Pequenas Gotas de Águas Frias


Águas Frias

Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2019

Águas Frias (Chaves) - 11 de janeiro - O Dia Internacional do Obrigado

11 de janeiro

Dia Internacional do OBRIGADO

Águas Frias (Chaves) - ...pôr do sol invernio ...

O objetivo do Dia Internacional do Obrigado é simplesmente agradecer a todos aqueles que fazem parte da vida das pessoas e que as ajudam e alegram, só por existirem. Neste dia o mote é dizer “obrigado” às pessoas das quais se gosta, ou demonstrar esse mesmo obrigado por gestos.

Águas Frias (Chaves) - ...a igreja matriz sobre um céu que não avizinha bom tempo ...

Apesar de não ser um dia mediático (de ser desconhecido por muita gente), o Dia Internacional do Obrigado foi criado através das redes sociais na Internet e foi-se enraizando aos poucos no seio da comunidade, tendo um fim nobre e sempre necessário.

Águas Frias (Chaves) - ... e as águas frias correm lentamente, serpenteando a paisagem ...

Mesmo que parecendo insignificante, esta palavra de oito letras pode fazer toda a diferença para quem a recebe, assim como deixar mais feliz quem a profere. Neste dia diga obrigado a todos os que merecem ouvir essa palavra, criando um hábito a manter pelo ano inteiro.

Águas Frias (Chaves) - ... o cordeiro atento para algo que passa ...

 

Resumindo, OBRIGADO a si por estar aqui connosco.

 

Águas Frias (Chaves) - ... o tanque de Cimo de Vila ( por lá já se lavaram muitos "cueirinhos" ...)

Hoje é dia de agradecer. À mãe, ao pai, ao filho, ao tio, à tia, ao periquito ou a quem lhe der na cabeça. No Dia Internacional do Obrigado, agradeça. Em português, em inglês, em francês, em islandês ou em lituano. E é para o ajudar nessa dura missão poliglota que estamos aqui hoje com estas 50 formas diferentes de dizer obrigado. Para que possamos agradecer a toda a gente. E para que, na próxima viagem que fizer à China, não se esqueça de dizer Xièxiè.

INGLÊS – Thank You

AFRIKAANS – Dankie

ALBANÊS – Faleminderit

ALEMÃO – Danke

ÁRABE – Shukran

ARMÉNIO – Chnorakaloutioun

BÓSNIO – Hvala 

BÚLGARO – Blagodaria

CATALÃO – Gràcies 

CANTONÊS – M̀h’gōi

COREANO – Gamsahamnida

CROATA – Hvala

CHECO – Děkuji

DINAMARQUÊS – Tak

ESLOVACO – Ďakujem

ESLOVENO – Hvala

ESPANHOL – Gracias

ESTÓNIO – Täname 

FINLANDÊS – Kiitos 

FRANCÊS – Merci

GALÊS – Diolch

GREGO – Sas eucharistoume

HAVAIANO – Mahalo

HEBRAICO – Todah

HÍNDI – Dhanyavaad

HOLANDÊS – Dank u

HÚNGARO – Köszönöm

IÍDICHE – A dank

INDONÉSIO – Terima kasih

ISLANDÊS – Takk

ITALIANO – Grazie

JAPONÊS – Arigatô

LETÃO – Paldies 

LIBANÊS – Choukrane

LITUANO – Ačiū

MACEDÓNIO – Blagodaram

MALAIO – Terima kasih

MALTÊS – Grazzi 

MANDARIM – Xièxiè

MONGOL – Bayarlalaa 

NORUEGUÊS – Takk

POLACO – Dziękujemy

ROMENO – Va Mulţumesc 

RUSSO – Spasibo

SÉRVIO – Hvala  

SUECO – Tack

TAILANDÊS – Kop khun

TÂMIL – Nandri

TURCO – Teşekkür ederim

UCRANIANO – Spasybi

ZULU – Ngiyabonga

Águas Frias (Chaves) - ... o cão à porta, guardando os seus domínios e o carrinho de mão cheio de lenha, que o tempo está frio ...

 

A TODOS o meu muito OBRIGADO.

 

 

 

 

 

 

 


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Domingo, 6 de Janeiro de 2019

Águas Frias (Chaves) - A versão moderna dos três Reis “Magros”

 

Águas Frias (Chaves) - os três Reis Magos ...

 

A versão moderna dos

três Reis “Magros

 

Diz-se que uns reis multimilionários de aspeto físico “magro”, pois todos os dias, para manter a sua forma física corriam atrás dos camelos, pelo deserto, pelo menos 20Km por dia e só comiam verduras (o que era um luxo para o deserto. Mas como eram reis … !!!!). Esses reis, numa reunião para alterarem a monotonia dos seus exercícios físicos (já não podiam ver mais os traseiros dos camelos e a paisagem era sempre a mesma) – que monotonia !!!! Então viram no Goggle que ia aparecer uma estrela cadente, mas com movimento em “slowmotion” e que se dirigia para Belém, decidiram que o seu próximo objetivo era seguir a estrela, até porque já tinham ouvido falar muito de Belém, pois lá havia uma personagem muito popular (até dava beijinhos a qualquer um e tirava “selfies” a quem quer que lhe aparecesse à frente).

Assim decidiram … assim fizeram …

Fizeram-se ao deserto … mas tinham-se prevenido para não se perderem nem na imensidão da areia do deserto, nem na confusão das ruelas, ruas, caminhos, estradas e espante-se até “autoestradas”(que não deixavam passar os camelos dos reis … o tempo já não é o que era, nem respeito por suas majestades). Mas como ia dizendo, eles eram do deserto mas não eram camelos e para não se perderem, muniram-se de um G.P.S. (Guia Pedestre Solitário), homem sábio que bastava olhar para o céu e já sabia onde estava (nem sempre sabia é para onde devia ir, mas isso são pormenores).

Os reis vinham de origens diferentes. O Belchior mais conhecido na sua terra natal por Melchior (que significava “rei da luz”) era o mais velho, dos seus setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus, na Pérsia; Gaspar, conhecido por “o branco” (gathaspa), pela sua tez clara, era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio e Baltasar, conhecido por “senhor dos tesouros” (bithisarea), era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos e partira do Golfo Pérsico, na Arábia.

Ora em cima dos camelos, ora a pé (porque o seu traseiro real, por muito almofadado que estivesse, ressentia-se dos altos e baixos do relevo, das curvas e contracurvas (ao menos no deserto podia-se ir a direito …), dos sentidos proibidos, sentidos únicos e rotundas (… afinal, estavam a pensar fazer algumas no deserto … devia ficar bonito e gastava-se algum dinheiro do Povo …). E o Guia Pedestre Solitário (GPS), estava sempre a resmungar, ou porque as nuvens não deixavam ver as estrelas, ou o sol o encandeava, ou porque era solitário tinha que fazer o trabalho sozinho (e até ameaçava fazer greve !!!), ou eram as luzes dos  aviões que o confundiam. O certo, é que passaram semanas, meses, anos … às vezes até passavam pelo mesmo sítio.

Mas, com todos estes contratempos, lá foram seguindo a estrela cadente …

Passaram por paisagens magníficas, em especial, num reino que chamavam de Portugal.

Já tinham decidido, que depois da visita iriam comprar alguns imóveis para terem um “visto GOLD”.

Mas o que mais os deslumbrou, foi quando passaram por uma terra lindíssima que se chamava ÁGUAS FRIAS.

- Que magnifico !!! - dito em árabe por Belchior (porque primeiro falam os mais velhos).

- Que beleza ímpar !!! – exclaramou com admiração Baltasar.

- Um verdadeiro oásis !!!! – retorquiu Gaspar (que por ser o mais novo foi o último a falar).

Ainda pararam, na estrada, a pensar …

Ficamos aqui … ? Continuamos …?

Depois de demorada discussão e com o coração apertadinho, o Belchior, o mais emotivo … com os olhos lacrimejantes, concluiu:

- Viemos com um objetivo para cumprir … Chegar a Belém, e entregar os nossos presentes:

- o ouro, um presente para um “rei”; o olíbano (incenso) para um “sacerdote”, representando a espiritualidade; e a mirra, para um “profeta” (a mirra, na terra deles, era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade).

E lá foram eles, os seus camelos e o GPS…

Claro, que, como em qualquer viajem, nem tudo pode correr bem …

Encontraram o presidente do PAN, que os mandou parar, pois, segundo eles estavam a infringir a Lei, pois estavam a usar abusivamente dos animais (camelos), o que não era dignificante para o ser Animal. O três Reis ficaram boquiabertos e tentaram convencer, que lá nos seus reinos, o meio de transporte normal era o camelo e pela viajem que já tinham feito, já tinham visto muito mais “camelos”, que não sendo animais, eram menos dignificados que os seus camelos (animais). O PAN, ficou um pouco confuso (como sempre) e lá os deixou seguir viagem.

Passada aqui … passada acolá …

No dia 6 de dezembro, chegaram, finalmente a Belém.

Era já noite escura … passaram em ruas movimentadas com “máquinas” que passavam e cujos “condutores” olhavam para Eles com espanto. Espantavam estava eles com todo aquele movimento, luzes e pessoas que, qual formigas, andavam de um lado para outro.  Ainda perguntaram ao GPS:

- Afinal, é aqui, Belém?!!!!

- Suas Altezas, eu raramente tenho dúvidas e nunca me engano – Aqui é Belém.

Deambularam pela noite gélida de dezembro, até que debaixo de uma entrada de uma casa, viram um ser humano,  enroscado num cobertor velho e roto e coberto de cartões e acompanhado por dois animais (única companhia) que juntinho a Ele se aqueciam e o aqueciam ….

Os três Reis “Magros” …. olharam … observaram aquela imagem de simplicidade e sofrimento, no meio da magnitude envolvente e, com os olhos carregados de água, abeiraram-se desse Ser e pensaram:

- Só pode ser Este o que o que procuramos … o ser que veio para no meio da humildade. Simplicidade e sofrer por nós …

Desceram dos seus camelos, abeiram-se Dele, que, no meio de frio, conseguia dormir

Ajoelharam-se, em sinal do seu reconhecimento pelo seu sofrimento … cobriram-no com as suas próprias mantas …

Ele acordou … primeiro assustou-se … depois vendo aqueles Reis ajoelhados, à sua volta, espantou-se …

- Não tenham receio … Nós fizemos uma grande viajem para reconhecer a Tua valorosa Vida …

Conversaram, consolaram-no. O Seu rosto foi ficando mais cada vez mais radiante (nunca tinha sido tão bem tratado…era maltratado e ainda é).

Os Reis depois de passarem grande parte da noite com Ele, deixaram os presentes que traziam consigo: Ouro, incenso e mirra …

O Guia Pedestre Solitário (GPS) olhou para o céu e viu que a estrela que os tinha guiado, deixara de brilhar, sinal que tinham chegado ao local desejado.

Os Reis, voltaram a montar os seus camelos e com o coração triste (depois de verem o estado em que Ele vivia), sentiram-se também contentes, pois Ele ficou muito confortado com a sua visita e os presentes deixados, iriam tornar os seus dias futuros menos árduos. Afinal Ele viera para Sofrer. Mas será que os outros compreenderão o seu Sofrimento.

E, sempre com o valioso auxílio do Guia Pedestre Solitário, os Reis retomaram a viagem de regresso às suas diferentes terras. E tinham aprendido muito e tinham muito para contar.

 

Mas, o que ainda lhes ficou na memória foi aquela manhã gélida que passaram por aquelapequena mas bela AldeiaÁGUAS FRIAS”.

 

Mário Silva

 

 

 

 

 

 

 

 


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Domingo, 30 de Dezembro de 2018

Águas Frias (Chaves) - Próspero 2019

 

A todos, os que por aqui passarem,

desejo um

Próspero 2019

e que o Ano Novo

seja o concretizador

dos Vossos maiores desejos.

Águas Frias (Chaves) - Prospero 2019

 

Até breve !!!!

Em 2019 !!!!!!

 

 

 


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Terça-feira, 25 de Dezembro de 2018

Águas Frias (Chaves) - Oh! Oh! Oh! ... É Natal ...

Águas Frias (Chaves) - o presépio e a igreja matriz - Natal

 

 

 

 

Natal ou Dia de Natal é um feriado e festa religiosa cristã, comemorado anualmente em 25 de dezembro (nos países eslavos e ortodoxos, cujos calendários eram baseados no calendário juliano, o Natal é comemorado no dia 7 de janeiro). A data é o centro das festas de fim de ano, sendo, no cristianismo, o marco inicial do Ciclo do Natal, que dura doze dias.

Originalmente destinada a celebrar o nascimento anual do Deus Sol no solstício de inverno (natalis invicti Solis), a festividade foi ressignificada pela Igreja Católica no século III para estimular a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano e então passou a comemorar o nascimento de Jesus de Nazaré.

Embora tradicionalmente seja um dia santificado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos, sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, luzes a piscar e grinaldas e presépios. Além disso, o Pai Natal é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças.

Como a troca de presentes e muitos outros aspetos da festa de Natal envolvem um aumento da atividade económica entre cristãos e não cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para as empresas. O impacto económico da comemoração é um fator que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo.

Etimologia

A palavra natal do português já foi nātālis no latim, derivada do verbo nāscor (nāsceris, nāscī, nātus sum) que tem sentido de nascer. De nātālis do latim, evoluíram também natale do italiano, noël do francês, nadal do catalão, natal do castelhano, sendo que a palavra natal do castelhano foi progressivamente substituída por navidad, como nome do dia religioso.

Já a palavra Christmas, do inglês, evoluiu de Christes maesse ('Christ's mass') que quer dizer missa de Cristo.

Origem

Como adjetivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus Cristo e assim é o seu significado nas línguas neolatinas. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 D.C., no entanto parece que os primeiros registros da celebração do Natal têm origem anterior, na Turquia, a 25 de Dezembro, já em meados do séc. II.

História

Os primeiros indícios da comemoração de uma festa cristã litúrgica do nascimento de Jesus em 25 de dezembro é a partir do Cronógrafo de 354. Essa comemoração começou em Roma, enquanto no cristianismo oriental o nascimento de Jesus já era celebrado em conexão com a Epifania, em 6 de janeiro. A comemoração em 25 de dezembro foi importada para o oriente mais tarde: em Antioquia por João Crisóstomo, no final do século IV, provavelmente, em 388, e em Alexandria somente no século seguinte. Mesmo no ocidente, a celebração da natividade de Jesus em 6 de janeiro parece ter continuado até depois de 380.

No ano 350, o Papa Júlio I levou a efeito uma investigação pormenorizada e proclamou o dia 25 de Dezembro como data oficial e o Imperador Justiniano, em 529, declarou-o feriado nacional.

Muitos costumes populares associados ao Natal desenvolveram-se de forma independente da comemoração do nascimento de Jesus, com certos elementos de origens em festivais pré-cristãos que eram celebradas em torno do solstício de inverno pelas populações pagãs que foram mais tarde convertidas ao cristianismo. Estes elementos, incluindo o madeiros, do festival Yule, e a troca presentes, da Saturnália, tornaram-se sincretizados ao Natal ao longo dos séculos. A atmosfera prevalecente do Natal também tem evoluído continuamente desde o início do feriado, o que foi desde um estado carnavalesca na Idade Média, a um feriado orientado para a família e centrado nas crianças, introduzido na Reforma do século XIX. Além disso, a celebração do Natal foi proibida em mais de uma ocasião, dentro da cristandade protestante, devido a preocupações de que a data é muito pagã ou antibíblica.

Pré-cristianismo

Dies Natalis Solis Invicti significa "aniversário do Sol Invicto".

Estudiosos modernos argumentam que esse festival foi colocado sobre a data do solstício, porque foi neste dia que o Sol voltou atrás em sua partida em direção ao sul e provou ser "invencível". Alguns escritores cristãos primitivos ligaram o renascimento do sol com o nascimento de Jesus. "Ó, quão maravilhosamente agiu Providência que naquele dia em que o sol nasceu...Cristo deveria nascer", Cipriano de Cartago escreveu. João Crisóstomo também comentou sobre a conexão: "Eles chamam isso de 'aniversário do invicto'. Quem de fato é tão invencível como Nosso Senhor...?".

Embora o Dies Natalis Solis Invicti seja objeto de uma grande dose de especulação acadêmica, a única fonte antiga para isso é uma menção no Cronógrafo de 354 e o estudioso moderno do Sol Steven Hijmans argumenta que não há evidência que essa celebração anteceda a do Natal: "Enquanto o solstício de inverno em torno de 25 de dezembro foi bem estabelecido no calendário imperial romano, não há nenhuma evidência de que uma celebração religiosa do Sol naquele dia antecedia a celebração de Natal e nenhuma que indica que Aureliano teve parte na sua instituição”.

Festivais de inverno

Os festivais de inverno eram os festivais mais populares do ano em muitas culturas. Entre as razões para isso, inclui-se o fato de que menos trabalho agrícola precisava ser feito durante o inverno, devido a expectativa de melhores condições meteorológicas com a primavera que se aproximava. As tradições de Natal modernas incluem: troca de presentes e folia do festival romano da Saturnália; verde, luzes e caridade do Ano Novo Romano; madeiros do Yule e diversos alimentos de festas germânicas.

A Escandinávia pagã comemorava um festival de inverno chamado Yule, realizado do final de dezembro ao período de início do janeiro. Como o Norte da Europa foi a última parte do continente a ser cristianizada, suas tradições pagãs tinham uma grande influência sobre o Natal. Os escandinavos continuam a chamar o Natal de Jul.

Cristianismo

A principal celebração religiosa entre os membros da Igreja Católica e de diversos outros grupos cristãos é o serviço religioso da Véspera de Natal ou o da manhã do dia de Natal. Durante os quarenta dias que levam ao Natal, a Igreja Ortodoxa pratica o Jejum da Natividade, enquanto que, a maioria das congregações cristãs (incluindo a Igreja Católica, a Comunhão Anglicana, muitas igrejas protestantes e os batistas) iniciam a observância da temporada litúrgica do Advento quatro domingos antes do Natal  os dois grupos entendem que o período é de limpeza espiritual e de renovação para a celebração do nascimento de Jesus.

Na teologia cristã, o nascimento de Jesus é a encarnação de Jesus como segundo Adão, como realização da vontade de Deus para desfazer o dano provocado pela queda do primeiro homem, Adão. As representações artísticas da Natividade tem sido um grande tema para os artistas cristãos desde o século IV. Desde o século XIII, o presépio enfatiza a humildade de Jesus e promove uma imagem mais terna d'Ele, um importante ponto de inflexão em relação às mais antigas imagens do "Senhor e Mestre", o que acabou por influenciar o ministério pastoral do cristianismo.

Os evangelhos canônicos de Lucas e Mateus contam que Jesus nasceu em Belém, na província romana da Judeia, de uma mãe ainda virgem. No relato do Evangelho de Lucas, José e Maria viajaram de Nazaré para Belém para comparecer a um censo e Jesus nasceu durante a viagem numa simples manjedoura. Anjos o proclamaram salvador de todas as pessoas e pastores vieram adorá-lo. No relato de Mateus, astrônomos seguiram uma estrela até Belém para levar presentes a Jesus, nascido o "rei dos judeus". O rei Herodes ordena então o massacre de todas as crianças com menos de dois anos da cidade, mas a família de Jesus escapa para o Egito e depois volta para Nazaré, um evento que tradicionalmente marca o fim do período conhecido como "Natividade".

Símbolos e tradições

Decorações

Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal e grinaldas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prémio.

A árvore de Natal é considerado por alguns como uma "cristianização" da tradições e rituais pagãos em torno do Solstício de Inverno, que incluía o uso de ramos verdes, além de ser uma adaptação de adoração pagã das árvores. Outra versão sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, uma das mais populares atribui a novidade ao monge agostiniano Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam o caminho, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um pouco. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada, a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar às crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.

Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de "Saturnália", que coincidia com o nosso Natal. As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semilitúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.

O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres europeias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no século XVIII. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do século XIX, e na França, não o fez até inícios do século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.

O dia de montar as decorações natalinas variam em cada país. Em Portugal, é costume montar a Árvore de Natal no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do país. No dia 6 de Janeiro, comemora-se o Dia de Reis, data que assinala a chegada dos Três Reis Magos à Belém, encerrando a magia do Natal, quando a árvore de natal e demais decorações natalinas são desfeitas.

Personagens lendários

Sinterklaas ou São Nicolau, considerado por muitos o Pai Natal) original.

Uma série de figuras de origem cristã e mítica têm sido associadas ao Natal e às doações sazonais de presentes. Entre estas estão o Pai Natal, também conhecido como Santa Claus (na anglofonia), Père Noël e o Weihnachtsmann; São Nicolau ou Sinterklaas, Christkind; Kris Kringle; Joulupukki; Babbo Natale, São Basílio e Ded Moroz.

A mais famosa e difundida destas figuras na comemoração moderna do Natal em todo o mundo é o Pai Natal, um mítico portador de presentes, vestido de vermelho, cujas origens têm diversas fontes. A origem do nome em inglês Santa Claus pode ser rastreada até o Sinterklaas holandês, que significa simplesmente São Nicolau. Nicolau foi bispo de Mira, na atual Turquia, durante o século IV. Entre outros atributos dados ao santo, ele foi associado ao cuidado das crianças, à generosidade e à doação de presentes. Sua festa em 6 de dezembro passou a ser comemorada em muitos países com a troca de presentes.

São Nicolau tradicionalmente aparecia em trajes de bispo, acompanhado por ajudantes, indagando as crianças sobre o seu comportamento durante o ano passado antes de decidir se elas mereciam um presente ou não. Por volta do século XIII, São Nicolau era bem conhecido nos Países Baixos e a prática de dar presentes em seu nome se espalhou para outras partes da Europa central e do sul. Na Reforma Protestante nos séculos XVI e XVII na Europa, muitos protestantes mudaram o personagem portador de presente para o Menino Jesus ou Christkindl e a data de dar presentes passou de 6 de dezembro para a véspera de Natal.

No entanto, a imagem popular moderna do Pai Natal foi criada nos Estados Unidos e, em particular, em Nova York. A transformação foi realizada com o auxílio de colaboradores notáveis, incluindo Washington Irving e o cartonista germano-americano Thomas Nast (1840-1902). Após a Guerra Revolucionária Americana, alguns dos habitantes da cidade de Nova York procuraram símbolos do passado não-inglês da cidade. Nova York tinha sido originalmente estabelecida como a cidade colonial holandesa de Nova Amsterdão e a tradição holandesa do Sinterklaas foi reinventada como São Nicolau.

In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Natal

 

 

 

 


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Domingo, 23 de Dezembro de 2018

Águas Frias (Chaves) - FELIZ NATAL !!!!!

A todos os que por aqui passem,

e seus familiares,

desejo um

FELIZ

e

SANTO NATAL

Águas Frias(Chaves) - Feliz Natal 2018

 

 

   

 

 

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 


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Sábado, 15 de Dezembro de 2018

Águas Frias (Chaves) - " ... Não há em Dezembro ... valente que não trema ..."

 

 

" ... Não há em Dezembro ...

valente que não trema ..."

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cogumelo (gelatinosos !!!! e com aspeto vistoso mas pouco apetecíveis) ...

... cogumelos (gelatinosos !!!! e com aspeto vistoso mas pouco apetecíveis) ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o castelo de Monforte de Rio Livre (monumento Nacional) ...

... o castelo de Monforte de Rio Livre (monumento Nacional) ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista (quase) geral da Aldeia ...

... vista (quase) geral da Aldeia ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... igreja matriz, em dia invernoso ...

... igreja matriz, em dia invernoso ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... as folhas caídas e a névoa ...

... as folhas caídas e a névoa ...

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 


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