elementos da Comissão de Festas 2012 (e todos os que com eles colaboraram), merecem os parabéns de todos, pois foi de uma organização e dedicação exemplares. Muitas vezes o seu trabalho fica na sombra pois não é diretamente visível, mas se nos questionarmos de como apareceram os cartazes, os arcos, a iluminação, os conjuntos, a banda, os foguetes, o fogo de artifício, o arranjo do recinto para o arraial, o serviço de bar, a organização dos andores e da procissão … e de como angariaram os fundos para tudo isso, desde os patrocinadores até à manda individual. Os contactos que tiveram de fazer para que cada coisa funcionasse e se articulasse para que tudo globalmente funcionasse e proporcionasse uns dias de animação e alegria.

Por falar de alegria, não posso deixar de referir que esta começava, precisamente pelos elementos da Comissão de Festa, pois embora carregados de trabalho e preocupações, eram os primeiros a manifestar a alegria e o prazer que lhes irradiava dos seus corações.

 

 

Foi vê-los em pleno arraial, dançarem e rindo atrás do balcão do bar e se havia um espaçozito de folga, ei-los que largavam o balcão e em “comboínho” ou em “roda” dando, em conjunto, largas ao seu entusiasmo e contagiando os restantes … foi bonito de se ver…

 

Até por isso estão de parabéns.

 

 

 

 

 

O meu obrigado, pela Festa que proporcionaram a Todos e…. espero que para o ano voltem a deslumbrar-nos com a sua dedicação, competência e prazer em dar prazer aos outros.

 

 

Aqui deixo os nomes destes valorosos elementos desta COMISSÃO DE FESTAS 2012:

A Nazaré … Júlia (esposa do Felisberto) … Júlia (esposa do Zé) … e a Cristiana

O Romeu … Bino … João …  Rogério … Pedro … Beto … Silvestre e o Toni.

 

Como na equipa que ganha não se mexe … até para o ano ….

 

As Festas de 2013 são já a seguir  ………………………..

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
21
Ago12

Águas Frias (Chaves) Festas em honra de S. Pedro - Arraial 2012


Mário Silva Mário Silva

 

 

Depois do almoço de festa, as Gentes de Águas Frias e forasteiros, prepararam-se para o bailarico ou simplesmente apreciar os conjuntos contratados pela Comissão de Festas.

 

Este ano o recinto para o arraial foi, pela primeira vez, o campo de jogos de Águas Frias. Assim, a Comissão teve maior liberdade para contratar conjuntos musicais que tivessem capacidade para montarem os seus enormes palcos e ainda houvesse espaço mais que suficiente se bailar.  

 

O primeiro conjunto, embora tivesse um pequeno percalço, não impediu a animação pois o som de uma concertina dava os primeiros acordes para a animação.

 

A tarde, nem muito quente nem muito fresca, propiciava à descontracção e os conjuntos “Nova Dimensão” e  “Impakto”, com as suas canções alegres e ritmadas em marchas populares e agora o ritmo da moda, o Kududu, faziam agitar as muitas pessoas que acorreram de forma muito significativa.

O facto do recinto do arraial ficar fora do centro da aldeia não foi obstáculo para que não ocorressem massivamente as Gentes aquafrigidenses e muita gente dos povoações vizinhas. Penso que a escolha do local do arraial foi uma aposta ganha pela empenhada Comissão de Festas.

 

 

 

 

Mas o interessava era a música que pelo seu ritmo impelia para um pezinho de dança desde os mais novos aos menos novos. Outros animadamente, somente batiam o pezinho e ficavam a saborear as músicas e observar as “coreografias” das dançarinas.

 

Todos, … mesmo todos … se sentiam libertos de preconceitos e mais “abertos” à animação.

 

Se a tarde foi animada, a noite não se ficou atrás e os conjuntos, de agradável sonoridade e algum profissionalismo, desde a iluminação e coreografias contagiantes, cumpriam a que se propunham – animar as Festas em honra de S. Pedro de Águas Frias.

 

E com esta animação, a festa ia decorrendo, até que pela 1 hora da manhã, teve lugar um espectacular fogo de artifício, que deixou todos de nariz para o ar, contemplando em êxtase os maravilhosos jogos de luz, soltado Ahh!!!, Ehhh!!! Uau!!!.  E quando os morteiros anunciaram o seu fim houve um colectivo bater de palmas reconhecendo a sua satisfação.

 

Mas se pensam que a festa acabava aqui, desenganem-se pois esta, a partir desta hora, teria uma “Nova Dimensão”, com música com ritmos mais adequados para os mais novos, que acompanharam até cerca das 3 horas da manhã.

 

Foi um dia em cheio …..

 

Estavam todos de parabéns ….

 

Até já, … com umas palavritas sobre os responsáveis pela Festa em honra de S. Pedro – A Comissão de Festas de 2012.

 

 

Mário Silva 📷
19
Ago12

Águas Frias (Chaves) - Festa de S. Pedro 2012 - Procissão


Mário Silva Mário Silva

 

05 de agosto de 2012 (manhã)

 
 
 
 
 

 

Pum … Pum … Truuum … Pum!!! … Puuuuuum!!! ….

Logo pela manhãzinha, os foguetes ribombam no ar … há Festa em Águas Frias.

A banda filarmónica de Outeiro Seco faz a sua arruada, entoando os acordes de marchas bem marcadas e sonoridades inconfundíveis que anunciam o início de mais um dia de festa.

Pouco faltam para as 11 horas e as ruas fervilham de gente que confinam no adro da igreja, esperando a celebração da eucaristia dominical em honra de S. Pedro.

O adro da igreja está engalanado com os vasos “roubados” na madrugada anterior (como manda a secular tradição) e os cinco andores que iriam formar a procissão que se seguiria à missa festiva, que foi brilhantemente acompanhada com o som da banda de Outeiro Seco e acompanhada pelos cânticos de todos os crentes.

A procissão começa a formar-se com a cruz à frente, ladeada pelos lampiões, seguidos pelos estandartes do Sagrado Coração de Jesus de 1989 e o de S. Pedro.

Seguem-se os andores: Sta Bárbara (corrijam-me se não for, já que sou pouco conhecedor); Sta Rita; Nossa Senhora das Dores (?); Nossa Senhora de Fátima e finalmente o andor de S. Pedro. Todos os andores estavam irrepreensivelmente decorados com lindas e frescas flores.             (Tenho, no entanto, ainda saudades das antigas e altas decorações com fitas e festões, mas compreendo a evolução dos gostos).

Aos andores, seguia o pároco e o “pregador” ladeados pelas acólitas.

Logo atrás, cadenciando o andamento, ia a Banda que com música solene deixava atrás todos os fiéis que seguiam fervorosamente a procissão.

 

 

 

 

(Para visualizar o vídeo carregue na cela verde >)

 

Chegados à Igreja matriz de Águas Frias de depois do pároco dar a bênção final, as gentes formavam grupos em animados cumprimentos e aproveitando para conversarem um pouco pois não é todos os dias que se reúne tanta gente num lugar só.

Águas Frias, agora tem Gente …. e muitos já não os vemos desde o ano que passou ….

 Lentamente os grupos vão dispersando, cada um rumando a suas casas onde os esperava o lauto repasto que a festa exige. O cordeiro, cabrito ou leitãozito já esperava bem doirados pelo calor do forno………

E depois de degustar as iguarias de Festa e dum tinto bem graduado … espera-se pelo arraial … para desfazer as “gorduritas” e dar tempo ao fígado destilar o tinto ….

 

Até ao arraial …..

Mário Silva 📷
16
Ago12

Águas Frias (Chaves) - Jogos tradicionais (Parte II) - 04 de agosto de 2012 (sábado de tarde)


Mário Silva Mário Silva

 

 

E... os Jogos tradicionais continuam nesta pequena mas bela aldeia transmontana - ÁGUAS FRIAS.

 

 

 

CORRIDA COM BALDE ENFIADO NA CABEÇA

 

Este jogo consiste em correr um percurso determinado, mas com um balde enfiado na cabeça, o que impede o participante de saber concretamente por onde vai …

Mas existem duas regras, uma que dificulta que consiste em dar umas voltas em redor de si mesmo já com o balde enfiado na cabeça, o que desorienta, mas existe outra regra em é permitido que o concorrente tenha um elemento que ao som da sua voz: “direita, esquerda, frente, atrás” tenta orientar pelo recinto da corrida.

Claro que há os que cumprem as diretrizes e chegam à meta sem grandes dificuldades, mas outros, desorientados “correm” em direções díspares e têm alguma dificuldade em encontrar o caminho mais propício, havendo quem até se tenha “enfiado” pela assistência a dentro …

 

 

 (Para visualizar o vídeo carregue na tecla verde >)

 

 

CORRIDA DE SACOS

 

Este já é um jogo tradicional secular, mas sempre interessante para quem participa como para quem assiste.

“Correr”, saltitando, com um saco de batatas enfiado nos pés até à cintura não é tarefa fácil e trambolhão está sempre eminente ….

 

 

 

 

“PÉTANQUE”

 

"Petanca (em francês: pétanque) é um jogo popular tipicamente provençal, embora também muito praticado noutras regiões da França e nalgumas zonas rurais espanholas, sobretudo na Catalunha. O jogo é originário de França, da região do Midi, onde goza de grande aceitação. O seu nome provém da expressão "pés juntos" (do occitano: pès, pés + tancar, fechar). Existe uma federação que regula as competições oficiais do jogo, considerado já um desporto.

Na prática, o jogo faz-se em zonas planas e arenosas. Consiste em lançar uma série de bolas metálicas com o intuito de aproximar-se o mais possível de uma pequena bola de madeira que foi lançada anteriormente por um jogador. As bolas usadas no jogo são metálicas (não devem conter chumbo nem areia no interior) com umas estrias. O diâmetro deve situar-se entre 7 e 8 cm, enquanto que o peso oscila entre os 625 e os 800 gramas. A bola pequena ou boliche (em francês: cochonnet) é de madeira e deve ter um diâmetro entre 2,5 e 3,5 cm.

Ao começar o jogo lança-se o boliche. Depois, cada jogador lança, à vez, três bolas na modalidade individual ou duas se se joga por equipas. Os lançamentos podem ser de três tipos: de aproximação ao boliche; de "tiro", para tentar afastar uma bola de um oponente, acertando-lhe; e de "empurrar", fazendo rodar a bola para aproximá-la mais um pouco ao boliche ou para afastar uma bola do outro jogador ou equipa. Cada bola que, uma vez concluída a partida, se encontre mais próxima do boliche que as dos adversários conta como um ponto. Ganha o jogador ou a equipa que chegue primeiro a marcar treze pontos."

 

In: http://pt.wikipedia.org/wiki/Petanca 

 

 

 

 

JOGO DA MALHA

 

Este é um jogo que tem vindo desde tempos remotos mas que ainda, de longe a longe, se vai jogando.

Os materiais são um meco (pedaço de um ramo ou pedra de forma cilíndrica) e as malhas (tal como antigamente, pedaços de pedra de forma achatada, que é cuidadosamente escolhida e até talhada com o auxílio de outra pedra).

Geralmente é jogada por pares e o objetivo é deitar abaixo o meco ou ficar o mais próximo dele. Se tombar o meco marca 4 pontos e a malha que ficar mais próximo acrescentará 2 pontos.

Ganha a equipa que chegar mais depressa aos 21 pontos “de cima”.

 

 

 

 

Já o sol atingia o ocaso quando se terminaram os últimos jogos, deixando para trás mais um dia de boa disposição, convívio, apreciando e participando em fraternidade neste dia “diferente”.

 

Águas Frias estava em festa, mas ainda assim, estava-se longe do fim … ainda faltava o dia “principal” – o domingo de Festa em honra do padroeiro – S. Pedro.

 

O dia chegou ao fim, assim como esta discrição mas brevemente trarei aqui alguns registos captados do domingo de FESTA.

 

 

Até já …

 

 

 

Mário Silva 📷

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