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MÁRIO SILVA - Fotografia & Escrita

*** *** A realidade e a "minha realidade" em imagens e escrita

*** *** A realidade e a "minha realidade" em imagens e escrita

29
Jun22

S. Pedro - orago da aldeia transmontana de Águas Frias – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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S. Pedro - orago da aldeia transmontana de

Águas Frias – Chaves - Portugal

29 DSC01995_ms- S Pedro

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QUEM FOI SÃO PEDRO?

São Pedro ficou conhecido como “Príncipe dos Apóstolos” e foi também o primeiro Papa da Igreja Católica. Mas, antes de tudo isso, Pedro nasceu Simão, na Galileia. É no Evangelho de São Lucas que se encontra relatado o momento em que o pescador Simão decide seguir Jesus Cristo.

A noite dos pescadores tinha rendido pouco peixe. Jesus, que se encontrava a pregar no Mar da Galileia, entrou no barco de Simão e disse-lhe: “Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para a pesca”. Simão e os outros pescadores, entre os quais os futuros apóstolos André, Tiago e João, voltaram a lançar as redes e, desta vez, quase não tiveram mãos a medir. O episódio, que ficou conhecido como “Pesca Milagrosa” fez com que Simão caísse aos pés de Jesus, que lhe disse:

“De agora em diante serás pescador de homens”.

Jesus rebatizou o seu apóstolo. Chamou-lhe Kepha, palavra aramaica para pedra (ou rocha). Mais tarde disse-lhe:

“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.

Pelo seu percurso, é ele o Padroeiro dos pescadores. O primeiro Papa da Igreja Católica morreu crucificado em Roma, entre os anos 64 d.C e 67 d.C, a mando do Imperador Nero. Os seus restos mortais encontram-se na Basílica de São Pedro.

Porque o celebramos a 29 de junho?

O dia de São Pedro passou a celebrar-se a 29 de junho a partir do século III ou IV, bem como o dia de São Paulo. Historiadores justificam a criação da referência aos dois santos para ocupar o lugar de uma antiga celebração pagã que comemorava no mesmo dia a festa de Rómulo e Remo, considerados os pais da cidade de Roma.

A festa é uma das mais antigas do ano litúrgico, bem mais antiga que a própria festa do Natal. Em Roma, a tradição mandava celebrar neste dia três missas: a primeira na Basílica de São Pedro, a segunda em São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos Apóstolos tiveram de ser escondidas por algum tempo, para escapar às profanações. Os mais crentes atribuem 29 de junho como o dia em que a transladação dos restos mortais de Pedro e Paulo foi feita para São Sebastião, devido à perseguição do imperador romano Valeriano, em 257.

O que distingue as festas de São Pedro das dos outros santos populares?

Sardinhas, vinho e procissões. À primeira vista, as festas populares em honra de São Pedro são semelhantes às dos outros santos populares. No entanto, há locais, como o Montijo, que celebram o Santo Padroeiro dos Pescadores com a queima do batel.

Se Santo António é retratado com o menino Jesus ao colo e São João com um carneiro, São Pedro distingue-se das imagens graças às chaves que segura na mão. Aquelas são as chaves das portas do céu e é São Pedro que tem o poder de decidir quem entra, como se pode ler no Evangelho segundo São Mateus:

“E eu te darei as chaves do reino dos céus”, disse-lhe Jesus Cristo.

Porque se diz que é ele o responsável pelo tempo?

Nada na Bíblia indica que, entre as muitas responsabilidades do Príncipe dos Apóstolos, estivesse o comando do tempo. A tradição popular que levou as pessoas a culparem São Pedro pelo bom ou mau tempo está relacionada com a sua função de guardião do céu.

“E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”

O relato bíblico com esta frase de Jesus Cristo fez com que as pessoas relacionassem a abertura ou o encerramento das portas do céu com a caída da chuva.

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Fotomontagem: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Jun22

2008 - 3ª Parte - Aldeia Transmontana - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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RECORDAR É VIVER! (3.ª parte)

 

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(…) Umas guardo com saudade

Dos meus pais e avós,

Outras estão mais esquecidas

Mas todas foram sentidas

Desde a minha tenra idade!

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Infeliz aquele que

Não tem Recordações...

Viveu uma vida despida...

De alegrias, tristezas e emoções.

Eu tive uma vida preenchida

Intensamente vivida

Muito rica e aquecida

De paixão, alegrias e emoções!

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_____   Maria Francisca Sousa da Silva   _____

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Fotografia/Video: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Jun22

QUADRAS SOLTAS (S. João)


Mário Silva Mário Silva

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QUADRAS SOLTAS (S. João)

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Nas ruas p'lo S. João,

Até p'ra quem pouco resta,

Há sardinhas, vinho e pão

P'ra razão da sua festa.

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Com o cheiro a manjerico

E a sardinha na brasa,

Vem tudo p'ro bailarico

Não fica ninguém em casa.

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Nos versos dos papelinhos

Que há presos aos manjericos,

Vão sempre alguns recadinhos

Das moças p'ros namoricos.

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Enquanto alguns namorados

Vão trocando o coração,

Há muitos beijos roubados

Na noite de S. João.

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Vim à festa neste dia

Para arranjar quem me queira,

Não quero ficar p'ra tia,

Nem tenho jeito p'ra freira.

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Vêm moças de calção,

Com decotes atrevidos,

P'ra pedir ao S. João

Namorados e maridos.

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Fiquei louca e presa a ti

Quando comigo dançaste,

E nunca mais esqueci

O beijo que me roubaste.

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Depois do baile acabar

Aquilo que a gente fez,

Estou louca por voltar

A faze-lo outra vez.

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A S. João mas com medo

Toda a verdade contou.

Quando lhe disse o segredo

Até o santo corou.

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Se estamos a namorar,

Tua mãe daqui não sai,

Deve ser por se lembrar

O que fez com o teu pai.

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O S. João já não tem

Para todas um marido,

Pois há homens que também

Lhe fazem esse pedido.

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Quando a fogueira saltaste

Houve grande burburinho,

Eu não sei o que queimaste,

Mas pelo cheiro adivinho.

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_____   Isidoro Cavaco   _____

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Montagem Fotográfica: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
16
Jun22

CORPUS CHRISTI


Mário Silva Mário Silva

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CORPUS CHRISTI

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Corpus Christi é o nome de uma importante celebração que faz parte do calendário festivo da Igreja Católica. Essa celebração foi inaugurada pela Igreja no século XIII, durante o pontificado de Urbano IV, e foi criada como forma de celebrar um dos pilares do catolicismo: o sacramento da Eucaristia.

Quando surgiu Corpus Christi?

 Corpus Christi é realizado anualmente 60 dias após a Páscoa em homenagem ao sacramento da Eucaristia.

O surgimento de Corpus Christi remonta ao século XIII, sendo oficialmente criado pela Igreja Católica por determinação do papa Urbano IV (seu pontificado foi de 1261 a 1264). Os relatos a respeito da criação dessa celebração fazem referência à Juliana de Mont Cornillon como mentora e idealizadora de Corpus Christi.

Juliana de Mont Cornillon era uma freira belga que nasceu nas redondezas de Liège em 1193. Os relatos contam que Juliana começou a relatar ter tido sonhos e visões que abordavam a necessidade de se criar uma festa em celebração à Eucaristia. Naturalmente, Juliana interpretou isso como uma mensagem divina, e seus relatos tiveram grande influência na diocese de Liège.

O bispo dessa diocese (Roberto de Thourotte), comovido com os relatos de Juliana, ordenou a criação de uma festa para celebrar a Eucaristia em 1247 – nunca chegou a presenciar a festa, pois faleceu antes. Outra pessoa dessa diocese que os relatos de Juliana influenciaram foi o arcediago Jacques Pantaleon – a partir de 1261 também conhecido como papa Urbano IV.

Não só os relatos de Juliana tiveram influência sobre Urbano IV, pois registra-se também o acontecimento do Milagre de Bolsena. Nesse acontecimento, um sacerdote chamado Pedro de Praga realizou a celebração da Eucaristia em Bolsena após visitar o papa em Roma. Os relatos contam que durante essa celebração a hóstia consagrada começou a verter sangue.

O relato desse acontecimento espalhou-se pela região, alcançando até o papa Urbano IV, que, comovido, ordenou a criação da festa em 1264. Corpus Christi demorou a se popularizar. Somente a partir do século XIV, a festa ganhou importância e notoriedade, espalhando-se pelas igrejas construídas na Europa.

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Foto-montagem: ©MárioSilva

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12
Jun22

RECORDAR É VIVER … 2008 (2.ª parte)


Mário Silva Mário Silva

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RECORDAR É VIVER …

2008 (2.ª parte)

 

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A distância faz esquecer,

mas a saudade faz lembrar…

recordar é viver,

enquanto o sentir fizer sentido…

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Recordar é se reportar a outros lugares,

reviver momentos,

sentir emoções.

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Viver é recordar,

recordar é viver intensamente

o passado no presente.

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Video: ©MárioSilva

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10
Jun22

10 de JUNHO - DIA DE PORTUGAL, de CAMÕES e das COMUNIDADES PORTUGUESAS


Mário Silva Mário Silva

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10 de JUNHO

DIA DE PORTUGAL, de CAMÕES e das COMUNIDADES PORTUGUESAS

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O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas celebra a data de 10 de Junho de 1580, data da morte de Camões, sendo também este o dia dedicado ao Anjo Custódio de Portugal. Este é também o dia da Língua Portuguesa, dos cidadãos e das Forças Armadas.

Durante o Estado Novo, de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, era celebrado como o Dia da Raça: a raça portuguesa ou dos portugueses.

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Origens

A primeira referência ao caráter festivo do dia 10 de Junho é no ano 1880 por um decreto real de D Luís. I que declara "Dia de Festa Nacional e de Grande Gala" para comemorar apenas nesse ano os 300 anos da hipotética data da morte de Luís de Camões, 10 de junho de 1580.

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A 29 de agosto de 1919, através do decreto 17 171, passa a consagrar-se o dia 10 de junho como feriado nacional.

Com a entrada em vigor da Constituição de 1933, todas estas leis ficaram sem efeito.

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Dia de Camões, de Portugal e da Raça e Dia das Comunidades Portuguesas

O 10 de junho começou a ser particularmente exaltado com o Estado Novo, o regime instituído em Portugal em 1933 sob a direção de António de Oliveira Salazar. A generalização dessas comemorações deveu-se bastante à cobertura dos meios de comunicação social.

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Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do Estádio Nacional do Jamor em 1944. A partir de 1963, o 10 de Junho tornou-se numa homenagem às Forças Armadas Portuguesas, numa exaltação da guerra e do poder colonial. Com uma filosofia diferente, a Terceira República converteu-o no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 1978.

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In: Wikipédia

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NOTA: Este ano, a comemoração deste dia tão importante, terá a distinta presença do soberano D. Vicente Silva Cabral, em terras de Monforte.

Aproveitem a sua presença … 

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04
Jun22

Retrospetiva do mês de maio de 2022


Mário Silva Mário Silva

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Retrospetiva do mês de maio de 2022

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MUDAM-SE OS TEMPOS,

MUDAM-SE AS VONTADES

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Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

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Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança;

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem, se algum houve, as saudades.

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O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já coberto foi de neve fria,

E enfim converte em choro o doce canto.

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E, afora este mudar-se cada dia,

Outra mudança faz de mor espanto:

Que não se muda já como soía.

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_____   Luís Vaz de Camões   _____

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Video: ©MárioSilva

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27
Mai22

Refúgio


Mário Silva Mário Silva

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Um refúgio, longe do núcleo da aldeia, mas fundamental

para as mudanças inesperadas do tempo …

Águas Frias (Chaves) - Portugal

*

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REFUGIO-ME

 .

Escondo-me

de mim, de todos, sei lá!

daquilo que me magoa,

que me entristece

me faz andar à toa

me dá um nó na garganta

me ataranta

e me escurece

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Refugio-me

no meu eu profundo

algures, bem lá no fundo

onde só há poesia

uma tela vazia

que eu vou enchendo de luz

de cores de céus

da aura de Deus

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E perco-me

das coisas insípidas

das futilidades

das tricas e mexericos

do dito pelo não dito

da má onda especializada

da vizinha de boca escancarada

daquilo em que não acredito

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Encontro-me

na nuvem serena e fofa

que serve de alcova aos meus sonhos

na brisa que embala os ninhos

no voo dos passarinhos

na janela ensolarada da alma

na fresta que se abre aos meus caminhos

na escolha de querer ser feliz

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_____     Maria Fernanda Reis Esteves   _____

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Fotografia: ©MárioSilva

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22
Mai22

RECORDAR É VIVER! - 2008 (1.ª parte)


Mário Silva Mário Silva

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RECORDAR É VIVER!

2008 (1.ª parte)

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Recordar é viver

O tempo já passado...

É voltar a sofrer

É um querer e não querer...

É sentir a Saudade!

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Ter recordações

Faz parte da vida...

Viver as emoções

Na vida sentida

É alma aquecida!

(…)

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_____   Maria Francisca Sousa da Silva   _____

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Fotografia: ©MárioSilva

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17
Mai22

AS VELHAS ÁRVORES


Mário Silva Mário Silva

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AS VELHAS ÁRVORES

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Olha estas velhas árvores, — mais belas,

Do que as árvores mais moças, mais amigas,

Tanto mais belas quanto mais antigas,

Vencedoras da idade e das procelas . . .

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O homem, a fera e o inseto à sombra delas

Vivem livres de fomes e fadigas;

E em seus galhos abrigam-se as cantigas

E alegria das aves tagarelas . . .

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Não choremos jamais a mocidade!

Envelheçamos rindo! envelheçamos

Como as árvores fortes envelhecem,

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Na glória da alegria e da bondade

Agasalhando os pássaros nos ramos,

Dando sombra e consolo aos que padecem!

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_____   Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac   _____

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Fotografia: ©MárioSilva

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12
Mai22

O TANQUE CHEIO DE ÁGUA FRIA …


Mário Silva Mário Silva

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O TANQUE CHEIO DE ÁGUA FRIA …

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"A alma é um tanque cheio de água; as opiniões são a luz que o ilumina.

Quando a água está agitada, também a luz, aparente­mente, o está.

Dá-se o mesmo com o homem; perturbado,

não são as virtudes que se transtornam e confundem,

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são as paixões que se movimentam;

uma vez que se acalmem, tudo voltará à tranquilidade. "

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FotoPintura: @MárioSilva

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08
Mai22

Retrospetiva - ano 2017 - Águas Frias (Chaves) - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

 

Recordar as publicações de há 15 anos atrás (2007) … década e meia …

Se recordar é viver...

Reencontrar “amigos” é relembrar o passado...

E relembrar os tempos passados nos faz reatar os laços das verdadeiras amizades.

Nada melhor que colocar em dia todos as histórias, a ansiedade de recuperar o tempo perdido enquanto distantes.

É tratar o passado recente de forma divertida e nostálgica.

É saber que existe um mundo de várias histórias diferentes mesmo estando na mesma rua rs..

É reforçar que um é parte indissociável da vida do outro, mesmo longe.

É fazer saber que a gente se importa.

É dar risada e continuar a conversa de anos atrás como se tivéssemos interrompido ontem.

É aprender novas gírias, ouvir um novo sotaque.

É saber que muita coisa mudou, mas a velha mágica ainda está lá.

É resgatar sua essência.

Enfim...

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Fotografia: ©MárioSilva

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01
Mai22

Dia da MÃE


Mário Silva Mário Silva

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DIA DA MÃE

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Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

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Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

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Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.

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Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!

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_____   Miguel Torga   _____

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Fotografia: ©MárioSilva

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29
Abr22

Cerejeiras (cerdeiras) em flor - Águas Frias - Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

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Águas Frias - ChavesPortugal

Cerejeiras (cerdeiras) em flor

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Significado da Flor de Cerejeira (Sakura)

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Flor de Cerejeira significa a beleza feminina e simboliza o amor, a felicidade, a renovação e a esperança.

É uma flor de origem asiática, conhecida como “Sakura”, a flor nacional do Japão, onde estão documentadas mais de 300 variedades de cerejeiras.

O início da floração das cerejeiras marca o fim do inverno e a chegada da primavera. São aguardadas com ansiedade pelos japoneses, que organizam em todo o país diversas festividades em torno do “Hanami” (ato de contemplação das cerejeiras em flor que deixam a paisagem deslumbrante).

Uma lenda conta que a palavra "Sakura" surgiu com a princesa Konohana Sakuya Hime, que caiu do céu perto do Monte Fuji, tendo se transformado nessa bonita flor. Também existe uma crença que o cultivo de arroz poderá ter originado a palavra, tendo em conta que "Kura" era o depósito onde esse alimento (visto por muitos japoneses como uma oferta divina) era guardado.

Os samurais, os guerreiros japoneses, eram grandes apreciadores da flor de cerejeira. Desde aqueles tempos, passou a estar associada à efemeridade da existência humana e ao lema dos samurais: viver o presente sem medo. Assim, a flor de cerejeira está também associada ao código do samurai, o Bushido.

A cerejeira fica pouco tempo florida, por isso suas flores representam a fragilidade da vida, cuja maior lição é aproveitar intensamente cada momento, pois o tempo passa rápido e a vida é curta.

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_____   In: https://www.significados.com.br/flor-de-cerejeira/    _____

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Fotografia: ©MárioSilva

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25
Abr22

O que foi o 25 de abril de 1974?


Mário Silva Mário Silva

 

O que foi o 25 de abril de 1974?

 

Os populares juntaram-se aos militares e deu-se a revolução dos cravos. Descobre como tudo aconteceu!

25 de Abril de 1974. De madrugada, militares do MFA (Movimento das Forças Armadas) ocuparam os estúdios do Rádio Clube Português e, através da rádio, explicaram à população que pretendiam que o País fosse de novo uma democracia, com eleições e liberdades de toda a ordem. Inclusive, foram postas no ar músicas de que a ditadura não gostava, como Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso.

Ao mesmo tempo, uma coluna militar com tanques, comandada pelo capitão Salgueiro Maia, saiu da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e marchou para Lisboa. Na capital, tomou posições junto dos ministérios e depois cercou o quartel da GNR do Carmo, onde se tinha refugiado Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar à frente da ditadura.

Durante o dia, a população de Lisboa foi-se juntando aos militares. E o que era um golpe de Estado transformou-se numa revolução. A certa altura, uma vendedora de flores começou a distribuir cravos. Os soldados enfiaram o cravo no cano da espingarda e os civis puseram a flor ao peito. Por isso, hoje em dia lhe chamamos Revolução dos Cravos. Foram dados alguns tiros para o ar, mas ninguém morreu nem foi ferido: foi uma revolução pacífica, como nunca existiu na história.

Ao fim da tarde, Marcelo Caetano (o último Presidente do Estado Novo) rendeu-se e entregou o poder ao general Spínola, que, embora não pertencesse ao MFA, não pensava da mesma maneira que o governo acerca das colónias. Um ano depois, a 25 de Abril de 1975, os portugueses votaram pela primeira vez em liberdade desde há muitas décadas.

_____   visao.sapo.pt   _____

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Video: Montagem e realização: ©MárioSilva

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21
Abr22

Vozes Transmontanas na Paisagem - Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

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Águas Frias Chaves Portugal

Vozes Transmontanas na Paisagem - Fotopintura

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“E há-de haver ninhos mil!

E um céu imaculado

Todo tingido a azul e branco de noivado

De puríssimo abril

Há-de escutar o nosso cântico à vida.”

(...)

“Alvorada de Amor”, in Poemas do Solstício, p. 40

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“Foi belo o dia de ontem

Mais belo o que ora finda

Que o dia que desponta

Seja mais belo ainda! “

(…)

“Oração da Manhã”, in Poemas do Solstício, p. 35

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“Eu quero entrar na festa da alegria

Ir ao encontro do romper do dia

E até que eu volte, meu amor, adeus!”

(…)

“Evasão”, in Poemas do Solstício, p.37

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“Sinto-me apaixonado pela vida,

Pelo sol, pela cor, pelo luar

E sinto em mim a infância redimida

Na harmonia irreal do teu fundente olhar!”

(...)

“Prenúncio”, in Poemas do Solstício, p.38

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“Acorda, meu amor, já nasce o novo dia

Que o sol nos prometeu ouvindo a nossa voz!

Vem comigo beber as seivas da alegria

Pelos campos em flor, cingindo as mãos.”

(...)

“Novo dia”, in Poemas do Solstício, p.39

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_____  Ana Lavrador  _____

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Fotopintura: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
17
Abr22

FELIZ PÁSCOA para TODOS - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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Águas Frias Chaves Portugal

FELIZ PÁSCOA para TODOS

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PÁSCOA NA ALDEIA

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Minha aldeia na Páscoa…
Infância, mês de Abril!
Manhã primaveril!
A velha igreja.
Entre as árvores alveja,
Alegre e rumorosa
De povo, luzes, flores…
E, na penumbra dos altares cor-de-rosa .
Rasgados pelo sol os negros véus.
Parece até sorrir a Virgem-Mãe das Dores.
Ressurreição de Deus! (…)
Em pleno azul, erguida
Entre a verde folhagem das uveiras.
Rebrilha a cruz de prata florescida…
Na igreja antiga a rir seu branco riso de cal.
Ébrias de cor, tremulam as bandeiras…
Vede! Jesus lá vai, ao sol de Portugal!
Ei-lo que entra contente nos casais;
E, com amor, visita as rústicas choupanas.
É ele, esse que trouxe aos míseros mortais
As grandes alegrias sobre-humanas.
Lá vai, lá vai, por íngremes caminhos!
Linda manhã, canções de passarinhos!
A campainha toca: Aleluia! Aleluia! (…)
Velhos trabalhadores, por quem sofreu Jesus.
E mães, acalentando os filhos no regaço.
Esperam o COMPASSO…
E, ajoelhando com séria devoção.
Beijam os pés da Cruz.

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________   Teixeira de Pascoaes   __________

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Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
16
Abr22

Famosos e saborosos FOLARES transmontanos - Águas Frias – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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Elaboração dos famosos e saborosos FOLARES transmontanos

Águas Frias Chaves - Portugal

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Lenda do Folar da Páscoa

A lenda do folar da Páscoa é tão antiga que se desconhece a sua data de origem.

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Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, vivia uma jovem chamada Mariana que tinha como único desejo na vida o de casar cedo. Tanto rezou a Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos. A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa. 

Enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre, a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como data limite o Domingo de Ramos. Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão. Mariana não sabia o que fazer.

Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte. Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.

Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe.

No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar. Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante.

Pensando ter sido ideia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido o mesmo tipo de bolo. Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina.

Inicialmente chamado de folore, o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação. Durante as festividades cristãs da Páscoa, os afilhados costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de batismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.

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_____________   Infopédia    __________

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Vídeo/Fotografia: ©MárioSilva

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