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MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

08
Jul08

Águas Frias (Chaves) - Percorrendo a Freguesia (VI) - Casas de Monforte


Mário Silva Mário Silva

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Antes de mais peço desculpa por esta longa “paragem” neste percurso pelas aldeias da freguesia de Águas Frias, mas, de imediato retomamos o caminho e lá nos dirigimos para a última das aldeias a visitar .
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Depois da última paragem por terras da Bolideira, continuamos pela estrada nacional 103 até encontrarmos a placa indicando “Casas de Monforte” – eis o nosso destino.
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Enveredamos pela estrada municipal M 503, ladeada de giestas ainda em flor e à medida que nos aproximamos começamos a observar terrenos cultivados ou belos pastos onde calmamente apascentam rebanhos de ovelhas, algum gado bovino ...
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... e até podemos ver um pequeno pónei acompanhado por um belo exemplar de cada vez mais rara raça asinina.
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Depois da descida iniciamos uma pequena subida ladeada de casas de construção recente, presumivelmente de emigrantes e de residentes, o que, empiricamente, me leva em crer que não estamos na presença de uma aldeia em declínio populacional.
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Espero que esta minha convicção seja, de facto, uma realidade.
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Eis que nos deparamos com grande largo, onde surge no seu centro a capela de Santo Cristo.
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Estava a tirar algumas fotos, quando amavelmente fui abordado e ao expor ao que vinha fui logo convidado a ver o seu interior e chamar-me a atenção para alguns pormenores da mesma. De facto, embora a aparência exterior pareça mais uma construção semelhante a muitas outras, ao observarmos com mais cuidado chama-nos logo a atenção para um antigo cruzeiro, logo à entrada, com uma imagem muito interessante do Cristo Crucificado – o Santo Cristo que dá nome à capela.
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O seu interior embora exíguo, tem um belo altar-mor pintado em tons de branco e dourados e o seu tecto é também pintado com a imagem do santo Cristo no centro. Achei também curioso a existência duma imagem do Santo Condestável à esquerda do altar.
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De seguida embrenhei-me pelo interior da aldeia onde as construções são mais antigas, e a cor do granito é a predominante.
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Foi, também com agrado que observei que existem muitas casas reconstruídas, mantendo o exterior com as suas características primitivas.
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Outras foram, ao longo do tempo transformando-se ao sabor das necessidades da famílias, das tendências da época e dos seus materiais. Aqui transparece vida.
Claro que, tal como em qualquer aldeia transmontana, ainda há exemplares que se vão vergando à força do tempo, restando a recordação dos tempos em que a vida da família lhes dava utilidade.
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No alto da pequena encosta, surge, com alguma imponência, a igreja matriz em honra de Santa Marinha.
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Ao percorrer a aldeia, poderemos observar ainda alguns locais que devido ao seu carácter comunitário tinham uma função prática mas também social.
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É o caso do lavadouro público onde além de se lavar, corar e secar a roupa, também era o local onde as mulheres podiam saber as notícias da aldeia e fazer todos os seus comentários à vida da aldeia.
Outro local é o forno, onde se cozia o pão, o célebre folar e até se assavam uns cordeiros para os dias de festa e onde comunitariamente as pessoas se entreajudavam.
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É pena que esse espírito comunitário se tenha vindo a desvanecer na maioria das aldeias transmontanas.
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Já quase no extremo da aldeia ainda podemos encontrar a pequena capela do Senhor dos Aflitos.
 
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Depois de contornar toda a aldeia voltei ...
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... ao ponto de partida – a capela do Santo Cristo.
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Quanto às suas gentes só posso deixar a meu testemunho da forma amável como receberam, como se disponibilizaram para me satisfazerem alguma curiosidade e como demonstraram a sua hospitalidade, não podendo deixar de referir o modo como fui convidado para almoçar pois a hora já ia adiantada. Embora recusasse deixo aqui o meu agradecimento.
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A hora era tardia, mas não podia deixar de visitar uma das actividades que já tornaram conhecidas a aldeia de Casas de Monforte – a extracção, corte e polimento de granito – as suas pedreiras. Elas são um importante meio de desenvolvimento económico da Aldeia.
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Claro que a agricultura e alguma criação de gado são as actividades que mais pessoas envolvem.
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Volto mais uma vez o olhar para trás. É uma bonita aldeia.
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Esta foi a última aldeia no meu percurso pelas Terras da Freguesia.
Prometo voltar a todas elas.
Vale a pena pelo seu casario tradicional, pelas suas paisagens, mas principalmente pelas suas Gentes, simples, trabalhadoras e sempre hospitaleiras.
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Agora sim, volto finalmente em direcção à sede da freguesia e ao meu ponto de partida – Águas Frias.
 
Até breve!!!!!!
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