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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

01
Mai24

O Dia do Trabalhador - Uma Jornada Através do Tempo e da Luta


Mário Silva Mário Silva

O Dia do Trabalhador

Uma Jornada Através do Tempo e da Luta

Mai01 1º Maio - 3_ms

O 1º de maio, celebrado globalmente como o Dia do Trabalhador, é mais do que um feriado.

É um dia carregado de história, simbolismo e significado, que ecoa as lutas e conquistas da classe trabalhadora ao longo dos tempos.

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Raízes em Chicago: A Greve de 1886 e o Massacre de Haymarket

A história do Dia do Trabalhador remonta a 1886, em Chicago, Estados Unidos.

Naquela época, os trabalhadores eram submetidos a condições precárias, com jornadas de trabalho extensas (até 17 horas por dia) e baixos salários.

Nesse cenário de exploração, a Federação Americana do Trabalho (AFL) convocou uma greve geral para o dia 1º de maio, com o objetivo de reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias.

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A greve mobilizou cerca de 350 mil trabalhadores em todo o país.

Em Chicago, as manifestações intensificaram-se, culminando no trágico evento conhecido como Massacre de Haymarket.

No dia 4 de maio, durante um comício pacífico em apoio aos grevistas, uma bomba foi lançada contra a polícia, resultando na morte de sete policias e diversos civis.

Em retaliação, oito anarquistas foram condenados à morte, dos quais cinco foram executados.

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Um Símbolo de Luta e Unificação

Apesar da repressão brutal, o Massacre de Haymarket não silenciou o movimento operário.

Pelo contrário, o evento serviu como um catalisador para a luta por melhores condições de trabalho e direitos trabalhistas.

Em 1889, a Segunda Internacional, um congresso de trabalhadores socialistas realizado em Paris, França, decidiu instituir o 1º de maio como o Dia Internacional do Trabalho.

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A data rapidamente tornou-se um símbolo de luta, união e solidariedade para os trabalhadores em todo o mundo.

Manifestações e greves eram organizadas anualmente para reivindicar os seus direitos e pressionar por mudanças sociais.

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Conquistas e Desafios: O Dia do Trabalhador na Atualidade

Ao longo do século XX, o movimento operário obteve diversas conquistas importantes, como a redução da jornada de trabalho, o fim do trabalho infantil, a instituição de férias remuneradas e a criação da segurança social.

No entanto, a luta por direitos trabalhistas ainda está longe de terminar.

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No mundo globalizado de hoje, os trabalhadores enfrentam novos desafios, como a precarização do trabalho, a desigualdade salarial, a terceirização e a flexibilização das leis do trabalho.

O Dia do Trabalhador serve como uma chamada de atenção de que a luta por melhores condições de trabalho é uma luta contínua, que exige a união e mobilização da classe trabalhadora.

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Significado Além das Fronteiras: Celebração e Reflexão

O Dia do Trabalhador não se limita apenas a um dia de folga.

É uma data para celebrar as conquistas alcançadas pelas lutas dos trabalhadores, mas também para refletir sobre os desafios que ainda persistem.

É um momento para reafirmar a importância do trabalho digno e para lutar por um futuro mais justo e igualitário para todos os trabalhadores.

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Em Portugal, a data é marcada por diversas atividades, como comícios, manifestações, eventos culturais e debates sobre temas relacionados ao trabalho e aos direitos trabalhistas.

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Em conclusão, o Dia do Trabalhador é um dia de memória, luta e esperança.

É um dia para honrar o passado, celebrar as conquistas e renovar o compromisso com a construção de um futuro mais justo e digno para todos os trabalhadores.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Abr24

O cuco “Cuculus canorus”, … cucu … cucu ...


Mário Silva Mário Silva

O cuco “Cuculus canorus”, … cucu … cucu ...

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Estava na floresta, um cuco a cantar

Na floresta verdejante, o sol se esconde,

Folhas dançam ao vento, em tons de bronze.

Um cuco canta melodia suave e triste,

Escondido entre as giestas, com seu canto insiste.

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Nós o ouvimos cantar, cuco, cuco, cuco,

Sua voz ecoa na floresta, num ritmo profundo.

Curiosos, seguimos o som familiar,

Atrás da giesta, a busca vai começar.

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Lá encontramos a ave, de plumagem escura,

Empoleirada num ramo, com sua canção pura.

Observamos em silêncio, sua beleza admirar,

Enquanto o cuco continua a nos encantar.

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O sol se põe, a noite se aproxima,

As estrelas brilham no céu, a lua ilumina.

Deixamos a floresta, com o canto na mente,

E a lembrança do cuco, que nos faz contente.

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Análise do poema

O poema "Estava na floresta, um cuco a cantar" narra a experiência do narrador ao encontrar um cuco na floresta.

O poema é composto por quatro estrofes de quatro versos cada, com rima ABCB.

A linguagem é simples e direta, utilizando vocabulário relacionado com a natureza.

O tom do poema é tranquilo e contemplativo, transmitindo a sensação de paz e serenidade que o narrador sente ao observar a ave.

 

A primeira estrofe introduz o cenário da floresta verdejante, onde o sol se esconde e as folhas dançam ao vento.

O canto do cuco é descrito como suave e triste, despertando a curiosidade do narrador.

Na segunda estrofe, o narrador relata a busca pelo cuco, seguindo o seu canto.

A ave é finalmente encontrada empoleirada num ramo, com a sua plumagem escura e canção pura.

A terceira estrofe descreve a observação do cuco pelo narrador, que admira sua beleza e se encanta com seu canto.

O sol se põe e a noite se aproxima, enquanto as estrelas brilham no céu e a lua ilumina.

Na quarta estrofe, o narrador despede-se da floresta, levando consigo a lembrança do cuco e a sensação de paz que ele proporcionou.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Abr24

"Deus, Pátria e Família": O Lema do Estado Novo, em Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Deus, Pátria e Família":

O Lema do Estado Novo, em Portugal

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O lema "Deus, Pátria e Família" foi central para a ideologia e propaganda do regime ditatorial do Estado Novo em Portugal, liderado por António de Oliveira Salazar e Marcelo Caetano entre 1933 e 1974.

Analisando cada elemento do lema:

Deus:

A religião católica era o pilar fundamental do Estado Novo.

O regime promovia a fé como elemento de união nacional e de controle social, utilizando-a para legitimar a sua autoridade e reprimir dissidências.

A Igreja Católica, por sua vez, beneficiava do apoio do Estado para manter o seu poder e influência na sociedade.

Pátria:

O nacionalismo era outro aspeto crucial do Estado Novo.

O regime exaltava a história, a cultura e as tradições portuguesas, buscando criar um senso de identidade nacional forte e coeso.

A propaganda oficial glorificava o passado imperial português e promovia a imagem de uma nação unida e forte sob a liderança de Salazar.

Família:

A família era vista como a base da sociedade no Estado Novo.

O regime defendia um modelo tradicional de família patriarcal, com o pai como chefe e a mulher submissa.

A educação das crianças era vista como um dever primordial das famílias, e o Estado buscava inculcar valores como o respeito à autoridade, o patriotismo e a religião.

Utilização do lema:

Nas escolas:

O lema "Deus, Pátria e Família" era constantemente presente nas escolas, estampado em cartazes, livros didáticos e discursos.

As crianças eram doutrinadas desde cedo nos valores do regime, aprendendo a venerar Deus, amar a pátria e respeitar a autoridade familiar.

Em eventos públicos:

O lema também era utilizado em eventos públicos, como comícios, desfiles e celebrações religiosas.

A repetição constante do lema visava reforçar a mensagem do regime e criar um clima de unidade nacional.

Na propaganda:

A propaganda oficial do Estado Novo utilizava extensivamente o lema "Deus, Pátria e Família".

Cartazes, filmes, rádio e outros meios de comunicação difundiam a mensagem do regime, associando-a a valores positivos e tradicionais.

Críticas ao lema:

O lema "Deus, Pátria e Família" foi alvo de diversas críticas ao longo do tempo.

Visão limitada:

 Muitos críticos argumentam que o lema apresenta uma visão limitada e excludente da sociedade portuguesa.

Ao enfatizar apenas os valores religiosos, patrióticos e familiares, o Estado Novo ignorava a diversidade da população e as lutas por direitos sociais e políticos.

Manipulação:

O lema também é criticado por ser uma ferramenta de manipulação utilizada pelo regime para controlar a população.

Ao associar os seus valores a conceitos considerados sagrados e intocáveis, o Estado Novo dificultava o questionamento e a oposição ao regime.

Legitimação da repressão:

O lema "Deus, Pátria e Família" serviu para legitimar a repressão política e social do Estado Novo.

A defesa da "ordem" e da "tradição" era usada para justificar a perseguição de opositores políticos, a censura da liberdade de expressão e a violação dos direitos humanos.

Conclusão:

O lema "Deus, Pátria e Família" foi um elemento central da ideologia e propaganda do Estado Novo em Portugal.

Apesar de ter sido utilizado para promover a unidade nacional e valores tradicionais, o lema também foi uma ferramenta de manipulação e controle social.

É importante analisar criticamente esse lema e o seu contexto histórico para entender melhor as complexas relações entre poder, religião, nação e família na sociedade portuguesa.

Apesar de já se terem passado meio século desde a queda do regime ditatorial de enlevou este conceito, ainda há quem queira voltar para ele, como sendo o fundamento da sua ideologia.

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Texto & Pintura: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
23
Abr24

A ribeira - Águas Frias, Chaves, Portugal


Mário Silva Mário Silva

A ribeira

Águas Frias, Chaves, Portugal

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A imagem mostra uma pequena ribeira que atravessa um muro de pedra em Águas Frias (Chaves), Portugal.

A ribeira é cercada por vegetação exuberante, incluindo árvores e flores silvestres.

O muro de pedra é feito de pedras grandes e irregulares que foram cuidadosamente encaixadas.

A parede é alta e corre ao longo da borda de um campo.

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A fotografia é uma bela e serena representação de uma paisagem natural.

O riacho é um símbolo de vida e movimento, enquanto o muro de pedra representa força e permanência.

A vegetação exuberante adiciona cor e textura à cena, e as flores silvestres proporcionam um toque de capricho.

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A foto é bem composta e equilibrada.

O riacho está posicionado no centro da imagem, e o muro de pedra e a vegetação enquadram-no em ambos os lados.

O uso da profundidade de campo cria uma sensação de perspetiva, e a iluminação suave dá à imagem uma qualidade de sonho.

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A ribeira da imagem fica na aldeia de Águas Frias, no concelho de Chaves, no norte de Portugal.

A aldeia é conhecida pelas suas fontes, que têm sido usadas para fins medicinais há séculos.

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A imagem é uma representação encantadora e evocativa do campo português.

Capta a beleza da natureza e a tranquilidade da vida rural.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Abr24

Planta campestre – “Ranunculus bulbosus”


Mário Silva Mário Silva

Planta campestre “Ranunculus bulbosus”

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Ranunculus bulbosus é uma espécie de planta com flores da família Ranunculaceae.

É nativa da Europa, Ásia e América do Norte.

Ranunculus bulbosus é uma planta herbácea perene que cresce até 30 cm de altura.

Tem folhas trifoliadas com folíolos serrilhados.

As flores são amarelas brilhantes e têm cinco pétalas.

Elas florescem na primavera e no verão.

Os frutos são folículos que contêm muitas sementes pequenas.

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Ranunculus bulbosus é uma importante fonte de néctar e pólen para polinizadores, como abelhas e borboletas.

As sementes são comidas por aves e outros animais.

A planta ajuda a controlar a erosão do solo.

É uma bela planta ornamental que é popular em jardins e paisagens.

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Ranunculus bulbosus é uma planta tóxica para humanos e animais.

O consumo da planta pode causar náuseas, vômitos e diarreia.

O contato com a planta pode causar irritação na pele.

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Ranunculus bulbosus é uma planta bonita e importante que desempenha um papel vital na biodiversidade.

É importante proteger essa planta e seu habitat.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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19
Abr24

Os tanques de Cimo de Vila na aldeia transmontana de Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Os tanques de Cimo de Vila na aldeia transmontana de Águas Frias (Chaves) - Portugal

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Os tanques de Cimo de Vila são um conjunto de dois tanques de pedra situados na aldeia transmontana de Águas Frias, no concelho de Chaves, em Portugal.

Os tanques são alimentados por uma nascente de água e eram utilizados, no passado, para lavar a roupa e dar de beber aos animais.

Os tanques de Cimo de Vila eram um elemento importante da vida quotidiana da aldeia no passado.

As mulheres lavavam a roupa nos tanques e os homens davam de beber aos animais.

Os tanques também eram um local de convívio, onde as pessoas se reuniam para conversar e trocar notícias.

Os tanques de Cimo de Vila são um importante testemunho da história da aldeia de Águas Frias.

Eles representam a forma de vida tradicional das comunidades rurais portuguesas e são uma lembrança da importância da água.

Os tanques também são um espaço de memória para os habitantes da aldeia, que se lembram de quando os tanques eram utilizados no dia a dia.

Os tanques de Cimo de Vila já não são utilizados para lavar a roupa ou dar de beber aos animais, mas continuam a ser um importante local de encontro para os habitantes da aldeia.

Os tanques de Cimo de Vila estão em bom estado de conservação.

A Autarquia tem estado atenta à manutenção dos tanques, a fim de garantir a sua preservação para as gerações futuras.

Os tanques de Cimo de Vila são um importante património cultural da aldeia de Águas Frias.

Eles representam a forma de vida tradicional das comunidades rurais portuguesas e são uma chamada de atenção para a importância da água.

Os tanques também são um espaço de memória para os habitantes da aldeia

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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18
Abr24

O dia-a-dia de um Cartaxo (Saxicola rubicola)


Mário Silva Mário Silva

O dia-a-dia de um Cartaxo (Saxicola rubicola)

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O dia-a-dia de um Cartaxo-comum (Saxicola rubicola) é bastante ativo e envolve uma variedade de atividades, desde a procura de alimento até a defesa do território e o cuidado dos filhotes.

O Cartaxo-comum é um insetívoro, o que significa que a sua dieta é composta principalmente por insetos. Ele passa grande parte do dia à procura de alimento no solo, em arbustos e em árvores.

Ele usa a sua visão aguçada para localizar insetos, como besouros, moscas, lagartas e aranhas.

Ele então, captura-os com seu bico forte e engole-os inteiros.

O Cartaxo-comum é uma ave territorial, o que significa que defende um território contra outros machos da mesma espécie. Ele faz isso cantando e exibindo as suas penas coloridas.

Se outro macho entrar em seu território, o Cartaxo-comum ataca-o.

O Cartaxo-comum é uma ave monogâmica, o que significa que se acasala com um único parceiro para toda a vida.

O casal constrói um ninho no solo, geralmente num local escondido, entre a vegetação.

A fêmea coloca de 4 a 6 ovos, que são incubados por ambos os pais por cerca de 13 dias.

Quando os filhotes nascem, os pais alimentam-nos com insetos até que estejam suficientemente grandes para se alimentarem por si mesmos.

O Cartaxo-comum também passa algum tempo banhando-se, limpando as suas penas e descansando.

Ele também pode envolver-se em comportamentos sociais, como cantar juntos ou brincar uns com os outros.

Na fotografia, podemos ver um Cartaxo-comum sentado em cima de um poste de madeira. É provável que o pássaro esteja à procura de alimento, pois está olhando atentamente para o chão. O poste de madeira também pode ser um local de descanso ou de canto para o pássaro.

No verão, os Cartaxos-comuns estão mais ocupados a cuidar dos seus filhotes.

No inverno, eles passam mais tempo à procura de alimento e abrigo.

O clima pode afetar a disponibilidade de alimento e a capacidade do Cartaxo-comum de se locomover.

O Cartaxo-comum é predado por aves de rapina, gatos e cobras. A presença desses predadores pode fazer com que o pássaro passe mais tempo escondendo-se e menos tempo a alimentar-se.

O Cartaxo-comum é uma parte importante do ecossistema, pois ajuda a controlar as populações de insetos.

Ele também é uma ave bonita e popular entre os observadores de aves.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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16
Abr24

Uma paisagem rural – Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Uma paisagem rural

Águas Frias (Chaves) - Portugal

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A fotografia mostra um campo verdejante cercado por árvores e rochas.

O campo está coberto de erva verde e exuberante, e as árvores são caducifólias, sem folhas.

As rochas são grandes e irregulares, e estão espalhadas pelo campo.

Ao fundo da imagem, há uma parede de pedra que delimita o campo.

A parede é feita de pedras irregulares e está coberta de musgo.

No canto inferior direito da imagem, há uma cerca de madeira que separa o campo de um terreno adjacente. A cerca é feita de estacas de madeira e está em bom estado.

A foto foi tirada no final da tarde, quando a luz do sol é mais suave.

As cores são suaves e naturais, e a composição é equilibrada e harmoniosa.

O campo verdejante e as árvores caducifólias sugerem a chegada da primavera.

A cerca de madeira denota que o campo é usado para a agricultura ou para a criação de gado.

A foto é esteticamente agradável e captura a beleza natural da região de Trás-os-Montes, em Portugal.

A imagem também pode ser interpretada como um símbolo da paz e da tranquilidade da vida rural.

Pode ser interpretada de outras maneiras, dependendo da perspetiva do observador.

Por exemplo, uma pessoa que vive numa cidade grande pode ver a imagem como um símbolo da natureza e da vida rural.

Uma pessoa que está passando por um momento difícil pode ver a imagem como um símbolo de paz e de esperança.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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15
Abr24

A antiga lenda da galinha preta da aldeia transmontana de Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A antiga lenda da galinha preta da aldeia transmontana de Águas Frias (Chaves) - Portugal

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A aldeia de Águas Frias, no concelho de Chaves, em Trás-os-Montes, Portugal, é uma pequena aldeia com uma população envelhecida e em declínio.

A aldeia é conhecida pela sua beleza natural, mas também por uma antiga lenda que fala de uma galinha preta que assombra a região.

A lenda diz que a galinha preta é o fantasma de uma mulher que foi amaldiçoada por um bruxo.

A mulher era uma jovem bonita e vaidosa que vivia na aldeia.

Um dia, ela encontrou um bruxo na floresta do Barros e ele ofereceu-lhe a juventude eterna em troca de sua alma.

A mulher aceitou a oferta, mas logo se arrependeu.

Ela tornou-se uma galinha preta e foi condenada a vagar pela terra para sempre.

A galinha preta é vista como um símbolo da solidão e do isolamento dos habitantes da aldeia.

A lenda reflete o medo do desconhecido e do sobrenatural, que é comum em muitas comunidades rurais.

A fotografia mostra uma galinha preta em pé num campo com erva.

A galinha está cercada por árvores e flores, mas ela parece solitária e isolada.

A imagem captura a beleza natural da região, mas também a sensação de solidão e isolamento que é sentida pelos habitantes da aldeia.

A solidão é um problema crescente em muitas áreas rurais de Portugal.

A população de Águas Frias está envelhecendo e muitos jovens deixaram a aldeia para procurar melhores oportunidades nas cidades e estrangeiro.

Isso deixou muitos idosos isolados e solitários.

A lenda da galinha preta pode ser vista como uma metáfora para a solidão dos habitantes da aldeia.

A galinha preta é uma criatura solitária que é condenada a vagar pela terra para sempre.

Da mesma forma, os habitantes da aldeia são muitas vezes solitários e isolados do resto do mundo.

A lenda da galinha preta da aldeia de Águas Frias é uma história triste e comovente que fala da solidão e do isolamento dos seus habitantes.

A lenda é uma chamada de atenção para os desafios que enfrentam as comunidades rurais em Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Abr24

A bela aldeia trasmontana de Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A bela aldeia trasmontana de

Águas Frias (Chaves) - Portugal

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Em Trás-os-Montes, terra agreste e bela,

Onde a natureza reina soberana,

Encanta-nos a aldeia de Águas Frias,

Com a sua beleza simples e serena.

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Casas de pedra, telhados vermelhos,

Ruas estreitas, onde o tempo parece parar,

E o povo acolhedor, de sorriso franco,

Que nos faz sentir em casa ao chegar.

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A igreja branca, no centro da aldeia,

É um símbolo de fé e tradição,

E a fonte a correr, com água cristalina,

É um convite à paz e contemplação.

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Ao redor da aldeia, campos verdejantes,

Onde a agricultura ainda é rei,

E os castanheiros centenários, imponentes,

Contam histórias de outros tempos que já não sei.

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Em Águas Frias, o tempo passa devagar,

E a vida segue o ritmo da natureza,

Aqui respira-se paz e tranquilidade,

E a alma encontra a sua verdadeira beleza.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Abr24

O muro de pedra solta e a hera que por ele trepava


Mário Silva Mário Silva

O muro de pedra solta e a hera que por ele trepava

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O muro de pedra solta,

Sem argamassa unida,

Era a imagem da desolação,

Da tristeza abatida.

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A hera, trepadeira vivaz,

Com seus ramos rastejantes,

Cobria as pedras com um manto verde,

Escondendo as falhas constantes.

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A hera subia, subia sempre,

Em busca da luz do sol,

Enquanto o muro, frio e silente,

Suportando o seu peso, era o seu farol.

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Uma simbiose estranha e bela,

Unindo o forte e o frágil,

A vida e a morte, a esperança e a dor,

Num abraço vegetal.

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O muro, sem a hera, seria apenas ruínas,

Um amontoado de pedras sem vida.

A hera, sem o muro, rastejaria no chão,

Sem destino e sem guarida.

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Juntos, formavam uma imagem única,

De força e de beleza,

De união e de superação,

De eterna proeza.

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O muro de pedra solta e a hera que por ele trepava,

Uma história de simbiose e amor,

Que nos ensina que a união faz a força,

E que a beleza pode nascer da dor.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Abr24

A Lenda do Fantasma do Castelo de Monforte de Rio Livre – Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A Lenda do Fantasma do Castelo de Monforte de Rio Livre

Águas Frias (Chaves) - Portugal

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O Castelo de Monforte de Rio Livre, situado na freguesia de Águas Frias, em Chaves, Portugal, é uma imponente fortificação medieval que guarda muitos segredos e histórias.

Uma das mais intrigantes é a lenda do fantasma que assombra os seus muros há séculos.

Diz a lenda que o fantasma é o espírito de D. Maria de Noronha, uma jovem condessa que viveu no castelo no século XIV.

Era conhecida pelar sua beleza e gentileza, mas também pelo seu temperamento forte e rebelde.

Um dia, D. Maria apaixonou-se por um cavaleiro de origem humilde, contrariando a vontade de seu pai, o Alcaide de Monforte.

O alcaide, furioso com a desobediência da filha, trancou-a na torre do castelo.

Desesperada e sem esperança, D. Maria suicidou-se, atirando-se da torre.

Diz-se que seu fantasma ainda vagueia pelo interior do castelo, vestindo um longo vestido branco e carregando uma vela.

O fantasma de D. Maria é frequentemente visto por visitantes e moradores da região.

Alguns relatam ter visto a figura branca caminhando pelo interior da torre de menagem, enquanto outros ouvem os seus lamentos e sussurros.

Diz-se que o fantasma de D. Maria busca redenção pelos seus pecados.

Ela aparece para aqueles que estão em perigo, alertando-os sobre eventos futuros e ajudando-os a encontrar o caminho certo.

A lenda do fantasma do Castelo de Monforte de Rio Livre é uma das mais populares da região. Ela contribui para a aura de mistério e encanto que rodeia o castelo, atraindo visitantes de todo o mundo.

A foto mostra uma pilha de pedras num campo com erva.

As pedras podem ser os restos de uma antiga torre ou muralha do castelo. A erva verdejante representa a vida que continua, mesmo após a morte.

A lenda do fantasma do Castelo de Monforte de Rio Livre é uma história rica em simbolismo e significado.

Ela lembra-nos que o passado nunca está completamente morto e que as nossas ações podem ter consequências duradouras.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Abr24

A borboleta “Anthocharis cardamines” em Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A borboleta “Anthocharis cardamines”

em Águas Frias (Chaves) - Portugal

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Era uma vez, numa aldeia transmontana chamada Águas Frias, havia uma borboleta "Anthocharis cardamines".

Ela era pequena e delicada, com asas brancas e pontas alaranjadas.

Vivia entre as flores campestres, dançando ao vento e polinizando as plantas.

Um dia, a borboleta pousou numa flor campestre “centáureas”, a sua flor favorita.

Ela estava absorta na sua beleza, quando de repente, um vento forte soprou-a para longe.

A borboleta voou e voou, até que se perdeu e não conseguiu encontrar o caminho de volta para Águas Frias.

Sozinha e assustada, a borboleta voou por dias e noites.

Ela pousava em flores e árvores, mas nada lhe parecia familiar.

Ela estava cansada e faminta, e começava a perder a esperança de voltar para casa.

Um dia, a borboleta pousou numa pedra e começou a chorar.

Ela estava triste e desanimada, e não sabia o que fazer.

De repente, uma voz suave lhe disse: "Não chores, borboleta. Eu posso te ajudar."

A borboleta olhou para cima e viu uma fada sentada numa flor ao lado dela.

A fada era linda, com asas brilhantes e cabelos longos e dourados.

"Eu sou a fada das flores" - disse a fada. – “E eu posso te levar de volta para Águas Frias."

A borboleta ficou muito feliz. Ela agradeceu a fada e subiu para as suas costas.

A fada voou alto no céu, e logo a borboleta podia ver a sua aldeia ao longe.

Quando chegaram em Águas Frias, a borboleta agradeceu à fada pela sua ajuda e voou para casa. Ela estava muito feliz por estar de volta, e nunca mais se esqueceu da sua aventura.

A partir daquele dia, a borboleta "Anthocharis cardamines" tornou-se um símbolo de esperança e resiliência para os habitantes de Águas Frias.

Ela ensinou a todos que, mesmo nos momentos mais difíceis, nunca se deve perder a esperança.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Abr24

O José “Pevide” na barragem de Mairos (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

O José “Pevide”

na barragem de Mairos (Chaves) - Portugal

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Era uma vez um pescador amador chamado José “Pevide” que adorava passar seus dias de folga, nas margens da albufeira da barragem de Mairos.

Ele era um homem simples, com um grande sorriso e um coração ainda maior.

José “Pevide” era conhecido pela sua paixão pela pesca, especialmente de carpas e bogas.

Ele passava horas pacientemente esperando o peixe pegasse no isco, contando histórias e anedotas para quem as quisesse ouvir.

Um dia, José “Pevide” estava a pescar no seu lugar favorito na albufeira, quando sentiu uma fisgada forte na sua linha.

Ele puxou com toda a força, e logo um enorme peixe saltou da água.

Era a maior carpa que José “Pevide” já tinha visto!

Ele lutou com o peixe por longos minutos, até que finalmente conseguiu puxá-lo para terra firme.

José “Pevide” estava exultante!

Ele mal podia acreditar que tinha pescado uma carpa tão grande.

Ele tirou uma foto com o peixe, orgulhoso ds sua conquista.

No entanto, quando José “Pevide” se preparava para levar a carpa para casa, ele percebeu que algo estava estranho.

A carpa estava usando um chapéu de palha!

José “Pevide” não podia acreditar nos seus olhos. Ele nunca tinha visto nada parecido.

Curioso, José “Pevide” examinou o chapéu mais de perto.

Era um chapéu de palha simples, com uma fita vermelha ao redor da borda.

Dentro do chapéu, José “Pevide” encontrou um bilhete que dizia:

"Parabéns pela sua pesca! Esta carpa é muito especial. Ela é a campeã de natação da albufeira. Se você a devolver à água, ela lhe concederá um desejo."

José “Pevide” ficou surpreso e divertido com a mensagem.

Ele decidiu devolver a carpa à água, ansioso para ver qual o desejo que seria realizado.

No dia seguinte, José “Pevide” voltou ao mesmo lugar na albufeira.

Ele sentou-se na beira da água e esperou.

De imediato, a carpa campeã de natação emergiu da água, usando o chapéu de palha e com um sorriso na boca de peixe.

- Obrigado por me devolver à água - disse a carpa - Qual é o seu desejo?

 

José “Pevide” pensou por um momento.

Ele poderia desejar qualquer coisa: dinheiro, fama, um carro novo...

Mas, por fim, ele decidiu desejar algo simples e verdadeiro.

- Eu desejo que todos os dias sejam como este - disse José “Pevide” - Dias de paz, sol e boa companhia.

A carpa sorriu e disse:

- Seu desejo será concedido.

E assim foi. A partir daquele dia, José “Pevide” sempre teve dias de paz, sol e boa companhia.

 Ele continuou a pescar na albufeira da barragem de Mairos, sempre com um sorriso no rosto e um chapéu de palha na cabeça.

Às vezes, os melhores desejos são os mais simples.

A verdadeira felicidade está nas pequenas coisas da vida, como a paz, o sol e uma boa companhia.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Abr24

Uma casa na aldeia de Águas Frias (Chaves) - Portugal e o padre Adalberto


Mário Silva Mário Silva

Uma casa na aldeia de Águas Frias (Chaves) - Portugal

e o padre Adalberto

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A fotografia mostra uma casa transmontana típica, com uma extensa varanda de madeira. A casa está situada numa pequena colina, com vista para a aldeia de Águas Frias (Chaves), em Portugal. A varanda é um elemento essencial da arquitetura transmontana, proporcionando um espaço para relaxar e desfrutar da vista. A casa foi a morada do antigo pároco da aldeia, o padre Adalberto, que era muito querido pela população.

A casa é feita de pedra e madeira, com um telhado de telha flaviense. A varanda é suportada por colunas de madeira e tem um guarda-corpo de madeira. A casa tem duas janelas na frente e uma porta de madeira. A casa está em razoável estado de conservação embora desocupada.

A aldeia de Águas Frias é uma pequena aldeia situada no norte de Portugal. A aldeia é cercada por montanhas e florestas. A população da aldeia é muito acolhedora e amigável. A aldeia é um ótimo lugar para relaxar e desfrutar da natureza.

O padre Adalberto foi o pároco da aldeia de Águas Frias durante muitos anos. Ele era muito querido pela população. Ele era um homem muito bondoso e generoso. Ele sempre ajudava os necessitados. Ele era um líder religioso muito importante na comunidade.

A fotografia é uma lembrança do padre Adalberto e da sua casa. É um símbolo da sua vida e do seu trabalho na comunidade. A fotografia é um importante documento histórico que preserva a memória do padre Adalberto e da aldeia de Águas Frias.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
06
Abr24

Águas Frias, em Chaves, Portugal – outrora colorido, hoje cinzento e uma previsão negra


Mário Silva Mário Silva

Águas Frias, em Chaves, Portugal – outrora colorido,

hoje cinzento e uma previsão negra

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A aldeia de Águas Frias, em Chaves, Portugal, é um lugar de beleza melancólica. As casas de pedra, outrora vibrantes, estão agora desbotadas e desgastadas pelo tempo. As ruas de paralelepípedos estão desertas e a única coisa que se ouve é o som do vento soprando pelas árvores.

No passado, Águas Frias era uma aldeia próspera. As pessoas viviam da terra e eram felizes e contentes. Mas, com o passar do tempo, as pessoas começaram a ir embora em busca de melhores oportunidades. A aldeia foi ficando cada vez mais vazia e decadente.

Hoje, Águas Frias é uma sombra do que já foi. É uma aldeia quase fantasma, um “bilhete postal” do passado que se foi. O futuro da aldeia é incerto. É provável que continue a decair e eventualmente “desaparecer” de habitantes permanentes.

A fotografia captura perfeitamente a melancolia de Águas Frias. As casas cinzentas e desbotadas, as ruas desertas e o céu nublado criam uma sensação de tristeza e desolação. A única cor na imagem seria o verde das árvores, que representa a esperança de que a aldeia possa um dia ser revitalizada.

Metaforicamente, as cores da aldeia podem ser interpretadas da seguinte forma:

Passado colorido: O passado da aldeia foi um tempo de felicidade e prosperidade. As pessoas viviam da terra e eram felizes e contentes.

Presente cinzento: O presente da aldeia é um tempo de tristeza e desolação. A aldeia está vazia e decadente.

Futuro negro: O futuro da aldeia é incerto. É provável que continue a decair e eventualmente ser uma colónia de férias.

No entanto, ainda há esperança para Águas Frias.

A aldeia tem um potencial enorme para ser revitalizada. Com um pouco de investimento e esforço, a aldeia pode voltar a ser um lugar próspero e feliz.

Aqui estão algumas ideias para revitalizar Águas Frias:

Restaurar as casas: As casas de pedra da aldeia podem ser restauradas e transformadas em casas de férias ou pousadas.

Criar empregos: Criar novos empregos na aldeia, como agricultura, turismo ou artesanato.

Melhorar a infraestrutura: Melhorar a infraestrutura da aldeia, como estradas, água e eletricidade.

Promover a aldeia: Promover a aldeia como destino turístico.

Com um pouco de esforço, Águas Frias pode voltar a ser a aldeia vibrante e feliz que já foi.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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15
Mar24

Castelo de Monforte de Rio Livre - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Castelo de Monforte de Rio Livre

Águas Frias - Chaves - Portugal

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O Castelo de Monforte de Rio Livre, situado na pitoresca aldeia de Águas Frias, próximo a Chaves em Portugal, é uma fortificação emblemática que se ergue majestosamente sobre uma colina da serra do Brunheiro. Este castelo, com a sua torre de base quadrada e telhado piramidal, é um testemunho da arquitetura militar medieval da região. As suas origens remontam a um período em que a defesa territorial era primordial, refletindo a necessidade de vigiar e proteger a fronteira norte de Portugal contra invasões.

A torre de menagem, elemento central do castelo, destaca-se pela sua robustez e pelo estilo arquitetónico que era comum em fortificações da época. As muralhas que se estendem pela crista do monte são vestígios das defesas que outrora protegiam a estrutura. A paisagem ao redor, marcada por vegetação esparsa e montanhas ao fundo, complementa a imponência do castelo, que foi estrategicamente construído para aproveitar a visibilidade e o difícil acesso proporcionados pelo terreno acidentado.

Embora a data exata de construção do Castelo de Monforte de Rio Livre seja incerta, acredita-se que a sua edificação ocorreu durante a Idade Média, num período em que a consolidação das fronteiras de Portugal era uma prioridade. A sua localização não foi escolhida ao acaso; a proximidade com a Espanha fazia deste castelo um ponto estratégico essencial na defesa do território português. Ao longo dos séculos, o castelo testemunhou várias batalhas e passou por diversas fases de reconstrução e restauro, refletindo as mudanças políticas e militares da região.

Hoje, o Castelo de Monforte de Rio Livre é mais do que uma estrutura defensiva do passado; é um símbolo da identidade cultural e histórica de Portugal. Representa a tenacidade e a engenhosidade de um povo que soube adaptar-se e prosperar em meio a desafios constantes. O castelo é um ponto de interesse para historiadores, arquitetos e turistas que buscam compreender a evolução das técnicas de fortificação e a importância destas estruturas na formação do território português.

A preservação do Castelo de Monforte de Rio Livre é fundamental para manter viva a memória das gerações que o construíram e defenderam. Iniciativas de restauro e manutenção são cruciais para garantir que futuras gerações possam também apreciar a sua grandeza. Como atração turística, o castelo oferece uma viagem no tempo, permitindo aos visitantes imaginar a vida durante os tempos medievais e a importância destas construções na história de Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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11
Mar24

Águas Frias (Chaves) - Portugal - Uma Lição Histórica de Pedra e Sabedoria


Mário Silva Mário Silva

Águas Frias (Chaves) - Portugal

Uma Lição Histórica de Pedra e Sabedoria

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Águas Frias, uma pitoresca aldeia transmontana situada no concelho de Chaves, Portugal, é o lar de um adro de igreja matriz e de uma escola primária que são mais do que meros pontos de referência geográficos. Estes locais são o coração pulsante da comunidade, onde gerações de habitantes locais têm partilhado momentos significativos das suas vidas.

O adro da igreja matriz de Águas Frias não é apenas um espaço aberto em frente à igreja principal da aldeia; é um local de encontro para os moradores, onde se realizam festividades e celebrações religiosas. Este espaço tem sido um ponto de encontro comunitário há séculos, refletindo a rica história e as tradições da região de Trás-os-Montes.

A escola primária de Águas Frias representa a dedicação da aldeia à educação e ao desenvolvimento das futuras gerações. Este estabelecimento de ensino foi o local onde as crianças da aldeia receberam os fundamentos da educação, aprendendo não só sobre matérias académicas, mas também sobre a cultura e as tradições locais.

A arquitetura da região é caracterizada por casas tradicionais de um só andar, com telhados de telha vermelha e paredes de granito. Esta estética arquitetónica é complementada pela paisagem rural tranquila, que serve de pano de fundo tanto para a igreja quanto para a escola, criando um cenário idílico que tem sido preservado ao longo dos anos.

A preservação do adro da igreja matriz e da escola primária é crucial para manter viva a história de Águas Frias. Estes locais não são apenas estruturas físicas; eles representam a alma da aldeia e são um testemunho da identidade cultural de Águas Frias, que tem sido cuidadosamente mantida pelos seus habitantes.

Em resumo, o adro da igreja matriz e a escola primária são mais do que simples construções em Águas Frias. Eles são símbolos de fé, educação e comunidade, fundamentais para a identidade da aldeia transmontana e para a memória coletiva dos seus habitantes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Mar24

O carvalho e o sol “enjoado” - Água Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

O carvalho e o sol “enjoado”

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Um único carvalho ergue-se contra um céu carregado de nuvens. Os seus galhos nus estendem-se para o céu como dedos enrugados, implorando por chuva. A terra ao seu redor está nua e estéril, rachada e seca pelo sol implacável.

Há uma sensação de solidão e isolamento. A árvore é a única coisa viva à vista, cercada por um vazio infinito. As nuvens escuras pairam sobre ela como uma ameaça, prenunciando uma tempestade que está por vir.

Mas também há uma beleza melancólica. A árvore, nua e vulnerável, ainda assim ergue-se com força e determinação. As nuvens escuras podem ser uma ameaça, mas também podem ser uma fonte de vida. A chuva que elas trazem pode reviver a terra e dar à árvore a força de que ela precisa para brotar novamente.

A fotografia é um lembrete de que a vida é cheia de desafios.

Haverá momentos em que nos sentiremos sozinhos e isolados, como a árvore na fotografia. Mas também haverá momentos de beleza e esperança, como a promessa de chuva que as nuvens representam.

A árvore é um símbolo de força e resiliência. Ela resistiu a muitas tempestades e ainda está de pé.

A terra nua é um símbolo de esperança. Ela está pronta para ser renovada pela chuva.

As nuvens escuras são um símbolo de mudança. Elas podem trazer chuva, mas também podem trazer sol.

A foto é uma bela e comovente imagem da vida. Ela lembra-nos que a vida é cheia de altos e baixos, mas que sempre há esperança de um futuro melhor.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Mar24

O Lavrador e a Horta: Sustentabilidade e Cultura


Mário Silva Mário Silva

O Lavrador e a Horta

Sustentabilidade e Cultura

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No meio da paisagem serena da aldeia, a prática da agricultura sustentável por Valentino não apenas nutre o solo e a comunidade com alimentos saudáveis, mas também preserva a tapeçaria cultural da região. A sabedoria agrícola que Valentino aplica na sua horta é um legado cultural, transmitido através das gerações, refletindo uma relação simbiótica entre o cultivo da terra e a manutenção das tradições locais.

As técnicas de cultivo que Valentino utiliza, como a rotação de culturas e o uso de compostagem, são mais do que métodos agrícolas; elas são expressões de um modo de vida que valoriza o equilíbrio ecológico e a identidade cultural. Ao escolher práticas sustentáveis, Valentino não só protege o meio ambiente, mas também fortalece a identidade cultural da sua comunidade, mantendo vivas as tradições e o conhecimento local.

A transmissão de conhecimento é fundamental na comunidade do Valentino. As crianças aprendem sobre as práticas sustentáveis de agricultura não apenas para produzir alimentos, mas também para compreender e valorizar a sua herança cultural. Essa educação ambiental e cultural é crucial para a continuidade da relação simbiótica entre a agricultura e a cultura local, assegurando que as futuras gerações mantenham esses valores.

A adoção de práticas agrícolas sustentáveis traz benefícios mútuos para a terra e para a comunidade. A saúde do solo melhora, o que resulta em alimentos mais nutritivos e numa natureza mais equilibrada. Simultaneamente, a cultura local é enriquecida, pois as práticas sustentáveis reforçam a conexão das pessoas com as suas raízes e com a história da região.

A biodiversidade na horta de Valentino é um reflexo da diversidade cultural da aldeia. Cada planta cultivada é uma parte da história local, e a escolha de cultivar variedades tradicionais de plantas é uma forma de Valentino honrar e preservar essa diversidade. A biodiversidade agrícola é, portanto, uma componente chave na manutenção da cultura local, pois cada semente carrega consigo uma parte da identidade da comunidade.

Ao fim de cada dia, enquanto Valentino contempla a sua horta florescente, ele reflete sobre como a agricultura sustentável que pratica é um pilar para a preservação da cultura local. A relação entre o lavrador, a terra e a comunidade é um ciclo virtuoso que nutre o corpo, a mente e o espírito. A história de Valentino e sua horta é um testamento vivo da importância de cultivar não apenas alimentos, mas também valores e tradições que definem uma comunidade.

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Texto & Pintura(AI): ©MárioSilva

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