Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

27
Dez25

"Chuva, chuva, chuvinha ..."


Mário Silva Mário Silva

"Chuva, chuva, chuvinha ..."

27Dez Gemini_Generated_Image_8svu4j8svu4j8svu_ms.j

A fotografia de Mário Silva é um retrato intimista de um dia de chuva suave e persistente, traduzido no diminutivo afetuoso de "chuvinha".

.

O Ambiente: A cena é dominada por uma atmosfera de serenidade e quietude, típica dos dias de precipitação leve no campo ou numa alameda de árvores.

O ar está denso e a luz é difusa e baixa, filtrada por um céu completamente cinzento.

As Texturas: O chão, escuro e encharcado, está saturado de água, revelando reflexos suaves e distorcidos das árvores circundantes.

As superfícies das pedras e dos troncos (que se apresentam despidos ou com folhagem escassa) estão lustrosas e escorregadias, evidenciando o percurso das gotas de água.

A Paleta Cromática: A paleta de cores é composta por tons húmidos e suaves: o castanho escuro e molhado da terra e da madeira, o verde-vivo do musgo que se destaca na humidade e os múltiplos tons de cinzento do céu e da bruma.

O Sentimento: A imagem transmite uma sensação de limpeza, renovação e melancolia pacífica, onde o mundo parou para beber a água que o sustenta.

.

A Canção de Embalar da "Chuvinha" – O Poema Silencioso da Água

O título "Chuva, chuva, chuvinha ..." é mais do que uma observação meteorológica; é uma pequena canção de embalar que a natureza murmura ao mundo.

Não se trata da tempestade violenta, da fúria do céu que quebra os ramos, mas sim da persistência terna e vital da água que cai.

Mário Silva, ao escolher o diminutivo, convida-nos a concentrarmo-nos não no poder do fenómeno, mas na sua delicadeza acústica e poética.

.

O Som que Pede Silêncio

A chuvinha tem uma qualidade sonora paradoxal: é o som da água que, ao cair, exige silêncio para ser ouvido.

É o tique-taque suave e constante que toca na folha, no telhado, na poça.

Esta melodia húmida convida à introspeção e ao recolhimento.

É o tempo em que o exterior se torna secundário e o lar, ou a nossa alma, se torna o centro do universo.

.

Na nossa paisagem, a chuvinha não é uma interrupção; é um ritual.

É ela que traz de volta o verde intenso ao musgo, que alisa o chão de terra e que enche de mistério os caminhos rurais, transformando-os em espelhos quebrados que refletem o céu.

.

A Gota e a Eternidade

A água, neste seu estado mais suave, é o agente de regeneração mais vital.

Cada gota que cai na terra seca não é um fim, mas um começo.

"Chuva, chuva, chuvinha..." é a certeza de que a terra beberá o que precisa para germinar a primavera futura.

.

A fotografia, ao congelar este momento de entrega e humidade, celebra a beleza da necessidade.

Ensina-nos que a vida não precisa de grandes cataclismos para se renovar, mas sim da paciência e da persistência de gestos pequenos e contínuos.

A chuvinha é o pulso suave e eterno do mundo, a promessa de que, por mais cinzento que o dia pareça, a vida está sempre a beber e a preparar-se para florescer.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
15
Dez25

"Águas congeladas em Águas Frias" (Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"Águas congeladas em Águas Frias"

(Chaves - Portugal)

15Dez DSC03752_ms-fotor.jpg

A fotografia de Mário Silva regista um cenário de inverno rigoroso numa estrutura comunitária rural.

A imagem é dominada pelo frio palpável que transformou a água em pedra.

.

O Tanque em Primeiro Plano: O foco principal é um tanque de granito rústico, de formato retangular.

O seu interior, que deveria conter água líquida, está ocupado por um bloco sólido de gelo coberto de neve ou geada, criando uma superfície branca e nivelada.

A textura rugosa da pedra contrasta com a suavidade do gelo.

.

O Cenário Enregelado: O chão em redor do tanque está coberto por um manto branco, indicando uma forte nevada ou uma geada intensa que cobriu o pavimento de granito.

.

A Perspetiva: Em segundo plano, vislumbra-se um lavadouro comunitário maior, encostado a um muro de pedra coberto de vegetação (hera), também ele com a água congelada e as bordas cobertas de branco.

.

A Atmosfera: A luz é difusa e cinzenta, típica de um dia fechado de inverno.

A imagem transmite uma sensação de silêncio absoluto e imobilidade, onde o fluxo da água foi interrompido pela força da temperatura negativa.

.

A Profecia do Nome – Quando Águas Frias Cumpre o Seu Destino

Há nomes de terras que são apenas etiquetas geográficas, e há outros, como Águas Frias no concelho de Chaves, que soam como avisos ou profecias meteorológicas.

A fotografia de Mário Silva, "Águas congeladas em Águas Frias", capta o momento exato em que a toponímia e a realidade se fundem num abraço gélido.

.

A Geometria do Gelo na Terra Fria

Estamos no coração da Terra Fria Transmontana, uma região onde o inverno não pede licença; ele instala-se com autoridade.

A imagem mostra a transformação da água — o elemento mais dinâmico da aldeia — numa escultura estática.

O tanque de granito, habitualmente um ponto de encontro, de lavagem ou de saciar a sede aos animais, torna-se um monumento ao silêncio.

A água, vencida pelas temperaturas negativas da noite, solidificou, criando um espelho fosco que recobre a pedra.

É uma geometria do frio: o retângulo do tanque molda o gelo, e a neve desenha contornos suaves sobre as arestas duras do granito.

.

O Silêncio da Aldeia

Olhar para esta fotografia é quase sentir a dor nas pontas dos dedos e ver o fumo a sair da boca ao respirar.

O congelamento das fontes públicas altera o ritmo da aldeia.

O som constante da água a correr da bica (visível à esquerda) cessa ou é abafado.

A vida recolhe-se para o interior das casas, para junto da lareira, deixando a rua entregue a esta beleza austera.

.

Resiliência de Granito

Mas há também uma beleza estoica nesta imagem.

O granito transmontano, coberto de musgo e agora de gelo, aguenta tudo.

Ele foi feito para isto.

A estrutura de pedra não racha com o frio; ela suporta o peso do gelo com a mesma paciência com que suporta o sol de agosto.

.

Em Águas Frias, o nome não engana.

E quando o inverno chega com esta força, congelando até a alma das fontes, a aldeia transforma-se numa paisagem de cristal e pedra, provando que há uma beleza extraordinária na dureza do clima do Norte.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
26
Nov25

Gotinhas d'Água (poema) – Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

Gotinhas d'água (poema)

Mário Silva

26Nov DSC08995_ms

I

Lá no orvalho, ou na chuvada

Que passou, leve e fugaz,

A natureza acorda, encharcada,

Com mil espelhos de paz.

Nos fios finos, quase invisíveis,

A água suspensa, a repousar.

.

II

Cada gota, um mundo breve e lento,

Redonda e plena de luar,

Reflete o sol do firmamento

Antes que a sede a vá sugar.

Em cada esfera, um brilho de prata,

Num verde leito que a aguenta.

.

III

Ficou-se a chuva, no silêncio breve,

Onde o musgo e a folha se encontraram.

Deixou a vida, leve e quase neve,

Nos caules que se entrelaçaram.

E o ar respira, puro e sem defeito,

Obrigado ao que foi feito.

.

IV

Na solidão da sua forma pura,

A gota aguarda o fim do tempo seu,

Um instante, frágil e sem cura,

Que ao mundo inteiro se ofereceu.

É o cristal que pende, quase a cair,

Pronto a tombar, ou a sumir.

.

V

São pérolas postas, sem artifício,

Na ponta de um verde, humilde e chão.

É a promessa, é o sacrifício,

Da seiva que corre sem perdão.

E o sol de longe, tímido as beija,

Como quem a vida almeja.

.

VI

E assim a vida, em Trás-os-Montes nossa,

É feita de gotas a brilhar;

Pequenos gestos, sem grande pressa,

Que o dia a dia vem alimentar.

A beleza está ali, na humilde gota,

Pequena e simples, mas que não se esgota.

.

Poema & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
24
Nov25

"Depois da chuvada" – Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Depois da chuvada"

Mário Silva

24Nov DSC08936_ms

A fotografia de Mário Silva capta uma cena de natureza, um pequeno ribeiro a correr suavemente por uma área de bosque, sob a luz difusa que se segue a uma precipitação.

.

O Curso de Água: O elemento central é a água do riacho, que corre cristalina sobre um leito de pedras e seixos arredondados.

A água é rasa e espelha a luz do céu e as árvores nas margens, criando reflexos ténues e cintilantes.

O nível da água, ligeiramente elevado, e a presença de lodo húmido e folhas caídas nas margens sugerem que a chuvada acabou de cessar.

As Margens: A margem esquerda está densamente coberta por vegetação verde escura, musgo, e terra encharcada, destacando-se as raízes expostas das árvores que se agarram ao solo.

A Luz: A iluminação é de final de tarde, com o sol baixo (ou a sair por detrás das nuvens) a atravessar a folhagem das árvores mais altas na parte superior direita.

Esta luz quente, em contraste com o ambiente húmido e escuro do ribeiro, confere uma atmosfera de serenidade e renovação.

O Enquadramento: O enquadramento em plano picado (de cima para baixo) acentua o brilho e a fluidez da água, transmitindo uma sensação de quietude e ar puro, típica do momento "Depois da chuvada".

.

A Chuvada e a Alma Transmontana — O Ciclo da Renovação

Em Trás-os-Montes, a chuvada não é apenas um fenómeno meteorológico; é um acontecimento fundamental que molda a paisagem, a economia e o temperamento das suas gentes.

A fotografia "Depois da chuvada" representa o momento exato em que a natureza respira aliviada, um instante de tranquilidade e saturação de vida que é essencial para a identidade desta região do Norte de Portugal.

.

O Inverno Húmido e a Benção da Água

Trás-os-Montes, especialmente a Terra Fria, é caraterizada por um clima continental que traz invernos rigorosos e, crucialmente, períodos de precipitação intensa.

O granito, o solo e o sistema agrícola da região dependem diretamente desta afluência de água:

Vitalidade Agrícola: É a chuva que nutre os soutos (castanheiros), os carvalhais e as culturas de sequeiro.

A cena do ribeiro a correr suavemente após a chuvada simboliza a reposição da água nas ribeiras e nas nascentes, garantindo a vitalidade dos campos.

O Sabor da Terra: A qualidade dos produtos transmontanos, desde a castanha até aos cogumelos (cuja aparição é determinada pela humidade), está intrinsecamente ligada à sazonalidade e à pluviosidade.

A chuva é a promessa de uma boa colheita e de um solo fértil.

.

A Sensação de "Depois da Chuvada"

O momento capturado na fotografia é rico em emoções e sensações que são universais, mas agudizadas na rusticidade transmontana:

O Aroma da Terra: O cheiro a terra molhada, a “petricor”, é a fragrância da floresta purificada.

A Quietude: O som da chuva intensa cede lugar ao murmúrio suave do ribeiro e ao silêncio das árvores encharcadas.

A Limpeza: A água remove o pó do verão e revela as cores mais saturadas da vegetação e das pedras.

.

A Metáfora da Resiliência

Na cultura transmontana, o ciclo da água reflete a resiliência do seu povo.

Tal como as raízes das árvores se agarram à terra húmida para resistir à erosão (como se vê na margem do ribeiro), o povo da região agarra-se à sua terra, resistindo à adversidade.

A chuvada, por vezes avassaladora, é sempre seguida pela serenidade e pela renovação — um ciclo perpétuo de dificuldade e superação.

.

A cena do riacho, iluminada pelo sol que regressa, é um lembrete de que, mesmo após as tempestades mais fortes, a luz e a vida voltam a fluir, prometendo a fertilidade e a continuidade.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
09
Out25

“A mina de água nascente” - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

“A mina de água nascente”

Águas Frias - Chaves - Portugal

09Out P1180439_ms

A fotografia de Mário Silva retrata uma mina de água nascente num ambiente rural e sereno.

O enquadramento mostra a entrada de uma mina de pedra escura, quase como um túnel, de onde a água flui para um tanque circular de pedra, em primeiro plano.

O tanque, com as suas paredes musgosas, é alimentado por uma nascente.

A vegetação densa, com árvores de folhas amarelas de outono e a luz do sol a atravessar as copas, cria uma atmosfera mística e pacífica.

.

A Lenda da Água Eterna

Havia um tempo, nos vales de Águas Frias, em que a água era um bem precioso, mas escasso.

As terras secavam, e as colheitas morriam.

A sede apertava as gentes e os animais, e o desespero começava a tomar conta das almas.

Contavam-se histórias sobre uma mina de água nascente, uma fonte lendária escondida nas entranhas da montanha, mas o seu paradeiro era um segredo há muito perdido.

.

Um dia, um jovem pastor, chamado Dionísio, partiu em busca dessa mina.

Ele não era forte nem corajoso, mas a sua determinação era a força do seu coração.

Depois de dias de caminhada por caminhos difíceis, ele encontrou um velho, tão velho quanto as pedras que calçavam a serra.

O velho, com a sua voz rouca de anos, disse-lhe:

- A mina só se revela a quem tiver o coração puro e a intenção verdadeira.

.

Dionísio, sem entender a fundo o significado daquelas palavras, continuou o seu caminho.

Atravessou penedos e chegou a uma clareira onde a luz do sol iluminava as árvores.

E então, ele viu-a: a entrada da mina, um arco de pedra escura, e a água a fluir para um tanque de pedra, como um bálsamo para a terra sedenta.

A mina era uma dádiva, mas o acesso era difícil.

As pedras que a cercavam pareciam vigias, e a entrada, um portal para um mundo desconhecido.

.

Apesar da sua exaustão, Dionísio, em vez de beber, começou a abrir um pequeno canal com as suas próprias mãos para que a água pudesse seguir o seu caminho até à aldeia.

Passou a noite inteira a trabalhar, movendo as pedras mais pequenas, as suas mãos a sangrarem e o seu corpo a doer de cansaço.

Ao amanhecer, a água começou a fluir, gota a gota, em direção aos campos da sua terra.

.

A fotografia de Mário Silva, com a sua luz mística, é um retrato do momento em que Dionísio, exausto, se sentou e viu a água a fluir.

Ele não se tornou um herói por ter derrotado um monstro ou por ter enfrentado um inimigo, mas por ter mostrado que a verdadeira força de um ser humano reside na sua capacidade de sacrifício e de partilha.

E assim, a mina de água nascente, que a lenda diz ser uma dádiva, foi, na realidade, a recompensa do seu trabalho e da sua abnegação.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
22
Set25

“Rio Tuela” – Torre de Dona Chama - Mirandela - Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Rio Tuela”

Torre de Dona Chama - Mirandela - Portugal

22Set  DSC04175_ms

Esta fotografia de Mário Silva retrata o Rio Tuela, com as suas margens densamente arborizadas.

A imagem, com o seu reflexo na água, evoca a serenidade do rio e a beleza da paisagem.

O rio, com a sua água escura e calma, flui entre as margens.

A luz do sol, que incide sobre a vegetação, cria um efeito de brilho e de sombra.

A fotografia, com a sua luz e a sua cor, é um retrato da beleza natural de Portugal.

.

Estória: O Sussurro do Rio

O Rio Tuela, com as suas águas escuras e profundas, era o guardião de segredos.

Ao longo dos anos, ele tinha ouvido as estórias dos amantes, os lamentos dos solitários e as promessas dos viajantes.

A sua vida era um conto de silêncio e de murmúrio, com o seu nome a ser ecoado por cada folha, por cada pedra e por cada ave.

.

Uma manhã, o rio, com as suas águas calmas, ouviu o lamento de uma jovem.

O nome dela era Estrelinha, e a sua vida era um conto de dor e de saudade.

Ela tinha perdido o seu amor, e o seu coração, como o rio, tinha-se tornado um túmulo para as suas memórias.

.

O rio, com a sua voz calma, sussurrou-lhe a estória do tempo.

- O tempo - disse ele - não para. As águas do rio, como as nossas lágrimas, vão para o mar. Mas as nossas memórias, como as pedras do rio, ficam para sempre.

Estrelinha, que tinha ouvido o lamento do rio, sentou-se na margem.

O sol, com os seus raios, incidiu sobre o rio e sobre as folhas.

.

Estrelinha, com a sua mão, tocou na água.

A sua dor, que era como uma tempestade, começou a dissipar-se.

O rio, com o seu murmúrio, disse-lhe:

- Não te esqueças de mim. A tua estória está no meu coração, e eu, como o teu amor, vou estar sempre contigo.

.

A fotografia de Mário Silva é um retrato do encontro entre a natureza e a alma humana.

O rio Tuela não é apenas um curso de água, mas um espelho da nossa alma.

O seu poder, o seu silêncio e a sua beleza são uma lembrança de que, mesmo na nossa solidão, a natureza tem o poder de nos confortar e de nos curar.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
17
Set25

“Riacho” - Nuzedo de Baixo - Vale das Fontes – Vinhais – Bragança – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Riacho”

Nuzedo de Baixo - Vale das Fontes –

Vinhais – Bragança – Portugal

15Set DSC03812_ms

A fotografia "Riacho" de Mário Silva retrata um pequeno curso de água.

A água, límpida e calma, reflete as árvores e a vegetação das margens.

A margem do riacho é coberta de ervas altas, juncos e pedras, com algumas árvores e arbustos.

No fundo, vislumbra-se uma ponte rústica e um pequeno edifício.

A luz do sol da tarde ilumina a cena, criando um ambiente tranquilo e sereno.

.

Estória Lírica: A Canção das Águas

Em Nuzedo de Baixo, a vida corria ao ritmo do riacho.

As suas águas não eram apenas um recurso; eram uma canção, uma melodia que embalava a vida da aldeia.

A fotografia de Mário Silva capturou a sua essência, a sua alma.

.

O riacho era o coração da paisagem, o seu espelho.

As águas calmas, com os seus reflexos, pareciam contar histórias de um mundo que Mário Silva capturou com a sua lente.

Histórias de sol, de vento, de chuva, de vida.

As ervas altas nas margens eram as suas notas, o murmúrio da água era a sua melodia.

.

A ponte, que se vislumbra ao fundo, era o seu verso, a sua promessa de que a vida continua, que a água encontra sempre o seu caminho.

A fotografia de Mário Silva era um lembrete de que a vida é um ciclo.

Que o riacho, que nasce na montanha e corre para o mar, é a vida, que nasce na infância e corre para a eternidade.

.

A cada pedra no riacho, a cada folha que caía na água, a canção mudava, mas a melodia permanecia.

Era a canção da natureza, a canção da vida.

Era uma canção de paz, de esperança, de amor.

Uma canção que nos ensinava que a vida, tal como a água, deve ser vivida com serenidade, com calma, com amor.

.

A fotografia de Mário Silva era uma ode a esta canção.

Era uma melodia visual, um poema pintado com luz e cor.

Era uma lembrança de que a beleza da vida não está nas coisas grandes, mas nas pequenas.

No brilho do sol na água, na calma do riacho, na serenidade da paisagem.

E que a nossa missão, tal como a do riacho, é correr para a frente, mas com um coração em paz.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
21
Ago25

"A gaivota descansando da manhã agitada”


Mário Silva Mário Silva

"A gaivota descansando da manhã agitada”

21Ago DSC04556_ms2

Esta fotografia de Mário Silva, foca-se numa gaivota solitária, branca e imaculada, que repousa sobre uma rocha submersa na água.

A ave, com as suas penas fofas e pernas finas e avermelhadas, está de pé sobre uma pata, com a outra recolhida, e tem a cabeça ligeiramente inclinada, como se estivesse a meditar ou a observar a maré.

A água à sua volta é calma e de cor cinzento-prateada, com reflexos suaves.

A presença de algas e outras rochas em segundo plano confere profundidade à imagem.

A fotografia, com a sua composição simples e serena, transmite uma sensação de paz e isolamento, contrastando com a agitação que o título sugere.

.

O nome da gaivota era Alma.

Não que os humanos soubessem, mas as outras gaivotas do bando chamavam-lhe assim, porque a sua cor branca era tão pura que parecia a alma da espuma do mar.

A fotografia de Mário Silva capturou-a naquele momento de repouso, o único momento de paz num dia que tinha sido uma batalha.

.

A manhã tinha começado com um vento forte que chicoteava as ondas e tornava a caça difícil.

Alma tinha lutado contra a tempestade, voando baixo sobre a água, com as suas asas a cortar o ar salgado.

Tinha mergulhado e subido, tinha visto o sol nascer e o mar revolto.

Tinha caçado o seu peixe, tinha defendido o seu território e tinha voltado, exausta, para a sua rocha.

.

A sua rocha era o seu trono, o seu santuário.

Era um pequeno pedaço de terra no meio da água, com musgo e conchas incrustadas, que ela tinha reivindicado como seu.

Ninguém a incomodava ali.

Era o seu refúgio da agitação do mundo, o seu ponto de observação do céu e do mar.

.

Alma pousou na rocha, recolheu uma das pernas e fechou os olhos.

O vento continuava a soprar, mas a sua alma estava calma.

Conseguiu ouvir os sons familiares do mar: as ondas a quebrar, o grito distante de outras gaivotas, o sussurro da espuma que se dissolvia na areia.

O sal do mar secava nas suas penas e o sol da manhã acariciava-lhe o corpo.

.

Ela pensou nos desafios da manhã, na luta pela comida, na dança perigosa com as ondas.

Pensou na sua coragem e na sua perseverança.

A vida de uma gaivota não era fácil, mas era a sua vida.

Era uma vida de liberdade, de voo, de vento e de mar.

.

Quando finalmente abriu os olhos, o mar parecia diferente.

Não era mais a paisagem hostil da manhã, mas um espelho prateado que refletia a luz do céu.

A sua rocha, que antes era apenas um ponto de descanso, parecia agora uma ilha de paz.

Alma sentiu um profundo sentimento de gratidão.

.

Mário Silva, na sua fotografia, capturou o momento exato em que a gaivota Alma encontrou a sua paz.

Ele não capturou a gaivota, mas a sua alma: a dignidade do seu repouso, a coragem que se esconde na sua pose, a beleza que se encontra na sua solidão.

O resto da manhã seria de calma, mas a gaivota já estava pronta para a próxima batalha, com a alma lavada pelo sal e o coração cheio da paz do seu trono.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
16
Jul25

"O tanque de água esverdeada e os jarros brancos" e uma estoriazinha


Mário Silva Mário Silva

"O tanque de água esverdeada e os jarros brancos"

e uma estoriazinha

16Jul DSC01441_ms

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "O tanque de água esverdeada e os jarros brancos", retrata um canto da natureza que combina elementos de beleza e um certo abandono.

Em primeiro plano, destacam-se vários jarros brancos (Zantedeschia aethiopica), com as suas elegantes espatas brancas e folhas verdes vibrantes, que crescem abundantemente à beira de um tanque.

A composição dos jarros, alguns em plena floração e outros mais jovens, confere um toque de frescura e vida à cena.

.

O tanque ocupa grande parte do centro da imagem e apresenta uma superfície de água completamente coberta por algas esverdeadas, criando uma textura densa e um tom uniforme de verde-lima.

As paredes do tanque são visíveis, com musgo e sinais de humidade e tempo.

Ao fundo, para além do tanque, observa-se um terreno elevado, possivelmente um campo ou terreno agrícola, com vegetação de tons castanhos e verdes.

Uma pequena parte de uma árvore ou arbusto com folhagem verde escura é visível no canto superior direito, adicionando um elemento vertical.

A luz na fotografia sugere um dia claro, realçando as cores e as texturas.

A imagem convida à reflexão sobre a coexistência entre a beleza da flora e a natureza que lentamente reclama as estruturas criadas pelo homem.

.

A Estória: O Segredo do Velho Tanque

Na velha propriedade dos avós, entrelaçada com as raízes de um passado esquecido, jazia um tanque de água esverdeada.

Não era um verde vibrante de floresta, mas um verde leitoso e denso, como um tapete de musgo sobre as águas paradas, um espelho de tempo e negligência.

As suas paredes de pedra, outrora fortes e limpas, agora estavam cobertas por um manto húmido de líquenes, e pequenas fissuras denunciavam os anos de inverno e verão.

.

Para os netos que visitavam a casa nas férias grandes, o tanque era um mistério proibido.

"Não se aproximem!" - alertava a avó, com um brilho nos olhos que era metade preocupação, metade memória.

Diziam que as suas águas eram profundas e que o lodo no fundo escondia segredos.

Mas o que mais prendia o olhar eram os jarros brancos que, como pequenas e elegantes sentinelas, cresciam à beira do tanque.

As suas flores, de um branco imaculado, contrastavam dramaticamente com o verde estagnado, parecendo anjos caídos que velavam sobre algo.

.

Entre os jarros, havia um particularmente belo, com a sua haste longa e a sua espata branca a desdobrar-se em perfeição.

Era o jarro favorito de Ana, a neta mais curiosa.

Ela passava horas sentada perto dele, imaginando o que o tanque esverdeado poderia esconder.

Seria um portal para um mundo subaquático?

Um tesouro de moedas antigas que o avô, outrora um homem de muitos contos, teria deixado cair por descuido?

.

Uma tarde, enquanto a brisa soprava sussurrando segredos entre as folhas das árvores, Ana decidiu desafiar a proibição da avó.

Não para entrar no tanque, mas para se aproximar um pouco mais, para sentir o cheiro da água parada, para tocar a pétala suave do seu jarro favorito.

Ao esticar a mão, os seus dedos roçaram algo duro e frio, escondido entre as raízes dos jarros. Era uma pequena caixa de madeira, envelhecida pelo tempo, quase fundida com a terra.

.

Com o coração a bater forte, Ana abriu a caixa.

Dentro, não havia ouro nem joias, mas um conjunto de cartas amareladas e um pequeno medalhão de prata com uma gravação desvanecida: "Para a minha amada L. no nosso lugar secreto."

As cartas eram do seu avô para a avó, escritas nos tempos de juventude, falando de um amor proibido e encontros furtivos junto a este mesmo tanque, que então seria cristalino e convidativo.

O tanque, afinal, não guardava tesouros de piratas, mas o tesouro mais valioso de todos: a história de um amor puro e secreto que floresceu, tal como os jarros brancos, à margem da vida e do tempo.

.

Ana fechou a caixa com um sorriso nos lábios.

O tanque esverdeado já não era um mistério assustador, mas um santuário de memórias, um testemunho silencioso de um amor que resistiu ao tempo, assim como os jarros brancos resistiam à água turva, florindo em beleza e esperança.

Ela percebeu que, às vezes, os maiores segredos não são os que se escondem em profundidades escuras, mas aqueles que se revelam na simplicidade e na beleza de um canto esquecido do mundo.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
03
Jul25

“Fonte de mergulho” - S. Vicente (Chaves – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Fonte de mergulho”

S. Vicente (Chaves – Portugal)

03Jul DSC01220_ms

A fotografia de Mário Silva, "“Fonte de mergulho” - S. Vicente (Chaves – Portugal), exibe uma estrutura de pedra característica e de grande significado histórico e cultural para as comunidades rurais.

.

A imagem foca-se numa fonte de mergulho, uma construção antiga feita predominantemente de pedra lavrada e aparelhada, de tonalidade clara, provavelmente granito, que é comum na região de Chaves.

.

A estrutura central é composta por um arco de volta perfeita, que dá acesso ao interior da fonte, onde se recolhia a água.

Este arco está integrado numa fachada sólida de pedra, que serve de suporte e proteção ao tanque de recolha.

Acima do arco, a estrutura horizontal forma uma espécie de pequeno banco ou platibanda, onde assenta uma cruz de pedra, símbolo cristão que frequentemente acompanha estas fontes, abençoando e protegendo a água e os que dela bebem.

.

À direita da fonte, é visível uma placa de aviso amarela, com texto a preto, parcialmente visível, que parece indicar "PERIGO" e informação de segurança e restrição, pois atualmente a água é imprópria para consumo.

.

No lado esquerdo da estrutura principal, um pequeno tanque retangular de pedra, de menor profundidade, parece ser um bebedouro ou um lavadouro mais pequeno, adjacente à fonte principal.

Toda a estrutura assenta sobre um pavimento de lajes de pedra, que se prolonga para a frente da fonte.

.

Em primeiro plano, na parte inferior da fotografia, vê-se um muro de blocos de cimento de cor cinzenta escura, indicando que a fonte está ligeiramente acima do nível da rua.

.

O fundo da imagem mostra vegetação densa e verde, com arbustos e árvores, sugerindo um ambiente rural ou semi-rural.

A luz do sol incide diretamente na fonte, criando contrastes acentuados de luz e sombra que realçam a textura da pedra e a profundidade do arco.

.

Uma fonte de mergulho, também conhecida como fonte de mina ou fonte de nascente, é um tipo de construção tradicional que tem como função captar e disponibilizar a água de uma nascente natural para usufruto da população.

O termo "de mergulho" refere-se à necessidade de "mergulhar" ou baixar-se para aceder ao interior da estrutura e recolher a água diretamente da nascente ou de um pequeno tanque onde a água brota.

.

Geralmente são construídas no local onde a água brota do solo, protegendo a nascente da contaminação externa (folhas, detritos, animais).

Apresentam uma estrutura fechada ou semi-fechada, muitas vezes com um arco ou galeria, que permite o acesso ao ponto de recolha da água.

A água é fresca e pura, mantida à temperatura constante do subsolo.

Muitas destas fontes incluem tanques adjacentes, chamados "lavadouros", onde as pessoas lavavam a roupa, e "bebedouros" para animais.

.

Até à generalização das redes de abastecimento de água domiciliária, as fontes de mergulho desempenhavam um papel fundamental e insubstituível na vida das comunidades rurais.

A sua importância pode ser compreendida sob vários aspetos:

- Eram a principal, e muitas vezes a única, fonte de água potável para consumo humano e animal.

A qualidade da água era crucial para a saúde pública.

- As fontes eram locais de intensa atividade social.

As mulheres, em particular, deslocavam-se diariamente à fonte para buscar água, transformando estes momentos em oportunidades de convívio, partilha de informações e fortalecimento dos laços comunitários.

Era um espaço de comunicação e socialização.

- Os lavadouros anexos permitiam a lavagem da roupa, uma tarefa árdua que também se tornava um momento de convívio entre as lavadeiras.

- A água das fontes era vital para a agricultura de subsistência e para a criação de gado, que dependiam diretamente da disponibilidade hídrica.

- As fontes de mergulho são testemunhos vivos de um passado recente, de um modo de vida mais simples e dependente dos recursos naturais.

Representam um património arquitetónico e etnográfico que define a identidade das aldeias.

Muitas estão ligadas a lendas locais ou têm nomes próprios que as distinguem.

A cruz, como a que se vê na fotografia, sublinha o caráter sagrado ou de bênção atribuído à água e ao local.

- Representam um modelo de gestão da água baseado na captação de recursos naturais de forma sustentável, sem a necessidade de infraestruturas complexas ou de grande consumo energético.

.

Embora muitas fontes de mergulho tenham perdido a sua função primária com a modernização, muitas são hoje preservadas como marcos históricos, culturais e turísticos, recordando a centralidade que a água e estes locais tiveram na vida das gerações passadas.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
06
Jun25

“Barragem de Mairos (Chaves – Portugal)” - Captação de água da ribeira das Aveleiras para regadio


Mário Silva Mário Silva

“Barragem de Mairos (Chaves – Portugal)”

Captação de água da ribeira das Aveleiras para regadio

06Jun DSC06816_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada “Barragem de Mairos (Chaves – Portugal)” retrata uma estrutura hidráulica essencial para a região de Trás-os-Montes: a barragem de Mairos, que capta água da ribeira das Aveleiras para irrigação.

.

A imagem mostra uma paisagem rural serena, com um lago formado pela barragem em primeiro plano, refletindo a luz suave de um dia claro.

No centro da composição, uma passarela com grades brancas que se estende sobre a água, ligando a margem a uma pequena torre de captação, que emerge do reservatório.

A torre, de formato cilíndrico e telhado cónico, é um elemento funcional que regula o fluxo de água.

Ao fundo, colinas verdejantes e douradas, cobertas por vegetação rasteira e árvores esparsas, compõem o cenário típico transmontano, com tons que sugerem o final da primavera ou início do verão.

Pequenos detalhes, como flores brancas em primeiro plano, adicionam um toque delicado à composição.

.

A fotografia utiliza uma luz natural que realça os tons terrosos e verdes, criando uma atmosfera calma e equilibrada.

A escolha do enquadramento, com a passarela guiando o olhar até a torre e as colinas ao fundo, destaca a harmonia entre a intervenção humana e a natureza.

.

A obra de Mário Silva não é apenas um registro documental, mas também uma celebração da relação entre o homem e o meio ambiente.

A barragem de Mairos, com a sua simplicidade arquitetónica, é apresentada como um elemento integrado na paisagem, sem dominá-la.

A passarela, com as suas linhas retas, contrasta com as formas orgânicas das colinas, simbolizando a intervenção humana que, nesse caso, é benéfica e sustentável.

A luz suave e a paleta de cores naturais reforçam a ideia de equilíbrio e tranquilidade, características muitas vezes associadas às zonas rurais de Portugal.

.

A barragem de Mairos, como outras estruturas hidráulicas em Trás-os-Montes, desempenha um papel crucial no desenvolvimento agrícola da região.

Trás-os-Montes é conhecida pelo seu clima continental, com verões secos e quentes e invernos frios, o que torna a gestão da água um desafio para os agricultores.

A captação de água da ribeira das Aveleiras para irrigação permite o cultivo de culturas como cereais, hortaliças e vinhas, que são a base da economia local.

.

Estas barragens garantem o fornecimento de água durante os períodos de seca, aumentando a produtividade agrícola e a segurança alimentar.

Além disso, elas ajudam a combater a desertificação e a erosão do solo, problemas comuns em áreas de relevo acidentado como Trás-os-Montes.

A construção de reservatórios e sistemas de regadio também incentiva a fixação das populações rurais, reduzindo o êxodo para áreas urbanas, e preserva práticas agrícolas tradicionais que são parte da identidade cultural da região.

.

Em resumo, a fotografia de Mário Silva captura não apenas a beleza da barragem de Mairos, mas também a sua relevância como um símbolo de sustentabilidade e desenvolvimento para a agricultura transmontana, evidenciando como a engenharia pode coexistir harmoniosamente com a natureza para beneficiar as comunidades locais.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

 

Mário Silva 📷
07
Mai25

"O tanque”


Mário Silva Mário Silva

"O tanque”

07Mai DSC04413_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "O tanque", captura um tanque de pedra em Águas Frias, Chaves, Portugal.

Este tanque, com as suas bordas de pedra cobertas de musgo e a água refletindo a vegetação ao redor, carrega uma história funcional que reflete a evolução das práticas rurais na região.

.

Antigamente, tanques como este eram essenciais para a comunidade, servindo como local para lavar roupas.

As mulheres da aldeia reuniam-se em torno destes tanques, esfregando as peças manualmente com sabão, enquanto compartilhavam conversas e fortaleciam laços sociais.

A pedra lisa ao redor do tanque, visível na foto, provavelmente era usada como superfície para esfregar as roupas, e a água, muitas vezes proveniente de fontes naturais, era constantemente renovada para garantir a limpeza.

.

Hoje, com o avanço das tecnologias domésticas, como as máquinas de lavar, a função original destes tanques foi substituída.

No entanto, eles não perderam a sua utilidade.

Atualmente, o tanque da fotografia é utilizado como reservatório de água para a rega de culturas hortícolas.

A água acumulada, ainda que com um tom esverdeado devido à presença de algas, é aproveitada para irrigar hortas locais, sustentando o cultivo de vegetais e outras plantas.

As pedras e plantas ao redor, como as folhas verdes visíveis na imagem, sugerem um ambiente integrado à natureza, onde o tanque continua a desempenhar um papel vital na vida agrícola da comunidade.

.

Essa transição de função destaca a adaptabilidade das estruturas tradicionais às necessidades contemporâneas, mantendo a sua relevância num contexto rural.

A fotografia de Mário Silva, assim, não apenas documenta um elemento do património local, mas também conta uma história de continuidade e transformação.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
03
Abr25

"A água corre por entre as rochas, ... escorrega, ... tropeça, ... cai ..., mas continua ..."


Mário Silva Mário Silva

.

"A água corre por entre as rochas, ...

escorrega, ...

tropeça, ...

cai ...,

mas continua ..."

03 DSC00846_ms

A fotografia de Mário Silva, "A água corre por entre as rochas, ... escorrega, ... tropeça, ... cai ..., mas continua ...", provavelmente retrata um curso de água, como um rio ou ribeiro, a fluir sobre um leito rochoso.

A descrição sugere uma imagem dinâmica, onde a água enfrenta obstáculos (as rochas), adaptando-se ao terreno.

Podemos imaginar a água a serpentear entre as pedras, deslizando sobre superfícies lisas, embatendo e caindo de pequenas alturas, mas mantendo sempre o seu movimento contínuo.

.

A descrição do correr da água na fotografia de Mário Silva oferece uma poderosa analogia com a jornada da Vida.

.

Assim como a água encontra rochas no seu caminho, a vida é repleta de obstáculos, desafios e dificuldades.

Enfrentamos problemas pessoais, profissionais, de saúde, entre outros, que nos podem parecer barreiras intransponíveis.

.

A água não tenta derrubar as rochas, mas sim contorná-las, deslizar pelas suas superfícies.

Na vida, também precisamos ser flexíveis e adaptáveis.

Nem sempre conseguimos seguir o caminho que tínhamos planeado, e é crucial encontrar novas formas de avançar perante as mudanças e imprevistos.

.

Há momentos na vida em que nos sentimos a "tropeçar", a perder o equilíbrio, a enfrentar situações inesperadas que nos desestabilizam.

Tal como a água pode embater nas rochas e perder momentaneamente o seu fluxo linear, nós também passamos por fases de incerteza e dificuldade.

.

A água por vezes cai, seja de uma pequena altura ou numa cascata.

Na vida, experimentamos desilusões, fracassos e perdas.

Estes momentos podem ser dolorosos e fazer-nos sentir que retrocedemos.

.

A característica mais marcante da água na descrição é a sua persistência.

Apesar dos obstáculos, dos tropeços e das quedas, ela "continua" o seu curso.

Esta é a essência da resiliência na vida.

Independentemente das dificuldades que enfrentamos, a capacidade de nos levantarmos, aprendermos com as experiências e seguirmos em frente é fundamental para o nosso crescimento e bem-estar.

.

Assim como a água encontra sempre um caminho para seguir o seu curso até ao mar, a vida, com todas as suas complexidades e desafios, continua.

A analogia lembra-nos da importância da adaptabilidade, da resiliência e da persistência para navegarmos pelas águas por vezes turbulentas da nossa existência.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
26
Fev25

"As gotas do último aguaceiro e a teia que ainda resiste" - A Naturalidade e a Resiliência


Mário Silva Mário Silva

"As gotas do último aguaceiro e

a teia que ainda resiste"

A Naturalidade e a Resiliência

26Fev DSC08996_ms

A fotografia de Mário Silva intitulada "As gotas do último aguaceiro e a teia que ainda resiste" captura uma cena natural delicada e íntima.

A imagem mostra uma planta com ramos finos e verdes, sobre os quais repousam gotas de água, presumivelmente do último aguaceiro.

As gotas de água são translúcidas e refletem a luz de maneira que brilham, adicionando um toque de magia à imagem.

Além disso, há uma teia de aranha visível, que se estende entre os ramos da planta, adicionando um elemento de resiliência e permanência à composição.

.

A composição é minimalista, focando em detalhes pequenos, mas significativos.

O uso do foco seletivo destaca as gotas de água e a teia, enquanto o fundo é desfocado, o que ajuda a manter a atenção do observador nos elementos principais.

A escolha de um fundo verde suave complementa a cor da planta, criando uma harmonia visual.

.

A teia de aranha, apesar de ser frágil, ainda resiste após o aguaceiro, simbolizando a resiliência da natureza.

Este tema é reforçado pela presença das gotas de água, que, embora temporárias, são capturadas num momento de beleza efêmera.

A fotografia lembra-nos da força silenciosa e da persistência da natureza.

.

A luz é utilizada de maneira magistral para realçar as gotas de água, criando reflexos e brilhos que adicionam profundidade e textura à imagem.

A luz suave também sugere um momento de calma após a tempestade, reforçando o sentimento de tranquilidade e renovação.

.

A imagem pode ser interpretada como um comentário sobre a capacidade da natureza de se recuperar e manter a sua beleza mesmo após eventos adversos como um aguaceiro.

As gotas de água simbolizam a vida e a renovação, enquanto a teia representa a continuidade e a resistência.

.

Embora a imagem seja bela e poética, poderia haver um maior contraste entre a planta e o fundo para destacar ainda mais a estrutura da planta.

Além disso, uma perspetiva ligeiramente diferente poderia ter incluído mais da teia, mostrando a sua extensão e complexidade, o que poderia aumentar a narrativa de resiliência.

.

No geral, Mário Silva conseguiu capturar um momento fugaz da natureza com uma profundidade simbólica e uma estética que celebra tanto a beleza quanto a resistência do mundo natural.

A fotografia não só documenta um evento natural, mas também convida o observador a refletir sobre temas maiores como a resiliência e a beleza efêmera.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
18
Fev25

"Os antigos tanques comunitários da Lampaça" (já demolidos) - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Os antigos tanques comunitários da Lampaça"

(já demolidos)

Águas Frias - Chaves - Portugal

18Fev DSC04221_ms

A fotografia mostra os antigos tanques comunitários da Lampaça, localizados na aldeia de Águas Frias em Chaves, Portugal.

Esses tanques, que já foram demolidos, desempenhavam um papel crucial para as populações rurais em Portugal.

.

Os tanques comunitários eram a principal fonte de água para muitas aldeias rurais.

Antes da chegada da água canalizada, as pessoas dependiam desses tanques para obter água potável para beber, cozinhar e lavar roupa.

Além de sua função prática, os tanques também serviam como pontos de encontro social.

As pessoas reuniam-se ao redor desses tanques para conversar, trocar notícias e fortalecer os laços comunitários, especialmente em aldeias onde os habitantes eram geograficamente dispersos.

Em muitas áreas rurais, os tanques comunitários eram essenciais para a higiene pessoal e pública.

A possibilidade de lavar roupas e utensílios num local centralizado ajudava a manter padrões básicos de limpeza, o que era vital para evitar doenças.

Em algumas regiões, esses tanques também eram usados para fornecer água aos animais e para irrigação de pequenas plantações, contribuindo assim para a economia local.

.

A imagem captura não apenas a estrutura física dos tanques, mas também evoca a memória de um tempo em que a vida rural dependia fortemente dessas infraestruturas comunitárias.

A demolição desses tanques simboliza a mudança para a modernidade e a evolução das infraestruturas de abastecimento de água, mas também representa a perda de um elemento cultural e social significativo para as comunidades rurais portuguesas.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
15
Fev25

"Fonte dos Leões" (Porto – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"Fonte dos Leões"

(Porto – Portugal)

15Fev DSC09145_ms

A fotografia de Mário Silva captura a beleza e a imponência da Fonte dos Leões, um marco icónico da cidade do Porto.

A imagem, com uma composição equilibrada, destaca a fonte em toda a sua exuberância, com os leões de bronze a sobressair sobre a água cristalina.

A iluminação noturna, com tons de azul e verde, confere à fonte um ar mágico e misterioso.

.

A Fonte dos Leões foi inaugurada a 24 de julho de 1882.

O nome da fonte deve-se às quatro imponentes estátuas de leões que a rodeiam – daí a designação “Fonte dos Leões”.

Estes leões foram esculpidos pelo artista francês Emmanuel Fremiet, conhecido pelas suas esculturas de animais durante os finais do século XIX

.

A composição da fotografia é simétrica, com a fonte ocupando o centro da imagem.

A perspetiva adotada permite apreciar a fonte em toda a sua grandiosidade, destacando os detalhes das esculturas e a beleza da água.

A luz artificial, com tons de azul e verde, cria um ambiente mágico e noturno.

A água, iluminada por baixo, parece brilhar, criando um efeito visualmente impactante.

Os leões, símbolo de força e poder, representam a importância da cidade do Porto como um centro económico e cultural.

A água, por sua vez, simboliza a vida, a renovação e a purificação.

A Fonte dos Leões foi construída no século XIX, durante um período de grande desenvolvimento urbano da cidade do Porto.

A fonte representa a modernização da cidade e a sua aspiração a uma imagem cosmopolita.

.

A Fonte dos Leões é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade do Porto, desempenhando um papel importante na vida dos portuenses e na identidade da cidade.

.

A fonte é um dos cartões de visita da cidade, sendo um ponto de encontro e um local de passeio para turistas e habitantes locais.

A construção da fonte, no século XIX, representou um avanço tecnológico e um símbolo de progresso para a cidade.

A Fonte dos Leões faz parte da memória coletiva dos portuenses e está associada a diversos acontecimentos históricos e culturais.

A fonte tem sido representada em diversas obras de arte, como pinturas, fotografias e esculturas, tornando-se um ícone da cultura portuense.

.

Em resumo, a fotografia de Mário Silva captura a beleza e a importância da Fonte dos Leões, um marco histórico e cultural da cidade do Porto.

A imagem, com a sua composição harmoniosa e a sua simbologia rica, convida-nos a refletir sobre a história da cidade e a sua identidade.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
16
Jan25

"Salta a água na ribeira"


Mário Silva Mário Silva

"Salta a água na ribeira"

16Jan DSC00339_ms

A fotografia "Salta a água na ribeira" de Mário Silva captura um momento sereno e pitoresco em Famalicão, Portugal.

A imagem mostra uma pequena queda d'água numa ribeira, onde a água desce suavemente sobre uma pequena barragem de pedra, criando um efeito de espuma branca.

A cena é emoldurada por uma árvore em primeiro plano, cujo tronco inclinado adiciona uma dimensão interessante à composição.

O fundo revela um campo verdejante, com algumas árvores nuas, sugerindo uma estação de transição, possivelmente o início da primavera ou o final do outono.

A luz do sol, suave e dourada, ilumina a cena, criando sombras suaves e realçando as cores naturais da vegetação e da água.

.

A composição da fotografia é harmoniosa, com um uso eficaz do espaço e das linhas naturais para guiar o olhar do observador.

A árvore inclinada em primeiro plano serve como uma moldura natural, enquadrando a queda d'água e direcionando a atenção para o movimento da água.

A escolha de iluminação, com a luz do sol dourada, adiciona um tom quente e convidativo à imagem, contrastando com a frescura da água e a vivacidade do verde do campo.

.

A técnica de captura parece utilizar uma longa exposição, suavizando o movimento da água e criando um efeito de seda que é visualmente agradável.

A profundidade de campo é bem controlada, mantendo a nitidez na água e nas pedras, enquanto o fundo é suavemente desfocado, o que ajuda a destacar o movimento da água.

.

A fotografia transmite uma sensação de tranquilidade e paz.

O som imaginado da água caindo suavemente, combinado com a beleza natural do cenário, evoca sentimentos de relaxamento e conexão com a natureza.

A luz dourada do sol sugere um momento de pausa, um intervalo no tempo onde a natureza revela a sua beleza sem pressa.

A imagem pode lembrar ao observador, momentos de contemplação, caminhadas na natureza, ou simplesmente o prazer de observar a simplicidade e a beleza do mundo natural.

.

A presença da árvore inclinada pode também sugerir resiliência e adaptação ao ambiente, refletindo sobre a capacidade da natureza e, por extensão, dos seres humanos, de se ajustarem e prosperarem mesmo em condições adversas.

.

Em suma, "Salta a água na ribeira" é uma obra que não só captura um belo cenário natural mas também evoca emoções profundas de calma, reflexão e admiração pela beleza simples que nos rodeia.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
15
Jan25

"As árvores despidas e o seu reflexo"


Mário Silva Mário Silva

"As árvores despidas e o seu reflexo"

15Jan DSC05638_ms

Nas árvores nuas, o inverno pousa,

Reflexos no espelho d'água, a vida desvanece.

Ramos sem folhas, em silêncio, repousa,

No espelho, a alma da floresta se reflete.

.

O frio traz a nudez, a verdade crua,

Mostra-nos o essencial, sem adornos, sem cor.

A água, serena, capta essa mensagem sua,

E no reflexo, o tempo, a vida, e a dor.

.

Cada galho, uma história, um testemunho,

De verões passados, de outonos em chamas.

O espelho d'água, com o seu olhar profundo,

Guarda segredos, sonhos, e algumas almas.

.

Despidas, as árvores, mostram a sua essência,

No espelho, vejo a minha própria nudez.

A vida, como as árvores, tem a sua cadência,

E no reflexo, encontro a minha paz, minha verdade.

.

A natureza, na sua simplicidade, nos ensina,

Que a beleza reside na essência, não na aparência.

E no espelho da água, a lição se projeta,

As árvores nuas, no seu reflexo, a eterna dança.

.

Poema & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

 

Mário Silva 📷
13
Jan25

“Fonte das Tendas” – Dadim (Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Fonte das Tendas”

Dadim (Chaves - Portugal)

13Jan DSC05597_ms

A fotografia "Fonte das Tendas" captura a essência de um elemento fundamental da cultura rural portuguesa: a fonte.

Com uma composição cuidadosa e uma paleta de cores harmoniosa, Mário Silva transporta-nos para a pacata aldeia de Dadim, em Chaves, e convida-nos a apreciar a beleza e a simplicidade deste local.

.

A imagem apresenta uma fonte de granito, com uma arquitetura simples e funcional.

O arco em forma de ferradura, típico da arquitetura popular portuguesa, domina a composição, enquanto a bacia de água, esculpida numa única peça de pedra, convida à contemplação.

Ao fundo, um conjunto de casas rurais e a vegetação circundante completam o cenário, evocando a tranquilidade da vida rural.

.

A composição é equilibrada, com a fonte ocupando o centro da imagem e a vegetação e as casas ao fundo criando um enquadramento natural.

A linha horizontal da bacia da fonte e a verticalidade do arco criam uma sensação de harmonia e estabilidade.

A luz natural, suave e difusa, envolve a cena, criando uma atmosfera serena e contemplativa.

As sombras suaves e alongadas contribuem para a sensação de profundidade e tridimensionalidade da imagem.

A paleta de cores é predominantemente quente, com tons de terra e ocre, que evocam a sensação de antiguidade e tradição.

A pedra da fonte, com as suas tonalidades envelhecidas, contrasta com o verde da vegetação, criando um efeito visual interessante.

A fotografia apresenta uma grande profundidade de campo, permitindo que todos os elementos da imagem estejam nítidos, desde o primeiro plano até ao fundo.

A escolha do diafragma e da velocidade do obturador permitiu capturar a textura da pedra e a atmosfera do local.

.

A fonte é um elemento fundamental da cultura rural portuguesa, representando um ponto de encontro e abastecimento de água.

A utilização da pedra como material de construção é uma característica marcante da arquitetura popular portuguesa, conferindo às construções uma grande durabilidade.

O arco em forma de ferradura é um elemento típico da arquitetura popular, presente em diversas construções, desde fontes a pontes.

.

A atmosfera serena da fotografia, com a fonte isolada no campo, transmite uma sensação de paz e tranquilidade.

A imagem evoca um sentimento de nostalgia, transportando o observador para um tempo em que a vida era mais simples e a comunidade era mais forte.

A fonte, integrada na paisagem natural, estabelece uma conexão entre o homem e a natureza.

A água, elemento essencial para a vida, é celebrada na fotografia como fonte de vida e de bem-estar.

.

Em resumo, a fotografia "Fonte das Tendas" de Mário Silva é uma obra que captura a beleza e a simplicidade da vida rural portuguesa.

Através de uma composição cuidadosa e de uma paleta de cores harmoniosa, o fotógrafo convida o observador a apreciar a importância da água e a valorizar o património cultural do nosso país.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
08
Nov24

"As chuvas outonais transformam as tímidas finas linhas de água em vigorosos caminhos de fonte de Vida - a água"


Mário Silva Mário Silva

"As chuvas outonais transformam as tímidas finas linhas de água em vigorosos caminhos de

fonte de Vida - a água"

08Nov DSC08924_ms

A fotografia de Mário Silva captura um momento de transformação na natureza, com foco na força revitalizante da água após as chuvas outonais.

A imagem retrata um pequeno riacho no meio a uma mata, onde a água, antes restrita a finas linhas, agora corre vigorosa, criando pequenas poças e refletindo a luz do sol através das árvores.

A paleta de cores é predominantemente verde e castanha, com tons quentes que evocam a sensação de um outono ameno.

A composição da imagem é harmoniosa, com as linhas sinuosas do riacho conduzindo o olhar do observador para o interior da floresta.

.

A fotografia simboliza o ciclo da vida e a importância da água para todos os seres vivos.

As chuvas outonais, que revitalizam a paisagem, representam um momento de renovação e esperança.

A imagem captura a beleza e a força da natureza, que, apesar das adversidades, encontra sempre um caminho para se renovar.

A fotografia, além da sua beleza estética, possui um profundo significado para as comunidades rurais, especialmente as aldeias transmontanas.

A água é um recurso essencial para a vida nessas regiões, sendo utilizada para consumo humano, agricultura e pecuária.

A imagem lembra-nos da importância de preservar os recursos hídricos e de adotar práticas sustentáveis.

A água sempre esteve presente na cultura e na história das comunidades rurais.

Ela era fonte de vida, mas também de inspiração para poetas, artistas e músicos.

A fotografia de Mário Silva evoca essa rica tradição cultural, conectando o presente com o passado.

A fotografia apresenta uma composição equilibrada e uma excelente qualidade técnica.

A luz natural, que penetra entre as árvores, cria uma atmosfera mágica e convidativa.

A profundidade de campo permite ao observador apreciar os detalhes da paisagem, desde as folhas das árvores até as pequenas pedras no leito do riacho.

.

As aldeias transmontanas, com as suas paisagens montanhosas e clima mediterrânico, são fortemente dependentes da água.

.

A água é utilizada para irrigar as culturas, garantindo a produção de alimentos para a subsistência das comunidades e para o comércio.

A água é fundamental para a criação de animais, como bovinos, ovinos e caprinos, que são uma fonte importante de renda para muitas famílias.

A água potável é essencial para a saúde e o bem-estar das populações rurais.

.

Em resumo, a fotografia de Mário Silva "As chuvas outonais transformam as tímidas finas linhas de água em vigorosos caminhos de fonte de Vida - a água" é uma obra de arte que nos conecta com a natureza e com a nossa história.

A imagem lembra-nos da importância da água para a vida e da necessidade de preservar este recurso natural tão precioso.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

 

Mário Silva 📷

Dezembro 2025

Mais sobre mim

foto do autor

LUMBUDUS

blog-logo

Hora em PORTUGAL

Calendário

Janeiro 2026

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

O Tempo em Águas Frias

Pesquisar

Sigam-me

subscrever feeds

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.