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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

30
Abr24

A controversa escada em caracol (“subidório”) do Castelo de Monforte de Rio Livre - Águas Frias (Chaves), Portugal


Mário Silva Mário Silva

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A controversa escada em caracol (“subidório”)

do Castelo de Monforte de Rio Livre

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A recente instalação de uma escada em caracol de ferro no Castelo de Monforte de Rio Livre, em Águas Frias (Chaves), Portugal, gerou um debate acalorado entre os defensores da modernização e os defensores da preservação histórica.

Propósito da escada:

A escada, apelidada de "subidório" pelo autor da imagem, tem como único objetivo facilitar o acesso à porta de entrada da torre de menagem, localizada no topo da muralha.

Impacto na experiência do visitante:

No entanto, a sua construção provocou preocupações significativas. A escada e o gradil que a acompanha impedem que os visitantes circulem livremente pelas muralhas, privando-os da vista deslumbrante do vale do rio Tâmega, do planalto da serra do Brunheiro, das aldeias vizinhas e das serras portuguesas e espanholas circundantes, incluindo o castelo de Monterrey em Verin.

Perspetivas em conflito:

Os defensores da intervenção argumentam que a escada era necessária por motivos de segurança e para facilitar o acesso à torre de menagem para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, sustentam que a sua presença não compromete significativamente a estética do castelo.

Do outro lado, os detratores da escada criticam a sua intromissão numa estrutura histórica como o castelo, defendendo que a sua construção deturpa a autenticidade do monumento e limita a experiência dos visitantes em apreciar a beleza natural da região.

Pontos de reflexão:

A controvérsia em torno da escada de Monforte de Rio Livre levanta questões importantes sobre o equilíbrio entre a modernização e a preservação do património histórico. É crucial ponderar cuidadosamente as vantagens e desvantagens de tais intervenções, buscando soluções que conciliem a acessibilidade e a segurança com a preservação da autenticidade e da experiência do visitante.

Cabe a cada um ponderar:

A escada em caracol compromete significativamente a estética do castelo?

A sua presença impede de forma crucial a fruição da vista panorâmica?

A sua construção era realmente necessária por motivos de segurança e acessibilidade?

Existiriam alternativas menos invasivas para alcançar os mesmos objetivos?

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A resolução do debate reside no diálogo aberto e na busca de soluções criativas que considerem as diferentes perspetivas e garantam a preservação do rico património histórico e cultural do Castelo de Monforte de Rio Livre.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Abr24

O cuco “Cuculus canorus”, … cucu … cucu ...


Mário Silva Mário Silva

O cuco “Cuculus canorus”, … cucu … cucu ...

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Estava na floresta, um cuco a cantar

Na floresta verdejante, o sol se esconde,

Folhas dançam ao vento, em tons de bronze.

Um cuco canta melodia suave e triste,

Escondido entre as giestas, com seu canto insiste.

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Nós o ouvimos cantar, cuco, cuco, cuco,

Sua voz ecoa na floresta, num ritmo profundo.

Curiosos, seguimos o som familiar,

Atrás da giesta, a busca vai começar.

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Lá encontramos a ave, de plumagem escura,

Empoleirada num ramo, com sua canção pura.

Observamos em silêncio, sua beleza admirar,

Enquanto o cuco continua a nos encantar.

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O sol se põe, a noite se aproxima,

As estrelas brilham no céu, a lua ilumina.

Deixamos a floresta, com o canto na mente,

E a lembrança do cuco, que nos faz contente.

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Análise do poema

O poema "Estava na floresta, um cuco a cantar" narra a experiência do narrador ao encontrar um cuco na floresta.

O poema é composto por quatro estrofes de quatro versos cada, com rima ABCB.

A linguagem é simples e direta, utilizando vocabulário relacionado com a natureza.

O tom do poema é tranquilo e contemplativo, transmitindo a sensação de paz e serenidade que o narrador sente ao observar a ave.

 

A primeira estrofe introduz o cenário da floresta verdejante, onde o sol se esconde e as folhas dançam ao vento.

O canto do cuco é descrito como suave e triste, despertando a curiosidade do narrador.

Na segunda estrofe, o narrador relata a busca pelo cuco, seguindo o seu canto.

A ave é finalmente encontrada empoleirada num ramo, com a sua plumagem escura e canção pura.

A terceira estrofe descreve a observação do cuco pelo narrador, que admira sua beleza e se encanta com seu canto.

O sol se põe e a noite se aproxima, enquanto as estrelas brilham no céu e a lua ilumina.

Na quarta estrofe, o narrador despede-se da floresta, levando consigo a lembrança do cuco e a sensação de paz que ele proporcionou.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Abr24

Andar de moto - entre o Perigo e o Prazer


Mário Silva Mário Silva

Andar de moto

entre o Perigo e o Prazer

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Andar de moto: uma experiência que oscila entre o perigo e o medo, de um lado, e o prazer, a liberdade e a libertação de adrenalina, do outro. É uma atividade que exige cautela e responsabilidade, mas que também pode proporcionar momentos inesquecíveis e sensações únicas.

O lado obscuro:

Risco de acidentes: As motos, por serem menores e menos visíveis que os carros, estão mais propensas a se envolver em acidentes. As consequências podem ser graves, com lesões ou até mesmo a morte.

Exposição aos elementos: O motociclista está diretamente exposto ao clima, seja sol escaldante, chuva torrencial ou vento forte. Isso exige cuidado redobrado e equipamentos adequados para garantir segurança e conforto.

Vulnerabilidade: Em caso de queda, o motociclista não tem a mesma proteção que os ocupantes de um carro. O uso de equipamentos de segurança, como capacete, jaqueta, calças e botas de couro, é crucial para minimizar os riscos.

O lado luminoso:

Liberdade e autonomia: Andar de moto proporciona uma sensação de liberdade e autonomia incomparáveis. Você define o seu ritmo, o seu trajeto e o seu destino, explorando novos lugares e vivendo aventuras sem limites.

Conexão com a natureza: Ao pilotar uma moto, você conecta-se com a natureza de forma intensa. Sente o vento no rosto, o sol na pele e a adrenalina pulsando nas veias, criando uma experiência sensorial única.

Prazer e adrenalina: Conduzir uma moto proporciona momentos de pura adrenalina e prazer. A aceleração, a velocidade e o controle da máquina geram uma sensação de liberdade e empoderamento que vicia os apaixonados por esse meio de transporte.

Encontrando o equilíbrio:

Para aproveitar ao máximo os benefícios de andar de moto, é fundamental encontrar o equilíbrio entre o perigo e o prazer. Isso significa:

Treino e conhecimento; Equipamentos adequados; Consciência e responsabilidade; Planeamento e precaução.

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Andar de moto pode ser uma experiência incrível e enriquecedora, desde que esteja ciente dos riscos e tome as devidas precauções.

Ao combinar responsabilidade, conhecimento e paixão pela condução, você poderá desfrutar de todos os benefícios que este tipo de condução oferece, explorando o mundo com liberdade, adrenalina e prazer.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Abr24

A esteva "Cistus ladanifer"


Mário Silva Mário Silva

A esteva "Cistus ladanifer"

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Características genéricas:

A esteva (Cistus ladanifer) é um arbusto ou pequeno arbusto perene que pode atingir até 2 metros de altura.

As folhas são lanceoladas a ovadas, verde-escuras e cobertas por pelos.

As flores são brancas ou rosadas, com cinco pétalas e um centro amarelo.

O fruto é uma cápsula que contém numerosas sementes pequenas.

Origem:

A esteva é nativa da região mediterrânica, incluindo Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Marrocos.

Curiosidades:

A esteva é uma planta muito resiliente que pode sobreviver em condições climáticas áridas e pedregosas.

É uma planta popular em jardins e paisagismos, devido à sua beleza e resistência.

As folhas da esteva podem ser usadas para fazer chá, que tem propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas.

A resina da esteva, conhecida como ládano, é usada em perfumes e cosméticos.

Importância no ecossistema:

A esteva é uma importante fonte de alimento para abelhas e outros insetos polinizadores.

Também ajuda a proteger o solo da erosão e a melhorar a qualidade da água.

A esteva é uma parte importante da biodiversidade da região mediterrânica.

Outras informações:

A esteva é conhecida por vários nomes comuns, incluindo esteva-comum, esteva-branca, esteva-de-folha-larga e esteva-do-ládano.

A esteva é uma planta protegida por lei em Portugal.

A esteva é um símbolo nacional de Portugal.

Conclusão:

A esteva é uma planta bonita, resistente e importante que desempenha um papel vital no ecossistema mediterrânico.

É uma planta valiosa para a região e deve ser protegida.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Abr24

Campo verde e viçoso …


Mário Silva Mário Silva

Campo verde e viçoso …

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A fotografia mostra um campo verde e viçoso, com uma cerca de madeira em primeiro plano.

A erva é alta e densa, de um verde intenso e uniforme.

A cerca de madeira é feita de troncos grossos e irregulares, que estão dispostos verticalmente e unidos por traves horizontais.

A cerca está bem conservada e parece ser bastante robusta.

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A foto representa a beleza e a simplicidade da natureza.

O campo verdejante e a cerca de madeira são elementos naturais que evocam uma sensação de paz e tranquilidade.

A fotografia também pode ser interpretada como um símbolo de vida e crescimento.

O verde da erva é a cor da vida, e a cerca de madeira pode ser vista como um símbolo de proteção e segurança.

 

Podemos também pensar que ela representa a relação entre o homem e a natureza.

A cerca de madeira, feita pelo homem, contrasta com o campo verdejante, que é natural.

Essa contraposição pode ser vista como um símbolo da interdependência entre o homem e a natureza.

O homem precisa da natureza para sobreviver, e a natureza precisa do homem para ser cuidada.

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O campo verde é o elemento central da fotografia.

Ele representa a natureza, a vida e o crescimento.

O verde da erva é uma cor relaxante e calmante, que pode evocar uma sensação de paz e tranquilidade.

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A cerca de madeira é um elemento importante da fotografia.

Ela representa o homem, a proteção e a segurança.

A cerca de madeira pode ser vista como um símbolo da separação entre o mundo natural e o mundo humano.

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A fotografia é composta de forma simples e equilibrada.

O campo verde ocupa a maior parte da imagem, e a cerca de madeira está posicionada em primeiro plano.

Essa composição cria uma sensação de calma e serenidade.

A fotografia é iluminada por luz natural.

A luz é suave e difusa, o que contribui para a sensação de paz e tranquilidade que a fotografia transmite.

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A fotografia "Campo verde e viçoso" é uma bela imagem que representa a natureza, a vida e o crescimento.

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A fotografia também pode ser interpretada de outras maneiras, dependendo da perspetiva do observador.

Por exemplo, algumas pessoas podem ver na fotografia um símbolo de esperança e renovação, enquanto outras podem vê-la como um símbolo de solidão e isolamento.

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A fotografia "Campo verde e viçoso" é uma imagem importante porque nos lembra da beleza da natureza e da importância de proteger o meio ambiente.

A fotografia também pode-nos inspirar a refletir sobre a nossa relação com o mundo natural e a procura de um estilo de vida mais sustentável.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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25
Abr24

Revolução de 25 de abril de 1974, em Portugal - 50 anos


Mário Silva Mário Silva

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Revolução de 25 de abril de 1974, em Portugal

50 anos

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A Revolução de 25 de Abril de 1974, também conhecida como Revolução dos Cravos, foi um golpe de Estado militar que derrubou o regime autoritário do Estado Novo em Portugal.

O regime, liderado por António de Oliveira Salazar, estava no poder há mais de 40 anos e era caracterizado pela repressão política, censura, falta de liberdade e desenvolvimento económico.

As origens da revolução são complexas e multifacetadas, mas alguns dos principais fatores que contribuíram para o seu desenvolvimento incluem:

- Guerra colonial:  Portugal estava envolvido em guerras coloniais em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau há mais de 13 anos.

As guerras eram longas, custosas e impopulares, e causaram grande desgaste social e económico.

- Oposição ao regime:  Havia um crescente descontentamento com o regime do Estado Novo, tanto dentro como fora de Portugal.

A oposição ao regime vinha de diversos setores da sociedade, incluindo estudantes, trabalhadores, intelectuais e militares.

- Movimento das Forças Armadas (MFA):  O MFA era um grupo de militares progressistas que se opunha ao regime do Estado Novo e defendia a democratização de Portugal.

O MFA foi o principal responsável pela organização e execução da Revolução de 25 de Abril.

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A Revolução de 25 de Abril de 1974 teve um impacto profundo em Portugal.

As principais consequências da revolução incluem:

- Fim do regime do Estado Novo:  O regime do Estado Novo foi derrubado e Portugal iniciou um processo de transição para a democracia.

- Independência das colónias:  Portugal concedeu independência às suas colónias em África.

 - Mudanças sociais e económicas:  A revolução levou a uma série de mudanças sociais e económicas em Portugal, incluindo a reforma agrária, a nacionalização de sectores económicos estratégicos e a democratização da educação e da saúde.

- Instabilidade política:  O período após a revolução foi marcado por grande instabilidade política, com vários golpes de estado e tentativas de golpe de estado.

- Aprovação da Constituição:  Em 1976, foi aprovada uma nova Constituição que consagrou a democracia em Portugal.

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A imagem comemora o 50º aniversário da Revolução de 25 de Abril.

A imagem apresenta o texto "25 Abril Sempre - 50 anos depois".

A frase "25 Abril Sempre" significa que a memória da Revolução de 25 de Abril continua viva e que os seus valores de liberdade, democracia e igualdade ainda são relevantes para a sociedade portuguesa.

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A Revolução de 25 de Abril de 1974 foi um evento histórico de grande importância para Portugal.

A revolução marcou o fim de um regime autoritário e o início de um processo de democratização do país.

A revolução também teve um impacto significativo na sociedade portuguesa, levando a uma série de mudanças sociais e económicas.

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Os princípios desta revolução ainda devem estar no espírito de todos os portugueses, pois passado meio século, ainda existem muitos dos seus objetivos por concretizar.

Nessa medida, a frase “25 de abril Sempre” continua a ter significado passados estes 50 anos.

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Texto e Cartaz (baseado num outro da época): ©MárioSilva

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24
Abr24

"Deus, Pátria e Família": O Lema do Estado Novo, em Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Deus, Pátria e Família":

O Lema do Estado Novo, em Portugal

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O lema "Deus, Pátria e Família" foi central para a ideologia e propaganda do regime ditatorial do Estado Novo em Portugal, liderado por António de Oliveira Salazar e Marcelo Caetano entre 1933 e 1974.

Analisando cada elemento do lema:

Deus:

A religião católica era o pilar fundamental do Estado Novo.

O regime promovia a fé como elemento de união nacional e de controle social, utilizando-a para legitimar a sua autoridade e reprimir dissidências.

A Igreja Católica, por sua vez, beneficiava do apoio do Estado para manter o seu poder e influência na sociedade.

Pátria:

O nacionalismo era outro aspeto crucial do Estado Novo.

O regime exaltava a história, a cultura e as tradições portuguesas, buscando criar um senso de identidade nacional forte e coeso.

A propaganda oficial glorificava o passado imperial português e promovia a imagem de uma nação unida e forte sob a liderança de Salazar.

Família:

A família era vista como a base da sociedade no Estado Novo.

O regime defendia um modelo tradicional de família patriarcal, com o pai como chefe e a mulher submissa.

A educação das crianças era vista como um dever primordial das famílias, e o Estado buscava inculcar valores como o respeito à autoridade, o patriotismo e a religião.

Utilização do lema:

Nas escolas:

O lema "Deus, Pátria e Família" era constantemente presente nas escolas, estampado em cartazes, livros didáticos e discursos.

As crianças eram doutrinadas desde cedo nos valores do regime, aprendendo a venerar Deus, amar a pátria e respeitar a autoridade familiar.

Em eventos públicos:

O lema também era utilizado em eventos públicos, como comícios, desfiles e celebrações religiosas.

A repetição constante do lema visava reforçar a mensagem do regime e criar um clima de unidade nacional.

Na propaganda:

A propaganda oficial do Estado Novo utilizava extensivamente o lema "Deus, Pátria e Família".

Cartazes, filmes, rádio e outros meios de comunicação difundiam a mensagem do regime, associando-a a valores positivos e tradicionais.

Críticas ao lema:

O lema "Deus, Pátria e Família" foi alvo de diversas críticas ao longo do tempo.

Visão limitada:

 Muitos críticos argumentam que o lema apresenta uma visão limitada e excludente da sociedade portuguesa.

Ao enfatizar apenas os valores religiosos, patrióticos e familiares, o Estado Novo ignorava a diversidade da população e as lutas por direitos sociais e políticos.

Manipulação:

O lema também é criticado por ser uma ferramenta de manipulação utilizada pelo regime para controlar a população.

Ao associar os seus valores a conceitos considerados sagrados e intocáveis, o Estado Novo dificultava o questionamento e a oposição ao regime.

Legitimação da repressão:

O lema "Deus, Pátria e Família" serviu para legitimar a repressão política e social do Estado Novo.

A defesa da "ordem" e da "tradição" era usada para justificar a perseguição de opositores políticos, a censura da liberdade de expressão e a violação dos direitos humanos.

Conclusão:

O lema "Deus, Pátria e Família" foi um elemento central da ideologia e propaganda do Estado Novo em Portugal.

Apesar de ter sido utilizado para promover a unidade nacional e valores tradicionais, o lema também foi uma ferramenta de manipulação e controle social.

É importante analisar criticamente esse lema e o seu contexto histórico para entender melhor as complexas relações entre poder, religião, nação e família na sociedade portuguesa.

Apesar de já se terem passado meio século desde a queda do regime ditatorial de enlevou este conceito, ainda há quem queira voltar para ele, como sendo o fundamento da sua ideologia.

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Texto & Pintura: ©MárioSilva

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23
Abr24

A ribeira - Águas Frias, Chaves, Portugal


Mário Silva Mário Silva

A ribeira

Águas Frias, Chaves, Portugal

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A imagem mostra uma pequena ribeira que atravessa um muro de pedra em Águas Frias (Chaves), Portugal.

A ribeira é cercada por vegetação exuberante, incluindo árvores e flores silvestres.

O muro de pedra é feito de pedras grandes e irregulares que foram cuidadosamente encaixadas.

A parede é alta e corre ao longo da borda de um campo.

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A fotografia é uma bela e serena representação de uma paisagem natural.

O riacho é um símbolo de vida e movimento, enquanto o muro de pedra representa força e permanência.

A vegetação exuberante adiciona cor e textura à cena, e as flores silvestres proporcionam um toque de capricho.

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A foto é bem composta e equilibrada.

O riacho está posicionado no centro da imagem, e o muro de pedra e a vegetação enquadram-no em ambos os lados.

O uso da profundidade de campo cria uma sensação de perspetiva, e a iluminação suave dá à imagem uma qualidade de sonho.

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A ribeira da imagem fica na aldeia de Águas Frias, no concelho de Chaves, no norte de Portugal.

A aldeia é conhecida pelas suas fontes, que têm sido usadas para fins medicinais há séculos.

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A imagem é uma representação encantadora e evocativa do campo português.

Capta a beleza da natureza e a tranquilidade da vida rural.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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22
Abr24

As flores de cerejeira após um dia de chuva


Mário Silva Mário Silva

 

As flores de cerejeira após um dia de chuva

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A fotografia mostra um ramo de flores de cerejeira branca pendurado numa árvore após um dia de chuva.

As flores estão húmidas e cobertas por gotas de água.

Algumas das pétalas estão caídas, mas a maioria delas ainda está intacta.

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As flores de cerejeira são conhecidas por sua beleza delicada e efêmera.

Elas florescem apenas por algumas semanas na primavera, e a sua beleza é ainda mais efêmera após um dia de chuva.

As gotas de água pesam nas pétalas e podem fazer com que elas caiam prematuramente.

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No entanto, as flores de cerejeira também são símbolos de esperança e renovação.

Elas florescem após o inverno, sinalizando o fim da estação fria e o início da estação mais quente do ano.

As gotas de água nas flores de cerejeira podem ser vistas como um símbolo da vida nova, que brota mesmo após os tempos difíceis.

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As flores de cerejeira após um dia de chuva podem simbolizar:

Beleza efêmera:

As flores de cerejeira são lindas, mas a sua beleza dura pouco tempo.

As gotas de água nas flores podem ser vistas como uma anotação de que a beleza é passageira.

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Esperança e renovação:

As flores de cerejeira florescem após o inverno, sinalizando o fim da estação fria e o início da estação mais quente do ano.

As gotas de água nas flores de cerejeira podem ser vistas como um símbolo da vida nova, que brota mesmo após os tempos difíceis.

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Resiliência:

As flores de cerejeira são capazes de suportar a chuva e o vento.

As gotas de água nas flores de cerejeira podem ser vistas como um símbolo da resiliência da natureza.

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Pureza e inocência:

As flores de cerejeira são geralmente brancas, que é uma cor associada à pureza e à inocência.

As gotas de água nas flores de cerejeira podem ser vistas como um símbolo da pureza da natureza.

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As flores de cerejeira após um dia de chuva são uma imagem bonita e comovente.

Elas podem simbolizar muitas coisas diferentes, dependendo da perspetiva do observador.

No entanto, todas elas compartilham um tema comum: a beleza da natureza e a efemeridade da vida.

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A fotografia é composta por uma gama limitada de cores, o que cria um efeito de serenidade e quietude.

A composição da imagem é simples, mas eficaz. O foco está nas flores de cerejeira, e o fundo é desfocado.

A imagem é bem iluminada, o que realça a beleza das flores.

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Testo & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Abr24

Observando o casario da aldeia - Águas Frias – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Observando o casario da aldeia

Águas Frias – Portugal

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Em Águas Frias, aldeia transmontana,

Casas em fila, na encosta da montanha.

Telhados vermelhos, de barro e madeira,

Tradição e história, que o tempo não altera.

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Na rua principal, um trator estacionado,

A espera de alguém, que logo chegará cansado.

As flores desabrocham, em cores vibrantes,

E os pássaros cantam, melodias constantes.

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O sol brilha forte, no céu azul-celeste,

Iluminando a aldeia, com um brilho celeste.

As pessoas conversam, em bancos de pedra,

Compartilhando histórias, que a vida lhes entregou.

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Águas Frias, aldeia serena e acolhedora,

Onde a paz reina, e o tempo se escoa.

Um lugar perfeito, para quem busca sossego,

E a beleza da natureza, que o coração acalma e alegra.

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No casario antigo, memórias guardadas,

De gerações que viveram, e histórias contadas.

Um patrimônio rico, que deve ser preservado,

Para que as futuras gerações, possam também ser amadas.

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Águas Frias, aldeia transmontana,

Um pedacinho do paraíso, em terra portuguesa.

Um lugar para se visitar, e nunca mais esquecer,

E a todas as pessoas, com carinho recomendar.

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Em cada casa, uma história a ser contada,

De famílias que lutaram, e nunca desistiram de nada.

Um exemplo de força, e de perseverança,

Que nos ensina a ter fé, e esperança.

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Águas Frias, aldeia de gente boa,

Que recebe os visitantes, com a alma aberta e a mão amiga.

Um lugar para se sentir em casa, e acolhido com amor,

E onde a amizade floresce, como uma flor.

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Obrigado, Águas Frias, por este presente,

De beleza e paz, que me tocou profundamente.

Levarei comigo, as lembranças deste dia,

E voltarei um dia, para te visitar novamente, com alegria.

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Em teu casario antigo, encontrei inspiração,

Para escrever este poema, com o coração.

Que ele sirva de homenagem, a esta aldeia querida,

E a todos os seus habitantes, que tanto me acolheram com vida.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Abr24

Planta campestre – “Ranunculus bulbosus”


Mário Silva Mário Silva

Planta campestre “Ranunculus bulbosus”

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Ranunculus bulbosus é uma espécie de planta com flores da família Ranunculaceae.

É nativa da Europa, Ásia e América do Norte.

Ranunculus bulbosus é uma planta herbácea perene que cresce até 30 cm de altura.

Tem folhas trifoliadas com folíolos serrilhados.

As flores são amarelas brilhantes e têm cinco pétalas.

Elas florescem na primavera e no verão.

Os frutos são folículos que contêm muitas sementes pequenas.

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Ranunculus bulbosus é uma importante fonte de néctar e pólen para polinizadores, como abelhas e borboletas.

As sementes são comidas por aves e outros animais.

A planta ajuda a controlar a erosão do solo.

É uma bela planta ornamental que é popular em jardins e paisagens.

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Ranunculus bulbosus é uma planta tóxica para humanos e animais.

O consumo da planta pode causar náuseas, vômitos e diarreia.

O contato com a planta pode causar irritação na pele.

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Ranunculus bulbosus é uma planta bonita e importante que desempenha um papel vital na biodiversidade.

É importante proteger essa planta e seu habitat.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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19
Abr24

Os tanques de Cimo de Vila na aldeia transmontana de Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Os tanques de Cimo de Vila na aldeia transmontana de Águas Frias (Chaves) - Portugal

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Os tanques de Cimo de Vila são um conjunto de dois tanques de pedra situados na aldeia transmontana de Águas Frias, no concelho de Chaves, em Portugal.

Os tanques são alimentados por uma nascente de água e eram utilizados, no passado, para lavar a roupa e dar de beber aos animais.

Os tanques de Cimo de Vila eram um elemento importante da vida quotidiana da aldeia no passado.

As mulheres lavavam a roupa nos tanques e os homens davam de beber aos animais.

Os tanques também eram um local de convívio, onde as pessoas se reuniam para conversar e trocar notícias.

Os tanques de Cimo de Vila são um importante testemunho da história da aldeia de Águas Frias.

Eles representam a forma de vida tradicional das comunidades rurais portuguesas e são uma lembrança da importância da água.

Os tanques também são um espaço de memória para os habitantes da aldeia, que se lembram de quando os tanques eram utilizados no dia a dia.

Os tanques de Cimo de Vila já não são utilizados para lavar a roupa ou dar de beber aos animais, mas continuam a ser um importante local de encontro para os habitantes da aldeia.

Os tanques de Cimo de Vila estão em bom estado de conservação.

A Autarquia tem estado atenta à manutenção dos tanques, a fim de garantir a sua preservação para as gerações futuras.

Os tanques de Cimo de Vila são um importante património cultural da aldeia de Águas Frias.

Eles representam a forma de vida tradicional das comunidades rurais portuguesas e são uma chamada de atenção para a importância da água.

Os tanques também são um espaço de memória para os habitantes da aldeia

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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18
Abr24

O dia-a-dia de um Cartaxo (Saxicola rubicola)


Mário Silva Mário Silva

O dia-a-dia de um Cartaxo (Saxicola rubicola)

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O dia-a-dia de um Cartaxo-comum (Saxicola rubicola) é bastante ativo e envolve uma variedade de atividades, desde a procura de alimento até a defesa do território e o cuidado dos filhotes.

O Cartaxo-comum é um insetívoro, o que significa que a sua dieta é composta principalmente por insetos. Ele passa grande parte do dia à procura de alimento no solo, em arbustos e em árvores.

Ele usa a sua visão aguçada para localizar insetos, como besouros, moscas, lagartas e aranhas.

Ele então, captura-os com seu bico forte e engole-os inteiros.

O Cartaxo-comum é uma ave territorial, o que significa que defende um território contra outros machos da mesma espécie. Ele faz isso cantando e exibindo as suas penas coloridas.

Se outro macho entrar em seu território, o Cartaxo-comum ataca-o.

O Cartaxo-comum é uma ave monogâmica, o que significa que se acasala com um único parceiro para toda a vida.

O casal constrói um ninho no solo, geralmente num local escondido, entre a vegetação.

A fêmea coloca de 4 a 6 ovos, que são incubados por ambos os pais por cerca de 13 dias.

Quando os filhotes nascem, os pais alimentam-nos com insetos até que estejam suficientemente grandes para se alimentarem por si mesmos.

O Cartaxo-comum também passa algum tempo banhando-se, limpando as suas penas e descansando.

Ele também pode envolver-se em comportamentos sociais, como cantar juntos ou brincar uns com os outros.

Na fotografia, podemos ver um Cartaxo-comum sentado em cima de um poste de madeira. É provável que o pássaro esteja à procura de alimento, pois está olhando atentamente para o chão. O poste de madeira também pode ser um local de descanso ou de canto para o pássaro.

No verão, os Cartaxos-comuns estão mais ocupados a cuidar dos seus filhotes.

No inverno, eles passam mais tempo à procura de alimento e abrigo.

O clima pode afetar a disponibilidade de alimento e a capacidade do Cartaxo-comum de se locomover.

O Cartaxo-comum é predado por aves de rapina, gatos e cobras. A presença desses predadores pode fazer com que o pássaro passe mais tempo escondendo-se e menos tempo a alimentar-se.

O Cartaxo-comum é uma parte importante do ecossistema, pois ajuda a controlar as populações de insetos.

Ele também é uma ave bonita e popular entre os observadores de aves.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
17
Abr24

A água corre veloz... em abril, águas mil... - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A água corre veloz...

em abril, águas mil...

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A água corre veloz,

Num ribeiro caudaloso,

Cantando sua canção,

Em tom melodioso.

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As chuvas de abril,

Caem em abundância,

Lavando a terra seca,

Com sua doce fragrância.

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Os ribeiros transbordam,

Inundando os campos,

Trazendo vida nova,

Para os seres famintos.

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As flores desabrocham,

Com cores vibrantes,

E os pássaros cantam,

Melodias vibrantes.

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É a primavera que chega,

Com toda sua beleza,

Trazendo alegria e vida,

Para a natureza.

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Em abril, águas mil...

Um presente da natureza,

Para a vida florescer,

Com amor e pureza.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
16
Abr24

Uma paisagem rural – Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Uma paisagem rural

Águas Frias (Chaves) - Portugal

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A fotografia mostra um campo verdejante cercado por árvores e rochas.

O campo está coberto de erva verde e exuberante, e as árvores são caducifólias, sem folhas.

As rochas são grandes e irregulares, e estão espalhadas pelo campo.

Ao fundo da imagem, há uma parede de pedra que delimita o campo.

A parede é feita de pedras irregulares e está coberta de musgo.

No canto inferior direito da imagem, há uma cerca de madeira que separa o campo de um terreno adjacente. A cerca é feita de estacas de madeira e está em bom estado.

A foto foi tirada no final da tarde, quando a luz do sol é mais suave.

As cores são suaves e naturais, e a composição é equilibrada e harmoniosa.

O campo verdejante e as árvores caducifólias sugerem a chegada da primavera.

A cerca de madeira denota que o campo é usado para a agricultura ou para a criação de gado.

A foto é esteticamente agradável e captura a beleza natural da região de Trás-os-Montes, em Portugal.

A imagem também pode ser interpretada como um símbolo da paz e da tranquilidade da vida rural.

Pode ser interpretada de outras maneiras, dependendo da perspetiva do observador.

Por exemplo, uma pessoa que vive numa cidade grande pode ver a imagem como um símbolo da natureza e da vida rural.

Uma pessoa que está passando por um momento difícil pode ver a imagem como um símbolo de paz e de esperança.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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15
Abr24

A antiga lenda da galinha preta da aldeia transmontana de Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A antiga lenda da galinha preta da aldeia transmontana de Águas Frias (Chaves) - Portugal

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A aldeia de Águas Frias, no concelho de Chaves, em Trás-os-Montes, Portugal, é uma pequena aldeia com uma população envelhecida e em declínio.

A aldeia é conhecida pela sua beleza natural, mas também por uma antiga lenda que fala de uma galinha preta que assombra a região.

A lenda diz que a galinha preta é o fantasma de uma mulher que foi amaldiçoada por um bruxo.

A mulher era uma jovem bonita e vaidosa que vivia na aldeia.

Um dia, ela encontrou um bruxo na floresta do Barros e ele ofereceu-lhe a juventude eterna em troca de sua alma.

A mulher aceitou a oferta, mas logo se arrependeu.

Ela tornou-se uma galinha preta e foi condenada a vagar pela terra para sempre.

A galinha preta é vista como um símbolo da solidão e do isolamento dos habitantes da aldeia.

A lenda reflete o medo do desconhecido e do sobrenatural, que é comum em muitas comunidades rurais.

A fotografia mostra uma galinha preta em pé num campo com erva.

A galinha está cercada por árvores e flores, mas ela parece solitária e isolada.

A imagem captura a beleza natural da região, mas também a sensação de solidão e isolamento que é sentida pelos habitantes da aldeia.

A solidão é um problema crescente em muitas áreas rurais de Portugal.

A população de Águas Frias está envelhecendo e muitos jovens deixaram a aldeia para procurar melhores oportunidades nas cidades e estrangeiro.

Isso deixou muitos idosos isolados e solitários.

A lenda da galinha preta pode ser vista como uma metáfora para a solidão dos habitantes da aldeia.

A galinha preta é uma criatura solitária que é condenada a vagar pela terra para sempre.

Da mesma forma, os habitantes da aldeia são muitas vezes solitários e isolados do resto do mundo.

A lenda da galinha preta da aldeia de Águas Frias é uma história triste e comovente que fala da solidão e do isolamento dos seus habitantes.

A lenda é uma chamada de atenção para os desafios que enfrentam as comunidades rurais em Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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14
Abr24

"As mais importantes diferenças entre o Catolicismo e o Judaísmo. O que é o antissemitismo?" (Parte II)


Mário Silva Mário Silva

"As mais importantes diferenças entre

o Catolicismo e o Judaísmo.

O que é o antissemitismo?"

(Parte II)

A14 As mais importantes diferenças entre o Catolicismo e o Judaísmo (parte II)_ms

Adoração e rituais no Catolicismo e no Judaísmo

A adoração e os rituais no catolicismo e no judaísmo também têm diferenças distintas.

No catolicismo, a Missa é o principal ritual de adoração, onde os fiéis se reúnem para celebrar a Eucaristia.

A Missa inclui leituras da Bíblia, sermões do padre, orações e a comunhão, onde os fiéis recebem o corpo e o sangue de Cristo.

No judaísmo, a sinagoga é o lugar de adoração e estudo da Torá.

Os serviços religiosos são conduzidos por um rabino e incluem orações, leituras da Torá e sermões.

O Shabat, o dia sagrado de descanso, é observado todas as semanas, começando ao pôr do sol de sexta-feira e terminando ao pôr do sol de sábado.

Durante o Shabat, os judeus envolvem-se em orações, estudo da Torá e refeições especiais.

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O papel do clero no Catolicismo e no Judaísmo

No catolicismo, o clero desempenha um papel central na liderança espiritual e na administração dos sacramentos.

O papa é o líder máximo da Igreja Católica, considerado o sucessor de São Pedro.

Os bispos e padres são responsáveis pelas dioceses e paróquias, respetivamente.

As ordens religiosas, como os monges e as freiras, dedicam as suas vidas à oração, ao serviço e ao ensino.

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No judaísmo, os rabinos têm um papel semelhante ao dos padres, liderando as sinagogas e ensinando a Torá.

No entanto, o judaísmo não tem uma hierarquia centralizada como o catolicismo.

Cada comunidade judaica pode ter o seu próprio rabino e líderes locais.

Além disso, existem diferentes correntes dentro do judaísmo, como o judaísmo ortodoxo, reformista, conservador e reconstrucionista, cada uma com as suas próprias tradições e práticas.

 

Compreendendo o antissemitismo:

Definição e contexto histórico

O antissemitismo é um fenómeno de discriminação, preconceito ou ódio contra pessoas judias, com base nas suas crenças religiosas e identidade cultural.

Esse tipo de intolerância tem uma longa história e manifestou-se de várias formas ao longo dos séculos.

O antissemitismo tem as suas raízes em estereótipos negativos, teorias conspiratórias e sentimentos de inferioridade ou medo.

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Casos de antissemitismo ao longo da história

O antissemitismo tem sido uma força destrutiva em várias épocas da história.

Um dos exemplos mais marcantes é o Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial, quando milhões de judeus foram perseguidos, presos e assassinados em campos de concentração nazistas.

O Holocausto representa o ápice do antissemitismo, com consequências terríveis e duradouras.

Além do Holocausto, os judeus também enfrentaram perseguições e expulsões ao longo da história.

Durante a Idade Média, eles foram frequentemente acusados de envenenar poços, espalhar a peste negra e conspirar contra a sociedade.

Perseguições e massacres também ocorreram em diferentes épocas e lugares, como a Inquisição Espanhola, os pogroms na Rússia czarista e o genocídio arménio.

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Combatendo o antissemitismo e promovendo a tolerância religiosa

É essencial combater o antissemitismo e promover a tolerância religiosa em todas as suas formas. A educação desempenha um papel fundamental na desconstrução de estereótipos e na promoção do entendimento mútuo. É importante ensinar a história do antissemitismo e do Holocausto, para que as gerações futuras possam aprender com os erros do passado e trabalhar para um futuro mais justo e inclusivo.

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Além disso, é necessário promover o diálogo inter-religioso e a colaboração entre as comunidades católicas e judaicas. O respeito mútuo, a celebração das diferenças e o reconhecimento da dignidade de todas as pessoas são fundamentais para construir uma sociedade mais harmoniosa e justa.

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Conclusão

O catolicismo e o judaísmo são duas tradições religiosas ricas e distintas, cada uma com suas próprias crenças, práticas e histórias. É importante reconhecer e respeitar as diferenças entre essas duas fés, ao mesmo tempo em que se trabalha para promover a tolerância e o entendimento mútuo.

 

O antissemitismo é um problema persistente que afeta tanto católicos quanto judeus. É crucial combater essa forma de discriminação e promover uma sociedade mais justa e inclusiva. Ao aprender sobre o catolicismo, o judaísmo e o antissemitismo, podemos contribuir para a construção de um mundo onde todas as pessoas sejam tratadas com dignidade e respeito, independentemente de suas crenças religiosas ou origens culturais.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
13
Abr24

"As mais importantes diferenças entre o Catolicismo e o Judaísmo. O que é o antissemitismo?" (Parte I)


Mário Silva Mário Silva

"As mais importantes diferenças entre

o Catolicismo e o Judaísmo.

O que é o antissemitismo?"

(Parte I)

A13 As mais importantes diferenças entre o Catolicismo e o Judaísmo (parte I)_ms

O catolicismo e o judaísmo são duas tradições religiosas distintas que influenciaram sociedades e histórias ao longo dos séculos.

Embora ambos tenham ricas origens teológicas e culturais, diferem significativamente nas suas crenças e práticas.

Exploraremos as diferenças mais importantes entre o catolicismo e o judaísmo, lançando luz sobre os seus principais ensinamentos, rituais e interpretações das escrituras.

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Embora seja crucial apreciar a singularidade de cada fé, também é essencial abordar um problema persistente enfrentado por ambas: o antissemitismo.

O antissemitismo refere-se à discriminação, preconceito ou ódio contra pessoas judias baseado nas suas crenças religiosas e identidade cultural.

Ele teve efeitos devastadores ao longo da história, culminando no Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial.

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Ao compreender as distinções entre o catolicismo e o judaísmo, juntamente com a história e o impacto do antissemitismo, podemos promover maior respeito, tolerância e entendimento mútuo entre essas duas comunidades.

Acompanhe esta exploração esclarecedora da fé e suas implicações.

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Introdução ao Catolicismo e ao Judaísmo

O catolicismo e o judaísmo são duas das religiões mais antigas e influentes do mundo.

Ambos têm raízes profundas na história e nas escrituras sagradas.

O catolicismo é uma religião cristã baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo, enquanto o judaísmo é uma religião abraâmica que remonta aos tempos bíblicos.

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Principais crenças e práticas do Catolicismo

O catolicismo é uma religião baseada na fé em Jesus Cristo como filho de Deus e Salvador da humanidade.

Os católicos acreditam na Santíssima Trindade - o Pai, o Filho e o Espírito Santo - e na vida após a morte.

Eles seguem os ensinamentos da Bíblia e da tradição da Igreja, que inclui os sacramentos, como o batismo, a confirmação e a comunhão.

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A Missa, ou Eucaristia, é um elemento central do culto católico.

Durante a Missa, os fiéis participam da celebração da Última Ceia de Jesus, onde o pão e o vinho são consagrados para se tornarem o corpo e o sangue de Cristo.

Os católicos também têm devoção à Virgem Maria e aos santos, buscando sua intercessão e inspiração.

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Principais crenças e práticas do Judaísmo

O judaísmo é uma religião monoteísta que se concentra na adoração de um único Deus, Yahweh.

Os judeus consideram a Torá, o Pentateuco, como a escritura sagrada central, que contém os cinco primeiros livros da Bíblia hebraica.

Eles também valorizam as tradições orais e escritas, como o Talmude e a Midrash, que interpretam e expandem os ensinamentos da Torá.

A observância dos mandamentos, conhecidos como mitzvot, é um aspeto fundamental do judaísmo.

Isso inclui a guarda do sábado, a alimentação kosher e a circuncisão masculina.

O judaísmo também enfatiza a importância da oração, da justiça social e do estudo da Torá.

A sinagoga é o local de culto e reunião comunitária para os judeus.

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A história do Catolicismo e do Judaísmo

O catolicismo tem suas origens no ministério de Jesus Cristo, que é considerado o fundador da Igreja Católica.

Após a morte de Jesus, os seus seguidores espalharam-se e difundiram as suas crenças em todo o mundo, estabelecendo comunidades cristãs.

No século IV, o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano, e a Igreja Católica desempenhou um papel central na vida política e religiosa da Europa medieval.

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O judaísmo remonta aos tempos bíblicos, com a história de Abraão e sua descendência.

Os judeus foram escravizados no Egito, libertados por Moisés e receberam a Lei na montanha de Sinai.

Ao longo da história, eles enfrentaram perseguições, exílios e diásporas, mas mantiveram sua identidade e crenças.

A criação do Estado de Israel em 1948 foi um marco significativo para o renascimento do judaísmo como uma identidade nacional e religiosa.

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Diferenças nos textos religiosos e ensinamentos

Uma das principais diferenças entre o catolicismo e o judaísmo está nos textos religiosos e ensinamentos centrais.

O catolicismo baseia-se na Bíblia, que inclui o Antigo e o Novo Testamento.

O Antigo Testamento é compartilhado com o judaísmo e contém as escrituras sagradas dos judeus.

No entanto, para os católicos, o Novo Testamento, que narra a vida e os ensinamentos de Jesus Cristo, é de igual importância.

O judaísmo, por sua vez, considera a Torá como a palavra de Deus revelada a Moisés no Monte Sinai.

A Torá é composta pelos cinco livros de Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronómio.

Além da Torá, os judeus também valorizam o Talmude, que contém a interpretação e a aplicação dos ensinamentos da Torá.

(CONTINUA …)

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Texto & Pintura (AI): © MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Abr24

A bela aldeia trasmontana de Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A bela aldeia trasmontana de

Águas Frias (Chaves) - Portugal

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Em Trás-os-Montes, terra agreste e bela,

Onde a natureza reina soberana,

Encanta-nos a aldeia de Águas Frias,

Com a sua beleza simples e serena.

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Casas de pedra, telhados vermelhos,

Ruas estreitas, onde o tempo parece parar,

E o povo acolhedor, de sorriso franco,

Que nos faz sentir em casa ao chegar.

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A igreja branca, no centro da aldeia,

É um símbolo de fé e tradição,

E a fonte a correr, com água cristalina,

É um convite à paz e contemplação.

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Ao redor da aldeia, campos verdejantes,

Onde a agricultura ainda é rei,

E os castanheiros centenários, imponentes,

Contam histórias de outros tempos que já não sei.

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Em Águas Frias, o tempo passa devagar,

E a vida segue o ritmo da natureza,

Aqui respira-se paz e tranquilidade,

E a alma encontra a sua verdadeira beleza.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Abr24

O muro de pedra solta e a hera que por ele trepava


Mário Silva Mário Silva

O muro de pedra solta e a hera que por ele trepava

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O muro de pedra solta,

Sem argamassa unida,

Era a imagem da desolação,

Da tristeza abatida.

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A hera, trepadeira vivaz,

Com seus ramos rastejantes,

Cobria as pedras com um manto verde,

Escondendo as falhas constantes.

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A hera subia, subia sempre,

Em busca da luz do sol,

Enquanto o muro, frio e silente,

Suportando o seu peso, era o seu farol.

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Uma simbiose estranha e bela,

Unindo o forte e o frágil,

A vida e a morte, a esperança e a dor,

Num abraço vegetal.

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O muro, sem a hera, seria apenas ruínas,

Um amontoado de pedras sem vida.

A hera, sem o muro, rastejaria no chão,

Sem destino e sem guarida.

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Juntos, formavam uma imagem única,

De força e de beleza,

De união e de superação,

De eterna proeza.

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O muro de pedra solta e a hera que por ele trepava,

Uma história de simbiose e amor,

Que nos ensina que a união faz a força,

E que a beleza pode nascer da dor.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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