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MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

01
Dez11

No fim do outono ... uma pequena estória do verão


Mário Silva Mário Silva

Pois ... o último "post" remonta a pleno Agosto, com uma pequena estória passada nesta pequena e bela aldeia flaviense.

 

Agora  ... já o outono está a findar e aproxima-se vertiginosamente os rigores do inverno.

E os seu efeitos já se fazem sentir na pele, a névoa, o frio, o vento (que parece que corta), os dias curtos, as noites longas,a tão desejada chuva ...

 

 

 

 

Bom, hoje, feriado nacional (pela última vez),  dia 1 de dezembro, dia da restauração da independência, ... o tempo condiz com a época: sombrio, taciturno, dando-nos à indolência e à preguiça.

 

Mas ... o calor das brasas na lareira ... trazem o conforto e avivam as memórias de tempos passados. É o caso de hoje, em que recordo, um pequeno episódio do verão passado.

 

A tarde estava quente. 

E, nada melhor que uma boa cavaqueira ao ritmo de umas goladas de uma "loirinha" fresquinha e o terincar de uns amendoins estaladiços.

Foi o que fizeram o António e o Felisberto, no Café do Henrique (já considerado, por mim, património social da Aldeia).

 

 

 

Quando saíam para o largo do "Conselho", nesse momento cheio de juventude, vislumbraram à varanda a Dete e logo disseram em voz alta:

- Agora ia era um cafezinho brasileiro!!!!

- Ai, ia, ia ... - dise logo o outro.

 

 

 

E sentaram-se à porta do café do Pires (ou Parente para os amigos), continuando com a sua conversa, sem nunca esquecerem o tal cafezinho brasileiro.

 

Eis, então, que a Dete não se fazendo rogada, foi mesmo fazer o dito cafezinho, vindo de casa com um tabuleiro coberto com pano bordado, a cafeteira fumegante, duas chávenas, açucar, as respetivas colheres e ainda uma garrafa com o divinal bagaço.

 

 

 

 

Com esta é que o António e o Felizberto não contavam ... mas não fizerm cerimónia e mesmo ali sentados no cimento do passeio, no meio de todos e em plena rua Central, se serviram do apetitoso cafezinho brasileiro e claro com o cheirinho abundante do bagaço da Dete e D. Adélia.

 

 

 

 

Como se costuma dizer, estavam que nem um abade (e o da aldeia é bem cheiínho).

 

Uma coisa é certa: todos ficaram satisfeitos (uns por provarem o tão apetecido cafezinho e mãe e filha por poderem retribuir os atributos das suas bebidas).

 

 

 

Aqui, nesta aldeia transmontana, dar é também receber.

 

 

 

 

Bom ... já me sinto retemperado. Os pés estão de novo quentes e o "coração" também. As recordações têm destas coisas ...

 

Embora não tenha nascido e nado em Águas Frias, sinto alguma nostalgia quando lá não estou - então vou matando as saudades com as boas recordações que de lá carrego.

 

 

Até breve .......... com mais recordações!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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