Pequenas Gotas de Águas Frias


Águas Frias - making a free slideshow
Domingo, 29 de Maio de 2011

Águas Frias (Chaves) - Rua Nª Sª dos Prazeres

 

Vamos continuar a percorrer (virtualmente) as ruas da aldeia de Águas Frias.

Desta vez iremos desde a Rua Cimo de Vila até à Estrada Nacional.

 

 

É uma rua íngreme mas que tem alguns pontos de interesse como seja o "pórtico" que inicia a Rua e que provavelmente seria a entrada principal de uma grande quinta.

 

 

 

De notar que no cimo desse pórtico existe uma pedra talhada em forma de concha (Seria ponto de passagem para os caminhos de Santiago?).

 

 

 

No meio dessa rua já foi o local de uma "Escola", hoje habitação da Srª Lila.

 

O nome da rua deve-se à existência de uma pequena capela, agora em estado de degradação completa, mas ao que me foi dito, esta será motivo de obras  de restauro, dando dignidade à capela de Nª Srª dos Prazeres.

 

 

 

 

Esta capela, em tempos estava aberta à população e até era rezada missa, mas já não sei em que altura do ano.

 

Como povo devoto, os aquafrigidenses tinham e têm uma devoção especial por esta santa.

 

 

 

 Enquanto subimos a rua, iremos contar um pouco da história desta santa, Nª Srª dos Prazeres:

 

 

 

Bem antes da última peste que houve em Lisboa, em 1599, uma imagem da Mãe de Deus apareceu sobre uma fonte em Alcântara, na quinta dos Condes da Ilha.

 

 

 

 

 

Essa fonte começou a ser chamada de "santa" porque sua água passou a curar várias enfermidades.

 

 

 

 

Os condes levaram a imagem para sua casa, colocando-a em seu oratório. No entanto, certo dia a mesma imagem desapareceu do seu lugar para ser encontrada sobre um poço.

 

 

 

 

Nossa Senhora manifesta-se, então, a uma menina, dando-lhe a missão de pedir aos vizinhos e familiares para ali construirem uma capela onde ela fosse venerada sob o título de Senhora dos Prazeres.

 

 

As pessoas não duvidaram da criança e em pouco tempo a ermida foi erguida.

 

 

 

 

 

A imagem foi ali depositada e os prodígios começaram a ocorrer.

 

 

 

Nossa Senhora dos Prazeres é a mesma Nossa Senhora das Sete Alegrias, devoção de origem franciscana.

 

 

 

 

 

As maiores alegrias ou os maiores prazeres de Maria Santíssima, que foram enumerados por um noviço franciscano, são os seguintes: a anunciação do anjo, a saudação de Isabel, o nascimento de Jesus, a visita dos Reis Magos, o encontro com o Menino no templo, a primeira aparição do Ressuscitado e a sua coroação no céu.

 

 

 

 

Portugal foi a primeira nação católica a festejar as alegrias de Maria.

 

 

 

 

 

 

Senhora dos Prazeres, vinde encher de alegria a nossa vida.

Afastai de nós toda espécie de tristeza.

Rogai por nós, que recorremos a vós!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DOS PRAZERES

 

Nossa Senhora dos Prazeres, nossa mãe querida, lembrando-nos de vossas grandes alegrias: a Anunciação do Senhor, a Visita à vossa prima Santa Isabel, o Nascimento do Menino Deus, a Adoração dos Magos ao vosso divino Filho, o Encontro de Jesus no Templo, a Ressurreição de Cristo e a vossa gloriosa Assunção, queremos pedir vossa intercessão por nós e pelas nossas famílias junto a Deus. Que Ele nos livre das doenças e dos perigos, do desemprego e da desunião. Nossa Senhora dos Prazeres, ajudai-nos a sermos bons seguidores de vosso adorado Filho, lendo e refletindo a Bíblia Sagrada, alimentando-nos de Jesus na Eucaristia e participando ativamente de nossa Comunidade. Queremos viver o mandamento do amor para com todos e caminhar em nossa vida dentro da justiça, colaborando para a construção da paz e da fraternidade.

Amém.

 

 

 

 

 

Chegamos finalmente à Estrada Nacional  ... e brevemente iremo-nos encontrar noutra rua, travessa ou beco desta pequena mas bela aldeia de ÁguasFrias.

 

Até breve !!!!!!

 

 

 

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Sábado, 14 de Maio de 2011

Águas Frias (Chaves) - Rua Cimo de Vila - parte II

Depois de uma semana passada, já retemperamos forças para continuar o que deixamos inacabado: alguns apontamentos da Rua Cimo de Vila desta pequena mas bela Aldeia que é Águas Frias.

 

Como a minha prosa não consegue espelhar o que vejo ou sinto, vou-me recorrendo de alguns "clic's" que captaram um local, um tempo, e por vezes, quiçá,  um sentimento.

 

Nem sempre vejo o que a objetiva capta e nem sempre esta recolhe aquilo que qero "ver".

 

Com as palavras também se passa o mesmo, por isso também recorro, ao que escreveram outros (escritores consagrados ou simples desconhecidos).

 

É o caso de hoje, em  que associo as imagens a um texto de prosa poética cuja autora é Maria de Lurdes Dias.

 

 

 

 

 

As pedras da minha aldeia  

 

 

 

 

 

Continuam de pé, encerrando em si todas as memórias de um passado, já tão distante...

 

 

 

 

 

Sobreviventes de um tempo que não existe mais, a não ser nas lembranças de quem ainda não partiu.

 

 

 

 

 

 

E já são tão poucos os que restam, dos tantos que conheceram o sabor salgado do suor que lhes escorreu e pingou do rosto...

 

 

 

 

 

 

Tantas histórias de uma vida dura, inscritas nas pedras antigas, a maioria já carcomidas, esfarelando-se em pó, mas que, teimosas, permanecem erguidas ainda, como quem desafia o destino, tão certo como o fim que as espera.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Resistindo orgulhosamente, enquanto as silvas, carrascos silenciosos nomeados pelo tribunal da existência das eras, se vão apoderando das suas paredes, esventrando-as lenta e impiedosamente, cumprindo a sentença desse tão cruel destino... até as engolir por inteiro.

 

                                                                                                                                                                            Cleo (Maria de Lurdes Dias)

 

 

                                                                                                                In http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=98628

 

 

 

 

 

Trás-os- Montes - marcadamente agreste

 

 

Sentida Terra

Marcadamente agreste

De límpidos silêncios

 

 

 

Minha terra

De tons castanhos

E gestos quentes

 

 

 

 

 

Onde se festeja sem frio

O espírito d'Inverno

 

 

 

 

 

Com o calor do amor

E a cor da vida

 

 

 

 

 

Onde o calor baila

Com a calma da alma

Da terra sentida

 

 

 

Augusto Guedes

In http://lucy-natureza.blogspot.com/2009/02/tras-os-montes-marcadamente-agreste.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E eis-nos chegados ao fim (princípio) da Rua de Cimo de Vila, tendo parado à sombra, cavaqueando e recordando sobre os tempos "que já lá vão" e as diferenças com a actualidade.

Foi um prazer esta paragem e observar como estas Gentes simples de Águas Frias fazem uma análise com muita sabedoria que a experimentação lhes deu ao longo dos tempos.

 

Chegamos  ... e ... encontramos a Estrada Nacional 103, que nos pode levar até Chaves (à direita) ou Vinhais e Bragança (à esquerda).

 

 Voltaremos para mostrar mais ( dos muitos) belos locais da Aldeia ou do seu "termo".

 

Até breve.

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Sábado, 7 de Maio de 2011

Águas Frias (Chaves) Rua Cimo de Vila - Parte I

 

 

 

Vamos continuar a visitar mais uma Rua desta pequena mas bela Aldeia de Águas Frias.

 

 

Hoje iremos fazer uma pequena incursao pela Rua Cimo de Vila.

Esta artéria tem início na Rua 1.º de Maio e vai até à estrada nacional 103.

 

 

 

 

 

Iremos acompanhar as imagens com o poema "Realidade" de Álvaro de Campos, (heterónimo de Fernando Pessoa) in "Poemas".

 

 

 

 

REALIDADES

 

Sim, passava aqui frequentemente há vinte anos...

Nada está mudado — ou, pelo menos, não dou por isto —

Nesta localidade da aldeia...

 

 

 

 

Há vinte anos!...

O que eu era então! Ora, era outro...

Há vinte anos, e as casas não sabem de nada...

 

 

 

 

 

 

Vinte anos inúteis (e sei lá se o foram!

Sei eu o que é útil ou inútil?)...

Vinte anos perdidos (mas o que seria ganhá-los?)

 

 

 

 

 

 

 

Tento reconstruir na minha imaginação

Quem eu era e como era quando por aqui passava

Há vinte anos...

Não me lembro, não me posso lembrar.

 

 

 

 

 

O outro que aqui passava, então,

Se existisse hoje, talvez se lembrasse...

Há tanta personagem de romance que conheço melhor por dentro

De que esse eu-mesmo que há vinte anos passava por aqui!

 

 

 

 

 

 

Sim, o mistério do tempo.

Sim, o não se saber nada,

Sim, o termos todos nascido por aqui (ou não)

Sim, sim, tudo isso, ou outra forma de o dizer...

 

 

 

 

 

 

Daquela janela do primeiro andar, ainda idêntica a si mesma,

Debruçava-se então uma rapariga mais velha que eu, mais

lembradamente de azul.

 

 

 

 

Hoje, se calhar, está o quê?

Podemos imaginar tudo do que nada sabemos.

Estou parado física e moralmente: não quero imaginar nada...

 

 

 

 

 

 

 

Houve um dia em que subi esta rua pensando alegremente no futuro,

Pois Deus dá licença que o que não existe seja fortemente iluminado,

Hoje, descendo esta rua, nem no passado penso alegremente.

Quando muito, nem penso...

Tenho a impressão que as duas figuras se cruzaram na rua, nem então nem agora,

Mas aqui mesmo, sem tempo a perturbar o cruzamento.

 

 

 

 

 

 

Olhamos indiferentemente um para o outro.

E eu o antigo lá subi a rua imaginando um futuro girassol,

E eu o moderno lá desci a rua não imaginando nada.

 

 

 

 

 

Talvez isso realmente se desse...

Verdadeiramente se desse...

Sim, carnalmente se desse...

 

 

 

Sim, talvez...

 

 

Álvaro de Campos, in "Poemas"

Heterónimo de Fernando Pessoa

 

 

 

 

 

 

Bom ... o poema já terminou e ainda vamos a meio caminho da Rua Cimo de Vila.

 

 

 

 

 

 E ... agora que ela começa a subir ...

 

 

 

 

 

 

... vamos ganhar "fôlego" para descobrir, no próximo "post", outros recantos e encantos desta Rua de Cimo de Vila de Águas Frias.

 

 

Até breve ...

 

 

 

sinto-me:
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Domingo, 1 de Maio de 2011

Águas Frias (Chaves) - Ramos - Páscoa - Pascoela

Venho, mais uma vez, com notícias atrasadas, mas, vale a intenção (embora de boas intenções esteva o inferno cheio), acho que estou desculpado, pois hoje é o Domingo de Pascoela e por isso ainda no espírio Pascal.

 

 

DOMINGO DE RAMOS

 

 

O Domingo de Ramos é a festa litúrgica que celebra a entrada de Jesus Cristo na cidade de Jerusalém. É também a abertura da Semana Santa.

 

Nesse dia, são comuns procissões em que os fiéis levam consigo ramos de oliveira ou palmeira, o que originou o nome da celebração.

 

 

Segundo os evangelistas, Jesus foi para Jerusalém para celebrar a Páscoa Judaica com os (discípulos).

Entrou na cidade como um Rei, mas sentado num jumentinho - o símbolo da humildade - e foi aclamado pela população como o Messias, o Rei de Israel. A multidão o aclamava: "Hosana ao Filho de Davi!" Isto aconteceu alguns dias antes da sua Paixão, Morte e Ressurreição. A Páscoa Cristã celebra então a Ressurreição de Jesus Cristo. 

 

 

 

 

História: A procissão do Domingo de Ramos surgiu depois que um grupo de cristãos da Etéria fez uma peregrinação a Jerusalém e, ao retornar, procedeu na sua região da mesma forma que havia feito nos lugares santos, lembrando os momentos da Semana Santa. O costume passou a ser utilizado gradualmente por outras igrejas e, ao final da Idade Média, foi incorporado aos ritos da Semana Santa...

 

 

 

 

O Rito: A celebração do Domingo de Ramos começa em uma capela,  igreja ou nicho, afastado de onde será rezada a Missa. Os ramos que os fiéis levam consigo são abençoados pelo sacerdote.

Então, este proclama o Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém, e inicia-se a procissão com algumas orações próprias da festa, rumo à igreja matriz.

 

 

 

Durante a procissão, os fiéis entoam a antífona:

 

"Hosana ao Filho de Davi!

Hosana ao Filho de Davi!

Bendito o que vem em nome do Senhor!

Rei de Israel, Hosana nas alturas!"

 

 

 

Ao chegar onde será celebrada a missa solene, a festa muda de caráter, passando a celebrar a Paixão de Cristo. 

 

O sentido da festa do Domingo de Ramos tratar tanto da entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, e depois recordar sua Paixão, é que essas duas datas estão intrinsecamente unidas.

 

 

 

A Igreja recorda que o mesmo Cristo que foi aclamado como Rei pela multidão no Domingo, é crucificado sob o pedido da mesma multidão na Sexta.

 

 

Assim, o Domingo de Ramos é um resumo dos acontecimentos da Semana Santa, e também sua solene abertura.

 

 

 

PÁSCOA

 Antes do Domingo de Páscoa(6.ª feira Santa ou no sábado), continua-se com a tradição de fazer o Folar da Páscoa.

 

 

 

  

 

 

Origem do nome PÁSCOA

 

Os eventos da Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pesah, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.

 

 

 

 

A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.

 

 

No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pesah. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

 

 

 

Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach (Páscoa).

 

 

 

 

 

As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Estremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o Venerável Beda, historiador inglês do século VII.

 

 

 

 

Porém, é importante mencionar que Ishtar é cognata de Inanna e Astarte (Mitologia Suméria e Mitologia Fenícia), ambas ligadas a fertilidade, das quais provavelmente o mito de "Ostern", e consequentemente a Páscoa (direta e indiretamente), tiveram notórias influências.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PASCOELA

 

 

 

Ocorre sete dias depois da Páscoa, correspondendo ao domingo seguinte ao domingo de Páscoa, também denominado Dia da Misericórdia de Deus, oitava da Páscoa ou Quasímodo.

 

 

 

Estas duas últimas designações, embora ainda se usem, eram mais utilizadas antigamente, celebrando-se a oitava noutras liturgias importantes da Igreja, prática caída em desuso quando da reforma do calendário religioso após o Concílio do Vaticano II.

 

 

                                                                                                                                                      Pinchéis

                                                                                                         

A Pascoela simboliza o prolongamento do próprio domingo de Páscoa, numa atitude festiva da Igreja e dos fiéis, podendo dizer-se que representa uma espécie de diminutivo da palavra Páscoa.

 

 

 

Recorde-se que o baptismo dos primeiros Cristãos adultos ocorria durante a Vigília Pascal, ritual que continua a manter-se, sendo a quadra da Páscoa a preferida desde os primórdios da religião cristã para se efectuarem os baptismos dos catecúmenos.

 

 

                                                                                                                                                                    Páscoas

 

Daí, chamar-se também – conquanto não já oficialmente – ao domingo de Pascoela o domingo In Albis (domingo branco), devido ao facto dos catecúmenos utilizarem (como hoje) vestimentas brancas no acto do baptismo, celebrado depois, festivamente, por toda a semana que decorria desde o domingo de Páscoa ao domingo de Pascoela.

 

 

 

Nos dias actuais, à semelhança de outrora, os baptismos continuam a realizar-se por toda a semana que medeia estes dois domingos, embora, por tempos idos, apenas nesta época do ano a Igreja procedesse à imposição do baptismo. Hoje já assim não é, mas continua a verificar-se a preferência da quadra pascal para se efectuar o baptismo, sobretudo das crianças.

 

 

                                                                                                                                                                    Macieira

 

 

Na tradição popular, é durante a celebração da missa do Senhor no domingo de Pascoela – quando esta se realiza às três horas da tarde em ponto – que, «ao pedir-se uma graça, ela será atendida».

 

 

 

 In “Festas e Tradições Portuguesas”, Vol. III

 

Ed. Círculo de Leitores

 

 

 

 

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