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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

20
Out25

“O pessegueiro (Prunus persica), as couves (Brassica olerácea), as abóboras (Cucurbita spp) e … muita erva seca.”


Mário Silva Mário Silva

“O pessegueiro (Prunus persica), as couves (Brassica olerácea),

as abóboras (Cucurbita spp) e

… muita erva seca.”

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Esta fotografia de Mário Silva é um retrato do final da estação de colheita numa horta ou pomar.

O enquadramento divide-se em dois planos principais:

Em primeiro plano, o solo está coberto por erva seca e amarelada, com vestígios de pequenas flores brancas.

Espalhadas por este solo seco, repousam cinco grandes abóboras (amarelas/alaranjadas), que se destacam pela sua cor viva contra o tom pálido da relva.

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Em segundo plano, a vegetação é mais densa e verde: à esquerda, vê-se a folhagem escura e densa do pessegueiro e, à direita, sobressaem as folhas grandes e cinzentas das couves.

A composição sugere um microecossistema de subsistência, onde as culturas coexistem com a inevitabilidade da estação seca.

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A Horta do Fim do Verão: A Lição da Abundância e do Descanso

A fotografia de Mário Silva capta um momento de transição na agricultura rural: a horta no final do verão ou início do outono, onde a abundância das colheitas coexiste com o descanso da terra.

O título – que nomeia o pessegueiro, as couves, as abóboras e a erva seca – destaca esta dualidade, mostrando um ciclo agrícola onde a vida e a morte vegetativa se tocam.

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As Abóboras: Símbolos da Abundância

As abóboras (Cucurbita spp) espalhadas pela relva seca são o símbolo visual da fartura.

São o fruto de uma estação de crescimento intensa, representando o sucesso da colheita e a garantia de alimento para os meses mais frios.

A sua cor vibrante é um contraste alegre com o tom castanho da erva, marcando o final de um ciclo produtivo e a preparação para o inverno.

No contexto rural, a abóbora é um alimento versátil, usado em sopas, doces e até na alimentação animal.

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O Pessegueiro e as Couves: A Coexistência

A presença do pessegueiro (Prunus persica), com a sua folhagem escura, sugere uma cultura mais perene, o pomar, que coexiste com a horticultura sazonal, representada pelas couves (Brassica oleracea).

Este arranjo é típico das hortas familiares, onde se procura maximizar o uso do espaço e garantir uma variedade de produtos ao longo do ano.

O pessegueiro já deu o seu fruto, e as couves, mais resistentes, preparam-se para o frio.

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A Erva Seca: O Descanso da Terra

O elemento mais revelador na imagem é a “muita erva seca”.

Esta erva não é apenas um pormenor; é a marca da estação quente e o prenúncio do descanso.

Numa perspetiva de agricultura tradicional, a erva seca e a palha são frequentemente reincorporadas no solo para o enriquecer e proteger, ou utilizadas para forragem.

O solo, que trabalhou intensamente para gerar as abóboras, o pêssego e as couves, está agora a receber a sua licença para repousar antes das chuvas do outono o rejuvenescerem.

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A fotografia, no seu todo, é um hino à sabedoria do ciclo agrícola: a colheita generosa não é o fim, mas sim uma pausa necessária que prepara a terra para a próxima estação de vida.

É um retrato da beleza encontrada no trabalho duro e na coexistência pacífica dos diversos elementos que garantem o sustento.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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