Pequenas Gotas de Águas Frias


Águas Frias - making a free slideshow
Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

"Páscoa em Natureza" - Maianima voltou a animar Águas Frias e Chaves (parte I)

 Antes de iniciar a abordagem ao tema que dediquei para hoje, e como a Páscoa se aproxima, quero desejar a todos:

UMA  FELIZ  E  SANTA

 

PÁSCOA

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Agora sim, tal como diz a canção do Rui Veloso “o prometido é devido …” e, mesmo com algum atraso (embora esteja desculpado já que estamos a chegar à Páscoa e o tema do projecto é "Páscoa na Natureza"), vou tentar descrever o fim-de-semana em que a Maianima tornou diferente a monotonia da vida da aldeia de Águas Frias.
É uma tarefa, nada fácil, tentar transmitir por palavras, tudo o que se foi vivendo nestes dias, pois só vivenciado se pode “sentir” o quanto de diferente se tornou Águas Frias.
 **********
Logo pelas nove horas e meia, do dia 28 do passado mês de Março, numa manhã que já se previa fria, começam a chegar os primeiros carros cheios de maiatos (pais/crianças e jovens).
A aldeia começa, desde esse momento, a ter um movimento inusual.
De cada carro saem todos (cerca de 70 pessoas), com um ar satisfeito e curioso.
Finalmente tinham chegado ao lugar desejado. E para muitos a primeira vez que iriam entrar em contacto com uma aldeia transmontana.
Tudo lhes parece diferente …
Cada um carrega com os seus sacos/malas/mochilas e desde o largo na rua 1.º de Maio, rumam para a casa da Edite/Augusto.
Mesmo antes de aí chegarem, deparam-se com o imponente “pórtico” encimado por dois pináculos nos extremos e no centro a sua “concha” de granito.
Foto de Mário Cortez
Alguns (já conhecedores) passam por ele em direcção ao pequeno-almoço. Outros, param, admiram e começam-se a ouvir os primeiros clicks e os flashes, por breves instantes, iluminam esta frontaria.
Devagar ou lestos, todos entram para o pátio interior da casa dos anfitriões.
  Esta e muitas outras fotos deste post foram captadas e gentilmente cedidas por Mário Cortez

 

 

Aí, já os esperava um pequeno-almoço transmontano:
Claro que para as crianças havia leite quente (com ou sem chocolate); para todos, pão fresco, e uns pastéis de Chaves, previamente aquecidos.
Para os adultos havia ainda umas alheiras (genuínas, de produção caseira da aldeia) e acabadinhas de grelhar; presunto (genuíno) de Chaves e poderia ser regado com um tinto das vinhas de Águas Frias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hummm ….eu que também provei, só vos digo que foi um pequeno-almoço Divinal.
Como diz o ditado popular:“é pela manhã que se começa o dia”.
Este não poderia começar da melhor maneira. Desde a degustação destas iguarias até à boa disposição que reinava entre todos.
Depois disto, todos ficaram expectantes de como seria todo o fim-de-semana, nesta pequena e bela aldeia do concelho de Chaves.

 

Seguiu-se um momento de lazer para os mais novos, usufruindo do recreio do Centro Escolar de Águas Frias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
  
Os adultos tiveram oportunidade de entrar em contacto com a aldeia e até com as pessoas com quem iam cruzando.
Mais uma vez a aldeia se encheu de risos de crianças e jovens, correrias, curiosidade, em que os adultos não se ficavam atrás, enchendo as unidades de memória (cerebral ou das máquinas fotográficas) para mais tarde recordar.
Ainda houve tempo para, na Igreja Matriz se fazer um curto ensaio para os cânticos da missa dominical.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A rua Central foi percorrida na sua totalidade desde o largo da Igreja,...

 

 ... fazendo uma paragem no Café Pires, ... 
 ... e continuando até ao Restaurante do Quim Russo” onde seria servido um lauto almoço para todos.

 

A entrada foi ruidosa mas mal as travessas foram sendo colocadas na mesa, o silêncio só era cortado pelo bater dos talheres nos pratos. A vitela estava divinal.
No fim, até o Quim teve direito a um fadinho, com letra adaptada aos bons serviços gastronómicos e simpatia, cantado pelo Ricardo e acompanhado à viola pelo Diogo.

 

 Seguiu-se um momento de descontração e confraternização.
Mais uma vez grupos de gente se espalhou pelas ruas da Aldeia, ...
... até aos seus meios de transporte, pois a tarde seria passada em visita à cidade de Chaves.
Apearam-se junto às margens do Tâmega, perto das Caldas e atravessam-se jardins, percorreram-se as estreitas ruas do centro histórico com as suas casas mostrando as características varandas, até chegar à Praça Camões.

 

Visitaram o Museu Militar na torre de Menagem do Castelo de Chaves: ouviram as explicações do guia, subindo os degraus (dos andares e da História), ... 

 

   
   

 

 ... até que … no último andar, nos foi comunicado que estava impedido o acesso ao cimo da torre de menagem devido a obras a executar no telhado.
Que pena, pois também impediram que crianças, jovens e adultos, vindos da Maia pudessem desfrutar de uma magnífica e privilegiada vista sobre a cidade (zona histórica e urbanização recente, seus arruamentos, as zonas verdes), o vale de Chaves, o serpentear do rio Tâmega, a ponte romana, …as serras que envolvem a cidade.
Foi pena, esperando que as obras sejam rápidas para que todos os que futuramente visitem esta milenar cidade possam ter beneficiar desta panorâmica da cidade enquadrada no seu envolvente.
Visitaram-se os belos e bem tratados jardins junto à torre de menagem do Castelo e dirigiram-se para o Museu da Região Flaviense, onde puderam ouvir as explicações da guia e ver os riquíssimos achados arqueológicos da região flaviense (entre eles o “achado” da Coluna dos Povos).

 

 Visitaram também a Igreja matriz e constataram as diversas intervenções arquitectónicas ao longo do tempo, desde o românico até ao barroco do seu órgão de tubos.

 

 

 

 

 
 
Logo ao lado descobriu-se o pelourinho,  o seu significado e função, assim como algumas características inéditas, como seja a esfera armilar no cimo da 5.ª colunata (que é evidente ser posterior ao pelourinho original).
 

 

 

O ar estava fresco, com um ventinho que já se estava a tornar pouco agradável e o relógio biológico já anunciava hora do lanche, que foi distribuído nos jardins anexos às Caldas de Chaves.
Mesmo ao lado, estava um equipamento que desde logo atraiu a atenção dos mais novos: um “parque infanto-juvenil” (diga-se que em muito bom estado e com diversificados equipamentos).
Aí, os mais novos desfrutaram livremente das suas brincadeiras enquanto davam espaço para os adultos se poderem aventurar pelas imediações, ao longo da requalificação das margens do rio Tâmega. Tiveram oportunidade de ver as antigas “poldras”, a ponte pedonal, a vista magnífica da ponte romana (ou de Trajano).

 

 

 Depois de um jantar num restaurante de Chaves, dirigiu-se todo grupo para o Auditório da Academia de Artes de Chaves.
Vieram também população de Águas Frias, alunos que frequentam a Escola de Águas Frias e a sua professora Fernanda, o pároco da Aldeia, sr. padre Helder e o Presidente da Junta de Freguesia de Águas Frias (Romeu Gomes), que sempre acompanhou este grupo maiato e colaborou na concretização deste projecto da Maianima.

O grupo de teatro da Maianima presenteou todos os presentes com a adaptação do livro “A floresta” da escritora Sophia de Mello Breyner, com coreografia do também maiato Carlos Frazão.

 

   
   
   
   
A representação de todos os jovens maiatos e coreografia, não se ficou atrás do belíssimo texto que tinha por base. Em minha opinião, foi um belíssimo momento de teatro e não posso deixar de dar os meus parabéns aos jovens actores e coreógrafo, pois conseguiram dar vida e cativar a atenção dos espectadores, que certamente saíram agradados.
Não resisto a fazer uma pequena nota para como Carlos Frazão conseguiu tornar o narrador, numa personagem, não estática ou voz off, mas num jovem que aproveita o momento antes de se deitar para partilhar connosco (público) o seu gosto pela leitura. Parabéns.
De regresso à aldeia, já era tempo de deitar.
Deitar tanta gente?
Afinal nem foi difícil, pois a hospitalidade das gentes de Águas Frias tudo tornam possível. Ocuparam-se a casa da Edite/Augusto, a casa da Idália, da Linda, da tia Lila e da srª Augusta (e já a Noémia conseguia disponibilizar mais dois quartos).
Que prazer, ver a disponibilidade e hospitalidade das Gentes de Águas Frias!!!!
As crianças, exaustas, foram-se deitar, mas os adultos queriam, mesmo cansados, aproveitar todos os momentos, e foram ficando … até que a “tia Lila” e a Srª Augusta apareceram com castanhas acabadinhas de assar, de modo tradicional na lareira. Bom,… logo se fez um magusto em finais de Março. 
 

 NOTA:  Como o post já vai longo e já não existe capacidade para inserir mais conteúdo, a descrição do dia 29 de Março (domingo) seguirá no post seguinte

sinto-me:

publicado por ÁguasFrias às 23:58
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