Pequenas Gotas de Águas Frias


Águas Frias - making a free slideshow
Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Águas Frias (Chaves) – Duas flores/duas maravilhas

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Durante o mês de Abril, que agora termina, Águas Frias foi-se lentamente pincelando de um colorido próprio do rejuvenescer da Natureza. Os castanhos vão dando lugar a um largo espectro de verdes pintalgados, aqui e ali, pelo colorido das flores das árvores ou das flores que espontaneamente desabrocham pelos campos.

Mas dessa panóplia de flores, duas delas me atraem mais a atenção. Possivelmente pela sua singeleza.
Uma é a giesta (aqui designada simplesmente por gesta), seja ela branca (menos comum) ou a amarela, que invade a serra, as bordas dos terrenos, os carvalhais, …

É uma planta arbustiva que pode atingir os 3 metros de altura. As suas flores, de cinco pétalas, além do seu colorido emanam um odor intenso e agradável.
A gesta, devido à sua propagação pode ser até considerada invasiva (e agora a sua utilização cada vez é menor).
Ela floresce nos finais do mês de Abril e nalgumas regiões do Norte de Portugal reveste-se de vários significados e histórias. Na noite de 30 de Abril e 1 de Maio (por isso, nessas regiões são também conhecidas por “Maias”) cortam-se e colocam-se pequenos raminhos nas portas e janelas da casa, nas cortes, nos currais, galinheiros, coelheiras, ….  Com o objectivo de “enxotar o carrapato”; afastar o mau-olhado; anunciar e dar vivas à Primavera ou anunciar o novo ano agrícola.

Tem o monte, um verde novo
E um amarelo em festa;
Para dar às mãos do povo
Os raminhos de giesta.
 
P’ra responder à tradição
As Maias lá vão buscar
Vai o ateu, vai o cristão
As portas vão sinalizar
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A outra flor (e esta da minha predilecção) é a da cerdeira (cerejeira). A sua flor branca é simples e até efémera, pois dura apenas alguns dias.

Mas a esta singeleza contrapõem-se um aglomerado/concentração de flores em cada ramo que lhe dá um conjunto de alvura imaculada que se mescla com o verde das suas tenras folhas e os castanhos do seu tronco e da terra que a sustenta.

Mas se uma cerdeira é bela, imagine-se um conjunto dessas árvores …. um encanto. É como ver neve em plena Primavera!
 

 

 

Se tanto se publicita as amendoeiras em flor (noutras regiões), porque não aproveitar este espectáculo das cerejeiras em flor, que em nada lhes ficam atrás.
E … depois, outro espectáculo lhe advém – as mesmas árvores que se vão pintalgando de frutos vermelhos e carnudos que vão emergindo por entre a folhagem verde (mas isso ficará para um pouco mais tarde mas que não muito longo).
 

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UMA CEREJEIRA EM FLOR

Acordar, ser na manhã de Abril
a brancura desta cerejeira;
arder das folhas à raiz,
dar versos ou florir desta maneira .

Abrir os braços, acolher nos ramos
O vento, a luz ou o que quer que seja;
Sentir o tempo, fibra a fibra,
A tecer o coração duma cereja
Eugénio de Andrade 
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publicado por ÁguasFrias às 23:59
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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Águas Frias - 25 de Abril

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ÁGUAS FRIAS – 25 de Abril
Hoje comemoram-se os 34 anos após a Revolução de 25 de Abril de 1974, que ficou popularmente conhecida por Revolução dos Cravos, já que esta se concretizou “sem” tiros ou baixas humanas e que num simples gesto de uma vendedeira de flores, em reconhecimento pela acção dos militares, ofertou cravos e que os soldados depositaram nos canos das espingardas. Este gesto, carregado de simbolismo, passou a ser a marca da Revolução de Abril.
Mas para além de todo este simbolismo, este dia vira significativamente uma página na nossa História recente, mudando de um regime político totalitário para um regime democrático, em que a principal conquista foi a LIBERDADE, em toda a sua concepção.
É a ela que se deve, por exemplo, a possibilidade da existência deste espaço, em que livremente possa escrever o que sinto, sem que exista o “lápis da censura” condicionando-me ao que quer que seja e até haja espaço para que todos os que quiserem possam exprimir as suas opiniões e comentários.
Assim, hoje, e dedicando a todos os que ao longo destes 34 anos tornaram possível esta minha liberdade, vou transcrever um excerto de um poema de João Ary dos Santos, dessa época e que (penso eu) retrata o pensamento da importância desta data, sendo acompanhado por imagens actuais desta pequena e bela Aldeia de Chaves – Águas Frias.
Castelo de Monforte do Rio Livre - o berço da Aldeia de Águas Frias
 
As Portas que Abril Abriu
José Carlos Ary dos Santos
 
Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
 
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.
 
Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.
Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.
 
Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.
 
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.
 
Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.
 
Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
 
Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
 
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.
 
E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
 
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.
Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.
 
Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer.
Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.
E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.
Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.
 
Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
- Não havia estado novo
nos poemas de Camões!
Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram
das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
 
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
 
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!

 

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"Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança."
António Gedeão
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publicado por ÁguasFrias às 20:05
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Domingo, 13 de Abril de 2008

Águas Frias (Chaves) - Dia Mundial da Árvore e da Floresta

Hoje vou dedicar este espaço ao Dia Mundial da Árvore e da Floresta e como ele foi comemorado em Águas Frias.
Sei que este tema leva já algumas semanas de atraso, já que teve lugar no dia 21 de Março (este ano um dia depois do início da Primavera), mas como diz o ditado popular: “Mais vale tarde que nunca”.
Desde tempos remotos que se reconhecia a importância da Árvore e consequentemente das florestas.
Pensa-se que as primeiras comemorações que se aproximam do actual Dia Mundial da Árvore começaram com os Romanos, uma vez que estes tinham o hábito de enfeitar com fitas de lã e grinaldas de violetas um pinheiro abatido, a fim de celebrar o mito do pastor Átis e da deusa asiática da fertilidade, Cibele.
Quanto à comemoração oficial do Dia da Árvore, teve lugar pela primeira vez no estado norte-americano do Nebraska, em 1872.
John Stirling Morton conseguiu induzir toda a população a consagrar um dia no ano à plantação ordenada de diversas árvores para resolver o problema da escassez de material lenhoso.

A Festa da Árvore rapidamente se expandiu a quase todos os países do mundo, e em Portugal comemorou-se pela primeira vez a 9 de Março de 1913.

Em 1971 e na sequência de uma proposta da Confederação Europeia de Agricultores, que mereceu o melhor acolhimento da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), foi estabelecido o Dia Florestal Mundial com o objectivo de sensibilizar as populações para a importância da floresta na manutenção da vida na Terra.

Em 21 de Março de 1972 - início da Primavera no Hemisfério Norte - foi comemorado o primeiro DIA MUNDIAL DA FLORESTA em vários países, entre os quais Port.ugal.
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Depois desta introdução voltemos a Águas Frias.
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Ao longo dos tempos, as suas Gentes sempre souberam respeitar a Árvore como elemento intrínseco às suas actividades quotidianas: aproveitavam os seus frutos (castanha, cereja, noz, e outros); retiraram a sua madeira para fazer o travejamento, o soalho, as varandas das suas casas; aproveitavam a sua lenha para se aquecerem no longo Inverno e a sua sombra para se refrescarem no Estio; faziam-se os escanos, as masseiras,  os cabos das suas enxadas,…
Mas como disse sabiam-na respeitar, retirando as árvores velhas, ou as novas que cresciam muito juntas (que não deixavam desenvolver as restantes). Apanhavam-se as gestas e outras plantas secas que aproveitavam desde para acender o lume até fazerem as vassouras para varrer a casa ou o forno. Ou seja, sem que fossem obrigados por Leis, faziam a limpeza dos matos e cuidavam das árvores existentes e plantavam novas nos espaços deixados vazios. Em suma respeitava-se a Natureza. Hoje, mesmo com muita legislação, quem existe para a cumprir?  Os idosos que já não vão tendo grandes capacidades de trabalho? Os que tiveram que emigrar porque a sua própria terra não conseguia proporcionar uma vida condigna?
Por isso, tem razão de ser a comemoração do Dia Mundial da Floresta e da Árvore nas Aldeias como Águas Frias. Fazer sentir aos que ainda resistem e principalmente às poucas crianças que existem, uma sensibilização ambiental e de perseveração deste importante património natural.
 
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Voltemos então a Águas Frias.
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No dia 21 de Março numa iniciativa de uma companhia de seguros (desculpem a publicidade – Liberty Seguros) que integrada num projecto denominado “Dar vida à Vida, plantemos uma Árvore” patrocinou a compra de variadas árvores.
Esta iniciativa teve o apoio e a colaboração das docentes e dos alunos do 1.º Ciclo do Centro Escolar de Águas Frias. Afinal são estas as crianças que poderão e deverão ser os garantes no respeito pela Árvore e pela perseveração da Floresta. Apostar no Futuro tem obrigatoriamente que se apostar nas crianças e jovens.

Esta iniciativa revestiu-se de grande importância, já que contou com a presença desde o responsável da companhia de seguros em Chaves, Vitor Penedones, o presidente da Junta de Freguesia de Águas Frias, Romeu Gomes, o presidente da Câmara Municipal de Chaves, João Batista e o vereador da mesma, Castanheira Penas.

Todos rumaram da Escola e atravessando, a pé, toda a aldeia, até ao local da plantação das árvores – o largo da sede da Junta de Freguesia.

Este importante acto simbólico, não pode/não deve passar de um mero acto, mas que seja o inicio de uma consciência ambiental. Com a presença de tantas individualidades responsáveis pela qualidade de Vida das nossas aldeias, esperemos que seja um começo para que, com mais atenção, se pense no futuro delas e garantindo a estas mesmas crianças condições para que tenham, na sua Terra, possibilidades de desenvolver o que lhes foram incutindo na Escola e nestas meritórias iniciativas.

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Como neste mesmo dia (21 de Março) também se comemora o Dia da Poesia, aqui deixo alguns poemas cujo tema são as Árvores e/ou a Floresta.
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ORAÇÃO DA ÁRVORE
Tu que passas e ergues para mim o teu braço,
Antes que me faças mal, olha-me bem.
Eu sou o calor do teu lar nas noites frias de Inverno;
Eu sou a sombra amiga que tu encontras
Quando caminhas sob o sol de Agosto;
E os meus frutos são a frescura apetitosa
Que te sacia a sede nos caminhos.
Eu sou a trave amiga da tua casa,
A tábua da tua mesa, a cama em que tu descansas
E o lenho do teu barco.
Eu sou o cabo da tua enxada, a porta da tua morada,
A madeira o teu berço e o aconchego do teu caixão.
Eu sou o pão da bondade e a flor da Beleza.

Tu que passas, olha-me e não me faças mal.


Veiga Simões, Maio de 1914
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As árvores crescem sós. E a sós florescem.
Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.

Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.

Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam novas árvores.

E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.

Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.

As árvores não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.

Estendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa não é sua.

Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
a crescer e a florir sem consciência.

António Gedeão

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publicado por ÁguasFrias às 23:15
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Domingo, 6 de Abril de 2008

Águas Frias (Chaves) - A tradição é o que era?

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Ultimamente e com muita frequência se tem ouvido a frase “Já nada é como dantes”
Em muitos aspectos, a frase veste na perfeição a realidade da Aldeia de Águas Frias.
Outros há, que resistem, com maior ou menor esforço, ao passar dos tempos mas que persistem.
No último “post” (relativo à Páscoa) referi a tradição da confecção do folar, que as dedicadas mulheres de Águas Frias se esforçam por manter (para gáudio de muitos apreciadores).
Embora não tenha referido, nessa época (Páscoa) tem havido um esforço por se manter outra tradição, já secular – a visita pascal – vulgo “compasso”.

 

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Ao ver as fotos que recolhi no ano passado e as deste ano (que desde já peço desculpa pela fraca qualidade), reparei que, embora Águas Frias seja uma aldeia envelhecida, são os jovens que se esforçam por manter viva esta tradição religiosa.
No ano de 2007, mesmo não havendo padre, foi um grupo de jovens que com a sua disponibilidade e empenhamento, tomaram a cargo a “missão”, levando a caldeirinha da água benta, os lampiões, a sineta e deram a cruz a beijar a toda a Comunidade.
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Este ano, um outro grupo de jovens, acompanhados pelo pároco de Águas Frias (também ele jovem) calcorrearam as ruas da Aldeia e fizeram a visita pascal, demonstrando uma alegria, característica da sua juventude, mesmo enfrentando uma tarde fria, com alguma chuva e até com uma breve queda de pequenos “farrapitos” de neve.
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Desde já as minhas felicitações a estes jovens que, assim, demonstraram que estão sempre prontos para activamente participarem na Vida da Aldeia, mantendo vivas algumas tradições.
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Ainda relativo à época pascal, a própria Natureza se encarrega de manter (mais cedo ou mais tarde) algumas das suas preciosidades, fazendo brotar da terra pequenas maravilhas – as flores – que nos vão lembrando o ciclo da Vida (mesmo lutando contra todas as adversidades sejam elas climatéricas ou de outra índole).
Assim pelos campos surgem plantas que ao longo do tempo ficaram relacionadas com esta época:
- as “Páscoas”
   
   
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- os “pincheis”
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- as “violetas”
 
Mas muitas outras maravilhas começam a desabrochar, nesta altura do ano, dando um colorido diferente à aldeia de Águas Frias.
Se tiver oportunidade, não há como percorrer a Aldeia, embrenhar-se pelos caminhos por entre os campos e … certamente não dará como tempo perdido.
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Já agora e como estamos em época primaveril, um “passarinho” segredou-me ao ouvido que se está a pensar e preparar o retomar de mais uma tradição desta Aldeia – a Festa em honra do padroeiro de Águas Frias – S. Pedro.
O mesmo “passarinho” me “chilreou” que a referida festa, provavelmente se realizará a 2, 3 e 4 de Agosto, para que um maior número de aquafrigidenses tenham possibilidade de nela participarem.
Estaremos atentos a novos “chilreios” sobre este assunto.

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publicado por ÁguasFrias às 18:20
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