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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

07
Fev26

“As árvores nem sempre morrem de pé” - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

“As árvores nem sempre morrem de pé”

Mário Silva

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Esta fotografia de Mário Silva, é uma composição que convida à reflexão sobre a resiliência e a inevitabilidade do tempo.

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A imagem transporta-nos para um ambiente rural autêntico, numa aldeia transmontana.

Em primeiro plano, o elemento central é o tronco robusto e retorcido de uma árvore (com aspeto de ser uma figueira dada a sua estrutura e casca acinzentada) que, contrariando o adágio popular, tombou ou cresceu de forma quase horizontal.

O tronco atravessa a composição, cruzando um pequeno caminho de terra batida.

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Ao fundo, observamos habitações de traça tradicional.

Uma delas apresenta paredes de pedra nua e um telhado de quatro águas envelhecido, enquanto outra, mais ao lado, exibe paredes brancas.

O cenário é completado por um céu azul límpido e uma luz solar clara que realça as texturas da madeira seca e da vegetação rasteira que começa a cobrir o solo.

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A Dignidade na Queda – Quando a Natureza Escreve o seu Próprio Roteiro

O título desta obra de Mário Silva é uma subversão inteligente e poética do título da famosa peça de teatro de Alejandro Casona, "Los árboles mueren de pie" (As Árvores Morrem de Pé).

Se, na literatura, a expressão serve como metáfora para a dignidade e a força moral de quem se mantém firme até ao fim, a lente de Mário Silva propõe-nos uma realidade mais crua, mas não menos bela.

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O Mito vs. A Realidade

O provérbio sugere que a honra reside na verticalidade.

No entanto, na natureza — e na vida das aldeias do interior de Portugal — a sobrevivência exige, muitas vezes, a capacidade de se curvar, de cair e de continuar a existir noutra forma.

A árvore que vemos na fotografia não "desistiu"; ela adaptou-se à gravidade, ao vento ou ao peso dos anos.

Mesmo tombada, ela permanece ligada à terra, servindo de marco no caminho e de abrigo para a pequena fauna.

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Metáfora do Mundo Rural

Há uma analogia poderosa entre esta árvore e as próprias aldeias transmontanas que Mário Silva tão bem documenta.

Muitas destas localidades, fustigadas pela desertificação, parecem estar "caídas" aos olhos de quem as vê de fora.

Mas, tal como o tronco da foto, elas possuem uma estrutura que resiste.

As casas de pedra ao fundo, com os seus telhados musgosos, são testemunhas de gerações que souberam viver com o que a terra lhes dava.

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A Beleza da Imperfeição

A fotografia celebra a estética do que é torto e do que não segue a linha reta.

Num mundo que valoriza a perfeição geométrica e a juventude eterna, o registo desta árvore "que não morreu de pé" é um hino à autenticidade.

Ela conta uma história de invernos rigorosos e de verões tórridos.

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Ao captar este momento, o fotógrafo recorda-nos que não há vergonha na queda.

Existe, sim, uma forma profunda de dignidade em permanecer presente, em ocupar o espaço e em continuar a fazer parte da paisagem, mesmo quando o destino nos obriga a mudar de perspetiva.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Jan26

"Sol de inverno" Águas Frias, Chaves, Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Sol de inverno"

Águas Frias, Chaves, Portugal

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Esta fotografia de natureza captura a essência nostálgica e serena de uma tarde de inverno transmontano.

A imagem é dominada por uma forte contraluz solar, onde o sol, baixo no horizonte, rompe através da cortina de árvores despidas, criando um efeito de “starburst” (estrela de luz) e projetando reflexos circulares (lens flare) avermelhados e alaranjados sobre a cena.

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Em primeiro plano, o chão encontra-se coberto por um tapete de folhas secas de carvalho e castanheiro, em tons de castanho e ocre, testemunho do outono que passou.

No plano médio, a relva apresenta-se de um verde vibrante, revitalizada pelas humidades da estação, criando um belo contraste com os troncos escuros e verticais das árvores.

A luz dourada inunda o prado, aquecendo visualmente uma paisagem que, de outra forma, seria fria, evocando a paz dos campos de Chaves.

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O Ouro Tímido que Aquece a Alma

Quando o sol de janeiro nos lembra que a luz é mais preciosa quando é breve.

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Há uma qualidade diferente na luz do inverno.

Enquanto o sol de agosto se impõe com força, branqueando as cores e obrigando-nos a procurar a sombra, o "Sol de Inverno", tal como captado pela lente de Mário Silva, é um convite.

Ele não queima; ele afaga.

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Na fotografia, vemos o astro-rei a espreitar por entre os ramos nus das árvores de Águas Frias.

É um sol baixo, que caminha deitado no horizonte, criando sombras longas e transformando a humidade da terra em brilho.

Este é o sol que os transmontanos conhecem bem: aquele que aparece depois de dias de chuva ou nevoeiro cerrado, trazendo consigo uma promessa de renovação.

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A imagem encapsula o paradoxo desta estação em Portugal.

O ar pode estar gélido, obrigando a casacos grossos e cachecóis, mas a luz tem uma temperatura visual quente, quase melancólica.

O verde da relva, alimentado pelas chuvas, contrasta com as folhas secas que ainda teimam em cobrir o solo, num ciclo contínuo de vida e repouso.

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O "Sol de Inverno" é, acima de tudo, um bálsamo psicológico.

Nestes dias curtos, em que a noite chega cedo, cada raio de luz é aproveitado como um presente.

É a luz que nos chama para fora de casa, para caminhar pelos soutos e carvalhais, para sentir o cheiro da terra molhada e deixar que o rosto absorva aquele calor tímido.

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Mário Silva, ao registar este momento, congelou a esperança.

Mostra-nos que, mesmo quando as árvores estão despidas e a natureza parece dormir, há uma luz dourada que persiste, atravessando os obstáculos para tocar o chão.

É uma imagem que nos diz que o inverno não é apenas o fim de um ciclo, mas a preparação luminosa para a primavera que, inevitavelmente, há de vir.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Dez25

"Chuva, chuva, chuvinha ..."


Mário Silva Mário Silva

"Chuva, chuva, chuvinha ..."

27Dez Gemini_Generated_Image_8svu4j8svu4j8svu_ms.j

A fotografia de Mário Silva é um retrato intimista de um dia de chuva suave e persistente, traduzido no diminutivo afetuoso de "chuvinha".

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O Ambiente: A cena é dominada por uma atmosfera de serenidade e quietude, típica dos dias de precipitação leve no campo ou numa alameda de árvores.

O ar está denso e a luz é difusa e baixa, filtrada por um céu completamente cinzento.

As Texturas: O chão, escuro e encharcado, está saturado de água, revelando reflexos suaves e distorcidos das árvores circundantes.

As superfícies das pedras e dos troncos (que se apresentam despidos ou com folhagem escassa) estão lustrosas e escorregadias, evidenciando o percurso das gotas de água.

A Paleta Cromática: A paleta de cores é composta por tons húmidos e suaves: o castanho escuro e molhado da terra e da madeira, o verde-vivo do musgo que se destaca na humidade e os múltiplos tons de cinzento do céu e da bruma.

O Sentimento: A imagem transmite uma sensação de limpeza, renovação e melancolia pacífica, onde o mundo parou para beber a água que o sustenta.

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A Canção de Embalar da "Chuvinha" – O Poema Silencioso da Água

O título "Chuva, chuva, chuvinha ..." é mais do que uma observação meteorológica; é uma pequena canção de embalar que a natureza murmura ao mundo.

Não se trata da tempestade violenta, da fúria do céu que quebra os ramos, mas sim da persistência terna e vital da água que cai.

Mário Silva, ao escolher o diminutivo, convida-nos a concentrarmo-nos não no poder do fenómeno, mas na sua delicadeza acústica e poética.

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O Som que Pede Silêncio

A chuvinha tem uma qualidade sonora paradoxal: é o som da água que, ao cair, exige silêncio para ser ouvido.

É o tique-taque suave e constante que toca na folha, no telhado, na poça.

Esta melodia húmida convida à introspeção e ao recolhimento.

É o tempo em que o exterior se torna secundário e o lar, ou a nossa alma, se torna o centro do universo.

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Na nossa paisagem, a chuvinha não é uma interrupção; é um ritual.

É ela que traz de volta o verde intenso ao musgo, que alisa o chão de terra e que enche de mistério os caminhos rurais, transformando-os em espelhos quebrados que refletem o céu.

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A Gota e a Eternidade

A água, neste seu estado mais suave, é o agente de regeneração mais vital.

Cada gota que cai na terra seca não é um fim, mas um começo.

"Chuva, chuva, chuvinha..." é a certeza de que a terra beberá o que precisa para germinar a primavera futura.

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A fotografia, ao congelar este momento de entrega e humidade, celebra a beleza da necessidade.

Ensina-nos que a vida não precisa de grandes cataclismos para se renovar, mas sim da paciência e da persistência de gestos pequenos e contínuos.

A chuvinha é o pulso suave e eterno do mundo, a promessa de que, por mais cinzento que o dia pareça, a vida está sempre a beber e a preparar-se para florescer.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Dez25

"E ... depois do Natal?"


Mário Silva Mário Silva

"E ... depois do Natal?"

26Dez Gemini_Generated_Image_5jn9lj5jn9lj5jn9_ms.j

A fotografia de Mário Silva é uma paisagem florestal serena e simétrica, captada ao nível do solo, que retrata a quietude de uma alameda de árvores no inverno.

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A Geometria Natural: O olhar é conduzido por filas paralelas de árvores altas e esguias, despidas de folhagem, que criam um corredor visual profundo em direção a um horizonte enevoado.

A casca das árvores apresenta tons de cinzento e verde-musgo, salpicados de branco.

O Chão Misto: O solo é um tapete complexo de texturas: há folhas castanhas e secas (vestígios do outono), erva verde a espreitar e uma camada fina de neve ou geada que cobre parcialmente a terra.

A Atmosfera: A luz é difusa e branca, típica de um céu encoberto.

A imagem transmite uma sensação de vazio, silêncio e frescura, como se a natureza estivesse num momento de pausa profunda.

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O Vazio Necessário – A Ressaca Emocional do Dia 26

O título da fotografia, "E ... depois do Natal?", coloca uma questão que paira, pesada e inevitável, sobre todos nós assim que se apagam as luzes da consoada.

A imagem de Mário Silva, com a sua floresta despida e silenciosa, é a resposta visual perfeita para esse estado de espírito coletivo: é o retrato da ressaca emocional.

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O Despir da Festa

Até ao dia 25, vivemos num crescendo de luzes, cores, excessos alimentares e ruído social.

Decoramos as nossas casas como árvores de Natal carregadas.

Mas, tal como as árvores na fotografia, chega o momento em que os enfeites caem.

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"E ... depois do Natal?" é o confronto com a realidade nua.

A fotografia mostra-nos um mundo sem artifícios.

As árvores estão lá, verticais e dignas, mas sem a folhagem que as embeleza.

É uma metáfora crítica para a nossa sociedade: somos capazes de suportar o silêncio e a simplicidade depois de tanta estimulação consumista?

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O Chão da Realidade

O chão da imagem é particularmente simbólico.

Vemos as folhas mortas (o que passou), a erva (a esperança) e a neve (o frio da realidade).

Depois do Natal, resta-nos o chão.

Acabam-se os voos de fantasia, as promessas de "magia" vendidas nos anúncios, e regressamos à terra fria e húmida da rotina.

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Há uma certa melancolia neste regresso.

Sentimos um vazio, uma espécie de solidão que se instala quando a família parte e os papéis de embrulho vão para o lixo.

A paisagem de Mário Silva capta esse isolamento.

Não há vivalma na floresta; apenas o caminho que temos de percorrer sozinhos.

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A Beleza do Silêncio

Contudo, a crítica não é apenas negativa.

Há uma beleza purificadora nesta imagem.

A neve que cai sobre as folhas secas atua como um bálsamo.

O "depois do Natal" é também o tempo necessário para respirar.

É o momento em que a natureza (e nós) recupera o fôlego.

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A fotografia ensina-nos que não podemos viver em festa perpétua.

O inverno, o frio e o silêncio são essenciais para o equilíbrio.

A resposta à pergunta "E ... depois do Natal?" é simples: depois do Natal, vem a paz do essencial, despida de adornos, crua e bela como esta floresta gelada.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Nov25

"Depois da chuvada" – Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Depois da chuvada"

Mário Silva

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A fotografia de Mário Silva capta uma cena de natureza, um pequeno ribeiro a correr suavemente por uma área de bosque, sob a luz difusa que se segue a uma precipitação.

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O Curso de Água: O elemento central é a água do riacho, que corre cristalina sobre um leito de pedras e seixos arredondados.

A água é rasa e espelha a luz do céu e as árvores nas margens, criando reflexos ténues e cintilantes.

O nível da água, ligeiramente elevado, e a presença de lodo húmido e folhas caídas nas margens sugerem que a chuvada acabou de cessar.

As Margens: A margem esquerda está densamente coberta por vegetação verde escura, musgo, e terra encharcada, destacando-se as raízes expostas das árvores que se agarram ao solo.

A Luz: A iluminação é de final de tarde, com o sol baixo (ou a sair por detrás das nuvens) a atravessar a folhagem das árvores mais altas na parte superior direita.

Esta luz quente, em contraste com o ambiente húmido e escuro do ribeiro, confere uma atmosfera de serenidade e renovação.

O Enquadramento: O enquadramento em plano picado (de cima para baixo) acentua o brilho e a fluidez da água, transmitindo uma sensação de quietude e ar puro, típica do momento "Depois da chuvada".

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A Chuvada e a Alma Transmontana — O Ciclo da Renovação

Em Trás-os-Montes, a chuvada não é apenas um fenómeno meteorológico; é um acontecimento fundamental que molda a paisagem, a economia e o temperamento das suas gentes.

A fotografia "Depois da chuvada" representa o momento exato em que a natureza respira aliviada, um instante de tranquilidade e saturação de vida que é essencial para a identidade desta região do Norte de Portugal.

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O Inverno Húmido e a Benção da Água

Trás-os-Montes, especialmente a Terra Fria, é caraterizada por um clima continental que traz invernos rigorosos e, crucialmente, períodos de precipitação intensa.

O granito, o solo e o sistema agrícola da região dependem diretamente desta afluência de água:

Vitalidade Agrícola: É a chuva que nutre os soutos (castanheiros), os carvalhais e as culturas de sequeiro.

A cena do ribeiro a correr suavemente após a chuvada simboliza a reposição da água nas ribeiras e nas nascentes, garantindo a vitalidade dos campos.

O Sabor da Terra: A qualidade dos produtos transmontanos, desde a castanha até aos cogumelos (cuja aparição é determinada pela humidade), está intrinsecamente ligada à sazonalidade e à pluviosidade.

A chuva é a promessa de uma boa colheita e de um solo fértil.

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A Sensação de "Depois da Chuvada"

O momento capturado na fotografia é rico em emoções e sensações que são universais, mas agudizadas na rusticidade transmontana:

O Aroma da Terra: O cheiro a terra molhada, a “petricor”, é a fragrância da floresta purificada.

A Quietude: O som da chuva intensa cede lugar ao murmúrio suave do ribeiro e ao silêncio das árvores encharcadas.

A Limpeza: A água remove o pó do verão e revela as cores mais saturadas da vegetação e das pedras.

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A Metáfora da Resiliência

Na cultura transmontana, o ciclo da água reflete a resiliência do seu povo.

Tal como as raízes das árvores se agarram à terra húmida para resistir à erosão (como se vê na margem do ribeiro), o povo da região agarra-se à sua terra, resistindo à adversidade.

A chuvada, por vezes avassaladora, é sempre seguida pela serenidade e pela renovação — um ciclo perpétuo de dificuldade e superação.

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A cena do riacho, iluminada pelo sol que regressa, é um lembrete de que, mesmo após as tempestades mais fortes, a luz e a vida voltam a fluir, prometendo a fertilidade e a continuidade.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
06
Nov25

"Outono e os castanheiros transmontanos"


Mário Silva Mário Silva

"Outono e os castanheiros transmontanos"

06Nov DSC09006_ms

A fotografia de Mário Silva retrata uma paisagem florestal dominada pela transformação sazonal.

O cenário é um souto de castanheiros sob a luz do outono, que realça a riqueza de cores da estação.

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As árvores, com os seus troncos robustos e escuros, têm a folhagem em plena mudança, apresentando uma paleta que varia do verde escuro (em algumas árvores mais à direita) ao amarelo e vermelho vivo (especialmente nas árvores mais à esquerda, banhadas pela luz do sol).

O sol, vindo de cima ou da lateral superior esquerda, cria um efeito de raios de luz que atravessam as copas, iluminando o ambiente.

O chão está completamente forrado por uma espessa camada de folhas caídas em tons de castanho e ocre, e as sombras projetadas pelos troncos alongam-se pelo terreno.

A cena evoca uma sensação de tranquilidade e de colheita.

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Os Castanheiros: Colunas Vivas da Identidade Transmontana no Outono

A imagem capturada por Mário Silva dos castanheiros transmontanos no esplendor do outono não é apenas uma fotografia de uma floresta; é um retrato da alma da região de Trás-os-Montes.

O castanheiro (Castanea sativa) é uma das árvores mais emblemáticas e economicamente vitais do interior de Portugal, e a sua presença marca a paisagem, a cultura e a economia local.

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A Coroa Dourada do Outono

O castanheiro é um dos protagonistas visuais do outono.

Na região transmontana, o clima e o solo favorecem o seu desenvolvimento, e é nesta estação que as suas folhas, antes de caírem para forrar o solo (como se vê na fotografia), se transformam num magnífico espetáculo de tons amarelos e vermelhos, que parecem competir com o sol.

A queda das folhas é o anúncio de que a verdadeira riqueza, o fruto, está pronta para ser colhida.

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Mais que um Fruto, um Tesouro

A castanha é o "pão" de Trás-os-Montes, e o outono é o tempo de festa da colheita.

Antigamente, a castanha era um alimento fundamental na dieta das populações rurais, funcionando como um substituto do cereal em tempos de escassez.

Hoje, mantém a sua importância económica e gastronómica, sendo celebrada em feiras e festas como o magusto, onde é assada e acompanhada por jeropiga ou vinho novo.

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O processo de apanha — a abertura dos ouriços espinhosos no solo, o som das castanhas a cair e a corrida para as recolher — é um ritual social que une famílias e vizinhos.

A qualidade das castanhas de Trás-os-Montes, especialmente as variedades da Terra Quente (como a Longal e a Judia), é reconhecida e valorizada.

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A Cultura do Souto

O bosque de castanheiros é tradicionalmente chamado de souto.

Estes soutos não são florestas selvagens, mas sim espaços cultivados e cuidadosamente mantidos ao longo de séculos.

Os troncos robustos e centenários, como os da fotografia, testemunham a longevidade destas árvores, que são passadas de geração em geração.

A sua gestão é uma forma de património cultural, que demonstra o profundo respeito e a ligação das gentes transmontanas à sua terra e aos seus recursos.

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O outono, com a sua luz mágica e o tapete de folhas, celebra o momento em que a natureza partilha o seu fruto, reafirmando o castanheiro como um símbolo da resiliência, da tradição e da abundância transmontana.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Ago25

"22 de agosto - dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização” e uma estória


Mário Silva Mário Silva

22 de agosto

dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização

e uma estória

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Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "22 de agosto - dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização”, é uma vista aérea de um vale, que me faz lembrar o rio Tuela, em Trás-os-Montes.

A imagem mostra um rio, que serpenteia pelo meio da paisagem, ladeado por duas linhas de árvores, com as suas copas redondas e densas.

Em volta do rio, a paisagem é preenchida por campos de cultivo, com oliveiras a ocupar a maior parte da área.

A cor da terra, em tons de ocre e castanho, contrasta com o verde escuro das árvores e com o verde mais claro dos campos.

A perspetiva elevada dá à fotografia uma sensação de paz e de ordem, como se a paisagem tivesse sido esculpida pela mão da natureza, em perfeita harmonia.

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Estória: A Canção Secreta do Rio

O rio, para as gentes do vale, não tinha nome.

Era apenas "o rio", a linha de prata que traçava a vida e a morte, o ciclo das estações.

Mário Silva capturou-o naquele dia, 22 de agosto, e chamou-lhe "dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização”.

E era exatamente isso que o rio representava.

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O rio tinha uma canção secreta.

Uma melodia que era apenas ouvida por aqueles que tinham a paciência de a escutar.

As suas águas, que serpenteavam entre as árvores, cantavam a história da terra.

Cantavam sobre o sol que lhes dava vida, sobre a chuva que as alimentava, sobre as oliveiras que se inclinavam para elas.

A sua canção era sobre o amor que o rio tinha pela terra, e sobre a paz que ele trazia às suas gentes.

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Naquele dia, 22 de agosto, o rio cantava uma melodia de realização.

O sol, alto no céu, fazia as suas águas brilhar como prata, e a paisagem à sua volta parecia respirar em uníssono.

Os campos de oliveiras, em perfeito alinhamento, pareciam uma orquestra de cores, com o ocre da terra e o verde das folhas.

O ar estava calmo e o som da natureza era a única melodia que se podia ouvir.

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A canção do rio não era apenas para as gentes, mas para as árvores.

Cada uma delas, com as suas raízes a tocar na água, sentia a vida que o rio lhe dava.

As árvores mais velhas, com as suas copas densas, sabiam que a sua vida dependia do rio.

E o rio sabia que a sua existência dependia das árvores, que lhe davam sombra e o protegiam do calor.

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A canção era sobre um amor que era mais antigo do que a memória dos homens.

Um amor entre a terra e a água, entre o sol e a sombra, entre a vida e a morte.

Uma canção que ensinava que a verdadeira realização não era o que se tinha, mas o que se era.

Era a harmonia da natureza, a paz do vale, o amor entre todas as coisas.

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O rio, visto do alto na fotografia de Mário Silva, não era apenas um curso de água.

Era o coração do vale, o maestro de uma orquestra de cores e de vida.

O 22 de agosto, aquele dia de Harmonia, Paz, Amor e Realização, não era apenas um dia no calendário; era a promessa do rio, a canção que ele cantava para todos aqueles que tivessem a paciência de o ouvir.

Era a certeza de que, no meio da dureza da vida, havia sempre um lugar para a beleza e para a paz.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Ago25

"O Sol brilha ...e a Festa da Aldeia aproxima-se" … e uma breve estória


Mário Silva Mário Silva

"O Sol brilha ...e a Festa da Aldeia aproxima-se"

… e uma breve estória

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A fotografia de Mário Silva captura uma cena rural sob a intensa luz do sol.

Em primeiro plano, a imagem é dominada pelas silhuetas escuras de duas árvores frondosas, cujos troncos e ramos se destacam contra o brilho ofuscante do sol.

O sol, no centro da composição, irradia uma luz dourada e amarelada que preenche grande parte do céu, criando um efeito de “flamejar” e um “halo” luminoso à volta das árvores.

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A vegetação em primeiro plano, que parece ser erva seca e alguma folhagem rasteira, está também em contraluz, adquirindo tons quentes de dourado e castanho, banhada pela luz solar.

A atmosfera geral da fotografia é quente e um pouco etérea, sugerindo um final de tarde de verão.

A imagem transmite uma sensação de tranquilidade e a grandiosidade da natureza, realçando o poder e a beleza do sol.

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Estória: A Promessa Dourada do Verão

Em cada verão, havia um dia que a aldeia inteira aguardava com uma ansiedade doce: o dia da Festa de Verão.

Era a altura em que a rotina das sementeiras e das colheitas cedia lugar à alegria do reencontro, ao barulho das concertinas e ao cheiro a sardinhas assadas que perfumava as noites.

Na fotografia de Mário Silva, o sol, num brilho intenso por entre as folhas de uma árvore, não era apenas a luz do dia; era a promessa da festa que se aproximava, um farol dourado no fim do cansaço.

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Para o pequeno Tiago, de apenas sete anos, a festa era um mundo mágico.

Significava gelados, algodão doce, e a oportunidade de ver primos que só apareciam uma vez por ano.

Mas este ano, Tiago sentia algo mais.

Os seus avós, que sempre tinham sido o coração da festa – a avó Maria, com a sua mesa farta de iguarias, e o avô Joaquim, o contador de histórias junto à fogueira – pareciam mais cansados.

As suas vozes eram mais baixas, os seus passos mais lentos.

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Tiago tinha ouvido os adultos sussurrarem que talvez este ano a festa não fosse tão grande.

Faltava gente, faltava mão-de-obra, faltavam os velhos braços que sempre erguiam os arcos e enfeitavam as ruas.

O coração de Tiago encolheu-se.

Uma festa menor? Como seria isso possível?

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Todas as tardes, Tiago ia para o alto do monte, para o seu lugar secreto, onde duas árvores gigantes, irmãs em silêncio, se erguiam.

Dali, olhava para o sol, que se filtrava por entre as folhas, pintando o chão de ouro e sombra.

Era o mesmo sol que Mário Silva um dia capturaria na sua fotografia, com a sua luz quase ofuscante, a espalhar uma aura de esperança.

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- Ó sol - sussurrava Tiago - faz com que a nossa festa seja a mais bonita de sempre.

Pelos meus avós, que tanto já deram a esta terra.

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Os dias passavam e, na aldeia, a preparação da festa parecia arrastar-se.

Mas, como por magia, algo começou a mudar.

Um a um, os emigrantes que tinham partido anos antes, começaram a chegar mais cedo do que o habitual.

Trouxeram consigo filhos, netos, e uma nova energia.

As notícias dos receios da aldeia tinham-se espalhado, e a saudade, aliada à vontade de ajudar, trouxe-os de volta.

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As mulheres mais novas, que agora tinham as suas próprias vidas nas cidades, arregaçaram as mangas e começaram a cozinhar ao lado da avó Maria, aprendendo os segredos das receitas antigas.

Os homens mais novos, com as suas forças renovadas, ajudaram o avô Joaquim a montar os arcos e as luzes.

O baloiço da Escola, onde as crianças da aldeia riam, parecia ter um novo balanço.

O som das marteladas, das vozes em festa, das gargalhadas ecoava pelos vales.

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Quando o dia da Festa de Verão chegou, o sol brilhava no céu como um olho benevolente, exatamente como na fotografia de Mário Silva.

As árvores no alto do monte pareciam vibrar com a luz dourada.

A aldeia estava irreconhecível, cheia de cor, de música, de gente.

Era a festa mais vibrante que Tiago alguma vez vira.

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Ele correu para os seus avós, que, rodeados por filhos e netos, sorriam com os olhos marejados de alegria.

- Avó! - exclamou Tiago - A festa é linda!

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Maria apertou a mão do neto.

- Vês, meu filho? O sol brilha, sim. Mas é a luz das nossas gentes que faz a festa.

São as raízes que nos prendem a esta terra, a memória que nos traz de volta.

A festa não é só a celebração do verão; é a celebração do nosso povo, da nossa união.

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Naquela noite, sob um céu estrelado, o avô Joaquim contou as suas histórias, e o canto das concertinas uniu gerações.

Tiago percebeu que a verdadeira beleza da festa não estava no algodão doce, mas no fio invisível que ligava cada um à sua aldeia, à sua história, e à luz dourada de um sol que, ano após ano, prometia recomeços e celebrações para as gentes de Trás-os-Montes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
01
Ago25

"O baloiço do Arquinho" e a estória: “O Baloiço dos Recomeços de Agosto”


Mário Silva Mário Silva

"O baloiço do Arquinho"

... e a estória:

“O Baloiço dos Recomeços de Agosto”

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A fotografia de Mário Silva, intitulada "O baloiço do Arquinho", apresenta um baloiço de madeira suspenso entre dois troncos de árvores robustos e de cor acastanhada.

As árvores, com as suas cascas rugosas e escuras, servem como pilares naturais para a estrutura do baloiço, que consiste num assento de tábuas de madeira e correntes metálicas.

O baloiço encontra-se ligeiramente inclinado e vazio, sugerindo um momento de quietude ou à espera de ser usado.

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Acima do baloiço, entre os dois troncos, uma placa de madeira escura exibe a inscrição "BALOIÇO DO ARQUINHO" em letras brancas, ladeada por duas silhuetas de pássaros, adicionando um toque decorativo e informativo.

O chão, sob o baloiço, é de terra batida, de tonalidade clara e uniforme, com algumas irregularidades.

No topo da placa, um pássaro, possivelmente uma pomba ou rola, está empoleirado, olhando para a frente, o que adiciona um elemento de vida à cena.

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A iluminação da fotografia é suave, com tons ligeiramente sépia ou amarelados, que conferem uma atmosfera nostálgica e tranquila.

A composição é simples e centrada, transmitindo uma sensação de calma, infância e a passagem do tempo num ambiente natural e convidativo.

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A Estória: O Baloiço dos Recomeços de Agosto

O "Baloiço do Arquinho", como orgulhosamente anunciava a placa de madeira entre as duas árvores centenárias, era mais do que um simples baloiço.

Era um portal, um confidente silencioso, um guardião de segredos e de recomeços.

Na fotografia de Mário Silva, ele parecia suspenso no tempo, as suas tábuas vazias a convidar a uma pausa, a um novo fôlego, especialmente no início de agosto.

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Agosto em Portugal é o mês da transição.

O calor intenso do verão começa a dar sinais de abrandamento, as férias grandes aproximam-se do fim, e o cheiro a terra seca e a pinho queimado paira no ar.

É o mês dos reencontros nas aldeias, dos emigrantes que regressam, mas também das despedidas, quando as vidas se preparam para seguir novos rumos.

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Foi nesse primeiro dia de agosto que Mariana, uma jovem de vinte e poucos anos, encontrou o Baloiço do Arquinho.

Viera a casa dos avós, na aldeia vizinha, com o coração pesado.

Tinha acabado de terminar uma relação longa e de perder uma oportunidade de emprego que tanto desejara.

Sentia-se perdida, sem rumo, como um navio à deriva.

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A sua avó, uma mulher sábia de poucas palavras, tinha-lhe dito:

- Quando te sentires sem chão, vai até ao Arquinho. Ele sabe de recomeços.

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Mariana, cética, mas desesperada, seguiu as indicações da avó.

Encontrou o baloiço e sentou-se nas suas tábuas de madeira, que pareciam envolver-lhe o corpo num abraço.

O pássaro no topo da placa observava-a com curiosidade, como se conhecesse a história de todos os que ali se sentavam.

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Ela baloiçou, devagar no início, depois mais alto, o vento a soprar nos seus cabelos, as correntes a ranger num ritmo melancólico.

E enquanto baloiçava, as memórias vinham e iam, como as folhas secas que o vento levantava no chão de terra.

As lágrimas começaram a escorrer, quentes no seu rosto.

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- Para onde vou? - sussurrou ela para o vazio, para o pássaro, para o próprio baloiço. - O que faço agora?

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De repente, sentiu uma leve brisa, diferente do vento.

Era um sopro suave que parecia vir do próprio baloiço.

Não havia voz, mas uma sensação, uma certeza que se aninhou no seu peito.

O baloiço parecia dizer:

- Baloiça. Deixa que o movimento leve o que pesa. E quando parares, estarás num novo lugar.

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Mariana baloiçou até o sol começar a cair no horizonte, pintando o céu com tons de laranja e roxo.

Quando finalmente parou, sentiu-se estranhamente leve.

Não tinha encontrado uma resposta mágica, mas uma clareza.

O fim de uma jornada não era o fim de tudo, mas o convite a um novo baloiço, a um novo recomeço.

As correntes, que antes pareciam presas, agora simbolizavam a ligação entre o passado e o futuro, a capacidade de se mover, mesmo que sem saber para onde.

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Ela levantou-se do baloiço, o corpo mais leve, a alma mais tranquila.

Olhou para a placa, para o pássaro que ainda ali estava, e sorriu.

O Baloiço do Arquinho não lhe dera respostas, mas dera-lhe a força para procurá-las.

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E assim, cada início de agosto, quando os dias parecem mais longos e o ar mais denso, o Baloiço do Arquinho em Chaves, tão lindamente captado por Mário Silva, continua a ser um santuário.

É o lugar onde as pessoas vêm baloiçar as suas tristezas, celebrar os seus pequenos triunfos e encontrar a coragem para dar o próximo passo, lembrando-se que cada fim é apenas o balançar para um novo começo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
16
Abr25

"Flores: duas cores - uma só beleza" – Quarta-feira Santa (Procissão do Encontro)


Mário Silva Mário Silva

"Flores: duas cores - uma só beleza"

Quarta-feira Santa (Procissão do Encontro)

16Abr DSC05150a_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Flores: duas cores - uma só beleza", apresenta duas árvores floridas em tons contrastantes: uma com flores vermelhas vibrantes e outra com flores amarelas brilhantes, ambas em frente a uma casa branca com uma varanda.

As cores distintas das flores, embora diferentes, criam uma harmonia visual que reflete a ideia de unidade na diversidade, como sugerido pelo título da obra.

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Relacionando a fotografia com a Quarta-feira Santa e a Procissão do Encontro, podemos traçar um paralelo simbólico.

Na Procissão do Encontro, há uma separação inicial entre os homens, que carregam a imagem de Nosso Senhor dos Passos, e as mulheres, que levam a imagem de Nossa Senhora das Dores.

Esses dois grupos, distintos na sua composição e trajeto, convergem num momento de profundo significado: o encontro entre a Mãe e o Filho, que simboliza a dor compartilhada e a união no sofrimento.

Da mesma forma, na fotografia, as duas árvores com flores de cores diferentes (vermelho e amarelo) estão lado a lado, unidas na sua beleza conjunta, apesar das suas diferenças.

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O vermelho das flores pode ser associado ao sangue e ao sacrifício de Jesus, representado na imagem de Nosso Senhor dos Passos, enquanto o amarelo, uma cor frequentemente ligada à luz e à esperança, pode simbolizar a presença de Nossa Senhora das Dores, que, mesmo na sua tristeza, é um farol de fé e amor.

A harmonia entre as duas cores reflete a mensagem da Quarta-feira Santa: a união entre a Mãe e o Filho no caminho da cruz, que, apesar da dor, aponta para a redenção e a conversão, como destacado no Sermão das Sete Palavras.

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Assim, a fotografia de Mário Silva, com a sua mensagem de beleza unificada no meio à diversidade, ecoa o espírito da Procissão do Encontro, onde a separação inicial dá lugar a uma união espiritual que convida os fiéis à reflexão, à penitência e à esperança na salvação.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Mar25

As Flores de Cerejeira em Dia de Chuva


Mário Silva Mário Silva

As Flores de Cerejeira em Dia de Chuva

29Mar DSC04945_ms

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Sob o véu cinzento da chuva fina,

Despertam as cerejeiras em flor,

Pétalas brancas, leves como sina,

Dançam ao som do céu em clamor.

Oh, natureza, teu canto é divino,

Unindo água e flor num só destino.

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Gotas cristalinas acariciam o ar,

Cada uma um espelho de pura luz,

Nas flores delicadas a se formar,

Um brilho subtil que o tempo conduz.

Encanta-me, chuva, teu doce rumor,

Pintando de vida o silêncio em flor.

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Ramos curvados, um gesto gentil,

Sob o peso leve da água a cair,

Cada pétala guarda um segredo subtil,

Um sonho que o vento vem libertar.

Oh, flores de cerejeira, rainhas do céu,

Na chuva, vosso reinado é mais belo.

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O mundo se veste de tons suaves,

Verde e branco em harmonia a fluir,

A chuva sussurra antigas traves,

Histórias que as flores vêm reviver.

Encantamento brota de cada gota,

Um laço eterno entre terra e a nota.

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Sob o olhar atento da brisa fria,

As flores resistem, firmes e puras,

A chuva as banha, em melodia,

Renovando suas formas tão seguras.

Oh, espírito da chuva, guia gentil,

Guarda este instante, eterno e subtil.

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Que a dança das cerejeiras perdure,

Sob a chuva que cai em suave canção,

Que o tempo pare, que o mundo se cure,

Neste encontro de graça e emoção.

Encantamento eterno, flor e água unidas,

Na obra de Mário, a beleza erguida.

 

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Fev25

"A Neve no cume da serra, por entre árvores"


Mário Silva Mário Silva

"A Neve no cume da serra, por entre árvores"

05Fev DSC09331_ms

A fotografia "A Neve no cume da serra, por entre árvores" de Mário Silva captura a beleza agreste e serena da paisagem transmontana num dia de inverno.

A imagem apresenta uma vista panorâmica, com uma montanha coberta de neve no horizonte, vista através da copa de árvores despidas.

A paisagem, dominada por tons de cinza, branco e castanho, evoca uma sensação de tranquilidade e isolamento.

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A composição da fotografia é diagonal, com os galhos das árvores conduzindo o olhar do observador para o cume da montanha.

A perspetiva adotada permite apreciar a vastidão da paisagem e a grandeza da natureza.

A luz, fria e difusa, cria uma atmosfera de inverno, com sombras longas e contrastes suaves.

A paleta de cores é limitada, com predominância de tons de cinza, branco e castanho, que reforçam a sensação de frio e de inverno.

A neve, além de ser um elemento natural, possui um forte simbolismo.

Na cultura popular, a neve está associada à pureza, à renovação e à esperança.

Na fotografia de Mário Silva, a neve que cobre o cume da montanha pode ser vista como um símbolo de resistência e de adaptação da natureza às condições adversas.

A fotografia captura a essência da vida rural em Portugal, revelando a importância da natureza na vida das comunidades locais.

A imagem da montanha coberta de neve evoca um sentimento de nostalgia e de pertença, remetendo para um tempo em que a vida era mais simples e as pessoas estavam mais ligadas à natureza.

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As regiões montanhosas de Trás-os-Montes são caracterizadas por invernos rigorosos, com temperaturas baixas e nevadas frequentes.

As populações locais desenvolveram ao longo dos séculos diversas estratégias para enfrentar as condições climáticas adversas:

-  As casas tradicionais transmontanas são construídas com materiais naturais, como pedra e madeira, que proporcionam um bom isolamento térmico.

- A agricultura de montanha adaptou-se às condições climáticas adversas, com a produção de culturas resistentes ao frio e a criação de animais adaptados ao clima.

- A população local utiliza roupas quentes e impermeáveis para se proteger do frio e da neve.

A vida em comunidade é fundamental para enfrentar as dificuldades do inverno.

Os vizinhos ajudam-se mutuamente nas tarefas como a limpeza da neve e a manutenção das casas.

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Em suma, a fotografia "A Neve no cume da serra, por entre árvores" de Mário Silva é um tributo à beleza e à resiliência da natureza.

A imagem captura a essência do inverno transmontano, com as suas paisagens brutas e sua beleza agreste.

A obra convida-nos a refletir sobre a relação entre o homem e a natureza e sobre a capacidade de adaptação das comunidades rurais às condições climáticas adversas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Jan25

"As árvores despidas e o seu reflexo"


Mário Silva Mário Silva

"As árvores despidas e o seu reflexo"

15Jan DSC05638_ms

Nas árvores nuas, o inverno pousa,

Reflexos no espelho d'água, a vida desvanece.

Ramos sem folhas, em silêncio, repousa,

No espelho, a alma da floresta se reflete.

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O frio traz a nudez, a verdade crua,

Mostra-nos o essencial, sem adornos, sem cor.

A água, serena, capta essa mensagem sua,

E no reflexo, o tempo, a vida, e a dor.

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Cada galho, uma história, um testemunho,

De verões passados, de outonos em chamas.

O espelho d'água, com o seu olhar profundo,

Guarda segredos, sonhos, e algumas almas.

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Despidas, as árvores, mostram a sua essência,

No espelho, vejo a minha própria nudez.

A vida, como as árvores, tem a sua cadência,

E no reflexo, encontro a minha paz, minha verdade.

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A natureza, na sua simplicidade, nos ensina,

Que a beleza reside na essência, não na aparência.

E no espelho da água, a lição se projeta,

As árvores nuas, no seu reflexo, a eterna dança.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Nov24

"As chuvas outonais transformam as tímidas finas linhas de água em vigorosos caminhos de fonte de Vida - a água"


Mário Silva Mário Silva

"As chuvas outonais transformam as tímidas finas linhas de água em vigorosos caminhos de

fonte de Vida - a água"

08Nov DSC08924_ms

A fotografia de Mário Silva captura um momento de transformação na natureza, com foco na força revitalizante da água após as chuvas outonais.

A imagem retrata um pequeno riacho no meio a uma mata, onde a água, antes restrita a finas linhas, agora corre vigorosa, criando pequenas poças e refletindo a luz do sol através das árvores.

A paleta de cores é predominantemente verde e castanha, com tons quentes que evocam a sensação de um outono ameno.

A composição da imagem é harmoniosa, com as linhas sinuosas do riacho conduzindo o olhar do observador para o interior da floresta.

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A fotografia simboliza o ciclo da vida e a importância da água para todos os seres vivos.

As chuvas outonais, que revitalizam a paisagem, representam um momento de renovação e esperança.

A imagem captura a beleza e a força da natureza, que, apesar das adversidades, encontra sempre um caminho para se renovar.

A fotografia, além da sua beleza estética, possui um profundo significado para as comunidades rurais, especialmente as aldeias transmontanas.

A água é um recurso essencial para a vida nessas regiões, sendo utilizada para consumo humano, agricultura e pecuária.

A imagem lembra-nos da importância de preservar os recursos hídricos e de adotar práticas sustentáveis.

A água sempre esteve presente na cultura e na história das comunidades rurais.

Ela era fonte de vida, mas também de inspiração para poetas, artistas e músicos.

A fotografia de Mário Silva evoca essa rica tradição cultural, conectando o presente com o passado.

A fotografia apresenta uma composição equilibrada e uma excelente qualidade técnica.

A luz natural, que penetra entre as árvores, cria uma atmosfera mágica e convidativa.

A profundidade de campo permite ao observador apreciar os detalhes da paisagem, desde as folhas das árvores até as pequenas pedras no leito do riacho.

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As aldeias transmontanas, com as suas paisagens montanhosas e clima mediterrânico, são fortemente dependentes da água.

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A água é utilizada para irrigar as culturas, garantindo a produção de alimentos para a subsistência das comunidades e para o comércio.

A água é fundamental para a criação de animais, como bovinos, ovinos e caprinos, que são uma fonte importante de renda para muitas famílias.

A água potável é essencial para a saúde e o bem-estar das populações rurais.

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Em resumo, a fotografia de Mário Silva "As chuvas outonais transformam as tímidas finas linhas de água em vigorosos caminhos de fonte de Vida - a água" é uma obra de arte que nos conecta com a natureza e com a nossa história.

A imagem lembra-nos da importância da água para a vida e da necessidade de preservar este recurso natural tão precioso.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
31
Out24

"Miradouro de São Lourenço" - Chaves - Portugal Localização privilegiada e se fossem cortadas as copas das árvores invasoras (Acacia dealbata) ter-se-ia uma visão deslumbrante sobre toda a cidade de Chaves e o seu belo vale.


Mário Silva Mário Silva

"Miradouro de São Lourenço" - Chaves - Portugal

Localização privilegiada e se fossem cortadas as copas das árvores invasoras (Acacia dealbata) ter-se-ia uma visão deslumbrante sobre toda a cidade de Chaves e o seu belo vale.

31Out_DSC07291_ms

A fotografia "Miradouro de São Lourenço" de Mário Silva captura um momento de serenidade e contemplação em Chaves, Portugal.

A imagem apresenta uma estrutura de cimento em forma de letras, que serve como mirante, emoldurada por um céu azul claro e uma paisagem verdejante.

As linhas retas e robustas da estrutura contrastam com as curvas suaves das colinas e a textura irregular das árvores, criando uma composição visualmente interessante.

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A luz natural incide sobre a cena, realçando as sombras e destacando a textura do cimento.

A profundidade de campo da fotografia permite ao espectador apreciar tanto os detalhes da estrutura quanto a vastidão da paisagem ao fundo.

A presença das árvores, embora invasoras, adiciona um toque de naturalidade à imagem e cria uma sensação de imersão na paisagem.

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A fotografia de Mário Silva é um excelente exemplo de como a arquitetura e a natureza se podem complementar para criar uma imagem esteticamente agradável e evocativa.

A escolha do ângulo e da composição permite ao observador apreciar a beleza da estrutura e da paisagem ao mesmo tempo.

A luz natural, utilizada de forma eficaz, confere à imagem uma atmosfera serena e contemplativa.

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A composição é equilibrada e harmoniosa, com a estrutura de cimento como elemento central e a paisagem como pano de fundo.

A luz natural realça as formas e as texturas, criando um efeito de profundidade.

A perspetiva escolhida permite ao observador imaginar a vista deslumbrante que se teria sem a presença das árvores.

A fotografia transmite uma sensação de paz e tranquilidade, convidando o observador a refletir sobre a relação entre o homem e a natureza.

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A presença das acácias invasoras limita a vista e prejudica a experiência do observador.

A sugestão de podar as árvores é pertinente para valorizar ainda mais o potencial do miradouro.

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A fotografia destaca o potencial turístico do miradouro de São Lourenço.

Com a devida manutenção e valorização, este local poderia tornar-se um ponto de referência para os visitantes de Chaves.

A questão das árvores invasoras levanta a discussão sobre a importância da conservação ambiental e a necessidade de encontrar soluções equilibradas para a gestão de áreas naturais.

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Em conclusão, a fotografia "Miradouro de São Lourenço" de Mário Silva é uma obra que convida à reflexão sobre a beleza da paisagem e a importância da preservação do património natural e cultural.

A imagem captura um momento de serenidade e contemplação, ao mesmo tempo em que aponta para a necessidade de intervenções para valorizar o potencial turístico e ambiental do local.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Set24

As águas do rio Arcossó correm ... lentamente ... quase paradas ..., junto à ponte romana do Arquinho, refletindo as árvores das suas margens e fazendo planar as folhas que delas caem. (Vila Verde da Raia - Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

 

As águas do rio Arcossó correm ... lentamente ...

quase paradas ...,

junto à ponte romana do Arquinho,

refletindo as árvores das suas margens e fazendo planar as folhas que delas caem.

(Vila Verde da Raia - Chaves - Portugal)

20Set DSC07485_ms

A fotografia de Mário Silva captura um momento de serena tranquilidade em Vila Verde da Raia, Chaves.

O rio Arcossó, com as suas águas quase estagnadas, reflete como um espelho a exuberância da vegetação ribeirinha.

A ponte romana do Arquinho, um testemunho do passado, adiciona um toque histórico à cena, convidando o observador a uma jornada temporal.

As folhas que flutuam na superfície da água, impulsionadas por uma brisa suave, completam a composição, criando uma atmosfera bucólica e contemplativa.

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A fotografia apresenta uma composição equilibrada, com a linha horizontal da água dividindo a imagem em duas partes.

A simetria das árvores refletidas e a ponte centralizada reforçam a sensação de harmonia.

A profundidade de campo permite que o observador se perca nos detalhes da paisagem, desde as folhas que flutuam até a textura da ponte de pedra.

A luz natural, suave e indireta, envolve a cena numa atmosfera mágica.

As sombras projetadas pelas árvores na água criam um jogo de contrastes que realça a tridimensionalidade da imagem.

A ausência de elementos artificiais de iluminação preserva a autenticidade do momento capturado.

A paleta de cores é predominantemente verde e castanha, com tons quentes que evocam a sensação de calor e aconchego.

O contraste entre as folhas verdes e as castanhas caídas sugere a transição entre as estações do ano.

A fotografia transmite uma sensação de paz e serenidade, convidando o observador a um momento de reflexão.

A beleza natural da paisagem e a atmosfera tranquila evocam emoções positivas, como calma e bem-estar.

A presença da ponte romana do Arquinho acrescenta um valor histórico e cultural à fotografia.

A ponte é um testemunho do passado e conecta o presente ao passado, conferindo à imagem um significado mais profundo.

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A beleza natural capturada na fotografia destaca a importância da preservação ambiental.

É fundamental conscientizar sobre a necessidade de proteger os recursos hídricos e a biodiversidade.

A fotografia pode ser utilizada para promover o turismo sustentável na região, incentivando a visita a locais com beleza natural e valor histórico.

A fotografia de Mário Silva possui um grande potencial para ser divulgada em diferentes plataformas, como redes sociais e exposições, alcançando um público mais amplo e contribuindo para a valorização da fotografia portuguesa.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva é um convite à contemplação da natureza e à reflexão sobre a importância da preservação do património histórico e cultural.

A imagem captura a essência da beleza natural de Vila Verde da Raia, despertando emoções positivas e promovendo a valorização da fotografia como forma de expressão artística e documentária.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Jun24

"Lugar da Lampaça” na aldeia transmontana de Águas Frias - Chaves - Portugal" (2020) - de Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Lugar da Lampaça”

Águas Frias - Chaves - Portugal (2020)

Mário Silva

Jun27 DSC03582_ms

Plano principal:    Um grupo de casas de pedra com telhados de telha vermelha, dispostas em torno de um pátio central.

Plano médio:    Campos verdes e árvores altas rodeiam as casas.

Plano fundo:    Montanhas verdejantes e um céu azul claro completam a cena.

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As casas são de diferentes tamanhos e formas, o que indica que foram construídas ao longo do tempo.

As paredes das casas são feitas de pedra bruta, o que sugere que a construção foi feita com materiais locais.

Os telhados das casas são de telha vermelha, um material tradicional na região.

As casas têm chaminés, o que indica que são aquecidas a lenha.

Há um pátio central entre as casas, que provavelmente é usado como espaço de convívio pelos moradores.

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Os campos verdes ao redor das casas são usados para cultivo.

As árvores altas fornecem sombra e privacidade para as casas.

As montanhas ao fundo dão à cena um ar de grandiosidade e beleza natural.

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A fotografia "Lugar da Lampaça”, na aldeia transmontana de Águas Frias - Chaves – Portugal, de Mário Silva captura a beleza rústica e pacata da vida rural em Portugal.

As casas de pedra, os campos verdes e as montanhas ao fundo criam uma imagem de simplicidade e harmonia com a natureza.

A fotografia também transmite um sentimento de comunidade, pois as casas estão dispostas em torno de um pátio central, sugerindo que os moradores se conhecem e se apoiam mutuamente.

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A fotografia é bem composta, com os elementos visuais dispostos de forma equilibrada e harmoniosa.

A utilização da luz natural cria um efeito realista e convidativo.

A escolha da perspetiva permite ao espectador ter uma visão completa da cena.

A fotografia transmite uma mensagem clara sobre a vida rural em Portugal.

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Como conclusão pode-se dizer que a fotografia "Lugar da Lampaça”, na aldeia transmontana de Águas Frias - Chaves - Portugal - de Mário Silva, é uma bela e evocativa imagem da vida rural em Portugal.

A fotografia captura a beleza da natureza, a simplicidade da vida rural e o forte senso de comunidade que existe entre os moradores.

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A fotografia pode ser interpretada de diferentes maneiras, dependendo da experiência e da perspetiva do observador.

A fotografia podia ser usada para promover o turismo rural em Portugal.

A fotografia podia ser usada como uma ferramenta educativa para ensinar as pessoas sobre a vida rural em Portugal.

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A fotografia poderia ser melhorada se a composição fosse um pouco mais equilibrada.

A fotografia poderia ser melhorada se a mensagem fosse mais clara.

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A fotografia poderia ser usada como base para uma pintura ou um desenho.

A fotografia poderia ser usada para criar um cartão postal ou um poster.

A fotografia poderia ser usada para ilustrar um livro ou um artigo sobre a vida rural em Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Mai24

Pôr do sol na aldeia …


Mário Silva Mário Silva

Pôr do sol na aldeia …

Mai27 DSC06373_ms

A fotografia mostra um pôr do sol numa aldeia transmontana no mês de maio.

As árvores ainda não estão com folhas, o que dá à cena uma beleza única e especial.

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A luz do sol poente filtra-se pelos galhos das árvores, criando um efeito de luz e sombra que é simplesmente mágico.

O céu está em tons de laranja, vermelho e roxo, e as nuvens são pintadas de tons dourados.

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A cena é serena e tranquila, e evoca uma sensação de paz e nostalgia.

É uma imagem que nos convida a desacelerar e apreciar a beleza da natureza.

-

O sol poente é o elemento central da imagem.

A sua luz dourada ilumina a cena e cria um efeito mágico.

As árvores sem folhas são um detalhe importante da imagem.

Elas dão à cena uma sensação de leveza e transparência.

O céu está em tons de laranja, vermelho e roxo.

As nuvens são pintadas de tons dourados.

As nuvens são um elemento importante da imagem.

Elas adicionam textura e interesse ao céu.

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Para algumas pessoas, a fotografia pode representar a beleza da natureza.

Para outras, ela pode representar a paz e a tranquilidade da vida rural.

Para ainda outras, ela pode representar a nostalgia do passado.

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A fotografia evoca uma série de emoções, como paz, tranquilidade, nostalgia, beleza e admiração.

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A imagem pode ser vista como um símbolo da passagem do tempo, da mudança das estações e da beleza da natureza.

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Em conclusão, a imagem do pôr do sol por entre as árvores ainda sem folhas no mês de maio na aldeia transmontana é uma imagem bela e significativa.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
02
Abr24

A Importância das Árvores Floridas nas Emoções Humanas


Mário Silva Mário Silva

A Importância das Árvores Floridas

nas Emoções Humanas

A02 DSC00634_ms

"A importância das árvores floridas nas emoções humanas" destaca o impacto positivo que as árvores floridas podem ter no nosso bem-estar emocional.

A fotografia, que mostra um campo de cerejeiras em flor, ilustra perfeitamente essa ideia.

As flores, com suas cores vibrantes e aromas delicados, evocam sentimentos de alegria, paz e serenidade.

A beleza natural das árvores floridas pode-nos inspirar e despertar a nossa criatividade.

Além disso, o simples ato de observar as flores pode-nos ajudar a relaxar e reduzir o stresse.

As árvores floridas também podem ser um símbolo de esperança e renovação.

A primavera, época em que muitas árvores florescem, é um momento de renascimento na natureza. Observar as flores desabrochando pode-nos dar a sensação de que novos começos são possíveis.

Estudos científicos comprovam os benefícios das áreas verdes para a saúde mental. Passar tempo em ambientes naturais, como parques e jardins, pode reduzir o estresse, a ansiedade e a depressão.

Além disso, o contato com a natureza pode melhorar o humor, a autoestima e a qualidade do sono.

No contexto da fotografia, podemos interpretar as cerejeiras em flor como um símbolo de amor e romance.

A cerejeira é uma flor muito apreciada no Japão, onde é considerada um símbolo de beleza e fragilidade. No Japão, existe a tradição de celebrar o "hanami", que consiste em observar as flores de cerejeira em companhia de familiares e amigos.

Em suma, as árvores floridas podem ter um impacto positivo nas emoções humanas de diversas maneiras. Elas podem evocar sentimentos de alegria, paz, esperança e amor. Além disso, o contacto com as árvores floridas pode melhorar a saúde mental e o bem-estar geral.

A frase pode ser interpretada como uma metáfora para a beleza e a fragilidade da vida.

A frase pode ser interpretada como uma anotação da importância de cuidar da natureza.

A frase pode ser interpretada como um convite para apreciar a beleza das coisas simples da vida.

A interpretação da frase depende do contexto em que ela é utilizada e da perspetiva individual de cada pessoa. No entanto, é inegável que as árvores floridas podem ter um impacto positivo nas emoções humanas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Ago23

A árvore seca, nua, ... morta


Mário Silva Mário Silva

A árvore seca, nua, ... morta

09 DSC04396-FotoPintura_ms

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A árvore seca, nua, morta,

Que outrora foi cheia de vida,

Agora é apenas um tronco,

Um lembrete da passagem do tempo.

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As folhas que outrora eram verdes,

Agora são marrons e secas,

E os frutos que outrora eram doces,

Agora são amargos e intragáveis.

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Mas mesmo morta, a árvore ainda é bela,

Em sua própria maneira,

E seu tronco retorcido e seus galhos quebrados,

Ainda são um símbolo de força e resistência.

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A árvore seca é um lembrete de que,

Mesmo em tempos difíceis,

A vida continua,

E que a primavera sempre segue o inverno.

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A árvore seca é um símbolo de esperança,

De que mesmo quando tudo parece perdido,

Há sempre a possibilidade de novo começo.

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A árvore seca é um lembrete de que,

Mesmo na morte,

Há beleza,

E que a vida sempre continua.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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