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MÁRIO SILVA - Fotografia & Escrita

*** *** A realidade e a "minha realidade" em imagens e escrita

05
Mai20

Cravelho – Caravelho - Gravelho– Tramela – Taramela – Ferrolho – Travinca


Mário Silva Mário Silva

 

Cravelho – Caravelho – Gravelho -Tramela – Taramela – Ferrolho – Travinca

 

Designação de peça feita de madeira que roda à volta de um prego ou escorrega através de uma calha e tem como função vedar ou fechar cancelas e portas, entre outras.

https://aguasfrias.blogs.sapo.pt

https://www.facebook.com/mario.silva.3363

 

Cravelho – Caravelho - Gravelho -– Tramela – Taramela – Ferrolho – Travinca

Cravelho

Se há marca nossa que não pode perder-se ou significado que não devemos ignorar é o cravelho das nossas portas velhas. Uma porta com cravelho é a melhor mensagem de boas vindas, um sinal de forte sentido comunitário, de elevado civismo, de liberdade e modernidade. O cravelho significa cada um saber exactamente o seu dever, o que pode e deve fazer por si e em favor de todos, sem necessidade de estar escrito em leis, decretos ou regulamentos. Chegam as leis que emanam da cruz da sua forma!

A chave do cravelho é entrar! A quem bate à porta não se responde quem é? Pede-se o favor de entrar a quem seja!

 O código do cravelho é um segredo de todos, apenas se recusa ao frio e à fome, ao calor e à sede, ao egoísmo e ao medo. Equivocamo-nos pensando que substituir o cravelho pela fechadura de segurança, detectores de intrusos, sistemas de alarme e vigilância e demais domótica repelente seja avançar bem. Tal como informação não significa conhecimento ou saber da doença não significa conhecer o doente, também desenvolvimento tecnológico pode não significar evolução civilizacional.

São as qualidades do detentor que outorgam estatuto às coisas e lugares, mas o presente é ainda um tempo em que muito se adjectiva sem substantivar e se concede estatuto pelas coisas e lugares detidos. Um tempo assim, claro está, faz parecer o cravelho um apetrecho do passado, mas a sua marca é um destino de futuro.

Uma porta com cravelho é uma porta por onde todos podem entrar e subir as escadas até ao patamar que os méritos próprios e pessoais permitam alcançar e não pela condição hereditária, filiação partidária ou estouvada vaidade.

O cravelho é, simbolicamente, uma peça genial. Hoje, ignorado, nem estatuto de artesanato se lhe reconhece; quando, diariamente, assistimos à elevação a categoria de arte ou como se dotados de requintado design, objectos sem qualquer valia funcional, poder representativo ou coerência cultural, apenas sustentados por alguém que diga ou escreva que lhe acha graça, pouco importando se tiver como destino o ecoponto em vez da eternidade.

Mais do que demonstrar que fomos boa gente, o cravelho prova que somos bons.

O cravelho tem a marca e a força simbólica de um projecto de futuro.

 

Adelino José Rosa Rodrigues

http://www.adelinoarq.com.pt/?loadpage=default&mID=68

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
04
Mai20

O Gato branco de Maria


Mário Silva Mário Silva

 

O Gato branco de Maria
 
Era uma vez uma senhora que se chamava Maria e que vivia com o filho na sua pequena e modesta casa nos arrabaldes da cidade. O marido dedicara toda a sua vida à arte da marcenaria, mas, desde que morrera, a sua carpintaria permanecia encerrada e a alegria como que se desvanecera por aquelas bandas. Apesar do rapaz ter aprendido algumas coisas do ofício com o pai, a verdade é que ele tinha outros planos para a sua vida.
Maria gostava de passar o maior tempo possível com o seu filho e dedicava-se com brio e aprumo às lides da casa. Gostavam de rezar juntos, falar de tudo e mais alguma coisa e passear pelos vales e montanhas da região.
 
Um dia passeavam nas margens de um lago que havia nas cercanias e chamou-lhes a atenção um gatinho que miava em cima de uma árvore.
 

Gato esbranquiçado, atento aos movimentos da máquina fotográfica ...

Era esbranquiçado e com o pelo alongado. Maria ficou logo preocupada e, como lhe pareceu que estava sozinho, com frio e faminto, pediu ao jovem que tentasse ir buscá-lo. Ele não apreciava particularmente os gatos, mas, como os desejos da mãe eram como se fossem ordens, imediatamente trepou à árvore para o apanhar.
 
Depois de o colocar no colo da mãe, o rapaz como que querendo aconselhá-la a não ficar com ele, disse-lhe que os gatos, apesar de serem animais de estimação, continuavam a partilhar todas as características dos felinos selvagens dos quais eram parentes. Referiu que eram fortes, ágeis, com grandes reflexos e sentidos apurados e possuíam instintos de caça, mas tinham uma personalidade muito vincada, independente, teimosa e individualista.
 
Maria sorriu com aquele discurso todo e, enquanto acariciava o gatinho, piscava o olho ao filho e chamava-lhe a atenção para o seu ronronar e para as turrinhas que dava e dizia doce e serenamente que os gatos eram animais muito fofos, amigáveis, afetivos, curiosos, brincalhões e excelentes companheiros.
 
Como o jovem já não via a mãe tão entusiasmada há tanto tempo, riu-se e condescendeu que levassem o gatinho para casa. Afinal, o gato também era uma criação de Deus e tinha a sua graça. Acreditava que nada acontecia por acaso e, como estava a pensar sair de casa para cumprir um sonho e realizar uma missão a que se sentia impelido, achou que o gatinho até poderia ter chegado na hora certa e ser uma boa companhia para a mãe na sua ausência.
 
Rapidamente Maria e o bichano se afeiçoaram e acostumaram um ao outro e nele eram evidentes os famosos dois traços: forte personalidade e muita doçura. Adorava a casa, pulava sobre a cama de Maria para lhe dar os bons dias, brincava muito consigo, dormia aos seus pés enquanto orava, ronronava ao seu redor procurando carinho, esfregava-se nas suas pernas para que o acariciasse e acompanhava-a ao rio para lavar a roupa e ao lago para passear.
 
Paulatinamente, Maria descobriu que podia aprender imenso com o seu gatinho para a sua vida pessoal e para a sua relação com Deus. Percebeu que os gatos eram seres autênticos, sinceros e honestos e jamais escondiam o que eram para agradar às pessoas. Compreendeu que não eram submissos nem influenciáveis pois decidiam o que queriam e escolhiam o que era melhor para eles. Descobriu que eram corajosos, audazes, destemidos, inteligentes, limpos, exigentes, persistentes e que lutavam pelos seus objetivos, jamais desistiam e não perdiam tempo com coisas sem importância. Deu-se conta que eram dóceis, amorosos, leais e davam-se totalmente às pessoas que conquistavam a sua confiança.
 
Maria sempre que ia ao encontro do filho, por onde quer que andasse, ficava cheia de saudades do gato. O jovem também se afeiçoara ao pequeno felino pois sentia que ele fazia bem à mãe. Perguntava-lhe sempre por ele e, quando a visitava, levava-lhe sempre alguma guloseima.
 
O gatinho gostava muito de ficar em casa, mas foi sempre visto a acompanhar Maria por ocasião da morte prematura do filho e era comovente a forma como mimava a dona no seu colo.
 
O pequeno felino branco do lago esteve com Maria até ao fim da sua vida e quando ela partiu, todos se admiravam e emocionavam ao vê-lo permanentemente a olhar para o céu.
 
 
 
 
 
 
Mário Silva 📷
03
Mai20

DIA DE MÃE _ PARA SEMPRE


Mário Silva Mário Silva

 

DIA DA MÃE
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MÃE - PARA SEMPRE
 

Ramo florido

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Por que Deus permite
que as mães se vão embora?
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Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
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Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
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Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
.
Fosse eu Rei do Mundo,
criava uma lei:
.
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
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..................Carlos Drummond de Andrade.............................
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Mário Silva 📷
02
Mai20

Pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major)


Mário Silva Mário Silva

 

Pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major)
 
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O chamamento áspero ou o tamborilar do Pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major) são geralmente os primeiros sinais da sua presença. É o pica-pau mais comum em Portugal e pode ser observado em variados tipos de florestas e até mesmo em parques urbanos e jardins.
 

Pica-pau malhado grande - "Dendrocopos major"

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Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Piciformes
Família: Picidae
Género: Dendrocopos
Espécie: Dendrocopos major
 
Distribuição e Ecologia
Estatuto de conservação em Portugal: “Pouco preocupante” (LC). Mundialmente está classificado com o mesmo estatuto, uma vez que esta espécie tem uma distribuição extremamente ampla e o tamanho da sua população mundial é bastante grande.
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O pica-pau-malhado-grande é uma ave típica de habitats florestais e em Portugal ocorre em quase todos os tipos de florestas, embora seja menos abundante em eucaliptais, acaciais e em povoamento jovens de coníferas. Prefere zonas densamente arborizadas, mas pode ocorrer em matagais com árvores dispersas. Ocorre principalmente em, montados, pinhais adultos (de pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e de pinheiro-de-casquinha (Pinus sylvestris)) carvalhais e certas matas ripícolas. De uma forma geral parece ser mais numeroso em matas de folhosas do que em pinhais.
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É uma espécie residente e sedentária na Península Ibérica, no entanto, pode realizar pequenos movimentos erráticos.
Alimentação: a sua dieta baseia-se quase exclusivamente em insetos, mas também alimenta-se de sementes (ex. pinhões) principalmente durante o inverno. Ocasionalmente preda ovos e crias de outras aves.
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Morfologia Externa e Identificação
Comprimento: entre 23-26 – 26 cm.
Envergadura: entre 38 – 44 cm.
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O pica-pau-malhado-grande é facilmente identificado por apresentar a zona da cloaca e do ventre vermelho intenso, nitidamente demarcado do abdómen esbranquiçado. As “costas” são pretas contrastando com uma mancha oval branca em cada um dos ombros. O mesmo acontece nas asas que também são pretas com barras brancas. Na cabeça nota-se uma máscara branca, um “bigode” preto e uma coroa preta nos adultos e vermelha nos juvenis.
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Os machos na parte posterior da coroa apresentam uma mancha vermelha, enquanto que as fêmeas apenas apresentam a coroa preta sem vermelho.
À semelhança dos restantes pica-paus o voo é distintamente ondulado. Está sempre alerta e é uma ave cautelosa, fugindo à mínima perturbação.
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Apesar de ser uma ave discreta é detetado com relativa facilidade graças às suas vocalizações que se fazem ouvir durante todo o ano.
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Reprodução
Este pica-pau normalmente nidifica em árvores, mas ocasionalmente pode faze-lo em postes telefónicos. As primeiras paradas nupciais têm lugar a partir do final de janeiro e cria apenas uma ninhada por ano. As posturas são compostas por 4 a 6 ovos, os quais são incubados durante 11 a 12 dias.
As crias tornam-se voadoras entre os 18 e os 20 dias de idade.
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Mário Silva 📷

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