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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

23
Jul24

Borboleta “Melanargia lachesis”


Mário Silva Mário Silva

Borboleta “Melanargia lachesis”

Jul23 Melanargia lachesis DSC00302_ms

A “Melanargia lachesis”, também conhecida como branca-preta-comum ou marmorizada-ibérica, é uma espécie de lepidóptero da família Nymphalidae, amplamente distribuída na Europa, Ásia e América do Norte.

Esta borboleta é facilmente identificada pelas suas asas brancas adornadas com manchas pretas irregulares, que conferem um aspeto marmóreo à sua superfície.

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A envergadura das asas da “Melanargia lachesis” varia entre 50 e 58 milímetros, com as fêmeas apresentando dimensões ligeiramente superiores aos machos.

A face superior das asas exibe uma coloração branca com manchas pretas bem definidas, enquanto a face inferior apresenta uma tonalidade esbranquiçada com marcas pretas mais subtis.

As fêmeas ostentam uma coloração mais clara e maiores dimensões em comparação aos machos.

As antenas da “Melanargia lachesis” são finas e apresentam coloração preta.

Os olhos da são grandes e compostos, exibindo uma coloração castanha característica.

O corpo da “Melanargia lachesis” apresenta coloração preta com manchas brancas.

Esta espécie de borboleta é uma espécie univoltina, com apenas uma geração por ano.

O ciclo de vida completo da borboleta desenvolve-se ao longo de aproximadamente 30 dias.

A lagarta da “Melanargia lachesis” apresenta coloração verde com listras pretas e brancas, alimentando-se principalmente de gramíneas, como a erva e a aveia.

A crisálida exibe coloração branca-acinzentada com manchas pretas.

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A ““Melanargia lachesis”” é uma espécie eurípica, habitando diversos tipos de ambientes, incluindo prados, pastagens, campos abertos e margens de florestas.

A borboleta apresenta comportamento diurno, com atividade intensificada durante as horas mais ensolaradas do dia.

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A “Melanargia lachesis” desempenha um papel crucial na polinização de diversas plantas, como a urze, a giesta e o trevo.

Através da polinização, a borboleta contribui para a reprodução dessas espécies vegetais e para a manutenção da biodiversidade local.

As lagartas também apresentam importância ecológica, servindo como fonte de alimento para outros animais, como aves, répteis e mamíferos.

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Embora não seja considerada uma espécie ameaçada de extinção, as populações da ““Melanargia lachesis”” podem ser afetadas por fatores como perda de habitat e uso indiscriminado de pesticidas.

A preservação dos seus habitats naturais e a adoção de práticas agrícolas sustentáveis são medidas essenciais para a proteção da espécie.

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A fotografia ilustra com clareza a beleza singular da ““Melanargia lachesis””.

A borboleta pousada sobre uma flor amarela destaca-se pelas suas asas abertas, revelando o padrão marmóreo em detalhes.

A flor amarela complementa a coloração da borboleta, realçando a sua beleza natural.

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A ““Melanargia lachesis”” constitui uma espécie lepidóptera de grande importância ecológica e estética.

A sua beleza singular e o seu papel crucial na polinização das plantas colocam-na como um elemento essencial para a manutenção da biodiversidade.

A preservação de seus habitats e a adoção de práticas sustentáveis são medidas cruciais para garantir a conservação dessa espécie fascinante.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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22
Jul24

Enfardamento da Palha de Centeio: Uma Atividade Essencial na Agricultura Tradicional


Mário Silva Mário Silva

Enfardamento da Palha de Centeio:

Uma Atividade Essencial na Agricultura Tradicional

Jul22 DSC06227_ms

A fotografia retrata a atividade de enfardamento de palha de centeio, um processo fundamental na agricultura tradicional.

A técnica manual, realizada com forquilha, demonstra a destreza e o trabalho árduo do homem no campo.

A palha, organizada em fardos paralelepípedos ou cilíndricos, destinar-se-á à alimentação do gado durante o período de escassez de pasto verde.

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O enfardamento da palha de centeio assume relevância crucial em diversos aspetos da agricultura:

- A palha constitui fonte rica em fibras e nutrientes, garantindo a nutrição do gado durante o inverno, quando o pasto verde se torna escasso.

Essa prática contribui para a saúde e o bem-estar animal, assegurando a produção de leite e carne.

-  A palha oferece um local confortável e seco para o descanso dos animais, promovendo o seu bem-estar e evitando o contacto com o solo húmido.

Essa medida previne doenças e melhora as condições de higiene nos currais.

-  A palha aplicada como cobertura do solo auxilia na supressão do crescimento de ervas daninhas, conservando a humidade do solo e protegendo-o da erosão.

Essa prática contribui para a fertilidade e a produtividade do solo no longo prazo.

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O enfardamento manual da palha de centeio apresenta desafios consideráveis, especialmente durante o verão, quando o clima é quente e seco.

O pó da palha cortada pode causar irritação nas vias respiratórias, exigindo do trabalhador, resistência física e equipamentos de proteção adequados.

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Apesar dos desafios, o enfardamento da palha de centeio proporciona recompensas significativas:

- A atividade manual perpetua técnicas ancestrais de manejo da palha, preservando a história e a cultura da agricultura tradicional.

-  O aproveitamento integral da palha demonstra o compromisso com a sustentabilidade na agricultura, reduzindo o desperdício e otimizando os recursos naturais.

- A conclusão bem-sucedida do enfardamento da palha gera sentimento de realização e satisfação pessoal, recompensando o esforço físico e a dedicação do trabalhador.

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O enfardamento manual da palha de centeio, retratado na fotografia, representa uma atividade essencial na agricultura tradicional.

A técnica exige trabalho árduo e habilidade, mas proporciona benefícios significativos para a alimentação animal, o manejo do solo e a preservação de tradições.

A dedicação dos agricultores que perpetuam essa prática demonstra o compromisso com a sustentabilidade e a produção de alimentos de qualidade.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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21
Jul24

Torre Sineira da Igreja Matriz de Águas Frias - Chaves - Portugal: Uma Perspetiva Artística e Funcional


Mário Silva Mário Silva

Torre Sineira da Igreja Matriz

Águas Frias - Chaves - Portugal:

Uma Perspetiva Artística e Funcional

Jul21 DSC01398_ms

A torre sineira da igreja matriz de Águas Frias, situada na freguesia homónima do concelho de Chaves, em Portugal, ergue-se como um marco imponente na paisagem da aldeia, testemunhando a fé e a cultura local ao longo dos séculos.

A sua estrutura majestosa, dominando a vista sobre as casas e os campos circundantes, torna-a um símbolo inconfundível da identidade da comunidade.

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Do ponto de vista arquitetónico, a torre sineira apresenta características singulares que a distinguem como um exemplar significativo do património cultural português.

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A torre ostenta uma forma cónica, partindo de uma base quadrada que se transforma num corpo octogonal.

Essa geometria tradicional, presente em diversas torres sineiras portuguesas, confere à estrutura solidez, imponência e harmonia visual.

A construção da torre em granito, rocha ígnea abundante na região, garante robustez e resistência às intempéries do tempo.

Essa escolha de material também integra a torre à paisagem natural circundante, marcada por tons de cinza e ocre.

Estrategicamente posicionadas ao longo da torre, diversas aberturas em arco permitem a entrada de luz natural e a saída do som dos sinos.

Além da sua função prática, essas aberturas contribuem para a leveza visual da estrutura, criando um ritmo visual interessante.

Enriquecendo a estética da torre, elementos decorativos como cornijas, molduras e pináculos distribuem-se harmonicamente ao longo da estrutura.

No topo, uma imponente cruz de ferro destaca-se como símbolo da fé cristã e da devoção da comunidade.

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Para além da sua beleza arquitetónica, a torre sineira da igreja matriz de Águas Frias desempenha funções essenciais para a comunidade local:

A torre serve como um importante instrumento de comunicação religiosa, anunciando os horários das missas, celebrações e outros eventos da fé católica.

Os sinos da torre também podem ser tocados em ocasiões especiais, como casamentos, batizados e funerais, marcando momentos marcantes na vida da comunidade.

A torre sineira transcende a sua função religiosa e configura-se como um marco identitário para a comunidade de Águas Frias.

A sua presença imponente na paisagem torna-a um ponto de referência e um símbolo da fé, da cultura e da história local.

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A torre sineira da igreja matriz de Águas Frias representa um património cultural de inestimável valor para a comunidade local.

Sua beleza arquitetónica, funcionalidade religiosa e significado simbólico convertem-na num elemento fundamental na identidade da aldeia, conectando o passado ao presente e perpetuando a fé e a cultura local para as futuras gerações (se não se lembrarem de a “embelezar” e pintar de azul celeste).

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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20
Jul24

A borboleta-pavão (“Aglais io”): Descrição e função na biodiversidade


Mário Silva Mário Silva

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A borboleta-pavão (“Aglais io”)

Descrição e função na biodiversidade

Jul20 A borboleta-pavão (Aglais io)_ms

A borboleta-pavão (“Aglais io”) é uma espécie de borboleta diurna da família Nymphalidae.

É uma das borboletas mais comuns na Europa e pode ser encontrada numa variedade de habitats, incluindo jardins, parques, campos e florestas.

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A borboleta-pavão tem uma envergadura de asa de 40 a 55 mm.

As asas são de cor castanho-avermelhada com manchas pretas e brancas.

As manchas pretas nas asas superiores podem ter a forma de olhos, o que pode ajudar a borboleta a se defender de predadores.

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A lagarta da borboleta-pavão é preta com manchas brancas e espinhos.

Ela alimenta-se de urtigas e outras plantas da família Urticaceae.

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Função na biodiversidade

A borboleta-pavão desempenha um papel importante na polinização de plantas.

As borboletas alimentam-se de néctar, e enquanto se alimentam, elas podem transferir pólen de uma flor para outra.

Isso ajuda a garantir a reprodução das plantas.

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A borboleta-pavão também é uma fonte de alimento para predadores, como aves, lagartos e sapos.

Isso ajuda a controlar as populações de borboletas e a manter o equilíbrio do ecossistema.

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A borboleta-pavão é uma espécie migratória.

As borboletas da Europa migram para o sul no inverno e para o norte no verão.

A borboleta-pavão é um símbolo de beleza e transformação em muitas culturas.

A borboleta-pavão é uma espécie popular para observação de borboletas.

Na fotografia, podemos ver uma borboleta-pavão pousada numa flor.

A borboleta tem as asas abertas, o que nos permite ver as manchas pretas e brancas em detalhes.

A flor é amarela e tem pétalas em forma de estrela.

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Em resumo, a borboleta-pavão é uma espécie bonita e importante que desempenha um papel vital na biodiversidade.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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19
Jul24

Observando o horizonte da minha varanda: a beleza e quietude do “Reino Maravilhoso”


Mário Silva Mário Silva

Observando o horizonte da minha varanda:

a beleza e quietude do “Reino Maravilhoso”

Jul19 DSC00113_ms

A fotografia captura a beleza serena de um pôr do sol em Trás-os-Montes, Portugal.

O céu está em chamas com tons de laranja, vermelho e dourado, enquanto as andorinhas voam em círculos contra o pano de fundo celestial.

A cena é pacífica e idílica, evocando uma sensação de tranquilidade e admiração.

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A frase "Trás-os-Montes é realmente o "Reino Maravilhoso" como dizia o escritor português Miguel Torga, resume perfeitamente a essência da imagem.

Trás-os-Montes é uma região montanhosa no norte de Portugal, conhecida pelas suas paisagens naturais impressionantes, tradições culturais ricas e povo acolhedor.

Miguel Torga, um escritor português nascido na região, chamou-a de "Reino Maravilhoso" devido à sua beleza singular e caráter único.

 

A fotografia é um exemplo perfeito do que Torga falava.

A cena captura a beleza natural de Trás-os-Montes de uma forma que é ao mesmo tempo linda e comovente.

Os tons vibrantes do pôr do sol, o voo das andorinhas e a quietude da cena evocam uma sensação de paz e admiração.

É fácil ver por que Torga se apaixonou pela sua terra natal e por que ele a considerava um "Reino Maravilhoso".

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A fotografia também é uma chamada de atenção de que a beleza pode ser encontrada nos lugares mais inesperados.

Às vezes, tudo o que precisamos é parar um momento e observar o mundo ao nosso redor para apreciar a maravilha que nos cerca.

A cena do pôr do sol em Trás-os-Montes é um lembrete de que a natureza é uma fonte de beleza e inspiração infinitas.

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A composição da fotografia é muito bem equilibrada.

O pôr do sol está posicionado no centro da imagem, enquanto as andorinhas voam em torno dele.

Isso cria um senso de harmonia e equilíbrio.

As cores da imagem são muito vibrantes e saturadas.

Isso contribui para a sensação de beleza e admiração.

A cena é muito pacífica e serena.

Isso convida o observador a relaxar e desfrutar da beleza do momento.

No geral, a fotografia é uma bela e comovente captura da beleza natural de Trás-os-Montes.

É um lembrete de que a beleza pode ser encontrada nos lugares mais inesperados e de que a natureza é uma fonte de inspiração infinita.

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 Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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18
Jul24

A Lua Cheia: Mitos e Lendas


Mário Silva Mário Silva

A Lua Cheia: Mitos e Lendas

Jul18 DSC04140_ms

A Lua Cheia tem sido objeto de muitos mitos e lendas ao longo da história.

Estas histórias variam de cultura para cultura e abrangem uma vasta gama de temas, desde o comportamento humano ao mundo natural.

Vou tentar explorar alguns desses mitos e lendas relacionados com a Lua Cheia.

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Influência na vida humana

Um dos mitos mais difundidos é o de que a Lua Cheia influencia o comportamento humano, deixando as pessoas mais agitadas ou propensas a agir de forma irracional.

No entanto, estudos científicos mostram que não existem evidências que suportem esta crença.

Investigação realizada em 1996 não encontrou relação entre a Lua Cheia e comportamentos considerados “lunáticos”

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Outro mito relacionado com a influência da Lua Cheia na vida humana é a crença de que ocorrem mais nascimentos durante as noites de Lua Cheia ou Lua Nova.

A lenda sugere que nascem mais rapazes nas noites de Lua Cheia, enquanto nascem mais raparigas nas noites de Lua Nova.

Esta crença está relacionada com a semelhança entre a duração do ciclo menstrual e o ciclo lunar, ambos com uma média de 28 dias.

No entanto, não existem evidências científicas que comprovem esta relação

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Influência nos Animais

Para além dos mitos relacionados com os humanos, existem também crenças sobre a influência da Lua Cheia nos animais.

Diz-se que os animais têm mais problemas de saúde e acidentes durante as noites de Lua Cheia.

No entanto, os estudos sugerem que os animais não são apenas vítimas da Lua Cheia, mas também podem tornar-se mais ferozes neste período.

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Outro mito interessante é o do lobisomem, uma criatura que se transforma em lobo durante a Lua Cheia.

Esta criatura é frequentemente retratada em mitos e lendas de diferentes culturas.

No entanto, é importante realçar que o mito do lobisomem é apenas uma criação da imaginação humana e não tem qualquer base científica.

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Significado Cultural e Simbolismo

A Lua Cheia também desempenha um papel importante em várias culturas e mitologias do mundo.

Em muitas mitologias, a Lua está associada ao poder feminino e é considerada a Deusa Mãe ou Rainha dos Céus.

Além disso, animais como a rã, o sapo, o lobo, a lebre e o coelho estão frequentemente relacionados com a Lua e simbolizam a sua influência.

Por exemplo, algumas lendas antigas contam que é possível ver um sapo a olhar para a Lua

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A Lua Cheia tem também significado religioso e simbólico em algumas tradições.

Por exemplo, na imagem da Imaculada Conceição, a santa é retratada a pisar a Lua Crescente, simbolizando a ressurreição e a renovação.

Além disso, a Lua Cheia está associada a personagens fantásticas, como o lobisomem, que desempenham papéis em histórias e lendas.

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Conclusão

A Lua Cheia tem sido objeto de muitos mitos e lendas ao longo da história.

Embora estas histórias possam ser fascinantes e fazer parte de diferentes culturas, é importante lembrar que muitos destes mitos não têm qualquer base científica.

A influência da Lua Cheia na vida humana e nos animais é amplamente debatida e não existem evidências sólidas que suportem estas crenças.

No entanto, a Lua Cheia continua a fascinar as pessoas e a inspirar histórias e lendas em todo o mundo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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17
Jul24

A Lenda do Castelo de Monforte de Rio Livre


Mário Silva Mário Silva

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A Lenda do Castelo de Monforte de Rio Livre

Jul17 DSC06667_ms

Em tempos idos, no cimo de uma colina verdejante, erguia-se o imponente Castelo de Monforte de Rio Livre, em Águas Frias, Chaves, Portugal.

O castelo era governado pelo alcaide Dom Afonso, um homem justo e bondoso, que vivia com a sua esposa Dona Beatriz e seus filhos.

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Dona Beatriz era uma mulher bela e gentil, amada por todos no castelo.

Ela tinha uma aia dedicada, chamada Inês, que a acompanhava em todas as suas tarefas.

Inês era uma jovem inteligente e perspicaz, e logo conquistou a confiança da rainha.

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O Carrasco e o Fiel Vassalo

No castelo também vivia um homem sombrio e cruel, chamado Martinho, o carrasco.

Martinho era responsável pelas punições e execuções, e a sua presença causava medo e apreensão entre os habitantes.

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Em contraste com Martinho, havia João, o fiel vassalo do alcaide.

João era um homem corajoso e leal, que sempre estava disposto a defender o castelo e os seus habitantes.

Ele era conhecido pela sua força e bravura, e era muito respeitado por todos.

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O Burro do Moleiro e a Filha

Numa pequena aldeia próxima ao castelo, vivia um humilde moleiro chamado Manuel.

Manuel tinha um burro fiel chamado Paco, que o ajudava a transportar os grãos para o moinho.

Paco era um animal forte e trabalhador, e era muito querido por Manuel e sua filha, Maria.

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Maria era uma jovem doce e gentil, que vivia com o pai e o burro.

Ela era conhecida pela sua beleza e bondade, e era amada por todos na aldeia.

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A Fonte de “Aquae frigidae”

No sopé da colina onde se erguia o castelo, brotava uma fonte de águas cristalinas e geladas.

A fonte era conhecida como a Fonte de “Aquae frigidae”, e era um local frequentado pelos habitantes da região.

As pessoas acreditavam que as águas da fonte tinham propriedades curativas, e muitas vezes vinham buscar água para tratar de doenças.

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As Masmorras e o Bretamontes

Nas profundezas do castelo, havia um labirinto de masmorras escuras e húmidas.

As masmorras eram usadas para aprisionar os inimigos do castelo, e muitos sofreram torturas e morte nesses lugares sombrios.

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No entanto, dizia-se que as masmorras também eram habitadas por um ser misterioso chamado Bretamontes.

O Bretamontes era uma criatura monstruosa, com olhos flamejantes e garras afiadas.

Ele era temido por todos no castelo, e muitos acreditavam que ele era o guardião das masmorras.

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A Maldição do Castelo

Um dia, um grupo de bandidos, conhecidos como os “Bretamontes”, invadiu o castelo e capturou o alcaide e sua família.

Os bandidos torturaram o alcaide e os seus filhos, e depois mataram-nos brutalmente.

Dona Beatriz, desesperada, suplicou aos bandidos que a poupassem, mas eles não a ouviram. Eles atiraram-na para as masmorras e deixaram-na morrer de fome e sede.

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Antes de morrer, Dona Beatriz amaldiçoou o castelo e todos os que nele habitavam.

Ela disse que o castelo seria assombrado pelos seus fantasmas para sempre, e que ninguém jamais teria paz.

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O Fantasma da Rainha

Desde então, diz-se que o fantasma de Dona Beatriz assombra o Castelo de Monforte de Rio Livre.

A sua figura branca pode ser vista vagueando pelos corredores do castelo, lamentando a morte do seu marido e filhos.

O fantasma de Dona Beatriz é conhecido por ser vingativo, e muitos dizem que ele já matou vários dos bandidos que a assassinaram.

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O Carrasco e a Aia

Martinho, o carrasco, também foi amaldiçoado por Dona Beatriz.

Ele ficou louco e começou a ver fantasmas por toda parte.

Ele matou-se na sua própria cela, e o seu fantasma ainda assombra as masmorras do castelo.

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Inês, a aia de Dona Beatriz, também foi amaldiçoada.

Ela ficou presa no castelo por toda a vida, e nunca mais pôde ver o mundo exterior.

Diz-se que ela ainda vive no castelo, cuidando do fantasma de sua senhora.

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O Fiel Vassalo e o Burro do Moleiro

João, o fiel vassalo do alcaide, jurou vingar a morte de seu senhor e sua família.

Ele liderou um grupo de cavaleiros e atacou os Bretamontes, derrotando-os numa batalha épica.

João então libertou Maria, a filha do moleiro.

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Mas, os fantasmas … esses ele não conseguiu libertar, continuando, por séculos e séculos a vaguear pelo castelo, tentando vingar todos os descendentes dos “Bretamontes”.

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Nota:

 Já fez a sua árvore genealógica?!!!  

Não será você descendente de algum “Bretamontes”?!!

Tenha cuidado … mesmo que não acredite em fantasmas, não vá ao Castelo de Monforte de Rio Livre, nem beba água da fonte “Aquae frigidae”.

Vá-se lá saber se o “espírito de Dona Beatriz”, não lhe aparece, em especial em noite de Lua Nova.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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16
Jul24

A menina e o portal mágico


Mário Silva Mário Silva

A menina e o portal mágico

Jul16 DSC08882_ms

Num vilarejo tranquilo, aninhado entre montanhas verdejantes e um rio cristalino, vivia uma jovem chamada Clara.

Com os seus olhos cor de mel e cabelos castanhos ondulados, Clara era conhecida pela sua gentileza e profundo amor pela natureza.

Desde pequena, ela explorava as florestas e campos à volta de sua casa, maravilhando-se com a beleza das flores silvestres, o canto dos pássaros e a força das árvores imponentes.

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Um dia, enquanto caminhava por um trilho familiar, Clara deparou-se com uma visão surpreendente: um portal de pedra, esculpido com símbolos estranhos e coberto por uma cortina de trepadeiras.

A curiosidade dominou-a e, sem hesitar, aproximou-se e tocou a pedra.

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No instante em que os seus dedos tocaram a superfície fria, uma luz cintilante emanou do portal, envolvendo Clara num abraço caloroso.

Quando a luz se dissipou, ela viu-se num lugar mágico, diferente de tudo que já havia visto.

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A floresta ao seu redor era um caleidoscópio de cores vibrantes.

As árvores, com folhas que brilhavam em tons de ouro, prata e esmeralda, entrelaçavam-se formando arcos naturais.

Flores de todos os tamanhos e formas desabrochavam num tapete macio sob seus pés, exalando perfumes inebriantes.

No ar, pairava uma melodia suave, composta por cantos de pássaros e o murmúrio do vento nas folhas.

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Clara aventurou-se por este mundo encantado, guiada por uma sensação de paz e alegria.

Ela encontrou criaturas fantásticas que jamais imaginou existir: fadas com asas luminosas, elfos travessos que habitavam em troncos ocos, e até mesmo unicórnios majestosos pastando em campos floridos.

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Ao longo da sua jornada, Clara aprendeu segredos sobre a natureza que jamais havia suspeitado.

Ela descobriu que as plantas e animais não eram apenas seres vivos, mas sim partes de um todo interligado, pulsando com energia vital.

Ela também aprendeu sobre a importância do equilíbrio e da harmonia na preservação do meio ambiente.

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Com o passar do tempo, Clara começou a sentir saudades da sua casa e da sua família.

Ela sabia que precisava voltar ao seu mundo, mas também carregava consigo a lembrança viva da magia que havia experimentado.

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Ao se aproximar do portal, Clara se despediu-se dos amigos que havia feito na sua jornada.

Ela prometeu que nunca esqueceria as lições que havia aprendido e que usaria o seu conhecimento para proteger a natureza no seu próprio mundo.

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Quando ela atravessou o portal e voltou para casa, Clara sentiu-se transformada.

Ela carregava consigo um novo olhar para o mundo, reconhecendo a beleza e a importância da natureza em cada detalhe.

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A partir daquele dia, Clara dedicou-se a compartilhar a sua experiência com todos que a cercavam.

Ela contava histórias sobre o mundo mágico que havia encontrado, inspirava as pessoas a cuidarem do meio ambiente e ensinava-as a apreciar a beleza da natureza na sua própria comunidade.

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Com o tempo, a história de Clara espalhou-se por todo o vilarejo, e logo pessoas de todas as idades começaram a aventurar-se na floresta em busca do portal mágico.

Alguns encontraram o portal e puderam vivenciar a magia por si mesmos, enquanto outros simplesmente inspiraram-se na história da Clara e comprometeram-se a cuidar melhor do meio ambiente.

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A história da Clara ensina-nos que a natureza é um lugar de beleza, magia e sabedoria.

Através da sua jornada, ela convida-nos a conectarmo-nos com a natureza de forma mais profunda, a reconhecermos a importância da preservação ambiental e a utilizarmos o nosso conhecimento para proteger o planeta que nos acolhe.

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Se anda à procura deste portal, esteja de mente aberta e tente encontrá-lo nos bosques, florestas ou num recanto dum campo, na aldeia transmontana de Águas Frias – Chaves – mo encantado Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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15
Jul24

Giesta Amarela “Cytisus striatus”


Mário Silva Mário Silva

Giesta Amarela “Cytisus striatus”

Jul15 DSC06382_ms

Um Símbolo da Beleza e Alegria do Campo

A fotografia apresenta um caminho rural ladeado por flores de giesta amarela, convidando-nos a uma viagem sensorial pelas paisagens do campo.

As flores, com a sua cor vibrante e odor inebriante, são um verdadeiro presente para os sentidos, encantando tanto os visitantes em passeio quanto os trabalhadores que se dirigem às suas tarefas agrícolas.

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A giesta amarela, também conhecida como “Cytisus striatus”, é um arbusto nativo da Península Ibérica, caraterizado pelas suas flores amarelas brilhantes que florescem na primavera.

As flores, dispostas em cachos terminais, são compostas por cinco pétalas delicadas e apresentam um formato papilionáceo, lembrando uma borboleta.

A sua cor vibrante e alegre ilumina as paisagens, contrastando com o verde da vegetação e criando um espetáculo visual único.

 

O Odor Inebriante da Giesta:

As flores da giesta amarela exalam um perfume doce e inebriante, que se espalha pelo ar e encanta quem passa por perto.

O aroma floral é intenso e persistente, capaz de despertar a memória e transportar-nos para momentos de paz e felicidade no campo.

Além de ser agradável ao olfato, o perfume da giesta também possui propriedades calmantes e relaxantes, contribuindo para o bem-estar físico e mental.

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Um Presente para os Sentidos:

A giesta amarela, com a sua beleza e odor inebriante, é um verdadeiro presente para os sentidos.

Para aqueles que fazem um passeio pelo campo, a visão das flores vibrantes e o perfume delicioso proporcionam um momento de puro deleite e contemplação da natureza.

Já para os trabalhadores agrícolas, a presença da giesta representa um alento e um lembrete da beleza que os rodeia, mesmo no meio das tarefas árduas do dia a dia.

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Simbolismo da Giesta Amarela:

A giesta amarela é considerada um símbolo da primavera, da alegria e da esperança.

A sua flor delicada e perfumada representa a renovação da vida e a promessa de novos começos.

Na cultura popular portuguesa, a giesta está associada à prosperidade e à boa sorte, sendo comum colocar um ramo da planta nas portas das casas no dia 1º de maio.

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A imagem do caminho rural ladeado por giestas amarelas é um convite à contemplação da beleza simples e autêntica do campo.

As flores, com a sua cor vibrante, odor inebriante e simbolismo rico, proporcionam um presente para os sentidos e nos conectam com a natureza nos seus momentos mais esplendorosos.

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A giesta amarela possui diversas propriedades medicinais e é utilizada no tratamento de diversas doenças, como reumatismo, artrite e problemas digestivos.

As flores e folhas da planta também podem ser usadas para preparar chás e infusões com propriedades diuréticas, tónicas e calmantes.

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A giesta amarela é uma planta importante para a biodiversidade, servindo de alimento e abrigo para diversos animais, como abelhas, borboletas e pássaros.

As raízes da planta também contribuem para a fixação do solo e a prevenção da erosão.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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14
Jul24

"Alminhas" na estrada para Mairos - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Alminhas" na estrada para Mairos - Chaves - Portugal

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A fotografia mostra umas "alminhas" localizada na estrada para Mairos, em Chaves, Portugal.

As "alminhas" são pequenos oratórios ou capelas construídas ao longo das estradas, geralmente em locais de passagem, como cruzamentos, pontes e entradas de vilas.

Elas são dedicadas às almas do purgatório, e servem como um local para as pessoas rezarem por elas e oferecerem esmolas.

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As "alminhas" da fotografia é construída em cimento e tem uma forma retangular e implantada numa fraga.

A frente da capela é aberta.

No interior, há a imagem de Nossa Senhora do Rosário, com as “almas” penitenciando no fogo do Purgatório, feita em azulejos pintados à mão.

A capela está em bom estado de conservação e é bem cuidada.

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As "alminhas" são um elemento importante da cultura popular portuguesa.

Elas representam a fé católica do povo português e a crença na vida após a morte.

Elas também são um símbolo da caridade e da compaixão, pois servem como uma chamada de atenção para rezar pelas almas dos falecidos que ainda estão sofrendo no purgatório.

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As "alminhas" são frequentemente mencionadas na literatura, na música e na arte portuguesa. Elas também são um tema popular de lendas e contos folclóricos.

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As "alminhas" da estrada para Mairos - Chaves - Portugal são um importante exemplo da cultura popular portuguesa.

Elas são um lembrete da fé e da tradição do povo português, e são um símbolo da importância da caridade e da compaixão.

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Além disso, as "alminhas" são um ponto de referência importante para os viajantes que percorrem a estrada para Mairos - Chaves.

Elas oferecem um momento de paz e reflexão para os motoristas e passageiros, e podem ser um lembrete da importância de rezar pelas almas dos falecidos.

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As "alminhas" são encontradas em todo o Portugal, mas são mais comuns nas regiões do norte e do centro do país.

Elas são geralmente construídas por pessoas comuns, e muitas vezes são decoradas com azulejos, pinturas e esculturas.

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As "alminhas" são consideradas património cultural português e estão protegidas por lei.

Nos últimos anos, tem havido um crescente interesse em preservar e restaurar as "alminhas", e muitas delas foram restauradas com o apoio do governo e de organizações privadas.

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As "alminhas" são um elemento importante da cultura popular portuguesa.

Elas representam a fé, a tradição e a compaixão do povo português.

As "alminhas" da estrada para Mairos - Chaves - Portugal são um belo exemplo desta tradição, e são um lembrete da importância de rezar pelas almas dos falecidos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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13
Jul24

A Rua Central como Espinha Dorsal da Aldeia Transmontana de Águas Frias: Uma Analogia com a Anatomia Humana


Mário Silva Mário Silva

 

A Rua Central como Espinha Dorsal da Aldeia Transmontana de Águas Frias:

Uma Analogia com a Anatomia Humana

Jul13 DSC06409_ms

Na aldeia transmontana de Águas Frias, a Rua Central assume um papel fundamental na organização e no funcionamento da comunidade.

Assim como a espinha dorsal no corpo humano, a Rua Central serve como um eixo central, ligando todas as partes da aldeia e proporcionando estrutura e suporte para a vida cotidiana.

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Estrutura e Função

Espinha Dorsal: A espinha dorsal é uma estrutura óssea composta por vértebras, discos intervertebrais, nervos e ligamentos.

Ela estende-se desde a base do crânio até o osso sacro, fornecendo suporte e proteção à medula espinhal e aos órgãos internos.

A espinha dorsal também serve como ponto de ancoragem para os músculos das costas, que permitem o movimento do tronco e dos membros.

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Rua Central: A Rua Central de Águas Frias é uma via pública estreita que percorre o centro da aldeia.

Ela é ladeada por casas, café e edifício da Junta de Freguesia, servindo como principal via de acesso e circulação para os moradores.

A Rua Central também é um local de encontro e interação social, onde as pessoas se reúnem para conversar, fazer compras (vendedores ambulantes) e participar em eventos comunitários.

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Conexões e Fluxo

Espinha Dorsal: A espinha dorsal serve como um canal para os nervos que transmitem sinais entre o cérebro e o resto do corpo.

Esses sinais controlam o movimento, a sensação e outras funções corporais essenciais.

A medula espinhal também está localizada dentro da coluna vertebral, protegendo-a e transmitindo mensagens do cérebro para os nervos.

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Rua Central: A Rua Central liga todas as partes da aldeia, proporcionando acesso a casas, serviço público (Junta de Freguesia) e outros locais de interesse.

Ela também serve como um canal de comunicação, transportando pessoas, ideias e bens entre os diferentes bairros da aldeia.

A Rua Central é um local de fluxo constante, onde se cruzam moradores, comerciantes e outros visitantes.

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Simbolismo e Significado

Espinha Dorsal: A espinha dorsal é um símbolo de força, resiliência e vitalidade.

Ela representa a capacidade do corpo humano de se manter ereto e enfrentar os desafios da vida.

A espinha dorsal também é vista como um símbolo de conexão, pois une todas as partes do corpo num único sistema coeso.

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Rua Central: A Rua Central é um símbolo da identidade e da cultura da aldeia de Águas Frias.

Ela representa a história da aldeia, as suas tradições e o seu modo de vida.

A Rua Central também é um símbolo da comunidade, pois reúne as pessoas e promove a interação social.

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Conclusão

A analogia entre a Rua Central da aldeia transmontana de Águas Frias e a espinha dorsal do corpo humano revela a importância fundamental que ambas as estruturas têm para a organização, o funcionamento e o simbolismo das suas respetivas realidades.

Assim como a espinha dorsal proporciona suporte e conectividade ao corpo humano, a Rua Central serve como um eixo central para a aldeia, conetando as suas diferentes partes e promovendo a vida comunitária.

Ambas as estruturas representam força, resiliência e vitalidade, sendo símbolos importantes da identidade e da cultura dos seus respetivos contextos.

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Observações Adicionais

A fotografia mostra a Rua Central de Águas Frias numa perspetiva estreita, destacando a sua forma alongada e a presença de edifícios em ambos os lados.

A placa na imagem indica que a rua leva ao "Largo da Maria Claro Delgado", um espaço público que pode ser interpretado como um ponto de encontro ou uma encruzilhada dentro da aldeia.

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A analogia entre a Rua Central e a espinha dorsal pode ser expandida para incluir outros elementos da aldeia e do corpo humano.

Por exemplo, as ruas laterais da aldeia podem ser comparadas aos ramos da espinha dorsal, enquanto os edifícios podem ser comparados aos órgãos internos.

Da mesma forma, os veículos que circulam pela Rua Central podem ser comparados ao sangue que flui pelas veias e artérias do corpo humano.

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A analogia também pode ser utilizada para explorar temas relacionados à saúde e ao bem-estar da aldeia e do corpo humano.

Por exemplo, o estado de conservação da Rua Central pode ser um indicador da saúde geral da aldeia, assim como a saúde da espinha dorsal é um indicador da saúde geral do corpo humano.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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12
Jul24

Pastor e Seu Rebanho - Um Retrato da Vida em Paradela de Monforte (Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

 

Pastor e Seu Rebanho

Um Retrato da Vida em Paradela de Monforte

Jul12 DSC06098_ms

No final de uma tarde tranquila em Paradela de Monforte, Chaves, Portugal, um pastor e o seu rebanho de ovelhas retornam do pasto.

A cena desenrola-se nas ruas de paralelepípedos da aldeia, onde o pastor, com uma expressão de dedicação e cansaço, conduz cuidadosamente suas ovelhas de volta à corte.

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A vida de pastor é uma jornada árdua, que exige resiliência e perseverança.

Durante o verão, o calor intenso e as longas caminhadas sob o sol abrasador tornam a tarefa de guiar o rebanho especialmente desafiadora.

Já no inverno, o frio cortante e as condições adversas do tempo adicionam um nível de dificuldade, testando a determinação do pastor em cada passo.

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A cena retrata não apenas o retorno do rebanho, mas também a essência da vida rural em Portugal, onde a pastorícia é uma atividade ancestral.

O pastor com o seu cajado, as ovelhas seguindo de perto, e as casas tradicionais ao fundo, tudo isso compõe um quadro de tradição e persistência.

Cada detalhe conta a história de gerações que dedicaram as suas vidas ao cuidado dos animais e à manutenção de práticas agrícolas que sustentam a comunidade.

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Apesar das dificuldades, a vida de pastor é também repleta de satisfações.

O vínculo com os animais, o contato constante com a natureza e a sensação de dever cumprido ao ver o rebanho seguro e bem alimentado são recompensas imensuráveis.

A conexão com a terra e a compreensão profunda dos ciclos naturais tornam a vida pastoral uma experiência singular, marcada por momentos de contemplação e realização.

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Em Paradela de Monforte, a figura do pastor é um símbolo de resistência e devoção, uma representação viva de uma tradição que, apesar dos desafios, continua a ser uma parte vital da identidade local.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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11
Jul24

Caminho rural e a Natureza


Mário Silva Mário Silva

Caminho rural e a Natureza

Jul11 DSC06131_ms

A fotografia mostra um caminho rural com flores e marcas de tratores.

Este caminho é um belo exemplo de como a natureza e a atividade humana podem coexistir em harmonia.

As flores crescem livremente no meio do caminho, mas as marcas dos tratores nas margens indicam que o caminho também é usado para fins práticos.

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O caminho é um oásis de beleza natural.

As flores coloridas fornecem um contraste vibrante com a erva verde e os troncos das árvores castanhos.

As flores também atraem abelhas e borboletas, que contribuem para o ambiente natural.

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As marcas dos tratores nas margens do caminho indicam que ele é usado para fins práticos.

Isso pode ser para o transporte de produtos agrícolas, para o acesso a campos ou simplesmente para o uso das pessoas que vivem na área.

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O facto do caminho ser usado para fins práticos não tira a sua beleza natural.

Na verdade, as marcas dos tratores apenas servem para destacar a beleza das flores.

Este é um exemplo de como a natureza e a atividade humana podem coexistir em harmonia.

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Para os pedestres, o caminho é um encanto para os sentidos.

As flores fornecem uma explosão de cores e aromas, enquanto as marcas dos tratores adicionam um toque de rusticidade.

O caminho também é um ótimo lugar para relaxar e apreciar a beleza da natureza.

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O caminho rural na fotografia é um belo exemplo de como a natureza e a atividade humana podem coexistir em harmonia.

As flores crescem livremente no meio do caminho, mas as marcas dos tratores nas margens indicam que o caminho também é usado para fins práticos.

Para os pedestres, o caminho é um encanto para os sentidos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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10
Jul24

Flores “Lupinus luteus” – Tremoceiro Bravo


Mário Silva Mário Silva

Flores “Lupinus luteus”

Tremoceiro Bravo

Jul10 DSC06403_ms

O Lupinus luteus, comumente conhecido como tremoceiro bravo, é uma planta nativa da região mediterrânea que se destaca pela sua beleza vibrante e pelo papel crucial que desempenha no ecossistema.

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O tremoceiro bravo é uma planta herbácea que pode atingir até 1 metro de altura.

As suas flores são dispostas em cachos verticais e densos, com uma coloração amarela brilhante que se destaca no meio da vegetação.

As folhas são palmaticompostas, com folíolos estreitos e alongados, de cor verde escura, que contrastam com as flores amarelas.

Cada flor individual é pequena, mas quando agrupadas em grandes inflorescências, criam uma exibição visual impressionante.

As flores têm uma forma típica de leguminosa, com um estandarte, asas e quilha.

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As flores amarelas brilhantes do “Lupinus luteus” são um espetáculo à parte, especialmente quando crescem em grandes grupos.

A fotografia apresentada captura a exuberância dessas flores em pleno florescimento, criando um campo dourado que é visualmente deslumbrante.

Devido à sua aparência atraente, o tremoceiro bravo é frequentemente usado em projetos de paisagismo e jardinagem para adicionar um toque de cor e beleza natural aos jardins e parques.

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Como membro da família das leguminosas, o tremoceiro bravo tem a capacidade de fixar nitrogénio no solo através de uma relação simbiótica com bactérias do género “Rhizobium”.

Este processo melhora a fertilidade do solo, beneficiando outras plantas e contribuindo para a saúde geral do ecossistema.

As flores atraem uma variedade de polinizadores, incluindo abelhas, borboletas e outros insetos, desempenhando um papel vital na polinização e na manutenção da biodiversidade.

Com seu sistema radicular profundo, o tremoceiro bravo ajuda a estabilizar o solo, prevenindo a erosão, especialmente em áreas propensas à degradação do solo.

Embora seja chamado de tremoceiro bravo e não seja tão comumente cultivado quanto outras espécies de tremoceiro para consumo humano, ainda é uma importante fonte de forragem para o gado em algumas regiões, além de ser usado em rotação de culturas para melhorar a qualidade do solo.

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O “Lupinus luteus”, ou tremoceiro bravo, não é apenas uma planta de grande beleza visual, mas também um componente essencial do ecossistema.

A sua capacidade de melhorar a fertilidade do solo, fornecer habitat para polinizadores e prevenir a erosão faz dela uma espécie valiosa para a saúde ambiental.

Além disso, a sua estética encantadora torna-a uma escolha popular para paisagismo, proporcionando um toque de cor vibrante em qualquer cenário.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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09
Jul24

Casas Rurais no Norte Transmontano: Importância para o Turismo e Economia


Mário Silva Mário Silva

Casas Rurais no Norte Transmontano:

Importância para o Turismo e Economia

Jul09 DSC06506_ms

A fotografia mostra uma casa rural localizada em Castelo, uma freguesia do concelho de Chaves, no norte de Portugal.

As casas rurais são uma parte integrante do panorama arquitetónico e cultural da região transmontana, oferecendo uma janela para o passado e uma oportunidade para o desenvolvimento económico através do turismo rural.

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As casas rurais da região norte de Trás-os-Montes, como a exemplificada na imagem, possuem características únicas que refletem a história e a cultura da região:

Feitas de pedra e com telhados de telha vermelha, essas casas têm um charme rústico e uma durabilidade impressionante.

As paredes espessas de pedra proporcionam isolamento térmico natural, mantendo o interior fresco no verão e quente no inverno.

A presença de grandes ânforas de barro, como as mostradas na imagem, não é apenas decorativa, mas também funcional, pois eram tradicionalmente usadas para armazenamento de vinho e azeite.

As casas estão frequentemente localizadas em áreas de grande beleza natural, rodeadas por vegetação densa e montanhas, oferecendo um refúgio tranquilo e pitoresco.

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O turismo rural tem crescido significativamente na região de Trás-os-Montes, atraindo visitantes que buscam uma experiência autêntica e relaxante.

As casas rurais desempenham um papel crucial neste setor:

Os turistas podem experimentar a vida rural autêntica, desfrutando de atividades como caminhadas, colheita de frutas, e participação em festividades locais.

Muitas dessas casas foram convertidas em alojamentos turísticos, conhecidos como "turismo de habitação" ou "agroturismo", oferecendo acomodações confortáveis com um toque de tradição.

A proximidade com quintas e produtores locais permite aos turistas degustar produtos regionais frescos, como queijos, vinhos, e azeites, muitas vezes produzidos de forma artesanal.

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Além de atrair turistas, as casas rurais têm um impacto positivo na economia local de várias maneiras:

A manutenção e operação das casas rurais, bem como os serviços associados ao turismo (como guias, restaurantes, e lojas de artesanato), geram empregos para os residentes locais.

O turismo rural promove práticas sustentáveis e a preservação do património cultural e natural, incentivando o uso responsável dos recursos locais.

A revitalização das casas rurais e a afluência de turistas ajudam a manter vivas as tradições e costumes locais, além de proporcionar um fluxo constante de renda para as comunidades rurais.

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As casas rurais, como a situada em Castelo, Chaves, são mais do que simples construções antigas; elas são um símbolo da rica herança cultural de Trás-os-Montes e um pilar para o desenvolvimento do turismo e da economia local.

Ao preservar e promover essas casas, a região não só celebra a sua história, mas também assegura um futuro próspero e sustentável.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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08
Jul24

Borboleta "Anthocharis cardamines"


Mário Silva Mário Silva

Borboleta "Anthocharis cardamines"

 

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A borboleta "Anthocharis cardamines", também conhecida como borboleta-ponta-laranja, é um inseto da família Pieridae, que inclui cerca de 1.100 espécies.

É encontrada principalmente na Europa e na Ásia temperada (Paleártico).

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Características físicas:

Tamanho: A envergadura das asas é de 4 a 5 cm.

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Cor:

Machos: A face superior das asas é branca com pontas laranja nos cantos superiores das asas anteriores. Eles também têm duas manchas marrons escuras e uma borda marrom escura. A face inferior das asas é verde-marrom com manchas amarelas e pretas.

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Fêmeas: A face superior das asas é branca com pontas pretas nos cantos superiores das asas anteriores. Elas também têm duas manchas marrons escuras e uma borda marrom escura. A face inferior das asas é verde-marrom com manchas amarelas e pretas.

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Comportamento:

As borboletas "Anthocharis cardamines" são voadoras rápidas e ágeis.

Elas são frequentemente vistas voando em campos, prados e florestas.

As borboletas ponta-laranja alimentam-se do néctar de uma variedade de flores, incluindo cardaminhas, violetas e dentes-de-leão.

As borboletas "Anthocharis cardamines" põem os seus ovos nas folhas das plantas hospedeiras, como cardaminhas, dentes-de-leão e couves.

As lagartas são verdes com uma linha branca ao longo de cada lado.

Elas alimentam-se das folhas da planta hospedeira e depois transformam-se em pupas.

As pupas são marrom-escuras e são penduradas em galhos ou folhas.

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A borboleta "Anthocharis cardamines" é facilmente distinguível de outras borboletas pelas suas pontas laranja nos cantos superiores das asas anteriores dos machos.

As fêmeas podem ser mais difíceis de identificar, pois podem ser confundidas com outras borboletas brancas, como a borboleta-branca-da-couve ou a borboleta-branca-pequena.

No entanto, as fêmeas da borboleta "Anthocharis cardamines" geralmente têm manchas pretas mais proeminentes nos cantos superiores das asas anteriores do que as outras borboletas brancas.

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A borboleta ponta-laranja é uma das primeiras borboletas a emergir na primavera.

Elas são frequentemente vistas voando em grandes números em campos e prados.

A borboleta "Anthocharis cardamines" prefere habitats abertos, como campos, prados e florestas.

A borboleta ponta-laranja tem uma única geração por ano.

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A borboleta "Anthocharis cardamines" é um importante polinizador de uma variedade de flores.

Elas também são uma fonte de alimento para predadores como pássaros e morcegos.

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A borboleta "Anthocharis cardamines" é uma espécie comum e não está ameaçada de extinção.

No entanto, as suas populações podem ser afetadas pela perda de habitat e pelo uso de pesticidas.

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A borboleta "Anthocharis cardamines" é uma bela e importante borboleta que desempenha um papel vital no ecossistema.

É importante proteger o seu habitat e evitar o uso de pesticidas que podem prejudicar as suas populações.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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07
Jul24

A Capela de Santiago em Mairos, Chaves, Portugal: Uma Joia Arquitetónica com Vistas Panorâmicas


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A Capela de Santiago em Mairos, Chaves, Portugal:

Uma Joia Arquitetónica com Vistas Panorâmicas

Jul07 DSC06753_ms

A Capela de Santiago, situada na aldeia de Mairos, no concelho de Chaves, em Portugal, é um pequeno templo religioso que se destaca pela sua beleza arquitetónica e localização privilegiada.

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A Capela de Santiago é uma construção modesta, feita de pedra e com um telhado vermelho de telha.

A fachada principal da capela é simples, com uma porta de madeira e uma janela em arco.

A capela possui uma única nave, com um altar em madeira simples e um crucifixo.

A capela é decorada com algumas imagens religiosas, incluindo uma imagem de Santiago Apóstolo, o patrono da capela.

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A Capela de Santiago está localizada no topo de uma colina, com uma vista panorâmica de 360 graus da paisagem circundante.

A partir da capela, é possível ver as montanhas ao longe, os campos verdejantes e a própria aldeia de Mairos.

A vista da capela é simplesmente deslumbrante, especialmente em dias claros.

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A Capela de Santiago é um importante marco histórico e cultural da aldeia de Mairos.

A capela foi construída no século XVI e tem sido um local de peregrinação para os devotos de Santiago Apóstolo durante séculos.

A capela também é um local de culto para os habitantes da aldeia, que se reúnem lá para celebrar missas e outras festividades religiosas.

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Em jeito de conclusão, podemos referir que a Capela de Santiago é um lugar especial que vale a pena visitar.

A capela é uma joia arquitetónica com uma história rica e uma localização privilegiada.

 As vistas panorâmicas da capela são simplesmente deslumbrantes, e a capela é um local de paz e tranquilidade.

Se você estiver de visita à região de Chaves, certifique-se de incluir a Capela de Santiago no seu itinerário.

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A Capela de Santiago está aberta ao público durante o dia.

A entrada na capela é gratuita.

A capela é um local de culto religioso, por isso é importante ser respeitoso ao visitar.

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A melhor época para visitar a capela é durante a primavera ou o outono, quando o clima é ameno e as vistas estão claras.

Use calçado confortável, pois a subida até a capela pode ser um pouco íngreme.

Leve água e um chapéu para se proteger do sol.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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06
Jul24

O Picanço-barreteiro (Lanius senator)


Mário Silva Mário Silva

O Picanço-barreteiro (Lanius senator)

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O picanço-barreteiro (Lanius senator) é uma ave passeriforme da família Laniidae, conhecida por sua plumagem distintiva e comportamento peculiar.

Esta espécie é caracterizada por uma combinação de cores que a torna facilmente identificável.

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O picanço-barreteiro possui uma cabeça de cor ruiva, dorso castanho e peito branco.

As suas asas são pretas com uma mancha branca, e a cauda também é preta com bordas brancas.

Esta ave mede cerca de 18 a 20 cm de comprimento, com uma envergadura de asas que varia entre 30 a 32 cm.

Prefere áreas abertas com arbustos e árvores dispersas, podendo ser encontrada em pomares, sebes, clareiras de florestas e áreas agrícolas.

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O picanço-barreteiro é conhecido pelo seu comportamento de predador.

Alimenta-se principalmente de grandes insetos, mas também caça pequenos mamíferos, aves e répteis.

Uma característica marcante desta espécie é seu hábito de empalar suas presas em espinhos ou arame farpado, um comportamento que facilita a alimentação subsequente.

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O picanço-barreteiro desempenha um papel significativo na manutenção da biodiversidade dos ecossistemas onde habita.

Ao se alimentar de insetos e pequenos vertebrados, ajuda a controlar populações de pragas agrícolas, contribuindo para a saúde das plantas e a produtividade das colheitas.

Como predador de topo na sua categoria, a presença do picanço-barreteiro indica a saúde e o equilíbrio do ecossistema.

Uma população saudável desta ave sugere um ambiente com boa diversidade de espécies e recursos naturais suficientes.

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A conservação do picanço-barreteiro é vital para a biodiversidade.

Apesar de ainda ser relativamente comum em algumas áreas, esta espécie enfrenta ameaças devido à perda de habitat, uso de pesticidas e mudanças climáticas.

A proteção de seus habitats naturais e a promoção de práticas agrícolas sustentáveis são essenciais para garantir a sobrevivência desta ave.

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Em conclusão, o picanço-barreteiro é uma espécie fascinante, tanto pela sua aparência quanto pelo seu comportamento predador único.

O seu papel na cadeia alimentar e na regulação de populações de pragas sublinha a sua importância na biodiversidade.

Proteger o picanço-barreteiro é, portanto, essencial para manter a saúde dos ecossistemas onde esta ave é encontrada.

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A fotografia mostra um picanço-barreteiro no seu habitat natural, evidenciando a beleza e a importância desta ave na biodiversidade local.

Com esforços de conservação adequados, podemos assegurar que futuras gerações também desfrutem da presença desta espécie notável nos nossos ecossistemas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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05
Jul24

A Importância da Agricultura de Subsistência no Nordeste Transmontano de Portugal


Mário Silva Mário Silva

A Importância da Agricultura de Subsistência

no Nordeste Transmontano de Portugal

Jul05 DSC06786_ms

Introdução

A agricultura de subsistência tem um papel crucial na preservação das tradições, na segurança alimentar e na sustentabilidade económica de muitas regiões rurais.

No nordeste transmontano de Portugal, esta prática é não apenas uma forma de vida, mas também uma herança cultural mantida por gerações.

Nesta região, a velhice continua a ser a força humana mais prevalente nos campos, onde o trabalho árduo só cessa com a doença, comorbidades ou óbito.

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Contexto Histórico e Cultural

A agricultura de subsistência no nordeste transmontano tem raízes profundas que remontam a séculos.

Esta prática foi, e continua a ser, uma resposta às condições geográficas e climáticas desafiadoras da região.

Os agricultores locais cultivam uma variedade de culturas, incluindo batatas, milho, feijão e diversos tipos de hortaliças, que são fundamentais para a alimentação das famílias.

Além disso, a criação de gado, especialmente ovinos e caprinos, complementa a subsistência, fornecendo leite, carne e lã.

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Importância Económica e Social

Apesar do avanço tecnológico e da industrialização agrícola em muitas partes do mundo, a agricultura de subsistência no nordeste transmontano mantém-se relevante por várias razões:

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Garante que as famílias tenham acesso a alimentos frescos e nutritivos, minimizando a dependência de mercados externos.

A prática de agricultura orgânica e de baixo impacto ambiental contribui para a preservação do ecossistema local.

A venda de excedentes nos mercados locais gera renda adicional para as famílias agricultoras, fortalecendo a economia da região.

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Desafios e Resiliência

Os agricultores envelhecidos enfrentam inúmeros desafios, incluindo o declínio da saúde física, o isolamento social e a falta de apoio institucional adequado.

No entanto, a resiliência e a determinação destes indivíduos são notáveis.

Muitos continuam a trabalhar nos campos até que a saúde os impeça, demonstrando um profundo compromisso com a terra e com a tradição.

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O Papel da Velhice na Agricultura de Subsistência

A fotografia associada a este artigo mostra dois idosos trabalhando arduamente na lavoura.

Esta cena é representativa da realidade no nordeste transmontano, onde os idosos são a espinha dorsal da agricultura de subsistência.

Eles possuem conhecimento e habilidades que foram passados de geração em geração, assegurando a continuidade das práticas agrícolas tradicionais.

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Futuro da Agricultura de Subsistência

Para garantir a continuidade da agricultura de subsistência no nordeste transmontano, é crucial implementar políticas que apoiem os agricultores idosos, promovam a transferência de conhecimentos para as gerações mais jovens e incentivem a juventude a permanecer no campo.

Investimentos em infraestrutura, acesso a tecnologias apropriadas e programas de apoio financeiro podem ajudar a revitalizar a agricultura na região.

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Conclusão

A agricultura de subsistência no nordeste transmontano de Portugal é um pilar essencial da vida rural, sustentada principalmente pelos idosos que, com sua dedicação incansável, mantêm vivas as tradições e asseguram a segurança alimentar.

Reconhecer e apoiar este esforço é fundamental para a preservação da cultura e do bem-estar económico da região.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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04
Jul24

A Concha de Santiago encima o pórtico de Cimo de Vila, Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A Concha de Santiago

encima o pórtico de Cimo de Vila,

Águas Frias - Chaves - Portugal

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A concha de vieira, também conhecida como concha de Santiago, é um dos símbolos mais emblemáticos do Caminho de Santiago.

É uma concha em relevo, geralmente estilizada, que os peregrinos usam como símbolo de fé e proteção durante a sua jornada.

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A origem do símbolo da concha de vieira como símbolo do Caminho de Santiago é incerta, existindo diversas lendas e teorias.

Uma das lendas mais populares conta que o apóstolo Santiago, o Maior, foi decapitado em Jerusalém e que seus restos mortais foram levados para a Galiza por barco.

Durante a viagem, uma tempestade feroz atingiu o barco e os restos mortais de Santiago foram atirados ao mar.

No entanto, no dia seguinte, o mar acalmou-se e os restos mortais de Santiago foram encontrados na costa, cobertos de conchas de vieira.

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A concha de vieira tem vários significados simbólicos, entre os quais:

Fé:    A concha de vieira é um símbolo da fé cristã e da peregrinação religiosa.

Ela representa a fé dos peregrinos em Deus e na sua capacidade de completar a sua jornada.

Proteção:    A concha de vieira também era considerada um símbolo de proteção.

Os peregrinos acreditavam que a concha os protegeria dos perigos da viagem.

Pureza:    A concha de vieira é um símbolo de pureza e inocência.

Ela representa a alma limpa do peregrino que se prepara para encontrar Deus.

Renascimento:    A concha de vieira também pode ser vista como um símbolo de renascimento.

Ela representa a transformação que o peregrino experimenta durante a sua jornada.

Convergência:    As linhas da concha de vieira representam os diferentes caminhos que os peregrinos percorrem para chegar a Santiago de Compostela.

Todas as linhas convergem no centro, simbolizando a união dos peregrinos num único objetivo.

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A Concha de Santiago de Cimo de Vila

A concha de vieira que encima o pórtico de Cimo de Vila, em Águas Frias - Chaves - Portugal, é um exemplo típico do símbolo.

A concha é estilizada e está esculpida em pedra. Ela está localizada no topo do pórtico, numa posição de destaque.

 

A presença da concha de vieira em Cimo de Vila indica que a localidade era (provavelmente) um ponto de passagem para os peregrinos que faziam o Caminho de Santiago.

A concha servia como um lembrete da fé e da proteção que os peregrinos buscavam durante a sua jornada.

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Em conclusão, poderemos dizer que a concha de vieira é um símbolo rico em significado para os peregrinos do Caminho de Santiago.

Ela representa a fé, a proteção, a pureza, o renascimento e a convergência dos peregrinos num único objetivo.

A concha de vieira de Cimo de Vila é um lembrete da importância do Caminho de Santiago na história e na cultura da região.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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