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MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

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30
Jul20

A CABRA - "Capra aegagrus hircus"


Mário Silva Mário Silva

 

A CABRA

Capra aegagrus hircus

.

Falei com uma cabra.
Sozinha no prado, amarrada.
Saciada de erva, molhada
pela chuva, balava.
.
Aquele balido era fraterno
à minha dor. E eu respondi, primeiro
por graça, depois porque o sofrer é eterno,
tem uma voz não vária.
Esta voz senti
gemer naquela cabra solitária.

DSC08355_ms

Numa cabra de perfil semita
senti que se queixavam outros males,
os da vida infinita.

.

Umberto Saba

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                                                                                         🐐

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27
Jul20

As flores no caminho


Mário Silva Mário Silva

 

As flores no caminho

.

"Maravilhas nunca faltaram ao mundo, o que sempre falta é a capacidade de senti-las e admirá-las."

DSC00743_ms

"Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não as querer.
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das flores!"

Mário de Miranda Quintana

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                                                                       🌼🌸🌼🌻

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24
Jul20

O Casebre


Mário Silva Mário Silva

 

O Casebre



Sob a cobertura azulada
se deita um verde capinzal
curvado ao vento e ao tempo;
moldura do objeto de invento
d'um tempo não muito distante...

Com a proteção d’um
chapéu de rama, feito bacia
emborcada de folhas,
que ao vento e ao tempo
transmutou-se em musgos;
visgos colados de poeiras
trazidas pelo vento, a tempo
de matizar telhado.

DSC07482_ms _P&BAntevendo o arriado
do galho cansado,
a paisagem nativa dá colo
de mãe, recostando-o
à maciez de ramas e
tapete colorado;
folhas secas arrastadas
ao vento, amontoou-se aos pés
do velho casebre abandonado,
que pede ao vento e ao
tempo, o tempo de ficar
mais um pouquinho
a tempo de ver a
primavera chegar
e enfim poder
desabar.

   

                                                                                                                                              MarySSantos

 

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21
Jul20

CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE


Mário Silva Mário Silva

 

.

CASTELO DE

MONFORTE DE RIO LIVRE

 

Localização:   41º 45' 48'' N | 7º 21' 20'' W
Águas Frias 5400-601 ÁGUAS FRIAS -  Chaves - PORTUGAL


.

A maior parte do conjunto atualmente edificado data de finais do século XIII e primeira metade do seguinte.

O castelo compõe-se por um pátio retangular, delimitado por muralhas de aparelho cuidado, a que se acede por duas portas: a do lado Sul é de arco em volta perfeita e vão relativamente estreito; a do lado ocidental, mais larga e de arco quebrado, era a porta principal, colocando em comunicação o reduto defensivo com a vila medieval.

DSC03383_ms

Esta tinha três portas e era cercada por uma muralha que se ligava à do castelo e que rompia a simetria do conjunto para proteger uma pequena fonte. No seu interior existia a Casa da Câmara, a igreja paroquial e a capela de Nossa Senhora do Prado.

(…)

 

In: https://culturanorte.gov.pt/pt/patrimonio/castelo-de-monforte-de-rio-livre/

 

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18
Jul20

Flor campestre  - Sargaço-branco  (Halimium ocymoides) 


Mário Silva Mário Silva

Flor campestre 

Sargaço-branco

 (Halimium ocymoides) 

 

Pequeno arbusto (até 1 metro de altura) da família Cistaceae, com caules geralmente eretos, muito ramificados, com ramos estéreis e férteis, aqueles com folhas cinzento-esbranquiçadas e tomentosas e estes com folhas verdes e quase sem pelos. Flores dispostas em cimeiras pouco densas, com pedúnculos finos e compridos e com corola formada por pétalas tingidas de amarelo vivo, com manchas escuras na base.

DSC06561_ms

Distribuição: Península Ibérica e Norte de Marrocos. Em Portugal, distribui-se de forma descontínua por todo o território do Continente.

Habitat: Clareiras de matos e bosques, bermas de caminhos, em zonas com clima algo húmido, sobre solos ácidos pouco profundos.

Floração: de maio a julho

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15
Jul20

Felosa-comum - "Phylloscopus collybita"


Mário Silva Mário Silva

 

Felosa-comum
Phylloscopus collybita

 

Esta insectívora diminuta é uma das mais comuns invernantes em Portugal, observando-se em praticamente todos os habitats, tal é o seu ecletismo.

DSC03448_ms_Felosa-comum

Identificação
Esta espécie apresenta algumas pequenas variações nas tonalidades de plumagem para plumagem, mas no geral o seu aspeto é rechonchudo e pequeno, o dorso é cinzento-esverdeado, as asas escuras, as partes inferiores pálidas, e uma lista supraciliar ténue.

As patas escuras e o bico pálido, curto e fino completam as características a reter da felosa-comum.

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12
Jul20

CASTELO ASSOMBRADO (parte II)


Mário Silva Mário Silva

 

.

CASTELO ASSOMBRADO

(parte II)

.

IV

E toda refulgente de pérolas e rubis
era a linda porta do palácio,
através da qual passava, passava e passava,
a refulgir sem cessar,
uma turba de ecos cuja grata missão
era apenas cantar,
com vozes de inexcedível beleza,
o talento e o saber de seu rei.
.
V

Mas seres maus, trajados de luto,
assaltaram o alto trono do monarca;
(ah, lamentemo-nos, visto que nunca mais a alvorada
despontará sobre ele, o desolado!)
e, em torno de sua mansão, a glória,
que, rubra florescia,
não passa agora, de uma história quase esquecida
dos velhos tempos já sepultados.
.

DSC01075_msVI

E agora os caminhantes, nesse vale,
através das janelas de luz avermelhada, vêem
grandes vultos que se movem fantasticamente
ao som de desafinada melodia;
enquanto isso, qual rio rápido e medonho,
através da porta descorada,
odiosa turba se precipita sem cessar,
rindo - mas sem sorrir nunca mais.
.


Edgar Allan Poe

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09
Jul20

CASTELO ASSOMBRADO (parte I)


Mário Silva Mário Silva

 

.

CASTELO ASSOMBRADO

(parte I)

.
I

No mais verde de nossos vales,
habitado por anjos bons,
antigamente um belo e imponente palácio
- um palácio radiante - se erguia.
Nos domínios do rei Pensamento,
lá se achava ele!
Jamais um serafim espalmou a asa
sobre um edifício só metade tão belo.
.
II

Estandartes amarelos, gloriosos, dourados,
sobre o seu telhado ondulavam, flutuavam.
(Isso, tudo isso, aconteceu há muito,
muitíssimo tempo.)
E em cada brisa suave que soprava,
naqueles doces dias,
ao longo do muros pálidos e empenachados,
se elevava um aroma alado.

DSC03703_ms 1.
III

Caminhantes que passavam por esse vale feliz
viam, através de duas janelas iluminadas,
espíritos que se moviam musicalmente
ao som de um alaúde bem afinado,
em torno de um trono onde, sentado,
(Porfirogênito!)
com majestade digna de sua glória,
aparecia o senhor do reino.

.

(continua)

Edgar Allan Poe

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06
Jul20

MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS VONTADES


Mário Silva Mário Silva

 

MUDAM-SE OS TEMPOS,

MUDAM-SE AS VONTADES

 

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o Mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades.

DSC07451_msO tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e, enfim, converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía.

 

Luís Vaz de Camões

 

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03
Jul20

Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica) - VOO DE ANDORINHAS


Mário Silva Mário Silva

 

VOO DE ANDORINHAS

 

Andorinhas voam em bando,

perdida há uma só.

Habituam-se a dizer,

que sozinha não faz verão.

Um só voo de andorinha

é a réplica da solidão.

Somente o voo coletivo

alucinante e altivo

sintetiza integração.

Entre montes e horizontes,

da morte buscando vida,

perdida voa uma só.

DSC09959_ms

Muitas asas se agitam,

no anseio de ser feliz.

Junto à torre da matriz,

ou sobre o teto dos casarões.

Num lenitivo de emoções,

num caracol que se estiliza,

neste adorno que simboliza,

a analogia da paz,

a beleza mais primaz.

Talvez busque-se o infinito

no vigor sereno e bonito

para um rimance de mil canções.

 

Ao findar a primavera,

saudando outra estação

surgem em arribação

quebrando a monotonia

A formar a sinfonia

no painel desta versão.

Na magia da ilusão

que consegue ser mais linda,

nesta beleza infinda

são milhares de andorinhas,

porque uma voando sozinha

nunca, nunca faz verão.

Miguel Arnildo Gomes

 

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