As árvores crescem sós. E a sós florescem.
Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.
Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.
Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam novas árvores.
| A Aldeia e a Árvore florida |
E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.
Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.
As árvores, não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa não é sua.
Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
A crescer e a florir sem consciência.
Virtude vegetal viver a sós
E entretanto dar flores.
António Gedeão
Obra Poética, Lisboa, edições JSC, 2001
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Hoje comemora-se o 25 de Abril que em 1974 que devolveu a liberdade a um povo oprimido.
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Relembro esta data pois foi depois dela que se deu oportunidade como esta, a divulgação de um blog, sem qualquer restrição ou sensura, sendo a responsabilidade do que escrevo ou publico da minha inteira responsabilidade e dando oportunidade a que quem quer que seja, possa emitir as suas opiniões e sugestões sobre o mesmo.
25 de abril
Dia da Liberdade
Depois de um Inverno com temperaturas amenas e sem pinga de aguas (frias), eis que chega a Primavera e contrariando (até o tempo nos vai contrariando) o que fomos aprendendo na escola sobre as caraterísticas das estações do ano, eis que a estação das flores, das borboletas, do tempo solarengo e alegre nos vem presentear com chuvas e de temperaturas que nos obrigam a ir novamente buscar os agasalhos que até já estavam arrecadados.
Bom, estas e outras alterações até nem vieram despropositadas pois os campos estavam secos e a falta de chuva estava já a preocupar, sendo as chuvas bem vindas (estas alterações ainda vieram remediar o mal que o Inverno impôs o que não sei se as "outras" constantes alterações, que não as do tempo trarão melhorias e benefícios). Até agora ...
| A cerdeira, a Igreja e o Castelo |
Mas deixemo-nos de lamentações, que a nada nos levam, e para alegrar um pouco esta página deixo-vos uma imagem desta "pequena mas bela Aldeia", com um sorriso de Primavera.
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Embora hoje já seja domingo de Pascoela, deixo aqui alguns registos da Visita Pascal realizada no Domingo de Páscoa.
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A todos , espero que tenham passado uma FELIZ PÁSCOA.

Todos se sentem impacientes ...
Todos pensam de como será ...
Já está a ser demais ...
Como nos sentimos impotentes ...
Nada podemos fazer ...
Quando terminará ? ...
| A Cancela e o fio azul |
Não, não estou a falar da crise financeira que assola o País ...
Essa também poderia ser um bom mote para reflexão, mas já há muita gente a debruçar-se (?) sobre o assunto ... e os resultados (?) ...
Mas voltemos ao tema que me trouxe novamente aqui. O estado, já declarado de seca moderada e/ou extrema.
Não tem chovido há alguns meses, tendo sido este mês de fevereiro o mais seco de há 80 anos.
| Pastando à procura das poucas ervas verdes |
Mas, parece que ainda se pode reverter esta situação, pois as previsões metereológicas preveem alguma chuvas para estes próximas dias.
Oxalá que sejam certeiros (às vezes são).
A Natureza já clama por água e o castanho teima em manter-se como a cor dominante.
Esperemos que até a Natureza não nos abandone e também entre em crise (e para esta não há "troika" que lhe valha (ou não)).
Bom, deixemo-nos de lamechices e esperemos que a chuva ensope os lameiros, engrosse os ribeiros, encha os poços e fontes e regue as hortas.
| ... quando o castanho é a cor dominante na Natureza ... |
Já há saudade, daquele cheirinho de quando as primeiras chuvas embatem no solo seco ...
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